Esse post é uma homenagem à todas mulheres que conheci aqui na Alemanha e em outros países fora do Brasil que decidiram sair de “casa” para enfrentar de tudo em outras terras.

Sim, mulheres como eu e talvez como você que está lendo esse post agora. Desde que cheguei na Alemanha (Jesus! Isso fez 3 anos dia 25 de marco!), conheci muitas mulheres brasileiras e estrangeiras que largaram tudo no seu país de origem para vir pra cá muitas vezes só com uma certeza: queriam ser felizes. A maioria tinha uma vida até que boa no Brasil, ou seja, nao decidiram vir pra Alemanha pra “melhorar de vida”. Muitas dizem que vieram buscando “qualidade de vida” no sentido social mesmo, mas nao que eram infelizes. Outras vieram por amor de verdade e outras por outros motivos, mas nunca por desespero.

Sim, existem outras histórias, protagonizadas por outros tipos de mulheres, mas este tipo de mulheres eu ainda nao conheci (apesar de já ter visto muitas) por aqui e também nao evitei. Elas simplesmente estao em uma sintonia beeeem diferente da minha e se passa perto da minha antena dá curto, entendeu? (((-:

Nao, esse post nao contempla essa segunda categoria (talvez um dia eu escreva um post sobre estas só pra sacudir o blog com um tema picante e conflitante…rs). Esse post é especial e exclusivo para aquelas mulheres que sonham em ser felizes sem ter que abrir mao dos próprios valores e sem ter que vender à alma a quem quer que seja. Sao mulheres fortes, mas NAO SAO DE PEDRA, SAO DE MASSINHA.

Sim, sao de MASSINHA. Isso pra nao dizer que sao “filés de alcatra” (rs). Sao mulheres que se moldam, adaptando-se às circunstâncias. A cada dia ganham uma curva nova ou perdem outras, sempre buscando a melhor aerodinâmica pra enfrentar o dia-a-dia numa cultura avessa à nossa (ou quem sabe talvez até mesmo complementar). Exatamente como aquelas massinhas que brincamos quando somos criancas. Essas mulheres sao feitas de um material flexível, mas nao mole. Se adaptam, mas independente da forma que tomam, a composicao continua inalterada, seus valores continuam intactos e preservados dentro da sua essência indestrutível e incorruptível.

Sim, esse post é para lembrá-las de que nao sao e nao tem que ser de pedra. Quem acha que é de pedra, nao pode ser alguém sabio. Ser de pedra é ser rígido, é ser inflexível, é ser frio, é imóvel, é passivo. Nao, se você é uma dessas mulheres fantásticas que a cada dia aprende algo novo, que a cada dia se descobre de novo, que a cada dia se permite fazer e ser algo diferente ee ainda se diverte no meio de tudo isso, você é, sem dúvida, de MASSINHA. Aquela mulher que todo o dia leva uns apertos da vida, chora, ora, reclama, xinga, mas que no final consegue ter sabedoria pra entender que aquele “aperto” até que foi gostoso (rs) e entende que precisava dele pra passar para a próxima etapa. Entende que a vida te molda pra que você se encaixe perfeitamente a cada nova situacao, afinal novos cenários exigem novos figurinos (aposto que gostaram dessa parte…rs).

Morando aqui na Alemanha e, principalmente, através deste blog, tenho tinho contato frequente e pessoalmente com essas “Sras. Massinhas”. Sim, é impressionante como existem tantas brasileiras e estrangeiras incríveis que superam muitas vezes completamente sozinhas dificuldades simultâneas e extremas por aqui. Mas o mais triste é perceber que pouco se fala ou se escreve sobre elas. Sim, nós mulheres brasileiras temos MUITOS motivos pra termos orgulho de dizermos onde quer que seja que somos brasileiras, pois muitas de nós estamos “fazendo bonito” aqui nas “Zoropa”. Mas infelizmente qualidades e estereotipos sao duas coisas que nao parecem combinar. Infelizmente.

Digo isso, pois eu também sou uma dessas mulheres de massinha. Continuo me moldando diariamente, continuo deixando alguns pequenos pedacos espalhados por ai, também continuo resistindo à novas e inevitáveis curvas, continuo mantendo minha flexibilidade e maciez me regando com lágrimas (e cerveja..rs), continuo me “auto-apertando” quando a vida tá ocupada demais pra fazer isso por mim e continuo me divertindo muito no final dessa brincadeira toda (rs).

Ser de massinha nao é ser volúvel, é ser flexível. Ser de massinha nao é vergonhoso, é admirável. E é por isso que eu me admiro e admiro à todas vocês que me fizeram e me fazem enxergar o quanto somos poderosas e o quanto tomar uns apertoes de vez em quando é bom pra ajudar no encaixe. (((-:

Parabéns mulherada e obrigada simplesmente por existerem e resistirem!

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Tem vezes que escrevo só pra dividir, às vezes pra compartilhar, às vezes pra informar, às vezes pra desabafar, às vezes pra ver se alguém comenta, às vezes por que tô carente, às vezes pra xingar e agora escrevo pra “suspirar”.

Essa semana é uma semana muito importante, pois ela (se DEUS quiser) fecha um dos ciclos mais importantes e difíceis para mim aqui na Alemanha. É a última semana do 2. Semestre do meu MBA. E ai vem a pergunta: “E?”. E que é a última semana de aulas em alemao, quinta-feira será a última apresentacao em alemao (pelo menos no curso), sexta-feira será a última prova em alemao e também o último dia com tanto alemao na sala de aula. Tá bom, tenho que admitir que vou sentir falta de alguns. ((((-:

Depois de sexta-feira, terei férias merecidas até dia 8 de marco de 2010 e depois comeca o 3. Semestre com matérias em inglês, apresentacoes em grupo em inglês, apenas meio período de aula por dia, apenas duas semanas por matéria (hoje sao 3), nenhuma prova e apenas uma das alemas chatinhas na sala. ((((-:

Sim meu povo, a partir de sexta-feira a gente se encontra nas nuvens, ok!? Mas fiquem tranquilos, pois vou levar meu laptop pra poder escrever os posts das últimas viagens que ainda tô devendo. Sim, sim… no céu já tem wireless. ((((-:

Ai… ai… (((-:

INVERNO ALEMAO 2009 – Adiantado e nevado

Maira on dezembro 14th, 2009

Chegando na Uni - Olha a cara de sono da pessoa...afff...

O inverno, teoricamente, era pra comecar semana que vem, mas essa semana pra mim já é o inverno versao integral, com direito à friaca, escuridao e neve!!!!

Pela primeira vez posso dizer que a alemaozada merece um: “Respekt!”. Uma expressao que eles usam pra dizer: “Tu é o cara!”. Por quê? Imagina a cena: 6:30 hs da matina saindo de casa, -2 graus, ar seco e congelado (a garganta seca que chega a dar desespero), gelo escorregadio no chao (Glateis) te chamando pra levar um tombo se andar desatento (minha amiga sapateou em um hoje e eu consegui rir só depois que segurei ela…rs), ter que raspar o vidro dianteiro do carro pra tirar a camada de gelo, esperar ônibus nessas condicoes (a vantagem é que aqui você sabe a hora que ele vai passar), esperar trem na estacao aberta nessas condicoes (já nao posso dizer o mesmo que disse sobre os ônibus, pois vive tendo atraso de até 15 minutos), neve caindo na cabeca (amo! principalmente brincar de ficar soprando os floquinhos no ar…rs) e assim vai. 

E o pior nao é isso. O pior sao os caras entregando jornal de bicicleta nessas condicoes. E ainda há quem acredite que todo mundo que vive na europa tem vida boa. Vai acreditando, vai… Lógico que nao se compara os “sofrimentos”, mas aqui eles também pagam uns pecados com essa friaca, viu!?

Hoje lá onde estudo fez -5 graus e nevou bem miudinho o dia todo. Um frio lazarento! Mas o pior fui eu dizendo o seguinte para os alemaes: “O problema nao é a neve. Eu AMO neve, o problema é que podia nevar no calor, ou seja, o problema é a física.” Eles se mataram de rir e devem estar até agora pensando que eu devo ser meio doida. Mas nao é? Já pensou que delícia depois de um dia super calorento, uma nevinha refrescando a galera.  (((-:

Ah! Outra coisa. Quando cheguei aqui achava que esse negócio de usar aqueles sobretudos tuuuudo e aquelas botas cano alto era coisa de modismo e de gente metida à européia, mas com o tempo você percebe que esses “acessórios” AQUI fazem uma puta diferenca na vida da peoa e do peao, viu!? Eu só fui comprar algo decente esse ano, afinal algo decente implica em algo relativamente caro (pra mim, afinal apesar da buniteza continuo sem ganhar um tostao…rs). Mas atencao: VALE A PENA! Nao, você nao PRECISA ter 15 casacos e 5 botas. Sim, você PODE ter isso, mas nao PRECISA, entende? Se tiver 3 sobretudos e 3 botas já dá pra variar o modelito tranquilo. E o melhor daqui é que se você usar o mesmo modelito ninguém repara como no Brasil. Pois é, “nóis é pobre, mas é metiiiido”. (((-:

Enfim, parece que o inverno vai ser “dos bao” e eu tô que nem alemao, torcendo pra nevar na noite do dia 24 de dezembro! Yupi!!! Hurra!!! Obaaaaaaaaaaa!!!

CONQUISTAS – Metade do caminho

Maira on novembro 17th, 2009

Hoje foi o dia em que completei metade do caminho no MBA. Eu nao teria lembrado sozinha (aliás nem pensei em ter que lembrar disso), mas o Rô tá desde ontem no meu ouvido: “Maira você sabe que amanha você vai alcancar um “milestone” muito importante, nao sabe?”. E eu: “Hein? Tá doido.” Foi entao que ele me disse todo orgulhoso que eu estava chegando na metade do curso. Fofoooooo! (((-:

Mas hoje desde manha ele está repetindo a mesma coisa. Me ligou pra me lembrar no final da tarde e decidiu fazer pao-de-queijo pra gente comemorar. E, pra fechar, me convenceu a escrever esse post pra registrar esse “momento lindo”. E cá estou eu dividindo  mais essa conquista com meu leitores(as) queridos(as), caso contrário o Rô vai continuar falando disso até o final do curso. (((-:

Chegar à metade desse caminho, nao foi fácil, mas tem dias que você percebe que poderia ser pior. Hoje, por ex., vi meu colega chinês treinando caligrafia na pausa para o café da tarde. Ali percebi que nunca tinha pensado que para os asiáticos, aprender uma língua ocidental é EXTREMAMENTE difícil, pois eles também tem que aprender a escrever, assim como quando a gente comeca a ser alfabetizado. Ou seja, como é que eu posso reclamar do nível de dificuldade que estou tendo, vendo o china vivendo tais dificuldades pra mim “básicas”? Pois é, nem sempre a grama do vizinho é mais verde. (((-:

Mas essa conquista é, sem dúvida, uma conquista abencoada. Aliás, um dia voltei pra casa pensando nisso. Pensando o quao abencoada eu sou por ter a oportunidade de estar fazendo o que estou fazendo. Tem dias que eu simplesmente olho pra minha vida antes de vir pra cá e agora e simplesmente nao consigo acreditar, sabia? É tanta coisa que a gente vive e tudo acontece tao rápido que você normalmente nao tem nem tempo pra processar o que está acontecendo de verdade. É intenso demais o que se vive numa situacao dessas e só quem viveu ou vive sabe exatamente do que estou falando. Portanto, chegar na metade do caminho é uma PUTA conquista, mas acredito que a maior conquista mesmo nao é a metade e nem o final, mas sim o comeco. Sim, penso que a nossa maior conquista numa situacao dessas é ter coragem pra pisar num terreno completamente desconhecido, se propondo a superar qualquer obstáculo, se sujeitando à “humilhacoes”, assumindo o risco de se frustrar, superando os próprios limites, enfim, dando o primeiro e mais difícil passo: comecar.

Entretanto chegar à metade do caminho também seu valor. Entao que venha a outra metade e que passe rápido, pois já estou na fase do ”me arrasta que eu vou”. (((-:

E viva à metade! Agora vocês me dao licenca, mas como uma conquistadora de metades, mereco agora comer meu pao-de-queijo inteiro, certo!? (((-:

MBA – "Wirtschaftsrecht" (Direito)

Maira on novembro 7th, 2009

Wirtschaftsrecht

Acabou (por enquanto) o pesadelo. Só nao foi pior porque o professor era simplesmente o MÁXIMO. Eu sempre imaginei que estudar direito (seja em qual lingua for) deveria ser um tédio, mas mudei completamente de opiniao.

Sim, nao entendi quase nada durante as aulas, mas que eu me diverti, ahhhh me diverti mesmo. Nunca ri tanto em uma aula, como ri nas minhas aulas de direito. Tá, talvez estava rindo de desespero, mas enfim. (((-:

Durante as aulas fiquei em evidência e nao foi só porque sou um pitelzinho, mas porque sou brasileira. Pois é, em se tratando de tratados internacionais de comércio, o Brasil muitas vezes é o “do contra”. Tem o tratado internacional “United Nations Convention on Contracts for the International Sale of Goods (CISG)” que regulamenta atividades de importacao/exportacao entre os países membros e, o Brasil, Portugal, países africanos e Inglaterra sao alguns dos países que nao fazem parte. Ai é lógico que o professor ficava toda hora falando do Brasil, olhando pra mim e fazendo graca. Além disso, ele veio também com outra piadinha relacionada à nossa cultura sobre a pontualidade. Me perguntou quanto tempo de atraso é tolerado em um encontro no Brasil e eu disse que em SP meia hora de atraso é normal para um encontro informal. Depois ele ficou falando para os meninos nao esquecerem disso quando forem sair com brasileiras, é mole? Bom, mas pelo menos isso é verdade na maioria dos casos. (((-:

Ontem foi a prova, após 3 semanas lá estava eu com meu “Gesetzbuch” (Código Penal) todinho em alemao e todinho carnavalesco. Cheio de papéis coloridos marcando as páginas onde estavam as leis relacionadas à tópicos estudados. Sim, além dos papéis tinham váááárias observacoes minhas escritas no livro sagrado, pois afinal sou humana, né?

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Cheguei lá com aquela sensacao básica que sempre tenho antes de provas e apresentacos: vontade de ir ao banheiro. Entenderam, né? É desesperador, mas (gracas à Deus) controlável. Sentei de cara pro gol, ou seja, pro professor. Sim, sempre faco isso, pois assim ninguém pode dizer que a brasileirinha passou só porque provavelmente colou. Penso em tudo e sei que o preconceito existe, logo se eu puder nao alimentá-lo, melhor pra mim. Pois é, passei em todas matérias até agora e eles e eu sabemos que EU passei. (((-:

Pois bem, recebi a prova e na primeira questao me deu pânico. Sei lá. Sempre dá em alemao. Você fica meio desesperado, pois sabe que 3 horas de prova para os alemaes significa 1 hora pra você, pois você demora muito mais pra entender qualquer coisa ou pra encontrar qualquer lei que seja. Depois de 5 minutos já comecei a rabiscar a prova. Depois de 15 minutos o alarme de incêndio disparou no prédio. É mole? Ficamos lá, um olhando pra cara do outro por um minuto, até que o professor nos pediu pra deixar nossas coisas na sala e irmos (por questao de seguranca) todos pra fora do prédio (um puta frio!!!!). Ficamos aprox. 15 minutos lá fora, conversando sobre coisas triviais como, por ex., a resposta da questao 1 e 2, pois quase ninguém tinha lido ainda as 2 últimas. (((-:

O alarme continuou apitando e a secretária veio falar pra gente que algum peao que estava arrumando alguma coisa de tubulacao ou sei lá o que no prédio, acionou o alarme sem querer. Jacú! E pior, pra desacionar nao é tao simples e rápido, ou seja, nao havia a menor previsao de quando aquele apito insuportável ia acabar.

Eis que o professor pede para todos voltarem pra sala. O apito gritando e eu já ficando irritada. Entao o professor comecou a nos propor algumas coisas gritando, pois o apito estava MUITO alto. Eu nao tinha ouvido nada, mas de repente o apito parou. Ufa! E foi entao que o professor nos deu duas opcoes e uma noticia ruim. Disse que poderíamos decidir ir embora e fazer a prova em outro dia ou poderiamos continuar fazendo a prova, mas que uma banca examinadora vai decidir sobre a validade dessa ou nao, uma vez que tivemos tempo de “trocar informacoes”, o que nao é lá muito permitido nessas situacoes. Lógico que ninguém desistiu de fazer a prova e continuamos todos ali, suando a camisa.

Se eu fui bem? Como sempre, nao faco a menor ideia, mas sai TAO FELIZ da prova! Sai rindo sozinha e pensando: “Meu Deus eu entendi tudo que foi perguntado!!!!”. Isso mesmo, se eu errei, errei consciente ou errei porque nao entendi as leis mesmo. Se é difícil? Bom, já leram as leias brasileiras? Pois é, já nao é nada fácil entender, agora imagina isso em alemao. Nao consegue imaginar? Entao segura essa:

“§439 Absatz 3 – Der Verkäufer kann die vom Käufer gewählte Art der Nacherfüllung unbeschadet des §275 Abs. 2 und 3 verweigern, wenn sie nur mit unverhältnismäßigen Kosten möglich ist. Dabei sind insbesondere der Wert der Sache in mangelfreiem Zustand, die Bedeutung des Mangels und die Frage zu berücksichtigen, ob aud die andere Art der Nacherfüllung ohne erhebliche Nachteile für den Käufer zurückgegriffen werden könnte. Der Anspruch des Käufers beschränkt sich in diesem Fall auf die andere Art der Nacherfüllung; das Recht des Verkäufers, auch diese unter der Voraussetzungen des Satzes 1 zu verweigern, bleibt unberührt.”

Enfim, mais uma prova feita. Mais um passo adiante. Mais um motivo pra dizer: EU CONSEGUI!!!!

E atencao, agora tô ninja nas leis, entao fiquem mais espertos comigo, porque bobeou tô processando. (((-:

Faz muito tempo que nao sinto o que senti hoje e sei que provavelmente amanha esse sentimento vai passar, por isso decidi registrar esse sentimento tao raro e efêmero: “hoje estou me sentindo inteligente pra %&§*$ !!!!!”.

Ufa. Registrei. E amanha? Pois é, como diria Scarlet O’Hara em “O vento levou”: “Amanha será outro dia.”

E como diria a Maira de “A vida levo eu”: “Amanha é quarta-feira.”

Ser inteligente nao é um dom, nao é uma característica, nao é uma vantagem: É UM ESTADO DE ESPÍRITO.

Ser inteligente é criar ditados/frases para justificar suas falhas ou para disfarcar suas frustracoes.

Ser inteligente é aproveitar uma síncope de inteligência para tentar convencer à todos de que o que vocês escreve faz sentido, quando na verdade, nem você mesmo consegue entender tantas abstracoes.

Ser inteligente é perceber a hora de parar de escrever sobre o que é ser inteligente. Parei. (((-:

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É isso ai, chega de “chorumelas”, eu quero é FESTA!

Dia 10 de outubro de 2009 (sábado), eu e o Rô participamos do desfile da festa do vinho de Fellbach, uma cidade bem próxima à Stuttgart. Vou postando fotinhos ao longo do post, enquanto descrevo a experiência inesquecível.

Todos os anos (desde 1938) no segundo final-de-semana de outubro Fellbach festeja seu “Fellbacher Herbst” (Outono de Fellbach), que é um dos mais conhecidos e adorados do gênero “Festa do Vinho” no sul da Alemanha. Nessa festa sao oferecidos vinhos da regiao e comidas típicas, mas também acontece um desfile com blocos de alemaes e de outros países. Pois bem, e é ai que nós brasileiros entramos, literalmente, na danca, acompanhados pela batucada do grupo de maracatu na Alemanha “Maracatu -Nation Stern der Elbe“.

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Fomos convidados pela Nancy do Círculo Cultural Brasileiro e.V. para participar de tal desfile e eu, pouco bagunceira, é lógico que topei. Principalmente por poder representar um Brasil diferente publicamente, uma vez que nos fantasiamos mostrando a pluralidade do nosso país e nao somente aquilo que todo estrangeiro já sabe sobre nós (ou imagina). Aliás, uma brasileira observou o seguinte e veio me dizer no dia: “Nossa, nosso bloco está tao diferente dos outros. Olha só os outros, todos estao seguindo um padrao de cores entre os “folioes”, ou seja, a coisa tá bem mais homogênea e o nosso tá cada um de um jeito, de uma cor. Deveríamos ter feito algo mais padronizado.” E eu, bem sincera e gentil disse: “Ué, mas é justamente por isso que nosso bloco está perfeito, afinal o Brasil é exatamente isso: uma mistura repleta de cores. Somos isso, somos nao-padronizados e é ai que mora nossa maior riqueza. Somos multi: multi-cores, multi-racas, multi-cores, multi-sons, multi-sabores, multi-sotaques, multi-nacao.” AMO!!!!

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Decidi ir vestida de Emília (da nova geracao), mas com pouco tempo tive que improvisar uma fantasia beeem adaptada e arrumar tempo pra pelo menos fazer a peruca de Emília. Resumindo, no fim, metade da peruca quem fez foi o coitado do Rô, pois eu tinha que estudar e nao ia conseguir terminar a bendita a tempo. Eita marido bom, sô!

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Mas mal sabia ele que ia sobrar pro lado dele também no dia e hora do desfile. Ele foi comigo só para me acompanhar e registrar esse meu mais recente “mico internacional”, mas quando ele menos imaginava foi chamado pra representar o Brasil vestindo uma fantasia do “Bumba-meu-boi”. Tadinho… No fim aceitou, mas sofreu que nem um condenado durante o desfile de tanto calor dentro da bichinha. Sucesso? Mas é LÓGICO que ele fez o maior sucesso com as criancas, só que no próximo ano esse boi elas nao vao ver nao. Depois desse, jamé! (((-:

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Foto ilustrativa

No dia do desfile nao estava tao frio (ufa!), mas em compensacao tivemos que enfrentar uma garoa bem chata. Eu nao senti nada, pois estava é morrendo de calor de tanto sambar e pular na “avenida”. Sério! Me diverti horrores e dancei sem parar durante uma hora de desfile. Ééééé meu bem, 3.1 turbinado!

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A turma que desfilou no bloco brasileiro era simplesmente fantástica. Uma energia e sinergia deliciosas. A nossa alegria contagiou à todos ali presentes. No geral, achei a maioria do público muito receptivo e eram flashs que nao acabavam mais. Acho que eles também devem estar cansados desses desfiles tipo “Schlagmusik” (aquelas musiquinhas típicas alemas que dao um soooono) aqui da Alemanha, precisavam de uns tambores pra acordar. Tudo bem que nao era nada comparável à bateria da Gavioes da Fiel, mas o trem tava é bão de mais! (((-:

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O mais especial desse desfile, foi justamente poder trazer um Brasil diverso e novo pra eles. Tenho certeza que muitos deles voltaram pra casa curiosos pra saber o que cada fantasia representava ali. Por exemplo, quantos deles ali já tinham visto a Emília, o Visconde de Sabugosa, as baianas, as índias, a Carmem Miranda, os gaúchos, o cangaceiro, etc. Aliás, fiquei pensando que faltou alguém vestido com roupa daqueles dancarinos de frevo com sombrinha, pois isso ia ser perfeito na chuva que estava. (((-:

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Aposto que poucos e ver uma passista completamente vestida também deve ter sido algo inédito pra eles. (((-: . Enfim, foi uma experiência deliciosa e que espero poder viver no próximo ano se ainda estiver por aqui nessa época. Pois é, o futuro aos imprevistos pertence. (((-:

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PS: infelizmente esqueci minha máquina fotográfica no carro no dia do desfile e até agora recebi poucas fotos, portanto fico devendo fotos decentes do evento e principalmente do Rô vestido de boi. (((-:

SENTIMENTOS – Saudades do português

Maira on outubro 29th, 2009

Agora sao 14:15 horas da tarde aqui na Alemanha e eu deveria ainda estar na Uni, mas, adivinhem, nao estou. Fui, aguentei a aula de Direito até onde pude e, após passar do meu limite, decidi vir embora sem peso na consciência, mas com uma dor intensa no coracao.

Por quê? Porque todos os dias tento suportar o fato de nao entender 100% do que é dito nas aulas do meu MBA. Sim, até agora consegui passar em todas matérias e isso, se depender da minha forca de vontade nata, nao vai mudar. Mas tem dias (como hoje) que eu lembro que sou humana e nao a mulher maravilha. Chega um momento após 5 horas ouvindo algo que você simplesmente nao compreende, que você simplesmente desiste. Sao horas sentada ali com cara de quem tá com diarréia; vendo todo mundo rir de algo que você nao faz a menor idéia do que é; vendo todo mundo procurando alguma informacao no material didático e que você também nao faz a menor idéia o que é que eles tanto procuram; vendo que no trabalho em grupo sua colega do lado simplesmente vira às costas para você (detalhe, você está no grupo dela), pois sabe que você precisa de no mínimo mais 15 minutos pra conseguir entender as palavras mais básicas pra ela, ou seja, com certeza você nao vai saber a resposta que o grupo precisa dar; sao horas onde você se pergunta a cada minuto: “O que é que eu ainda estou fazendo sentada aqui?”. Pois bem, hoje depois de 5 horas vivendo isso pela enésima vez, decidi espontaneamente levantar e ir embora. Segunda-feira vou passar pela mesma coisa, mas pelo menos vou ter 3 dias pra traduzir todas palavras que preciso traduzir para, pelo menos, entender porque estarei sentada lá de novo.

E quando esse sentimento fica como hoje à flor da pele (sim, porque existir ele existe todos os dias desde que comecei esse MBA), sinto falta dela: da língua portuguesa. Sinto falta de ouvir, de ler e de escrever em português mais intensamente. Sinto falta da musicalidade. Sinto falta de me expressar na minha língua materna. Sinto falta de ler e só ter que entender o conteúdo, nao os significados. Sinto falta até mesmo das minhas aulas de português com a Profa. Nancy e depois com a Profa. Marleide. Ai que saudades! Meu Deus que saudades de ser compreendida e compreender tudo todos os dias! (pelo menos no que diz respeito à língua…rs)

Sendo assim, como nao podia deixar de ser, decidi saber o que dizem os poetas sobre nossa língua portuguesa. Acreditem, quando li a análise do poema abaixo “Língua Portuguesa” de Olavo Bilac, chorei e, dá um desconto, ainda estou chorando (se tivesse lido só o poema, sem a análise, teria chorado por nao entender nem mesmo português…rs). Mas me pergunto: “Será que se eu nao estivesse vivendo esse “conflito” linguístico, eu choraria lendo um poema que fala sobre a língua portuguesa?”. Acho que nao. Por isso, mais uma vez, agradeco à Deus por me por em mais uma situacao transformadora e enriquecedora, mesmo que extremamente difícil e desgastante. Viver é ajustar nossas lentes constantemente, buscando sempre novos pontos de vista.

Nossa língua portuguesa é MARAVILHOSA. Acreditem! E nao é só porque eu sou brasileira nao, muitas pessoas de outras nacionalidades que me ouviram falando português, disseram que é delicioso ouvir a gente falando português. Ou seja, falem bem ou mal dos “invasores” portugueses, mas ninguém pode negar que esse legado foi um presente. Um presente que nós, brasileiros, otimizamos e embelezamos. (((-:

Saudades de você minha querida e insubstituível “Língua Portuguesa”!!!! )))-:

“LÍNGUA PORTUGUESA” Olavo Bilac (1865 – 1918)

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela…

Amote assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

Análise do poema por Paula Perin dos Santos:

“No poema Língua Portuguesa, o autor parnasiano Olavo Bilac faz uma abordagem sobre o histórico da língua portuguesa, tema já tratado por Camões. Este poema inspirou outras abordagens, como o poema “Língua”, de Gilberto Mendonça e “Língua Portuguesa”, de Caetano Veloso.

Esta história é contada em catorze versos, distribuídos em dois quartetos e dois tercetos – um soneto – seguindo as normas clássicas da pontuação e da rima.

Partindo para uma análise semântica do texto literário, observa-se que o poeta, com a metáfora “Última flor do Lácio, inculta e bela”, refere-se ao fato de que a língua portuguesa ter sido a última língua neolatina formada a partir do latim vulgar – falado pelos soldados da região italiana do Lácio.

No segundo verso, há um paradoxo: “És a um tempo, esplendor e sepultura”. “Esplendor”, porque uma nova língua estava ascendendo, dando continuidade ao latim. “Sepultura” porque, a partir do momento em que a língua portuguesa vai sendo usada e se expandindo, o latim vai caindo em desuso, “morrendo”.

No terceiro e quarto verso, “Ouro nativo, que na ganga impura / A bruta mina entre os cascalhos vela”, o poeta exalta a língua que ainda não foi lapidada pela fala, em comparação às outras também formadas a partir do latim.

O poeta enfatiza a beleza da língua em suas diversas expressões: oratórias, canções de ninar, emoções, orações e louvores: “Amo-te assim, desconhecida e obscura,/ Tuba de alto clangor, lira singela”. Ao fazer uso da expressão “O teu aroma/ de virgens cegas e oceano largo”, o autor aponta a relação subjetiva entre o idioma novo, recém-criado, e o “cheiro agradável das virgens selvas”, caracterizando as florestas brasileiras ainda não exploradas pelo homem branco. Ele manifesta a maneira pela qual a língua foi trazida ao Brasil – através do oceano, numa longa viagem de caravela – quando encerra o segundo verso do terceto.

Ainda expressando o seu amor pelo idioma, agora através de um vocativo, “Amo-te, ó rude e doloroso idioma”, Olavo Bilac alude ao fato de que o idioma ainda precisava ser moldado e, impor essa língua a outros povos não era um tarefa fácil, pois implicou em destruir a cultura de outros povos.

No último terceto, para finalizar, quando o autor diz: “Em que da voz materna ouvi: “meu filho!/ E em que Camões chorou, no exílio amargo/ O gênio sem ventura e o amor sem brilho”, ele utiliza uma expressão fora da norma (“meu filho”) e refere-se a Camões, quem consolidou a língua portuguesa no seu célebre livro “Os Lusíadas”, uma epopéia que conta os feitos grandiosos dos portugueses durante as “grandes navegações”, produzida quando esteve exilado, aos 17 anos, nas colônias portuguesas da África e da Ásia. Desce exílio, nasceu “Os Lusíadas”, uma das oitavas epopéias do mundo.

Fonte: http://www.infoescola.com/literatura/analise-do-poema-lingua-portuguesa/

RESPIRANDO – Enforcada pelo tempo

Maira on outubro 21st, 2009

Texto escrito hoje no trem como forma de retribuicao pelos emails preocupados dos(as) meus(as) queridos(as) leitores(as) e amigos(as) – Sim! Ainda respirando…

Banana enforcada

Tempo… quanto tempo faz que eu nao me questiono sobre o que é na verdade o tempo.

O tempo é uma referência que nós cabecudos criamos (entenda seres humanos) e no qual vivemos enforcados. Chamaria genericamente de suicídio inconsciente e coletivo.

Eu, por exemplo, estou nesse exato momento balancando minhas perninhas e ficando roxinha, sendo enforcada vagarosamente por ele: o tempo.

Roxa,  cansada, mal-humorada, de TPM, com frio pra cacete, indo pra uma aula chata pra cacete, mas ainda RESPIRANDO, decidi apenas deixar aqui alguns tópicos para os próximos posts, pois estao também, como eu, enforcados temporariamente pelo tempo:

1) Desfile com participacao de bloco brasileiro em Fellbach, sendo que eu dessa vez (mesmo enforcada) fiz questao de participar vestida de “Emília do Sítio do Pica-Pau Amarelo” e o Rô de “Bumba Meu Boi”. Hilário e imperdível! (((-:

2) Festa de boas-vindas aos calouros do MBA (entenda balada…ihihihi…)

3) 2. Semestre MBA: primeira e massacrante (mas deliciosa) matéria: “Strategic Management” (tipo “Administracao Estratégica”), segunda e entediante matéria: “Wirtschaftsrecht” (Direito). Comecei a segunda na segunda-feira, dia no qual entendi 30% de tudo que ouvi, ontem nao fui e hoje fiquei roxa, minhas glandulas lacrimais ficaram excitadas, respirei, continuei e no final do dia consegui, após 3 dias, discutir em grupo sobre o que estávamos falando. Viu, é só respirar e seguir em frente. (((-:

Assim que eu conseguir cortar a corda (da forca), relato pra vocês esses capítulos cheios de emocao, assim como a minha vida deve ser.

MBA – Comeeeça o jogo: 2o Semestre

Maira on outubro 6th, 2009

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O semestre comecou no dia 29 de setembro de 2009, mas meu grupo decidiu se reunir um dia antes pra fazer um “social”.

O encontro aconteceu em Reutlingen, na república estudantil e, inacreditavelmente, quase todos do grupo estavam presentes. Foi uma festinha com o tema sugerido por nossa colega egípcia: 1001 noites. Ela trouxe várias comidas típicas do Egito diretamente de lá. Sim, ela é doidinha! No fim teve que despachar uma mala nao sei como para a casa de um dos nossos colegas, pois nao podia trazer 3 malas. Na ida pra lá ela também levou 3 malas e acabou pedindo para um desconhecido na fila do aeroporto para levar a mala no nome dele. Segundo ela, no Egito isso é super normal. Nao duvido nada. (((-:

Enfim, comemos muitas comidas típicas de lá, incluindo quibe e esfiha. Nao cheguei a provar todas, até porque senti que todas tinham o gosto muito semelhante e, nao me pergunte por que, tinha alguma coisa ali no meio que nao agradou meu “requintado” paladar.

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Ela também comprou um nargilé pra gente “fumar”. Eu nunca tinha provado e, sinceramente, achei ruim e sem graca. Mas é lógico que registrei o momento, afinal nao é todo dia que se fuma nargilé ao lado de uma egípcia legítima. (((-:

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Foi uma noite agradável, mesmo a turma tendo se separado em alemaes e estrangeiros como sempre. Eu nao tinha reparado, mas durante a semana alguns estrangeiros falaram sobre essa “segregacao” e eu simplesmente disse: “Putz nem percebi, ou seja, pra mim isso já nao é mais novidade e muito menos algo importante”. Pois é, no comeco isso me incomodava horrores, mas agora resolvi aceitar isso como algo normal e assim vivo muuuuito melhor.

O gostoso mesmo foi reencontrar os “mais chegados” e ver nos olhos deles que eles realmente sentiram falta de mim e ali descobri que, de alguma forma, também senti falta deles. Sim, é delicioso chegar em um lugar antes estranho e até mesmo desconfortável e perceber que o lugar é o mesmo, mas as pessoas mudaram e mudaram (inclusive eu) pra melhor. É delicioso ver que também ali fiz amigos, com os quais me sinto à vontade e com os quais aprendo cada dia mais. É bom ter alguém com quem dividir a vitória, alguém que um dia lembrará que vencemos juntos apesar de todas dificuldades pessoais e culturais. Sim, estou feliz! (((-:

Bom, passando do sentimentalismo para o “embriaguentalismo”, é lógico que dei minha humilde contribuicao alcoólica na festinha levando nao só a cachaca, mas também as cabacinhas pra beber. O povo se divertiu na bagaca, ops, na cabaca. (((-:

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Embalando no papo alcoólico tenho que admitir que já ganhei fama de bebum e olha que eles NUNCA me viram bêbada. Tanto é que ganhei da minha amiga Karuna (Laos) um chocolate que vem com “Glühwein” (vinho típico daqui), enquanto para mais 4 integrantes da “quadrilha” ela deu um chocolate sem nada. Por que será, né!? (((-: O chocolate além de já vir com as devidas proporcoes alcoólicas, é super criativo. É um cubo de chocolate que vem já com a colher fincada e com a dose separada de vinho, bastando introduzí-lo (ui!) em uma xícara com 200mL de leite (coisa de alemao citar essa medida, eu sei), mexer bem e tomar. Nao é tudo!? (((-:

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Enfim, festa deliciosa, chocolate maravilhoso e inovativo e apenas um problema no final. É que cheguei em casa já era meia noite e só fui dormir à uma da manha pra acordar às 5:30 hs. E pior, a matéria que estamos tendo é massacrante e me exige mais (no mínimo) 3 horas de estudo diário de casos por dia, ou seja, só fui conseguir dormir mesmo de quinta pra sexta, já que sexta nao tinha aula.

Enfim, comeeeeeeeca o jogo e acaaaaaaaba a vida boa. (((-: