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ENSINO ALTERNATIVO ALEMAO – O sistema “Waldorf” (Rudolf Steiner)

EXTRA! EXTRA! Estou quase mudando de opiniao, ou seja, estou quase desistindo de colocar meus filhos na Waldorf. Nao por que agora penso que é um sistema “ruim”, mas porque comecei a ficar com medo de arriscar e depois me sentir culpada, caso meu filho venha a ter traumas ou dificuldades gerados a partir desta minha decisao. Quer saber o que me levou a pensar assim? Entao leia as novas infos que recebi em verde na primeira parte do post. Algum argumento a favor que me faca voltar a opiniao antiga? -D

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“Nosso maior objetivo é desenvolver seres humanos livres, aptos para estabelecer, por si mesmos, metas e direcoes para suas vidas” (Maria Steiner)

Há muito tempo que queria escrever sobre este tema por aqui, mas parece que era mesmo pra ser agora. Por quê? Porque agora que sou quase mae, já estou pensando em qual escola colocar nosso pimpolho. Sei que pode ser muito cedo pra pensar nisso, mas quem me conhece sabe que a cabeca aqui ferve sem limites. Mas no fim alguns de vocês (ou muitos) devem estar se perguntando: “Mas o que é o sistema Waldorf de ensino?”. Vamos lá. Vou ser breve, pois existem fontes oficiais que com certeza vao ajudá-los a entender este sistema melhor e a formarem suas próprias opinioes. Sim, porque se estou trazendo este tema aqui nao é só porque acho extremamente interessante, mas principalmente porque é um tema que gera muitas discussoes entre pessoas que acreditam que esse sistema de ensino é super positivo e outras que acreditam que é um sistema com valores bonitos, porém pouco funcionais para o nosso mundo “cruel”. Eu, sinceramente, gostaria, apesar de todas as críticas que existem, que meus filhos estudassem em uma escola baseada neste sistema e esse post é mais uma forma de colher opinioes e experiências diversas para poder ter cada vez mais certeza de que é uma boa escolha ou que, talvez, nao. -D

O sistema Waldorf é um sistema de ensino que foi introduzido na Alemanha a partir de 1919 (por coincidência - ou nao – na cidade onde moro, Stuttgart) por um austríaco chamado Rudolf Steiner e que hoje está presente e crescente no mundo todo (inclusive no Brasil). É um sistema baseado na antroposofia. Esta, por sua vez, do grego “conhecimento do ser humano”, pode ser caracterizada como um método de conhecimento da natureza do ser humano e do universo, que amplia o conhecimento obtido pelo método científico convencional, bem como a sua aplicação em praticamente todas as áreas da vida humana.

Bom, pelo parágrafo acima já dá pra perceber que é algo bem complexo de “compreender racionalmente”, ou seja, é bem coisa de filósofo mesmo, entao pra gostar tem mesmo que ser meio “filósofo”. Agora a “filósofa” aqui vai brevemente citar o que já ouvi falar sobre as escolas que utilizam este método de ensino. Pra quem tiver “fome de saber” e já quiser informacoes completas, entre no site oficial no Brasil e entenda como funciona.

Tudo o que vou escrever aqui sao coisas que ouvi de quem estudou em escolas que seguem este modelo ou que fizeram o curso para serem professores de uma escola Waldorf, ou seja, tudo baseado em experiências reais. Aliás, se você que está lendo este post, estudou ou conhece alguém que estudou/estuda em uma Waldorf, seria super interessante se pudesse contribuir aqui deixando um comentário falando sobre a experiência ou sobre alguma coisa que deixei de citar ou, até mesmo, sobre alguma informacao que eu possa ter colocado de forma equivocada. Sua opiniao também será sempre bem-vinda, lembrando que opinioes expressas com agressividade/falta de respeito nao serao publicadas.

Bom, entao pra comecar, vou falar sobre alguns pontos que percebi que sao os que geram mais críticas por parte das pessoas que nao acreditam neste sistema (que sao muitos) e depois falo das coisas que, acredito, sustentam a funcionalidade deste.

PONTOS QUE PODEM SER VISTOS COMO NEGATIVOS:

(depois leiam este texto que descreve uma pesquisa feita sobre os “Sete mitos da insercao social do ex-aluno Waldorf”)

- O fato de não se exigir ou cultivar um pensar abstrato, intelectual, muito cedo é uma das características marcantes da pedagogia Waldorf em relação a outros métodos de ensino. Assim, não é recomendado que as crianças aprendam a ler antes de entrar na 1a série. Segundo esta pedagogia, antes deste período, o mais importante é deixar a crianca ser crianca, é deixar a crianca brincar e se descobrir sem racionalizar a vida. Segundo os críticos, esta forma de aprendizado pode ser considerada lenta e a crianca pode ficar “atrasada” e ter deficiência para acompanhar o desenvolvimento de criancas da mesma idade que frequentam escolas tradicionais. Nao acredito nisso, mas também nao tenho argumentos concretos pra convencer ninguém do contrário. É só um ponto de visto baseado no que acredito e, sinceramente, nao acredito que o fato da crianca comecar a fazer contas e a escrever apenas a partir do 7° ano vai fazer desta menos capaz de se desenvolver do que coleguinhas que comecaram a fazer isso antes. O mais importante estará sendo sempre desenvolvido: a capacidade de raciocinar, de falar e de se aceitar como é, desenvolvendo suas habilidades motoras e “humanas” (sentimentos).

- Nao existe um sistema de reprovacao e de notas como no ensino convencional. As “notas” sao simbolizadas por cores (ou estrelinhas) ao invés de números, ou seja, existem, mas sua representacao visual é diferenciada. Segundo os críticos, isso diminui a competência competitiva da crianca, ou seja, ela terá dificuldades de viver no mundo competitivo atual. Dizem que o mundo é cruel, logo a crianca tem que estar preparada para isso. Minha opiniao é que se o mundo é cruel, é porque o sistema gerou essa crueldade, entao está na hora do sistema criar algo que a combata, ou seja, um pouco de docura e humanismo nao faria mal nenhum. Enfim, percebi que aqui entram valores muito pessoais na discussao. Eu, por exemplo, prefiro um filho sensível que sofra um pouco para se adaptar ao mundo competitivo do que um filho extremamente competitivo que muitas vezes se torna insensível e sem limites para conseguir o que busca. Nao espero que ninguém concorde comigo, mas é assim que eu penso sobre este ponto. Eu mesma, que nao estudei em uma Waldorf, cresci acreditando que o mundo era cor-de-rosa e que todas as pessoas eram boas. Só fui comecar a reconhecer “crueldade” quando já estava com aprox. 23 anos de idade. É sério! Hoje estou bem mais esperta e seleciono muito melhor quem está ao meu redor, mas mesmo assim ainda acredito na bondade do ser humano e procuro sempre competir comigo mesma e nao com os outros. Complexo. Um dia explico essa minha teoria (rs).

- Nas aulas de esporte/educacao física os alunos nao jogam/aprendem a jogar futebol. Nao acho isso nenhuma desvantagem no que diz respeito ao sistema de ensino, ou seja, nao vejo isso como argumento contra válido. Se quer que seu filho jogue bem futebol, coloque ele pra jogar com primos, amiguinhos fora da escola, escolinha de futebol e pronto. Aliás, conheco alguns amigos que nao gostam de futebol, embora tenham estudado em colégios onde existiam inclusive campeonatos. Segundo uma amiga que estudou na Waldorf, eles acreditam que o futebol é um esporte muito agressivo e por isso nao está inserido no programa da escola. Com isso já nao concordo, ou seja, que o futebol é um esporte mais agressivo que o handball ou que o basketball podem ser. Mas nao deixaria de colocar meu filho em uma Waldorf baseada nesse argumento.

- O amor que os professores Waldorf devem desenvolver pelos seus alunos, e o conhecimento profundo que eles adquirem de cada aluno são outras características fundamentais da pedagogia. Por exemplo, idealmente durante os 8 anos do ensino fundamental cada classe tem um único professor que dá todas as matérias principais, isto é, fora artes, artesanato, educação física e línguas estrangeiras (em geral duas, nos 12 anos de escolaridade). No ensino médio há um professor que, durante os 4 anos, assume o papel de tutor da classe. Segundo os críticos, isso é ruim para o desenvolvimento da crianca, principalmente se o professor nao for com a cara da crianca e a “perseguir” durante os 8 anos. Também criticam o fato de ser impossível um único professor ser apto a lecionar todas as matérias durante o ensino fundamental. Eu já vejo de outra forma. Os professores Waldorf sao profissionais que estudam para serem especificamente “professores Waldorf”, ou seja, tem uma formacao toda baseada neste sistema de ensino, logo estao totalmente preparados para lidar com todo e qualquer tipo de crianca, sem discriminá-las. Pelo menos essa é a filosofia deste sistema de ensino e se alguém decide lecionar em tal escola é porque deve estar “alinhado” com tal filosofia. Sobre ser impossível um único professor estar apto a lecionar todas matérias do ensino fundamental, ainda estou em dúvida sobre ser um ponto fraco do sistema Waldorf. Teria que saber que tipo de diploma é exigido e qual o tipo de treinamento é dado para tais professores, ou seja, preciso conversar com minha amiga que fez o curso para ser professora lá e depois volto aqui. -D

- Nessas escolas sao ministradas aulas de corte, costura, pintura e etc. A crítica é que as notas para estas “matérias” tem o mesmo peso que as notas para as matérias tradicionais (matemática, português, história e etc). Minha primeira reacao foi achar isso errado, mas depois refletindo um pouco “fora do quadrado” penso que faz sentido. Sim, porque pintar também é uma habilidade, assim como fazer contas. Sim, porque nem todo mundo é bom com números, assim como nem todo mundo é bom em pintura. Entao porque dar pesos diferentes se no fim estamos falando de habilidades que nem todos tem, mas que os que tem poderao utilizá-la na sua profissao no futuro? Há os que dizem: “mas matemática todo mundo precisa, pintura nao”. Será mesmo que todo mundo precisa ser bom em matemática? Será que é justo dizer que o cara que é bom de matemática é melhor do que o cara que é bom em pintura? Por que que todo mundo tem que ser bom em matemática? Se eu nao sou, sou burra por um acaso?

- Alguns críticos acreditam que os alunos de uma Waldorf tem menos chances de passar nos melhores vestibulares ou até mesmo de conseguir bons empregos na sua vida adulta. Estudos como o estudo já citado no início deste tópico comprovam que isso é apenas mais um mito e que a realidade é bem diferente. Lógico que alguns alunos, dependendo do curso e/ou universidade que querem estudar, acabam tendo que fazer cursinho pré-vestibular, mas também nao acho isso nenhum demérito. Por outro lado, li no site oficial da Waldorf que nos EUA as grandes universidades dao preferência para alunos que tenham estudado em escolas do sistema Waldorf, pois sabem que os alunos tem uma capacidade positivamente diferenciada. Quem quiser pode chegar esta info clicando aqui. Está em um dos últimos parágrafos.

INFORMACOES RECEBIDAS POR EMAIL/TELEFONE APÓS PUBLICACAO DO TEXTO POR PESSOAS QUE TIVERAM EXPERIÊNCIAS COM O SISTEMA WALDORF:

- Neste item vou descrever tudo que uma amiga me relatou hoje por telefone sobre a experiência pessoal dela em uma Waldorf. Já tínhamos conversado sobre o sistema, mas a única coisa ruim que ela havia relatado era que o sistema realmente cria pessoas extremamente sensíveis que sofrem muito no mundo “real”. Mas desta vez ela me contou coisas que me deixaram realmente com uma pulguinha atrás da orelha. Ela me contou que ela sofreu muito preconceito por ser “atrasada” em relacao à seus amiguinhos que estudavam em escolas convencionais. Disse que em um curso de catecismo morreu de vergonha, pois era a única que nao sabia ler nem escrever, pois, como relatei aqui, criancas na Waldorf só comecam a aprender a ler e a escrever a partir dos 7 anos de idade. Ela contou também que nos primeiros anos sua professora (uma alema que tinha se mudado para o Brasil) a obrigava a escrever com a mao direita, apesar de saber que ela era canhota, pois dizia que aquilo era importante para ela desenvolver o raciocínio do lado “correto”. Disse que gracas à Deus nao teve que ficar com essa mesma professora nos 8 anos previstos, pois esta foi substituída por uma outra que foi ótima para a turma. Contou que esta outra professora a ajudou a se desenvolver na área de conhecimentos gerais, mas fora do programa normal da escola e que isso foi pura sorte mesmo. Contou que alguns alunos que tem mais sede de aprender eram tratados com preconceito, pois eles nao tinham paciência para aprender na velocidade imposta pelo sistema Waldorf, que é relativamente lenta para os padroes do ensino tradicional. Disse que o sistema é ótimo para trabalhar o “ser humano” e suas aptidoes artísticas, mas que nao prepara realmente as pessoas para a vida no mundo real. Ela contou que até hoje sofre muito por ser tao sensível. Diz que sofre mais do que o normal quando vê pessoas fazendo maldade ou notícias ruins em geral. Sente que sua capacidade de raciocínio é eficiente, porém lenta. Disse que nao vai colocar seus filhos em uma Waldorf, pois nao quer que eles tenham os mesmos problemas que ela teve, mesmo tendo amigos que estudaram com ela que nao tiveram problemas e que hoje estao super bem e que continuam acreditando no sistema Waldorf. Por isso ela reforcou que é um tema muito complexo, pois é extremamente pessoal e cada caso é um caso. Disse que tem sim muita coisa boa, mas que é preciso ponderar se vale a pena arriscar. Bom, essas infos me deixaram bem inclinada à desistir da idéia, pois sao informacoes baseadas na prática e recebidas por alguém que cursou todo ensino fundamental em uma Waldorf. Além disso, é uma pessoa que eu respeito muito e que sempre é muito ponderada quando dá suas opinioes, além de respeitar muito outros pontos de vista.

- Uma outra amiga me enviou um email dizendo o seguinte: “Putz Maira…o seu texto é ótimo, mas a polêmica é enorme. Eu adoraria se tivesse uma escola Waldorf aqui do lado de casa, mas ao mesmo tempo, jamais estaria pronta EU, para acompanhar o tudo de “bom” que eles são e aí, o que acontece é que seu filho começa a ficar sendo o “estranho da escola”, sabe? Numa escola normal, se ele é “estranhinho” não é tao ruim, porque tem outros TAO OU MAIS ESTRANHOS. Em teoria acho eles otimos e conheco pessoas da minha geraçao, ou quase, que tem formacao waldofiana que sao seres especiais, criativos, abertos, mas não são exatamente ADAPTADOS ao nosso mundo.”

- Uma info que eu já tinha, mas que tinha esquecido de citar é que aqui na Alemanha o preconceito é muito grande com pessoas que cursaram uma Waldorf. As pessoas consideram essas criancas mais “fracas”, pois estudaram em um sistema que nao exige que a crianca tire boas notas pra passar de ano. Aliás, dizem que muitos pais que tem filhos com dificuldade de aprender realmente acabam colocando seus filhos em uma Waldorf, pois sabem que ali eles nao serao reprovados e que a velocidade de ensino dará mais chance para que eles aprendam na velocidade deles. Sendo assim, estes sao considerados menos capazes do que seus coleguinhas que estudaram em escolas com ensino tradicional.

*****RESUMINDO: o sistema perfeito seria mesmo uma mistura entre o sistema Waldorf e o sistema tradicional. Existe? Se alguém souber de alguma escola no Brasil ou na Alemanha que tenha algo parecido com isso nao deixe de nos informar, tá!? *****

PONTOS QUE VEJO COMO POSITIVOS SEM CONTRA-ARGUMENTO:

- Como na frase citada logo no início do post, esse sistema é um sistema de ensino que coloca as necessidades individuais de cada indivíduo acima das necessidades ou premissas da sociedade.

- A crianca ou adolescente é acompanhada como indivíduo no seu desenvolvimento, ou seja, os professores buscam desde o início identificar o que cada indivíduo tem de aptidao e focam no desenvolvimento desta individualmente. Isso mesmo, nao exigem que todos alunos tenham as mesmas aptidoes ou que se desenvolvam na mesma velocidade. Compreendem que cada indivíduo tem sua “estrela” e seu próprio tempo.

- Assim como nas escolas alemas em geral, nesta escola existem muitas “cerimônias” para comemorar tudo que vocês possam imaginar. Sim, eles adoram celebrar ciclos, festividades, acontecimentos marcantes na vida da crianca e etc. O mais fofo é justamente a celebracao do primeiro dia de aula da crianca. A escola fornece todo o material, inclusive uma mochila de couro igual para todos alunos. Esta é entregue aos pais e a escola pede que eles pintem algo do lado de fora da mochila que tenha a ver com o filho deles, ou seja, pedem que os pais personalizem a mochilinha de seus filhos. As criancas chegam todas orgulhosas na escola mostrando “sua” mochilinha e a arte que seus pais fizeram especialmente para elas. Elas também recebem uma coroa de flores e um “canudo” cheio de “agrados” que seus pais preparam para elas e entregam também no primeiro dia.

- Todas as criancas aprendem a tocar pelo menos um instrumento musical.

- As criancas nao aprendem através de livros didáticos “tradicionais”. Elas recebem um caderno em branco e durante as aulas anotam todo o conhecimento que é passado através dos professores. Depois, os professores pegam caderno por caderno e checam se o que a crianca entendeu está correto ou se falta alguma informacao importante. Após esta “correcao/verificacao”, a crianca recebe seu caderno de volta e é através dele que ela vai se preparar para as provas. Eles entendem que existem formas distintas com que cada crianca absorve uma informacao concreta, nao acreditando que existe apenas uma “verdade” ou “ponto de vista” absoluto. Acreditam que a compreensao dos fatos está muito relacionada às referencias individuais dos alunos e a forma como cada um enxerga o mundo ao seu redor, baseados em seus valores pessoais. Se você dá um livro com “verdades prontas” para uma crianca/adolescente você reprime nela a capacidade de ter suas próprias opinioes sobre os fatos, fazendo-a acreditar em tudo aquilo que todo mundo acredita e ela acaba apenas se preocupando em absorver “aquelas verdades” para ter uma nota boa e passar na prova. Valores e capacidade de raciocínio deixam de ser trabalhados nesse sistema tradicional de ensino.

Provavelmente eu esqueci alguma coisa importante, mas tudo que eu for aprendendo sobre este sistema (inclusive através dos seus comentários aqui), vou adicionando aos poucos e publicando.

É um sistema bem diferente do sistema tradicional que conhecemos e é natural que muita gente seja contra, afinal é um sistema difícil de compreender racionalmente, sendo muito baseado em filosofia e psicologia. Eu, sendo uma pessoa menos racional e mais emocional por natureza, me identifiquei muito com tal sistema e conheco pessoas que formaram-se através deste que sao simplesmente seres humanos fantásticos e profissionais super bem-colocados no mercado onde atuam. A única coisa que vejo que faz da vida deles um pouco mais difícil é que realmente sao mais sensíveis do que a média e sofrem muito mais com a “crueldade” no mundo. Mas pra ensinar a lidar com isso a vida se encarrega e nao exclusivamente a escola. Aliás, ironicamente, para aqueles que foram “criados” neste sistema Waldorf, aconselho uma temporada no país onde este nasceu: Alemanha. Você chega aqui um “gatinho”, mas volta um “leao”. Duvida? Entao vem! -D

Entao é isso. Se quiser, deixe aqui seu comentário com opinioes, perguntas, críticas e/ou sugestoes. Eu nao vou “contra-argumentar”, pois já deixei minhas opinioes no post, mas tudo que escreverem vai sim me ajudar e também à todos àqueles que tem interesse nesse sistema, a compreenderem este melhor através de óticas diferenciadas. Diga lá! 

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30 Comentários


     Sergio TEGON
     6-2-2011
     13:29
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    Filho usufruindo de uma escola Waldorf é o melhor presente que vcs estarão se dando e dando a ele, ao mesmo tempo. Conheci a escola com 40 anos e ‘morria de inveja’ daquelas crianças sendo educadas daquela forma! Hoje tenho 63, sem filhos, mas acompanhei os filhos de dois compadres e dois amigos, num total de 15 crianças, hoje adultos e muito bem com a vida!
    Sem dúvidas, a melhor alternativa!
    Boa sorte com o guri!







     arlete soffiatti
     6-2-2011
     17:34
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    Maira, eu não li todo o seu texto. Mas gostaria de perguntar: Você vai colocar seu filho nessa escola no Brasil ou aqui na Alemanha? Pois aqui, os Kindergartens já são assim. as Grundschule tem algumas das caracteristicas. Eu tenho minhas restriçoes quanto ao sistema de kindergarten daqui mas todas as crianças alemãs (exceto as que vão para escolas particulares) passam por este sistema. Já, no Brasil, talvez tenha uma discrepancia entre um e outro sistema.







     Maira
     7-2-2011
     4:48
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    @Arlete: sério que todos os Kindergarten funcionam seguindo o sistema Waldorf? Parcialmente ou totalmente? Essa info é nova também. Eu “colocaria” no Brasil, pois estamos voltando em maio deste ano, mas o post é mais voltado para discutir o sistema mesmo. Já ouvi que existem diferencas entre escolas Waldorf no Brasil e aqui também, mas sao poucas, a essência tem que ser a mesma, pois seguem acima de tudo a “filosofia antroposófica”. Acredito que muitas críticas sao baseadas em experiências isoladas, mas saber do risco destas também é importante pra ponderar sobre a viabilidade ou nao de se colocar um filho em tal escola. Depois dos últimos depoimentos que ouvi, penso que pode ter sido algo pontual sim, mas ao mesmo tempo me deu aquele medo de arriscar acreditando nisso e lá na frente me sentir culpada caso meu filho venha a ter problemas que podem ter sido originados por causa deste sistema. Por isso é um tema tao complexo. Existem histórias felizes e histórias nao tao felizes, mas ninguém pode garantir nada, até mesmo quando a crianca estuda no sistema tradicional. Os dois tem coisas boas e ruins, mas o da Waldorf é menos popular, logo o risco pode ser maior. Sei lá. Mas tô adorando poder me informar melhor agora que ainda tem tempo de sobra pra decidir. -D Bjks!







     melissa engelmann
     10-2-2011
     13:52
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    Maira,
    como vc sabe meu primeiro filho hoje com 7 anos, já na segunda série do ensino Waldorf (no bairro do Ipiranga, em São Paulo) está neste sistema desde o berçário.
    Aos meus 38 anos descobri o seguinte: Não existe escola melhor ou pior. O que existe são pais ausentes e pais presentes no processo de educação pedagógica. O que aprendo todos os dias com a Antroposofia e tbém com a pediatria antroposófica (onde estamos tratando nosso segundo filho de 2 anos, Joaquim) é que cada filho é um filho, e nosso desafio é compreendê-los e interpretá-los — esse é nosso principal papel de pais educadores, e assim é na escola !!!
    Ao contrário do que dizem, meu filho nunca foi excluído, porque nesta escola ele aprendeu a escolher e separar o bom do ruim; meu filho tbém nunca se comparou com a prima que já sabe ler, e escrever e tbém a navegar na internet — pq. nesta escola ele aprendeu que estas coisas crescem dentro dele a cada dia e ninguém sabe tudo de uma só vez !!!As coisas acontecem …
    Victor é sensível, querido, companheiro, responsável, divertido, ajudande e dono de um caracter inquestionável …
    Afinal, não é disso que este mundo está precisando !!!?!?!?!?!?
    A unica diferença é que ao colocar seu filho nesta escola, vc tbém irá estudar junto com ele e não apenas deixá-lo na portaria …e retirá-lo horas depois…rs…







     Maira
     10-2-2011
     17:27
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    @Melissa: muito obrigada mesmo pelo seu comentário! Já estava ficando chateada de nao ter um “contra-argumento” pra enriquecer o post. É bom que agora tenho mais infos pra botar no meu “saquinho das ponderacoes” (rs). Parabéns por ser uma super-mae!!! Bjks e, de verdade, obrigada pela sua opiniao!!!







     Carol Lobo
     11-2-2011
     16:53
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    Maíra,
    Sou aluna do curso de formação de professores Waldorf Recife, e concordo com Melissa quando diz queo que existem são pais ausentes ou presentes na educação de seus filhos. Porém, não posso deixar de tecer considerações a favor das escolas Waldorf, pois creio que existe um diferencial nela muito importante: a preocupação em que o professor cuide de sua autoeducação. Não sei como anda a situação na Alemanha mas o sistema público de ensino brasileiro é caótivo, e o que vemos são profissionais extremamente desequilibrados, devido a diversos fatores. A pedagogia Waldorf busca fazer com que o professor reflita não apenas sobre sua prática pedagógica, mas sobre a coerência entre seu discurso e sua vida. Num mundo tão fragmentado, em que se pensa uma coisa, se diz outra e se age de uma terceira forma diferente de todas as outras, buscar coerência e valorizar a força de um bom exemplo é sem dúvida um grande mérito, além de todos os outros.
    Qualquer criança merece uma escola Waldorf!







     Maira
     12-2-2011
     12:41
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    @Carol: primeiro queria agradecer sua contribuicao, pois é alguém que deve conhecer muito bem o sistema pedagógico da Waldorf e pode nos ajudar a entendê-lo melhor. Mas, sinceramente, gostaria que argumentasse baseada nos benefícios concretos do sistema Waldorf e nao através da definicao do perfil das maes. Nao acho que todas maes de filhos da Waldorf sao “boas maes” e vice-versa, ou seja, nao acho que todas as maes que nao optam pela Waldorf sao maes nao participativas. Talvez a decisao delas esteja mais baseada em pontos pedagógicos mesmo e ter estas infos de pessoas como você seria algo super precioso para talvez mudar uma imagem que, ao que tudo indica, permanece. Se puder contribuir com mais infos sobre a pegagogia em si entao seria perfeito! Bjks e obrigada mesmo!!!







     Natália Mesquita
     20-2-2011
     14:36
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    Olá Maíra e demais contribuintes.
    Um canal de informação na minha opinião, só ganha sua real contribuição, quando de fato traz ao palco, discussões pertinentes e valorosas como esta iniciada sobre o sistema de ensino de nossos filhos. Para os que já os têm e para os que ainda terão, é sempre bom buscar informações, refletir e aguçar aquilo que um dia não será mais só de nossa responsabilidade, mas sim, do mundo. Considero pertinentes o que todos escreveram e eu, como não tão conhecedora do Sistema Waldorf gostaria de deixar minha humilde opinião, como educadora que sou. É de extrema importância termos a preocupação e interesse de inserirmos nossos filhos em espaços saudáveis, lúdicos e formadores de valores. No entanto, sabemos que em diferentes situações, tais valores podem ser aprendidos e em suas diferentes formas (leia-se as boas e ruins) e que para isso nunca teremos pleno “poder”. Ou seja, não devemos encarar o S. Waldorf como a porta de entrada para o que chamamos de bons valores, caráter e afins, pois realmente não considero que exista ausência destes, no modelo tradicional de ensino. Com muito que as pessoas escreveram aqui, eu vi como que é quase um jogo de aposta, onde se pensa: Escolho o caminho do ser humano bom, amoroso, afetivo do sistema Waldorf, ou escolho o sistema tradicional formadores de seres humanos “frios”?! Bom, gente pensar assim me parece um equívoco e como alguém falou ai em cima, sempre existem os dois lados das coisas. E sabemos que além do ensino coerente e digno, o método tradicional disperta sim, os valores humanos. Eu mesma quando professora de Educação Física do ensino infantil e fundamental, trabalhava com os alunos a importância da amizade, do respeito mútuo, das suas habilidades gerais, não só as motoras e passava para eles a condição de responsabilidade. As regras eram postas como combinados da turma, além das estrelinhas do comportamento que todos recebiam. Enfim, o que queria mesmo era dizer que não importa aonde estivermos a presença da família sempre será a fundamental para nos ensinar o que há de melhor da vida e que todos os pais são educadores e que precisam ser eles o alicerce da criança e os que vão “garantir” ou tentar garantir aquilo que o mundo “lá fora” não ensina ou ensina errado. Beijos a tod@s!







     Aressa
     12-3-2011
     19:51
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    Olá Maira,
    Acabei de conhecer esse espaço, estava lendo um relato de viagem sobre Budapeste, que por sinal adorei, e vi esse poste sobre educação Waldorf, como sou mãe de um menino de dois anos e que frequenta uma escola waldorf não pude deixar de ler e entrar de cabeça nesse debate.
    Vivo me questionando se o sistema waldorf é o melhor mesmo para meu filho, mas por enquanto acho sim que é o melhor.
    Uma das coisas que mais gosto da filosofia é justamente sobre a primeira infância que prezam que as crianças realmente brinquem, acho que essa fase não volta e eles devem aproveitar cada minuto afinal ler e escrever, ele farão sim mas depois não vejo porque tanta pressa, depois passarão a vida lendo estudando e escrevendo e acredito que se fizerem isso no tempo certo gostarão mais.
    Meu irmão foi alfabetizado com 4 anos, ele tinha muito interesse na leitura, e nem por isso tornou-se uma pessoa intelectual, ele adora ler, mas nunca gostou de estudar e nem teve interesse em terminar uma faculdade.
    Eu frequentei a escola tradicional e sempre gostei da minha escola. Na minha cidade tem uma escola Waldorf e sempre foi tido como a escola dos “diferentes”. Acho que se tivesse estudado lá também teria me adaptado muito bem, pois sou uma pessoa que me adapto muito fácil e gosto de novas experiências. Mas acredito que o Waldorf não é para todo mundo, dai que concordo com as colegas de cima que disseram que o papel dos pais é fundamental, como a própria filosofia Waldorf prega, temos que analisar o indíviduo e ver, acompanhar, se eles são feliz onde estão, se tem “sede” por algo mais ou se o que estão vivenciando está sendo bom para eles. Acredito ser um exercicio, para nós pais, constante nunca é tarde para mudar ou tentar algo que traga a felicidade para nossos filhos.







     vanessa
     10-4-2011
     11:39
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    Maira! seu texto é perfeito. Traz todos os lados positivos e negativos que fui descobrindo na prática, sendo por 4 anos mãe de aluno “Waldorf”. Foi uma experiência fantástica para todos nós. Como educadora que sou, muitos pontos faziam muito sentido para mim, outros nenhum, como vc bem colocou alguns deles. Mas refletindo, cheguei a mesma conclusão: o sistema ideal, seria um misto dos vários sistemas existentes(o waldorf, o tradicional e outros nem tanto). Não é necessário ser waldorf para criar crianças felizes e sensiveis e nem é preciso ser tradicional para criar crianças “problema”… Os dois ambientes podem







     vanessa
     10-4-2011
     12:00
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    Ai Maira… estava aqui te escrevendo e deu pau no computador… Nem sei se enviei o texto incompleto ou não… sei lá o que chegou, nao publique, pois vou reescrever… Em sintese, o que queria te falar é que tenho a experiência de ter sido mãe waldorf por quase 4 anos e hoje escolhi outro caminho, por varios fatores, entre eles, muuuuitos já descritos por vc. Vou escrever ocm calma um texto sobre a experiência completa e te mando por e-mail. Mas o que fica é o seguinte: seu texto está perfeito. Na prática é isso mesmo: o ideal seria um misto dos sistemas… Mas acho que teríamos que abrir uma escola para que isso aconteça, rs! Na minha cidade, que é pequena, e nao se tem muitas opções , busquei, busquei e concluí que quando é bom num ponto, me desagrada em outro…minha filha foi feliz na waldorf eu tb, algumas vezes discordei de coisas, resolvi troca-la de escola, ela sofreu muito na transição, por culpa dos dois sistemas , o antigo e o novo , por minha também, pelo modo como o criei… Enfim, vivi e estou vivendo Um verdadeiro e contante “fervor de ideias e ideais” para quem gosta de pensar sobe educação, como nós. Percebi em você muita habilidade para isso! O que vc coloca no texto, muitos educadores e pais, demoram anos para descobrir. Muitos nao descobrem nunca! O que acho fundamental para nortear as reflexões é justamente o que vc fez (e eu tb), nao ser radicalmente apaixonado por uma linha ou outra. Isso muitas vezes cega! Vou te escrever sobre minha expriência sob este ponto de vista: o de alguém que é educadora apaixonada, que passou com a filha pelo waldorf, está hoje no mais “comum” (um misto de tradicional com práticas que tentam ser mais renovadas) e que continua insatisfeita com os modelos que se tem de educação e com o nível de qualificação dos profissionais da área, em ambas as linhas!!! Náo terei a pretensão de te escrever uma tese, mas com minhas experiências, talvez te ajude (ou atrapalhe de vez, rs!). Uma coisa te falo: o sistema “perfeito” entre mil aspas, ainda está longe de existir, por pura de falta de … De muitas coisas, como por ex, de investimento, de qualificação, de fundamentação teórico-prática, de humanização, devsensibilidade, de reflexão, tb por pura falta de vontade , as vezes, tudo isso por parte daqueles que fazem a educação acontecer (todos, nao um ou outro lado). Uma frase publiquei essa semana no face e vou usar para fechar meu comentário aqui tb… “duvido muuuuito de quem nao tem dúvidas” sobre este ou aquele sistema… Te escreverei mais assim que tiver um tempinho… Beijão!







     Daniela Schraider Mochny
     14-6-2011
     15:32
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    Oi Maira, Estava justamente fazendo uma busca sobre os pontos negativos desse ensino, quando descobri seu texto. Os pontos positivos, estou descobrindo dia a dia, pois estou com 2 filhos em um Jardim da Infância Waldorf FANTÁSTICO. Estou lendo agora “Pedagogia Waldorf” de Rudolf Lanz e estou cada vez mais certa de que o melhor presente que você pode dar a seu filho no primeiro setênio é colocá-lo em uma escola Waldorf. Para conhecer melhor o sistema, assisto palestras e faço cursos na Sociedade Antroposófica sempre que posso. Assim como você, também cresci achando que o mundo era cor-de-rosa, mesmo tendo estudado em uma escola de ensino tradicional, e caí em mim aos 23 anos… mas acho que isso é uma questão de amadurecimento mesmo. Também tendo os filhos na escola Waldorf você conhece vários ex-alunos e todos que conheci são profissionais atuantes e bem-sucedidos nas respectivas carreiras. Estou à disposição, caso queira trocar mais ideias, pois esse é um tema que me agrada muito.
    Welcome back to Brazil!
    Beijos,
    Daniela







     Gisele
     28-6-2011
     21:47
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    Olá! Na realidade cheguei até esse blog por meio do google, pesquisando mais informações sobre política de concessão de bolsas na escola waldorf. Tenho duas filhas nesta escola e vou te dizer que a única coisa que realmente me incomoda é a mensalidade alta! Eu gostei da visão crítica do seu texto e compartilho dela, mas não posso negar nem afirmar os argumentos, porque eles podem se concretizar ou não. A única coisa que posso te afirmar, com certeza, é que eu não consigo me enxergar em outra escola que não seja a waldorf. E também que o jardim waldorf é, sim, perfeito para as crianças. Pode colocar sem medo! As coisas podem complicar a partir do ensino fundamental. Muitas famílias optam por tirar os filhos do jardim waldorf com 5 ou 6 anos para colocar em uma escola “convencional”, ou, então, tiram os filhos no ensino médio para uma escola “forte”. Entendo e respeito esse tipo de decisão, mas é uma pena, pois acho que perdem uma vivência que jamais será suprida no futuro, ao contrário da informação, do conteúdo formal das disciplinas, que estará sempre à disposição pra quem quiser se empenhar em aprender.







     Marina
     13-7-2011
     21:41
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    Boa noite, Maíra. Eu e meu companheiro estamos escolhendo uma instituição de ensino para a nossa filhota, que está com dez meses, e vamos optar por um Jardim Waldorf. De tudo que vimos perto de nossa casa (somos de BH), a única em que sentimos que nossa filha poderá ser simplesmente criança foi essa. Além do quê, achamos um barato ela, que vive em apartamento, poder ter a possibilidade de usufruir de um lugar tão amplo, de cuidar de uma horta, de subir em árvore. Não tenho nenhum receio da escolha que estamos fazendo.







     Angelica
     19-7-2011
     9:50
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    Estou fascinada com a metodologia de ensino desta escola, achei simplesmente barbaro, mas tem algo me intrigando, me falaram que eles são espiritas e que indiretamente vão imbutindo isso na cabeça das crianças. É verdade isso ?
    Isso me incomoda muito pois sou evangelica.







     Marisa Pedro Pfeiffer
     1-8-2011
     21:41
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    Olá Maira,moro na Suíça e tenho uma filha de um ano e meio, meu marido é suíço e ama a Pedagogia Waldorf,
    estamos seriamente pensando que essa será a escola que nossa filha irá estudar aqui, ela é vista por alguns amigos dele como ” a escola dos artistas” e por outros “o sonho de consumo”, estou pesquisando sobre o assunto há uma semana e hoje achei o seu Blog, por sinal muito bom, tenho as mesmas dúvidas e medos por ser um sistema diferente do qual estou acostumada, mas até o momento tudo que li sobre a escola me atrai, tem muita coisa positiva…boa sorte na sua decisão! Abraços







     Ana Lúcia Machado
     2-8-2011
     10:36
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    Fui mãe Waldorf durante 7 anos e seminarista do Curso de Formação de Professores da Pedagogia Waldorf, período muito enriquecedor da minha vida. Meu filho mais velho fez o último ano de Jardim Waldorf e os 3 primeiros anos do Ensino Fundamental, e minha filha fez os quatro anos de Jardim. No final de 2010 publiquei um livro “Clarear – a pedagogia Waldorf em debate” contando minha experiência com meu filho mais velho na escola Waldorf e coletei mais nove relatos de pais que tiveram seus filhos nessas escolas, com o objetivo de gerar um material de reflexão sobre a prática pedagógica nas escolas Waldorf. Lancei juntamente um blog http://www.clarear24x7.blogspot.com para ampliar essa reflexão. Gostei muito de tudo o que li aqui nesse espaço e convido à todos para também compartilhar suas experiências no blog Clarear.
    abraço fraterno
    Ana Lúcia Machado







     ensino fundamental waldorf em marilia
     10-8-2011
     17:06
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    Boa tarde. Na minha opinião, a vivência artística, rítmica da Pedagogia Waldorf, bem como o estudo em épocas fazem de nossas crianças seres humanos mais seguros. Vejo isso em meus dois filhos em relação aos amigos que estudam em escolas “tradicionais”. Meu filho mais velho foi alfabetizado aos quase sete anos e hoje traz consigo toda sua bagagem de ter tido uma infancia repleta de contos de fadas e brincadeiras na terra, na confecção do pão, nas cantigas de roda. A pergunta não deve ser porque não se aprende a ler antes dos 07 e sim o que se deixa de viver quando é alfabetizado antes das trocas dos dentes. Entendo que a Pedagogia Waldorf de fato não vai mudar o mundo mas vai colaborar para um mundo um tanto melhor. Agora com o projeto do Curriculo Social na escola vai trazer a tona a Vocação Social da PW. Na minha opinião é a escola do futuro, já reconhecida pela Unesco como sendo a pedagogia capaz de responder aos desafios educacionais, principalmente nas áreas de grandes diferenças culturais.
    Sou mãe Waldorf, estudiosa da Antroposofia e entendo sim ser a unica pedagogia capaz de formar seres humanos livres! Toda criança merece uma pedagogia Waldorf! (compartilho).







     Luciana Goncales
     22-8-2011
     23:26
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    Boa noite. Tenho dois filhos (5 e 3 aos) estudando em um Jardim Waldorf em SP. Não conheço muito dos “ensinos tradicionais”, mas conheço muito da felicidade dos meus Filhos. Professoras que conhecem profundamente uma criança e que nos orientam e conduzem é um fato muito presente na educação Waldorf. Sinto que muitas famílias sentem-se “invadidas” pelo forma com que a professora OBSERVA o aluno e a sala…eu sinto como se fosse um PRESENTE…ter uma professora que olha para meus Filhos como um Ser individual…e não com “mais um” faz total diferença. Tenho muita dúvida em relação ao ensino fundamental, mas não desejo (nem um pouco) que minha Duda perca a magia e a criatividade que ela possui e que tem liberdade para exercitar numa Waldorf. Meu Menino de 3 anos desenvolve, dia-a-dia, uma sensibilidade difícil de se ver hoje em dia…e isso me emociona. Não quero criar Indivíduos fracos ou extremamente sensíveis, mas quero MUITO MENOS criar pessoas insensíveis e indiferentes. Tô muito satisfeita e, provavelmente, é o caminho que vou seguir. Acho que as dúvidas nos fazem buscar, conhecer, mas o caminho, quem deve escolher, é cada família, baseada em suas crenças e valores! Abraços e parabéns pelo post.
    Luciana







     Patrícia
     12-10-2011
     21:40
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    Olá, Maíra. Meu filho estuda numa escola humanista em que em primeiro lugar vem os valores de solidariedade, amizade, respeito as diferenças, amor ao próximo, etc, valorizam o ecossistema fabricando seus próprios brinquedos com sucata, combatendo o consumismo, tem uma produção incrível na educação infantil. Ocorre q mudei de endereço a escola ficou muito longe, e há uma Waldorf a uma quadra apenas, ele vai fazer 4 anos, irá terminar a educação infantil e iniciar o ensino fundamental, de preferência tudo na mesma escola. Penso que o sistema waldorf para a educação infantil é perfeito. A minha dúvida é quanto as demais séries, já que o idel é realizar toda essa etapa educacional na mesma escola, em princípio. No entanto, lendo sobre a pedagogia Waldorf obseervo que há uma baixa tolerância a frustração pelo sistaema em geral, por exemplo, quando não aplica notas, mas conceitos bem positivos. Por outro lado, pelo que já li até aqui creio que deve formar pessoas bem seguras, pois o sistema tem muitas fórmulas de controle como a verificação das anotações nos cadernos dos alunos, a retomada de assuntos em épocas. Outra questão que gera dúvida, é que se a criança tem tda uma demanda extra antroposófica como consegue cumprir o calendário do MEC? Ou cumpre mais ou menos? Ou o horário é expandido. Tenho muitas dúvidas ainda, enquanto as duvidas persistirem e eu tiver folego para atravessar a cidade, continuarei atravessando, enfim…apenas dividindo com vocês obrigada!







     Gláucia Muniz Prado
     7-11-2011
     15:26
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    Boa tarde, conheci a Pedagogia Waldorf quando estava a procura de uma escola diferenciada para o meu segundo filho, pois ele estudava em uma escola tradicional desde os três anos e não gostava, todo esse tempo ele apresentou insatisfação com a escola, sempre apático e tímido. Apesar de ser muito inteligente, desde cedo apresentando talento para a matemática sempre repetia para mim que “eu odeio escola”. Ele foi para a Waldorf com 06 anos, mudou completamente, adora todas as aulas, inclusive as aulas de tricô, hoje posso dizer que com nove anos é uma criança feliz. Em contrapartida o meu filho mais velho, hoje com 15 anos sempre estudou na escola tradicional e sempre gostou muito, nunca apresentou nenhum problema. Na minha opinião vale a pena a Pedagogia Waldorf pelo menos no Ensino Fundamental para preservar a ingenuidade e a espontaneidade tão presente nesta fase. Deixar de preocupar-se em ser o “diferente”, pois como dizia Clarice Lispector “ não me dêem formulas certas, pois eu não espero acertar sempre;não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração; não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual …”, portanto como mães devemos seguir nossa intuição porque cada filho é um ser único e especial. grin







     Camila Pacheco
     6-12-2011
     9:25
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    Meus dois filhos frequentam uma escola Waldorf aqui em Roma, Itàlia. Sinceramente està sendo uma experiencia maravilhosa para todos nòs. Depois com calma, vou escrever mais um pouquinho…







     CASSIA REGINA
     18-12-2011
     10:53
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    Amei seu texto!!!
    Sou coordenadora pedagógica de um CEI conveniado aqui em
    são Paulo e meu grupo de professores passaram por uma pequena formação dentro da pedagogia Waldorf, estou tentando consilhar as duas coisas, pois ainda não temos estrutura para implantar de vez esta forma de ensino, mas concordo com tudo que nos é passado mesmo a questão da sensibilidade, na verdade isso ´´e o que o mundo vem faltando e acredito que essa é a diferença e temos que lutar por isso, não concordo com a igualdade geral da sociedade e vi nesta metodologia uma oportunidade de fazer a diferença no meio em que vivemos… criança tem que ser criança e se fortalecermos nesta fase quando adultos serão adultos resolvidos e com muita sabedoria para resolver seus problemas… na verdade seu texto foi mais um isentivo para realmente colocar em pratica essa metodologia em minha creche!!!!
    Feliz Natal e um Ano Novo cheio de muita luz e paz para todos de sua família…







     Antonio
     20-12-2011
     16:57
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    a melhor escola é a ESCOLA DO PORTO, sem dúvida. O sistema não tem filosofia, é aberto, e eu acho que isso é melhor que se restringir à antroposofia (que além de tudo é meio ultrapassada). Lá a criança aprende na ordem que quiser seguindo aquela idéia de que uma curiosidade puxa a outra. Dá um olhada na internet que tem muita coisa sobre, o Rubem Alves é um grande entusiasta desse sistema. Aqui no Brasil não tem uma, mas existem outras escolas “clandestinas” no mesmo esquema, bem difíceis de encontrar (eu mesmo nunca achei, mas o Rubem Alves diz que colabora com algumas).

    Waldorf é furada, um abraço







     Josef David Yaari
     30-12-2011
     14:54
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    Fui professor da Escola Waldorf durante 25 anos, tendo iniciado no Brasil a coordenação do 1o. Ensino Médio Waldorf.
    Insisto que é preciso ir além das “fofocas”e pesquisar nas escolas a prática do dia a dia. Conheço muitas práticas e teorias pedagógicas e a Escola Waldorf vai muito além do trivial.
    Hoje trabalho com Seminários Biográficos e posso afirmar que muitas biografias teriam muito melhores possibilidades de expressar o “princípio ativo” inerente a cada pessoa se tivessem participado de uma escola Waldorf.
    Tenho 3 filhos que fizeram a Escola Waldorf, um que é euritmista, um que é administrador e o outro que é médico, sendo que eles, sem dúvidas colocaram seus filhos, meus netos (7) em escolas Waldorf.







     Naiá
     15-1-2012
     4:04
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    Enquanto a educação do futuro for baseada nas referências das pessoas que temos hoje, ela continuará devasada. Porque estamos projetando algo para as pessoas de hoje nas pessoas que virão amanhã. Como isso pode fazer algum sentido?
    Nenhum sistema educacional será ideal uma vez que todos nós somos diferentes. Agora, os pais estão dispostos a colocar os filhos em duas escolas diferentes?
    Hoje tudo se resume em gastos, tempo e culpa.
    Não é a Alemanha que faz de nós um leão ou a Waldorf que faz de alguém mais sensível. São nossas escolhas, nossos valores e a maneira como nos relacionamos com o universo a nossa volta.
    Eu não sou mãe, mas tenho muitas amigas que passam por esses processos de escolher pelos seus filhos e uma vez ouvi da minha maravilhosa mãe: “ser mãe é estar disposta a errar. porque sempre erraremos. Porém, eu faria tudo de novo”.
    As decisões devem ser tomadas hoje e reafirmadas cada dia. Pois se hoje você acredita ser a Waldorf uma boa escola, já é motivo para seguir. Se amanhã não for, pois tratar de refazer os planos e ajustar-se a nova realidade que se apresenta.
    Um grande mestre Sw. Muktananda diz: “ninguém nos faz sofrer. Somos nós que deixamos as coisas nos atingir”.
    Não acho que a criança Waldorf não está adaptada ao mundo “real” como foi colocado aqui simplesmente porque eu não acredito que REAL é passar batido por tanta impunidade; fingir que não tem gente morrendo de fome enquanto eu simplesmente pedi um prato no restaurante e porque não gostei da comida, vou deixá-la no prato para ser jogada no lixo ou ainda tamanha competitividade no mundo laboral.
    Eu não estudei em escola Waldorf, mas minha mãe acredita muito na antroposofia o que influenciou minha educação. Ser sensível para mim não é um defeito e nem uma característica que define fragilidade.
    Antes “sofrer mais” a passar a vida sem conhecer a mim mesma.

    Obrigada pelo texto, Maira.







     Paula
     18-1-2012
     23:16
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    Leia esse relato: Achei lindoo! http://mensageirodosonho.blogspot.com/2009/04/pedagogia-waldorf.html#comment-form







     Debora
     24-1-2012
     22:08
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    Olá Maíra, sou mãe de dois meninos que estudam em escola waldorf. Cheguei até a pedagogia waldorf pela dor, isto é, depois de ver meus filhos sofrerem muito em escolas tradicionais na primeira infância e eu mesma sofrer vendo tantas coisas absurdas com as quais eu discordava. E eram escolas particulares tidas como boas e com mensalidades caras. Meus filhos, graças a Deus, hoje estão felizes. Participo muito ativamente da vida escolar deles, como toda mãe waldorf. Acho importante dizer isso, pois quando eles estudaram em escolas tradicionais, eu nunca vivenciei tanto a vida escolar deles como agora, por nunca ter sido chamada a vivenciar pelas outras escolas. Você deve estar preparada para isso, pois muitos pais estranham. A escola tradicional não cobra tanto a nossa participação como uma escola waldorf cobra. Eu acho isso fantástico. Conheço vários adultos que estudaram em escolas waldorf e todos, sem exceção, se formaram em boas faculdades e tornaram-se profissionais ótimos e até requisitados no mercado por algumas empresas, que vêem na formação waldorf um diferencial. E por incrível que pareça, nenhum deles é artista, apesar da fama da escola. Pessoas sensíveis sim, mas não artistas propriamente. Pelo contrário. A maioria é ligada a área de saúde.
    Abraços e boa sorte!







     Vitoria
     7-2-2012
     19:16
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    Oi,

    Bom, eu sou a vitoria, e apesar de ser um pouco nova para comentar sobre esse assunto, vim dar o meu parecer, pois eu estou em uma escola que me prepara para a ” crueldade” do mundo. Bom, eu achei interessante, mas acho que pode haver um meio termo entre totalmente filosofia e totalmente ” mundo ” real. Acho que na hora de um emprego, ou na hora em que nos deparamos com acontecimentos fortes, precisamos ser centrados e sensíveis. É muito difícil trabalhar com uma pessoa totalmente extrema. Acho que tem a ver com o “bio tipo” da criança, pois uma criança mais sensível e delicada pode se sentir deslocada em uma escola mais seria. Eu, que curso a 8 serie, acho que não conseguiria viver taaaaaao inserida neste mundo cor de rosa, pois sou uma pessoa muito centrada e decidida ( até decidi que vou morar na Alemanha ) . Crianças são muito diferentes, e, mesmo sendo meio ” cruel” , acho que é necessário ter um pouco de competição, pois, querendo ou não, vivemos em um mundo 100% desta forma.

    Acho interessante a criança só aprender a ler com 7 anos, mas acho desnecessário.A criança precisa saber dar regras e aprender as coisas cedo. Sobre ser sensivel ou nao: Eu sempre encarei a realidade e nem por isso sou insensível.

    Minha opinião sobre o seu futuro fofinho é: perceba as habilidades dele, bem como o seu bio tipo.

    Espero ter ajudado, apesar de não ter muita base sobre o assunto.

    Amo a Alemanha e acho muito legal você estar estudando ai.

    Abraços,

    Vitória







     Jorge
     2-3-2012
     16:10
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    Olá Maira, ótimo seu post, suas ponderações são melhores ainda (talvez por serem as minhas tb rsrs) Concordo que seja mais importante a formação da mentalidade da criança, mas acho que a Waldorf poderia se reformular e achar um ponto de equilíbrio mais realístico visando a individualidade já que a questão é formação humanitária. Não posso falar muito para nao incorrer em erro, afinal não conheço a fundo o sistema. Meu filho tem 5 anos, ótimo raciocínio, excelente memória, alegre e muito sociável, só que tem atraso no desenvolvimento da linguagem, entrou na pré-escola agora, gosta de numeros e letras e o aprendizado se dá normalmente,com livros e muita brincadeira, estou procurando osistema melhor prá ele (por isso entrei aqui), tenho um ano pela frente mas pelo que vejo a Waldorf pode limitar um pouco o seu potencial, apesar de valorizar estas atividades essenciais para a formação de um caráter. A 1ª coisa que acontece na maioria das escolas (inclusive particulares) é abolir a educação física e educação artística entao, é relegada a um “6ºplano”, hoje sou pintor mas veja, consegui fazer o que gosto somente aos 37 anos, nunca tive uma profissao de formação real porque nunca quis fazer outra coisa senao lidar com arte, e aí, o que será atraso? Não se considera a felicidade do Ser mas somente a preparação para o Ter! Como se as mentiras contadas nas aulas de história fossem mais importante que a sua história. Parabéns, obrigado e abraços





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