jul
26
LÍNGUA ALEMA – Alguns motivos para não aprender alemão

É um título provocativo, mas juro que nao é piada e nem minha opiniao pessoal. Apesar que em momentos de desmotivacao eu realmente me pergunto: “Por quê? Por quê alemao? Por que nao francês? Italiano? Espanhol? Por quê meu Deus!?” -D

Quem aprende alemao na marra, sabe do que estou falando. É, porque existe uma grande diferenca entre aquelas pessoas que sempre sonharam em falar alemao e aquelas que, de uma hora pra outra, percebem que nao existe opcao. E, lógico, o aprendizado é muito mais difícil e traumático para o segundo grupo. Ou nao. Tudo depende da sua motivacao, dos professores que encontra pela frente, do grupo que conhece durante o aprendizado e do apoio externo que recebe. Fora que ser otimista e paciente nessa hora é tudo também.

Enfim, mas esse post é para falar do ponto de vista interessantissímo e muito comédia de um americano que mora na Alemanha. Fiquei conhecendo o figura através da revista “Deutsch Perfekt” que eu simplesmente amo! Essa revista é para estrangeiros que estao aprendendo alemao. Ela é fantástica, pois traz matérias curtas sobre coisas relacionadas à Alemanha e aos estrangeiros que vivem aqui. Eu sempre aprendo expressoes novas de uma forma super suave e sem perceber, simplesmente porque as matérias me fascinam. E é nesta revista que encontro pérolas como a entrevista com John Madison, uma americano que decidiu escrever um livro descrevendo por que nao vale a pena aprender a língua alema. Vou transcrever abaixo algumas passagens hilárias já em português pra vocês entenderem como o cara sabe do que está falando. -D

“Viver na Alemanha é legal e eu posso indicar isso para todo mundo. Aprender a falar alemao, por outro lado, é aterrorizador e deveria ser evitado a qualquer preco.

Motivos para nao aprender alemao:

1) Nao é possível aprender a língua alema se você nao comecar desde bebê. Se você tentar aprender mais tarde vai perceber que seu cérebro nao tem mais capacidade para aprender tantos detalhes sem sentido, como por ex. as diferentes palavras para falar um simples e claro “the” em inglês. Dá uma olhada a diferenca entre os genêros no alemao e no inglês que vai logo entender do que estou falando.

Em alemao:

Nominativ der   die   das   die (Plural)

Genitiv        des   der  des   der

Dativ            dem der dem  den

Akkusativ  den  die   das   die

Em inglês:

Nominativ the   the   the   the (Plural)

Genitiv        the   the   the   the

Dativ            the   the   the   the

Akkusativ  the   the   the   the

Agora fala sério: quem gostaria de verdade de aprender uma língua que tem 16 formas diferentes para falar “the”? E isso nao é tudo: existem também 16 formas de se dizer “a” (em inglês só existe “a” e “an”) e, como se nao bastasse, existem 32 formas diferentes de declinar um adjetivo (em inglês nao existe nenhuma)!

O plural também nao é nada simples de usar. Os verbos entao é preciso saber conjugá-los para cada pessoa. Os tempos verbais sao uma emocao à parte. Apesar que é preciso falar de um que é o queridinho dos alemaes: o conjuntivo. Eles gostam tanto desta forma verbal que ter uma só nao foi suficiente, entao o estrangeiro tem que aprender duas. E acredite, por mais que você estude, nao vai adiantar, pois nao vai conseguir aprender, entao é melhor nem tentar.

2) Nao importa quanto um americano estude e pratique a língua alema, pois um alemao sempre irá falar muito melhor inglês do que um americano falará alemao. Considerando isso, deixamos os alemaes livres deste trabalho, pois eles vao ter que aprender o inglês de qualquer jeito para poderem se comunicar com o mundo. Aliás, muitos britânicos já comprovaram que alguém que fale inglês consegue viver na Alemanha sem o menor problema e a menor necessidade de aprender alemao (eu mesma conheco alguns casos).

3) No local de trabalho um americano que nao consiga se expressar muito bem em alemao pode usar isso como vantagem na Alemanha, afinal na Alemanha se alguém nao fala inglês é tido como um profissional desqualificado. Agora se algum estrangeiro fala inglês fluente e tem dificuldades com o alemao, ai o problema nao é tao grave. Se um americano em uma reuniao diz que nao fala muito bem alemao, a reuniao será preferencialmente realizada em inglês e isso faz com que seja uma reuniao muito mais rápida e efetiva, já que o inglês é muito mais objetivo, precisando de menos palavras pra dizer a mesma coisa que um alemao demoraria uma eternidade. Mas os alemaes gostam tanto de discussao que mesmo assim vao usar todo o tempo do mundo na discussao. Aliás, nestas situacoes eles costumam discutir, pois ficam tao entretidos pensando no que vao dizer em inglês que nao conseguem se concentrar no que os outros estao dizendo e ai comecam a discutir até mesmo quando dividem da mesma opiniao. Nesse caso, você americano/inglês, relaxa e aproveita.

4) Um americano nao irá jamais aprender a pronunciar corretamente um “ö” ou um “ü”.

5) Os alemaes vao mudar as regras da escrita em alemao logo que você realmente tiver aprendido alguma coisa (isso aconteceu há pouco tempo atrás). Até o momento em que você compreender a diferenca entre “das” e “dass”, nao vai existir nenhum “dass” mais. Entao pra quê aprender tudo?

6) O grupo pop alemao Tokio Hotel traz as versoes de suas músicas em inglês, logo ninguém precisa se preocupar em aprender alemao até mesmo por causa de uma banda alema.” 

Bom, se precisava de algum incentivo para nao aprender alemao, trabalho feito. -D

 



jul
21
GUEST POST – Bremen (Alemanha) by Marina Sales

Alguns semestres após iniciar minha faculdade, eu e mais três amigos tivemos a brilhante idéia: aproveitar o convênio do nosso curso com universidades em outros países e partir para um ano de estudos (e também diversão, que ninguém é de ferro!) na Alemanha.

A idéia foi tão simples, mas os preparativos nem tanto: iniciar o processo seletivo, aprender o básico da língua (uma infinidade de cursos que no fim, equivalem apenas ao A1) e nadar em rios de papéis e documentos. Após um ano de preparação, apenas eu continuei no bote, meus outros amigos já haviam desistido há muito tempo. Então me fui, sozinha, porém feliz e ansiosa (um pouco medrosa também) pelas surpresas que iria encontrar pela minha caminhada.

Entre as conexões do vôo ainda não havia percebido o quão longe eu estava, pela primeira vez, de meu país – estava mais concentrada em não me perder ) Finalmente chego ao meu destino, a adorável cidade de Bremen. Foi apenas colocar os pés na Domsheide e tocar na estátua dos Stadtmusikaten que vi o quanto aquele lugar iria ser importante para mim. Assim, partindo da minha experiência, gostaria de falar um pouco sobre esta cidade tão encantadora e indicar alguns lugares e atividades do local que valem a pena conhecer.

Domsheide

Bremen é uma cidade-estado localizada em Niedersachsen, ao norte da Alemanha. Cidade portuária banhada pelo rio Weser, tem os benefícios de um centro comercial, mas com um clima tranqüilo e bucólico.

O centro da cidade é precioso e revela suas principais atrações: a St.-Petri-Dom (Catedral de estilo gótico), a linda Rathaus e  a famosa estátua dos Bremer Stadtmusikanten. A cidade gira em torno do símbolo dos músicos de Bremen – Você encontrará souvenires com a figura do gato, cachorro, burro e galo em quase todos os lugares, além de uma atração turística muito doce: um “poço” localizado na Rolandplatz, onde ao colocar-se uma moeda, pode-se escutar o som de um dos animais )

Rathaus

Stadtmusikanten

Ainda no centro, encontra-se o Schnoor, a parte mais antiga da cidade de Bremen. É um espaço com ares medievais, as ruas são pequenas e estreitas (sendo uma delas a menor rua de toda a Europa) e as casas medem em média apenas 55 m².

Rolandplatz

A noite, você poderá ir ao Schlachte, área próxima ao Rio Weser, e encontrar vários restaurantes, pubs e Biergarten. E se eu estiver a fim de comer panquecas em um navio-pirata? Você me pergunta. Kein Problem, no Schlachte encontra-se o Pfannkuchenschiff. Já no Viertel, parte mais alternativa da cidade, localizam-se grande parte dos bares e boates da cidade, especialmente na rua Auf den Höfen.

Não dá para falar de atrações em Bremen sem também mencionar o Freimarkt. Uma das maiores feiras (estilo quermesse) da Alemanha, atrae milhares de pessoas há mais de 960 anos. A festa acontece no mês de outubro atrás da estação central, em frente ao Bremer Messezentrum (que por sinal é de uma arquitetura bem interessante) e conta com diversos brinquedos estilo bate-bate e afins, além de pavilhões de cerveja e claro, muita Bratwurst, Kartoffelnpuffer, gebratene Mandel, Liebesäpfel e outras delícias (nada lights) alemãs.

Mas Bremen também não para por aí. Não deixe de passar pela cidade de Bremerhaven, que também faz parte do Estado de Bremen. Além do museu de emigração dos alemães (Deutsches Auswandererhaus) e de um hotel versão miniatura de uma das mais famosas construções de Dubai, a cidade reserva uma atração muito interessante – a Klimahaus. É uma experiência única: a exibição leva-nos a uma viagem interativa a nove cidades, e passa pelas diferentes paisagens e sensações climáticas da Terra. Mas não esqueça de vestir uma regata por baixo do seu casaco – Ao caminhar pela exibição dos diferentes países, o clima irá variar das baixas temperaturas do Alaska ao calor da Nigéria.

Klimahaus

Dos Saltimbancos as noitadas no Viertel, Bremen tem atividades para todos os gostos. Agora só resta arrumar as malas e fazer uma visitinha D

Os Saltimbancos

Dica: Se você deseja viajar para cidades do mesmo território (Niedersachsen) como Hamburg, Hannover ou ainda Bremerhaven, você poderá comprar um ticket (28 euros para até cinco pessoas e 20 para single) com um dia de validade.



jul
16
ITÁLIA – Veneza

Veneza é uma cidade fantástica e extremamente particular. Sendo assim, nao poderia deixar o continente europeu, sem antes dar uma passadinha por lá, afinal é algo realmente singular e que merece ser visitada pelo menos em um dia. Aliás, pra ser mais sincera, dá até pra fazer isso em algumas horas.

Essa ilha é, apesar de realmente encantadora, muito pequena (porém maior do que eu imaginava) e fácil de ser “desbravada”. Fácil por causa do tamanho, mas nao levando em consideracao seu território, repleto de vielas escondidas e aprox. 400 pontes espalhadas pela cidade. É uma cidade perfeita para turistas como eu, que adoram se perder sem ligar para mapas ou rotas “lógicas”. Tá, na verdade isso é mais uma falta de aptidao pra coisa do que opcao.

Enfim, Veneza é um deste lugares que a bússola pode até te atrapalhar, pois em alguns momentos você realmente deixa de acreditar que dentro de Veneza essas coisas funcionem. O negócio é se perder mesmo, pois ali da água ninguém passa. E, acredite, é nos becos mais escondidos onde irá descobrir o que Veneza tem de mais particular. Isso mesmo, fuja das vias comuns ou simplesmente nao se limite à elas.

Veneza está situada na região nordeste da Itália, na região do Vêneto, sendo banhada pelo mar Adriático. Foi construída sobre várias ilhas e  tornou-se  uma potência comercial a partir do séc.X, no qual sua frota já era uma das maiores da Europa e  servia de  intercâmbio comercial e cultural com o Oriente. O historiador Fernand Braudel classificou-a como a primeira capital econômica do Capitalismo. Entre 1140 e 1160, a cidade se tornou uma república e, em 1797, foi tomada por Napoleão. Em 1866, a cidade foi anexada ao reino da Itália.

Nao diria que é uma cidade bonita, apesar de ter sim suas belezas. Também nao diria que é romântica como todos adoram relatar, afinal nao fui pra lá de lua-de-mel e nem sou mais assim taaaao romântica. Sim, acho que o romantismo nao está em nenhum lugar, mas sim nos momentos e na cabeca das pessoas e é usado muitas vezes como forma de vender um sonho. Pelo visto tem funcionado, afinal as pessoas continuam relacionando romantismo à lugares específicos no mundo, mas se foi à Veneza e nao viu nenhum romantismo, fique tranquilo, você é normal como eu. Bom, pelo menos pensar assim me conforta. -D

Veneza pra mim é uma cidade encantadora pela sua singularidade. Uma cidade que marca porque tem uma identidade forte e única. Veneza é inesquecível e incomparável, entao se foi à alguma cidade denominada “Veneza do Norte”, “Veneza do Oeste”, “Veneza do Padississímo”, esqueca. Nao existe nada igual e nem parecido com Veneza. Repito, Veneza é singularmente única e sim, isso é um pleonasmo proposital.

O coração histórico da cidade está dividido em seis partes, o que faz com que aos bairros sejam chamados de sestieri (sextos). Cada um deles tem um ambiente sutilmente diferente. Além dos seis sestieri há ilhas mais pequenas, também com ambientes muito próprios.

Chegamos à ilha de carro, deixando este estacionado fora desta em um dos vários estacionamentos que existem na entrada da cidade. A viagem de Stuttgart (Alemanha) até lá foi simplesmente linda. No caminho você reconhece claramente quando sai da Alemanha e entra na Itália, principalmente por causa dos vinhedos que cobrem quilômetros e quilômetros de terra beirando a estrada. Pernoitamos na Croácia, nossa próxima parada, o que ficou digamos bem mais barato do que procurar hotel em Veneza.

Maaaas voltando ao caminho até Veneza. Passando os vinhedos, é hora de atravessar a ponte para o sonho de muitos turistas: Veneza. Nessa hora já dá um friozinho na barriga, pois de tanto que falam de lá sua cabeca fica inevitavelmente cheia de expectativas sobre algo que nas fotos dá impressao de ser uma vila aquática que simplesmente parou no tempo.

Mas no meio da travessia da ponte, já vendo a ilha um pouco por cima entende que parar no tempo pode até ser, mas Veneza é muito maior do que eu imaginava.

Logo que entramos na parte central, onde encontram-se as grandes atracoes da cidade, fiquei completamente eufórica e sem direcao. Eu queria tirar foto de tudo, queria ver todas as vielas, queria entender como tudo ali funciona, queria desvendar Veneza com uma velocidade que só mesmo o Rô pra me fazer parar pra pelo menos respirar. Sim, estava completamente descontrolada!

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TRANSPORTE FLUVIAL

A primeira coisa que me chamou a atencao foi o sistema de transporte fluvial que rola na ilha, afinal transporte terrestre é estritamente proibido por motivos óbvios. Esse tipo de transporte é o tipo de coisa que só vi em Veneza até hoje, pelo menos quando falamos de dimensao e diversidade. Os caras tem barcos que funcionam como ônibus, ou seja, vao e voltam lotados, tem horário fixo de saída, tem um custo “normal” e tem até “ponto de barco”.

Mas se estiver com pressa ou se quiser mais conforto pode optar pelo “Taxi Boat”. Isso mesmo! Um taxi marítimo!

Fora isso, acho que só nao vi mesmo foi “Bike Boat” ou pedalinho, mas vendo a intensidade do tráfego por lá dá pra entender que poderia ser bem perigoso dar umas pedaladas no pedaco. Sim, tinha hora que eu tinha certeza que os barcos iam bater com as dezenas de gôndolas que circulam por lá todo santo dia.

Ah! As Gôndolas! As sonhadas Gôndolas… Quando as vi tive certeza que nao existe nada mais “Veneza” que elas e seus gondoleiros, nem mesmo as máscaras de carnaval. Olhando para elas, você realmente tem a impressao de que está sonhando, pois elas tem sim algo enigmático que só fica mais forte quando você finalmente está lá frente à frente com elas. Só que esse “feitico” que elas exercem só funciona em Veneza, pois tentei imaginar uma Gôndola no Lago do Ibirapuera e em outros lagos do Brasil e, sinceramente, nunca será uma Gôndola. Sim, minha imaginacao é uma coisa muuuuito fértil… -D

O mais estranho foi quando eu descobri a origem destas Gôndolas, ou seja, sua finalidade original dentro da história de Veneza. Até onde andei me informando, as Gôndolas eram utilizadas em rituais de sepultamento e também por famílias abastadas, sendo que os “modelos” eram diferenciados. Dá pra acreditar o que o marketing faz? Transforma a imagem de morte em amor e todo mundo acredita (rs). Hoje elas sao pouco utilizadas pelos locais, sua principal utilizacao pelos locais é em protestos. Já foram muitos, sendo que dentre eles tiveram os protestos contra o tráfego absurdo em Veneza, contra leis que aplicam restricoes aos horários de circulacao das gôndolas por causa das ondulações que podem prejudicar os alicerces dos edifícios e por ai vai. Um dos últimos protestos foi o chamado ”Sepultamento de Veneza”, onde os moradores pedem atencao para o despovoamento da cidade e pedem para as pessoas irem morar lá. Pois é, nem tudo é tao romântico quanto parece.

Mas, sem dúvida, as gôndolas sao objetos lindos de olhar, de fotografar, de seguir…. mas pagar é só pra quem realmente tá podendo ou tá querendo. Tem várias modalidades e dependendo da época pode pegar umas pechinchas. Até onde ouvi, se quiser só para você e seu “amado(a)” com música ao vivo fica por volta de 120 euros, mas sem música rolas un 80 euros e já ouvi até sobre uns 60 euros. Ai é “up to you”. Eu falei pro Rô antes de chegar lá que nao saia de Veneza sem andar na tal Gôndola, mas chegando lá vi que o legal mesmo era tirar fotos dela com a cidade ao fundo e que pagar, pra mim, nao valia assim tanto a pena. Mas é lógico que fico feliz que exista quem pague, pois senao de quem eu iria tirar fotos? -D

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COMÉRCIO NA ILHA

Exagerado. Sim, considerando a relacao turistas vs. espaco físico para trânsito é um comércio em volume exagerado. Em alguns lugares era impossível passar sem ser esbarrando o caminho todo no resto da galera. Um comércio de rua tipo “camelódromo” mesmo, com artigos nitidamente falsificados que nao precisavam ser vendidos ali, mas o comércio vai aonde o povo está e se nao há controle eles dominam tudo mesmo. Aliás, percebi que ali realmente nao tem controle nenhum e acho isso muito triste, considerando que é um dos lugares turistícos mais visitados do mundo.

Para comprar sua tao sonhada “máscara veneziana”, pesquise muito e nao estou falando só de preco. A qualidade também é importante e principalmente assegure-se de que está comprando um artigo fabricado em Veneza, pois atrás de uma máscara de Veneza pode estar escondido estrategicamente um chinês. -D

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ARTISTAS VENEZIANOS

Está em Veneza, está na Europa, está no berco da arte. Isso significa que irá encontrar muitos artistas pintando o sete perdidos no meio das vielas de Veneza. Outros vao além das telas e nos encantam com encenacoes completamente espontâneas, já outros nos impressionam mais ainda por conseguirem tocar direitinho mesmo depois de ter tomado uns 2 galoes de vinho.

Mas a arte nao está só na cidade de Veneza, está também na ponte que liga esta ao continente. Aliás, nao é uma arte qualquer, é uma “arte funcional”, ou seja, ela nao foi feita apenas para ser admirada ou invejada, ela foi feita para ser preenchida por transeundes normais que tem uma característica em comum: adoram mascar chiclete. Surreal. -D

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CAFÉS & RESTAURANTES

Quem já passou por este blog, sabe que adoro ajudar no planejamento de viagem dos meus leitores e isso implica em nao indicar muita coisa. Hein? Pois é, nao gosto de indicar, pois acredito que a viagem se torna mais inesquecível quando as escolhas sao nossas e espontâneas. Dá uma certa identidade para a viagem, fazendo da sua viagem algo único e inesquecível. Algo com a sua cara ou com a cara do casal ou do grupo que seja.

Em Veneza existem muitos restaurantes e cafés charmosérrimos, tao encantadores que dá vontade de passar o dia sentando cada hora em um. Sem dúvida, os que ficam beirando os canais sao os mais ambicionados e nao é por menos. É ali que você se sente em Veneza, tomando um vinho ou um capuccino na beira de um canal vendo as gôndolas passarem e com elas seus pensamentos. É fantástico! Bom, pelo menos pra gente foi, pois fomos em baixa temporada, mas em alta temporada imagino que esse sonho possa parecer mais um pesadelo por causa do tanto de gente que deve circular por lá. Para jantar dizem que os melhores restaurantes estao na Piazza San Marco descrita logo abaixo.

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PIAZZA SAN MARCO

Esta praca é imperdível, pois nela você encontra um conjunto arquitetônico maravilhoso. Aliás, uma vez que entra nela pensa que mudou de cidade, pois é algo completamente diferente do que se vê nos becos de Veneza. Ali, a pequena Veneza se torna grandiosa e cheia de frufru.

San Marco é o coração da cidade e é onde se concentram alguns dos tesouros da cidade – a Praça de San Marco, a própria Basílica de São Marco, o Palácio do Doge e a Campanile, as melhores vistas do Grande Canal e as pontes da Accademia. A Torre da Campanille é bem interessante, pois foi nessa torre que Galileu mostrou como funcionava o seu telescópio ao Doge Leonardo Dona, em 1609 (ui!).

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VENEZA PODE DESAPARECER

Como disse no comeco do post, Veneza é uma cidade construída em cima de aprox. 100 ilhas. O nível da cidade vem abaixando ano após ano porque os alicerces estao afundando e o nível do mar continua subindo.

Em alguns lugares que passamos, já se observa que a água mesmo em um dia sem chuva já comeca a avancar sobre as calcadas da cidade, principalmente nas bordas dos canais. Mas em época de chuva até mesmo a Piazza S. Marco pode ficar completamente inundada como mostra essa foto de 2003.

As casas estao em estado deplorável, dando a impressao de que vao desmoronar a qualquer momento e até onde eu sei nao há previsao para restauracao, pois seria preciso investir muito dinheiro nesse processo e todos sabem que a Itália nao se encontra em um bom momento para gastos.

A populacao hoje é de apenas 60.000 moradores, sendo a maioria ricos e idosos que herdaram as casas. Jovens nao tem dinheiro suficiente para comprar uma casa em Veneza, pois apesar de estarem em estado lamentável sao carissímas.

Por causa da falta de paz e de privacidade, todos os anos muitos moradores decidem ir embora e com eles a história e a glória de Veneza.

Lendo sobre tudo isso me deu uma certa tristeza e revolta, mas nao acredito que a culpa é dos turistas como é dito em muitas das fontes que li. Acredito que se o turismo fosse controlado como é em muitas ilhas até mesmo no Brasil, a qualidade de vida dos moradores de Veneza seria maior e nao deixariam suas casas. É um problema de administracao do turismo na ilha e espero que nao seja tarde demais para encontrar uma solucao.

Quer saber mais? Leia este texto. Através deste texto, pode ver Veneza detrás de sua máscara. Imperdível!

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QUANDO NAO IR, CASO QUEIRA PAZ

“La serenissima” como é conhecida a cidade de Veneza, de serena nao tem nada. Deveria ser denominada de “La turistissima”, principalmente na alta temporada. -D

A principal época turística é entre Abril e Novembro, embora Veneza esteja sempre muito agitada durante o Natal, Páscoa e Carnaval (Fevereiro). O Festival de Cinema de Veneza (Agosto) e a Biennale (Setembro) fazem aumentar as multidões (e os preços). As alturas mais agradáveis para visitar esta cidade são no início e no final da época alta, quando a cidade está mais calma e o clima ameno.

O verão pode ser muito agitado com muita gente se espremendo nas estreitas ruelas e enchendo de forma desconfortável os vaporetti, encostados nariz a nariz no convés mínimo, ou apertados na cabine sem ar-condicionado. Algumas pessoas queixam-se do cheiro dos canais e das filas intermináveis para entrar nos museus, o que achamos bem diferente na época que fomos, pois nao sentimos o tal “cheiro” e nem vimos tantas filas.

Nao importa quando vai, desde que se apresse e, se for em época de chuva, uma dica: leve suas botas sete léguas. -D

Fotos aqui!

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