Nao, você nao errou de Blog. É que o “Retratos & Relatos” cobre viagens, vida na Alemanha e tudo que, direta ou indiretamente, esteja inserido nestes tópicos.

É minha primeira vez acompanhando uma Copa do Mundo fora de casa, ou seja, fora do meu amado Brasil. Poderia ficar chorando por isso, mas nao, prefiro aproveitar que estou do “outro lado” e analisar como a nossa sociedade e nossa mídia se comportam. E, é claro, nao posso deixar de comparar como vejo algumas coisas por aqui (Alemanha) com as coisas que vejo no Brasil. É esse senso crítico que nos faz entender nossa própria cultura, desde que seja utilizado de maneira saudável e, quando possível, imparcial. :-D

A expressao utilizada no título do post “Poder das redes TV” poderia ser mais explícito, mas como minha intencao é generalizar, nao preciso citar nomes, certo?

Fico impressionada como algumas emissoras no Brasil simplesmente chegam a comandar (pelo menos tentam) mais do que o presidente. Elas se envolvem em todas esferas da sociedade, usando recursos audio-visuais poderosissímos para literalmente “entrar na mente das pessoas”. Quando morava no Brasil, nao me dava conta disso, mas morando fora fica tudo muito claro. Pelo menos aqui na Alemanha nao me sinto manipulada pelos canais de TV e olha que hoje entendo praticamente 95% de tudo que é dito (mas só quando quero…rs). Sinto que a TV aqui ou te informa ou te entretem, fora que você tem muito mais opcoes de canais. Sim, todo cidadao aqui (salvo algumas excecoes)  tem que pagar uma taxa para receber o sinal (se nao pagar também recebe o sinal, mas isso é ilegal e você pode se dar mal), mas todos tem o mesmo direito de ver diversos canais sobre temas variados e até mesmo línguas variadas (sinais de outros países). No Brasil, a classe de renda inferior nao pode pagar TV a cabo, logo só tem acesso à poucos canais e acaba sempre absorvendo apenas informacoes submetidas pela emissora “Rainha” e é ai que esta ganha o poder.

Essa ou aquela emissora de TV ter poder de manipular ou “informar como quer” uma populacao, na minha opiniao, nao é culpa desta e nem da populacao em si. O que percebi ou a conclusao das minhas reflexoes por aqui é que o que nossa TV transmite é reflexo da demanda do nosso povo, ou seja, se um povo gosta de ver baixaria ou detalhes da vida pessoal de pessoas famosas, é isso que a TV vai mostrar. Uma boa fracao do povo brasileiro nao gosta de ter informacao de conteúdo, gosta mesmo é de futilidades. Brasileiro, em geral, gosta de futebol, festa, de gente famosa, de novelas, de culinária, de baixaria, de pornografia e bobeira pra se distrair.  É triste, mas é como vejo.

Esses dias mesmo estava tentando explicar para um Croata porque novela no Brasil é tao importante. Ele simplesmente nao entendia a fascinacao dos brasileiros por novela e eu hoje consigo entender que nao é nem um pouco fácil para um estrangeiro compreender isso. Sorte que posso falar do assunto com propriedade, afinal sempre fui noveleira de carteirinha, mas só pra me distrair mesmo e ficar alguns minutos do dia sem ter que pensar (rs). Disse pra ele que as novelas no Brasil, em geral, sao a melhor ferramenta para educar o povo de renda inferior, pois eles nao fazem questao nenhuma de ver o jornal (que só transmite desgraca), mas a novela é imperdível. Os novelistas percebendo isso, utilizam destas para conscientizar e educar. Além disso, trazem temas polêmicos e acabam pressionando a sociedade à promover acoes antes inimagináveis no país (fiquei super feliz com novas estruturas para cadeirantes que encontrei em Sampa na minha última visita). Por outro lado, as emissoras utilizam das novelas para “manipular” a sociedade. Quer um exemplo? Pense em qual religiao é a mais veiculada no contexto das novelas da maior emissora de TV do Brasil. E mais, as novelas no Brasil sao um balcao de ofertas, repletas de merchan que quando você menos espera faz efeito, pois você associa às marcas àquele personagem querido exatamente como eles esperam que você faca.

Mas as novelas ainda sao o de menos, o pior mesmo sao as entrevistas ou matérias manipuladas. Eles te dao a informacao do jeito que eles querem e nao do jeito que ela deveria ser. Uma vez uma gerente do laboratório onde eu trabalhava deu uma entrevista e quando foi para o ar ficamos assustadas como o conteúdo mudou depois que eles fizeram um cortinho aqui e outro ali. Ligamos para reclamar, mas até ai a entrevista já tinha ido pro ar e nao podíamos fazer muito contra as consequências daquele ato irresponsável da emissora “Rainha”.

Mas enfim, como acabar com essa supremacia televisiva no Brasil? Deixando de assistar a “emissora má”? Nao. Isso nao é solucao, isso é apenas mais uma acao de curto efeito que nao muda nada em uma sociedade. O que é preciso fazer, é querer informacao de verdade. É exigir dos canais mais respeito aos limites que nao lhe dizem respeito, assim como o técnico Dunga está fazendo. É exigir conteúdo. É exigir respeito à nossa capacidade de pensar. É distribuir informacao gratuita para aqueles que tem menos acesso à coisas interessantes. Mostrar um outro mundo para àquelas pessoas que deixam de comer, mas nao deixam de ter uma TV em casa que empaca em apenas um ou dois canais. Exigir do governo mais canais públicos de qualidade. Exigir programas de mais qualidade. Deixar de assistir algo por falta de opcao, pois isso nao é desculpa. Internet tá ai justamente pra nos dar mais opcoes online.

Na verdade, com certeza a melhor solucao é investimento em cultura e educacao, mas isso é o óbvio e o óbvio parece ser invisível aos olhos dos nossos políticos. O que nao estranho, pois um povo com mais conhecimento, escolhe melhor seus representantes e isso esvaziaria muitas cadeiras de político no Brasil.

É isso. Nao precisa desligar sua TV para trazer a mudanca, basta exigir mudancas e trazer mudancas com atitudes eficazes e duradouras. É preciso mudar nossa cultura e isso nao se faz entre um “ON” e um “OFF”.

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Hoje sai da “mini-depressao” e entrei no ritmo da copa. Sei lá, hoje de manha comecei a ver alguns vídeos no Youtube e de repente quando vi estava completamente no clima. Rindo e chorando sozinha! Pois é, doidinha… :-D

Mas o fato é que essa energia toda me trouxe algumas recordacoes deliciosas das copas que acompanhei no Brasil. Sao lembrancas únicas que trago no meu coracao e que pelo jeito estarao sempre presentes.

Vou citar algumas que lembro com mais clareza, só nao sei em qual copa foi. Uma delas foi em uma copa onde pintamos calcadas e alguns muros de terrenos sem dono no bairro Ipiranga, onde morava. A galera do bairro unida pra enfeitar tudo e dividir aquele momento. Era uma bagunca só e muito antes da bola comecar a rolar no campo. Lembro que quase ninguém trancava os portoes da casa, pois parecia que todo mundo morava na casa de todo mundo. Era um entra e sai delicioso de pessoas o tempo todo. Era contagem regressiva e desespero pra terminar os desenhos antes do primeiro jogo do Brasil, pois sabíamos que depois do primeiro nunca mais veríamos a rua livre de novo pra poder pintar. Quando chegava o dia do jogo, alguns vizinhos se juntavam e na hora do gol a gente saia sem freio pra rua e ia abracando toda vizinhanca. A parte ruim, era quando tinha contra-ataque logo após o gol e a gente perdia o lance porque ainda estava comemorando. No final, quando o Brasil vencia, as ruas ficavam cheias e o coracao mais ainda.

Outra situacao ótima foi no trabalho. Lembro que teve uma copa, acho que de 2002 (Coréia/Japao) quando o Brasil foi pentacampeao, que os horários dos jogos eram péssimos pra gente no Brasil e muitas vezes as empresas nao liberaram os funcionários pra assistir os jogos. Sim, ficamos presos no trabalho, pois alguns jogos foram durante a semana e umas 2 ou 4 hs da tarde, nao lembro direito. Só que no laboratório onde eu trabalhava minha chefe sabia que ninguém ia fazer mais nada, ou seja, sabia que íamos dar um jeito de ver ou ouvir o jogo e nadica de trabalho. Pois ela decidiu trazer uns quitutes e uma TV nos dias dos jogos. Me lembro perfeitamente da TV em cima da bancada do laboratório e da comelância por lá mesmo. Acho que rolou até um bombril na antena. Cena típica dos bons e velhos tempos. Nao lembro se um dia a TV deixou de funcionar ou o que, mas sei que fui parar no prédio da galera da fundicao pra assistir o jogo na TV que eles tinham. Cheguei no galpao e só tinha homem. Fiquei no fundao com meu amigo do laboratório bem quietinha, mas na hora que saiu o gol dei um berro e toda aquela “ómaiada” olhou pra trás com cara de “Ueba!”. Caraca, nao sabia onde me enfiar, entao dei meia-volta e fui! Pois é, micos da copa do mundo. :-D

Nossa, sao tantas lembrancas. E o bom é esse tipo de coisa que ninguém rouba da gente, afinal é nossa história. E melhor ainda é ter esse blog pra registrar, pois daqui umas 10 copas sei nao se vou lembrar dessas coisas, viu!? :-D

Enfim, lembrando de tudo isso e lembrando que o Brasil praticamente para em dia de jogo da selecao, pergunto: Alguém sabe como os alemaes comemoram entre eles? Alguém sabe se as empresas liberam os trabalhadores para assistir jogos que acontecem no horário de trabalho? Apenas curiosidade, pois até agora só vi as comemoracoes em massa em Berlim, Colônia e Düsseldorf. Mas queria saber das comemoracoes mais entre amigos mesmo.

E você: a copa do mundo também te traz lembrancas? Se quiser divida com a gente! :-D

Acho que estou com depressao pós-MBA e depressao Copa-do-Mundo-Fora-de-Casa também.

Pós-MBA ou pós qualquer período de intensa ocupacao é um choque na vida de qualquer pessoa normal e comigo nao está sendo nada diferente. Primeiro a euforia, afinal nao tenho mais que viajar todo dia pra Reutlingen e estudar todo santo dia. Mas agora tô com aquele sentimento de “Na und?” (tipo: “E daí?”). Esperando telefonemas para estágio, resolvendo todas pendências dos meus projetos pessoais, fazendo festa, passeando sem destino, reencontrando amigos, respondendo emails do século passado. Enfim, o que é o sonho de muitos, é meu pesadelo, pois PRECISO ter obrigacoes e PRECISO ter atividades fora de casa e com outras pessoas. Pois é, essa experiência é quase como ter que parar de beber. Surto total. :-D

Agora a depressao Copa-do-Mundo-Fora-de-Casa tá “braba” mesmo, viu!? Quem me conhece sabe que sou VIDRADA em futebol, inclusive sou um dos 1000 técnicos que existem em cada cidade do Brasil (rs). Fico louca, eufórica, pensava nisso o dia todo, acompanhava todos resultados e, quando dava, assistia todos jogos, sabia tuuuuudo da tabela, contava os dias para os jogos da selecao. Mas aqui na Alemanha a única coisa que estava me motivando era poder fazer uma bagunca no centro de Stuttgart e aproveitar para festejar junto com outros estrangeiros, mas meus planos foram por água abaixo. Pois é, em 2006 o Rô participou da bagunca e sempre me disse que foi uma experiência fantástica e com isso me deixou totalmente “pilhada”, mas esse ano a prefeitura de Stuttgart decidiu nao colocar o telao lá no centro, pois da última vez tiveram muitos conflitos, tá porrada mesmo. Nao acho que justifique, mas está decidido e eu tenho que viver com essa frustracao.

Pra piorar, o “clima” por aqui está, pra variar, gelado. Nao estou falando da temperatura, afinal o Sol está raiando e a temperatura subindo, mas a galera continua em “stand by”. Cara, ontem a Alemanha deu uma goleada na Austrália (até eu furava aquela defesa…afff…), mas pergunta como foi a comemoracao por aqui? Pois eu digo: ou os caras já estavam dormindo na hora do jogo ou as janelas aqui sao realmente à prova de som. Nao ouvi praticamente nada. Nenhuma “vuvuzela”. Nenhum buzinada. Nenhum grito. Nada!

A sorte é que temos uma turma boa de brasileiros & simpatizantes que vao se juntar para torcer, revezando as casas e rezando para nao serem despejados. Mas até o final da copa quero ir em Tübingen, pois lá eles estao com uma área com teloes para transmitir os jogos e quem sabe ali nao tenho a chance de realizar meu desejo e saber o que é uma Copa do Mundo no meio de várias nacionalidades. AMOOOOO!!!! :-D

Enfim, queria estar no Brasil, pois duvido que eu sinta aqui o que sentia estando lá. Aliás, quando estava lá há umas 3 semanas atrás, o clima já estava fervendo e quando sai de lá, sai com o coracao partido, pois nao tem nada pior pra mim do que estar longe de casa no carnaval e na copa do mundo. Ai que saudades da terrinha!

PS: acabo de ler que em Berlim e em Colônia o clima estava fantástico!!!! Resumindo, o problema pode nao ser a Alemanha, mas sim Stuttgart. Que sorte a minha, viu!? :-D

Hoje uma amiguinha russa do meu MBA veio toda feliz falar comigo por causa de um acordo entre Rússia e Brasil. Segundo ela (e segunda a net também) , nós brasileiros, nao temos mais que apresentar visto para viajar para a Rússia.

De acordo com a Embaixada da Federação da Rússia no Brasil, a medida entra em vigor a partir de hoje (dia 7 de junho), e vai valer para viagens de até 90 dias. O acordo, firmado em 2008, entre Brasil e Rússia foi oficializado recentemente pelos presidentes brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e russo, Dmitri Medvedev. A nova medida valerá também para russos que pretendem viajar ao Brasil.

Até entao, quem viajava para a Rússia precisava pagar uma taxa entre US$ 35 e US$ 175 (dependendo do tipo de viagem), além de preencher um formulário. O passaporte precisava ter validade de no mínimo seis meses, com pelo menos duas folhas não preenchidas. Quem pedia o visto para mais de 90 dias devia ainda apresentar exame de AIDS.

Se faltava incentivo pra visitar nossos amigos “vodkeiros”, agora nao falta mais. :-D

Hoje a saudade bateu forte, ou melhor, hoje ela achou espaco pra entrar, pois como terminei mais uma matéria ontem, hoje estou com a cabeca livre e o coracao relaxado, entao ela veio e dominou geral.

Mas antes de falar da minha saudade, tenho que postar um vídeo que achei na net quando digitei no google “Saudades do Brasil”. Eu queria achar uma figura para colocar nesse post, mas esse vídeo ganhou a vaga. Acho que a mulher estava meio “beuda”, mas é quando a gente tá “beuda” que a gente se torna mais verdadeira, sabia? (((-: Enfim, eu juro que se eu ficasse bêbada hoje ia acabar fazendo o mesmo que ela fez, pois é exatamente assim que me sinto. (((-:

Estou absurdamente sensível de novo, pois toda vez que está chegando o momento de estar “em casa” de novo fico assim, chorando por tudo e com o coracao muito apertado de tanta alegria e expectativas de viver momentos inesquecíveis com aqueles que mais amo no mundo!

Mas só hoje consegui parar pra pensar e sentir. Aliás, nem mandar email pra todos eu mandei, como geralmente faco. (((-:

Enfim, o mais importante é que teremos a chance de estar com vocês ai do outro lado do oceano de novo e vocês nao tem nocao como isso me faz feliz!!!!! Principalmente num momento tao bom e ao mesmo tempo difícil que estou vivendo agora.

* A notícia boa é que quando voltar do Brasil só terei mais duas semanas de aula e ai “tchüss”! Acabaram as aulas do MBA e ai só preciso entregar minha tese de Mestrado!

* A má notícia é que sinto que encontrar um estágio na área de Marketing será mais difícil do que eu imaginava, pois Marketing é comunicacao e na Alemanha Marketing é comunicacao em alemao e estou concorrendo com nativos. Pegou? )))-:

Mas de qualquer forma tenho mais motivos para festejar do que para me lamentar, entao me seguuuuuuuuuuuuuuura!!!!

Saudades de todos sempre!!!! AMOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!

Avisos importantes:

1) Mulherada eu PRECISO dancar!

2) Preciso de água de coco, várias cervejas estupidamente geladas acompanhando manjubinha na beira da praia, doce de abóbora da mae, feijoada da vó e café com leite da outra vó!!!! E muito rodízio de comida japonesa!!! Ah e também preciso de uma corzinha e de uma hidratacao profunda na minha juba porque peloamordedeus!

3) Família e amigos eu preciso de vocês!

Tô aqui atoladinha de coisas pra ler para amanha e mais um monte de coisas secundárias e importantes pra fazer, mas precisei fazer esse “pit stop” pra dividir algo bem rapidinho.

Hoje comecou minha 3a matéria do 3o semestre do MBA e como essa matéria também é cheia de “blablabla”, o professor decidiu pedir pra gente se apresentar, dizendo quem somos, de onde viemos, quais sao nossos objetivos aqui e quais sao nossos planos para o futuro. Aliás, diga-se de passagem, essas apresentacoes estao comecando a ficar muito complexas, pois lembro que na 1a aula do curso de alemao, bastava dizer seu nome e de onde era e ficava todo mundo feliz. (-:

Enfim, quando chegou minha vez falei: “Meu nome é Maira (a aula é em inglês e, de forma curiosa, quando a aula é em inglês eles nao querem nem saber do seu sobrenome e quando é em alemao eles nao querem nem saber do seu nome…aff…tô ficando “cafusa”), sou brasileira (com muito orgulho e muito amor! rs), me formei em Enga Química e trabalhei quase 10 anos na área química (papo de velho, sei…rs) e estou fazendo esse MBA, pois decidi mudar a direcao da minha carreira para a área de Marketing. Sendo assim, pretendo somar algumas experiências nessa nova área e quando voltar para o Brasil pretendo ter meu próprio negócio (seja lá o que eu inventar…rs).

Pois mal terminei a última frase sobre voltar para o Brasil e o professor emendou rapidamente: “Se eu fosse você eu voltaria o mais rápido possível, pois a economia brasileira está explodindo e o momento é agora!”

Eu já estava voltando de qualquer jeito, imagina agora sabendo que o cara praticamente arrumou as malas pra mim. (-:

Vai Brasiiiiiilllll !!!! ((((-:

PS: esse post nao tem anti-spam, mas tem um sistema altamente preciso “anti-pessimismo”.

Esse post é uma homenagem à todas mulheres que conheci aqui na Alemanha e em outros países fora do Brasil que decidiram sair de “casa” para enfrentar de tudo em outras terras.

Sim, mulheres como eu e talvez como você que está lendo esse post agora. Desde que cheguei na Alemanha (Jesus! Isso fez 3 anos dia 25 de marco!), conheci muitas mulheres brasileiras e estrangeiras que largaram tudo no seu país de origem para vir pra cá muitas vezes só com uma certeza: queriam ser felizes. A maioria tinha uma vida até que boa no Brasil, ou seja, nao decidiram vir pra Alemanha pra “melhorar de vida”. Muitas dizem que vieram buscando “qualidade de vida” no sentido social mesmo, mas nao que eram infelizes. Outras vieram por amor de verdade e outras por outros motivos, mas nunca por desespero.

Sim, existem outras histórias, protagonizadas por outros tipos de mulheres, mas este tipo de mulheres eu ainda nao conheci (apesar de já ter visto muitas) por aqui e também nao evitei. Elas simplesmente estao em uma sintonia beeeem diferente da minha e se passa perto da minha antena dá curto, entendeu? (((-:

Nao, esse post nao contempla essa segunda categoria (talvez um dia eu escreva um post sobre estas só pra sacudir o blog com um tema picante e conflitante…rs). Esse post é especial e exclusivo para aquelas mulheres que sonham em ser felizes sem ter que abrir mao dos próprios valores e sem ter que vender à alma a quem quer que seja. Sao mulheres fortes, mas NAO SAO DE PEDRA, SAO DE MASSINHA.

Sim, sao de MASSINHA. Isso pra nao dizer que sao “filés de alcatra” (rs). Sao mulheres que se moldam, adaptando-se às circunstâncias. A cada dia ganham uma curva nova ou perdem outras, sempre buscando a melhor aerodinâmica pra enfrentar o dia-a-dia numa cultura avessa à nossa (ou quem sabe talvez até mesmo complementar). Exatamente como aquelas massinhas que brincamos quando somos criancas. Essas mulheres sao feitas de um material flexível, mas nao mole. Se adaptam, mas independente da forma que tomam, a composicao continua inalterada, seus valores continuam intactos e preservados dentro da sua essência indestrutível e incorruptível.

Sim, esse post é para lembrá-las de que nao sao e nao tem que ser de pedra. Quem acha que é de pedra, nao pode ser alguém sabio. Ser de pedra é ser rígido, é ser inflexível, é ser frio, é imóvel, é passivo. Nao, se você é uma dessas mulheres fantásticas que a cada dia aprende algo novo, que a cada dia se descobre de novo, que a cada dia se permite fazer e ser algo diferente ee ainda se diverte no meio de tudo isso, você é, sem dúvida, de MASSINHA. Aquela mulher que todo o dia leva uns apertos da vida, chora, ora, reclama, xinga, mas que no final consegue ter sabedoria pra entender que aquele “aperto” até que foi gostoso (rs) e entende que precisava dele pra passar para a próxima etapa. Entende que a vida te molda pra que você se encaixe perfeitamente a cada nova situacao, afinal novos cenários exigem novos figurinos (aposto que gostaram dessa parte…rs).

Morando aqui na Alemanha e, principalmente, através deste blog, tenho tinho contato frequente e pessoalmente com essas “Sras. Massinhas”. Sim, é impressionante como existem tantas brasileiras e estrangeiras incríveis que superam muitas vezes completamente sozinhas dificuldades simultâneas e extremas por aqui. Mas o mais triste é perceber que pouco se fala ou se escreve sobre elas. Sim, nós mulheres brasileiras temos MUITOS motivos pra termos orgulho de dizermos onde quer que seja que somos brasileiras, pois muitas de nós estamos “fazendo bonito” aqui nas “Zoropa”. Mas infelizmente qualidades e estereotipos sao duas coisas que nao parecem combinar. Infelizmente.

Digo isso, pois eu também sou uma dessas mulheres de massinha. Continuo me moldando diariamente, continuo deixando alguns pequenos pedacos espalhados por ai, também continuo resistindo à novas e inevitáveis curvas, continuo mantendo minha flexibilidade e maciez me regando com lágrimas (e cerveja..rs), continuo me “auto-apertando” quando a vida tá ocupada demais pra fazer isso por mim e continuo me divertindo muito no final dessa brincadeira toda (rs).

Ser de massinha nao é ser volúvel, é ser flexível. Ser de massinha nao é vergonhoso, é admirável. E é por isso que eu me admiro e admiro à todas vocês que me fizeram e me fazem enxergar o quanto somos poderosas e o quanto tomar uns apertoes de vez em quando é bom pra ajudar no encaixe. (((-:

Parabéns mulherada e obrigada simplesmente por existerem e resistirem!

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Como não poderia deixar de ser, eu e o Rô prestigiamos mais essa iniciativa do Círculo Cultural Brasileiro e.V. e, como também não poderia deixar de ser, foi mais um evento daqueles que se faz inesquecível pela forma tão peculiar que foi organizado: com paixao e competência.

Esse foi o primeiro Festival Brasileiro “Filme explica Música” apresentado em Stuttgart e Colônia (Alemanha), organizado pelo clube brasileiro Círculo Cultural Brasileiro e.V.. Um festival onde música e cinema se juntaram, trazendo assim um pouco mais sobre o Brasil para o exterior, trazendo uma das coisas que temos de melhor: a musicalidade brasileira, sua história e suas melodias.

Participei da emocionante abertura. Vocês precisavam ver a brasileiridade da Nancy (coordenadora do projeto) transbordando em palavras, que logo tiveram que vir em português, pois como ela mesma disse, às vezes tanto sentimento só pode ser devidamente expresso na nossa língua materna e eu entendo-a perfeitamente.

Nao tirei muitas fotos, porque nao dava tempo pra pensar nisso. Juro! Eu só queria viver todos os momentos ali de forma extrema e parar pra tirar foto nao era o mais importante, até porque tinha fotógrafo oficial do show pra todo lado e vi vários flashs na nossa direcao, entao é aguardar pra ver o que aparece na mídia. Pra dar uma canja, fiz uns filminhos estilo “Maira”, ou seja, pulando, dancando, rindo e perdendo o foco constantemente. (((-:

Chorei e ri com o filme “Os desafinados”. Assistir à um filme brasileiro, em português, com um público por vezes gargalhando juntos, me trouxe por alguns momentos o sentimento de realmente estar no Brasil. Chorei ouvindo as músicas, principalmente “Carinhoso”. Tá, também chorei à toa vendo aqueles amigos falando a mesma língua, buscando seus sonhos juntos, dividindo dificuldades juntos, fazendo uma história juntos e lembrei de todos os “meus” que seguem agora em outros caminhos, assim como eu. Voltei ao tempo e chorei de saudades. Mas também ri horrores com várias passagens absurdamente brasileiras no filme, piadas que sao difíceis de explicar pra qualquer gringo. Quer um exemplo? Em uma das passagens do filme, o grupo de músicos que sao protagonistas no filme vao para Nova York buscando a fama. Chegando lá um deles (Rodrigo Santoro) conhece uma brasileira que mora lá (Cláudia Abreu) e descola a oportunidade de hospedar o grupo todo no apê dela. Ela tem uma vizinha francesa que fica caidinha por um dos integrantes do grupo (Jairzinho – quem nao ficaria? rs). Um dia essa francesa leva uma torta ou sei lá o que de presente para todos no apê e comeca a falar em francês com os meninos que nao entendem bulhufas, mas como todo bom brasileiro, sempre dao um jeito de se comunicar. Chegando ela diz “Savá?” (Como vai?) e eles todos empolgados com a simpatia da moca, respondem rachando o bico ”Ah Saravá”. Nisso a platéia brasileira no cinema se mata de rir (só vendo pra rir também) e eu cai na minha sutil gargalhada (imagina!). Eis que uma alema sentada ao meu lado me cutuca e me pergunta em alemao: “Was bedeutet Saravá?” (O que significa Saravá?). Putz, eu ainda rindo, disse francamente: “Entschuldigung aber leider gibt es wahrscheinlich keine Übersetzung auf Deutsch” (Desculpe, mas infelizmente provavelmente nao existe nenhuma traducao pra isso em alemao). Tá, eu podia ter tentado explicar em que contexto engracado usamos essa expressao, sua origem e blablabla, mas fala sério, eu ia precisar de uns 10 minutos pra isso, ou seja, perder 10 minutos daquele filme de jeito nenhum! Enfim, um filme ÓTIMO, muito bem estruturado, divertido, às vezes dramático, rico musicalmente e, principalmente, um filme que realmente representa o Brasil no que diz respeito à Bossa Nova e vontade de vencer e de viver.

No mesmo dia, mais tarde foi a vez de sermos presenteados com a presenca de Naná Vasconcelos, o melhor percussionista do mundo. Será possível descrevê-lo e descrever seu trabalho em palavras? Duvido. Nao é humano. É angelical. É transcendental. Eu praticamente entrei em transe com aqueles sons que ele tira de qualquer coisa, inclusive de um simples pinico. E a simpatia, meu Deus! Ele é daqueles artistas que são o que são em qquer lugar e não se deixa intimidar por estar aqui ou lá. Ele transformou o palco em um terreiro, depois em uma selva e muitas vezes em um picadeiro com seu humor delicioso, que nos obriga a participar. Trouxe o público para todos esses cenários, ou seja, dividiu seu palco humildemente com cada um dos que estavam presentes. Foi MÁGICO! Sem palavras.

Outro filme que assistimos foi “O milagre de Sta Luzia”. No filme nosso mestre do Forró, Dominguinhos, percorre o Brasil de norte à sul usando a história da sanfona no contexto Brasil para contar também sobre a sua trajetória, semelhante à trajetória de muitos nordestinos desse nosso gigante país. É um filme que nos faz rir muito, mas que também nos faz chorar (tá, tô de TPM e isso pode ter interferido…rs) e refletir sobre quem sao esses nordestinos no contexto Brasil. Eu, como paulistana, posso dizer que o filme toca lá dentro, assim como a sanfona de Dominguinhos e de todos artistas da sanfona que nos sao apresentados no decorrer do filme. Sao histórias de luta, de coragem, de falta de oportunidade, de esperanca, de fé. O filme mostra também como somos diversos, passando pelo nordeste, pelo centro-oeste, pelo sudeste e pelo sul. É riquissímo! E, vale a pena salientar, que o retrato mostrado de SP nao é muito agradável de se ver para quem é de lá, mas é preciso entender que ali o que se quis mostrar é para onde vao geralmente os nordestinos que lá chegam sem nada e se ninguém e, quem ver, verá que nada ali foi inventado. É triste, mas é real. Mas, sem dúvida, o sentimento que fica depois do filme nao é a tristeza, afinal estamos falando de nordestino, estamos falando de música, estamos falando de Brasil, ou seja, a única coisa que fica só pode ser alegria e saudade.

Quinta foi a vez de nos deliciar (ui!) com o show de ninguém mais, ninguém menos do que Jair Oliveira (nosso conhecido e querido Jairzinho). Foi interessante perceber que poucos brasileiros por aqui conheciam os trabalhos dele depois que deixou de ser o “Jairzinho”. O trabalho dele é simplesmente super-fantástico (juro que nao era pra ser um trocadilho besta…rs)! AMO! A voz, os arranjos musicais, as letras das músicas, a simpatia, a humildade, o sorriso (ahhh o sorriso..jesus!), a energia positiva que ele emana, a alegria, a calma, a brasileiridade do Jair Oliveira ou Jairzinho, ou seja lá que nome artístico ele assuma, é simplesmente mágica e inesquecível. O público pegou fogo, a mulherada ficou indócil, os estrangeiros com certeza se encantaram e eu nao vejo a hora de ir no próximo show dele aqui ou em qualquer lugar. E a hora que ele nos presenteou tocando “Superfantástico” estilo MPB! A galera foi à loucura! Nao, eu jamais poderia imaginar viver aquele sentimento de novo, enquanto ele cantava tenho certeza que passou um filme na cabeca dos véinhos por ali. Na minha passou um seriado inteiro! (((-:

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Olha o Jair ali no fundo, pertinho da gente
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Estar em casa é... encontrar velhas e novas amigas ao mais puro acaso... AMO!

Sexta chegou o último dia do festival 2009 e, com ele, chegou também a hora de botar pra quebrar literalmente. Dancamos sem (quase) parar com Max de Castro e Wilson Simoninha (filhos do grande Simonal). Foi difícil deixá-los ir embora, principalmente depois que chamaram o Jair Oliveira pra subir no palco. Ai é que ninguém queria mais ir embora mesmo! Foi mais um show digno de Brasil, mostrando nossa riqueza e toda nossa ginga, “of course”. (((-:

Fim só do primeiro Festival de Cinema Brasil e o comeco de uma nova e rica imagem brasileira no exterior. Pois, que a música brasileira é uma (ou a mais) rica e diversificada do mundo, todos já ouviram falar, mas ter a chance de ver isso é beeem diferente. Mas as músicas nao foram somente ouvidas, suas raízes foram expostas através dos filmes mostrados paralelamente. Impossível esquecer tal festival. Impossível nao sonhar com o próximo. Impossível nao continuar sorrindo todos os dias após cada show e cada filme.

Todos os dias que estive presente foram MARAVILHOSOS e só ouvi coisas maravilhosas sobre os dias que nao pude estar lá (sou apaixonada pelo Brasil e fa do Círculo Cultural Brasileiro e.V. aqui em Stuttgart, mas ainda sou estudante, poxa! rs).

Ontem foi o fechamento, um fechamento que na verdade nao tem nada a ver com o nome, pois pra mim ali ficou uma porta escancarada, cheia de sonhos e oportunidades para esse festival que nasce agora.

Parabéns Círculo e obrigada por trazerem um pouquinho de Brasil pra todos nós e pra todos àqueles que queriam saber o que é que o Brasil tem “de-mais”.

Links relacionados (conforme for aparecendo alguma coisa na mídia, vou colocando os links aqui):

http://www.film-erzaehlt-musik.de/

DE VOLTA AO PASSADO – Músicas e artistas

Maira on novembro 11th, 2009

Hoje tô TOTALMENTE de bobeira (e nao podia deixar de incluir o vídeo do Rappa que EU AMO – já ouviram “Pescador de ilusoes”? SOU EU! rs). Pois é hoje e amanha tá rolando uma feira lá na Uni e eles liberaram os alunos pra visitar a feira e eu, lógico, aproveitei é pra ficar em casa com os dois pézoes e minhas joanetes pra cima. (((-:

Aproveitando essa oportunidade de ter 5 dias pra estudar, decidi dedicar um tempinho à nada, outro tempo aos amigos que nao vejo faz tempo e à fucar no Youtube em busca de pérolas. Eu nao sou de ficar no Youtube, mas essa semana o Rô encontrou coisas preciosas lá e eu tive que ir além.

Primeiro ele me encontra uns vídeos da Gretchen. IMPERDÍVEIS! É lógico que ele acabou tirando a música no violao e eu fiquei dancando. Que saudades meu Deus! Lembrei de tanta coisa. Lembrei inclusive de que na época eu ainda estava no primário e nós fazíamos uma rodinha e comecávamos a dancar “Conga la conga”. As assistentes sempre vinham acabar com nossa alegria, pois pra elas aquilo era o fim do mundo. E eu também nao esqueco nunca de uma colega de sala chamada Flávia Galucci, pois a menina naquela época rebolava como adulto e os meninos ficavam alucinados. As meninas ficavam é com raiva da “peruinha”. Minina assanhada! (((-: Saudades? Entao olha só essa pérola do Youtube e nao deixe de prestar atencao em cada detalhe, inclusive no merchan precário da época:

Agora indo para o ano em que nasci (abafa…rs) com Sidnei Magal e Didi (Os trapalhoes). O Sidnei Magal era um músico muito style, um estilo único e, fala sério, o cara tinha seu charme. Aliás, eu nao sei se é mais uma das minhas invencoes de infância, mas eu me lembro de um dia ir no aeroporto com minha mae buscar meu pai que estava voltando de uma viagem e lá encontramos o Sidnei Magal e ele me pegou no colo. Eu nao sei porque lembro disso e nem sei se é verdade ou um sonho, mas tenho quase 100% de certeza que isso aconteceu. Mae é verdade ou mentira? (((-: Ah! Nao posso deixar de comentar que eu me matei de rir com esse vídeo por causa do Didi. Ele é ÚNICO!!!!

Agora uma das melhores e mais inesquecíveis cenas dos trapalhoes. Primeiro me matei de rir, mas quando vi o Mussum desabei a chorar. Eu amava esse cara! EU AMO OS TRAPALHOES e, acreditem, vao estar sempre no meu coracao, pois estao na minha história. Caramba, tô arrepiada escrevendo sobre eles, pois eles me lembram minha infância que foi maravilhosa, me lembram da minha vó Herta que sempre ia com a gente no cinema quando estreiava algum filme deles. Ai lembro dos cinemas daquela época, lembro do cheiro, lembro do saquinho de pipoca, lembro do lanterninha, lembro de tudo. Saudades…

Mas, é lógico, que eu uma pessoa globalizada, internacionalizada e com descendência alema, também tinha que pesquisar sobre o que estava rolando nessa mesma época por aqui. Foi quando descobri um vídeo imperdível e engracadissímo de um grupo holandês de mulheres que estavam arrebentando nas paradas na Alemanha. Adivinhem sobre o que era a música? RIO DE JANEIRO (BRASIL). Cara e isso foi em 1981!!!! E, sorry, mas nao dá pra nao rir comparando a diferenca dos rebolados europeus e brasileiros na mesma época. Sim, eles podem ser mais desenvolvidos economicamente, mas na hora de rebolar é “nóis na fita, mano!” ((((((-:

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É isso ai, chega de “chorumelas”, eu quero é FESTA!

Dia 10 de outubro de 2009 (sábado), eu e o Rô participamos do desfile da festa do vinho de Fellbach, uma cidade bem próxima à Stuttgart. Vou postando fotinhos ao longo do post, enquanto descrevo a experiência inesquecível.

Todos os anos (desde 1938) no segundo final-de-semana de outubro Fellbach festeja seu “Fellbacher Herbst” (Outono de Fellbach), que é um dos mais conhecidos e adorados do gênero “Festa do Vinho” no sul da Alemanha. Nessa festa sao oferecidos vinhos da regiao e comidas típicas, mas também acontece um desfile com blocos de alemaes e de outros países. Pois bem, e é ai que nós brasileiros entramos, literalmente, na danca, acompanhados pela batucada do grupo de maracatu na Alemanha “Maracatu -Nation Stern der Elbe“.

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Fomos convidados pela Nancy do Círculo Cultural Brasileiro e.V. para participar de tal desfile e eu, pouco bagunceira, é lógico que topei. Principalmente por poder representar um Brasil diferente publicamente, uma vez que nos fantasiamos mostrando a pluralidade do nosso país e nao somente aquilo que todo estrangeiro já sabe sobre nós (ou imagina). Aliás, uma brasileira observou o seguinte e veio me dizer no dia: “Nossa, nosso bloco está tao diferente dos outros. Olha só os outros, todos estao seguindo um padrao de cores entre os “folioes”, ou seja, a coisa tá bem mais homogênea e o nosso tá cada um de um jeito, de uma cor. Deveríamos ter feito algo mais padronizado.” E eu, bem sincera e gentil disse: “Ué, mas é justamente por isso que nosso bloco está perfeito, afinal o Brasil é exatamente isso: uma mistura repleta de cores. Somos isso, somos nao-padronizados e é ai que mora nossa maior riqueza. Somos multi: multi-cores, multi-racas, multi-cores, multi-sons, multi-sabores, multi-sotaques, multi-nacao.” AMO!!!!

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Decidi ir vestida de Emília (da nova geracao), mas com pouco tempo tive que improvisar uma fantasia beeem adaptada e arrumar tempo pra pelo menos fazer a peruca de Emília. Resumindo, no fim, metade da peruca quem fez foi o coitado do Rô, pois eu tinha que estudar e nao ia conseguir terminar a bendita a tempo. Eita marido bom, sô!

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Mas mal sabia ele que ia sobrar pro lado dele também no dia e hora do desfile. Ele foi comigo só para me acompanhar e registrar esse meu mais recente “mico internacional”, mas quando ele menos imaginava foi chamado pra representar o Brasil vestindo uma fantasia do “Bumba-meu-boi”. Tadinho… No fim aceitou, mas sofreu que nem um condenado durante o desfile de tanto calor dentro da bichinha. Sucesso? Mas é LÓGICO que ele fez o maior sucesso com as criancas, só que no próximo ano esse boi elas nao vao ver nao. Depois desse, jamé! (((-:

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Foto ilustrativa

No dia do desfile nao estava tao frio (ufa!), mas em compensacao tivemos que enfrentar uma garoa bem chata. Eu nao senti nada, pois estava é morrendo de calor de tanto sambar e pular na “avenida”. Sério! Me diverti horrores e dancei sem parar durante uma hora de desfile. Ééééé meu bem, 3.1 turbinado!

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A turma que desfilou no bloco brasileiro era simplesmente fantástica. Uma energia e sinergia deliciosas. A nossa alegria contagiou à todos ali presentes. No geral, achei a maioria do público muito receptivo e eram flashs que nao acabavam mais. Acho que eles também devem estar cansados desses desfiles tipo “Schlagmusik” (aquelas musiquinhas típicas alemas que dao um soooono) aqui da Alemanha, precisavam de uns tambores pra acordar. Tudo bem que nao era nada comparável à bateria da Gavioes da Fiel, mas o trem tava é bão de mais! (((-:

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O mais especial desse desfile, foi justamente poder trazer um Brasil diverso e novo pra eles. Tenho certeza que muitos deles voltaram pra casa curiosos pra saber o que cada fantasia representava ali. Por exemplo, quantos deles ali já tinham visto a Emília, o Visconde de Sabugosa, as baianas, as índias, a Carmem Miranda, os gaúchos, o cangaceiro, etc. Aliás, fiquei pensando que faltou alguém vestido com roupa daqueles dancarinos de frevo com sombrinha, pois isso ia ser perfeito na chuva que estava. (((-:

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Aposto que poucos e ver uma passista completamente vestida também deve ter sido algo inédito pra eles. (((-: . Enfim, foi uma experiência deliciosa e que espero poder viver no próximo ano se ainda estiver por aqui nessa época. Pois é, o futuro aos imprevistos pertence. (((-:

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PS: infelizmente esqueci minha máquina fotográfica no carro no dia do desfile e até agora recebi poucas fotos, portanto fico devendo fotos decentes do evento e principalmente do Rô vestido de boi. (((-: