jul
7
PENSAMENTOS – Abrace pouco, mas abrace algo

Sabe aquele dia onde os pensamentos tomam conta de tudo? Pois esse dia é hoje. Tenho um monte de coisas pra estudar pra prova de sexta (última do semestre!), mas nao paro de refletir sobre a vida que estou levando (ou sobre a vida que está me levando?).

Desde que cheguei aqui, sempre uso a virtualidade pra acompanhar àqueles que amo e que quero bem. Sim, fuço em todos facebooks, blogs, twitter e orkuts que posso. ((((-: É a única forma de sentir que ainda posso fazer parte da vida de cada um de vocês. Mas, tem vezes, que cai a ficha e percebo que estou perdendo tanta coisa. Vejo fotos de alguns de vocês e vejo que envelheceram (nem me atrevo a contar sobre quem estou falando), vejo outros se tornando pais/maes/avós, vejo outros mudando de preferência sexual (segredo), outros simplesmente mudando de parceiro(a), outros terminando uma etapa importante nos estudos, outros mudando de emprego e etc. Mas o pior de tudo sao aqueles que foram assaltados, sequestrados, estao doentes, se machucaram, perderam alguém querido e etc.

ME DÓI muito nao poder estar perto de vocês todos! Me dói horrores ver bebês crescendo e nao podendo estar ai e saber que nao serei reconhecida por eles e ter a certeza do efeito da ausência. Me aperta o coracao ver meus avós envelhecendo e saber que nao resta muito tempo para podermos aproveitarmos juntos tudo que queremos. Choro, choro só de pensar em quanto estou perdendo por um lado.

Enfim, tudo isso, porque precisava dividir isso com vocês virtualmente, já que é isso que tenho nas minhas maos agora. Sao escolhas e elas sao importantes, uma vez que nao se pode ter tudo.

Na minha vida sempre quis ter, ser e fazer tudo ao mesmo tempo e terminei poucas coisas, pois era tanto que eu nao conseguia abraçar. Hoje estou abraçando menos do que desejo, mas pelo menos estou terminando tudo que começo e isso, bem, isso já é um começo e espero, de verdade, que tenha decidido abraçar as coisas certas na hora certa.



jul
6
CULTURA ALEMA – Praia em Stuttgart (e redondezas)

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No norte da Alemanha existem praias de verdade, mas aqui no sul por falta de praia, sobra criatividade e oportunidades. E, nós brasucas, aproveitamos essas em graaaande estilo sempre! Pois é, como dizem os sábios: “tem tu, vai tu mesmo”. (((-:

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A maior prova da criativida humana por aqui é a existência de praias artificiais. Só na regiao onde moramos (Stuttgart) temos duas! Uma fica do ladinho de casa e já estivemos lá umas 3 vezes e em um final-de-semana (que já esqueci qual foi) descobrimos mais uma que fica simplesmente no centro de Stuttgart em cima de um prédio na rua principal. Sim, uma inusitada e interessante “praia urbana”. (((-:

A primeira que fica no bairro Bad Cannstatt, se chama “Stadtstrand” e, apesar de menor do que a do centro, é muuuuito mais “praia” ( se é que podemos dizer isso ). Tem até quadra pra jogar volei de praia, acredita? (((-:

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Já na praia do centro chamada “Skybeach“, a coisa é bem mais urbana, até porque fica em cima de um prédio e em volta só se vê prédios nas proximidades, mas é bem interessante e uma idéia bem bacana. Tem até cama na praia! Além disso, você também pode pedir pros “filhos de Aladim” te alugarem um narguile. Estranho? Bom, se achar isso estranho é porque nunca foi nas praias do sul do Brasil, onde o povo costuma tomar chimarrao quente na praia tomando sol. EU JURO QUE VI ISSO EM FLORIPA e nao era um nao, era UM MONTE e falavam português sem sotaque hispânico (antes que alguém culpe os coitados dos argentinos. ((((-:

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E só pra provar que Stuttgart nao está sozinho nessa onda, olha aqui as praias de:

Munique: http://www.kulturstrand.org/ e http://www.isleofsound.de/index.html

Frankfurt: http://www.deck8.com/index2.html

Regensburg: http://www.deck8.com/index2.html

Markdorf: http://www.lemon-beach.de/index.html

Mas se você quer algo mais parecido com praia, ou seja, algum lugar que tenha água, aqui vai uma dica para quem está no sul da Alemanha na regiao do lago gigante e lindo Bodensee:

Friedrichshafen: http://www.staerrschorsch.de/ , http://www.beachclub-fn.de/fotogalerie/fotos.html

Para quem mora por aqui isso é mais do que uma boa pedida, é uma “salvacao”! Sem esquecer de citar que em todas essas “praias” é possível beber “caipirinha-européia” = pinga Pitú (urgh!)+limao brasileiro (oba!)+acúcar de batata (fraquiiiinho)+gelo picado* (heresia!). Bom, como eu já disse no comeco: “tem tu, vai tu memo!”. ((((-:

(* ) Gelo picado na caipirinha —> vocês acreditam que um amigo nosso alemao comprou uma máquina de picar gelo, pois disse que queria fazer caipirinha igual no Brasil????????????? Pois é. Ai eu digo: “Perdoe-os meu pai, eles nao sabem o que fazem.” (((((-:

Créditos das fotos da Skybeach: Larissa Aleksandrov



jul
1
INTERCULTURAL – Felicidade, café e raízes

Como a coisa aqui tá fervendo, preciso ser rápida no registro dos acontecimentos, entao vamos lá. Só para registrar de forma curta e direta duas situacoes que me aconteceram nessa semana, que mostram choques e encontros culturais. Sao muitos semanalmente, mas infelizmente só agora pensei em registrar isso de forma breve. Saco. )))-:

1-Felicidade: quem me conhece sabe que dou risada de tudo e pra todos o tempo todo. Quando eu era jovem, achavam que eu bebia e agora sinto que os alemaes e estrangeiros acham que minha mae me dava caipirinha na mamadeira e o efeito permanece. Enfim. A verdade é que durante esse semestre me achei muito estranha, pois quase nao me diverti enquanto estava na Uni, ou seja, parecia que o “efeito-caipirinha” tinha passado. É  sério! E ai um dia que me sentei sozinha no refeitório pra estudar, observei 3 garotas que estavam estudando e se matando de rir. Foi ali que me cai a ficha, de que quando eu estudava em grupo era SEMPRE assim e agora com o meu grupo nao é mais. Fiquei arrasada e quase chorei quando percebi isso. Ai no intervalo sentei com minha colega alema e comentei sobre isso com ela. Disse que estava triste por perceber que nesse MBA nao estou me divertindo e ando rindo muito pouco. É ai que veio a pérola. Ela me disse séria e direta: “Maira, mas isso é normal, afinal nós realmente nao temos motivo nenhum pra rir aqui.” ))))))))))))))))))))))))))-:

2-Café: hoje o dia foi MUITO quente e eu, lógico, AMEI! Eu estava irradiante, ou seja, me senti completa, pois sem o Sol eu sou só metade. Pois bem. Eu sempre tomo café na Uni nos intervalos de manha e à tarde e hoje nao foi diferente. A diferenca é que à tarde sai da sala mais tarde que os meus colegas e nao vi ninguém da minha turma quando sai. Pensei: “Eles devem estar no refeitório pegando café.” Fui até o refeitório e nada. Peguei meu sagrado café com leite e voltei pra sala. Chegando lá, vi todos sentados no pátio aproveitando o Sol e ai fui até lá e me juntei à eles. De repente minha colega do Equador vira pra mim e fala assustada: “Maira você é a única aqui que está tomando café. Meu Deus como você consegue nesse calor!?!?!?!” Respondi que eu bebo café, porque AMO café e todos ficaram me olhando e outra me perguntou: “Você está sentindo frio e é por isso que está tomando café?”. Comecei a rir e disse que eu nao preciso de motivo pra tomar café, tomo porque gosto e ponto. Ok. Voltei pra sala, sentei do lado da mulher de Camaroes (africana) e contei pra ela, foi entao que ela muito esclarecida me disse: “Maira eles nunca vao entender, pois nós (africanos) e vocês (brasileiros) tomamos café porque saboreamos o café, já eles tomam ou pra acordar ou para se aquecer”. Sábia essa minha nova amiga, viu!? ((((((-:

3-Raízes: o dia que conheci a mulher de Camaroes, foi muito engracado, pois ela nao conhecia ninguém e eu logo de cara (toda curiosa) já fui perguntando de onde ela era. Pois é, quando vi que ela só podia ser africana, fiquei alucinada pra fazer amizade com ela, antes que alguém chegasse na minha frente. ((((-: No outro dia, ela chegou e sentou do meu lado e essa semana permanecemos juntas, papeando e rindo. Mas achei engracado que ela até anteontem nao tinha me perguntado de onde eu era, mas deixei quieto. De repente no meio de uma conversa, falei que ia voltar para meu país logo após o curso e ai eleame diz: “Ah! Você entao vai voltar pra Itália?”. Eu juro que custei a entender, mas quando entendi comecei a rir e disse: “Nao! Eu sou brasileira.” E foi quando ela toda empolgada, disse: “Agoooooooooora eu estou entendendo tudo! Nós somos praticamente irmas!!!”. Delicioso ouvir isso de um africano, sabia? É impressionante como realmente nos identificamos, sem ela saber de onde eu era. É uma química natural que existe entre africanos e brasileiros. Está no nosso sangue e na nossa cultura. AMO! ((((-:

É isso! Conforme eu for lembrando de outras histórias, vou relatando por aqui. ((((-:

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