Reflexões

BRASIL – Fui pra fora pra te (e me) ver melhor

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Nao sei. Nao sei por onde comecar. Aliás, todo dia penso em escrever algo, mas de repente percebo que tudo que quero escrever nao cabe em um blog e, pior, nao vou conseguir transmitir tudo como eu gostaria. Pois é, tudo isso pra dizer que minhas férias no Brasil foram positivamente SU-PER-LA-TI-VAS!

Infelizmente sempre voltamos com o sentimento de nao ter feito tudo que queríamos, de nao ter visto todos que queríamos ver, de nao termos visitado todos os lugares que queríamos e de nao ter abracado à todos o tanto que gostaríamos. Sei, sei que devemos pegar tudo que vivemos e ficar feliz por tudo que conseguimos realizar, mas nao posso negar que ainda estou com uma vozinha me dizendo que eu poderia ter dividido meu tempo melhor e, principalmente, que eu poderia ter ficado mais tempo com a minha família (mesmo eles morando nos cafundó e eu estar sem carro…hehehe).

Estar no Brasil é SEMPRE motivo de uma alegria inexplicável pra mim, mas dessa vez foi também inexplicavelmente melhor. Nao sei. Nao tenho bem certeza do por quê, mas foi. Cada visita me trouxe sentimentos diferentes e dessa vez senti que já estou de volta, senti que já estou com o pezinho lá de novo, senti que estou preparada para voltar.

Abaixo vou descrever longamente (sorry, nao dá pra resumir sentimento…hahaha) o que senti em cada visita, mas logo depois vou colocar algumas montagens com as fotos da última visita e descrever brevemente os momentos, ou seja, podem pular pra segunda parte, caso nao queiram chorar. ((((-:

Na primeira visita um ano após a partida foi euforia pura. Fui “interrogada” todos os minutos sobre a nova cultura, sobre a vida na europa, sobre ter aprendido uma nova e difícil língua. Nao vi nada (de verdade) a minha volta, só queria falar, falar, comer, abracar, viver tudo intensamente com os que amo. O tempo voou e na partida chorei absurdamente, como se ali tivessem cortado meu cordao umbilical e me separado da pátria mae.

Da segunda vez, o inverso. Cheguei com um sentimento de nunca ter estado ali, pois achei tudo muito grande, muito caótico, muito perigoso, muito Brasil, muito Sao Paulo. Era muito pra mim. Me senti, acreditem, uma verdadeira européia. Estava assustada, estava com medo, estava deslocada. Foi horrível, de verdade. Lógico que rever “os meus” foi delicioso como sempre, mas mesmo assim estava me sentindo deslocada e, acreditem, inferior. Nao sei se escrevi sobre isso, mas falei sobre com alguns. Eu já estava com meu alemao, digamos, avancado, mas nao tinha horizonte. Era apenas uma mulher com 30 anos. Era apenas alguém que tinha aprendido uma nova e difícil língua. Era apenas alguém que ainda estava procurando um caminho, ou melhor, um recomeco. Já meus amigos, muitos dos quais já tinham trabalhado comigo, estavam ainda trabalhando e muitos já estavam em uma nova e melhor posicao. Todos com seu próprio dinheiro, com seu próprio carro, comprando um apto ou casa juntos, programando um casamento onde os dois iriam dividir todos os gastos, algumas amigas já tendo ou planejando ter filhos e assim por diante. E eu? Eu, apesar de todos me aplaudirem pela coragem e pelas conquistas (que eu nao valorizava de verdade), me senti nada. Me sentia mal quando as pessoas comecavam a discutir sobre seus projetos no ambiente de trabalho ou quando comecavam a contar sobre planos de carreira. Senti inveja (da branca, lógico). Ouvindo muitas dessas conversas ou após ser questionada sobre meus planos (os quais ainda nao existiam de verdade), saía e ia para o banheiro (ou para qualquer lugar onde pudesse esconder meu vazio) chorar. Fui agressiva muitas vezes, pois por me sentir pequena, me sentia agredida sempre que alguém me lembrava (sem querer) do quanto eu me sentia assim. Perdoem-me. Da segunda vez que estivesse no Brasil meu “eu” estava ferido, orgulho ferido. Além disso, eu estava com medo. Muito medo. Andando eu sentia pavor, medo de qualquer um que se aproximasse, medo de todos flanelinhas, pavor de andar de carro em qualquer lugar. Me senti uma pessoa que vinha de uma cidade muuuuito pequena. Fiquei, de verdade, perturbada. À noite nao dormia, porque de minuto em minuto surgia uma cena na minha cabeca onde alguém do nada atirava na minha direcao com uma arma. Foi doentio e fiquei, de verdade, preocupada. Voltei para a Alemanha com medo de ter me “perdido”. Tinha medo que o “meu Brasil” tivesse sido desintegrado ou que, talvez, jamais tivesse existido. Medo. Medo foi o sentimento mais presente na minha segunda visita ao Brasil.

Mas agora. MEU DEUS, “meu Brasil” estava lá! Intacto, florido, seco, baguncado, caótico, sorridente, quente, chuvoso, poluído (em Sampa), rico, pobre, misturado, perigoso, aportuguesado, saboroso, musical, selvagem, africano, festeiro, desigual, gigante, divertido, índigena, diverso, trabalhador, latino, otimista, enfim, brasileiro. Mas eu também era outra e isso com certeza influenciou meu novo (e velho) ponto de vista. Na ida fui sozinha. Já no aviao meu coracao já palpitava, parecia que ele sabia: “estamos indo pra casa”. E nao demorou muito comecamos (meu coracao e eu) a ter certeza do destino, afinal um aviao indo para o Brasil normalmente tem sempre muitos brasileiros e onde tem brasileiro tem falacao, tem bagunca, tem gente puxando conversa com quem está na poltrona ao lado. Comecei a ouvir o pessoal fazendo amizade, mas (nao sei por quê) fiquei me contendo pra falar com a moca que estava ao meu lado, preferi ler meu livro. Pensei comigo: “Maira, como tu tá fresca! Só me falta essa, trocar uma possível boa conversa por um livro”. Depois desse pensamento percebi que eu precisava voltar a ser eu. Decidi entao puxar papo com minha “vizinha” e a conversa foi DELICIOSA! E acreditem ou nao ele ainda é famosa! É integrante de um grupo musical super interessante que já foi até no Jô e que estavam em turnê na Franca. Dá uma olhada no trabalho do Barbatuques aqui . Ela me passou o email dela, mas, pra variar, perdi o papel. A conversa estava tao boa que nem vimos o tempo passar e de repente ela me disse: “Olha Sampa lá embaixo!”. MEU DEUS!!!! Eu me senti uma crianca. Fiquei tao eufórica em ver aquela cidade enoooooooooorme e saber que boa parte da minha história está lá, que as pessoas que mais amo no mundo (exceto meu marido…hehehe), estao lá. Uma selva de pedra, um emaranhado de sonhos eternizados em concreto, um caos urbano, uma velocidade que lá de cima já se sente. Só de voar sobre SP (óia é dai que vem o verbo “sobre-voar”…afff), já senti que precisava correr. (((-: Foi mágico! Estar em casa é sempre mágico. Chegando no aeroporto nao havia dúvida: eu estava REALMENTE no Brasil. Como constatei isso? Simples. Na hora de ir pegar as malas na esteira. É assim, tem a esteira em forma de U e no meio do U tem uma pilastra e no meio da pilastra tem uma TVzona e estava passando um jogo de futebol. Para colocar as malas na esteira ou tirar as que, aparentemente, nao tinham dono, tinha 2 sujeitos ali no meio (de frente pra TV) e eis que os dois simplesmente pararam de arrumar as malas e comecaram a acompanhar o jogo fielmente. Quem estava esperando as malas poderiam (caso fossem alemaes) reclamar, mas nao, quando percebi todos estavam com os olhos grudados na telinha e as malas rodando, rodando, rodando. Isso é ou nao é Brasil? Nao que eu ache bonito, mas enfim, “isso” somos nós. (((-:

Mas foi quando passei pela porta do desembarque que realmente me senti “em casa”, pois lá me esperavam duas mulheres incríveis que AMO: minha mae e minha irma. Como foi bom vê-las e poder, enfim, abracá-las. Sao duas mulheres realmente admiráveis por tudo que conquistaram e por tudo que representam pra mim. Nossa relacao sempre foi de altos e baixos, mas nunca nos perdemos completamente, ao contrário, sempre nos reencontramos nos sentindo mais próximas. Acredito que foi com elas e por amá-las tanto que aprendi a lidar melhor com as diferencas entre as pessoas, caso contrário nós nao estaríamos mais juntas hoje em dia, pois somos beeeeem diferentes. (((-:

Fiquei no Brasil um mês e foi MUITO POUCO. Nao fiz metade do que queria ter feito. Nao vi metade das pessoas que queria ter visto. Mas, no entanto, comi o dobro do que poderia ter comido. Isso mesmo, agora estamos, eu e o Rô, de dieta. (((-:

Maaas a pergunta que nao quer calar: “E por que dessa vez foi tao diferente?”. Bom, quem me conhece sabe que meu nome deveria ser “Porquezilda”, ou seja, SEMPRE procuro explicacoes lógicas pra tudo que acontece e pra tudo que se sente e olha que poucas vezes nao encontro ou nao crio uma explicacao. Dessa vez nao foi diferente. Fiquei realmente cismada com esses sentimentos conflitantes e conversando com alguns amigos, acabei entendendo o processo. Quem me ajudou a matar a charada definitivamente foi minha melhor amiga ever, a Alesinha. Estávamos conversando exatamente sobre isso tudo e foi quando ela me disse: “Má, será que nao é porque da outra vez você além de nao estar ainda no MBA, você também estava muito em casa, sem contato diário externo, sem uma rotina na rua, etc?”. Bingo! Por isso estava tao amedrontada em Sampa, pois no ano anterior a visita fiquei a maior parte do meu tempo dentro de casa, que seja na minha ou na de outros amigos, sem contato real com o mundo externo, seu ritmo e seus perigos. Simples assim. Mas agora nao, agora eu tenho tudo isso de volta. Tenho uma rotina beeem agitada todos os dias, pego trem, pego onibus, saio por ai com amigos, corro risco por estar viva. Sim, me sinto viva novamente e isso É DELICIOSO!

Após elucidar minha evolucao como “turista na terra natal”, vamos aos fatos. Segue agora de forma beeeeeeeeeem resumida um pouco sobre nossas férias no nosso país amado e insubstituível. E, aproveito esse espaco, para agradecer MUUUUUUUUUUUUITO à todos que fizeram parte desse período inesquecível e também aproveito para dizer à todos que nao consegui encontrar que logo estaremos de volta e o tempo sempre está a favor do amor e da amizade. Resumindo: vocês nao estao livres de nós! (((-:

1) M&M em Sampa: “Café da manha na padoca” – Com direito a chapado, pingado e vitamina de morango com leite

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2) M&M em Sampa: “Tocando piano na Estacao Luz” (Projeto toque-me, sou teu, clique aqui para conhecer) – Estávamos nós passeando pelo centro e decidimos ir visitar a agora reformada e mais linda ainda estacao da Luz. De repente nos deparamos com um piano no meio de um dos saloes da estacao e, mais impressionante, percebemos que ele estava ali para ser tocado por qualquer um. Mesmo assim, ficamos um pouco ressabiados e vimos que tinha um guarda espiando o piano, ou melhor, protegendo. Bom, pra saber se era permitido ou nao só nos restava ir além. Sendo assim, o Rô (que sabe tocar um pouco) sentou e mandou ver. Aquela cena me deixou fascinada, o projeto me deixou fascinada. É um projeto de um inglês e por causa desse projeto existem 8 pianos espalhados em Sampa, disponíveis para o público em geral. Uma forma fascinante de abrir uma porta aos mais carentes que muitas vezes nem sequer viram um piano tao pertinho. Pois agora podem inclusive tocar. O mais engracado é que comecei a falar para o Rô que era curioso pensar que quase ninguém que passa por aquela estacao deveria saber tocar piano, afinal esse é um instrumento que (na minha cabeca) é elitizado, principalmente pelo preco de se ter um. Enfim, quebrei a cara e quebrei principalmente mais um pré-conceito. Depois que o Rô deu o show dele, descemos umas escadas procurando uma saída, mas percebemos que estávamos no lugar errado e tivemos que passar de novo pelo salao onde estava o piano. No piano havia agora uma mulher com aspecto de ser uma mulher bem simples, uma mulher que nos colou no chao quando comecou a tocar. Muitos pararam pra assistir e ninguém mais queria ir embora. Quando ela acabou uma das músicas, eu estava (de verdade) boquiaberta. Mas o mais engracado e inacreditável veio depois. Passou um mendigo por nós e disse com toda pompa e propriedade: “Ahhh tocar isso qualquer um toca. Se é boa mesmo, quero ver mandar um Mozart ou um Betoven”. Pronto, mais um pré-conceito espatifado, ou seja, mendigo também pode ser culto.

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3) M&M em Sampa: Estacao da Luz, Museu Anchieta, Pateo do Colégio e muita alegria em estar ali a passeio. (((-:

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4) M&M em Sampa: “Comida Japonesa” – EU AMO! Sério, amo o Brasil, mas nao há comida nenhuma do mundo tao boa quanto a comida japonesa. AMO! AMO! AMO! Pois é, acabam de descobrir onde minha brasileiridade é falha. (((-:

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5) Má em Sampa (Ribeirao Pires): “Encontro Familiar” – Isso sim eu amo mais que comida japonesa! Essa é minha pequena, mas muito especial, família materna: minha mamis (que faz o melhor peixe do mundo!), meu avô doidinho, minha avó figura, meu maninho cientista, meu tio bigodudo e minha irma atleta (agora só quer saber de maratona…hahaha). Infelizmente nao fiquei tanto tempo como gostaria com eles, afinal moram a 70km de distância de Sampa e ai, por causa do pouco tempo de férias, ficaria beeem complicado ver outras pessoas ou até mesmo fazer minhas coisinhas estando lá. Mas quero que saibam que trouxe comigo já uma saudade absurda de vocês, principalmente depois de ouvir tantas histórias deliciosas e de receber abracos tao verdadeiros, daqueles que só sentimos quando vem de pessoas que realmente fazem parte da nossa vida e nao importa onde estejamos. Isso mesmo: nao importa a distância, nao importa quantas horas por ano, vocês sao os que mais amo! Papis, vó Herta e Yasmin: vocês estao nesse grupo, viu? Do grupo dos mais amados pra sempre!

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6) Má em Sampa: “IPT e ETWB - O retorno e a prole” – Nessa foto estao amigos daqueles que você ficaria horas e horas e dias contando tudo que passaram juntos, tudo que vivenciaram, tudo que guardaram em segredo juntos, tudo que ganharam, tudo que perderam, tudo que sonharam, tudo que choraram juntos, tudo que mentiram juntos, tudo que sofreram, tudo que sorriram, tudo que viveram juntos. O negao ai no canto esquerdo nem se fale, foi meu professor de química quando eu tinha (afff…14 anos se passaram…) 17 anos (aliás, conheco todos ai embaixo – menos o micróbio do Generoso – esse mesmo tanto), depois virou meu mestre e hoje eu rebaixei ele pra amigo mesmo. A Alê (do lado do negao) já me conhece faz tempo, ou melhor, muito tempo. Nos “conhecemos” quando eu ainda era uma pentelha, sei lá uns 10-11 anos, mas ela nao ia com a minha cara. Passaram-se os anos e olha nós aqui: amigas, irmas. (((-: Os outros? Bem, os outros sao SÓ os meus melhores amigos, meus irmaos, ou seja, já sou tia de 3. (((-:  Saudades seus tranqueiras…

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7) Má em Sampa: “Sol na laje” – Isso prova que nem todo paulistano tem cor “branco de escritório”. Isso mesmo! Com uma laje você pode adquirir a cor “Morena-Laje”. Ué, tem tu, vai tu mesmo! O que importa é ser feliz, com ou sem praia, mas sempre com cerveja. (((-:

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8) Má em Sampa: “Blind date” (Encontro às cegas) – Foi assim que conheci duas loucas em Sampa: às cegas. E nao foi só isso, tive mais dois outros encontros do mesmo tipo, mas isso explico depois. Vamos as loucas. Valéria (louca mor) chegou até meu blog. Fiquei um tempao só abelhudando, mas sem comentar nada. Um belo dia a louca mirim (eu) estava triiiiste e escreveu um daqueles posts “ninguém me ama, ninguém me quer”. Valéria decidiu enfim fazer um contato (no caso dela um contatao) e deixou um comentário (ou seria um testamento?) na sub-página “Quem sou eu?”. A partir de entao a louca-mor e louca-mirim decidiram eternizar uma louca amizade. Ficamos em contato por email e decidimos nos conhecer quando eu fosse ao Brasil. Ela convidou a Aninha (louca master), pois, segundo ela, esta também estava louca (que novidade!) para me conhecer de tanto que a Valéria falava de mim. Na verdade a Valéria tinha medo que eu fosse uma louca e por isso decidiu ir acompanhada, mas enquanto ela nao admite isso eu finjo que acredito na primeira versao e tudo bem. Bom, só sei que mais uma vez o “Retratos e Relatos” me dá um presente inesquecível e inseparável: as duas loucas. Tao pouco tempo e já temos várias histórias pra contar: uma que quase fomos expulsas do Café que fica dentro do Museu Anchieta e outra foi a festa de aniversário da Aninha com 3 convidadas e 5 bichinhos de pelúcia como figurantes. (((-: Já estou sentindo falta das loucuras…

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9) Má em Sampa: “O Brasil tá cult” – Primeiro foi um piano na Estacao Luz e depois me aparece esse jovem na Estacao Ana Rosa. Eu tive que parar pra ouvir, pra ver, pra sorrir e até dei umas moedinhas. Saí com a sensacao de ter feito pouco. Sei lá, queria na verdade era conversar com ele, mas nao tive paciência pra esperar ele terminar e jamais iria interrompê-lo. Conversar o que? Meu Deus, eu tenho um sério problema, pois eu sempre quero saber a história de todas pessoas curiosas que encontro na rua ou em qualquer lugar. Eu tenho uma curiosidade que nao cabe em mim, mas me falta, acreditem, cara-de-pau. Ai saio arrependida. SEMPRE! Tenho que parar com isso. Tenho que parar de correr. Tenho que ouvir a música até o final. Isso, tenho que ouvir a música até o final e jamais deixar de aplaudir àqueles que tocam até o final da música. Pegou o recado? (((-:

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10) M&M em Belo Horizonte (MG): “Pampulha” – Se tem um lugar que eu simplesmente AMO em BH é a regiao da Lagoa da Pampulha. É lindo! Tem a igreja da Pampulha, o Mineirao e o Mineirinho na foto do lado direito embaixo, as palmeiras, um parque ecológico, etc. Aliás, a lagoa está um espetáculo, mas senti falta das pessoas. Sei lá, achamos estranho, pois estava tudo muito calmo e deserto. Enfim, bom pra tirar fotos. (((-:

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11) M&M em Contagem (BH – MG): “Casa de Cacos” – Segundo li: “Representação simbólica das várias identidades de Contagem, é a única em sua tipologia no Brasil. Essa Cidade-Mosaico Cultural está retratada nos fragmentos coloridos de louça, incrustadas nas formas criadas nas paredes, objetos, muros, esculturas e imagens. A casa, a calçada e até os móveis são revestidos por fragmentos coloridos de louça e vidro, formando vários desenhos. O artista Carlos Luís de Almeida criou sua obra de 1963 até1989, ano de sua morte (fonte aqui). O mais interessante nesse passeio nem foi tanto a casa (apesar de ser interessantissíma), mas a senhora da prefeitura que fica cuidando da casa e o senhor que mora em uma casa na mesma na rua, mas que pelo jeito vive na calcada da “Casa de Cacos”. O senhor era uma figura e saímos arrependidos de nao ter tirado uma foto com ele, pois ele e a casa tem uma história juntos e você percebe isso quando ele comeca a contar as histórias de como a casa foi contruída, que no dia em que Jucelino Kubitschek foi visitar a casa ele estava lá e assim vai. Uma visita casual e inesquecível. Vale a pena passar lá, mas é uma pena que a visitacao nao é mais permitida por questoes aparentemente políticas. Uma pena e mais uma vergonha.

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12) M&M no Meireles (Pará de Minas – MG): “Excursao no Meireles e ao passado” – Essa viagem foi simplesmente fantástica e inesquecível. A história da família do Rô por parte de mae é cheia de gente e de saudades. Fico fascinada com as histórias que eles contam e mais ainda quando tenho a oportunidade de dividir momentos como os dessa viagem em particular. Meireles é tipo um subdistrito de Pará de Minas, em Minas Gerais, mas a única informacao aproximada sobre o lugar que encontrei foi que Meireles era uma família de italianos em Minas Gerais, ou seja, pode ser que o nome do lugar é esse, pois era ali que morava essa família. Resumindo, o lugar é bucólico, lindo, calmo e ainda puro. Parece, literalmente, que o tempo lá parou. E o que alguém pode ir fazer num lugar desses? A história da família da mae do Rô comeca ali e ali ainda vivem alguns parentes queridos, que já nao eram vistos pela minha sogra por 20 anos. Passamos na frente da casa e das terras que um dia foram dos avós do Rô (já falecidos) e depois fomos visitar um casal de tio-avós do Rô (tios da mae dele). Um dos casais e lugares mais inesquecíveis que já estive. Uma casa simples, um casal simples, uma vida simples e MUITA, muita alegria verdadeira. Uma hospitalidade natural, ou seja, nada de fazer por educacao, mas sim por carinho. Fiquei encantada com eles, principalmente depois de conversar um “cadinho” com a D. Rosa. Eles diziam pra nós a toda hora com o maior orgulho e alegria que tem já 64 anos de casado. Conseguem imaginar isso hoje em dia? Eu nao, até porque a maioria agora casa quando tem 30 ou mais e separar hoje é a coisa mais banal do mundo, infelizmente. Sao pessoas de fé e católicos praticantes, entao vao todos os anos, no dia do aniversário de casamento, visitar o Padre Libério. Depois falo dele, afinal na excursao teve até visita a santuário. Ficamos pouco tempo com eles, mas o suficiente pra sair de lá com a cabeca loooonge. Teve um momento onde ficamos só eu e o Rô conversando com a D. Rosa, na verdade ela estava me dando uma bronca (de brincadeira, lógico), pois justo naquele dia eu tinha esquecido de colocar a alianca de casada e ela ficou brincando dizendo pro Rô ficar esperto (nao com essas palavras, lógico). De repente, nao me lembro em que contexto, ela nos disse: “Sabe, eu sempre desde de pequena achei que pra gente ser feliz a gente tinha que saber ler e escrever. Mas hoje eu sei que nao, pois nao sei ler e nem escrever até hoje, mas em compensacao tenho vários netos, vários bisnetos, meu marido, minha casa e sou muito feliz.” Saí de lá pensando nisso e desejando do fundo do meu coracao que eu viva baseada nesse princípio, no princípio de que nao precisamos (de verdade) de muito pra se viver bem e feliz. Lógico que nao é pra entender ao pé da letra, é preciso filtrar e trazer pra minha vida esse ponto de vista em relacao aos valores humanos. Preciso calibrar minha balanca, mesmo que o meio pese demais, preciso fazer valer meus valores essenciais. Saí de lá com vontade de ficar mais, pois sao essas pessoas, frequentemente tratadas como “velhos”, que tem muito a nos ensinar sobre o que vale DE VERDADE nessa vida. Ainda sinto o gosto do café e dos biscoitos de polvilho… Foi mágico.

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13) M&M em Leandro Ferreira (BH-MG): “Santuário Padre Libério” – O Padre Libério me foi apresentado pelo Rô que, apesar de nao ser um católico praticante, é, digamos, um devoto do Padre Libério. Minha sogra é devota fervorosa e sempre se “apega” ao padre para tudo que precisa. Eu, bem eu nao sou devota, nao sou católica, mas tenho um respeito gigante por esse padre. Sim, pois sempre acredito que essas coisas mal nao fazem e, uma vez que é importante para o Rô, faco questao de respeitar e apoiar, já que pra ele é importante e eu apoiar nao custa absolutamente nada. Além disso, vi as fotos desse padre e ele tem uma carinha de ser tao fofo e um homem tao bom. Na “Sala dos Milagres” eu parecia realmente uma japonesa devota, pois nao cansei de tirar fotos. Vocês já foram em uma sala dessas? Se tiverem oportunidade, nao deixem de ir. É muito interessante ver todos agradecimentos pelas graças ou  “milagres” promovidos através da fé no padre. Muitas fotos, aparelhos de pessoas que aparentemente devem ter voltado a andar, bebidas alcoólicas de pessoas que devem ter parado de beber, cigarros, cartas super carinhosas e sinceras de agradecimento, roupinhas de bebê e etc. Pra mim foi interessante, pois, apesar de nao acreditar em milagres, fiquei super tocada com a fé de todas aquelas pessoas e nao tenho dúvida que se um dia (isola!) eu passar por algum problema mais sério irei até lá fazer uma fezinha também. (((-:

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14) M&M em Carrancas (BH-MG): “Encontro de 10 anos de formatura da turma do Rô na UFMG” – Agora entenderam por que 2 finais-de-semana em Minas? Pois é, nao podia deixar de participar de um evento tao delicioso e num lugar tao maravilhoso que é Carrancas. Uma cidade, cujas cachoeiras já serviram de cenário para várias novelas globais. Foi o encontro da turma que fez Engenharia Mecânica com o Rô na UFMG 10 anos atrás e a turma alugou 10 chalés de uma pousada maravilhosa (um chalé por família). A turma é MUITO bacana e a uniao deles é algo raro de se ver. É envolvente. Estando lá eu fiquei imaginando se vou um dia conseguir fazer isso com a minha turma do técnico por exemplo ou até mesmo com a turma do ginásio, afinal sao dessas fases que guardo mais amigos. Da Uni sobraram apenas alguns, os verdadeiros. Maaaas, sonhar nao custa nada, né? Por enquanto. (((-:

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15) M&M em Belo Horizonte: “Só se for estupidamente gelada” – Nessas férias eu me acabei de tanto tomar breja do jeito que eu AMO, ou seja, estupidamente gelada. Os admiradores da boa cerveja que me perdoem, mas os alemaes nao sabem o que estao perdendo. (((-:

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16) M&M em Belo Horizonte: “Só no Brasil tem” – Chopp por R$ 1,00 e a monga (foto de baixo, viu!? Humpf…)

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17) M&M em Esmeralda (MG): “Fazenda do Tio Toinzinho” – É! O Rô pegou pesado nas propostas de convencimento para eu ficar mais tempo com ele em Minas. Me disse que ia pra Fazenda do Tio Toinzinho (tio dele que eu AMO!) e que ia pescar e andar a cavalo. Sem mim? De jeito nenhum! Mas só Deus sabe como foi difícil decidir, pois eu também queria ficar com minha família, mas ainda se fosse só a pesca. Eu gosto de pescar, mas acho que os peixes agora devem ter medo de mim, pois peguei um pela barriga e nao me perguntem como o anzol foi parar ali. Mas, agora de andar a cavalo eu nao abro mao. AMO!!! Aliás, anotem ai, outro sonho. (((-:

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18) M&M em Igarapé, MG: “Flammkuchen made in Brazil” – No sitio da familia do Rô, tem agora um super fogao & forno à lenha e decidimos estrear o bichinho com nossa mais nova receita alema: o Flammkuchen. É muito simples, fácil e barato de fazer. Além disso, a massa é super fina e o recheio também, tornando-o bem mais digestivo que uma pizza comum. Tem o recheio típico alemao, mas tivemos que adaptar por falta de ingredientes no Brasil. Bom, no fim é lógico que o recheio acabou sendo “abrasileirado”, ou seja, o povo decidiu fazer tipo uma pizza de muzzarela mesmo e mandar pra dentro. (((-:

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19) M&M em Belo Horizonte: “Mercadao Municipal” – EU AMO o Mercadao de BH!  O de Sampa é bunitinho coisa e tal, mas é muito chique pro meu gosto e, pra mim, mercadao tem que ser mais baguncado. O de BH é muuuuito “roots”! Dessa vez, além de bater perna por lá, fizemos um pit stop pra comer em um dos butecos mais badalados de lá, o “Casa Cheia”. O nome é sugestivo e condiz com a verdade, viu!? Nós demos sorte por estarmos em dois, caso contrário íamos ficar esperando uma eternidade pra conseguir uma vaguinha. Eu me acabei na feijoada dos Deuses e o Rô mandou ver no mexidao maluco dele. E a cervejinha beeeem gelada entao! Peloamordedeus, esse almoco me trouxe muitas calorias, mas foi um prazer. (((-:

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21) M&M em Leandro Ferreira, MG: “Consobrinha” – Essa é a minha sobrinha linda que no nosso casório era beeeem pequenininha e quietinha. Pois é, agora tuuuuudo mudou. Ela continua linda, mas agora nao para de jeito nenhum. Por que “consobrinha”? Bem, fiquei pensando que o marido da minha cunhada é meu “concunhado” e “cunhado” do Rô, que a esposa do meu cunhado é minha “concunhada” e “cunhada” do Rô, logo a “sobrinha” do Rô é minha “consobrinha”. Pegou? (((-:

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22) M&M em Igarapé (MG): “Nóis na roca” – Agora entenderam por que é tao difícil ir embora de Minas? Olha o lugar delicioso onde estávamos. Olha essa vida. Olha essas amoras. Olha a rede. Olha o piano. Olha o café da manha. Olha esse homem. E ainda me perguntam porque amo esse lugar. (((-:

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23) M&M em Igarapé: “Trekking na Serra Azul - Porque só o cume interessa” – pertinho de onde os pais do Rô tem uma “rocinha”, fica a Serra Azul. Decidimos ir lá no domingo com meu cunhadinho e meu concunhado. O trekking é fácil, mas através dele percebi uma passagem clara da minha fase “fitness” para minha fase “fatness”. Sério! Em vários trechos tive que pedir água. Senti claramente que preciso comecar a fazer algo que nao curto, correr, afinal preciso melhorar meu condicionamento aeróbio. Andar eu ando 50km em um dia sem reclamar, mas pra subir tô precisando de um guindaste. Enfim, a trilha é linda e as cias eram master show de bola. Como em muitas trilhas no Brasil, a única coisa ruim é resultado da presenca do homem, ou seja, os lixos deixados no meio da trilha. Os que estavam no nosso caminho pegamos e levamos para jogar em um local apropriado conhecido como “lixeira”, mas fico pensando quantos outros quilos de lixo existem espalhados pelas trilhas do Brasil? E mais, será que todos visitantes que veem um lixo jogado tem a atitude que tivemos? Quantos dos que reclamam da sujeira, a limpam mesmo nao tendo provocado esta? Quantos de nós entende que a responsabilidade é de todos nós, uma vez que todos pagaremos com as consequencias de todas atitudes individuais no mundo? Nao sei. E fico triste em perceber que pessoas que fazem caminhadas, tem a coragem e o desrespeito de sujar o caminho, danificando a natureza, gerando problemas ambientais, gerando lixo onde nao deveria haver. Estou cansada de ver que mesmo com tudo que anda acontecendo no mundo as pessoas ainda nao entendenderam que o problema ambiental é um problema de todos nós, é um problema que diz respeito ao coletivo e nao mais ao indivíduo. Você gosta de fazer trilhas? Caminhadas no meio da natureza? Entao, POR FAVOR, ajude a preservar e a conscientizar.

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24) M&M em Sampa: “Churras” – Esse churras era “meio” que um churras coletivo para os amigos da Ritinha (que foi embora no outro dia) e para os meus, mas no fim, nossos convidados em comum foram, mas muitos que eram só meus e disseram que iam, nao foram. Tudo bem que o lugar era o fim do mundo, tanto que quase nem eu e o Rô conseguimos chegar, mas fiquei, claramente e publicamente, chateada com o “descompromisso” de alguns. Sim, coisa de brasileiro, mas acredito que meus amigos entenderam que nesse ponto eu alemanizei total e espero que da próxima vez, pelo menos avisem. Lógico que também, por outro lado e principalmente, fiquei HIPER feliz pela presenca dos que vieram e é lógico que me diverti muito, aproveitando cada minutinho e ganhando muitos cortes na mao. Pois é, fiquei fazendo caipirinha e conversando, ou seja, no que ia cortar o limao, ganhava um corte novo na mao. Por isso digo que quando dou festa nao posso fazer outra coisa ao mesmo tempo, pois meu negócio mesmo é conversar e brincar. Entenderam agora porque sempre é o Rô que fica no fogao nas festinhas aqui em casa? Enfim, festa com amigos é SEMPRE a melhor coisa do mundo!!! (((-:

Brasil_Churras

25) M&M em Sampa: “Despedida & Pizza” – Esse foi nosso último dia em Sampa e no Brasil e foi, sem nem tirar nem por, PERFEITO! Fizemos uma festinha bem básica, convidamos sem pedir confirmacao (pra evitar qualquer estresse), garantimos bebidas e caipirinha por nossa conta e rachamos o preco das pizzas. Isso, pois pra mim o mais importante em um encontro de amigos e família nao é onde, nem o que vai ser servido, mas sim as pessoas que estarao lá. E dessa vez nao dividi a turma, convidei todos para um dia só e a maioria dos que convidei estava presente, inclusive alguns eu nem acreditei que foram. O mais engracado é que nao tinha lugar pra todo mundo (tivemos até dois turnos de visitas…hahaha) e no fim ninguém quis sentar. Achei o máximo e um alívio! Mas, Bom, meus amigos que me perdoem, o que me fez mais feliz foi que meus pais, minha vózinha e meus irmaos (menos o mais velho que mora em Cuiabá) vieram. Me arrependi de nao ter tirado uma foto com minhas irmas e meu maninho, mas ano que vem a gente dá um jeito nisso e ai quem sabe o mais velho nao vem também. AMEEEEEEEEEEEEIIII !!!! Que todos saibam que nao estao só nas minhas fotos, nem só na minha memória ou na minha história, vocês estao pra sempre no meu coracao e na minha vida. Saudades!

Brasil_Despedida_1

Brasil_Despedida_2

26) Má em Sampa: “Drosophila” – Uma noite fui no barzinho chamado “Drosophila” (clique no nome e veja o site que style) com meu master amigo Henrique. É nessas horas que você percebe como seus amigos te conhecem, pois ele me levou lá porque disse que era minha cara e, por sorte dele, acertou em cheio. Sério, pois quando ele me falou do nome eu disse: “Mas isso nao é um nome de uma mosca?”. E é. Maaaaas AMEI! Fica na regiao da Consolacao, sendo que o original ficava em Belo Horizonte (MG). Mundo pequeno, né!? A decoracao é muito louca e confusa, uma mistura de estilo barroco com indiano e mais algum estilo que talvez nem tenha nome. O melhor de lá é, sem dúvida, essa bebida que provei, a “Diabolique”, feita com vários ingredientes, entre eles pimenta dedo de moca, portanto dispense beber o que ficar no fundo do copo. Dica de uma sobrevivente. (((-:

Brasil_Drosophila

27) Má em Sampa: “Provando o que o Mato Grosso do Sul tem de bom” – AMIGAS. Sim essas 3 louquinhas sao AMIGAS maravilhosas. Daquelas que choram juntas, riem juntas, dancam juntas, falam coisas sem sentido juntas e assim vai. Sempre que a gente se encontra é uma festa, logo um problema para os donos dos estabelecimentos em Sampa. Nessa noite fomos jantar em um restaurante que fica na Vila Mariana e apresenta a mais pura culinária do Mato Grosso do Sul. Eu, particularmente, nao sabia nada da culinária desse estado e me diverti horrores com os nossos foras regionais. Mas também onde já se viu um “pacuzinho” que nao é um pacú pequeno, uma “bananinha” que nao é uma banana pequena e assim por diante. Mas em compensacao aprendemos coisas preciosas como, por ex., comer mandioca cozida com molho shoyo. Hummmm! E também descobrimos que 4 mulheres juntas sao capazes de produzir mais decibéis do que um ambiente fechado com 400 homens. (((-: AMO VCS patetinhas! (((-:

Brasil_Jantar_MS

28) Má em Sao Caetano do Sul (SP) – “Nós no Paddock6” – Esse casal é daqueles que você gruda e nao solta mais e que sempre te levam pra conhecer algo inusitado ou para algum lugar onde vai viver coisas nao esperadas. Dessa vez nao foi diferente. A Rô já tá na minha vida há aaaaaaaaaanos. Já moramos juntas, já saímos juntas em uma escola de samba (eu sai de destaque, mas abafa o caso), batíamos cartao nas danceterias de Sao Caetano do Sul, demos curso de seducao para velhinhas, mas ela é, antes de tudo, uma super amiga da minha mae (tá, eu roubei ela…hahaha). O Rick apareceu depois, mas já se fez indispensável. Bom, mas enfim, essa noite fomos em um barzinho para motociclistas muito bacana em Sao Caetano do Sul e, além de ser muito style, pertence à 6 sócios, sendo que dois sao amigos meus de longa data também. Viu como o mundo é pequeno? Foi uma noite fantástica, com pessoas fantásticas, em um ambiente super agradável e muitas saudades. AMO VCS bruxinhos! (((-:

Brasil_Paddock6

29) Má em Sampa: “Da Zoropa para o Samba” – Mas é lóóógico que eu tinha que ir pro Samba e é lógico que a cia tinha que ser a melhor do mundo: Glau Glau (a nega linda), Ritinha (a dona do sorriso mais lindo do mundo) e Albert (o catalao e marido da sorrisao). Fomos no Bar Mangueira, onde rola um samba muuuuito raiz. Enfim, samba e amigos é sempre tudo de bom! AMO!

Brasil_Samba

30) M&M em: “Praia de paulistano” – Pois é, ser paulistano é saber aproveitar praia em qualquer situacao, afinal sao, no mínimo, 70km pra chegar em uma. Mas fomos mais longe, até Bertioga e depois acabamos voltando para o Guarujá, na praia do Éden, dentro do condomínio Sorocutuba. Foi um passeio que, apesar do tempo feinho, foi super agradável e pudemos matar as saudades daquela areia fofinha, daquele cheiro de maresia, da água com uma temperatura agradável e de comer um pescado olhando pro mar. Ai que vida boa, meu Deus! Bom, pelas fotos nem preciso dizer o quanto fiquei feliz em estar ali, né!? (((-:

Brasil_PraiaSP

Brasil_PraiaSP_2

Como vocês podem ver nossas férias foram inesquecíveis e fantásticas! Pois é, nada como sair pra ver melhor. Sei que muitos saem e acabam vendo algo que os faz nao querer voltar, mas eu nao, a cada ano que passa quero mais voltar. Lógico que aqui as coisas melhoraram e muito. Quando cheguei aqui dessa vez também foi diferente, foi melhor. Conquistei uma rotina, conquistei amigos, conquistei uma história aqui também, logo já me sinto bem também quando estou aqui. Mas é no Brasil que me sinto completa. É lá que me sinto livre, leve, integrante, feliz. É lá que está o meu passado e é lá que me vejo fazendo meu futuro. AMO! Saudades hoje e sempre de todos que amo e que ai ficaram. Se venci é porque vocês estavam sempre comigo e se um dia eu perder sei que também estaro presentes. Só por tudo isso AMO VOCÊS!

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17 Comentários para "BRASIL – Fui pra fora pra te (e me) ver melhor"

  1. Liza disse:

    Ei Ma!
    Adorei o post e que bom que dessa vez voce aproveitou o Brasil muito mais por estar muito mais feliz consigo mesma, por ter encontrado o seu caminho. Adorei todas as fotos, mas como uma boa mineira tenho que reconhecer que as melhores foram as tiradas em BH. hehehehehehehehe
    Beijos

    • Maira disse:

      Hahaha…Liza eu sou suspeita pra falar, pois AMO Minas e os mineiros também. (((-: Ô povo bao sô! AMO! AMO! AMO! Bjks e feliz em te ver por aqui!

  2. Mi disse:

    mas foi 1 mes muito bem aproveitado! =) é incrivel como a gente sempre ve o brasil de um outro jeito cada vez que vai la. Eu adoro, chego cheia de energias e aproveito cada segundo, mas qdo a volta vai se aproximando, eu tb ja fico com saudades da alemanha…de como as coisas funcionam por aqui, de como é tudo mais calmo, da minha casinha, dos meus amigos. ;) Acho que qto mais tempo vc passa aqui e se introsa com as pessoas, mais fica dificil escolher onde é a sua verdadeira “casa”. bjs!

    • Maira disse:

      Oi Mikelli, obrigada pela mensagem e entendo seu ponto de vista, mas eu nao senti falta da Alemanha e nem das pessoas aqui, sabia? Já o inverso nao acontece, eu SEMPRE sinto falta “dos meus” no Brasil e de tudo que amo lá. Aliás, foi até engracado, pois um dia uma amiga minha brasileira que mora na Alemanha me escreveu no MSN: “Estou com saudades” e eu fui sincera e disse “Eu nao.” Sinto falta das pessoas da Alemanha, somente quando eu estou na Alemanha e elas viajam ou somem, mas nao quando estou no Brasil. (((-: Mas sobre onde é a minha verdadeira casa, bem hoje eu diria que minha “casa” é em qualquer lugar que eu me sinta bem e a Alemanha hoje é um destes lugares, mas minha “CASA” é no Brasil, pois é lá que, ironicamente, me sinto protejida e acolhida. (((-: AMO! Bjks!

  3. valeriaamoris disse:

    Oi mulherrrrrrr!!

    Que post gostoso de ler. Tanto pra rir qto. pra chorar. Ah! obrigada pela louca mor; apesar de me achar a louca mirim….rsrs. Nessa vc trocou nossos papeis..rsrsrs.

    Ameiiiiiiiiiiii, tudo que pudemos fazer juntas, pena que o tempo voa…porque ficou aquele gostinho de que poderíamos ter passeado mais…porém como disse tem o ano que vem; e o outro; mais outro; e espero que sejam infinitos.

    Essa nossa troca foi muito rica pra mim, pra minha vida, pra minha perspectiva sobre as coisas, os fatos e os acontecimentos. Enfim, que bom que a vida nos surpreende a cada esquina. E nesses momentos somos presenteados. Tem presente que nem precisa de embrulho. Basta vir do que jeito que é que está excelente!! Vc foi um desses presentes, falo de coração.

    Quando nos abrimos para alguém e a recíproca é verdadeira, o melhor de nós é colocado para fora e isso é ótimo; porque nos arriscamos, nos expomos; sem medo. Todo mês, toda semana, todos os dias nós temos fatos que compõe a nossa história. O que não podemos ter é medo de errar; medo de avançar; medo de dar o primeiro passo em direção ao infinito. Histórias são feitas de fatos, quer a gente viva ou quer nos protejamos da vida, das pessoas, do amor. Tudo pode não ser da maneira que sonhamos, mas tudo pode acontecer num piscar de olhos, de um jeito novo, diferente e desafiador. Não existe aquilo que é ideal. Sentimentos são fluidos e nos pegam de surpresa.

    E essas surpresas que são os verdadeiros “presentes”, podem ser bons ou ruins, tudo depende de como vamos recebê-los ou senti-los. Qdo estamos de bem conosco, só recebemos coisas boas, por isso vigio meus pensamentos, para que eu possa receber aquilo que é bom sem reservas. Neste ano recebi uma nova amiga. Uma expatriada que é tudo de “bão”!!

    Por fim, espero que esse seja apenas o inicio de uma longa e prospera amizade, recheada de histórias e causos engraçados; desses que levaremos em nossos corações para contá-los aos nossos netos!!

    Flor, qto. a seu relato sobre “Excursão no Meireles e ao passado”; lembrei de uma frase daquelas que deixa claro que pra ser feliz, achar um excelente companheiro, viver bem e amando a vida; significa ser simples:

    “Embora a sensibilidade freqüentemente penda para a hipersensibilidade, quanto mais uma pessoa aprende a destilar o prazer nos pequenos detalhes da vida, mas ela é saudável emocionalmente. Não espere encontrar, em abundância, homens ricos na matemática da emoção na Avenida Paulista, na Avenida Champs Elisee, em Wall Street e entre os milionários listados pela Forbes. Procure-os entre aqueles que acham tempo para observar ‘o brilho das estrelas’”. (AJ Cury)

    O que também me levou a uma canção:

    Nunca vi ninguém
    Viver tão feliz
    Como eu no sertão

    Perto de uma mata
    E de um ribeirão
    Deus e eu no sertão

    Casa simplesinha
    Rede pra dormir
    De noite um show no céu
    Deito pra assistir

    Deus e eu no sertão

    Das horas não sei
    Mas vejo o clarão
    Lá vou eu cuidar do chão

    Trabalho cantando
    A terra é a inspiração
    Deus e eu no sertão

    Não há solidão
    Tem festa lá na vila
    Depois da missa vou
    Ver minha menina

    De volta pra casa
    Queima a lenha no fogão
    E junto ao som da mata
    Vou eu e um violão

    Deus e eu no sertão….

    Deus e Eu No Sertão, de Victor e Leo.

    Tenha um ótimo recomeço alemão!!
    Bjs,

    • Maira disse:

      Val, o que dizer do seu recadinho? Nao sei, só consigo chorar agora. Você é um daqueles serzinhos que chegam dando voadora no coracao da gente, ou seja, que chegam pra ficar, pra invadir, pra transformar. Você capta de forma perfeita e acurada tudo que quero transmitir através dos meus relatos esbaforidos, sem vírgula, sem gramática e até mesmo sem tempo pra respirar. Sim, uma amizade nasceu às escuras (ui!) e tenho certeza que é pra ficar. Saudades louca-mor! (((-:

  4. La disse:

    Me fazer chorar a essa hora da manha eh sacanagem! ahhaha Ja estava me vendo no aviao olhando sao paulo la embaixo! Nossa Ma que maximo, deu pra ver que voce curtiu pra caramba,eh isso ai…como eh bom se sentir em casa ne? Bjao

  5. juana disse:

    Realmente vocês curtiram muito bem o Brasil, pena que não deu para lhes dar aquele abraço, na próxima vez os aguardo, e continua o convite para frequentar uma escola pública de sampa, e a que ficou em primeiro lugar no ENEM 20008,beijos!

  6. juana disse:

    Realmente vocês curtiram muito bem o Brasil, pena que não deu para lhes da aquele abraço, o convite ainda continua em pé para visitar uma escola pública de sampa…beijos!

  7. Aninha disse:

    Oh coisa boa ler tudo que escreveu.
    Nossa! uma confusão de sentimentos, alegria com um nó na garganta, saudades.
    Má, saiba que mesmo estando pouco tempo juntas vc se tornou inesquecível, e fez uma grande diferença na minha vida, pode crer nisso. AMEI TE CONHECER e sem sombra de dúvidas quando voltar ao Brasil vamos marcar de nos ver e fazer bagunça hahaha, amo baderna. Ah! quer dizer que “eu” sou a louca master?! kkkk, temos que rever esse conceito hein?!
    Enfim, não deixe de mandar notícias viu?!, amei demais você.
    BEIJÃO

  8. Rodrigo disse:

    É sempre um prazer ler suas histórias !

    Beijão

    Rodrigo

  9. Karen disse:

    Nossa, bruxinha, A-D-O-R-E-I!!!
    Tú me fez viajar contigo, cara!
    Morei durante minha 1ª infância inteira em Contagem, numa rua a poucos quarteirões do centro, com cerca ao invés de muro, sem água encanada, catando minhoca em frente de casa pra pescar na represa, atravessando o pasto pra ir a escola e esperando as vacas passarem pra entrar na minha rua. Sou uma prova do que representa a Casa de Cacos, pois fui para lá porque, com a chegada da Fiat ao Brasil, muitas metalúrgicas se instalaram no seu entorno e buscaram mão-de-obra em tudo quanto é lugar do Brasil pra encher as fábricas – meu pai foi recrutado nessa época. A pressa em colocar as máquinas para trabalhar era tanta e a falta de casas tão grande, que minha família morou em um hotel de BH por mais de mês , depois por mais 1 ano numa casa alugada pela fábrica, enquanto nossa casa, em Contagem, era construída. Grande parte dos moradores eram “gringos” e viveram histórias parecidas com a minha: deixaram seus parentes na terra natal e encararam o desafio de “construir” uma cidade.
    Seu post me trouxe a emoção daquele tempo e a exata sensação do quanto é bom estar em casa.
    Beijão, linda!

  10. valeriaamoris disse:

    Mulherrrrrr; obrigada pelo q escreveu sobre mim…vc vive me fazendo chorar…rsrs. Ah! ao ler os outros depoimentos vejo q não sou a única q viaja, literalmente, em seus relatos. São mágicos e fascinantes. Nunca deixe de escrever, seja c/ virgula, sem virgula, com ou sem acento…..escreva sempre!!
    Bjs,

  11. Du disse:

    Ótimo post ! parei aqui sem querer, procurando informações sobre viver la fora, sair do Brasil. E essa sua viagem me fez pensar, em como poderia sentir saudade dessa terra. E olha que nem fui ainda, pq sempre que vamos , temos o pensamento, Brasil, é voltar quando dé. E essa sensaçãod e ser brasileiro é unica, e nada como estar na terrinha. Espero quando estiver la fora os sentimentos sejam bons do Brasil e do Exterior. Parabéns !

    • Maira disse:

      Oi Du, fiquei feliz de te fazer “pensar” sobre esse tema, pois qdo você decide deixar seu país ele irá te acompanhar. Acredito que todo lugar do mundo te apresentará coisas boas e coisas ruins pra você (porq pra outras pessoas a percepcao pode e deverá ser diferente), mas tudo vai depender da sua receptividade e do seu “filtro crítico” pra que no fim o saldo seja positivo. Qdo estou no Br sinto falta de algumas coisas daqui e qdo voltar sei q vou sentir de muitas outras, mas pra decidir onde “ficar” é preciso distinguir coisas importantes de coisas insubstituíveis e essenciais. Por isso, hj digo que as coisas mais importantes pra mim, Maira, estao no Br e nao aqui na Alemanha. Já outros amigos brasileiros dizem o inverso. Resumindo, ir pra fora é sempre positivo, desde que você saiba fazer da experiência algo rico e positivo. Depende de nós sempre, mas o coracao sempre ficará apertado. Nossa, acho q escrevi muito poetisado, mas espero q entenda, afinal aqui sao 9 da manha ainda e eu nessas horas viaaaaaaaaaaaaajo… Bjks! Má

  12. Marcos disse:

    Olá! Vim parar nesse post sem querer procurando informações sobre morar fora do pais, e achei incrível esse seu processo de auto-descobrimento e muito imprssionante como a maioria das coisas que tu sente falta são pequenas e simples.

    Tudo de bom pra ti!

  13. Sandra Santos disse:

    Lindo o post! Cheio de muita coisa que eu conheco de pertinho, como boa mineira: cresci bem perto da Casa dos Cacos, pensar em Pampulha, Beagá, Mercado Central, Drosophyla… é pensar em casa. Pensar em praia, sambinha, churrasco com amigos, encontro de família, dentre tantas outras recordacoes, é pensar no Brasil. Saudades!… Obrigada por todos os sorrisos e boas lembrancas.
    Um beijo,
    Sandra

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