Quênia

África – Quênia

Savana, vida selvagem, linha do equador, tambores, cores, sabores, música, dança, tribos, simpatia, extrema desigualdade social, corrupção, festa, pessoas famintas, vontade de aprender, sobrevivência, desemprego, desnutrição, falta de higiene, riqueza cultural, belas artes, moeda fraca, trabalho árduo, negociação, banho frio, esperança e resignação. São esses fatores e adjetivos que traduzem o que vimos e vivemos no Quênia em 17 dias.

Essa realidade é a mesma para a maioria dos 53 países africanos, mas ainda existem países como Nigéria (país mais populoso da África - riqueza em petróleo) e África do Sul (maior concentração de mineirais do mundo – descendentes de europeus ricos e africanos puros pobres – palco do regime do Apartheid e de Nelson Mandela) onde é possível ver um quadro menos desolador.

Mas porque escolhemos o Quênia? Na verdade, a dúvida estava entre Quênia e Tanzânia, pois ambos tem ótimas possibilidades para prática de safáris e montanhismo e, se houvesse tempo, ainda daria pra curtir umas praias. Além disso, esses dois países são representativos da África essencialmente negra e, com isso, teríamos a oportunidade de vivenciar o cotidiano e as riquezas desse povo. Os dois destinos são os melhores no continente para fazer um Safari realmente selvagem e, além disso, são os possuidores das duas maiores montanhas vulcânicas do continente africano: Monte Kilimanjaro na Tanzânia (5.895m de altitude) e Monte Quênia no Quênia (5.199m de altitude). Mas, pesquisando, vimos que o roteiro da viagem no Quênia seria menos complicado e, ainda por cima, os preços na Tanzânia são um bocado mais caros.

Por isso escolhemos o Quênia, mas é por muito mais que não vamos esquecê-lo jamais. Ao longo do post (ou podem chamar de “ensaio para um livro”) vocês irão perceber que trata-se de uma viagem muito mais cultural e espiritual do que de uma viagem apenas geográfica (apesar das paisagens fantásticas e únicas). Foi uma viagem que mexeu com nossos valores e com nossas interpretações pessoais sobre nós e sobre nossa sociedade em geral. Nos lembramos incansavelmente do Brasil, pois, infelizmente, ainda apresentamos, principalmente no eixo norte do nosso país, muitas similaridades com a pobreza e o modo de vida do continente africano. 

Foi uma viagem mágica. Uma viagem capaz de me fazer sentir falta e dar valor para coisas triviais como o cheiro do café coando, cereal com mel e, principalmente, de um banho quente diário. Coisas que temos no dia-a-dia e, até mesmo por isso, nunca pensamos no quanto elas são importantes pra nós, pois temos. Mas só precisamos de menos de 20 dias pra entender o quanto elas são importantes, pois lá não tivemos praticamente acesso a elas. Infelizmente essa é a natureza do ser humano e não apenas uma frase solta: “Só damos valor àquilo que (mesmo que temporariamente) perdemos.”

É um post diferente, pois não encontrei, principalmente no início, muitos motivos pra fazer piada. Espero que ao lerem entendam que às vezes o humor “não cabe”. Mas, é lógico, que encontrei algumas brechas pra quebrar “a tristeza”, pois o povo africano merece nosso sorriso. É um povo que sofre cantando como se estivesse rezando. É um povo que nunca olha somente pra frente, pois pode ser que ao lado tenha alguém precisando de ajuda. É um povo que sorri deliciosamente de forma compulsiva e escandalosa (alguma semelhança comigo?). É um povo que briga, que chora, mas que perdoa. É sanguíneo, é HUMANO. É por tudo isso que amo a África, pois como brasileiros devemos agradecer muito à essa gente que introduziu na nossa terra tantas melodias, sabores, esperança e alegria.  

Amo a África como amo meus pais, ou seja, amo mas não moraria lá, assim como não gostaria de morar novamente com meus pais apesar de amá-los muito. (((-:

Esse post está dividido em vários tópicos a saber: geografia e afins, história, língua, estrutura turística, ser branco no mundo negro, povo, religião, culinária, transporte, trânsito, higiene local, pobreza, safaris, trekking – montanhismo Monte Quênia, passeios, seja voluntário, curiosidades, dicas e cuidados. O link para as fotos relacionadas aparece ao ao lado de cada título nos tópicos, sendo assim o post pode ser lido e “sentido” em vários dias. Considerando que eu poderia escrever um livro de verdade sobre essa viagem, acreditem: o post é um resumo bem apertado de tudo que foi vivido. Não tenha pressa pra ler tudo, pois cada tópico vale uma reflexão pessoal sobre o que você possui e sobre o que você é e acredita. (((-:

Maaaasss como sou uma pessoa flexível, clique aqui  para acessar de uma só vez as 238 fotos que selecionei a partir das 1500 que tiramos.

Antes de, enfim, começar, segue um poema chamado “Presença Africana” de Alda Lara, nascida em Angola, em “Poemas”. Ele resume exatamente o que sinto hoje sobre a África. Li, revivi e chorei através dele, pela primeira vez, sobre a África e para a África. 

“E apesar de tudo, ainda sou a mesma!
Livre e esguia, filha eterna de quanta rebeldia me sagrou.
Mãe-África! Mãe forte da floresta e do deserto, ainda sou,
a irmã-mulher de tudo o que em ti vibra puro e incerto!…
A dos coqueiros, de cabeleiras verdes e corpos arrojados sobre o azul…
A do dendém nascendo dos abraços das palmeiras…
A do sol bom, mordendo o chão das Ingombotas…
A das acácias rubras salpicando de sangue as avenidas, longas e floridas…
 

Sim! ainda sou a mesma.
- A do amor transbordando pelos carregadores do cais suados e confusos,
pelos bairros imundos e dormentes (Rua 11…Rua 11…)
pelos negros meninos de barriga inchada e olhos fundos…
Sem dores nem alegrias, de tronco nu e musculoso, a raça escreve a prumo,
a força destes dias…
E eu revendo ainda e sempre, nela, aquela
longa historia inconsequente…
Terra! Minha, eternamente…
Terra das acácias, dos dongos, dos cólios baloiçando, mansamente… mansamente!…

Terra! Ainda sou a mesma!
Ainda sou a que num canto novo, pura e livre,
me levanto, ao aceno do teu Povo!…”

GEOGRAFIA E AFINS

Quênia (em swahili e inglês Kenya) está situado na África oriental, tendo fronteiras a leste com a Somália, a norte com a Etiópia e o Sudão, a oeste com Uganda, a sudoeste com a Tanzânia e a sudeste é banhado pelo Oceano Índico. Sua capital é Nairobi e sua moeda é o Shilling Queniano. (Wikipédia)

HISTÓRIA

O Quênia conquistou sua independência recentemente em 1963, se libertando do domínio Britânico. São APENAS 45 anos de independência e esse fator deve ser levado em consideração antes de se julgar a situação atual desse país. Para os brasileiros é relativamente fácil explicá-la. Imaginem todos os problemas e consequências negativas do processo de colonização que nós ainda enfrentamos após quase 200 anos de independência, mas num nível muito superior e dramático. Essa é a situação do Quênia atualmente, com alguns agravantes que nós não temos: conflitos tribais e 2,2 milhões de pessoas com aids.

Conflitos tribais fazem parte da história do Quênia, e foram inclusive “patrocinados” pelo império Britânio durante seu dominio. Quando os ingleses “devolveram” o poder aos quenianos, já era de se esperar que esses conflitos iriam acontecer. O último conflito entre as tribos quenianas ocorreu no começo desse ano (2008), devido às eleições presidenciais no país. Foi o conflito mais sangrento e grave de toda a história desse país, o que nos fez pesquisar e pensar muito antes de decidir seguir em frente nessa viagem. Em todas eleições esses conflitos se repetem, pois os quenianos ainda não se identificam exatamente pelo país onde vivem, mas sim pelas suas origens tribais. Não apoiam um presidente por ele ser queniano, mas sim por ele ser pertencente a mesma tribo que o eleitor. Se uma das tribos mais fortes percebe que o seu “candidato tribal” poderá perder, ou que os resultados podem ser fraudados, começam os conflitos armados.

LÍNGUA

Segundo alguns quenianos com que conversamos, existem atualmente 42 tribos diferentes no Quênia (alguns livros citam 70), sendo que cada uma tem a sua própria língua. Eles se comunicam entre si geralmente em inglês ou em swahili.

A primeira língua oficial no Quênia é o swahili e a segunda é o inglês. Ai você pensa: “Iupi! Como eu sei falar inglês vou me dar bem!”. Engana-se. Praticamente todos falam inglês, mas, até aí, dizer que é possível entendê-los já é outra coisa. (((-: No dia-a-dia eles se comunicam em swahili. Muitos programas de TV são em swahili, e revistas e jornais também. Sendo assim, o inglês só é utilizado quando eles tem que se comunicar com turistas ou com africanos que não falam swahili (o que é raro). Lembra da expressão: “se não usa, enferruja”? Pois é, o inglês da maioria é bem enferrujado e o acento também dificulta a compreensão até mesmo dos caras mais fluentes. Mas, como eles mesmos dizem incansavelmente: “HAKUNA MATATA” (sem problemas). Peça pra que repita quantas vezes forem necessárias e no final todo mundo se entende. (((-:

ESTRUTURA TURISTÍCA

Viajamos (ou pelo menos tentamos) de forma independente, mas viajar nesse estilo “mochileiro” tem seu preço psicológico que não é baixo. Passamos por algumas dificuldades para conseguir organizar os passeios, principalmente entre cidades distantes. Fomos enrolados (ou pelo menos quase) por praticamente todos operadores de turismo, taxistas e comerciantes.

Aparentemente, mentir no Quênia é cultural para as pessoas que querem vender algo e, se você não entender isso, vai ter um infarto. Todos são simpáticos e cativantes e é ai que mora o perigo. Cuidado. Não se engane. Lembre-se que ele só está sendo simpático porque você é um consumidor potencial e, pode ter certeza, se não comprar o que ele está te oferecendo, aquele sorriso desaparece rapidamente.

A estrutura para o turismo é suficiente, mas falha. O que isso significa? Significa que existem sim muitos hotéis, muitas agências de turismo e muitos guias e carregadores, mas, em compensação, toda essa estrutura opera como cartéis e NAO EXISTE um posto de informações turísticas que seja neutro. Todas as agências que possuem escritório colocam uma placa na faixada dizendo que são “posto de informação turística” e na parte inferior do cartaz, com letras menores, escrevem o nome da empresa. É uma armadilha.

Outra “armadilha” é armada para os turistas pelos taxistas e atendentes dos hotéis. Quase todos tem uma ligação comissionada com agentes de turismo e dão um jeito de te empurrar pra esse. Lembre-se: você está literalmente na selva e se sentirá sendo caçado a todo instante. Não vacile. Não confie. Se cair na armadilha, seja equilibrado o suficiente para ver se vale a pena morder a isca ou não e não hesite em abandonar o cativeiro se sentir que é uma furada. TODOS hotéis que ficamos nos aprontaram dessas, mas o pior foi em Nakuru, onde o agente, que foi chamado pela recepcionista, foi nos apresentar seus passeios no nosso quarto! Absurdo. Mas, pra eles, normal.

Resumindo, você tem duas escolhas claras de turismo no Quênia:

- INDEPENDENTE: economia com estress e a oportunidade de viver quase integralmente a cultura local (se tiver problemas cardíacos pule essa opção);

- PACOTE FECHADO: paga uma fortuna, mas volta achando tudo um paraíso e ainda economiza por não ter que ir ao médico porque sua pressão está alta devido ao estress.

A escolha é sua, mas, acredite, quando eu falo do problema cardíaco é sério. (((-:

SER BRANCO NO MUNDO NEGRO

Chegada em Nairobi. Éramos 2 dos, no máximo, 15 brancos que encontramos em toda a viagem andando sem guias no meio do povo local. Fomos observados e, muitas vezes, encarados. Pela primeira vez senti o que é ser “estranho” ou “diferente” (na verdade, foi a segunda, pois a primeira foi quando entrei “por engano” no meio da torcida organizada do Palmeiras no Pacaembú – detalhe: sou corinthiana e estava completamente uniformizada). E foi assim que nos sentimos em quase todos lugares que fomos: diferentes. Lógico que estou me referindo à superfície, pois sei que somos, acima de tudo, seres humanos e é ai que nossas diferenças se anulam.

Mas é estranho ser “estranho” e isso eu não posso deixar de dizer. É estranho ver que todos à sua volta te olham, te analisam, cochicham com o cara do lado te fitando e, algumas vezes, te olham com olhar de provocação e imponência, como se te dissessem: “O que você está fazendo aqui? Volte para seu país.”

Mas o engraçado é observar que com as crianças é diferente. Elas olham pra você com olhar curioso, mas neutro. Outras sorriem e fazem graça querendo chamar sua atenção. Outras ainda aproveitam a janela aberta do veículo onde você está e te pedem um doce.

Analisando essa diferença só posso concluir aquilo que todos nós sabemos: a sociedade e as dificuldades que se vive rotineiramente tem o poder de eliminar a ternura e a pureza que um dia todos nós tivemos e isso é igual para todos: brancos, negros, amarelos ou vermelhos. O pré-conceito é fruto da sociedade e não da alma.

Ser minoria foi e é a melhor forma de despertar nossa compaixão, pois se não fizermos isso é impossível conviver com o fato de ser “diferente”. É preciso entender o porquê as pessoas agem como agem e pra isso é preciso olhar para aquelas pessoas e sentir o que elas sentem quando vivem o mesmo que você está vivendo naquele momento. Nesse caso é só você pensar na exclusão social brasileira, da qual participam, na sua grande maioria, descendentes de africanos. Por que nos olhariam com doçura e coleguismo? Pense também quem ganha mais com a miséria africana. Negros? Não. Brancos. Lembrando que apenas uma pequena elite africana também lucra com isso.

POVO ( mais fotos aqui )

O povo queniano é um povo dividido em diversas tribos. Normalmente quando você conhece um queniano ele irá se apresentar e logo irá te dizer de qual tribo ele vem. Nós tivemos contato com esse costume em Nakuru, onde conhecemos uma garçonete super simpática que primeiro nos disse que se chamava Maureen e, logo em seguida, sem que perguntássemos, nos falou que sua tribo é a Kixii. E é ai que você percebe que as raízes desse povo são segregadas e talvez seja por isso que o país ainda enfrenta tantos problemas. O Quênia, apesar da independência, ainda não é o que podemos chamar de nação. Não tem unidade e foi provavelmente por isso que os colonizadores europeus tiveram tanto sucesso na colonização não só do Quênia, mas como em outros 50 dos 53 países existentes nesse continente (só Etiópia e a Libéria não foram colonizadas). Os europeus utilizaram das diferenças étnicas das regiões para criarem conflitos internos, facilitando assim sua penetração e o domínio das regiões. Exatamente como aconteceu no Brasil. Os colonizadores se “amigavam” com uma ou várias tribos mais “fortes” e eram essas que capturavam pessoas de tribos adversárias e as comercializavam como “coisas”. Sendo possível dizer, a partir dessa análise, que nenhuma colônia no contexto mundial é ou foi tão vítima quanto parece ser.

Uma das tribos quenianas de costumes mais marcantes e persistentes é a tribo dos “Maasai Mara”, embora não seja a mais influente no âmbito político. É uma tribo que vem brigando para manter seus costumes e tradições, mesmo sendo obrigada cada dia mais a abandonar muitos destes. É comum encontrar pessoas dessa tribo em toda extensão do território queniano e em uma parte do território da Tanzânia, pois eles tem uma natureza semi-nômade e são uma das poucas tribos com trânsito livre entre os dois países. Andam pra lá e pra cá vendendo seus artesanatos e bijouterias típicas feitas por eles. Além disso, os homens andam com seus rebanhos de bois e carneiros procurando campos para que eles se alimentem, pois, dependendo da região, muitas áreas ficam secas e improdutivas.

Vivem em casas feitas de barro e esterco de boi, construídas pelas mulheres da tribo. Aliás, pelo que entendi, são as mulheres que fazem praticamente tudo para e pela tribo. Essas casas são baixinhas, sendo difícil imaginar pessoas altas como eles vivendo lá dentro. Existem, no máximo, dois “cômodos”: a cozinha, com um buraco no chão que serve de “fogão”, e o “quarto” sem colchão, sendo colocada apenas a pele de um animal como forro sobre o barro sólido.

Vivem de forma considerada por nós precária. Enquanto estivemos lá, senti uma tristeza profunda, mesmo sabendo que deveria estar feliz pela oportunidade de vivenciar aquilo. Meu problema é que não me contento com a superfície, ou seja, quando vivo algo procuro a verdade da situação e tento “sentir” o que as pessoas à minha volta estão sentindo. E o que vi foi muita miséria e injustiça. Vi um povo sem lugar que se rendeu ao mercado de turismo pra tentar sobreviver, sem saber que é isso que irá acabar com sua essência. Muitos integrantes da tribo já “mudaram de lado”, encantados pela possibilidade de ter dinheiro. Muitos trabalham atualmente como seguranças nas cidades e são facilmente reconhecidos, pois quase todos integrantes dessa tribo possuem um enorme buraco na parte inferior da orelha. Uma marca eterna obtida em um dos rituais de demonstração de força e bravura, tanto pelos homens, quanto pelas mulheres.

Quando cheguei fiquei encantada com as crianças brincando e sorrindo, mas a partir do momento que o encanto passou pude enxergar moscas cobrindo o rosto de uma menininha linda e graciosa que fez pose pra tirar foto. Logo após, ela veio ao meu encontro pra ver a foto e, de repente, me vi rodeada por quase uma dezena de crianças encantadas com minha “super máquina” que mostrava a eles como eles são. Acredito que muitos ali nunca tinham se visto, pois não vi espelhos e nem acredito que eles se preocupem com isso.

Eles apresentaram danças típicas. Uma para os homens e outra para as mulheres. O Rô não quis dançar, mas não perdeu a oportunidade de pegar na lança dos Maasai. (((-:

Para produzir fogo eles ainda usam do atrito entre madeiras. Vimos o cara “fazendo” o fogo e eu me senti no filme “Odisséia 2001″. Sim! Me senti um primata descobrindo como se faz fogo, pois eu sempre ouvi dizer, mas nunca tinha visto ao vivo. (((-: Tá bom, admito: sou caipira.

RELIGIAO

A religião no Quênia é composta por 35% de protestantes, 30% de católicos, 30% de muçulmanos e 5% de animistas.

Os muçulmanos se concentram principalmente na região costeira do país, mas esse fato não vai te livrar de acordar antes das 5 da manhã com as mesquitas presentes em todas as cidades. Juro que não tenho nada contra muçulmanos, mas durante essa viagem eu cheguei a pensar seriamente em ir até a mesquita e quebrar o transmissor de som. Afff… Só por Alá mesmo!

A religião mais curiosa é praticada por algumas tribos, como por exemplo, pelos Maasai. A religião é chamada “Animismo Monoteísta”. É uma manifestação religiosa na qual se atribui a todos os elementos do cosmos (Sol, Lua, estrelas), a todos os elementos da natureza (rio, oceano, montanha, floresta, rocha), a todos os seres vivos (animais, árvores, plantas) e a todos os fenômenos naturais (chuva, vento, dia, noite) um princípio vital e pessoal, chamado de “ânima”, que na visão cosmocêntrica significa energia, na antropocêntrica significa espírito e na teocêntrica alma.

Os praticantes dessa religião ainda empregam a circuncisão masculina e a mutilação genital feminina. No caso dos homens, consiste de uma operação cirúrgica para remover o prepúcio, prega cutânea que recobre a glande do pênis. Segundo seus defensores reduz o risco do homem ser contagiado pelo HIV e também reduz o prazer e a possibilidade de masturbação. Já a Mutilação Genital Feminina (sigla MGF) é uma prática realizada em vários países principalmente da África, e da Ásia, que consiste na amputação do clitóris da mulher de modo que esta não possa sentir prazer durante o ato sexual. São práticas desprezíveis e, até mesmo por isso, muitas entidades internacionais vem lutando para torná-las ilegais, mas por serem praticadas voluntariamente fica difícil de vetá-las. (Wikipédia)

CULINÁRIA

Logo na primeira noite já pude sentir que estava no paraíso culinário. Chegamos no albergue cansados e com fome e, por sorte, tinha um restaurante no albergue esperando por nós. Quando comi senti o cheiro do Brasil. (((-: Agradeci a Deus pela influência africana na nossa culinária. Foi a melhor comida que comi desde que voltei do Brasil. Acreditem.

Eles, assim como nós, comem muuuuita carne vermelha e todas que provamos estavam macias como nunca. Uma das diferenças (facilmente resolvida) é que eles não costumam colocar sal nas coisas. Bem estranho. Mas é só pedir sal e o seu problema estará solucionado.

Outra diferença é que muitos costumam comer com a mão, principalmente quando estão em casa e isso segue todo um ritual. Primeiro passa alguém com uma jarra de água e um balde para que cada um lave suas mãos. Depois as pessoas comem com as mãos e, após o término, a pessoa passa de novo com a jarra e o balde para que as pessoas limpem as mãos. Só vimos essa situação em dois restaurantes na cidade de Nanyuki (base para subir no Monte Quênia pela rota Sirimon), pois acredito que é menos frequente as pessoas comerem com as mãos nos restaurantes. E, como é raro, decidi quebrar o protocolo. (((-:

Essa “massa” que estou comendo é o chamado “Ugali”. Uma massa de mandioca sem gosto nenhum. Serve apenas como fonte de carboidrato que substitui o arroz nas refeições. É uma forma de ficar bem alimentado, gastando menos.

O Quênia possui um dos cafés mais famosos do mundo, assim como a Etiópia, mas apesar disso só conseguimos tomar dessa delícia em casas de café em Nairobi. Nos outros lugares só nos serviam um sachê de café solúvel produzido pela Nestlé. Estranho, mas não muito diferente do que acontecia com o café produzido no Brasil. Os melhores grãos do café brasileiro foram por muito tempo destinados à exportação, mas lembro de ler que o governo atual está adotando medidas para acabar com essa prática de países do tipo “mamãe quero ser colônia”.

O café da manhã queniano tem uma forte influência da Inglaterra, ou seja, eles também tem o costume de comer ovo frito, salsicha e bacon nessa refeição. Uma bomba! E somado à isso eles ainda comem caldo de mocotó (eu odiei). Entendeu porque que eles ganham tantas maratonas mundiais? (((-:

Não vimos açúcar refinado em lugar nenhum. A maioria usa açúcar cristal e também chegamos a utilizar açúcar mascavo. Falando sinceramente, até prefiro, pois sei que tanto um quanto o outro são mais saudáveis, uma vez que não passam por processos químicos como o refinado.

Quenianos são famosos também por, assim como seus colonizadores ingleses, tomarem chá com leite. Uma mistura aparentemente estranha, mas que tem um gosto peculiar e até mesmo agradável. Tomamos muito durante nossos dias gélidos no Monte Quênia. (((-:

Eles também tem muitos pratos exóticos parecidos com pratos típicos do nordeste brasileiro como, por exemplo, intestino de bode ou sopa de rabo de boi. Urgh!

TRANSPORTE ( mais fotos aqui )

Caos. Tumulto. Desconhecimento de leis de trânsito. Irresponsabilidade. Loucura. Corrupção. Isso resume (eu acho) tudo que eu poderia falar nesse tópico. Mas, apesar disso tudo, trabalhar com transporte no Quênia é um dos meios mais comuns de se ganhar um dinheirinho quando não se tem outra possibilidade.

Em Nairobi o meio de transporte mais utilizado são as minivans chamadas na língua local de “matatu”. A frota desses carros deve representar 85-90% da frota de carros do Quênia. Pode parecer um trocadilho besta, mas “mata-tu” é uma ótima designação para esse meio de transporte local. Podemos dizer que andar de matatu foi a experiência mais aventureira que já vivemos até hoje. Um sentimento que Safari nenhum é capaz de te proporcionar. Pois é, o que é aventura pra gente é rotina pra eles.

Pra quem morava em São Paulo pelos idos de 2001-2002 é relativamente fácil de imaginar o que são esses matatus e o risco que eles oferecem para seus passageiros. Lembram do sistema de perueiros clandestinos em São Paulo, principalmente os da Zona Leste? É isso piorado umas 20 vezes! Não existe tabela de horários para a saída. A lei é: encheu, saiu. E eles saem acelerando pra conseguir fazer o máximo de viagens possíveis por dia, custe o que custar, inclusive a vida deles e de todos que estiverem com eles. O que são 14 lugares, viram facilmente 20 durante o caminho, não importando se você pagou por 1 ou por 1/5 do assento. Mas se esse fato é o que te incomoda, eles tem a solução: o super “Matatu Shuttle”! Essa é uma modalidade de matatu que enche, sai e só pára para descarregar a galera e, para tornar sua viagem ainda mais confortável eles também tem uma TV, através da qual você irá ver clips musicais a viagem inteira e, como consequência, você vai querer quebrar essa TV após 30 minutos ouvindo música num volume ensurdecedor. Ai eu me pergunto o que é pior: viajar esmagado ou ficar surdo. (((-:

Devido ao alto índice de acidentes, o governo atual tem elevado o policiamento nas estradas. Vocês acreditam que está funcionando? Não. Não funciona, pois o sistema queniano é absurdamente corrupto e seus policiais não são exceção à regra. E nós conhecemos muito bem essa realidade. Eu vi, infelizmente, essa corrupção em uma blitz, onde o matatu onde estávamos foi parado. Todos vêem, todos sabem, mas ninguém está preocupado em mudar as “regras do jogo”. É um país que só tem uma lei: a lei da selva, onde o mais importante é sobreviver e não importa como.

E, como se não bastasse, o estress de ficar esperando o matatu sair, ainda tivemos que aguentar dezenas de vendedores ambulantes enfiando seus baldes cheios de produtos dentro da van para comprarmos. Eles vendem de tudo: óculos, jornais, doces, salsicha, vinagrete numa colher (com a qual se despeja o “conteúdo” comprado na sua mão), ovo cozido, suco retirado de um balde com um caneco e etc. Os pontos finais de matatu são a visão do inferno. Imundos e caóticos. Som alto, todas pessoas falando e gritando. É nessas horas que agradeço por ter sido iniciada em Yoga, pois em todos esses momentos eu lembrava das aulas de respiração e meditação e começava a praticar antes que ficasse “fora de si”. Acreditem: eu poderia ter matado um em alguns momentos.

Já nas cidades menores, onde o matatu também está presente, encontra-se muitos “tuk-tuks”. Se ouvir o som que eles fazem, vai entender o nome desses veículos engraçados. Antes de aparecerem os matatus, esse era o meio de transporte mais comum também em Nairobi.

Já em vilas distantes, é preciso registrar aqui cenas que vimos nesses lugares no quesito transporte. Vimos, principalmente no caminho para Namanga, muitas pessoas entaladas em pequenas carretas. É porque não existe nenhum outro meio de transporte para essas. Dá a impressão de que deve sair apenas um caminhão por dia e, por isso, eles se expremem o máximo possível para que todos tenham a oportunidade de ir para onde desejam.

Os quenianos, assim como os brasileiros, encontram nas dificuldades diárias oportunidades de fazer dinheiro. Uma prova disso são os “taxi-bikes” ou, como chamados na língua local “boda-boda”. Uma forma desconfortável, mas barata de transportar pessoas em curtas distâncias e ainda ganhar um trocado.

Em Nairobi também tem muito taxi, cujos preços são razoáveis. É um meio de transporte muito útil, principalmente após as 18 horas, quando andar por Nairobi pode ser bem perigoso principalmente para turistas branquelos desinformados.

Uma forma de viajar longas distâncias são os ônibus interregionais. Em comparação com os matatus, são melhores porque são maiores e não porque são mais seguros. Uma batida em um matatu é muito pior, pois ele é menor, mas um motorista de  ônibus é tão maluco quanto um motorista de matatu. Mas é preciso explicar que existe “o” ônibus e “O” ônibus, ou seja, dependendo do ônibus você não terá nem conforto e muito menos segurança. Digo isso, pois vimos muitos ônibus em estado precário e absurdamente empanturrados de pessoas dentro e fora deles. Isso mesmo. Junto com bagagens no teto, existiam passageiros. Essa aventura dispensamos.

Usamos “O” ônibus para ir de Nairobi para Nakuru. O pior da viagem foi antes dela começar. Como não sabíamos direito onde pegar o ônibus, apareceu um cara querendo empurrar pra gente uma viagem num ônibus qualquer e ficou nos pressionando e nos perseguindo para irmos com ele. Fiquei, de verdade, com medo e chegou a me dar desespero porque por mais que mandássemos o cara embora, ele não ia. No fim, o cara sumiu e nós pegamos nosso ônibus. Quando entramos, quase vomitamos, pois o cheiro de “eu não sei o que é banho há anos” estava insuportável e todas as janelas estavam fechadas. Quando começou a andar, abrimos as janelas e a coisa ficou menos pior. De repente comecei a perceber que o ônibus estava fazendo um movimento lateral estranho e, infelizmente, perguntei pro Rô o que podia ser aquilo. Nada, apenas a possibilidade de eixo empenado. Lógico que nem quis saber das possíveis consequências. Durante o caminho o ônibus foi parando pra pegar mais gente, inclusive um vendedor ambulante, vendendo ameixas igual tinha na casa da minha avó em Ribeirão Pires. Saudades. Enfim, chegamos são e salvos ao destino final. Amém.

TRÂNSITO

Hein? Trânsito? Sinceramente não acho que essa seja a melhor definição a ser dada para o que acontece no Quênia, porque lá não se transita… se empurra, se esbarra. Não existem regras e muito menos semáforos que funcionem. O fato de estar verde ou vermelho não muda absolutamente nada, nem para os carros e muito menos para os pedestres. Quer atravessar? Vá. Não espere que ninguém pare porque o sinal está vermelho. Olhe para todos os lados, sinal da cruz e siga em frente. AH! E, pra piorar, o sistema aqui é como na Inglaterra, ou seja, tudo invertido, começando pelo lado do motorista e piorando no sentido que os carros vem e vão.

Tem quem seja louco o suficiente para alugar carro por essas bandas, mas eu, sinceramente, não aconselho. Apesar que, pensando bem, não sei o que pode ser pior: bater em um matatu ou estar em um matatu que bateu. (((-:

HIGIENE LOCAL

O conceito ocidental de higiene parece ser completamente desconhecido tanto pelas tribos, quanto por boa parte dos cidadãos quenianos e, por isso, todo cuidado é pouco.

Não beba água de torneira em hipótese nenhuma, mesmo que veja um deles fazendo isso. Eles já criaram resistência, nós não. Inclusive pra escovar os dentes é melhor que se use água mineral comprada, pois se estiver com uma cárie a coisa pode se complicar, pois é um orifício que pode ser infectado.

Existem poucos restaurantes “confiáveis” fora da cidade de Nairóbi, mas existem. Procure com cautela, observe o local e já irá sentir se dá pra confiar ou não. Nós comemos algumas vezes em restaurantes ”pra turista”, mas na maioria das vezes comemos em restaurantes pra locais e não tivemos, aparentemente, problema nenhum com isso. Mas evitamos comer coisas cruas, frias ou fritas.

Os banheiros são, no geral, utilizáveis. Mas é lógico que você não irá sentar na privada, certo? E tenha sempre papel com você, pois serão RARAS as vezes que encontrará papel disponível. A descarga também não funcionará muitas vezes e isso não tem o menor problema. Pode dormir tranquilo, pois ninguém vai deixar de usar esse banheiro por causa disso. (((-: Isso mesmo. É normal. Lembre-se que já estará no lucro se tiver privada. (((-:

Apesar de termos visto tanta sujeira, tanto lixo espalhado pelas ruas (principalmente fora de Nairobi), não vimos muitas baratas. Aliás, eu não vi nenhuma, mas o Rô disse que viu uma pequenininha em um dos hotéis que ficamos. Já rato não só vimos, como dividimos quarto com um deles. Tão bunitinho! (((-: Foi no refúgio no Monte Quênia a 3300m de altitude. Ratinho valente! Morar nessa friaca não é fácil pra um bichinho que não tem quase pelos. Tá bom, só estou fazendo piada hoje, mas no dia quase surtei. Não dei nenhum piti, pois sou uma lady, mas não sosseguei enquanto o Rodrigo não deu um jeito de botá-lo educadamente pra fora. No fim ele foi caçado pelo rabo e jogado pra fora, mas durante a noite fez tanto frio que fiquei com peso na consciência, afinal ele morava ali primeiro. (((-:

Banho é luxo. Banho quente é quase uma ilusão. Banho de gato é rotina. (((-: Pois é, para essa viagem compramos as famosas “handtuch” (toalha de mão) dos alemães, pois imaginávamos o que nos esperava. Banho de chuveiro no Quênia parece ser um luxo destinado à classe média, alta e aos turistas abastados. Só. E olhe lá. Até nós, como turistas, quase tivemos que tomar banho de caneca em um dos hotéis que pernoitamos em Namanga (cidade base para Safari no Parque Nacional Amboseli). No banheiro tinham dois baldes e cada um tinha uma canequinha de plástico pendurada. Pela manhã, quando estávamos saindo do quarto (sem banho) pra ir embora, o cara do hotel estava indo na direção do quarto com o balde cheio de água quente. Ufa! Foi por pouco. (((-: Mas pior mesmo foi no acampamento do Maasai Mara, onde tivemos que tomar banho frio. Já no Monte Quênia nem preciso falar que banho só nos nossos sonhos e orações. (((-: Dá-lhe toalhinha de alemão e lencinhos umidecidos fragância camomila! (((-:

A maior tradução de falta higiene são as feirinhas populares que presenciamos principalmente em Nakuru (cidade base para o Parque Nacional Nakuru). Geralmente os produtos são colocados sobre um plástico ou papelao no chão e as bananas num carrinho de carregar cimento. Enfim, uma foto como a foto do início do tópico pode substituir qualquer tentativa de descrição.

POBREZA

Infelizmente o Quênia (junto com muitos outros países africanos) é um dos países mais pobres do mundo, onde a desigualdade social é absurda e alarmante. Além disso, o índice de desnutrição é explícito, pois é comum ver pessoas extremamente magras em todos os lugares. Mas o mais impressionante é ver que muitas dessas pessoas possuem, apesar da subnutrição, força para caminhar até mesmo quilômetros carregando peso.

Só vimos padrões médios de qualidade de vida nos estabelecimentos turísticos e em uma região de Nairóbi, afastada apenas alguns quilômetros do centro. Vimos vários condomínios de luxo fechados e prédios da classe média. E, enquanto isso na extensa periferia, o povo vive, com sorte, em casas de lata sem janela.

Fora da área nobre só vimos pobreza extrema e falta de oportunidade. Durante todo o dia se vê muita gente nas ruas, principalmente homens, o que nos remete à idéia de falta de empregos para tanta gente. Todos os dias as ruas estão lotadas de gente encostada. Simplesmente batendo papo pra hora passar ou tentando vender qualquer coisa a qualquer preço.

Outra situação curiosa e comum é o tráfego intenso de pessoas nos acostamentos das rodovias. Alguns vendendo mato, outros frutas como banana, outras batatas e outros apenas caminhando com destino ou sem destino. Não sei.

Só sei que uma das cenas mais chocantes que vi nesses acostamentos foi um mundaréu de gente se expremendo pra pegar água potável em uma bomba aparentemente pública de água. Pensei comigo: “água????”. Meu Deus quando eu podia me imaginar passando num lugar onde as pessoas mal tem acesso a ÁGUA???? E eu, estando lá como turista, tinha água quando eu queria. Sem dificuldades. Sem desespero. Sem ter que percorrer quilômetros carregando num carrinho vários galões a serem preenchidos e transportados mais alguns quilômetros de volta. Pensei no Brasil. Pensei no nosso nordeste. Não consigo aceitar e muito menos entender. Não consigo.

Além dos desempregados e dos desesperados, vê-se muitas crianças sempre uniformizadas vindo e voltando das escolas a pé e carregando um galãozinho de plástico, no qual levam água para a escola, uma vez que muitas escolas não tem água.

Além disso, elas devem andar muitos quilômetros diariamente, pois muitas escolas são distantes. O curioso é que as crianças quenianas não são obrigadas por lei a ir pra escola (diferente do Brasil), mas, segundo um queniano que conhecemos, fazem questão de ir, por mais que tenham que enfrentar quilômetros de andanças e sede pra isso. São curiosas e tem um brilho no olhar encantador. Nos transmitem paz e esperança.

Um dia observamos algumas meninas voltando da escola sem sapato, mas também observamos que elas carregavam os sapatos nas mãos. Me perguntei naquele momento qual o motivo delas tirarem o sapato. Será que era mais confortável ficar descalça ou será que elas ainda valorizam uma das coisas mais gostosas do mundo que é pisar na terra? Não sei o que as motiva, mas sei que me deu uma saudade de pisar descalça na terra de novo. Vou ter que esperar dezembro pra pisar não só na terra, mas como na minha terra. (((-:

Nesse mesmo dia vi uma cena marcante. Vi um menininho caminhando na beira de uma estrada de terra puxando pela cordinha um carrinho feito por ele. Era um carrinho feito com um galãozinho deitado, no qual ele colocou quatro rodas feitas de madeira. Tive um sentimento puro, mas também um pouco triste. Não por ele, mas por mim e por todas as crianças que choram ou choraram porque não tem ou não tinham o carro da barbie. Mexeu comigo. Mexeu com meus valores e tenho certeza que me ensinou muito sobre como criar meus filhos. Pelo menos vou tentar criá-los com simplicidade, mesmo sabendo que hoje em dia é muito difícil conseguir isso. Quero um dia mostrar essa foto pra eles e provar que é o simples que nos faz feliz de verdade. O que para nossas crianças é imprescindível, para as crianças pobres é inatingível e, talvez, indiferente.

Observando diariamente tanta pobreza é impossível não parar para refletir sobre o que é ser pobre. Às vezes penso que o que é pobreza para os países mais desenvolvidos, é normal para países como Quênia. Acreditem: eles são felizes. Pra mim é triste, pois ali não tive acesso a quase nada do que tenho e tive durante minha vida toda, mas me pergunto: “Será que se eu nunca tivesse tido o que tive até hoje sentiria falta? Será que faria diferença pra mim, sendo que eu nem saberia que existe?”. Acho que não. Acho que só ficamos alarmados porque nossos valores são outros. Acredito que só se sente falta daquilo que se conhece. Teve um momento onde estávamos no meio de um lugar horrível, sujo, com pessoas maltrapilhas e muito muito lixo espalhado pelas ruas, mas todas pessoas ali (exceto nós) estavam rindo, conversando, convivendo pacificamente. Então pensei: “quem tem que ter dó de quem? nós deles, somente por que eles desconhecem o nosso padrão de conforto e bem-estar ou eles de nós porque não sabemos mais dar valor à coisas que o dinheiro não pode comprar?”. Após esse pensamento senti um mal-estar estranho. Me senti arrogante por ter pena de quem não tem o que eu tenho, como se eu tivesse a certeza suprema de que o meu é melhor. Será que é? Não sei.

Um dia pegamos um matatu para voltar para Nanyuki na beira da estrada, ou seja, ele já estava lotado e nós tivemos que nos espremer entre as pessoas que já estavam lá. Fui pro fundão e “sentei” (na verdade me espremi) entre uma senhora e uma jovem. Mas o que era pra ser uma viagem terrível, por causa da falta de conforto, foi uma das melhores lembranças que vou ter da viagem toda. A senhora ao meu lado começou a puxar conversa comigo perguntando de onde eu era e, quando eu disse que era do Brasil, ela ficou toda curiosa (como todos) e começamos a conversar. Seu nome é Jane. Eu perguntei pra ela se ela pegava aquele transporte, naquela situação todos os dias e ela me disse que sim sorrindo, sem reclamar de nada. Me contou que o cobrador era um guia renomeado e só trabalhava ali pra ganhar mais uns trocados. Depois perguntei se ela tinha emprego, pois percebemos que a maioria das pessoas de lá são desempregadas e ela me disse que não, não tinha um emprego e que conseguir um emprego no Quênia é extremamente difícil, mas que é preciso seguir em frente. Foi então que eu disse pra ela o quanto eu admiro pessoas como ela, que mesmo com tantas dificuldades, conseguem ser felizes e otimistas, pois nós que temos mais oportunidades vivemos reclamando e custamos a encontrar tempo para sorrir sem sermos remunerados por isso. Falei que fico impressionada em ver que, apesar de tudo, muitos quenianos são sempre simpáticos e prestativos e ela me disse: “Você sabe, nós temos que nos ajudar porque somos todos, antes de mais nada, seres humanos e, se não nos ajudarmos, não sobrevivemos. Isso é o mais importante”.

E eu me pergunto: “Uma mulher com essa sabedoria pode ser chamada de pobre?”. Acho que não.

SAFARIS

Safari é uma palavra originária do Swahili que significa expedição. Relacionada à idéia de Safari, também existe a expressão em inglês “Game-Drive”, o que dá nome a um safari feito em veículo 4×4.

Ficam no Quênia alguns dos melhores safaris africanos, principalmente no Parque Nacional Maasai Mara e no Parque Nacional Amboseli. Nesses safaris não é permitido sair dos carros e muito menos se aproximar a ponto de tocar nos animais, a não ser que você queira perder alguns dedinhos. (((-:

O ambiente é REALMENTE selvagem, ou seja, nenhum bicho lá é alimentado por pessoal contratado e não existem grades cercando os parques. Isso implica em afirmar que você poderá cruzar com esses bichos em qualquer lugar do Quênia. Nós mesmos vimos girafas, gazelas, babuínos, antílopes, avestruzes, búfalos e zebras pra todo lado enquanto passávamos pelas estradas.

Para entrar nos parques é necessário estar com um carro 4×4 e com um guia, além de pagar as devidas e absurdas taxas. Você pode ir com um grupo ou alugar um carro e contratar um guia. A escolha é sua, mas eu ainda acredito que a melhor opção é procurar um grupo, pois assim os custos são menores e você ainda aumenta a possibilidade de conhecer pessoas interessantes. Além disso, as agências são bem “hermanas” e os carros dessas se comunicam o tempo todo através de PX para informar onde estão os bichanos e onde o bicho está, literalmente, pegando. (((-:

* Parque Nacional Maasai Mara ( mais fotos aqui )

Decidimos ir para esse parque (que é o melhor, mas não o maior, no Quênia) em cima da hora, pois ele nem estava no nosso plano inicial. Foi a melhor decisão de última hora que tomamos nesse viagem. O lugar é FANTÁSTICO e vimos tantos animais que chegou um determinado momento onde olhávamos para as zebras, gazelas, búfalos e os gnus (um bicho estranho que parece um cruzamento de égua com boi) como se fossem apenas dóceis cachorrinhos. (((-:

Esse parque é famoso, principalmente, porque é entre ele e o Parque Serengueti (Tanzânia) que ocorre a grande migração anual de vários animais, principalmente gnús (wildebeest) e zebras. Em julho de cada ano, estes animais desengonçados migram para o vasto norte das planícies do Serengueti buscando pasto fresco e voltando ao sul em outubro (vimos um monte!!!).

A grande migração é uma dos eventos naturais mais impressionantes, envolvendo uma imensidão de herbívoros: algo em torno de 1.300.000 gnus, 360.000 gazelas-de-thomson e 191.000 zebras. Estes numerosos migrantes são seguidos ao longo de sua rota anual por um bloco de predadores famintos, particularmente leões e hienas.

Outros antílopes numerosos podem ser encontrados, incluindo as gazelas-de-thomson e de-grant, a impala, o topi e o búbalu. Grandes manadas de zebras são também encontrados por toda a reserva.

As planícies são também os lares da girafa-masai assim como da girafa comum. Adicionalmente, mais de 450 espécies de pássaros foram identificados no parque, incluindo, abutre, cegonha, secretário, calau, grua-coroada, avestruz, águia-de-crista-longa e falcão-pigmeu. (Wikipédia)

Chegamos no acampamento e depois já fomos aproveitar o final da tarde para visitar o parque. Ficamos alucinados em ver todos aqueles animais convivendo em harmonia juntinhos num lugar com paisagens alucinantes. E, nesse dia, pegando o final do entardecer, a cor da relva seca só fez aumentar a nossa compulsão fotográfica. (((-:
Na hora de dormir foi um parto, pois eu estava ouvindo “coisas” e só consegui dormir depois que as “coisas” ficaram quietas. No outro dia descobri que as “coisas” eram hienas. Afff… odeio hienas! São escandalosas e preguiçosas, pois só comem o que já tá morto. Bom, pelo menos esse é um motivo para eu não temê-las. (((-:

No segundo dia, ficamos o dia inteiro no “game”. Vimos 4 dos famosos “big-five”: elefante, leopardo, leão e búfalo. Faltou apenas o rinoceronte que, apesar de ainda existirem algumas dezenas dos pretos, são vistos raramente nesse parque. Os “big-five” são utilizados como chamariz pelas agências de turismo, mas na verdade essa definição não diz nada de concreto sobre os bichos que formam esse grupo. Essa definição foi dada em tempos remotos, pois alguns caçadores consideravam esses os bichos selvagens mais perigosos para se caçar. Mas, olhando pro elefante, é impossível acreditar que ele seja perigoso, não é!? (((-: Mas ele pode ser sim. Os guias aconselham uma distância de 50m do bichão e, depois que li num jornal local que duas pessoas foram mortas por elefantes, decidi levar essa informação a sério. (((-:

Pra fechar o dia fomos fazer um pic-nic e depois seguimos para o Rio Mara, a fim de visitar os hipopótamos e seus companheiros crocodilos. Nesse passeio pudemos (enfim) sair do carro e andar um pouco no meio do mato, mas acompanhados por um cara do exército bem armado para casos de emergência. Para a alegria do Rodrigo vimos um monte de hipopótamos. Alguma semelhança nas fotos abaixo??? (((-:

Acredito que os hipopótamos são inofensivos pra nós, pois são herbívoros, mas os crocodilos são perversos e comem os animais descuidados que se atrevem a atravessar pelo rio (aliás, tem até uma ponte que eles poderiam atravessar, mas acho que são meio desinformados mesmo…). Uma prova do perigo é a quantidade de ossadas na beira do rio. Bobeia pra tu vê! (((-:

Fiquei encantada com um filhote de hipopótamo que estava sozinho na beira do lago, mas ao mesmo tempo ficamos apreensivos, pois o militar disse que, estando ali, ele seria normalmente devorado pelo seu crocodilo. Deu vontade de ir lá e tirar ele, mas nem eu e nem ninguém tem o direito de mudar os destinos na selva. Paciência.

O hipopótamo é um mamífero enorme que tem uma capacidade incrível de ficar durante muito tempo submerso na água. O mais gracioso nele é quando ele mexe suas pequenas e desproporcionais orelhas que nem um helicóptero. E o mais nojento (que eu nunca tinha visto) é quando ele defeca na água. Urgh!!!! Ele vai liberando o troço e rodando o rabo pra dispersar os resíduos na água. É nojento!!!!! Urhggggg!!!! Depois de ver isso achei ele menos bonitinho. (((-:

No último dia acordamos (aliás madrugamos) às 6 da matina e fomos para a última e mais excitante etapa do game: a caçada. Na verdade, fomos meio desanimados, pois já tínhamos visto tanto bicho que não acreditávamos que iríamos ver nada diferente. Engano absurdo! Esse “game” matutino é feito pelas agências para tentar a sorte de assistir de camarote o “café-da-manhã” dos reis: os leões.

Quando perguntamos pro guia o que iríamos ver de diferente para justificar acordar tão cedo, ele disse: “Na Selva tudo é imprevisível. Se deixe surpreender.” Hummm… Mentiiiiiiiiiira… Ele sabia muito bem o que nos esperava, caso tivéssemos sorte. Mas não posso negar: ser surpreendida foi muito melhor e excitante! (((-:

Todos os carros seguiam a mesma rota: a rota dos leões e leoas. Quem identificava um grupo se movimentando, avisava através do rádio os outros e todos seguiam com a esperança de que o “bicho pegasse”. Num primeiro momento começamos a seguir uma leoa que se direcionou para um grupo de zebras. A leoa andava calmamente, quando de repente passou um avestruz macho que parecia ter ido avisar o bando de zebras sobre o perigo. Isso prova que leão não deve gostar de comer avestruz. (((-: As zebras ficaram tensas, mas não correram. Acho que elas ficaram em estado de choque. Mas eis que a leoa passa ignorando aquele grupo e segue sem destino.

Desistimos dela e, avisados pelo rádio, fomos de encontro à um grupo de 3 leões aparentemente famintos. Sim! Eles estavam famintos e decididos a atacar um grupo suculento de búfalos. Todos os carros presentes no parque estavam ali e formaram um círculo para ver o espetáculo da vida selvagem. Os leões se posicionaram e sentaram como se nada estivesse prestes a acontecer. Cínicos. Ficaram por quase uma hora paralisados, observando a manada de búfalos se dispersar rapidamente. Mas a natureza é fantástica! Existia um grupo gigante de búfalos, mas apenas meia dúzia ficou ao alcance de seus predadores. Os demais se afastaram. Os que sobraram estavam prestes a se sacrificar pelo grupo ou lutar por ele. Foi lindo ter essa certeza. Leões estáticos, búfalos estáticos. Olhares.

De repente, pro delírio da galera (só de contar já sou tomada pela excitação do momento) os búfalos começam, ao invés de fugir, ir em direção aos seus predadores. Meu Deus! Como entender isso???? Todos estavam esperando o contrário, ou seja, que o leão atacasse. Mas não. O búfalo, segundo o guia, é um animal extremamente valente e que pode sim vencer um conflito com leões. Maaaaas não foi dessa vez. Os leões identificaram o mais novo e fraco e o atacaram impiedosamente.

O primeiro abocanhou a jugular do pobre búfalo, o outro pulou nas costas e o outro pegou a pata traseira. Mesmo assim o búfalo ainda resistiu por alguns instantes de pé, mas logo caiu e se rendeu ao seu destino natural: ser caçado.

Achei LINDO! Foi estranho sentir isso, pois a maioria das pessoas deve ficar com dó do búfalo, mas eu não. Vi tudo aquilo como um processo justo e harmonioso. É a cadeia alimentar funcionando como ela deve funcionar. Tinha uma menina (chaaaaaaaaaaata) americana no nosso grupo que começou a chorar desconsoladamente e eu pensei: “Será que ela chora todos os dias quando assiste aos noticiários americanos e quando vê quantas mortes não naturais estão ocorrendo por causa do governo do seu país?” Sei que ela, diretamente, não tem culpa, mas chega a ser engraçado uma situação dessas sabendo que ela votou e vai votar de novo no Sr. Bush. Antes ver animais se matando (o que é natural), do que ver homens agindo como animais e fazendo o mesmo (o que é brutal).

Pra fechar voltamos com um apetite de leão para o acampamento e tomamos um super “breakfast” ao ar livre com direito à algo parecido com nossa rabanada no sabor banana. Huuuummmm! Delícia! A rabanada, pois salsicha, ovo e bacon logo de manhã me deram até calafrio. Afff…

* Parque Nacional Nakuru ( mais fotos aqui )

Esse parque é famoso mundialmente principalmente por possuir o “Lago Nakuru”, onde ocorre uma das maiores concentrações de flamingos no planeta. Além disso, é possível ver um dos “big-five” mais difíceis de se encontrar por estar em linha de extinção: o rinoceronte branco.

Quando chegamos na beira do lago ficamos maravilhados com aquela mancha rosa sem fim. Centenas, milhares de flamingos pousados na beirada do lago quietinhos, como se estivessem posando para as dezenas de máquinas fotográficas ali presentes. Achamos que o número de flamingos ali era absurdo, mas o guia nos disse que estava vazio. Ele disse que, na época de migração, o lago é praticamente todo tomado por eles e aí sim é absurdo! Esse lago é um lago de água salgada, mas não me pergunte como essa água salgada foi parar lá. Não tenho a menor idéia, mas acho interessante observar isso. Quando chega lá, já sente o cheiro da maresia. (((-:

Depois de centenas de fotos de flamingos eu só queria saber de uma coisa: de ver os rinocerontes brancos. E chegou a vez deles. Eram muitos!!! Bom, acho que pra ficar branco mesmo ele teria que tomar um banho de água sanitária, mas tá bom… Parecia um sonho. Tá, na verdade um pesadelo, pois eles são bem feinhos e esquisitos. Mas são raros e futuramente inexistentes e é por isso que todos ficam excitados em vê-los, pois pode ser que nossos filhos ou netos não tenham essa chance. )))-:

E, pra encantar ainda mais, surgiram dezenas de pelicanos, formando uma mistura natural incrível na beira daquele lago. INESQUECÍVEL. INDESCRITÍVEL. VIDA.

Mas onde existe vida, existe morte. É um processo necessário e natural. E é por isso que as hienas e os abutres existem em lugares como esse: pra fazer a fila andar. (((-:

* Parque Nacional Amboseli

Queríamos chegar. Pagamos pra chegar. Mas não chegamos. Acontece.

Só queríamos ir nesse parque ver um dos lados do Monte Kilimanjaro que fica na borda entre Tanzânia e Quênia. Mas não vimos. Não vimos porque não conseguimos chegar no parque e, também, se tivéssemos chegado não iríamos ver, pois nesse dia existiam mais nuvens no céu do que flamingos no Lago Nakuru.

Por que não chegamos? Fomos engambelados pelo agente de turismo e pelo guia. Quem quiser saber os detalhes, é só perguntar, ok!? Infelizmente é um episódio que não merece ganhar espaço aqui.

TREKKING – MONTANHISMO – MONTE QUÊNIA (MOUNT KENYA) ( mais fotos aqui )

O Monte Quênia, com uma altitude de 5199m, é a segunda maior montanha do continente africano, perdendo apenas para o Monte Kilimanjaro na Tanzânia. Com os seus cumes vestidos de glaciares e encostas arborizadas, o Monte Quênia oferece um dos mais impressionantes panoramas da África, tendo sido inscrito pela UNESCO, em 1997, na lista dos locais que são Património da Humanidade. O Parque Nacional, estabelecido em 1949, foi reconhecido como Reserva da Biosfera em 1978 e, em conjunto com a Floresta Nacional, ocupam uma área protegida de 142 mil hectares. (Wikipédia)

Nos preparamos e planejamos subir pela Rota Sirimon até o segundo refúgio a 4200m de altitude. Chegamos, inclusive, a pensar em fazer o ataque a um dos picos, o Ponto Lenana (4895m), mas minha saúde dessa vez não cooperou com nossos planos. )))-:

Pensamos em fazer a trilha em 3 dias, ficando apenas duas noites na montanha, mas, um dia antes de partir para a trilha, fiquei muito gripada e, conforme íamos subindo a montanha, pior eu ia ficando. No primeiro dia subimos 9km a partir do “Sirimon Gate” (2.600m) até o primeiro refúgio (3300m). Detalhe que subimos carregando todas nossas coisas, pois não contratamos um carregador, mas apenas um guia, que é obrigatório.

Quando chegamos no refúgio meu nariz estava completamente entupido e isso é gravissímo em altas altitudes, pois a partir de aproximadamente 3.000m é comum que muitas pessoas comecem a sofrer do que eles chamam de “mal da montanha”, pois o ar é muito rarefeito e isso traz, para quem não está “aclimatado”, consequências ruins e até mesmo trágicas. O Rodrigo pensou em desistir de continuar porque eu estava realmente ruim, mas eu (a loka) insisti pra irmos um pouco além e valeu a pena. (((-:

Ao contrário da maioria esmagadora dos turistas europeus e americanos, nós só contratamos o guia e mais nada. Nós cozinhamos pra nós utilizando um fogão de altitude que o guia nos emprestou (só pagamos o querosene) e comemos no pinico do guia com duas colheres. Tá bom, é mentira. Não é um pinico (espero), mas que parece, parece. (((-:

Nessa primeira noite achei que ia morrer. Sério. O refúgio que ficamos não tem aquecimento nenhum, ou seja, a temperatura interna era praticamente a mesma temperatura que estava do lado de fora. Meu nariz estava completamente entupido e, por causa do ar gelado e falta de ar, minha garganta ficava o tempo toda seca, quase obstruída. Passei horas levantando pra tomar água com medo da minha garganta fechar. O Rodrigo, por minha causa, também não dormiu nada. Acredito que foi a pior noite de sono da minha vida, pois naquele lugar o acesso às coisas é muito difícil e, se algo acontece, pode ser fatal.

Acordamos e decidimos ficar mais um dia naquele refúgio pra ver se eu melhorava e ai sim poderíamos seguir para o refúgio Shipton (4.200m). Mas, como sou inquieta e teimosa, insisti com o Rodrigo pra fazermos um trekking no sentido do próximo refúgio. Não existia a possibilidade de ir até esse e voltar, pois só o percurso de ida leva 8 horas. Pegamos uma das rotas possíveis e fomos até a metade, o que levou aproximadamente 4 horas de ida e umas 2 de volta. Uma paisagem e uma flora indescritívies e, ainda por cima, tivemos o prazer de ver os picos nevados do Monte Quênia com seus glaciares, aparecendo após as nuvens o abandonarem. Fantástico. Único.

Dormi bem melhor nessa noite, mas não melhorei e decidimos não subir mais pro próximo refúgio. Mas, pra aproveitar a viagem, decidimos subir de novo na direção do refúgio Shipton, mas dessa vez por outra rota. E foi nessa rota que o Rodrigo foi possuído por um espírito japonês e começou a tirar fotos descontroladamente! (((-:

Mas não tinha como ser diferente. A paisagem que vimos não existe. Só pode ser miragem e foto nenhuma consegue mostrar o que é de verdade. Acreditem.

Chegamos nesse dia na nossa altitude máxima de 4.100m, o que já é uma senhora de uma altitude, considerando que o pico mais alto do Brasil tem “apenas” 3.014m (Pico da Neblina).

Nessa noite o Rodrigo viu os guias e carregadores fumando maconha e ai pensei (mente fértil): “Se um dos caras que é contra a legalização da maconha visse quanto peso (dos outros) esses caras carregam numa montanha, o consumo de maconha não só seria liberado, como também seria recomendado por todos médicos e cientistas.” (((-:

Voltamos, almoçamos, empacotamos as coisas e voltamos com um sentimento misto de alegria e de tristeza. De tristeza por não termos chegado exatamente onde queríamos, mas felizes por termos a oportunidade de ter visto tanta beleza de forma responsável (graças ao Rodrigo), podendo voltar agora pra contar. (((-:

PASSEIOS

* Lago Naivasha ( mais fotos aqui )

Esse passeio nem estava nos planos, mas como íamos ficar meio dia de bobeira decidimos ir nesse lago com o grupo do safari. Nada de especial, só pra tapar buraco mesmo. (((-:

Mas até rolou umas fotinhos bacanas. Passamos de barco do lado de um monte de hipopótamos e vimos uma águia (ave que AMO) pegando um peixinho com suas garras. Se olha a foto bem atentamente, vai ver o peixinho. Assim espero! (((-:

* Nairóbi ( mais fotos aqui )

Nairóbi é a capital do Quênia, onde está concentrada a burguesia e classe média desse país. É uma cidade que muda de cara em apenas alguns quarteirões. Você está no meio de um lugar horrível, imundo e pobre, mas de repente anda um pouquinho e já começa a achar que está na Avenida Paulista. Juro.

É, assim como qualquer grande cidade do Brasil, um palco de contrastes sociais. A diferença é que se vê muita pobreza e quase nenhuma riqueza. A diferença que existe entre as classes sociais é muito mais intensa do que no Brasil e isso você percebe logo que chega lá.

No centro existem algumas áreas mais frequentadas por turistas que tem 2 seguranças em cada esquina, mas, saindo dessa região, ou seja, indo para as regiões centrais do povão,, não existem mais praticamente seguranças nas ruas, somente nos bancos e olhe lá.

Não há muito o que se fazer em Nairobi, mas para comprar lembrancinhas reserve um último final de semana para ir numa feirinha livre que fica no pátio do Conselho Nacional de Nairobi. Nós reservamos nosso último dia, um domingo para fazer isso e nos divertimos até. Sim, porque NADA tem preço nesses comércios populares do Quênia e você se esgota pra negociar um bom preço. O que é um bom preço? Ninguém sabe, mas não se sinta mal de começar negociando por um terço do primeiro preço que o comerciante te dar. Até um quinto não ofende ninguém. (((-: Eu sou péssima pra isso, pois sei que o que eles estão cobrando não significa absolutamente nada pra gente e fico me sentindo mal de choramingar por desconto, mas o Rodrigo é um gênio nessa arte. No Brasil eu consigo sem remorsos, mas na África meu coração não permite. (((-: Mulher. Fazer o quê.

Só sei que nesse dia ficamos famosos na feirinha, pois éramos quase os únicos turistas da área e começamos a nos divertir negociando. Todas os vendedores das banquinhas vizinhas começaram a nos pressionar pra ir ver seus produtos. A mulher com quem negociamos primeiro era uma senhora muito fofa que no final da negociação apertou minha mão e ficou segurando e rindo como se o que tínhamos acabado de fazer fosse apenas uma brincadeira divertida entre amigos. Foi cansativo, mas delicioso negociar com ela.

Outro momento especial em Nairobi foi nossa primeira e única “balada” queniana. O Hotel onde ficamos em Nairobi tinha uma localização ótima, ficando de frente para um “shopping” onde tínhamos tudo que precisávamos, inclusive música típica africana ao vivo. (((-: Estávamos no mercado comprando água quando começamos a ouvir um som vindo do andar de cima. Mais alguns segundos e sacamos que se tratava de música ao vivo. Sem pensar duas vezes fomos pagar pra ver. Era um bar com música ao vivo e com uma super promoção para o consumo de cerveja, ou seja, o famoso “peça duas e leve três”. Demorô! (((-:

Ficamos lá por algumas horas e só fomos embora porque estava realmente tarde. Foi delicioso, pois era um lugar frequentado somente por locais e quando a banda tocava uma música na língua deles era delicioso ver como as pessoas cantavam e dançavam com sentimento. Nesse momento pensei como nós, brasileiros, somos privilegiados por termos tantos cantores e cantoras nacionais que cantam e encantam na nossa língua mãe. Pensei em como é importante para um povo cantar na sua própria língua para se sentir realmente tocado por cada frase. É tão diferente. É tão rico. Arrepiei.

* Linha do Equador (Nanyuki)

A linha do equador é uma linha imaginária que divide a terra em dois hemisférios: o norte e o sul. No Brasil ela passa em Macapá (Amapá) e na África ela passa em 7 países diferentes, inclusive no Quênia. Nas regiões por onde essa linha imaginária passa é possível observar que, quando dá meio-dia, o Sol se encontra exatamente acima de nossas cabeças, o que não acontece nos outros lugares. É doido! Mas mais doido ainda é quem compra os certificados que são vendidos lá, atestando que você esteve na linha do equador. Aff.

Um efeito curioso que é observado de forma diferente estando ao sul ou ao norte da linha do equador, é o ”Efeito Coriolis”. O efeito existe, mas é quase certeza de que não é possível observar sua diferença a apenas 50m de distância do equador. Através desse efeito, é possível observar a diferença do sentido de rotação da água em um recipiente. Em outras palavras, quando você dá descarga no hemisfério sul, o redemoinho gira pra um lado, enquanto a mesma descarga dada no hemisfério norte gera um redemoinho que gira no sentido oposto. E é essa demonstração que é “vendida” aos turistas que visitam a linha do equador (bom, ao invés de descarga eles usam um jarro d’água e um funil…). Há quem diga que quem faz isso é um bando de charlatões, mas há quem diga que não. Depois de ler muito, decidi registrar sem afirmar ou negar nada. Deixo isso para os especialistas de plantão. (((-:

* Mau Mau Cave (Nanyuki) ( mais fotos aqui )

Voltamos do Monte Quênia quebrados, pois no último dia percorremos 20km de trilha e nossas perninhas despertaram no outro dia doendo um bucadinho. (((-: Sendo assim, decidimos fazer um passeio “light” nas redondezas da cidade de Nanyuki. Fomos até a Caverna do Mau Mau, local onde foi arquitetado o plano para promover a independência do Quênia, que durou aproximadamente 10 anos.

É um trajeto de 6km, mas tranquilo, plano e normal. Uma caverna normal, estrada de terra normal e paisagem normal. Mas, caso queira um dia sem muitos esforcos, é um passeio bacana. Mas contrate guia, pois tem muita bifurcação durante o caminho e muitos animais selvagens costumam dar uma passadinha por lá. Só por precaução. Maaaas se conhecer alguém do povo local que possa te levar, melhor ainda. Já economiza essa. (((-:

SEJA VOLUNTÁRIO

No único passeio que fizemos em grupo, conhecemos quatro jovens que estão sendo voluntários no Quênia. Cada um vem de um lugar: dois são irlandeses, uma é da Bósnia e a outra é uma americana chaaaaaata.

É uma maneira interessante (mas não barata) de ajudar países como o Quênia e também uma forma rica de vivenciar uma realidade difícil, mas enriquecedora e transformadora de valores pessoais.

Segundo eles, você tem que arcar com todas as despesas de passagens aéreas e locomoçao, e o seu trabalho não é muito bem definido. Você chega lá e faz o que puder ou o que tiver pra fazer. Eles estavam alocados próximos à uma vila aparentemente muito pobre. As meninas iam trabalhar na escola com as crianças e o moço provavelmente ia trabalhar construindo casas ou coisa assim. Quando os encontramos, só a americana já estava trabalhando, os demais iam começar somente após o passeio.

Não é fácil. Disso você pode ter certeza desde já. Mas acredito que vale a pena se você tem dinheiro. (((-:

Essa viagem me despertou (mais uma vez) a vontade de fazer isso, mas pelos nossos. Isso porque sei que, ao contrário dos europeus em geral, nós temos muita pobreza e miséria no nosso próprio país. Quero poder um dia contribuir principalmente na educação das crianças que habitam lugares assim, pois acredito que esse é o melhor investimento que alguém pode fazer e o maior presente que alguém pode receber.

Pra quem tiver interesse e quiser saber mais é só acessar os sites (em inglês) abaixo:

www.vso.org.uk

www.volunteerabroad.com

CURIOSIDADES

- “HAKUNA MATATA!”. Vocês se lembram da música do filme “O Rei Leão”? Pois é, quando ouvi essa expressão logo lembrei da música e descobri agora que ela usa somente essa expressão em Swahili e o resto da música fala em inglês sobre o quão bela é essa expressão, pois ela representa uma filosofia de uma vida sem problemas. Traduz exatamente a forma como os quenianos sobre-vivem. Nada para eles parece ser um problema, por mais que pra gente seja o fim do mundo. (((-:

- O pai do Barack Obama (se Deus quiser futuro presidente dos Estados Unidos) é Queniano e isso faz de Obama praticamente um herói para o povo desse País. Encontramos vários estabelecimentos vendendo a foto dele enquadrada.

- A forma de alimentação das girafas é o desrame. Elas adoram se alimentar das folhas de árvores repletas de espinhos. Com focinho estreito, lábio superior grosso e flexível, ajudado por sua língua comprida e preênsil com até 45 centímetros, permitem-lhes chegar às folhas mais nutritivas, não se machucando com os espinhos das árvores. Mas, antes de pesquisar sobre isso, estávamos achando que ela comia os espinhos, pois foi isso que o guia “desinformado” nos explicou. Disse que era possível, pois a língua da girafa é super grossa e, sendo assim, não era perfurada. Por isso, atenção: GUIAS TAMBÉM MENTEM (e muito).

- a tampa da garrafa de vidro da coca-cola de lá é amarela e pode vir premiada, por isso fique esperto, pois os garçons geralmente abrem pra você e levam a tampinha. Pega ele! (((-:

- você sabia que existe “galinha das montanhas”???? É até mais bonitinha… (((-: Na panela deve ficar melhor ainda! (((-:

- o avestruz não pode ser desprezado, pois é a maior ave do planeta e com um ovo de avestruz é possível fazer um delicioso omelete suficiente para até 25 pessoas. Acho que cada ovo de avestruz botado, corresponde a dor de um parto humano. Imagina! (((-:

- meninos e meninas frequentam escolas separadas e todos usam uniforme.

- semelhante ao que ocorre no nordeste brasileiro, o único animal utilizado para puxar carroça ou carregar algo no Quênia é o burro. O que aliás me faz refletir sobre a injustiça de usar o nome desse animal de forma pejorativa. Tem que ser muito forte e resitente para sobreviver em lugares tão secos e inférteis. Ser burro deveria ser elogio, não acham? 

- você dificilmente verá uma mulher com criança de colo utilizando carrinho de bebê, pois é costume elas prenderem o bebê ao corpo com um pano amarrado. Aliás, essa prática virou moda em alguns países europeus. Eu acho o máximo, mas ao mesmo tempo fico pensando se a forma como as crianças ficam não prejudica na formação das perninhas, isto é, se quando crescerem não vão ficar com aquelas pernas tipo “alicate”. Será!?

- muitos lugares pertos de vilas são protegidos contra elefantes. São colocados fios entre os postes de distribuição de energia elétrica que podem dar um choquinho “chega pra lá” nos bichinhos. Os elesfantes são lindos, mas quando acessam as plantações causam um prejuízo inestimável.

- já viram macaco de saco azul???? Urgh! Pois é, eles existem e parecem não se incomodar com esse órgão medonho. (((-:

- já que o assunto é macaco, olha esse aqui! O danado aproveitou a janela do carro aberta e roubou o almoço do moço. Olha a cara de sapeca! Sério! A expressão deles quando estão fazendo arte é exatamente de quem sabe o que está fazendo. E ainda há quem diga que bicho não pensa! Afff… Vai acreditando… Subestimar um macaco, pode lhe custar seu almoço! (((-:

- em todos os hotéis que ficamos hospedados existiam pendurados sobre as camas os famosos mosquiteiros. Parece ser um movimento do governo para reduzir casos de doenças transmitidas por insetos. Em pensar que eu sempre relacionei essas redes sobre a cama com cama de princesa. (((-: Sonho meu.

- todo estabelecimento tem a foto do presidente atual e isso é lei. Além disso, paree que cada novo presidente coloca sua carinha nas moedas. É ou não é o cúmulo da vaidade e do desperdício num país tão miserável! )))-:

- chegando no Quênia descobri exatamente porque muitos de nós temos cabelos mais permeáveis que o povo africano (excluindo aqui os descendentes afro-brasileiros). Por quê!? Porque o meu cabelo nunca ficou tão oleoso em tão pouco tempo como no Quênia. Deus é perfeito. Acreditem. TUDO tem um por quê. (((-:

- o Quênia também tem ”galinhas da angola”, mas com duas diferenças: ela tem o papo azul que nem o saco do macaquinho, e também deve ser mais forte que a galinha da angola que vive no Brasil, pois ela não fica resmungando sem parar que tá fraca. (((-:

- estranhamente sempre que pedimos banana nos restaurantes ou bares eles nos serviam no prato, acompanhada de faca e garfo e ainda cortavam as pontas. Vai entender. 

- uma das cervejas locais mais consumidas é a “Tusker”, que tem um elefante no rótulo. O sabor nos lembra muito as cervejas brasileiras, mas a história do nome da cerveja é bem peculiar. “Tusker” era o nome do elefante que matou um dos criadores da cerveja! Uma homenagem bem curiosa, não acham!?

- foi a primeira vez que vimos ovo albino, ou seja, um ovo com a gema branca. (((-:

- vocês sabiam que a girafa é o animal que possui o maior coração do reino animal. Dá pra imaginar quando você olha pro tamanho do pescoço da bicha. Haja pressão pra mandar sangue pro cérebro, que fica láááá em cima!

- todas as vezes que presenciamos alguém limpando algum lugar era utilizando aquelas vassouras de bruxa, mas com um cabo de apenas uns 50cm. Mas, pior que isso foi observar que, aparentemente, nunca usam rodo, mas sim pegam um balde com água e um pano e, sem ajoelhar ou sequer flexionar os joelhos, passam o pano no chão com as mãos. Haja costas! Depois de 5 minutos nessa posição eu juro que não conseguiria mais levantar. (((-: Trintão, né.

- o que você vai perceber estando principalmente em Nairobi é o número absurdo de indianos circulando em carrões por lá. Os indianos foram convocados há algum tempo atrás para ajudar na construção da linha de trem para Uganda, mas, após finalizada a obra, o governo queniano incentivou essas famílias a continuarem no Quênia na área comercial. Hoje existem talvez centenas de estabelecimentos cujo dono é um indiano. No centro de Nairóbi ficamos perplexos com uma avenida onde, dentro de todas as lojas, tinha um indiano comandando. Bom pra eles, ruim para o povo local.

- foi revoltante ir ao mercado e perceber que quase todos produtos industrializados são importados da europa. Produtos básicos como sabonete e pasta de dente, por exemplo, são produzidos na Alemanha. É triste, pois o governo poderia investir em criar ao menos indústrias para os produtos básicos e que geram menos subprodutos poluentes. Isso geraria riqueza interna e trabalho, além de orgulho nacional. É possível, mas talvez por questões políticas não seja viável. Como sempre. 

- além dos produtos importados, também vimos mão de obra importada. Adivinha de onde???? China. Lógico. No caminho para Namanga atravessamos uma rodovia que está em obras e, no canteiro de obras, observamos chineses aparentemente gerenciando a obra. Além disso, quando estávamos no aeroporto de Nairobi para ir embora, chegou um voo cheio de chineses operários. Isso, pra variar, me revoltou, pois num país com tanto desemprego deveria ser proibido a contratação de mão-de-obra nao especializada do exterior. Nessas horas, apesar de me prejudicar, aprovo o sistema alemão que dá sempre prioridade para alemães.

DICAS E CUIDADOS

- a primeira e mais importante dica é: SEMPRE DIGA QUE É BRASILEIRO! Isso vai te render vários descontos e tratamento VIP. Quenianos adoram o Brasil, pois são vidrados em futebol e veem que nossos jogadores são, na sua maioria, descendentes de africanos. Querendo ou não, isso nos faz mais próximos e é por isso que eles nos tratam com carinho na maioria das vezes. Aproveite e diga que também conhece alguns maratonistas quenianos que já venceram maratonas no Brasil. Vai ver que ser brasileiro pode sim ser lucrativo! (((-:

- NUNCA contrate passeios com agentes que te perseguem nas ruas. Selecione uma agência e vá até o escritório dos caras.

- Ande atento com suas coisas e procure sair sempre com uma roupa discreta. Apesar de que se você for branco, será notado de qualquer jeito. Quem mandou ser branco, ué! (((-: Um dia isso ia se tornar uma desvantagem, certo!? (((-:

- Não esqueça de levar seu cartão de crédito para possíveis emergências.

- Tome todas vacinas apropriadas que puder, principalmente aquela contra febre amarela. Para entrar no Quênia ela não é obrigatória se você partir de regiões não tropicias, mas extremamente recomendável em todos os casos.

- Tenha sempre papel higiênico ou coisa que o valha com você e, se puder, não esqueça os lencinhos umidecidos pra fazer o serviço completo. (((-:

- compre, se achar, protetores pra colocar na privada pra sentar. É o máximo!!!! (((-: Foi o que me salvou na hora do aperto. (((-:

- Protetor solar e chapéu são itens indispensáveis. Óculos de Sol é bom, mas se tiver chapéu ou boné com abas já basta.

- Se for subir em regiões de altas altitudes não esqueça todos apetrechos contra frio congelante e alguns medicamentos básicos são sempre bem-vindos em qualquer situação. Além de tomar MUITA água.

FONTES DE INFORMACAO

- East Africa (Lonely Planet): um livro ótimo para te ajudar a planejar a viagem. Mas atenção: cheque algumas informaçoes como preços e números de telefones, pois nos deparamos com vários dados desatualizados. 

- Kenya Wildlife Service (tabela de preços para entrar nos parques nacionais):  http://www.kws.org/tariffs-2006.html

- Site australiano atualizado periodicamente sobre segurança nos países de destino turístico:   http://www.smartraveller.gov.au/

- Site oficial de turismo no Quênia: http://www.magicalkenya.com/

- Apoio a brasileiros no exterior: http://gestao.abe.serpro.gov.br/

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51 Comentários para "África – Quênia"

  1. Rodrigo disse:

    Caracas mairinha você e o rodrigão vão ter histórias para os netos heim ?? rsrsr

    Incrível como todos nós temos que sentir na pele !

    Olha já tem conteúdo para mais de 3 livros ….rs

    Beijosss

    Gobbo

  2. Rafaela disse:

    Maira de Deus… dessa vez vcs se superaram!!! QUÊNIA!!!!!!!!???????

    Tenho o maior orgulho de vc, viu querida! E como escreve, aff…

    Confesso que fiquei com um pouco de preguiça de ler tudo na primeira visita, mas a curiosidade falou mais alto e cá estou novamente!

    Amore… continue aproveitando cada pedacinho de terra que Deus te permitir conhecer… cada pessoa desse mundo maravilhoso que Deus te apresentar!!! Mas lembra de voltar p/ cá, pq a gente sente muuuuuuuuuuitas saudades!

    Bjs p/ casal!

  3. Juana disse:

    Meus queridos Maira e Rodrigo mais uma vez muito obrigado por tudo que escrevem, por tudo que nos ensinam, que casal maravilhoso, vocês se merecem, não é a toa que Deus fez se cruzarem no caminho, e ainda melhor vocês no meu caminho, Maira, lembro de você, no IPT, uma jovem saindo da adolescência, quanta conversa, nê? Quanta alegria, o teu belo sorriso e a tua juventude, me fez florecer, me deu força para ir na luta, sim,minha querida, porque no fundo da minha alma lembrei de ter sido um dia assim, sorridente, feliz, curiosa, adorava estudar e saí dessa, e quando apareciste aqui com Rodrigo na minha casa, comentei com as minhas filhas esse casal va longe, é uma honrra prervar essa amizade…Eis que não estava equivocada, quanta, quanta cultura nos trazem, quantas coisas vocês viveram, parabéns, parabéns!!!!!!!!!!!
    O mesmo falo para os meus filhos aproveitem tudo o que possam trazer para nós, pensem sempre estão só de passagem por aqueles cantos do mundo…Jader esteve no Chad, Congo, Nigeria e Birao, só que a trabalho.
    Meus queridos naquela altura do Monte Kilimanjaro para o frio e altura nada mais do que chá de coca, sim aquele chasinho dos incas…A banana eles cortam os extremos porque existe um verme que adora morar nesses cantinhos, tive uma vizinha do Quenia e até hoje aqui em casa costumamos fazer o mesmo…
    Estiveram na terra dos meus amigos, amigos que fiz na época da faculdade, Luama da Tanzania e outros tantos.
    Vou respassar este blog para alguns amigos de outros países, dafaculdade sempre vivemos curiosos com os nossos ex-colegas as formas de vida, assim como relatas na hora do banho, pois,o chuveiro era comunitário, e as africanas sempre entravam com um valde e caneca, não entendia, agora já sei a falta do uso do chuveiro tinham medo, tal vez seria isso penso agora…
    Felicidades!!!!!!!!!!!!!!Continuem na viagem e não esqueçam no Caribe há gente que são loucos por conhecer-los pessoalmente…
    Beijos, beijos

  4. R. Mendes de Mendonça disse:

    Só uma coisa a dizer: MARAVILHOSO!!!! rs* Só vi as fotos heim rs* não fica brava rs*

  5. Lu disse:

    Nossa! essa é palavra certa, eu li tudo hoje de manhã (é o trabalho tava pouco e eu adoro ler hehe). Decididamente não sei se aguentaria, eu tenho talento pra ficar doente hehe e só pelas coisas q vc deixou no ar, como os casos de doer o coração, já me deram medo.
    Talvez eu seja erudita mesmo que nem tu diz e não aguentaria o tranco de tantos dias hehe é uma experiência de vida e tanto, e melhor ainda é poder dividir… teu texto está ótimo e deu pra ter uma impressão do que é. Da pobreza e sujeira no meio da beleza e riqueza das pessoas.
    Eles iriam me olhar tentando me identificar nem negra, nem branca hahahaha brasileirinha pura e da Silva.
    Emocionante, triste, lindo, chocante, sem palavras. Contei teu post pro Leo e minha mãe. E o que se fala é: nossa!
    As fotos estão fantasticas! O que é aquele céu? Parece uma pintura em óleo! E aquela foto dos elefantes! Eu amo elefantes, amei! Acho até que vou “roubar” e colocar de protetor de tela hahaha
    Eu poderia escrever um pequeno conto aqui sobre teu post, viagem incrível! AMAZING!
    Um dos meus sonhos é ir pra India, deve ser por esse caminho também, uma grande aventura, uma grande experiência. Revendo conceitos. E crescendo a alma.
    beijos
    Lu
    ps: agora no lugar certo hahaha

  6. Luciane Oliveira disse:

    Olá queridos.. fiquei impressionada a com riqueza de detalhes e também muitissimo lisojeada em poder compartilhar, mesmo que seja por escrito, as experiencias que voces vivem, é simplesmente lindo a maneira que aproveitam a vida… continuem assim, e sempre, é claro compartilhando com os amigos.
    Má, pode editar todas as suas experiencias, com certeza dara um belo livro, que tal “nossas viagens e experiencias compartilhadas”aproveita, convida os amigos para comentar, vai ficar muito legal…
    Um beijo enooooooooooorme e obrigada mais uma vez.,
    P.S.: também nesse livro DEVE constar a experiencia em Manaus, que aguardo ansiosa…
    Lu

  7. Clo Basseto disse:

    Que delícia! Como vc escreve bem!!! Dá gosto de ler!
    Um beijo o coração
    Clo

  8. Roseli disse:

    Olá Lindinha, tudo que vc tem no seu blog dá pra fazer vários livros,comece já , e qdo vier pro Brasil ,edita e já manda para as livrarias. Todo mundo vai gostar de ter um livro seu.O primeiro é meu!!!kkkkkkk
    Muito bonita sua descrição sobre o Quênia,vc viu de perto tanta pobreza ,nossa e tem gente que se acha né.Essas pessoas deveriam ir lá,ou melhor aqui tb tem, mesmo em São Paulo,é só dar uma voltinha bem longe do centro de sampa e ver o que é ser pobre e” umas bestas paulistanas se achammmmm”o máximo ,que pobre se exploda hummmmmmm.

    Beijos no seu coração e no do Rodrigo tb.
    Roseli

  9. Maira disse:

    Rouvier, larga a mao de ser mentiroso! kkkkk…. Tenho certeza q leu, mas nao pode assumir publicamente, pois sabe que suas chefichas sempre dao uma passadinha por aqui, né!? Quem tem, tem medo! kkkkkk

  10. Maira disse:

    Pessoal, estou hiper-mega-super feliz pelos comentarios e pelos convites…hehehe… Sério! Deu um trabalho de cao escrever esse post, mas foi feito com o maior prazer do mundo, pois essa viagem foi algo que realmente queríamos dividir em detalhes. Acho q conseguimos! (((-:

    Obrigada de verdade pelos elogios (que ajudam sim a continuar) e o livro…bem… nem q seja soh pros amigos e familiares já está nos meus planos. E é bom eu me apressar, pois já tem brasuca amigo meu querendo publicar e colocar uma dedicatória: “Agradeco a Maira por ter escrito as histórias”. (((-:

  11. O que dizer? Sublime? Náááá… Seria pouco… Brilhante? Esplendoroso? Fantástico? Náááá, palavras muito comuns e que não alcançam a quase divindade deste post!

    Ah, quisera eu ter uma colunista assim para a Seção de Viagem e Turismo lá do OPS!, hehehe.

    Tanta diversidade e tanta paixão juntas só podem vir de pessoas muito especiais. Muito bom que o “acaso internético” tenha me feito conhecê-los, Maira e Rodrigo.

  12. Maira disse:

    Rafaeeeel… adorei o “náááá”! (((-: Adoro sons transformados em palavras… na verdade AMO e costumo roubar …hehehe… logo, logo vai ler um “náááá” por aqui… (((-:

    Obrigada mais uma vez pelo apoio e sobre a participacao no OPS!…. Ops! Onde eu assino???? (((-: Mas, pra ser humildemente sincera, nao sei se dou conta. Passei lá e vi que a galera manda bem mesmo na arte da escrita… me senti uma estagiária perto do que vi! (((-:

    Eu e o Rodrigo também nos sentimos abencoadas em ter vc como nosso “camarada virtual”! Coisas boas da net que fazem valer a pena fugir um bucadinho da real… (((-:

    Valeu mesmo e se quiser uma estagiária no OPS! pode contar comigo! Sei fazer um café virtual que é uma beleza! (((-:

  13. Bem, sobre o OPS! é sério e vou lhe enviar por mail algumas diretrizes para ver se topas.

    Sobre o fugir um pequeno bocado do real, tens razão: fiz até aqui ótimas amizades virtuais mas, por favor, nunca deixe de lado toda esta vivência do real que você(s) transmitem aqui no blog, o que justamente faz deste um lugar tão especial.

    Como estou indo para o RJ, acho que só poderei entrar em contato após o dia 13/11. Como imagino chegar com uma penca de mails esperando, retomamos a conversa lá pelo dia 20, ok?

    Abraço e até breve, se o coelho de Alice permitir…

  14. Danielli disse:

    Adoreiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!!!!

    como eu estou fazendo uma pesquisa do vQuê nnia para a escola isso foi muito importante e muito interessante tem muitas coisas aqui, que eu posso aproveitar

    muito obrigadoo!!!

    Danielli,14 anos.

  15. Maira disse:

    Danielli, fico feliz de verdade de ter ajudado nas suas pesquisas. Se tiver qquer dúvida em que eu possa ajudar me mande um email, ok!? Boa sorte!!! Bjs!

  16. Fernanda Alvares disse:

    Puxaaa!!!
    Nunca li nada tão interessante. Parei no meu horário de almoço , e estava assistindo o Jornal Hoje na globo e o assunto era o Kenia…resolvi pesquisar mais na internet e encontrei essa maravilha de riquesa de informações.
    Parabens por tudo!!!
    Aliás, que casal mais lindo são vcs!!!

    Tudo de bom e melhor sempre, vcs merecem!!!

  17. Luzi disse:

    Meu professor de inglês é um queniano e admiro muito o jeito sempre simpático, sorridente e esforçado dele. Daí resolvi pesquisar para quebrar um pouco e adorei o relato de vcs. A vida como ela é. Muito bom mesmo. parabéns pela viagem e pelo blog.

  18. Jhose Nunes disse:

    Me chamo Jose Nunes e tenho um sonho: viajar a África. Gostei do relato de vcs e gostaria de trocar esperiencias com vcs pois percebi o bom humor e a grande inteligenci….

    Atenciosamente

  19. carla pedroza disse:

    Acabei de ler a deliciosa reportagem de viagem da Maira. Parabéns! Estou indo para o Quenia e tenho buscado na internet informações sobre safaris. Foi muito bom pra mim esse retrato do Quenia. Obrigado.

  20. Acabei de ler essa bela reportagem, que alem de ser muito interesante, o conteudo publicado é bem detalhado. Tenho buscado na internet e em livros o conteudo dessa reportagem e só agora encontrei. Eu adorei essa reportagem.
    Muito Obrigado.

  21. Alexandre disse:

    Estou indo para o Quênia na próxima quinta-feira 04 de fevereiro de 2010 e achei este relato de vocês muito importante para minha preparação. Eu realmente viajei junto com vocês pela net e me sinto um pouco mais bem informado sobre o que vou encontrar por lá, apesar de estar indo de coração aberto e sem preconceitos, uma vez que fui convidado por uma ONG queniana de jovens para conhecer o trabalho deles por lá. Quando voltar conto mais!

  22. Anônimo disse:

    CADE SOBRE O ABISMO DO QUENIA ??????

  23. Anônimo disse:

    só queria saber algum fato marcante queniano, mais estão de parabens, as fotos, as palavras o site esta lindo, ótimo! que bela viagem.

  24. Cleide A de Lima disse:

    caramba, nunca me interesei por paises africanos,
    mas tive que fazer um trabalho de escola sobre o quênia.
    nossa aki tem curiosidades e informações pra mais de metro.
    Maira, parabéns pra você e para o Rodrigo também, com toda certeza irei tirar uma boa nota nesse trabalho.

    Cleide-12 anos
    joinville(sc)

  25. livien disse:

    Gente achei MUITO legal isso aqui!
    Achei essa página no acaso quando procurava arquivos diferenciados sobre a Africa! enfim!
    Fora que morro de vontade de visitar a savana! hahahaha achei o máximo!!! ^^

  26. Joyce disse:

    Nossa a sua viagem deve ter sido maravilhosa!!!
    Eu estou fazendo um trabalho sobre o Quênia e eu li absolutamente tudo que vc escreveu, deve ter sido uma aventura entanto

    muito obrigada por compartillhar tudo isso(foi muito importante pro meu trabalho)

    Bjos
    Joyce[sp]

  27. michaeel disse:

    HELLO MY NAME IS JONAS I LOVE KENYA CATTLE obligatory for all that I love the VCS WRITING PICTURES FALEU

  28. SANDRA disse:

    FANTÁSTICO A REPORTAGEM DE V/CS,MUITO OBRIGADO VOU UTILIZAR DELA P/A FAZER UM TRABALHO NA ESCOLA SOBRE AS NAÇÕES,MINHA SALA DE AULA FICOU RESPONSÁVEL PELO QUÊNIA,E SÓ ATRAVÉS DE V/CS JÁ CONSEGUI TUDO O QUE PRECISAVAMOS.ESTOU CURSANDO O SEGUNDO ANO DO ENSINO MÉDIO,TENHO 51 ANOS,ESTUDO EM UMA ESCOLA ESTADUAL E PRETENDO CONCLUIR O ENSINO MÉDIO E CURSAR AINDA MESMO QUE VELHINHA UMA UNIVERSIDADE,POIS A ESPERANÇA NUNCA MORRE.OBRIGADO MAIS UMA VEZ E SEJAM MUITO FELIZES.MINHA ESCOLA FICA NO BRASIL,ESTADO DE SÃO PAULO,GUARUJÁ,É UMA CIDADE MUITO LINDA,ESPERO QUE UM DIA V/C POSSAM VISITAR-NOS TAMBEM.

    • Maira disse:

      @Sandra: já li sua mensagem umas 15 vezes e ontem mesmo eu e meu marido falamos sobre vc e sobre histórias como a sua durante umas 2 horas! Você é o tipo de pessoa que me impulsiona, pois me faz sentir vergonha de cada minuto de desânimo. Sao pessoas como vc que precisam surgir nesse mundo com tanta gente acomodada e insatisfeita. Obrigada por dividir só um pouquinho da sua história comigo e meus leitores e parabéns pela sua garra e filosofia de vida!!! Tenho certeza do seu sucesso e estou feliz de, indiretamente, participar dele!!! Depois vou entrar em contato por email com vc, pois PRECISO saber mais da sua história e quem sabe um dia me conta ao vivo? :-D Bjks e muita luz e sabedoria sempre!!!

  29. Andre disse:

    Gostei da matéria, em abril do ano que vem irei a nairobi, porém em um pacote fechado, visitarei amboseli, masai mara, lago navaisha, lago nakuru, safari walk, giraffe centre e tbm animal orphanage.

    abraços e parebens

  30. Espetacular. Belas fotos. Que grande aventura!!! Usei algumas fotos para o trabalho de escola de meu filho, sobre meios de transporte na África. Sucesso e felicidades ao casal.

    • Maira disse:

      @André: fico tao feliz de ver esse post servindo de base para trabalhos escolares! É uma honra!!! Tomara q ele tire uma nota boa tb. :-D Bjs!

  31. marly disse:

    Adorei a reportagem,Está linda e emocionante!

  32. sara disse:

    Olá, estava aqui mexendo na net e sem querer entrei aqui e ameiiiii aprendi muita coisa, matei curiosodades amei os seus comentários sobre a viagem, fotos me diverti muitoo.
    Parabéns!

    grande abraço.

  33. Eduardo Goes disse:

    Amigos, estou indo para o Quenia e Tanzania neste fim de mes. Os relatos de vcs e ass fotos me deixaram mais curiosos ainda para topar esta aventura, mais uma da minha vida. Parabens por terem feito tudo isto sozinhos. Que aventura!! Se quiserem podem me adcionar no mssn. Tenho tambem mais de 3 mil fotos de 72 paises em meu orkut. Abraco.

  34. Ana Vittoretti disse:

    Parabéns pelo blog… simplesmente perfeito.
    Precisava fazer um trabalho a respeito de choque cultural Brasil x Quenia e não encontrava nada até que “esbarrei” aqui…
    Obrigada mesmo, além de conseguir tudo o que eu precisava, encontrei tudo organizado em tópicos… e vc escreve de uma maneira deliciosa de ler… vc deveria msm escrever um livro.

  35. ieda disse:

    ADOREI! tudo que precisava encontrei aqui,muito boa as fotos. otimo trabalho! ;-)

  36. Fernando Galli disse:

    Olá! Amei o blog de vocês. Estarei indo ao Quênia em meados de Janeiro de 2012. Vou como missionário da Igreja Batista, e estou levando 800 dólares. É o bastante?

  37. Ótimo texto, vc é muito engraçada !

    Parabéns

  38. Angélica disse:

    Que experiência mais emocionante e linda!
    Em julho desse ano tive a oportunidade de visitar 3 países da África: Guiné Bissau, Senegal e África do Sul, e confesso que foi a melhor experiência da minha vida! Definitivamente, me apaixonei pela África, e todos os meus roteiros de viagem, tento incluir algum país desse continente tão rico culturalmente.
    Enquanto lia o post do blog, ia relembrando da minha experiência, (tirando a África do Sul) pois é tudo bem parecido. O povo africano me ensinou muito, pois mesmo com todas as dificuldades, que vcs tb presenciaram, eles são muito mais felizes que nós, brasileiros, que temos o que eles não tem, pelo menos materialmente.
    Sempre fico feliz em ver relatos de pessoas que tiveram algum tipo de experiência na África, pois tenho certeza que depois disso, nos tornamos pessoas melhores, seres humanos melhores. Obrigada por compartilhar isso com as outras pessoas, e fazer com que elas, mesmo não estando lá, sintam como foi maravilhoso, e como é um aprendizado pra vida!
    Um abraço
    Angélica

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