Paris… Paris… uma cidade que apresenta um contraste entre a sua superfície e sua profundidade.
Paris é sim bonita, mas há parisienses que digam que Roma (Italia) deveria ser muito mais aplaudida do que Paris. Eu mesma já daria a Praga (República Tcheca) o título de nobreza, pois lá realmente fiquei boquiaberta. Enfim, é bonita, mas nada muito fora do comum como é expressado constantemente pelos turistas.
Paris tem uma história de glamour e talvez por isso seja tão buscada. Foi palco de também de grandes conflitos e foi, mais tarde, projetada para ser a cidade mais moderna daquela época. Até por isso tem uma distribuição arquitetônica singular, isso é inegável. Pra mim Paris não é a “Cidade da Luz”, mas sim a “Cidade da Ostentação”. A começar pelos preços cobrados na capital francesa. Um roubo! Não. Não há o que justifique os preços que são praticados em Paris, mas muita gente paga e até por isso essa prática não muda.
De tudo que vimos o que mais me impressionou pela sua beleza foi, sem surpresas, a Torre Eifel, principalmente à noite. Fiquei maravilhada com a imagem. Infelizmente não foi possível tirar muitas fotos bonitas pela manhã, pois tinham centenas de turistas que poluem frequentemente a imagem. Mas à noite, foi maravilhoso, pois só assim eles não apareceram na foto. (-:
Passeamos também na Avenida Champs Elisees. Não que eu tivesse a pretensão de comprar algo, mas não poderia perder a oportunidade de ver um monte de gente que vende o carro pra comprar uma bolsa original da Luis Viton andando com cara de Rainha Elizabete. Me matei de rir! Sai andando igualzinha a Gisele Bünchen, apesar de estar vestida como alguém que vai pra praia. Bom, pelo menos assim chamei a atenção.
Passamos pelo Arco do Triumfo. Realmente imponente.
Passeamos ao redor do Museu do Louvre. Sim, só passeamos, não entramos. Aliás, não entramos em museu nenhum. Primeiro por causa das filas e segundo porque não sou muito chegada em museu mesmo e, por último, porque meu sorriso é muito mais bonito do que o sorriso da Monalisa, ou seja, não pagaria por isso. ((-:
Por último passamos na Catedral de Notre Dame que é realmente fantástica! Principalmente os detalhes…
Mas querem saber qual foi a melhor parte da viagem!? Passear utilizando o transporte público francês, principalmente trens. Foi só desta forma que realmente conhecemos Paris no seu todo. Foi só assim que entendemos Paris como uma cidade de contrastes entre o que nos é apresentado no circuito turístico e o que nos é revelado quando alcançamos sua periferia.
Entrando nas estações de trens, já percebe que o sonho acabou. As estações são muito sujas (inclusive, com sorte, encontra uns ratinhos por lá) e os trens não tinham sistema de ar condicionado. Imagine. Fomos no verão. Quase morremos de calor dentro dos trens, mas por sorte tinha uns leques de papel que a galera deixava em alguns bancos para o próximo sofredor poder se refrescar. Mas, aplausos, o transporte ferroviário, apesar da parte ruim, é abrangente, ou seja, suas linhas alcançam praticamente qualquer lugar que você queira ir dentro de Paris.
O mais impressionante foi não ter visto praticamente nenhum africano vestido com trajes típicos na ruas e encontrar vááários dentro dos vagões! AMEI !!! Acho simplesmente maravilhoso como eles se vestem com aquelas cores alegres, turbantes e “camisolões”.
Através do vidro dos trens também pudemos ver a “periferia” parisiense que não transmite mais glamour e riqueza, mas o contrário. Foi uma experiência que me mostrou mais uma vez como os passeios turísticos não nos mostram a verdade por inteiro. Por isso procuramos sempre sair da rota tradicional, pois só assim conseguimos conhecer esses lugares de verdade. Tudo bem, o custo disso é que muitas vezes o encanto se desfaz, mas prefiro viver na realidade.
Ficamos hospedados na região de La Defense e, por uma feliz coincidência, tenha sido por isso que conhecemos esse lugar também na periferia de Paris. La Defense é a região do negócios e das sedes das grandes empresas européias. Caracterizada pela arquitetura contemporânea de suas imensas torres, pelo enorme jardim que vai liga-las entre si e pelas 60 obras de arte espalhadas pela esplanada central. Vale a pena conferir!
Foi minha primeira viagem por aqui e, por isso, não tirei muitas fotos como deveria pra registrar o desconhecido. Sendo assim, espero poder voltar a Paris para poder conhecer melhor, principalmente fora da rota turística. Vou pegar umas dicas de umas amigas francesas e volto com elas pra vocês! Espero que dê tempo pra isso… (((-:


Postado por: Maira 











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