Ontem (lembrem bem) dia 29 de junho de 2009 fiz minha primeira apresentacao em alemao no MBA. É sério! Guardem essa data, pois eu NUNCA vou esquecer desse dia.

Já fiz umas 3 apresentacoes em alemao, mas todas foram no curso de alemao e todas sobre algo relacionado ao Brasil e sempre um tema que eu escolhi. Além disso, o público era composto de estrangeiros que estavam no mesmo nível de alemao que eu e só uma alema caridosa, a professora. (((-:

Dessa vez tive que falar de um tema que eu NUNCA vi na minha vida (e nunca pensei em ter que aprender) e, pior, tive que apresentar para um monte de alemaes e, principalmente, para o professor que é também o diretor do curso. Imaginou o drama? Pois é. O tema? Financiamento Mezzanino. Hein? Pois é, esse é um tipo de financiamento que mescla propriedades de financiamentos de alto risco e de baixo risco. Tive que falar de insolvência, impostos, juros, empréstimos, prioridade de pagamento, sociedade, acoes e etc. Em português eu faria (agora posso dizer) com os pés nas costas, pois é algo novo pra mim teoricamente, mas na prática sei MUITO BEM como funciona empréstimo. (((-:

Mas a questao é que foi em alemao e ai o bicho pega (nao por ser alemao, mas por ser uma língua que nao é a minha). E, pra piorar, a apresentacao só foi no final da aula, ou seja, passei o dia inteiro lá sem conseguir me concentrar e antes do nosso grupo ainda teve uma outra apresentacao. Durante essa apresentacao, eu simplesmente nao conseguia mais respirar direito e comecei a sentir enjoo e comecei a tremer e … e … e … Sério! EU NUNCA SENTI ISSO NA MINHA VIDA e olha que já fiz dezenas de apresentacoes no trabalho, em congressos e na escola.

Como estava com dificuldade pra respirar, decidi sair e respirar como aprendi na Yoga pra ver se eu me “centrava”. Fiquei um minuto mais ou menos fora da sala e quando voltei já me sentia “pronta”. Maaaas tudo pode ser pior, ou seja, eu era responsável pela primeira parte da apresentacao e minhas duas outras colegas alemas pelo resto. EU TIVE QUE COMECAR com meu “belo e fluente” alemao. (((-:

Bom, nao me perguntem “E ai, como foi?”, pois eu NAO LEMBRO. Só lembro de perceber que minha voz estava super alta e forte e que todos estavam com cara de impressionados ou assustados, sei lá. Falei com rapidez e, praticamente, sem respirar. Eu só queria que aquilo acabasse, de verdade. E acabou. (((-:

Depois da apresentacao meus colegas vieram me elogiar e disseram, principalmente, que eu me apresentei com muita energia e vitalidade (acho que até demais para os padroes alemaes e quicá mundiais..hahaha). Uma me disse que só entendeu minha parte, acreditam? Acho que é porque ela também é estrangeira e também porque quer ser minha amiga. (((-:

Mas hoje ouvi algo que realmente me deixou eufórica de uma nova colega de Camaroes. Aliás, já falei que meu maior desejo aqui era conhecer africanos? CONSEGUI! Enfim, ela já está no terceiro semestre, mas essa matéria por algum motivo ela nao conseguiu terminar e está fazendo agora com a gente. Hoje ela me disse que ficou impressionada com minha apresentacao. Disse que ela via um Sol, enquanto eu falava e disse que mesmo que nao soubesse diria que eu era latina pela vitalidade com que eu me apresentei. Além disso, disse o que mais me deixou feliz, que eu demonstrei MUITA seguranca e que mesmo que eu nao sabia alguma coisa, ninguém tem como desconfiar. (((-:

Por que isso me deixou feliz? Porque antes dessa matéria, tive uma matéria em inglês que foi “punk”, onde aprendemos técnicas de retórica e comunicacao intercultural. Uma matéria preciosa (vocês nao tem nocao de como “amadureci” nessas 3 semanas), mas que me fez chorar horrores durante sua duracao. O professor era um italiano louco e cheio de piadinhas. Tive que fazer apresentacoes um dia atrás do outro, ou seja, sem tempo para preparar ou até para treinar. Um dia tive até que apresentar um tema, sem saber qual era e só na hora que o cara botou o power point pra rodar é que vi o tema e tive que explicar 13 slides desconhecidos, sobre um tema desconhecido. Como meu inglês já nao está mais aquela maravilha, uma vez que meu alemao ocupa 80% da minha “HD”, tive muita dificuldade pra fazer apresentacoes, pois o alemao (a língua) vinha sempre na minha cabeca e eu nao conseguia demonstrar seguranca, pois o “tico e o teco” nao entravam em acordo em tempo hábil. Resumindo, em TODAS as minhas apresentacoes o professor me criticou dizendo que eu precisava ser mais assertiva, que eu era muito insegura. Fiquei destruída com esse “fightback ” diário, pois sempre adorei fazer apresentacoes em público e “achava” que até fazia bem. Foi um choque que detonou minha auto-estima de uma forma absurda, mas gracas à Deus temporária. ))))-:

E agora, numa situacao que era, ao contrário das situacoes do curso acima descrito, pra valer eu recebo um feedback totalmente oposto ao que vinha recebendo por três semanas! Um feedback dizendo que demonstrei uma seguranca absurda, mesmo sendo um tema super complexo e mesmo tendo dificuldade pra me expressar apropriadamente nessa línguinha lazarenta. Nem preciso dizer que essa mulher é agora minha melhor amiga, né!? ((((-:

Entao, pelos feedbacks, posso dizer que foi a primeira, nao foi perfeita, mas foi fantástica! Fantástica nao por causa do conteúdo ou da nota que vou tirar, mas fantástica porque, posso dizer, sinto que foi uma das minhas maiores superacoes até hoje. Quem me conhece sabe o quanto sou orgulhosa e sabe o quanto é importante pra mim alcancar a quase perfeicao em tudo que faco. Sim, é uma característica que tem seu lado bom e seu lado ruim. Eu sei. Mas eu sou assim e, juro, melhorei muito desde que cheguei aqui. Justamente por causa de situacoes como essa, onde eu simplesmente nao consigo ser melhor, devido à dificuldade de comunicacao, seja ela verbal ou escrita. Diariamente eu tenho que buscar compreender que meus colegas alemaes nao podem servir pra mim como base de comparacao de desempenho, mas eu nao consigo. Continuo tentando me superar, tendo eles como referência do que é o ideal, o que chega a ser até engracado, pois eu sei que HOJE é impossível, por causa do meu nível de alemao e da dificuldade do conteúdo que estou tendo que deparar.

Mas, deixa tudo isso pro post sobre o primeiro semestre que vou escrever. Por enquanto, o que eu quero dividir é mais essa SUPER-acao. É esse sentimento de ter ultrapassado barreiras que eu mesma tinha criado e por ter usado meu orgulho ferido para crescer e fazer melhor.

É isso ai! Maira rumo ao segundo semestre!!!! ((((-:

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Dia 21 de junho foi o primeiro dia de, acreditem, VERAO europeu! Bom, eu esperava um dia com temperatura média de 30 graus, mas é pedir demais, né!? Tivemos, no máximo, 20 graus e chegamos até a sentir frio. )))-:

Mas nada que nos impeca de bater perna e, principalmente de nao deixar de passar por um Biergarten e tomar “umas brejas”. (((-:

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Saímos de casa de blusa e tudo e decidimos ir almocar num Biergarten no topo de uma colina, arriscando passar frio, mas fomos. Do lado desse Biergarten tem um parque que o Rô disse que era lindo e me convenceu a ir dar uma passadinha pra ver de qualé e eu, mesmo doida pra tomar uma cervejinha, decidi ceder às vontades do bunitao.

E valeu MUITO à pena ceder! Olha minha cara de feliz e ele com cara de “venci”. (((-:

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O nome do parque é “Killesberg” e realmente é LINDO! Aliás, morar em Stuttgart tem essa super vantagem, pois é uma das regioes mais verdes da Alemanha e com muitas possibilidades no que diz respeito à parques públicos. O parque é bem grandinho e tem uma infra-estrutura super bacana que apresenta uma variade infinita de coisas pra se fazer dentro do parque (opa!).  Logo que chegamos fiquei enfeiticada com os jardins maravilhosos e com uma torre bem moderninha pra galera subir e espiar a regiao láááá de cima.

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Mas o que me deixou mais eufórica foi encontrar FLOR-DE-LÓTUS em um dos lagos do parque!!!!! Eu fiquei COM-PLE-TA-MEN-TE “fora de si”!!! É uma das flores que eu mais amo, nao por sua beleza, mas por sua natureza. Aliás, já decidi que vou fazer uma tatoo de flor-de-lótus há vários anos, agora só falta achar um bom tatuador e pimba!

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Essas flores ficam nesse lago logo abaixo. Essa parte do parque foi a parque que mais me impressionou, pois além das flores de lótus, o lugar tem esses paredoes naturais que eu poucas vezes vi por aqui (ou nenhuma?). Me deu uma saudade dos paredoes do Brasil. )))-:

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Logo na entrada do parque nos deparamos com um “mini-circo” improvisado pra garotada, com direito à carrossel e à tenda onde acontecem teatrinhos pra alegrar a garotada. MUITO  FOFO!

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Eu se fosse crianca nao ia querer perder esse parque por nada! Até mini-tirolesa tem!

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Mas a maior atracao é, sem dúvida, o tremzinho que dá uma volta por tooooodo o parque, puxado por uma locomotiva, acreditem, à vapor! Bom, é bom aproveitar, pois pelo tanto de fumaca que esse trem solta, nao consigo entender como nenhum alemao ainda nao pediu a proibicao disso. (((-:

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Bom, nós nao precisamos muito pra nos divertir seja aqui ou em qualquer lugar, mas o mini-zoo deles nos fez rir e muito. É que nos zoológicos daqui (grandes ou pequenos), você percebe como tudo na vida depende do referencial. Aqui galinha, burro e vaca sao sempre encontrados nos zoos. Pra gente isso é um bucado engracado, mas nao no sentido de achar que alemao é desinformado, mas sim porque pra gente sao bichos super comuns, por causa da forma como integram nossa cultura. Já aqui, por terem a maioria das criacoes em ambiente fechado, sao bichos “interessantes”. Mas que é engracado ver um burro e galinhas fechados em cercados como no zoo, ah é. (((-:

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O burrico foi o melhor, pois fiquei pensando que eu e ele (o burrico), vivemos situacoes inversas estando aqui na Alemanha: no Brasil ele só serve pra carregar peso, mas aqui ele é exótico e tratado como um rei; no Brasil eu era inteligente e bem tratada, mas aqui eu só sirvo pra carregar peso e me sinto uma burra. ((((-:

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Mas o melhor mesmo, foi encontrar aquelas cadeiras que dá pra deitar e poder desfrutar um pouco da paz do lugar e colocar, enfim, os pés pra cima depois de mais uma semana daquelas.

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Um dia quase perfeito: temperatura agradável, comeco do verao, cerveja, salada, natureza, relaxamento, risadas e o amor da minha vida. Ai…ai…ai… Pra ser perfeito, só faltava ser no Brasil. ((((-:

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Dia 11 de julho, atencao, vai ter uma festa lá supimpa e, provavelmente, estaremos lá pra vivenciar mais essa experiência local. Bora!? Vejam mais detalhes no site http://www.nuon-lichterfest-stuttgart.de/2009/home.html .

REFLETINDO – A escolha em suas maos

Maira on junho 25th, 2009

Recebi o texto abaixo entitulado “Uma questao de escolha” de uma super amiga-mae e decidi postá-lo, pois acho que merece.

Nao por apresentar alguma novidade, pois decididamente nao é. Mas sim por nos lembrar do que já sabemos, ou seja, que somos nós que escolhemos nossos caminhos, logo nossas conquistas e obstáculos. E a nossa vida SÓ melhora quando nós decidimos encarar isso como um fato e com isso deixamos de culpar à todos por nossas infelicidades. Enquanto culpamos o mundo pela nossa falta de sorte, nao podemos fazer absolutamente nada, pois a culpa está na nossa cabeca “fora de nós” e “fora de nós” nao podemos controlar nada. Mas quando decidimos assumir nossa vida e com isso nossas culpas e escolhas, ai sim podemos fazer algo, pois se a culpa/escolha é sua, você faz dela o que bem quer, podendo inclusive transformá-la em superacao, amadurecimento ou conquista.

Pense nisso você também, pois eu já estou pensando.

 
UMA QUESTÃO DE ESCOLHA
 
Imaturidade é pensar que Você tem todas as respostas.
Sabedoria é ter consciência que Você não as tem.
Inseguranca é querer controlar tudo o que se passa ao seu redor.
Ser forte é graciosamente aceitar e valorizar as coisas como elas são.
Fraqueza é achar que Você pode subir colocando outros para baixo.
Sucesso é compreender que quanto mais Você levanta outros, mais Você também será levantado.
Desespero é comprometer-se a si mesmo com o frívolo, o leviano, coisas superficiais
que em breve irao
 morrer e desaparecer.
A genuína alegria consiste em encher este mundo e sua vida com as coisas que realmente
são importantes, relevantes e duradouras.
Deus através da Sua Infinita Graça já deu a Você os elementos básicos para que Você possa viver com
sabedoria, força, confiança, sucesso e alegria.
Não é uma questão do acaso, mas uma questão de escolha.
 

E Você pode fazer as escolhas que certamente poderá mudar todo o curso da sua vida.

 

MOMENTOS – Estudando economia em alemao

Maira on junho 21st, 2009

Estou eu aqui, domingao, primeiro dia de verao e após uma manha muuuuuito bem aproveitada a dois, estudando para minha primeira apresentaçao em alemao no meu MBA. Vai ser nao nessa segunda, na próxima. E o assunto? Uma beleza: Mezanino Capital, uma forma de financiamento mixto para empresas em fase de expansao. Que beleza!

O que eu acho engraçado é que toda vez que começo a estudar qualquer matéria no MBA, entro em desespero e uma vozinha lá dentro insiste em dizer “Você nunca vai entender isso!”. Pois é, mas eu encho ela de bolacha e sempre venço, ou seja, sempre acabo entendendo a bagaça e consigo sempre me superar. (((-:

Por que estou escrevendo sobre isso? É porque a voz tá aqui e ela nao desaparece de jeito nenhum, ou seja, resolvi apelar para a escrita e ai quem sabe ela desiste de querer me fazer desistir. (((-:

Sente o drama das palavras que eu vou ter que DECORAR, pois nao há como substituí-las:

- Eigenkapitalbeschaffung

- Börse

- Zwischengeschoss

- Fremdkapitalfinanzierung

- stille Beteiligungen

- Genussscheine

- Ausgestaltungsmöglichkeiten

- Verzinsung

- Gläubigern

- Langfristigkeit der Kapitalüberlassung

- Beteiligung an der Steigerung des Unternehmenswertes

- Rückzahlungspflicht und Vorrangkeit

- Nachrangigkeit

E assim vai. O que tudo isso significa? Hellooooo se eu soubesse, eu nao estaria desesperada! Socoooooooorro!

SENTIMENTOS – Voltando a me sentir EU

Maira on junho 21st, 2009

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Quando cheguei na Alemanha passei por algumas dificuldades relacionadas à minha já insana psique. Uma delas foi o sentimento de ter “me abandonado” conscientemente por um período (no meu caso) pré-determinado. Tá. Eu sei. Escrevi de uma forma dramática, mas é dramático pra quem vive isso.

Sempre fui orgulhosa e fui educada pra conquistar minhas coisas através do meu próprio esforco e, de preferência, ter meu próprio dinheiro para ao menos nao precisar depender de ninguém num momento mais difícil que pudesse acontecer. Cresci ouvindo isso e esse ensinamento fez um pouco do que e de como eu sou. De repente (e foi de repente mesmo) Deus me colocou de frente com uma escolha muito difícil pra alguém que tinha a independência financeira como algo tao valioso e que também tinha orgulho de dizer que tinha se formado no nível universitário (mesmo pagando muito e demorando muito pra isso…hehehe), que tinha orgulho de ter comprado o próprio carro (saudades do Chicao! Sim, ele era vermelho..hehehe) mesmo pagando por 2 anos parcelas incompatíveis com o dinheiro que eu tinha disponível, que tinha o próprio emprego e que tinha orgulho (como as pessoas mais antigas) de ter ficado tanto tempo na mesma empresa. Eu era EU de verdade. Era eu quem fazia acontecer. Era eu que pagava pra acontecer (tá, o banco também pagou pra mim por um bom tempo e sem minha mae eu nao tinha dado a entrada da minha ferrari…hahaha). Eu era a dona das minhas dívidas. Eu é que escolhia quando e onde gastar, sem precisar me preocupar com nada (só com o SPC). Eu era a “dona do meu nariz”.

Que escolha foi essa? Vir pra Alemanha, acompanhando meu marido. Nao decidi SÓ por ele. Aliás, me desculpem as românticas de plantao, mas isso nao existe. Eu decidi por ele, por mim e por nós. Caso contrário nao funciona. Mas a oportunidade oficial foi dada à ele e ele (que “paxono ni mim”) estendeu a oportunidade dele à mim. Quando ele me chamou eu nao pensei muito no que viria, simplesmente aceitei. Ele me alertou muito sobre as possíveis complicacoes e consequências, mas eu, eu nao queria ouvir, pois senao acho que eu teria desistido. Chegando aqui ele foi trabalhar e eu voltei pra “escolinha” com quase 30 anos! Fiquei feliz por ver ele se realizando, mas chorei muito me perguntando: “E eu? Quando vai chegar minha vez? Será que vou conseguir me realizar de alguma forma durante esse período na Alemanha?”. Fiquei alucinada e pesquisei incansavelmente todos os dias algum curso de pós pra fazer, trabalho solidário ou o que quer que fosse. Eu nao queria ficar “apenas” indo pra aula de alemao todo santo dia e sendo tratada como uma adolescente pelas professoras. Eu nao estava naquele “time” (tempo em inglês), mas tive que entrar nele à força. Fiz o curso durante um ano e só Deus e o Rô sabem o que passei e o que estudei pra chegar até o fim em um ano, sem repetir nenhum módulo e sem desistir como muitos fizeram. Depois fui pra Malta e estudei um mês inglês, pra desenferrujar e desencantar o bichinho. Voltei e foi ai que a coisa comecou a piorar, pois eu nao tinha mais que ir pra escola. Decidi comecar a produzir bijouterias pra tentar me ocupar e ganhar um dinheirinho e, além disso, me dediquei à fazer o scrapbook pra minha sobrinha linda. Eu nao tinha mais nada pra fazer a nao ser procurar uma pós e me preparar pra isso. Estudei bastante alemao, pra conseguir uma nota supimpa no teste de proficiência em alemao. Consegui. Depois uma amiga me indicou uma pós e eu pirei. Foquei nisso. Enviei os documentos, me chamaram para uma entrevista e logo depois recebi a confirmacao da vaga.

E agora? AGORA EU SOU EU DE NOVO. E sabe quando eu tive a certeza de que esse sentimento de “auto-realizacao” e de “auto-estima” tinham voltado a fazer parte de mim? Logo quando comecei a ir para a Universidade. Um dia eu estava indo pra Uni e quando cheguei no ponto pra pegar o metrô, tinha um cara parado na frente da máquina onde a gente compra ticket e eu parei atrás dele porque eu precisava comprar também. Ele me pediu pra passar na frente dele e logo em seguida me perguntou com um alemao típico de estrangeiro como ele fazia pra comprar o ticket até o aeroporto. Ensinei pra ele e depois comecamos a conversar, quando eu perguntei pra ele de onde ele vinha (curiooooooooosa…). Ele era do marrocos e só ia ficar um tempo em Stuttgart, pois mora na Alemanha, mas em outra cidade. Ai ele me perguntou de onde eu vinha e (lógico) ficou impressionado que eu vinha do Brasil (nao entendo porque todo mundo fica impressionado quando eu falo de onde eu sou… acho q eles já devem imaginar eu pulando de galho em galho que nem macaco pra chegar em casa…sei lá…). Mas a pergunta que fez eu quase abracar o cara foi: “Você está estudando na Alemanha?”. Eu: “SIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIMMMMMMMMMMMM!”

Nao, vocês nao tem noçao a alegria que eu fiquei de nao ter que dizer que nao. Que eu estava aqui “apenas” acompanhando meu marido e que nao estava nem estudando e nem trabalhando ou que estava “apenas” estudando alemao. É um sentimento delicioso! Foi ali que percebi que eu retomei o MEU caminho independente e isso, isso nao tem preco pra quem é como eu. Foi o sentimento mais extremo e delicioso que provei nos últimos tempos, sabia? Em nenhum momento eu precisei citar o motivo que me trouxe aqui, pois ele nao é mais importante, ele é passado, ele é algo que foi superado. Eu ter vindo porque meu marido recebeu um convite é, agora, apenas um detalhe e o mais importante é o que eu fiz com essa oportunidade. Nao sou mais SÓ uma acompanhante, agora eu SOU EU e fiz meu caminho. Eu AMO o Rô e ele sabe disso melhor do que ninguém, sou grata à ele por TUDO que ele fez e tem feito por mim, mas eu sou um indivíduo e por isso preciso ter meu caminho paralelo ao dele. Eu acredito em: EU, VOCÊ e NÓS. Nao existe pra mim: “VOCÊ e NÓS”. Eu sou EU e eu quero continuar sendo EU, dentro de NÓS. (((-:

Se você também está vivendo uma situacao parecida agora, tenha paciência e procure sempre projetar seu futuro olhando pra dentro. Você sabe SIM o que quer e também saberá como conseguir. O mais importante é nao desistir em hipótese alguma de você, pois um casal realizado e feliz nao é um casal onde um apoia o outro, mas sim um casal que se apoia mutuamente e se realiza individualmente. Pense nisso e SEJA VOCÊ!

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Lembram do “Monsterschnitzel”? Se nao lembram ou se nem sabem sobre o que estou falando, entao leiam aqui nesse post que eu escrevi.

Pois é, no último domingo, cansados de fracassar nas operacoes “acabar com o Monsterschnitzel”, decidimos convidar potenciais devoradores para tentar, enfim, conquistar a vitória e DEVORAR o Monster e todos os acompanhamentos.

Cinco monstros e meio, contra um gigante e suculento “Monsterschnitzel”. Um pouco após as 13 horas, os desbravadores se apresentam no local da batalha após ficarem horas sem comer, logo, famintos e desesperados. Eis que chega o tao sonhado e esperado “Monsterschnitzel”. Nao, ele nao teve nem tempo de nos assustar com seu tamanho e de nos encantar com seu cheiro maravilhoso e suculento, foi devorado sem perdao e nem piedade.

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Tenho que admitir que ainda estou pasma com a velocidade com que o pobre Schnitzel foi devorado e muito mais assustada com a disputa pelas últimas migalhas deste prato.

Os principais devoradores foram uma carioca recém-mae (o que nos leva a pensar que ela ainda deve estar grávida), um italiano que só nao come talheres e loucas por que nao sao lá muito digestivos, um mineiro booooom de garfo e um paulista troglodita e sem nocao. (((-:

Eu e mais duas ladys comemos com moderacao, nos arriscando a tomar uma garfada na mao. Sim! Isso aconteceu! O ser humano pode, acreditem, ser tornar um animal quando enfrenta esse monstro de carne de porco. (((-:

Resumindo, encerro aqui o capítulo “Monsterschnitzel” após essa conquista inesquecível e aproveito para parabenizar aos monstros, ops, aos nossos amigos e ao meu marido, por terem sido guerreiros e gulosos o suficiente para devorar àquele que a tantos desafia.

Parabéns monstrengos e até a próxima! Quem sabe vocês nao conseguem devorar dois da próxima vez, hein!?

Estou numa fase de muita aprendizagem sobre meus limites e minhas capacidades. Uma fase onde estou tendo que fazer mais do que eu achava que podia fazer. Uma fase onde estou descobrindo que posso mais do que podia, que falo menos do que falava, que ouco mais do que ouvia e que sinto tudo com mais intensidade e profundidade. Uma fase onde sinto falta do simples e do puro. Sinto falta da sinceridade. Sinto falta da alegria de uma crianca que eu sempre tive. Sinto falta de amizades verdadeiras e profundas. Sinto como se tudo nesse momento estivesse pela metade, inclusive eu.

Como em todas as fases da minha vida, essa também tem sua musicalidade. A música que me resume hoje é uma música que já me “canta” e “encanta” há aproximadamente 5 anos, desde o dia em que eu fui apresentada a ela: METADE de Oswaldo Montenegro. Há quem diga que nao é música, mas poema. E quem disse que poema nao é música ou vice-versa? Quando ouco “Metade”, ela soa pra mim como uma das mais puras, singelas e serenas melodias que eu já ouvi.

Ela fala pra mim sobre mim. O dia que ouvi essa música pela primeira vez chorei como uma crianca, porque foi como pela primeira vez eu ouvisse “de fora” de mim o que sou e o que sinto. E hoje, hoje ela diz muito mais. Hoje essa música sou eu.

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher (o homem) que eu amo seja pra sempre amada (amado)
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

FESTA – Festa Junina em Stuttgart 2009

Maira on junho 14th, 2009

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Dia 07 de junho desse ano foi realizada a primeira festa junina oficial do clube brasileiro em stuttgart “Círculo Cultural Brasileiro e.V.“. Esse clube foi fundado por uma brasileira porreta, Nancy Matos.

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Já tínhamos ido há dois anos atrás, quando o clube ainda era apenas uma idéia e tenho que dizer que Nancy e sua equipe realmente profissionalizaram o evento, trazendo muitas comidas típicas brasileiras e até (acreditem) um banda de forró pé-de-serra, a banda Forró do Bole-Bole. MA-RA-VI-LHO-SA!

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A festa foi realizada em Fellbach que fica a 15 minutinhos aqui de casa (Bad Cannstatt), mas chegando lá ficamos impressionados com a estrutura do local e com a localizacao em si, ou seja, no meio de muito verde e cheio de fazendinhas lindas e enfeitadas. O dia estava lindo, mas incerto, ou seja, fez sol, fez calor, fez frio e até choveu. Ficamos com medo que a chuve estragasse o espetáculo, mas a organizadora sempre otimista espantou o frio e a chuva (que até chegaram a querer atrapalhar) e terminamos o dia com um dia maravilhoso.

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Tivemos duas quadrilhas, uma das criancas (lindas!) e uma dos adultos. Eu e o Rô participamos da quadrilha dos adultos e o Rô foi inclusive o PAI DA NOIVA (é, já botei ele no treinamento..hehehe), mas talvez porque no ensaio eram menos pessoas, nos divertimos muito mais no ensaio do que no dia. No dia entraram na hora muitas pessoas que nao tinham ensaiado e foi uma pena, pois nao ficou tao bonita e nós, que ensaiamos, ficamos chateados por causa da bagunca inesperada. Mas mesmo assim, tivemos momentos de diversao sem estress, principalmente no comeco da quadrilha, onde foi realizado o “casamento na roca”. Como aqui só participaram as pessoas que ensaiaram, foi perfeito e extremamente divertido, pois a sinergia entre todos estava perfeita. Olha a cara de feliz do pai! (((-:

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Além disso, por causa do tamanho da quadrilha, demorou muito pra acabar e alguns colegas nossos, que estavam assistindo, disseram que perderam a paciência de assistir. Mas tenho certeza que ano que vem isso vai mudar, pois a organizadora também já demonstrou que nao gostaria que essa situacao se repetisse. Lógico que a idéia é que todos participem, mas o ideal é realmente separar quadrilha dos que ensaiaram e a quadrilha dos que querem brincar só no dia. Uma forma de ser justo com quem se propôs a ensaiar e ser democratico com quem quer se divertir. (((-:

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A quadrilha das criancas foi feita de outra maneira que eu adorei, ou seja, primeiro dancaram as criancas que ensaiaram e depois, pra dar chance pra todo mundo se divertir, dancaram as que ensaiaram e as que nao tinham ensaiado, mas que queriam participar da brincadeira. Lindas!

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Eu sou suspeita pra falar das criancas, pois amo! O mais gostoso pra mim foi poder ajudar na festa, maquiando todas as criancas para dancar na quadrilha. Foi delicioso ver aquelinhos olhinhos curiosos (principalmente das meninas) pra mim, enquanto eu as maquiava. Lembrei de quando eu era crianca e adorava me maquiar, pois me sentia mais adulta imitando minha mae. (((-:

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Na parte da comelância tínhamos feijoada, pao-de-queijo, canjica, curau, bolo de cenoura, bolo de mandioca, pé-de-moleque, bolo de coco, caipirinha e etc. Eu só comi a feijoada e essa eu posso afirmar que estava pra lá de boa! Tao boa que acabou na metade da festa, pois a fila só crescia e mesmo tendo se preparado pra atender muita gente, nao foi suficiente. Eu nao sei exatamente quantas pessoas estavam lá, mas posso estimar umas 400. Nao sei a organizacao, mas eu nao esperava que fosse tanta gente, mas agora no próximo ano eu me prepararia pra atender 600, pois sem dúvida todos irao de novo e vao trazer mais gente ainda. (((-:

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Como se nao bastasse tudo que foi oferecido, a organizacao teve uma idéia ótima de trazer uma mulher que vende produtos do Brasil para vender seus produtos na festa. A loja chama “Coisas do Brasil” e fica em Möglingen. Oportunidade perfeita pra quem nao conhecia essa possibilidade e mora longe de Möglingen! (((-:

Foi uma festa maravilhosa com gostinho de Brasil e com muitos convidados estrangeiros, principalmente alemaes. Uma festa que vai se repetir com certeza nos próximos anos e cada vez mais rica e brasileira.

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Lógico que como tudo na vida, tem muito a ser melhorado, mas considerando que foi a primeira festa junina oficial do clube, todos estao de parabéns e, se Deus quiser, ano que vem consigo participar mais ativamente pra organizar esse espetáculo! (((-:

Parabéns Círculo Cultural Brasileiro por mais este super evento que trouxe pra gente o gostinho e a alegria do Brasil!

Créditos: fotos com data T. Kühner.

CULTURA ALEMA – Aspargos

Maira on junho 12th, 2009

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Aqui na Alemanha, assim como em muitos países europeus, muitas frutas e legumes sao essencialmente consumidas na época de colheita e quando a época de cada um chega é uma verdadeira festa. Abril e maio é a época de algo que eu AMO, aspargo. 

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Os alemães assumiram, em 2006, a liderança européia na plantação e no consumo de aspargo. Em 2007, 95 mil toneladas foram colhidas num total de 19 mil hectares de plantações na Alemanha, o que torna este o principal legume do país, agradando a agricultores, gourmets, cozinheiros e apaixonados como eu.

E nao vem me dizer (como meu marido) que o aspargo é o quinto  estado da água, ok!? Pois é, o quarto, segundo ele, é o chuchu. Ele na verdade nao tem paladar apurado como o meu, fazer o que? (((-:

Bom como nós nao costumamos perder festa nenhuma, dessa vez nao foi diferente (mas um pouco atrasado). Durante a época da colheita dos aspargos, os produtores abrem também seus restaurantes localizados ao lado da plantacao. É super interessante, pois você vai até o produtor podendo comprar aspargos ou simplesmente provar os pratos que sao produzidos por eles nesses pequenos e sazonais restaurantes. No caso do aspargo, esses pequenos restaurantes abrem as portas apenas entre o comeco de abril e início de junho, quando a fruta que eu mais amo comeca a ficar uma loucura de boa: o morango.

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Um casal de amigos “grávidos” que moram em uma regiao super famosa no cultivo de aspargos aqui no nosso estado, Fellbach, nos convidou para ir até um produtor pertinho da casa deles no último dia que este estaria aberto. Foi MARAVILHOSO! Pena que chegamos quando já estava anoitecendo e ai nao pudemos xeretar muito na plantacao/cultivo, mas o restaurante apesar de pequeno era extremamente aconchegante e familiar.

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Encontramos até nossos vizinhos, o vovô e a vovó que moram em frente a nossa casa! Agora pelo menos já temos algum assunto, pois a netinha deles (fofa!) veio sentar com a gente. Acho que é porque a gente estava falando e rindo só ”um pouquinho” alto para os padroes germânicos. Pois é, sempre causando e conquistando a criançada. (((-:

E o que achamos muito interessante também é que tudo que era servido no restaurante é produzido por eles mesmos. Para beber alguns pediram vinho produzido por eles, o Rô pediu suco de uva produzida por eles, como prato principal pedimos… tcharam… ASPARGOS! Peloamordedeus o que era aquilo? Os homens pediram aspargo branco e as mulheres aspargo verde, mas tenho que dizer, o verde, que eu NUNCA vi no Brasil, é MUITO melhor que o branco, ou seja, sinto que vou entrar em depressao se nao encontrar aspargos verdes quando voltar pro Brasil. )))-: Aliás, como eu pude viver sem isso até hoje? (((-:

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Fiquei tao feliz em comer o aspargo verde que até esqueci que tinha um monte de gente me olhando, enquanto eu segurava o aspargo “selvagemente”. Eles devem ter pensado: “essa ai deve vir da selva!”. Nao é que acertaram! (((-:

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Ah! Mas antes de comecar a pura comelância, eles nos serviram uma sopa de aspargo que eu adorei, tanto é que bebi a de todo mundo. (((-:

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Como sobremesa a melhor fruta do mundo: MORANGO e com algo que nao pode faltar: CHANTILY. Nao, vocês nao tem idéia o que era aquilo. O morango no Brasil é sim gostoso e nao é a toa que é a fruta que eu mais amo nesse mundo, mas o morango daqui… jesusavemariadocéu… é FANTÁSTICO! Ai que água na boca… ainda bem que tenho uma caixa na geladeira. (((-:

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Mas voltando ao aspargo, preciso alertar à todos para as consequências de se comer o verdadeiro aspargo e, principalmente, de se comer MUITO de uma única vez. Pois bem, depois dessa noite dos deuses gregos, fomos pra casa e chegamos quando já era mais de meia-noite. Eu estava sentindo que a noite ia ser turbulenta e, adivinhem, foi mesmo.

O aspargo era usado como planta medicinal há 2400 anos pelos gregos. Hipócrates, considerado o pai da medicina, recomendava chá de aspargos secos como diurético, enquanto uma infusão de sua raiz ajudaria contra dores de dente e picadas de abelha. Até mesmo por seus supostos efeitos afrodisíacos ele era apreciado. E ai com essa explicacao vocês devem estar pensando que a noite foi “quente”, né!? Erraram! A noite foi bem molhada, ou seja, eu e o Rô passamos a noite indo ao banheiro pra fazer xixi (antes que alguém me pergunte pra quê). Mas a pior parte nao é a “mijacao”, mas sim o cheiro do que seu corpo está produzindo. É um cheiro fortissímo de aspargo que eu nunca tinha sentido em outras circunstâncias parecidas, ou seja, quando comi aspargo no Brasil ou aqui. Pois é, todos prazeres tem um preco, seja na entrada ou na saída. (((-:

Próximo ano entao nao esqueca: a partir de abril até dia 24 de junho é época de aspargo na Alemanha. Nao perca e prepare um pinico para casos de emergência. (((-:

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Dia 23 de maio fomos ao “3. Musiknacht” (Noite musical) no bairro onde moramos aqui em Stuttgart, Bad Cannstatt. É uma evento que acontece apenas uma vez por ano nesse bairro, por isso imperdível pra quem gosta de música ao vivo de todos os tipos. O evento vai das 18:30h até as 2 da matina.

Pra participar você compra a entrada no valor de € 9 antecipadamente ou paga 12 € no dia. Pagando, vai receber aquelas pulseiras super discretas e que nao desgrudam nem a pau, a qual te dá direito a entrar em todos os pubs/cafés/navio que participam do evento. Esse ano, 28 estabelecimentos entraram na música, cada um apresentando uma banda com estilo diferente, desde Rock até Bossa Nova. Aliás mal deu pra acreditar, quando vimos um alemao cantando e tocando bossa nova, porque nao dava pra perceber que ele nao era brasileiro por causa da falta de sotaque. Acredita?

Aqui em Stuttgart sao raros os bares que tem música ao vivo, principalmente Rock, entao essa é a melhor oportunidade pra fazer isso. Nós acabamos passando boa parte do tempo em um dos bares onde tinha uma banda fantástica de Rock. Os caras detonaram messssmo! Yeahhhhhhh! 

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Mas, como tudo na vida, sempre tem um lado da história que nao dá pra nao contar. Quando chegamos nos bares fomos percebendo que a média de idade do públido era de 50 pra cima, ou seja, nao tinha como duvidar que você estava na Alemanha, principalmente quando chegava a cerveja quente. Só que, mais interessante que observar a média de idade da galera, é perceber o gás que esse povo tem, mesmo sendo mais velhos. É lógico que tem uns velhotes aqui que nao devem ter espelho, pois se vestem como se tivessem 18 anos, mas tem outros, principalmente os rockeiros, que sao muito style e deixam a gente no chinelo no quesito animacao. (((-:

Nesse evento, as ruas do bairro ficam lotadas, pois muita gente dá um “jeitinho abrasileirado” de assistir aos shows sem pagar. Isso mesmo! Ficam assistindo do lado de fora através das janelas/portas abertas e outros chegam inclusive a pular a janela do bar, uma vez que o controle da pulserinha é feito na porta. Mas se você quiser fazer isso no próximo ano, nem se preocupe, vá umas 23 horas e vai ver que quase ninguém mais controla nada. (((-:

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Depois de bater perna um pouquinho, descobrimos onde estavam os jovens: eles estavam nos bares onde estava tocando música pop. Entramos, nos sentimos em casa (afinal somos jovens…hehehe), mas nossa praia é ROCK N’ ROLL, entao voltamos pro asilo mesmo. (((-:

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Foi uma noite ótima, divertida e inesquecível. Encontramos até atriz de filme pornô! É verdade! Na verdade, o Rô achou que uma mulher que vimos no bar era atriz de um filme que ele “sem querer” baixou da internet, mas quando chegamos em casa ele me mostrou e eu tive que concluir que ele estava bêbado, pois nao tinha  NADA a ver. Só que, ao mesmo tempo, acho que nao foi só ele que se enganou, pois quando era 1 da matina, pararam alguns jovens na janela e comecaram a paquerar a mulher. Eu hein.

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Uma das bandas era muito engracada. O som dos caras era MUITO bom, mas a indumentária deles era melhor ainda. Que tipo!!   (((-:

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E, pra fechar, mais algumas fotinhos dos bares muito “roots” que encontramos por ali. Tinha até um navio, que na verdade é um “Navio teatro” que só fica aqui em Stuttgart 6 meses no ano. Pois é, agora só no ano que vem. ))-:

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http://www.cannstatter-musiknacht.de/