Alemanha – Allgäu Alpes (Trekking)

Maira on julho 23rd, 2008

Sem dúvida tá no “Top 5″!

Um trekking maravilhoso e exigente nos Alpes na região da baviera (extremo Sul da Alemanha – divisa com Áustria), conhecida como Allgäu.

Paisagens ímpares com direito até a cachoeiras por todo trajeto, travessia na neve (em ângulos que te obrigam a ir escorregando ladeira a baixo), pirambeiras que desafiam qualquer mochileiro, montanhas pontiagudas e ainda parcialmente cobertas por gelo e flores minúsculas e graciosas que tornam a paisagem muito mais colorida.  

Se você mora na Alemanha ou proximidades ou se mora bem longe, mas dispensaria qualquer museu/igreja/castelo europeu pra fazer um trekking nas alturas, não pode deixar de visitar a região do Allgäu. Até essa viagem nada na Alemanha tinha me surpreendido tanto positivamente quanto essa trilha. Simplesmente porque AMO natureza e sentia falta de algo mais selvagem por aqui. Mas SIIIIIM eles tem o que oferecer nessa área também! Acredite!

Foi uma experiência extremamente enriquecedora, pois além do trekking maravilhoso, também tivemos a oportunidade de conviver 3 dias com mais 8 alemães jovens. Pessoas bem bacanas aliás. Lógico que não foi divertido como seria com brasileiros, mas rolou. Pessoas tranquilas, sem crises e bem dispostas a ajudar você e se integrar. Foi interessante observar que ganhamos uns pontinhos após esses dias com o grupo, pois quando nos conhecemos na sexta-feira todos nos deram a mão e quando nos despedimos no domingo nos deram dois beijinhos cada um e até, pasmem, nos abraçaram!!! Nunca pensei que um trekking com alemães rendesse tanto… (((-:

Maaaas voltando ao trekking tenho que dizer que não é algo pra amadores. Saímos de Stuttgart sexta-feira aproximadamente meio-dia e percorremos 200km de carro até Oberstdorf, o ponto de partida da trilha que duraria 2 dias. Partimos de Oberstdorf e percorremos ainda na sexta-feira uma subida pra quebrar o peão por aprox. 2 horas e meia até alcancar a primeira cabana (Kemptner Hütte- 1869) situada a 1846 metros de altitude, onde pernoitamos de sexta pra sábado.

Chegando na cabana tem um lugar logo na entrada onde todos mochileiros deixam suas botas e sticks (cajado moderno). Achei bem interessante e fiquei imaginando isso no Brasil. Você teria coragem de deixar sua bota de trekking carissíma a noite toda num lugar onde todos tem acesso???? É nessas situacoes que entendo porque não somos um país de primeiro mundo. (((-:

A cabana era muito fofa e aconchegante, faltando apenas um detalhe: água quente. A água estava congelante, ou seja, nada de banho. Para alemães isso é normal, mas para nós, naquela situação, um banho quente era tudo que precisávamos após subir subir e subir por quase 3 horas. Foi nesse momento, ao perceber que nao seria possível tomar aqueeeeele banho que entendemos a necessidade que os alemaes tem de comprar toalhinha de mao. Já está na nossa lista de compras para o próximo trekking. (((-:

Antes de chegar nessa cabana, imaginei que era tipo albergue, ou seja, com beliches. Mas nao. Você dorme lado a lado com as pessoas num leito onde cabem vários mochileiros. Por sorte dormi encostada na parede e do lado do Rodrigo, mas imagina dormir lado a lado com estranhos e acordar com o bafo deles na sua cara. Afff…. Saudades do beliche.

Acordamos e quando olhamos pela janelinha da cabana o céu estava incrivelmente azul e o Sol nos abençoando mais uma vez. Inacreditável, pois durante a noite choveu tanto que pensei que o teto não ia aguentar. Amém. Saímos bem cedinho e partimos para o próximo destino a 2048 metros de altitude, a cabana “Waltenberger Haus”. Caminhamos aproximadamente 4 horas, sendo que apenas alguns de nós usou uma hora para subir até o pico mais alto do trekking, o Bockkarkopf (2608m).

Chegando no cume aconteceu algo que é preciso registrar. Quando alguém no Brasil alcança o pico de uma montanha costuma-se vibrar, gritar (“só o cume interessa!!!”), todos se abraçam, pulam, se beijam ou até mesmo “se atracam”, mas estamos na Alemanha e chegamos ao pico com alemães. Chegando no pico eles me deram a mão de maneira bem fria e solene e disseram: “xxxxxx” (….). Fiquei olhando pra cada um que me dava a mão com cara de paisagem e no fim perguntei o que era “aquilo” e ai o Rodrigo me explicou que eles estavam comemorando. Diferenças. Enfim. Ainda bem que existem, caso contrário eu perderia a oportunidade de escrever esse parágrafo. (((-:

A pior parte da trilha pra mim, acreditem, veio após o pico mais alto que alcançamos no trajeto. Era hora de descer. Eu disse DESCER de verdade, numa inclinação de quase 90 graus (exageraaada..) com direito a neve e pedrinhas soltas por todo o trajeto da descida. Os alemães mais espertos e mais familiarizados com neve vestiram algo na região do quadril e foram de “skibunda” ladeira à baixo. Nós brasileiros sem a menor afinidade com neve decidimos ir descendo pelas pedrinhas quando fosse possível, mas, sinceramente, preferia o “skibunda”.

Sai surfando e caindo nas pedrinhas, fora que em um dos trechos rolou um boliche entre eu e o Rodrigo. Eu era a bola e ele o pino. (((-: Adivinha quem se deu mal nessa? O pino!!! Tadinho. Ficou todo machucado, pois eu escorreguei no primeiro trecho de neve e ele estava na minha frente tentando se equilibrar até chegar nas pedrinhas. Saímos os dois escorregando sem freio até as pedras e ele detonou o joelho tadinho! Eu, pra variar, levantei me matando de rir e continuei… caindo até o final! (((-:

Depois de cai, levanta, cai e cai chegamos na cabana (Waltenberger Haus – 1875) a 2048m de altitude. A paisagem daquele lugar faz a gente esquecer qualquer tombo! Uma cabana no meio do tudo, cercada de montanhas e natureza. Um lugar onde todos as coisas necessárias chegam ou de helicóptero ou chegam através de mochileiros que percorrem um longo e difícil caminho carregando aprox. 30kg em suas mochilas. Algo inacreditável quando você conhece a trilha.

A cabana não oferece muito conforto, o que é compreensível considerando o quanto é difícil manter um lugar como esse, totalmente distante e com um caminho só acessível por mochileiros ou pelos ares. Bom, que ficamos sem tomar banho pelo segundo dia consecutivo acredito que não é nenhuma novidade, mas que dormimos um colado no outro por falta de espaço, isso sim é algo que não vamos esquecer nunca, até porque não dormimos. O espaço era tão limitado que dava agonia, mas tenho certeza que alguns espertinhos dormiram “muito bem, obrigado”.

Na cabana avistamos os primeiros animais “selvagens” da viagem. Mas segundo o Rodrigo eles sao criados pelo dono da cabana e pagos pra aparecer todos os dias umas 19 horas para serem fotografados. (((-:

 

Após tirarmos fotos dos chifrudos, ficamos com a galera até a hora de dormir. É bem engracado observar a diferenca entre alemaes e brasileiros que viajam em turma. Os alemaes se sentam na mesa todos juntos, pedem algo pra beber, pegam um livro ou uma revista e ficam ali, sentados juntos como se fossem conversar, lendo sozinhos. Os brasileiros ficam falando besteira, rindo, bebendo pra daná ou até mesmo filosofando sobre o fim do mundo juntos. Ah… e brasileiros jogam, normalmente, truco enquanto os alemaes jovens jogam Super Trumfo de carros ou UNO. Sei que eu e o Rodrigo ficamos lá esperando pintar uma conversa interessante, mas no fim avistamos nossa salvacao: um violao. Sendo assim sentamos em outra mesa e ficamos tocando e cantando MPB sozinhos.

Após uma noite nao dormida, voltamos. Foi uma descida de quase 3 horas com várias travessias em cachoeiras gigantes e com muita água, pois só chove por aqui nesse “bendito” verao europeu. Tinha umas pirambeiras que se neguinha escorregasse já era.

E no meio de tanta travessia de cachoeiras, neve e agregados decidimos adquirir um par de “sticks” pra fazer esses trekkings. No Brasil sempre encontrávamos um cajado no meio do caminho pra ajudar nessas horas, mas aqui nao se encontra cajado dando sopa e até por isso acho que eles decidiram industrializar a bagacinha. Agora entendemos e vamos aderir. Mas SÓ para trilhas em montanhas, pois acho a maior marmota do mundo esse tal de “Nordic Walking”. Sabem o que é isso? É uma modalidade de caminhada, onde se usa sticks para exercitar os bracos durante a caminhada. Um dia discorro sobre o assunto.

Nesse momento fui descoberta aderindo ao movimento. Afff… Ainda bem que nao tenho o menor problema em mudar de opiniao. (((-:

Ups… já ia esquecendo a melhor parte: a vista do banheiro. Já se imaginou “naquele momento” com essa paisagem!?!??! Só Deus mesmo!!!

E pra fechar, ai vai duas fotinhos da gente pra nossas famílias verem que estamos fortinhos e saudáveis!

Mais fotos? Aqui !!!!

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Sem trabalho e com dinheiro

Maira on julho 16th, 2008

Sonho? Definitivamente não era o meu.

Estou vivendo essa situação. Não tenho trabalho, mas tenho dinheiro pra ir às compras, fazer cursos e viajar. Não, não tenho uma árvore de dinheiro e nem tampouco ganho dinheiro sorrindo (senão estaria rica!). Meu marido trabalha (e muito) pra nos manter e eu me esforço o máximo para fazer valer a pena pra ele e, lógico, pra mim.

Muitos olham essa situação como um paraíso, mas todos nós sabemos que o paraíso não existe, certo? Seria, caso eu tivesse desejado sempre ficar em casa e levar uma vida de dedicação total a casa e a família. E essa não sou eu. Não tenho ABSOLUTAMENTE nada contra mulheres que tem essa decisão. Hoje até as admiro, pois não acho que seja uma tarefa fácil. Mas pra mim está sendo bem difícil lidar com a falta de um emprego.

Ao mesmo tempo me sinto uma estúpida por não aceitar essa situacão “temporária” e aproveitar meu tempo livre para fazer algo POR MIM. Estou fazendo, mas posso e devo fazer muito mais. Pela primeira vez vejo claramente como é difícil TRABALHAR POR VOCÊ e PRA VOCÊ. Fazemos isso a vida toda pelos outros e quando Deus nos dá a oportunidade de ouro… simplesmente não sabemos o que fazer com ela e acabamos por desperdiçá-la. Isso é ser HUMANO.

Quando estava trabalhando sonhava com o dia em que eu teria a oportunidade de fazer as coisas que eu realmente gosto de fazer por MIM. Ela chegou, mas eu estou reclamando por não ter um trabalho pra poder fazer algo pela SOCIEDADE. E, acreditem, vocês não fariam melhor. Todos me dizem: “Ahhhh se eu tivesse essa oportunidade que você está tendo eu ia me acabar de tanto aproveitar meu tempo livre!”. Utopia. O sonho muitas vezes só é doce enquanto é sonho. Quando ele se torna real você vive tanto a parte boa quanto a parte ruim. Isso é REALIDADE.

Enfim, estou escrevendo sobre essa avalanche de sentimentos somente hoje, pois hoje estou enterrando uma semana dura e triste. Estou enterrando todos pensamentos negativos e auto-destrutivos que tive. Estou enterrando essa necessidade humana de ser somente útil para os outros. Acabou.

Re-Começar. Começo aqui uma nova fase, onde EU sou importante o suficiente pra erguer a cabeça e me satisfazer por ter por onde e pra onde caminhar. Livre. Começo aqui a agradecer (muito mais) todos os dias pela oportunidade e começo aqui a alcançar meus 3.0 com maturidade e atitude. Acreditem: nunca foi tão difícil continuar.

Dias mais difíceis virão e está aqui, nesse momento, a minha chance de ser melhor. E é isso que estou fazendo agora.

Agradeça pelo o que têm, pois se for esperar algo “perfeito” acontecer vai terminar frustrado e infeliz. A perfeiçao não existe no mundo onde vivemos. Ela é o início de um novo caminho que não pertence a quem precisa de ar para viver. É por isso que a buscamos. É o que nos impulsiona até o nosso último suspiro.

A vida não é perfeita e nunca será, mas pode e deve ser vivida com plenitude e alegria. Por isso comece agora, pois ela é longa o suficiente pra te surpreender até o fim.

Catolicismo em xeque-mate

Maira on julho 15th, 2008

Um dia minha mae me disse que conversou com um estudioso sobre religiao e esse apresentou a ela revelacoes sobre o que anda rolando nos bastidores do mundo religioso. Ele se referia a descoberta do “Evangelho segundo Judas” encontrado na década de 70 no Egito, mas que só foi “comercializado” para o meio científico em 2000.

Após esse longo período foi restaurado e estudado recentemente por uma equipe internacional de pesquisadores.  Segundo testes de datacao por carbono feitos na Universidade do Arizona, o códice foi feito entre 220 e 340 d.C. É uma cópia em língua copta dos textos originais escritos em grego no 2o século da Era Crista. Sobraram 62 páginas, de uma estimativa de 120 a 150. Do Evangelho de Judas, 26 páginas foram identificadas.

Mais uma vez a igreja católica é colocada em xeque e mais uma vez tenho a certeza de que essa manipulacao logo acabará. Acredito sim que Cristo foi um exemplo, mas tenho certeza de que a igreja utilizou o poder da oracao para manipular seus fiéis e se tornar poderosa principalmente no âmbito politico em tempos idos. Nao sou contra quem segue a Bíblia (mesmo sabendo que ela nao representa a verdade), mas sou contra a forma pela qual o caminho a ser seguido foi feito.

Por isso continuo aqui, apenas orando para uma forca superior “sem nome” e buscando me informar sobre toda a forma de verdade para nao “pecar” pela ignorância.

Leia mais sobre essa revelacao nessa reportagem da super interessante de 2006. Fantástico! Em pensar que isso é só a ponta do iceberg.

http://super.abril.com.br/superarquivo/2006/conteudo_443887.shtml

A matéria é gigante, assim como o nariz dos comandantes da igreja católica, por isso vou só citar os trechos mais interessantes que achei.

Por dois milênios, Judas foi apontado como o maior traidor de Jesus. Agora, documentos sugerem que ele pode ser sido o mais fiel de seus seguidores.”

A revelação faz parte de um manuscrito redigido há cerca de 1,7 mil anos e que passou a maior parte desse tempo perdido em uma caverna no deserto egípcio. Escrito em copta, o idioma usado na redação de manuscritos no Egito antigo, o texto não deixa qualquer dúvida sobre os segredos que promete revelar.”

Não que o Evangelho de Judas fosse exatamente um desconhecido. Estudiosos da religião já sabiam de sua existência por causa de uma carta escrita em 178 d.C. pelo então bispo de Lyon, santo Irineu – o homem que decidiu que apenas os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João entrariam na Bíblia. Em seu texto, Irineu citava nominalmente o Evangelho de Judas em meio a outros textos que o desagradavam pelo conteúdo “herético”. ”

“Nesse grupo, alguns tinham papéis definidos. Segundo a Bíblia, cabia a Judas a administração do dinheiro recolhido durante as pregações – uma função que sugere a confiança de Jesus (mas que também pode nunca ter existido, sendo acrescentada apenas para reforçar sua afeição ao dinheiro). A verba arrecadada cobria o custo das viagens. “Jesus foi um líder itinerante”, diz Cornelli. ”

“Assim, é muito provável que cada um dos apóstolos tivesse um grupo próprio de seguidores. Afinal, apesar de falarem em nome de Jesus, eram eles que entravam em contato direto com as pessoas comuns. Davam conselhos, pregavam, supostamente operavam milagres. E, obviamente, faziam isso a seu modo: quem ouvia Pedro tinha uma visão diferente da dos seguidores de João ou Tomé sobre os ensinamentos de Cristo. Mais tarde, essas peregrinações individuais serviriam como a semente que germinaria diversos cristianismos diferentes nos séculos 1 e 2 d.C. – é isso mesmo que você leu, diversos cristianismos. Antes, porém, a nova religião precisaria assistir a seu episódio mais emblemático.”

“Em 26 páginas, o documento narra os episódios ocorridos durante a semana que antecede a Páscoa judaica no ano de 33 d.C. (os dias imediatamente anteriores à prisão de Jesus) e mostra uma versão completamente diferente da que tínhamos acesso até hoje. No relato, Judas é descrito como o discípulo mais próximo de Jesus, o único capaz de compreender a essência de seus ensinamentos. A profundidade da relação entre os dois aparece, por exemplo, numa passagem em que Cristo desafia os apóstolos ao zombar do comportamento deles. Rindo, acusa-os de não rezar por vontade própria, mas apenas por acreditarem que assim agradariam a Deus. Enquanto os apóstolos, ofendidos com a bronca levada, “começaram a blasfemar contra Jesus em seus corações” (nas palavras do evangelho), Judas mostra ser o único a entender as palavras do líder. Impressionado, Jesus o chama em particular para dizer: “Se afaste dos outros e eu lhe contarei os mistérios do Reino. Você pode entendê-los, mas vai sofrer por isso”.

“E quais foram os segredos revelados? Nos manuscritos, Jesus fala sobre um mundo superior, habitado pelo verdadeiro Deus, um espírito bom “que nunca foi chamado de nenhum nome” e que deu origem a uma linhagem de anjos de onde saiu o criador da Terra. Adorado pelos judeus e citado no Antigo Testamento, este seria um Deus inferior, cuja criação aprisiona o espírito do homem. Para nos salvar e encontrar o Deus bom, precisaríamos buscar nossa porção divina interior e nos libertar desse mundo. Por fim, Jesus revela que Judas será superior a todos os homens porque “sacrificará o homem que me veste”. E revela a missão do discípulo: matar a parte física para livrar o mestre de seu corpo, ou seja, do reino inferior que aprisionava o espírito divino de Jesus. Judas cumpre à risca as ordens: imediatamente procura os sacerdotes para denunciar o líder. Pelo serviço, embolsou algum dinheiro – o valor não é especificado. Nesse momento, o evangelho acaba, abruptamente.”

“Se enquanto Jesus estava vivo cada discípulo já contava a história ao seu modo, depois da crucificação as versões se multiplicaram. Quando os apóstolos morreram sem deixar instruções por escrito, então, já não havia como esclarecer dúvidas. Circulavam centenas de versões para os mesmos fatos. Cristo era divino ou não? Divino por inteiro ou só parcialmente? Quem, afinal de contas, era Deus? Como existia mais de uma resposta para a mesma pergunta, em poucos anos o tronco original do cristianismo – as idéias e relatos de Jesus – se ramificou em diversos galhos. Os ebonitas, por exemplo, pregavam obediência às leis do judaísmo. Os marcionistas diziam que o deus judaico não era o Deus do Novo Testamento. Fala-se que os carpocracianos faziam troca de casais (tudo bem santo e em nome de Deus, é claro). Resultado: na metade do século 1, apenas 20 anos após a morte de Jesus, o cristianismo era formado por diversas correntes, muitas contraditórias entre si. E tinha, pelo menos, 3 dezenas de evangelhos diferentes – os textos que narram a passagem de Cristo pela Terra. Destes, apenas os de Marcos, Mateus, Lucas e João acabaram reconhecidos pela doutrina da Igreja. Os demais, acusados de propagar heresias, jamais foram acolhidos pelas autoridades católicas. Os textos excluídos eram atribuídos a Maria Madalena, Judas, Tomé, Pedro e, agora se sabe, até a Judas. “A maior importância na descoberta desse novo manuscrito é comprovar a existência de uma diversidade de opiniões no cristianismo primitivo”, diz Marvin Meyer, especialista em Bíblia da Universidade Chapman, nos EUA, e coordenador da tradução do Evangelho de Judas.”

“O Evangelho de Judas foi redigido em alguma comunidade gnóstica, um desses galhos do cristianismo primitivo. A suposição pode ser confirmada por documentos históricos. Afinal, o próprio Irineu, perto de 180 d.C., identificou os autores do evangelho como gnósticos. Ao contrário do que muitos afirmam, esse não eram um ramo dissidente do cristianismo. Pelo contrário: gnósticos eram bastante influentes nos primeiros séculos após a crucificação, pregando que o homem conseguiria a salvação se conhecesse Deus – gnosis, em grego, significa conhecimento. Lembra-se do motivo pelo qual Jesus disse a Judas que precisava morrer? É exatamente disso que estamos falando. Gnósticos acreditavam que os homens se libertariam da prisão do corpo quando conhecessem a parcela divina que tinham dentro de si. “Eles diziam que o mundo foi criado por um outro Deus, mau, e que o corpo material era uma prisão do espírito”, afirma o frei franciscano Jacir Freitas de Faria, professor do Instituto São Tomás de Aquino, em Belo Horizonte, e um dos principais estudiosos dos gnósticos no Brasil. Não é à toa, portanto, que o Evangelho de Judas é considerado pelos pesquisadores como fortemente influenciado pelo pensamento gnóstico. “Esse evangelho mostra um modo completamente diferente de entender Deus, o mundo, Cristo, a salvação e a existência humana”, completa. Esse modo reflete o pensamento dos gnósticos.”

“A dúvida que fica é como um grupo de gnósticos concluiu que o suposto vilão é o verdadeiro mocinho da história. Na Bíblia, há duas versões para o destino de Judas. O Evangelho de Mateus conta que, tomado de remorso, ele devolveu as 30 moedas que havia recebido pela traição e se enforcou. Mas, segundo o Atos dos Apóstolos, Judas comprou um terreno com o dinheiro e, “tombando para a frente, arrebentou-se pelo meio, e todas as entranhas se derramaram”. “As versões da morte de Judas narradas na Bíblia são inconciliáveis, mas são os únicos relatos que temos”, afirma Chevitarese.

“Mas, se Judas foi culpado pela traição e morreu tão cedo, como reuniu seguidores para escreverem seu evangelho? O professor Stephen Emmel formula duas hipóteses: ou Judas teve tempo de contar suas conversas com Cristo antes de se matar; ou não morreu tão cedo. “Quem escreveu o texto de Judas pensava que ele era um discípulo muito importante”, diz. “Acreditava que alguns ensinamentos especiais foram transmitidos por Cristo a Judas. E apenas a ele.” ”

“No 1º século do cristianismo, o excesso de versões para as palavras de Jesus não era um problema. Mas, em 178 d.C., o bispo Irineu, de Lyon, resolveu unificar a Igreja. Queria fortalecer o cristianismo e controlar melhor os fiéis. Determinou, então, que apenas 4 evangelhos contavam a história verdadeira do filho de Deus e, portanto, deveriam ser os únicos seguidos pelos cristãos. O de Judas foi descartado. Os critérios que orientaram a escolha de Irineu foram subjetivos. O primeiro, dizem historiadores, foi a facilidade de compreensão, já que os textos precisariam ser lidos em voz alta para os fiéis – afinal, a maioria era analfabeta. O segundo ponto era a idade: os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João estavam entre os mais antigos, escritos entre 65 e 95 d.C. O terceiro argumento foi o número 4, considerado especial por Irineu – porque havia “4 ventos e 4 direções (norte, sul, leste e oeste)”, como escreveu o próprio bispo. E, por óbvia conclusão, 4 evangelhos. Deu para entender a lógica?”

“É claro, a história relatada no evangelho também foi levada em conta. Irineu representava o cristianismo ocidental, ligado aos legados do apóstolo Pedro, que pregou em Roma. Ele não aceitava – na verdade, rejeitava – os pensamentos gnósticos. “Os gnósticos diziam que a salvação vinha pelo autoconhecimento. Assim, acreditavam que não precisavam freqüentar cultos e igrejas ou ter um padre como intermediário. Também afirmavam que a morte de Cristo na cruz serviu para libertá-lo da prisão que era seu corpo, mas seu sofrimento não poderia salvar os homens que aderissem à Igreja Católica”, diz Jacir de Faria. Na prática, a pregação gnóstica não era nada interessante para um bispo que tinha como objetivo fortalecer a Igreja. Evangelhos como o de Judas, Tomé e até o de Pedro receberam o carimbo de heréticos.”

“Ao fazer suas escolhas, Irineu selou o destino de Judas. Um exemplo: por que Pedro, que negou Cristo 3 vezes, jamais teve sua virtude colocada em dúvida e não entrou para a história como traidor? “Pedro, chefe da Igreja em Roma, tinha de ser o herói. A Igreja elegeu Judas como vilão já que um dos 12 deveria trair”, diz o historiador Chevitarese. “Judas serve como exemplo para amedrontar os cristãos que não seguirem o Evangelho”, comenta Jacir. “O cristianismo precisa desses arquétipos. Destruí-los é mexer nas bases que o sustentam.” Foi mais seguro para Irineu, portanto, ficar com os evangelhos de Marcos, Mateus, Lucas e João, que seguiam linhas parecidas e não feriam os princípios de que Pedro era o apóstolo mais próximo de Cristo e Judas, o traidor. (Para quem ficou curioso ao perceber que Marcos e Lucas não integravam a lista original de apóstolos, o esclarecimento: Marcos era sobrinho de Pedro. Lucas, amigo de Paulo, que se tornou apóstolo após a crucificação, segundo ele, “por vontade de Deus”.) ”

“A Igreja nunca vai aceitar a versão que absolve Judas da traição. Na visão dela, o pecado de Judas existiu e se deve ao mau uso de sua liberdade. Afinal, ele tinha livre-arbítrio para escolher não entregar Cristo. Não foi um ato inevitável, nem um fatalismo”, diz o historiador da religião João de Araújo. O frei Jair de Faria concorda. “Judas somos todos nós quando traímos o projeto do Evangelho. O recado é claro: na dúvida, melhor não trair.” Judas que o diga.”

Samba pra europeu dançar…

Maira on julho 13th, 2008

… e pra me fazer chorar….

http://www.youtube.com/watch?v=IWKhbR33bww

Duas semanas atrás teve uma festa internacional aqui no nosso bairro em Stuttgart (Alemanha). Decidimos ir porque poderia ser interessante poder nos sentir em casa no meio de vários estrangeiros que provavelmente estariam lá. Mas ficou claro pra nós que o que faltou foi brasileiro no pedaço, pois até pra apresentar o NOSSO SAMBA tinha um grupo de dançarinas alemãs, vestidas de dançarinas de can can, dançando uma musica prima gêmea da macarena, cantada em espanhol e ainda acreditando e dizendo que estavam dançando SAMBA. Conseguem imaginar a aberração???? Entendem agora porque o mundo todo ainda acha que falamos espanhol e dançamos mambo????

Maaaaas chegando em casa descobri que a coisa é pior do que imaginava. Descobri esse clip da dita música (em português – aleluia!) e, mais, descobri que essa música está entre as 20 músicas das paradas européias. Mas tem (ufa!) uma boa notícia: apesar de ter sido produzido com brasileiros e no Brasil, a idéia foi de um DJ americano. Ufa! Agora pelo menos consigo dormir mais tranquila.

E querem saber do pior? O pior é que tem muito europeu (desinformado) por ai achando que tá arrasando no samba e prontos pra ir pra “Apoteose”. Bom, pelo menos pensar nisso faz-me rir. (((-:

Lamentável.

A República de Malta é um pequeno país europeu, composto por um arquipélago de cinco ilhas muito próximas, situadas a 93 km ao sul da ilha da Sicília, a sudoeste da Itália. ( Malta para turista aqui! )

É um destino muito comum entre os europeus que querem aprender inglês britânico, pois o inglês é a segunda língua oficial em Malta. A primeira é o Maltês, sendo a língua mais falada entre os habitantes malteses. Normalmente só utilizam o inglês para conversar com estrangeiros.

Chegando lá me perguntei por que os europeus escolhem Malta para estudar inglês, se eles poderiam ir para o Reino Unido (o berço do inglês)? Será que é o medo de ter que encarar o café-da-manhã inglês!?!?! Uma bomba, diga-se de passagem. Não. A resposta é outra. O motivo é o clima e, às vezes, também o preço. No Reino Unido normalmente só chove e, até onde eu sei, eles não tem muitas praias paradisíacas. Já em Malta a temperatura em junho estava entre 28 e 38 graus e a tendência para julho e agosto é chegar próximo aos 47 graus. Ah! E sem chuvas! Com céu incrivelmente azul e aguás absurdamente limpidas e mornas por vezes. Os preços são indiscutivelmente muito mais “camaradas” em Malta. E até pouco tempo atrás era muito mais, mas agora Malta integra a União Européia e, consequentemente, tenta equiparar os preços com os demais países do bloco.

Quando eu estava escolhendo o lugar pra estudar inglês levei em consideração três fatores: distância, preço e clima do local de destino. Considerando que vivo hoje na Alemanha, Malta foi a escolha perfeita. Considerado o lugar mais barato da europa para estudar inglês, voo partindo da Alemanha também barato e com a melhor temperatura média anual.

Estudei entre 2 de junho e 27 de junho na escola acreditada internacionalmente GVMalta (www.gvmalta.com). Foi um curso totalmente diferente do curso que fiz durante um ano para aprender alemão, pois as turmas mudam toda semana e não há aplicação de provas severas para que você passe de um nível para outro. Eles assumem que você sabe o quanto você sabe e o que é melhor pra você. Mas melhor do que o dia-a-dia na escola, é a oportunidade e obrigatoriedade de falar em tempo integral em inglês. E isso sim depende de sua própria vontade, pois pode ser que você encontre alguém lá que fale português e isso pode ser uma catástrofe! Se obrigue a falar inglês, mesmo que a outra pessoa também fale português, pois do contrário é dinheiro desperdiçado.

Nessa escola, assim como em quase todas escolas desse tipo, você encontrará várias opções diferentes de cursos. Eu escolhi estudar 3 horas e meia pela manhã e 1 hora e meia à tarde todos os dias. No período de baixa temporada é, sem dúvida, muito melhor. O arquipélago está mais vazio, todos tem aulas no período da manhã e opcionalmente à tarde, os preços dos cursos e das coisas na ilha são inferiores e o calor não é tão insuportável.

Em relação à hospedagem você tem várias opções. Pode ficar hospedado em um flat sozinho ou com mais alguém ou ainda pode ficar hospedado em uma casa de família. Eu escolhi ficar em casa de família e foi, sem dúvida, a melhor escolha que fiz. Tive muita sorte, pois a minha família era inglesa e eu sai ganhando muito com isso. Muitos alunos que conheci estavam hospedados na casa de malteses e eu, particularmente, não acho que seja uma boa opção. Todos malteses falam inglês, mas não é lá aqueeeeele inglês, afinal usam muito pouco e o acento é extremamente puxado para o italiano. Sendo assim, acho que vale a pena requerer uma família que venha do Reino Unido ou de alguém país cuja única língua seja o inglês.

Estudar inglês “in loco” tem várias vantagens. Uma delas é a oportunidade de interagir com pessoas de diferentes países. Acredito que esse é um ganho que não tem preço, pois muito mais do que te auxiliar na pratica da língua é a oportunidade que você tem de expandir seus horizontes e eliminar seus pré-conceitos ou ao menos fundamentá-los. (((-:

Aproveite o máximo essa oportunidade, pois através dela você também pode se tornar efetivamente fluente! Acredito que é a melhor forma de adquirir auto-confiança para falar inglês sem bloqueio. Estudei muitos anos, sempre com interrupções, inglês no Brasil, mas mesmo assim, por não utilizá-lo, nunca me tornei fluente e isso sempre me incomodou. Achei que chegando em Malta demoraria muito para falar, pois NUNCA tinha conversado mais do que frases feitas em inglês. Surpresa! Após 2 dias eu já estava “enrolando” pelos cotovelos! Foi só então que percebi que já podia conversar intermediariamente em inglês, mas como nunca tinha sido OBRIGADA a me comunicar só em inglês para sobreviver não sabia disso. Foi um sensação deliciosa ver que nunca desperdicei dinheiro e que, melhor, consigo entender e me fazer entender em inglês.

Agora é torcer para que a volta a Alemanha não prejudique DE NOVO meu inglês! Peloamordedeus!!!

É isso ai. Go ahead and enjoy it!!!

Cocô ecologicamente consciente

Maira on julho 9th, 2008

 

Se você é daquelas pessoas que adora fazer suas necessidades portando o inseparável SUDOKU, chegou mais um produto que irá fazer você dormir muito mais tranquilo.

O papel higiênico SUDOKU para seu… … … prazer! (((-:  E, de quebra, além de poder jogar partidas infinitas durante a execução de mais uma árdua obra-prima, terá a vantagem de poder dizer que está ajudando o meio-ambiente. Por que!? Porque dessa forma não precisará mais comprar SUDOKU na banca de jornal, poupando assim algumas arvorezinhas de seu triste destino.

Mais uma invenção alemã estranha, porém funcional.

Cagando é que se aprende, viu!? Bem que eles podiam publicar revistas e jornais no papel higiênico, né!? Afinal a grande maioria das notícias é mesmo uma $%&*. Alguém se habilita!?!?!?

A República de Malta é um pequeno país europeu (integrante da UE a partir de 2004), composto por um arquipélago de cinco ilhas, situadas a 93 km ao sul da ilha da Sicília, a sudoeste da Itália, e a 290 km ao norte da Líbia, na África. O arquipélago maltês está encravado no centro do Mediterrâneo. Sua capital – situada na ilha de Malta – é La Valetta. As cinco ilhas do arquipélago maltês são: Malta, Gozo, Comino e duas ilhotas desabitadas Cominotto e Filfla, as quais, no total, têm superfície de 316 km² e abrigam uma população estimada em 400 214 habitantes (agosto 2006).

Conhecer Malta foi uma surpresa pra mim, pois eu nem sabia que esse país existia até surgir a idéia de estudar inglês em algum país, cuja língua oficial é o inglês. E Malta foi, sem dúvida, a melhor opção. Para quem, como eu, mora atualmente na europa é um destino relativamente “barato” tanto em relação ao voo quanto em relação ao próprio curso de inglês. Além do mais, a temperatura durante boa parte do ano é alta e, no verão, chega a ser insuportável de tão quente. Pra quem mora na Alemanha é o caldeirão do paraíso!

Foi um mês e, talvez por isso, eu não tenho certeza se vou conseguir resumir a experiência de viver num lugar tão complexo de definir. Um lugar onde só se tem cores nas portas das casas, nos ônibus e barcos e nas encostas de suas ilhas e ilhotas. Um lugar onde a auto-estima feminina sobe abruptamente, pois, assim como no Brasil, muitos homens assobiam e falam alguma coisa (só Deus e os malteses entendem o quê) quando a mulherada desfila pelas ruas. Um lugar onde se vê muita festa, muita alegria e muitos, mas muitos estudantes de inglês.

Não, não adianta eu escrever centenas de linhas… Você vai precisar ir lá pra entender o que é Malta. Malta é ímpar. É caos. É paixão. É uma enciclopédia viva de história, conflitos e vitórias. “Enjoy it!”

1) Um pouco de história

Malta está habitada desde cerca de 5200 a.C. . Existiu nas ilhas uma civilização pré-histórica significativa antes da chegada dos fenícios, que batizaram a ilha principal Malat, o que significa refúgio seguro. Depois disso o arquipélago virou um verdadeiro parque de diversãos para os países que gostavam de brincar de “domínio” das terras alheias. Foi ocupado por gregos, cartagineses romanos (218 a.C.), quando recebeu o nome Melita. Segundo a lenda nos Atos dos Apóstolos, no ano 60 da era cristã, São Paulo naufragou e chegou à costa maltesa, onde promoveu a conversão de seus habitantes. A partir desta data, os malteses aderiram ao Cristianismo e permanecem-lhe extremamente fiéis até hoje.

Mas Malta também teve seu período islâmico, pois foi conquistada pelos árabes muçulmanos, que influenciaram seu idioma e cultura. A influência árabe pode ser encontrada na moderna língua maltesa, uma língua fortemente romanizada que originalmente deriva do árabe vernacular.

Após a conquista pelos normandos da Sicília, Malta voltou a ser cristã. Depois caiu em mãos dos reinos espanhóis , sendo submetida então à Espanha. Até Napoleão Bonaparte teve sua participação nesse festival de consecutivas “possessões”, ou seja, invadiu e tomou Malta, e a Grã-Bretanha aí se instalou. Os britânicos instalaram uma base estratégica na região que teve importância vital durante a Segunda Guerra Mundial.

Embora Malta seja inteiramente independente desde 1964, os serviços britânicos permaneceram no país e mantiveram um controle total sobre os portos, aeroporto, correios, rádio e televisão. Em 1979, Malta rompeu a aliança com o Reino Unido e os britânicos evacuaram sua base militar, pondo fim a 179 anos de presença na ilha.

2) Turismo em Malta

Para se conhecer a República de Malta são necessários, no mínimo, 4 dias. É realmente suficiente, pois as ilhas do arquipélago não são tão extensas. Tem turismo para diferentes gostos: igrejas (365 – uma para cada dia do ano e nos anos bissextos eles tem uma folguinha..rsrsrs), templos, museus, paisagens, praias, trekking sobre pedras, comida e etc. É a escolha do freguês!

A melhor época do ano é entre abril e junho, pois no alto verão os preços, os número de turistas e as temperaturas sobem exponencialmente.

Existem duas línguas oficiais em Malta: o inglês (com acento italiano) e o maltês (uma mistura entre árabe, italiano e inglês). Geralmente eles se comunicam entre eles em maltês e deixam pra gastar o inglês só com os turistas ou ingleses que vivem na ilha fugindo da chuva do Reino Unido.

As marcas registradas de Malta são os barcos pintados de forma característica que indica a qual familia o barco pertence (primeira foto do post) e os ônibus no estilo inglês antigo.

A comida mais típica é o coitadinho do coelho. Eu não tive coragem! Um bichinho tão doce e inocente… (((-: A cerveja local é a Cksky. Ruiiiiiiiiiiiiiiiiimmmm! Mas como tem gosto pra tudo, não custa degustar, né!?

Pra quem é católico, não faltará motivos pra ficar muito mais do que 4 dias em Malta, pois nunca vi uma sociedade tão católica. Você percebe isso logo na entrada das casas, as quais trazem muitas vezes ao lado da porta de entrada uma figura cristã.

2.1) Ilha de Malta

Valletta: essa é a atual capital da Ilha de Malta com arquitetura principalmente barroca foi considerada Patrimônio Histórico Mundial pela UNESCO em 1980.

Meio período é o suficiente para percorrer as ruas de Valletta, mas não deixe de visitar o “Lower Barrakka Gardens”. O jardim é muito bonito e a vista do porto de Valletta é também imperdível. Li que tem muitos museus e igrejas abertos a visitação, mas sou um péssimo referencial pra indicar esse tipo de visitação que eu, particularmente, “Ódeio”. (((-:  Deixe se encantar com a arquitetura do local que por si só já é um museu a céu aberto!

Blue Grotto: situada na costa sul de Malta, foi utilizada em uma das cenas do filme “Tróia” com Brad Pitt. Aaaaaahhhhh!!!! Maaas… é lógico, acreditem, que não foi isso que me moveu até esse lugar. O passeio de barco dura aprox. 20min. e o custo em baixa temporada é de 7 euros por pessoa. Sinceramente: um roubo! O lugar é realmente lindo e o barco passa em diversas cavernas formadas nas encostas, mas o preço poderia ser menos salgado considerando o tempo do passeio. 

Enfim, sempre reclamo, mas pode ir na fé! Vale a pena abrir a mão e não pensar no que seria um preço justo. A cor da água é absurdamente azul e outras vezes espetacularmente verde!!!!

Mdina: essa foi a primeira capital de Malta e hoje é um dos mais expressivos e belos exemplos de cidade medieval, daquelas rodeadas totalmente por muralhas. Não é por menos, pois sua história remonta a aprox. 4.000 anos.

É uma senhora de respeito, denominada carinhosamente e com mérito como “cidade do silêncio”, pois em dias menos “turísticos” o silêncio te convida a refletir sobre como as pessoas viviam lá em tempos remotos. É um passeio obrigatório, acredite!

Golden Bay e Ghajn Tuffieha Bay: essas são duas das poucas praias de areia da ilha de Malta, portanto constantemente lotada de turistas. Mas não faça como a maioria dos turistas, não fique apenas deitado se bronzeando sob a areia ou se banhando nas límpidas águas dessas praias. Vá olhar esse paraíso lá de cima! Tem uma montanha que divide as duas baias com um forte no topo. Suba e ai sim… vai ficar sem ar quando ver a cor das águas desse ângulo. É FANTÁSTICO!!!!

E me prometa que não irá perder também o pôr-do-sol nesse mesmo lugar. Foi o mais lindo que já vi até hoje! Acreditem! Mas há quem diga que no Brasil temos iguais e até mais bonitos. Vou pagar pra ver! ((((-:

Paradise Bay: uma praia de areia minúscula e escondida, mas maravilhosa. Vale a pena ir lá nem que seja pra tomar uma cerveja nos bares que ficam lá e apreciar um pouquinho o paraíso da turistaiada.

Bugibba Square: como fiquei hospedade em St. Paul´s Bay esse era o “point” da noite e o “meeting point” da região. Mas só tenho uma indicação a fazer: Fat Harrys – Irish Pub. Esse é lugar onde normalmente os estudantes se encontram TODOS OS DIAS pra treinar o inglês e enrolar a língua de tanto falar e beber. Sem muito o que dizer, pois sou suspeita por AMAAAARRRRR tudo que vem da Irlanda, principalmente o estilo dos pubs e a música que me deixa totalmente “fora de si”.

2.2) Ilha de Comino

Blue Lagoon: o lugar mais lindo de Malta, sem discussão. Sabe o paraíso!? É aqui! Só faltou ter coco com canudinho. Normalmente existem pacotes que te cobram 15 euros por aprox. 6 horas na ilha, mas pagamos 8 euros por pessoa pra ir e voltar a hora que quisessemos. Ueba! Pegamos o “Water Taxi” que tem saídas de hora em hora, te dando muito mais liberdade pra voltar a hora que quiser. E mais uma vez: explore! Tem uma trilha que fica no topo da ilha que te leva para paisagens maravilhosas.

Vale a pena deixar a “piscina” (sim, o mar nessa ilha parece uma piscina) por alguns minutos pra explorar a ilha.

2.3) lha de Gozo

Gran Castello (Citadel): fortificação construída em aprox. 1500 a.C. Foi construída para proteger as vilas contra corsários estrangeiros.

Blue Window: MA-RA-VI-LHO-SO!!!!! Paisagens maravilhosas e únicas existem nesse lugar. Acredito que foi o lugar que mais tomou nosso tempo, pois quanto mais caminhávamos nas proximidades da “Janela Azul” menos tínhamos vontade de parar de explorar, mas de repente chegamos num precipício e ai não teve jeito: era hora de parar. (((-: 

Pegamos um barquinho por 3,50 euros para um passeio de aprox. 15 minutos e valeu muito a pena. Ver as falésias de pertinho e lá de baixo é indescritível !!!!

Ramla Bay: uma praia de areia alaranjada e com água extremamente limpida e verdinha. Vale a pena uma paradinha nessa praia que é a mais procurada em Gozo.

Ggantija Prehistoric Temples: nesse não fui, mas pra quem gosta de contar vantagem não deixe de visitar esses templos, pois são os templos MAIS ANTIGOS DO MUNDO! O que vai ver lá!? Pedra véia sobre pedra véia. (((-:  Pra quem gosta desse tipo de coisa é perfeito!

Qbaijar Bay – Salt Pans: esse lugar é inesquecível, único e inspirador. Nesse lugar tivemos contato com uma tradição maltesa que vem de muito tempo atrás e pelo jeito não irá parar tão cedo. Nesses lugares, malteses preenchem os buracos com água do mar, aguardam secar, recolhem o sal do mar residual e tratam esse para posterior consumo próprio.

Mas acredito que quando tiveram essa idéia, não esperavam que esses lugares se tornariam uma paisagem tão diferentemente linda!

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