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5
LÍNGUA PORTUGUESA – Reforma ou deforma?

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Já estou há algum tempo pensando em escrever algo sobre essa “reforma” ortográfica da língua portuguesa. Não porque é pop, mas porque é um porre. Tanto que ao final desse post, apresento algumas piadas sobre o assunto, pra torná-lo, no mínimo, engraçado. Pois é, rir para não chorar. (((-:

Sério! Eu AINDA não aderi e nem estou muito preocupada, pois não estou AINDA preparada psicologicamente e também não estou convencida de que essa mudança é pra valer. Brasil… sabe como é… ainda tenho até 31/12/2012 pra “des-aprender”, ou seja, pra que a pressa…(((-:

Em vigor desde o dia 1° de janeiro desse ano, a reforma na escrita da língua portuguesa, determinada pelo Acordo Ortográfico aprovado em 1990, e assinado em setembro do ano passado pelo presidente Lula, gerou e está gerando muita discórdia e descontentamento. Muitas pessoas consideram as mudanças desnecessárias, outras julgam insuficientes e incoerentes (como eu) e ainda existem aquelas preocupadas com crianças em fase de alfabetização.

Algumas das mudanças já vieram tarde, pois eu mesma raramente usava trema. Mas outras mudanças vieram só mesmo para bagunçar o coreto. Por exemplo, o “pára” (verbo) que agora virou “para” igualzinho a preposição. Sinto muito, mas parei. Não dá. Não adianta brasileiros e portugueses dizerem que quando lê na língua do outro não dá pra entender por causa dos acentos, dos hífens ou dos tremas. PELOAMORDEDEUS!!!! Balela. O mais difícil, sem dúvida, é entender quando falamos e isso, com esses acordos ortográficos, não muda absolutamente NADA, pois a diferença está no vocabulário e não na ortografia. E nosso vocabulário não pode ser mudado, baseado no vocabulário dos portugueses. Assim espero. (((-:

A situação na real é a seguinte, os países de língua “lusitana” (que alguns chamam – e me irritam com isso – de países lusófonos) buscam essa homogeneidade na ORTOGRAFIA (a pronúncia não muda, ok!?) da “nossa” língua por motivos aparentemente políticos/econômicos e não (como defendem) de comunicação. Isso mesmo. A língua portuguesa é falada por mais de 220 milhões de pessoas em todo o mundo. São 190,3 milhões no Brasil, 10,5 milhões em Portugal e 20 milhões em países africanos e comunidades da Ásia. Considerando que esse movimento vai mexer muito mais na ortografia do português de Portugal, quem é que vai ganhar algo com isso? O Brasil. Lógico!

E é isso que defendem alguns portugueses, entre eles o deputado do Parlamento europeu Vasco Graça Moura que declarou o seguinte: “Evidentemente, é uma capitulação aos interesses brasileiros. No dia em que a grafia brasileira puder ser utilizada em todos os espaços em que se fala a língua portuguesa, é evidente que os interesses econômicos brasileiros, muito em especial os ligados às edições escolares, estarão altamente beneficiados. Sou um admirador da cultura brasileira, não há nada de anti-brasileirismo nesta opinião. O que há é a constatação de que com a adoção do acordo ortográfico – se é que ele chegará a entrar em vigor – é evidente que as entidades produtoras de material impresso sediadas no Brasil tirarão daí grandes vantagens.”

Além de afirmativas como esta acima, uma petição com milhares de assinaturas pedindo a suspensão da implementação do acordo está sendo avaliada pela Assembléia da República em Portugal. Enfim, acho que aquelas piadinhas preconceituosas no Brasil contra portugueses, considerando essa situação, vão ter que sofrer uma pequena inversão, não acham? (((-:

Bom, se é o Brasil que pode levar vantagem eu deveria, como brasileira, ficar feliz, certo? Não! Errado. Vai entrar dinheiro no caixa do governo, mas vai sair dinheiro do bolso de cada um de nós (inclusive daqueles que não tem) e, além disso, teremos que nos adaptar à uma mudança precipitada e talvez inútil, pois Portugal pode sim voltar atrás.

Acho que mais importante do que gastar uma fortuna como consequência desse “mimo”, todos os países envolvidos deveriam se preocupar mais em ensinar sua língua, o mínimo que seja, para o maior número de cidadãos possível e, de preferência, ensinar o uso correto. Um povo analfabeto continuará assim, com ou sem reformas gramaticais, até que haja reforma na educação. É preciso preocupar-se com a base, pessoas bem preparadas intelectualmente aprenderão seja lá qual for a regra.

Mudar sim, mas pra melhor. Sempre! Ou seja, mudanças são ótimas e necessárias, mas precisam ser coerentes e mais profundas. Mudaram, mudaram mal e mudaram MUITO pouco.

Já no início do século passado, o historiador João Ribeiro escrevia estas palavras atualíssimas: “A nossa gramática não pode ser inteiramente a mesma dos portugueses. As diferenciações regionais reclamam estilo e método diversos. A verdade é que, corrigindo-nos, estamos de fato a mutilar idéias e sentimentos que nos são pessoais. Já não é a língua que apuramos, é o nosso espírito que sujeitamos a servilismo inexplicável. Falar diferentemente não é falar errado. A fisionomia dos filhos não é a aberração teratológica da fisionomia paterna. Na linguagem, como na natureza, não há igualdades absolutas; não há, pois, expressões diferentes que não correspondam também a idéias ou a sentimentos diferentes. Trocar um vocábulo, uma inflexão nossa, por outra de Coimbra, é alterar o valor de ambos a preço de uniformidades artificiosas e enganadoras.”

* Agora umas piadas sobre essas mudanças pra relaxar e parar tudo:

Hiperácido tem acento ora pois pois. Cá-sevê uma proparoxítona.”

“Ouvi dizer que o cágado vai virar cagado.”

“Com novas regras ortográficas, pelo que entendi vendo a TV, o Prof. Pasquale deixou milhares de espectadores aliviados: aparentemente, “” não perderá acento.”

“Minha mãe, que está passando pela sua terceira reforma ortográfica, está mandando você ficar tranquilo, pois já-já você se acostuma.”

“O que realmente me impressiona mesmo é que eles ainda tem a audácia de dizer que apenas 0,5% das palavras que vão mudar. Caramba! Esse 0,5% é todo o meu vocabulário poxa!”

“Eu acho que essa reforma é de esquerdista, digo progressista. Ninguém mais errará o trema. Socializou o erro do trema.”

“Eu não gostei que tiraram o trema do Pinguim! Descaracterizou o bichinho! é como se tivessem tirado a gravata dele!”

“Coitado do Lula. Logo agora que ele estava aprendendo a escrever, mudaram tudo.”

* Veja aqui algumas fontes de onde tirei informações para esse texto:

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/01/485256-novo+acordo+ortografico+ainda+divide+opinioes.html

 

http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL940591-5604,00.html 

 

* Veja aqui um vídeo super esclarecedor e interessante com o Prof. Pasquale:

http://www.putsgrilo.com/dicas/nova-gramatica-a-reforma-ortografica-por-professor-pasquale/



fev
4
CULTURA ALEMA – o nudismo (FKK: Freikörperkultur)

desnudossensFaz um bom tempo que estou querendo escrever sobre esse ponto cultural beeeeem interessante na Alemanha, ou seja, sobre o nudismo (FKK: Freikörperkultur = cultura do corpo livre). Mas hoje foi o limite dessa espera. Por quê?

Explico. Hoje ficamos sabendo de uma situação inusitada com três turistas alemães no aeroporto de Salvador no Brasil. Dois deles simplesmente se despiram no saguão do aeroporto, sem a menor cerimônia! Isso mesmo: ficaram de cuecão na caruda e foram parar na delegacia sem direito a chucrutz e nem cerveja. Ahhhh velhinhos safados! (((-:

Qual foi o motivo? Segundo eles, não encontraram um banheiro onde pudessem trocar de roupa e não pensaram duas vezes, trocaram no saguão mesmo. Disseram que não acreditam ter desrespeitado ninguém com tal atitude. Afff…

Foi então que decidi ler por ai, o que foi dito sobre o incidente e me deparei com defensores dos velhinhos taradoes. Pois é, algumas brasileiras estão defendendo os caras dizendo que eles acham isso normal, pois na Alemanha o nudismo faz parte da cultura e não tem a apelação sexual que tem no Brasil. Bom, sobre a informação cultural, concordo. O que discordo totalmente é que essa explicação sirva para justificar o que eles fizeram. Ai já é demais, né!? Se na Alemanha é normal, problema ou sorte deles, mas no Brasil NAO É e eles deveriam saber disso e respeitar já que são tão cultos e evoluídos.

Na Alemanha o nudismo é SIM muito comum e “banalizado” em parques públicos, piscinas e saunas. Que eu saiba é SÓ. Na verdade também acabei de ler sobre velhinhos alemães voando pelados. Isso mesmo! Tem uma cia aérea alema que organiza voo para alemães que querem voar livremente, sem roupa e sem culpa. Maaas nunca ouvi ninguém dizer que viu alguém alemão trocando de roupa em algum espaço público internacional. Vocês já ouviram? E pior, num lugar público fora do país e da cultura deles.

Não concordo também com generalizaçoes, dizendo que TODOS alemães não respeitam a cultura alheia, mas esses, vamos combinar, pisaram na bola feio e tiveram (o mínimo) que mereciam. Gostei da atitude da polícia. Afinal, “tá na hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor.”

Ainda se fossem uns italianos, até vai, né!? Mas idosos alemães, ai é desacato à autoridade mesmo. ((((-:

P.S.: a última frase é baseada nas minhas preferências, ok!? Nada pessoal. (((-:



fev
4
DESEJANDO SORTE: aperte o dedão e tá dado o recado

Quem me conhece, sabe que penso demais e fico buscando relação em tudo e, até mesmo, no nada. E, pra piorar, casei com um mineiro que também adora buscar similaridades em coisas e palavras. Não, vocês não tem noção os papos “abstratos” que rolam aqui em casa. (((-:

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Ontem mesmo estávamos falando sobre a expressão que os alemães falam e com o gesto que fazem quando vão te desejar sorte para uma finalidade específica. Eles dizem: “Ich drücke dir die Daumen” (eu aperto meu dedão pra/por você) e eles apertam o dedão com todos os outros dedos, conforme figura ao lado. 

 

180px-gesture_fist_with_thumb_through_fingersNo Brasil, a princípio, a gente pensou que era totalmente diferente o costume de “fazer figuinha”, mas se pensar bem, não é tão diferente assim. Nós dizemos: “Tô fazendo figa/figuinha pra/por você” e TAMBÉM pressionamos o nosso dedão. Só que ao invés de pressionarmos ele com todos nosso dedos, pressionamos ele entre dois dedos, conforme ilustração ao lado. Eu NUNCA tinha pensado nisso, mas o Rô pensou e isso mudou minha vida! (((-:

E, eu posso acreditar, que a origem dessa expressão verbal e corporal é a mesma, pois esse costume alemão surgiu em Roma e foi difundido por toda europa e, nós, fomos colonizados por um país europeu. A-há!

A origem disso pode estar relacionada a um gesto praticado durante os jogos de gladiadores na Roma antiga, nos quais os expectadores podiam pedir clemência para um lutador caído através do gesto de prender o dedão por entre os dedos (você pode ver isso no filme “Gladiador”).

A prática foi ainda observada na idade média, quando as pessoas faziam o mesmo gesto para espantar bruxas e demônios, o que está relacionado com o significado de hoje em dia (talvez na Alemanha, de onde tirei esse texto), onde as pessoas prendem (ou apertam) o dedão quando estão em situações ruins ou ameaçadoras. Mas essa versão eu achei meio fantasiosa, pois quando eu estou nessas situações eu gritou, choro ou chamo a polícia. De que adianta apertar o dedão, meu Deus! Tá bom, também não adianta chamar a polícia. Enfim.

Então é isso: aperte o dedão que o recado tá dado. Dessa forma você não precisa se preocupar em aprender a dizer “Boa sorte!” em todas as línguas. Aperte como a gente no Brasil e, se a pessoa não te olhar amistosamente, aperte como os romanos e tenho (quase) certeza que ela irá entender. E viva a comunicação através dos sinais! ALIÁS, eu acho que a língua oficial internacional deveria ser a língua dos surdo-mudos. Ai sim seria universal e, vamos combinar, muito mais fácil do que ter que aprender a falar qualquer outra língua. (((-:

Leia a fonte dessa informação, se entender alemão, aqui.

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