REFLETINDO – “Retratos e Relatos” por ele mesmo

Já faz um tempo que estou querendo escrever sobre isso aqui, mas como todos sabem minha cabeça ferve tanto que só quando baixo o fogo é que consigo sentar, me concentrar e escrever algo com carinho. 

Para entender bem o tema do post tem que ler até o final, afinal o “gol” é o resultado de uma sequência de “passes”. (-:

Por trás do “Blog Retratos e Relatos” tem tanta coisa pra dizer e tanta coisa que é dita/escrita que vocês não fazem idéia. Aliás, quando comecei não tinha idéia do tamanho da porta que estava abrindo. Se preparem, pois se a porta é grande, o caminho até ela não foi nada curto e nem tampouco é fácil de resumir. (((-:

Antes de vir a primeira vez para a Alemanha em Dezembro de 2006 ainda como “turista” tinha ouvido somente uma amiga jornalista comentar sobre Blog e foi essa amiga, a Gabi, que me ajudou e me incentivou a fazer meu blog nessa época. Pois foi uma das melhores coisas virtuais com consequências reais que aconteceu na minha vida! Como dito, era dezembro, inverno alemão, eu só falava duas coisas em alemão “Danke” e “Ich liebe dich”, o Rô teve que trabalhar enquanto eu estava aqui e ai fiquei sozinha em casa sem ter o que fazer. Pois é, fomos, eu e o Rô, salvos pelo Blog.

Sempre amei escrever cartinhas e textos avulsos sobre a vida (até carta pro Presidente da República eu escrevia nos meus momentos de revolta). Nada muito poético e também nunca consegui escrever em diário. Sei lá, começava o ano, escrevia dois dias e depois ficava entediada. Não via sentido, não tinha público, muito privado pra mim. Pois é, nasci pra ser pública. (((-:

Quando fiz minha primeira conta de email (acho que foi no IG, sei lá), entendi porque nasci nessa geração. Comecei a mandar textos que tirava de uns livros que tinha para todos meus amigos e junto à estes textos enviava sempre minha “abstração” sobre aqueles temas. Adorava fazer isso e fiz por muito tempo, até que a rotina me sufocou e comecei a usar email apenas para assuntos mais “sérios”, mas nem por isso tão “úteis” quanto os textos que eu costumava enviar.

Depois que parei de enviar os emails com pensamentos e abstrações, percebi que sentia falta daquela troca, daquela doação. Mas minha vida estava, pra variar, louca e não encontrava tempo para me doar como queria. Sim, o capitalismo é o melhor amigo do individualismo e o pior inimigo do tempo “livre”. Eu estava nesse jogo e estava tão concentrada nas regras que ele impõe, que não percebia que eu não levo o menor jeito pra jogar isso.

Foi então que minha vida girou no sentido contrário deste jogo, me levando a deixar pra trás todas àquelas regras que estavam me sufocando. E, não por acaso, a primeira porta a se abrir pra mim nesse novo contexto foi justamente a porta que me levou a fazer o que amo de verdade: me comunicar através do que vivo, ajudando, aprendendo, trocando, acrescentando, fazendo refletir, fazendo rir, fazendo chorar, fazendo sentir, fazendo viajar.

O “Retratos e Relatos” nasceu em dezembro de 2006 e desde então só me ajudou a “me” entender e a “me” enxergar. Sim, pois a gente se conhece através do que os outros veem em nós. Nós mesmos não conseguimos nos definir tão bem, quanto àqueles que convivem ou que tem contato com a gente ou com o que a gente usa para se expressar.

Um Blog geralmente nos expõe muito, mesmo que inconscientemente, ou seja, mesmo que tentemos evitar nos expor. A forma como se escreve diz muito sobre o que somos, sobre como sentimos, sobre o que nos incomoda de verdade, sobre o que amamos. Eu, pelo menos, só “sigo” um blog se eu me identifico com o que a pessoa conta e com a forma como ela conta algo. O Blog, como qualquer meio de comunicação, constrói relacionamentos baseados em empatia. Seus leitores, te leem porque eles se identificam com você. Seus leitores projetam em você àquilo que eles desejam para eles mesmos.

Sim, ter um Blog, ser um(a) Blogueiro(a) não é tão trivial quanto parece. É algo intenso. Reflete a frase: “Tu te tornas responsável por tudo aquilo que cativas.” Vocês não tem idéia de quantos emails eu recebo semanalmente de pessoas que me escrevem para desabafar, para pedir conselhos, para pedir uma conversa, para me elogiar, para pedir uma amiga e etc. Sim, é maravilhoso, mas também dá medo. Dá medo de não corresponder, dá medo de escrever algo que fira, dá medo de não poder ajudar como eu gostaria.

No começo eu não dava muita atenção para o que escrevia, pois meu Blog (como qualquer Blog no começo) não tinha muitos acessos, só família e amigos. Mas, de repente, os acessos começaram a crescer e com eles o número de pessoas a me mandar email também. Começaram a aparecer especialistas de todas as áreas possíveis, sempre preparados para me indagar sobre uma informação ou outra. Depois começaram a aparecer pessoas maldosas escrevendo recados pra lá de pervertidos e mal educados. E, depois que aprendi a lidar e a tomar cuidado com os dois primeiros tipos, começaram a aparecer os fãs. Gente como eu, gente que tem ambições pessoais, gente que tem medo, gente que tem sonhos, gente que tem dúvidas, gente que ama viver, gente que está cansada de rotina, gente.

E é essa gente que me faz continuar escrevendo. É pra elas que escrevo, pois sei o quanto é difícil tomar decisões sozinha sem referências. Sei o quanto é difícil acreditar que uma escolha difícil, pode ser a melhor. Sei quanta falta faz ouvir: “Vai em frente!”. Sei o quanto é difícil falar sobre nossas fraquezas para àqueles que mais amamos, pois temos medo de sermos menos amados por estarmos sendo fracos. Pois é, às vezes é mais fácil dizer ao padre ou à um(a) blogueiro(a). (((-:

Meu cunhado uma vez disse que o Blog pode ser compreendido como um “divã” da era virtual e eu concordo com ele. O Blog, dependendo do estilo, é sim um “divã”. A diferença é que aqui a gente se expõe pouco ou nada visualmente, pode escrever sem ser interrompido e aprende com os erros/experiências de quem escreve. Aliás, ironicamente quando eu estava no 3° ano de Enga Química, tranquei a matrícula para fazer Psicologia, mas depois de um ano de terapia descobri que jamais conseguiria viver com dinheiro de conselho. Pois é, o Blog era o “divã” que eu procurava e não sabia.

Enfim, esse post nao tem endereco certo. É um texto que escrevi como forma de mostrar os bastidores de um blog simples, escrito por uma pessoa comum como eu. Uma forma de descrever brevemente o poder das palavras e também uma forma de incentivar quem está comecando ou quem está pensando em parar, só porque poucas pessoas comentam. Quer um conselho? Deixe sempre um email para contato, pois muitas pessoas nao querem se expor deixando comentários públicos, mas adorariam ter um contato mais privado através de email.

É isso. “Retratos e Relatos” é o seu e o meu divã, sendo que nesse divã não se deita, se decola! Então fica aqui o convite: VIAJE COMIGO! (((-:

FESTA – Carnaval Brasileiro na Alemanha 2010 (Stuttgart)

Pode até chover, pode até NEVAR, o que eu quero é pular carnaval brasileiro!!!! (((-:

Isso mesmo: carnaval BRASILEIRO na ALEMANHA!!!! Tá, tá… não é “O” carnaval brasileiro, mas que deu pra sentir um pouquinho do “espírito brasileiro carnavalesco”, ahhh deu!

Sim, é muito bom você aproveitar que está em outro país para vivenciar as diferenças culturais e blablabla, mas com carnaval não se brinca minha gente! Se eu não tivesse outra possibilidade, lógico que teria me enfiado em um dos carnavais tediosos (pra mim) da Alemanha, mas ai vem o “Carnaval dos Tigres” em Stuttgart e nos oferece um carnaval pra lá de brasileiro. Não há brasileiro apaixonado pelo nosso carnaval que resista! EU AMO CARNAVAL, mas TEM QUE SER  BRASILEIRO!!!!

A festa estava ÓTIMA, as cias estavam ÓTIMAS, as músicas estavam ÓTIMAS e as fantasias MARAVILHOSAS!!!! Eu fui fantasiada de Pippilotta Viktualia Rullgardina Krusmynta Efraimsdotter Långstrump, conhecida carinhosamente como Pippi Langstrump. Como assim nunca ouviu falar? Pra ser sincera eu vi essa personagem uma vez em um jornal, quando a atriz que representava ela faleceu (acho que no ano passado, sei lá). Essa é uma personagem criada pela escritora sueca de livros e histórias infantis super famosa Astrid Lindgren. A “Pippi” é sua personagem mais famosa e eu diria que a “Pippi” está para os europeus, assim como a “Emília do Sítio do Pica-Pau Amarelo” está para os brasileiros. Aliás, acho que tenho uma certa tendência a escolher fantasias de meninas sapecas. (((-:

Vi uma amiga de uma amiga fantasiada assim e achei fofo, mas de fácil não tem nada, principalmente a parte das tranças. Ahhh se não fosse meu engenheiro mecânico mineiro cruzeirense predileto! (((-:

Sei que minhas tranças fizeram sucesso e deixaram muita gente curiosa e quase furaram outras. (((-: Sério! A fantasia ficou fofa, mas me arrependi um pouquinho, pois tinha que tomar muito cuidado pra não acertar o olho do povo com minhas trancas, além do que eu mesma não podia pular muito e etc, o que é difíííícil se tratando de Maira. (((-:

Uma fantasia da noite não pode deixar de ser citada: a da “Nega Maluca”. Foi minha primeira opção, mas ai vi a da “Pippi” e resolvi escolher essa. Ai quando conversei com uma amiga que ia com a gente, ela disse que não tinha a menor idéia de como se fantasiar e ai sugeri a “Nega Maluca”. Ela, como é francesa, não tinha a menor noção do que era isso, ai mandei várias fotos pra ela e “tcharan”! Cara, era a melhor da festa! AMEI!!!! ((((-:

Outro fato incrível desta festa foi um reencontro que mostra como a vida é louca. Um dia antes da festa, um amigo meu da faculdade me chama no MSN depois de muuuuuito tempo sumido. Acho que no ano retrasado nos encontramos em Munique e passeamos eu, ele e o Rô um dia juntos lá batendo perna, pois ele mora lá já faz uns 5 anos. Pois bem, o sujeito que era um dos mais CDF´s da turma decidiu largar um emprego ótimo na empresa Henkel para vir para a Alemanha viver de música. E não é que ele me chamou no MSN pra me dizer que viria pra Stuttgart tocar no tal carnaval brasileiro? Ele no final da conversa pelo MSN: “Má olha que doido, nós dois formados em Enga Química em SP, vamos nos encontrar em um carnaval brasileiro em Stuttgart, onde eu (ex-Engenheiro e roqueiro) vou tocar música axé!”. Pois é, e eu somo à isso o fato de que eu (ex-Engenheira) virei marqueteira. (((-:

Enfim, eu apoio o Thiaguinho desde o início, afinal ele sendo músico aumentam minhas chances de tirar foto com a banda e de conhecer a galera do meu meio, do meio artístico. (((-: AMEI TE ENCONTRAR PESTE! (((-:

Mas voltando pra festa, tenho que dizer que o show com as mulatas que tantos brasileiros dizem morrer de vergonha foi o melhor da noite! Cara, elas sao lindas e que corpo é aquele!?!?!??! Disse e repito: se eu tivesse aquele corpicho ia viver pelada também! Senti um orgulho tao grande de dizer que aquelas mulheres eram brasileirissímas. Uma simpatia absurda e emanando alegria. LINDOOOOO!!!! Mas tenho que admitir que segurar seus homens é uma atitude necessária. (((-:

O show de capoeira também foi lindo e o corpicho dos ómi também era um “Jesus me abana”, viu!? Ai… ai… (((-:

E, pra manter o nível alcoólico equilibrado fomos apresentados ao “gelinho de caipirinha”. Pois é, uma das nossas colegas que era francesa trouxe do Brasil um monte de  saquinhos desse tal “gelinho de caipirinha”. Não deu outra, todos nós enfiamos um monte nas bolsas e bolsos e mandamos ver. No fim virou atração na festa! (((-:

Pena que não encontramos todos que disseram que estariam lá e também todos àqueles que sei que gostariam de estar mas não podem ou nao puderam, mas tenho certeza que a diversão foi geral e que com grupo ou sozinho não faltou motivo pra sair de lá feliz, com frio e sambando na neve! ((((-:

 

ALEMANHA – Berlim (Reveillon 2010)

Atenção! Esse post, apesar do atraso, é sobre a passagem de ano de 2009 para 2010. Isso é uma prova de que 2010 tá pra lá de bom! E, seguindo o ritmo, logo escrevo sobre o CARNA que foi MARA (para o padrão alemão, lógico…rs)! (((-:

Im! Im! Im! Ano Novo em Berlim! AMOOOOOOOOOOOOOOO!!!! (((-:

Essa “virada” (ui!) foi sim MUITO especial: lugar especial, cias especiais e condições climáticas pra lá de “especiais”. (((-:

Bom, eu não vou falar muito sobre Berlim em si, pois sobre essa cidade alemã MARAVILHOSA você pode ler nesse outro post que escrevi depois da primeira vez que estivemos por lá. Imperdível! (((-:

Vou direito aos fatos que marcaram essa viagem especificadamente. Essa foi uma daquelas viagens que você fica “paquerando” por muito tempo e quando menos espera tá lá. Não tínhamos certeza se iríamos, pois o inverno por aqui e por aquelas bandas também estava pra lá de rigoroso (aliás, ainda está). Como tínhamos decidido que caso fossemos, iríamos de carro, ficava sempre aquele receio de pegar nevasca no caminho, afinal são aprox. 600km daqui (Stuttgart) até Berlim. Na verdade, o receio era da pessoa com juízo nessa casa, que, lógico, não sou eu (rs). Eu só fiquei botando pilha pra gente ir, dando uma de “Mãe MairÁ” e prevendo uma condição climática sempre extremamente favorável ao preenchimento dos meus desejos pessoais. (((-:

No fim dobrei o mineiro e ele topou encarar a dona neve e tudo mais, só que faltava um “pequeno” detalhe: não, não estou falando sobre os pneus de inverno, pois estes compramos baratim’ pelo eBay, nosso problema era não ter hospedagem reservada. Pois é, começou o desespero, pois em todos os sites que costumamos procurar hospedagem não tinha mais nada livre na região de Berlim para o Ano Novo. Bom, eu não me desespero.. e desistir, jamé! Comecei a procurar nas cidades vizinhas e eis que achei um apartamento de férias em Potsdam (20km de Berlim) simplesmente FANTÁSTICO!!!

Olha o alemao fazendo "churrasco" de linguica no meio da neve!

Ultimamente sempre procuramos esses apês que eles chamam aqui de “Ferienwohnung” (ou, carinhosamente, FeWo). É, geralmente, um andar de uma casa de senhores, cujos filhos se mandaram e ai estes decidiram transformar “metade” da casa em um “apartamento de férias” e faturar uma graninha. A-DO-RO! Pra eles vale super a pena e pra quem fica lá mais ainda, pois costuma ser mais barato que qualquer hotel e você se sente literalmente em casa. Além disso, você tem normalmente a oportunidade de interagir com os donos da casa, ou seja, a oportunidade de trocar idéias com pessoas locais (desde que você fale a língua deles, claro…rs). E, nesse caso, foi mais especial ainda, pois Potsdam pertence à antiga Alemanha Oriental e os dois vozinhos viveram a vida inteira deles naquela cidade, inclusive o período onde o muro isolava uma Alemanha da outra. Os donos desse apartamento de férias eram o Sr. e Sra. Zahn (dente, em português). Quando chegamos lá eles pensaram que a Haila (minha irma) era mulher do Rô e eu a irma dele, ou seja, confirma-se aqui mais uma vez a teoria que depois de alguns anos juntos o casal fica “parecido” (fisicamente, lógico). (((-:

Receberam a gente com um carinho inesquecível e, inclusive, no dia 1° chamaram a gente pra fazer um brinde com, lógico, “Sekt”, o famoso “champagne” alemão que eles tomam em toda e qualquer comemoração. Nos sentimos super à vontade com os vovôs, aliás senti eles como aqueles avós que contam histórias pra encantar a gente. Eles contaram um pouco sobre como era a situaçao na época da antiga Alemanha oriental. Disseram que os mercados nao tinham a variedade de artigos e abundância de mercadorias como hoje. Algumas coisas eram racionadas e pra outras tantas era necessário se cadastrar e esperar a disponibilidade. Por exemplo, para comprar móveis as pessoas tinham que se cadastrar e, as vezes, o tempo de espera era superior a 1 ano. Outra coisa curiosa era que o aquecimento das casas era feito quase sempre p0r grandes fornos a lenha que ficavam em cada cômodo da casa (dimensoes aprox. 1,60 x 1,0 x 0,5 m). Eles ainda tinham um desses na sala da casa, só pra enfeite. Eles disseram que os aquecedores moderninhos iguais aos de todas as casas que eu já ví aqui (aquecedor central que circula água quente) só chegaram lá há uns 10 anos. Porém, é bastante interessante notar que, apesar das restriçoes materiais e de um certo cerceamento da liberdade individual, eles disseram que a vida naqueles tempos era melhor. Tudo era controlado pelo estado, mas as pessoas e as próprias condiçoes eram mais igualitárias, e a vida em comunidade era mais intensa. A Sra. Dente disse, com bastante propriedade, que hoje em dia muitas pessoas se medem pelo poder e padrao de consumo, e estao bem mais individualistas. Pois é, depois da conversa deliciosa que tivemos com os vozinhos fiquei pensando como seria bom se houvesse um sistema de organizaçao que só pegasse as coisas boas do capitalismo e socialismo… seria…

A casa deles e o nosso apê eram fofos demais! Sabe casa de vó? Pois é, imagina isso e já está bem perto da verdade. Quando a gente saia dava até tristeza, porque o que a gente queria mesmo era ficar lá o tempo todo. Mas Berlim estava chamando e com neve ou sem neve eu não resisto à esta cidade!

De onde estávamos até Berlim era rapidinho, mas, por causa da neve, preferimos ir de carro apenas até a estação de trem mais próxima e com esse trem íamos direto no centro de Berlim com todo conforto que qualquer um deseja naquela nevaiada. A Haila parecia uma criança feliz e eu, pra variar, também! (((-: Abaixo algumas fotinhos invernais de Berlim pra vocês!

Na véspera de Ano Novo estávamos numa preguiça avassaladora pra sair de casa, então enrolamos até onde pudemos. Vimos na TV um cara falando algo do tipo: “Pra quem quiser se aproximar do Portal de Bramdenburg é melhor chegar até as 21 horas.” Na hora ouvimos e ficamos tentando imaginar se eles iriam proibir a entrada após este horário ou não, mas de tanto imaginar foi ficando tarde e fomos pra lá correndo o risco mesmo. Dito e feito: a região em torno do portal estava cercada e as entradas foram interrompidas a partir das 21 horas, pois não cabia mais ninguém naquela meiuca (segundo a estimativa da polícia, havia mais de 1 milhao de pessoas).

Ficamos tentando “dar um tumé”, mas não conseguimos furar a segurança, então tivemos que andar bastante pra conseguirmos chegar até um telão que estava transmitindo tudo para os que ficaram fora da área próxima ao portão. Nossos pés estavam congelando, mas mesmo assim conseguimos nos divertir muito com as figurinhas que apareciam por lá e com as nossas loucuras e crises de bobeira também. (((-:

Qual não foi a surpresa quando um pouco antes da virada me começa a tocar aquela &%$* da música “Samba de Janeiro” e logo depois da virada foi a vez do “Rap das Armas” na versão original em espanhol. É lógico que eu e a maninha demos um show de como se dança funk paulista! ((((((((-:

Foi uma Ano Novo inesquecível e simplesmente MARAVILHOSO!!! Mas a volta pra casa foi beeeem branca como a vida na Alemanha costuma ser… (((-: