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Piraí do Sul, Paraná: horizonte sem fim…

Piraí do Sul foi a cidade que escolhemos para relaxar no último feriado. Teoricamente, durante a pesquisa na internet, não tinha nada de tão especial, era só uma pousada simples que ficava em uma região bonita e já no caminho de volta para nossa casa. Simples e prático assim.

Mas quando chegamos lá… “Wow!”. Depois de um longo período longe das trilhas e de novos lugares, aquela terra sem fim me deu uma vontade absurda de sair correndo e pulando. Bem, vontade deu, mas com o Rafa no colo as coisas não são mais tão simples assim. Então fomos andando lentamente na mata virgem dos Campos Gerais e olhando aquele horizonte sem fim, sem concreto nenhum para bloquear nossa visão e nossos pensamentos. Uma sensação deliciosa de um mundo sem fim, mas com uma finalidade muito bem definida: viver sem limites.

Todos esses pensamentos e sentimentos aconteceram logo no momento em que chegamos. E isso, bem isso era só o começo do feriado filosófico e inesquecível.

Ficamos hospedados em uma pousada com o quintal mais lindo e extenso do mundo! O nome da pousada é “Pousada Serra do Pirahy” e, na verdade, poderia dizer que não é só uma pousada, é uma “Pousada Fazenda Familiar”. O proprietário é um cara SENSACIONAL que tem um papo delicioso e uma sabedoria invejável. Uma pessoa extremamente simples, formado em filosofia e psicologia, foi empregado durante muitos anos, já morou e rodou por muitos lugares dentro do Brasil e, no fim, decidiu largar tudo e investir na pousada e nos seus sonhos. Ele aparece no vídeo da cachoeira e de costas nessa foto abaixo. Ah! Tinha esse vizinho (camisa listrada) com o cavalo que estava sempre lá na casa com a gente e sempre aparecia nas trilhas. Inclusive, o Rafinha deu até uma voltinha no cavalo do moço, mas como eu estava segurando o Rafa e o moço estava guiando o cavalo, não rolou fotinho, mas já valeu pelo momento e pela experiência que o Rafa adorou! Nem preciso dizer que na hora imaginei nós dois cavalgando juntos um dia na nossa fazenda, né!? Vida perfeita!

O emerson mora na pousada com sua mãe e sua irmã que fazem comidinhas daquelas de vó mesmo. Delícia! Huuummm… só de pensar já dá saudades. Ah! E além deles 3 não seria justo esquecer outros 3 serzinhos deliciosos: Jau Jau, Picumã e Tupã. Três labradores lindos e que sempre acompanham os visitantes nas trilhas e, inclusive, nos mergulhos. D

A pousada oferece pensão completa. Mas não é uma pensão completa qualquer não, viu!? É muita comida! Nós nos sentimos realmente em casa, principalmente o Rô, pois parecia casa de mineiro onde você passa o dia comendo e conversando. Além da gente, tinha mais dois casais hospedados lá. Pessoas incríveis! Foi como um feriado em família, pois a sinergia estava simplesmente PERFEITA. Tão sensacional que foi só eu vacilar, que estava lá o Rafinha sentado no colo de uma das meninas faturando a banana dela. Isso depois de ter tirado todas as cebolas da fruteira, de ter arrastado todas cadeiras da cozinha e de ter sido todo lambido pelo Tupã, o labrador filhote. D

A única coisa não tão legal assim foi o frio que estava. Jésuis! O Rafinha ficou parecendo um teletubie com a jaquetinha dele, mas pelo menos deu pra segurar um pouco a friaca. O problema é que a mãe-jacu aqui não lembrou que o frio queima nossa pele e adivinha? Ele ficou parecendo um lord inglês e eu uma lady queimada, com as bochechas e a ponta do nariz vermelhinhos. O dó!

Aproveitando o nosso “quintal”, o Rafinha teve suas primeira aulas de direção. O difícil foi o Rô conseguir mudar a marcha com ele tirando a mão do pai como que dizendo: “Deixa comigo, pô!”

Mas voltando ao lugar e deixando um pouco de lado as experiências radicais do Rafinha, tenho que dizer que a paisagem daquele lugar nos transmitia muita paz. É uma paisagem, a princípio, plana, linear, limpa, nua, infinita. Mas conforme você vai se afastando da pousada, vai começando a perceber que aquilo que você vê é apenas a superfície do que existe ali. Quando estava lá, refletindo sobre aquele lugar, me peguei pensando que tudo na vida é como aquela paisagem. Na superfície tudo parece mais fácil, mais linear, mais cômodo, mais previsível.

Por outro lado, quando saímos da superfície das coisas ou das pessoas tudo se torna mais instável, mais perigoso, mais irregular, mais turbulento, mais arriscado.

É por isso que a maioria prefere a superfície, a superficialidade. E é por isso que eu amo regiões como essa, onde você tem a possibilidade de ir mais fundo e de se surpreender com o que a profundidade te oferece. Lá no topo você sente o vento e se prestar bem atenção já ouve o barulho das cachoeiras e corredeiras escondidas no vale. Elas te chamam. São irresistíveis. O caminho até lá é úmido, é sujo, é escorregadio. Mas o que se vê quando está lá no fundo do vale, faz valer muito a pena se arriscar. Você vivencia sensações que só a profundidade te dá. Meu Deus! Tudo que está lá em cima, se torna tão pequeno quando você está lá embaixo. Ir mais ao fundo é a melhor forma de entender que tudo na vida é, de verdade, relativo.

E olha que nem fomos tão “fundo” assim, pois não queríamos abusar muito no primeiro trekking do Rafinha. Quem lê pensa que ele foi andando, né!? Calma, AINDA não. Levamos ele no canguru, mas não é o ideal, o ideal mesmo é um equipamento próprio pra levar as crianças nessas aventuras que vamos comprar logo logo. E também queríamos ver se o pequeno ficava de boa e tal. Aconteceu o esperado: ele não só ficou de boa, como já queria até dar um mergulho básico.

Foi uma experiência deliciosa ter botado o Rafinha pra “trekkinar” com a gente. Quem conhece o figurinha sabe que ele é muuuuuito “easy going”. Não tem tempo ruim. A única coisa que ele não gosta (e ALELUIA nisso ele puxou a mãe!) é de ficar parado. Pois é, olha o Rafinha trekkineiro ai gente! Agora o “Mundo é dos 3″ mesmo!

Como ainda vamos ter muita caminhada pela frente, fizemos questão de comprar pra ele a “primeira botinha de trekking”. Cara, no caso do Rafinha, esse item é um investimento e, principalmente, é irresistível! Tá, mas mais irresistível é o ver tentando calçar a botinha. Figura demais! Mas dá um desconto no “não é dois num pé só…”. Pois é, uma mãe babona também esquece do bom português. D

Pois é, nessa viagem eu realmente fiquei meio “abobalhada” de tanta alegria em estar ali, agora não somente como “Maira” ou como “Maira e Rô”. Essa foi a primeira “aventura” da minha família: eu, meu marido e meu filho. Vendo o Rafinha ali no meio daquela natureza linda, compartilhando com a gente mais uma das nossas aventuras e vendo ele curtindo aquilo tudo tanto quanto a gente não pude pensar em outra coisa a não ser Nele: em Deus. Pra mim, aquele momento, aquela experiência foi o batismo do Rafinha. Olhei pra ele e mentalmente disse: “Filho, não existe nada e nem ninguém nesse mundo capaz de te explicar o que é Deus. Deus a gente sente. Agora mesmo ele está aqui com a gente, nos abençoando com este lugar maravilhoso e com seres humanos tão puros e amados que estão aqui perto de nós. Isso é Deus. Então sempre que sentir um vazio, sentir que te falta algo, busque a natureza, busque as pessoas de bem e ali estará Deus. Mas também quando estiver feliz e sentir que precisa dividir ou agradecer, chame por Ele e agradeça sempre. Ele vai gostar de te encontrar também quando estiver feliz.”

E, falando em Deus, um feriado tão maravilhoso só poderia terminar com um pôr-do-Sol espetacular! Obrigada meu Deus! Obrigada Emerson pela hospitalidade e pela inspiração. Só o Rô sabe como essa viagem e as conversas com o Emerson mexeram comigo. Voltei com a corda toda! Me aguardem! D

O Emerson nos falando sobre como construiu a pousada: “Bem eu tinha pouco dinheiro e muito tempo, então gastei bastante tempo e investi o dinheiro pouco a pouco.” Reflita.

PLANOS: voltaremos no futuro pra explorar mais a região tão linda e matar as saudades da nossa família da pousada. Promessa!



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1
Castro (Castrolanda), Paraná – a Holanda brasileira

Graças à um convite para um casamento muito especial fomos parar em uma região repleta de boas surpresas paranaenses.

Pra começar que tal irmos direto pra Holanda? Que na verdade não é Holanda, mas sim Países Baixos. Mas enfim, seja lá como devemos chamar esse país, para sentí-lo só um pouquinho nem precisamos ir tão longe. Pois é, basta ir pra Castro, ou melhor, pra Colônia Castrolanda que fica em Castro no Paraná.

Castro é uma cidade com uma história interessante, rodeada de colônias holandesas e alemãs. O único lugar que tivemos oportunidade de conhecer foi o centro de informações turísticas que é muuuuito fofo, com um sapato holandês gigante logo na entrada. Coisa bem turística, mas que rende umas fotos muito fofas com os pequenos. D

Mas o que mais nos chamou a atenção não foi nem a cidade, mas sim a Colônia Holandesa que fica dentro da cidade, a Castrolanda. O nome já é uma homenagem aos colonos “holandeses”, ou seja, uma mistura de Castro com Holanda. Mas a diferença entre a colônia e a cidade é gritante. Aliás, a diferença entre a colônia e o Brasil é gritante. A sensação que tínhamos lá é de que realmente estávamos na Holanda, na Europa.

A colônia e toda sua riqueza aconteceu graças à união das famílias holandesas que chegaram no local em 1951. Eles se uniram e fundaram uma cooperativa, a Cooperativa Castrolanda. Essa cooperativa atua em diversos ramos e um deles é a produção de leite que é, inclusive, consumido aqui em casa. Os caras construíram um verdadeiro império holandês! Fora que a colônia é uma graça! Você custa a acreditar que está no Brasil. Casas lindas, sem muros, sem portões, pracinhas charmosas, ruas limpas e, pra fechar o cenário, holandeses falando holandês pelas ruas da colônia (bem, eu acho que era holandês…rs), plaquinhas das ruas com os nomes em holandês, árvore daquelas européias e um dos maiores moinhos de vento em operação no mundo que é operado pelo único “moleiro” certificado do Brasil. Ó! D

Só sei que, tirando o frio, até deu saudades da Alemanha. Mas, foi só seguir viagem rumo à próxima parada que as saudades deram lugar à alegria imensa de estar no Brasil, mais exatamente em Piraí do Sul. Aguarde o próximo post e conheça um dos paraísos Paranaenses!



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22
Tirando visto para os Estados Unidos da América – Passo-a-passo

Dia 04/04/2012 consegui tirar meu primeiro visto americano e olha que foi mais fácil do que eu pensava. Ueba!

Antes de começar o processo pesquisei muito na net e também coletei “dicas” de quem já tinha feito todo o processo, mas em nenhum momento encontrei as infos completas e detalhadas. E, quando isso acontece só me resta uma coisa a fazer: escrever um post beeeem completo sobre o processo.

Poderia começar dando a dica de solicitar o visto antes de decidir viajar, mas vamos combinar que dificilmente alguém faz isso, né!? Mas, enfim, se alguém conseguir fazer isso, é muito melhor. Eu não consegui. Sorry! D

SOLICITAÇÃO

Step 1) Mas vamos lá. A primeira coisa a fazer é uma auto-análise pra ver se tem potencial pra receber o visto, antes de gastar dinheiro à toa. Hoje em dia, dizem que está muito difícil algum visto ser negado para pessoas que sejam idôneas, ou seja, que não tenham antecedentes criminais ou coisa do tipo. Para os mais jovens o ideal é tentar fazer um intercâmbio pra facilitar o processo, já que se tentar ir por conta pode ser mais difícil porque eles podem achar que você vai querer ficar por lá, pois jovens geralmente não tem muita coisa que os prenda em nenhum lugar.

Step 2) Se você, como eu, nunca tinha tirado um visto americano e atualmente não tem como provar rendimentos, pode usar a minha tática. Solicitei meu visto junto com meu marido (que tem como provar rendimentos) que só ia ter que renovar o dele. É aquela coisa, mesmo não tendo como comprovar meus rendimentos eu até poderia conseguir o visto sem usar essa tática, pois meu perfil é bem favorável: mais velha, mãe de família, casada e já morei fora e voltei. Mas não quis arriscar.

Step 3) Decidido que ia mesmo solicitar o visto, a primeira coisa a fazer é agendar a entrevista. Isso é feito no site http://www.visto-eua.com.br . Entra lá e fica tranquilo se o site demorar pra carregar. Ele é bem demoradinho mesmo e vira e mexe não funciona e ai você tem que ficar tentando até conseguir ou ligar no consulado. Acho que já é um primeiro teste pra ver se você realmente quer ir pros EUA. No próprio site já tem toda uma explicação de como proceder. Primeiro você seleciona do lado esquerdo o primeiro item do menu “informação e agendamento”. Neste ponto você vai ser informado do valor da taxa para agendamento que é atualmente de R$38.00 e vale para o agendamento de entrevista em um mesmo horário para até 5 integrantes da família (segundo algumas fontes essa taxa teria deixado de ser cobrada desde o dia 13/04/2012 e o preço para tirar o visto teria subido $20). E ai é só ir acompanhando as instruções do site que são bem completas. Antes de ser direcionado para o pagamento em si, vai ter que preencher um pequeno formulário online com alguns dados básicos. Nesse processo já vai ter que decidir em qual consulado quer tirar o visto (em breve existirão dois novos consulados em MG e RS). Na hora de pagar eu tentei pagar fazendo transferência bancária, mas não de certo e acabei tendo que fazer pelo cartão de crédito. O bom é que pagando pelo cartão de crédito, automaticamente você já pode prosseguir com a escolha da data. Logo na primeira página do site lá embaixo tem uma estimativa de quantos dias vai ter que esperar pela sua entrevista. Hoje, por ex., está lá que para SP o tempo de espera é de aprox. 12 dias. Mas isso é uma ESTIMATIVA. A grande jogada é contar com as desistências/reagendamentos de última hora. Então quando for marcar a entrevista, entre no site umas 3 vezes por dia e fique atento às datas que milagrosamente aparecem pra você ter uma entrevista já na próxima semana. Isso aconteceu comigo e com uma amiga! Quando fui agendar o tempo de espera estimado era de 59 DIAS e quando entrei na parte de agendamento eis que me surge uma data pra semana seguinte. Perfeito! Então pensamento positivo e acessos contínuos até aparecer a data dos seus sonhos. Então, data da entrevista agendada. Não esqueça de imprimir/salvar a confirmação do pagamento da taxa de agendamento que deverá ser levada no dia da entrevista. 

Step 4) Depois de agendar a entrevista, é hora de fazer a coisa mais chata de todo o processo: preencher o formulário online DS-160 no link https://ceac.state.gov/genniv/. É chato porque é extenso e na parte de perguntas sobre segurança e tal tem perguntas que só por Deus! Tipo você tem que responder se faz parte de alguma organização terrorista, se está portando arma, se você está indo pra lá pra se prostituir e assim vai. Tá, eu sei que é necessário pra eles terem um respaldo caso você tenha culpa no cartório, mas quando você vai preenchendo já vai te dando nos nervos. Sim, preencher esse formulário é mega estressante, mas acho que é pra testar a gente mesmo. O bom é que você pode preencher um pouco hoje, tomar um calmante, dormir e continuar preenchendo outro dia, para isso basta não esquecer de anotar o seu CÓDIGO que é fornecido logo que você preenche alguns dados antes de começar a preencher o formulário em si. Esse código é super importante, justamente pra você poder editar o formulário quando quiser e na velocidade que quiser. Tem duas informações que eles vão te pedir no formulário que é bom você já saber pra caçá-las: lugar onde pretende ficar lá e um contato de lá. O lugar onde vai ficar, assim como a data aproximada da viagem não precisa ser nada que esteja já acertado. Eu, por ex., não sabia ainda onde ia ficar e coloquei o endereço de um hotel na região que gostaria de ficar. O contato eu já tinha. Além das informações, você vai ter que colocar uma foto sua dentro de padrões pré-estabelecidos no formulário online (máx. 240kb) e vai ter que levar a mesma foto impressa no dia da entrevista. Meu marido e eu tiramos a foto em casa mesmo. Colocamos um lençol branco no fundo (nossa parede não é branca) e tiramos algumas fotos (importante não usar brincos grandes, tirar o cabelo da cara e não parecer muito confiante…rs). Depois que tiramos as fotos jogamos essas no nosso modelinho baseado nas exigências do consulado. Usando o power point tirei o fundo da foto e imprimi em papel fotográfico. Se quiser usar nosso modelinho, é só clicar aqui e baixar o arquivo. Deu certinho! Quando terminar de preencher o formulário, confira TUDINHO, pois qualquer errinho besta pode fazer com que você tenha que agendar outra entrevista. Conferiu? Só imprimir EM ÓTIMA RESOLUÇÃO a guia de confirmação que tem sua foto de um código de barras bem no começo. O ideal é que conclua o envio deste formulário dois dias antes da entrevista. Essa página de confirmação também deverá ser levada no dia da entrevista, junto com a foto no formato 5×5 com fundo branco.

Step 5) Com a página de confirmação do envio da guia DS-160 preenchida, é hora de pagar a taxa que vai agora de $160 a $270 (dá uma olhada na tabela aqui) por solicitante em algum Citibank perto de você. Aqui nesse link pode encontrar uma das agências mais próximas de você. Se não conseguir pagar até o dia da entrevista, pode arriscar pagar no dia quando chegar no local onde fica o consulado. Eu não sei onde é a agência, só sei que quando chegamos lá tinha um monte de carinhas nos chamando pra pagar a taxa (e pra tirar a foto também). Deve ter algum Citibank lá perto ou algo do tipo. Bem, eu não arriscaria, mas pra quem gosta de emoção é uma opção que existe. Enfim, para pagar a taxa (tem que ser em “cash”) é só apresentar seu passaporte e dizer que quer pagar a taxa pra solicitação do visto americano. Após o pagamento, eles vão te entregar um papel que é tipo o recibo e esse recibo também deve ser levado no dia da entrevista.

Step 6) Depois de efetuar o agendamento, preencher o formulário DS-160 e pagar a taxa de solicitação do visto é só esperar o dia da entrevista e não esquecer de levar nenhum dos documentos necessários.

ENTREVISTA

Step 7) Como devo ir vestido(a)? Bem, eu nunca tinha pedido muitos detalhes sobre a entrevista no consulado e também nunca tinha lido nenhuma fonte que explicasse como isso acontece, então a minha idéia era que era uma ENTREVISTA, ou seja, eu tinha que estar bem vestida, de unhas feitas e me preparar para ser interrogada dentro de uma salinha onde seria só eu e o americano. Então vesti um vestido social bem sóbrio, coloquei um saltinho pra não parecer tão tampinha e pra ficar mais elegante e fui. Chegando lá qual não foi minha surpresa ao ser colocada em uma fila embaixo de um Sol lascado e, depois, ver que na verdade o esquema da entrevista é igual ou pior ao Poupatempo. Pois é. Então a primeira dica é: use roupas confortáveis (principalmente sapatos) e só fique mais preocupada com a blusa mesmo, porque isso é o máximo que o cara vai ver na hora da entrevista. Além do seu rostinho lindo. D

Step 8) Como entrar na ala VIP? Se você quer reduzir o tempo que vai ter que ficar lá de 5 horas pra menos de 2 horas a dica é levar seu filho com você, desde que ele tenha menos de 2 anos OU dar entrada no processo junto com pessoas idosas OU com uma familiar grávida ou que tenha um bebê com menos de 2 anos. Dessa forma você entra no sistema “preferencial”. Nós levamos nosso bebê de um ano e foi isso que nos garantiu sair de lá após 1 horas e meia. Só sofremos um pouquinho, porque o sistema preferencial só acontece depois da primeira triagem que é feita logo que você entra no formigueiro.

Step 9) Se for de carro, o ideal é parar em algum dos vários estacionamentos que tem ali perto. A maioria cobra 5 reais a hora. Alguns ficam com a chave do carro e outros não. Nós encontramos um onde não precisamos deixar as chaves. Muito melhor. De qualquer forma, como vai ter que deixar praticamente TODOS seus pertences dentro do carro, o ideal é solicitar à eles um formulário de declaração de bens, pois ai se sumir qualquer coisa você tem onde se apoiar para exigir providências.

Step 10) Leve o mínimo possível de coisas para o local da entrevista. É proibido entrar no consulado com aparelhos eletrônicos (isso inclui seu amado iPhone ou qualquer outro celular) e tudo que não for estritamente necessário é dispensável. Geralmente você vê as pessoas segurando apenas uma pastinha que é onde estão seus documentos que devem ser apresentados e SÓ. Nós levamos somente os documentos, chave do carro, carteiras e uma sacolinha com coisas básicas que todo bebê precisa (comida, bebida, fraldas, roupa de emergência). O resto dos seus pertences (principalmente celular & cia) você pode/deve deixar ou no carro ou em um guarda-volumes que tem na frente do consulado. Eu não cheguei a ir lá ver como era e tal, mas lembro de ter visto que eles cobravam 5 reais a hora pra você deixar suas coisas lá. Esse item é super importante, pois assim que for entrar na área do consulado tem uma revista e esses itens não permitidos são barrados. Vi muita gente lá tendo que voltar pra deixar no carro ou no guarda-volumes. É melhor evitar isso, né!?

Step 11) Só entram pessoas que solicitaram o visto, ou seja, não adianta convidar amigos e familiares pra te acompanharem nessa jornada se eles não são solicitantes. Eles serão barrados e poderão ter que te esperar até 5 horas. Melhor evitar pra não perder o amigo, certo? Ah! Seu pet também não entra. Ou já existe visto pra cachorro? Não duvido de mais nada. D

Step 12) Procure chegar antes do horário agendado, tipo duas ou uma hora antes. Ou acredita que eles iam reservar um horário só pra você? “No way!”. Pra cada horário de agendamento deve ter uns 50 neguinhos, ou seja, vai ter que enfrentar uma filinha básica. Eu achei ruim porque no dia que fomos está um Sol lascado, mas hoje agradeço, pois imagina se estivesse chovendo? Pois é, lá onde você fica esperando até dar o horário não é coberto. E do Sol querendo ou não rola de correr pra uma sombrinha que faz colado ao muro, agora da chuva. Afff… Então fica a dica: leve protetor solar, chapéu e guarda-chuva. D Ah! Não vá ir de salto alto também é uma boa dica.

Step 13) Então é isso. Chegando lá vão te revistar e isso só vai demorar se você não tiver lido o “Step 10″. Ai vão te mandar pra fila do seu horário de agendamento (tem uma plaquinha no começo da fila indicando). Depois vai passar algum funcionário pedindo pra você ficar com a confirmação de agendamento, o passaporte (ou passaportes no caso de estar renovando o visto que está em uma passaporte anterior), a foto e a confirmação de pagamento da taxa do Citibank. Com tudo isso em mãos o cidadão vai grampear tudo junto após checar se está tudo certinho e vai te entregar um papelzinho verde por solicitante que deverá ser apresentado na hora de dar entrada no pedido de envio do passaporte via Sedex. Depois vai passar outro cidadão recolhendo tudo isso (menos o papel do Sedex que fica com você) e te dando uma senha de atendimento. A senha é válida para todos familiares que agendaram um mesmo horário, ou seja, se for você e mais 4 irmãos, uma única senha é válida para os 5. Ah! Como estávamos com bebê, teoricamente, deveríamos ter recebido uma senha de preferencial, mas não foi isso que aconteceu. No próximo item explico.

Step 14) Depois de esperar esperar e esperar é hora de entrar na muvuca. Imagina um poupatempo apertado e lotado? É isso. O negócio até que é organizado, mas o problema é que realmente é muita gente pra pouco espaço. Sua entrada é liberada por um guarda e você é novamente revistado. Entrando ninguém nos indicou pra onde a gente tinha que ir e só depois que perguntamos é que nos falaram que tínhamos que ir láááááá pro outro lado. Pois é, você entra de um lado e pra chegar na primeira etapa do atendimento tem que atravessar todo aquele mundaréu de gente espremida. Fazer o quê: pedir licença e seguir em frente. Atravessamos e chegando na primeira “fila” ficamos na esperança de sermos atendidos rapidamente, afinal tínhamos preferência. Nada. Foi então que decidimos ir até um dos atendentes e perguntar. Foi ali que ele nos informou que naquela primeira etapa que é só uma triagem rápida teríamos que seguir a ordem normal e saindo do primeiro guichê era só pedirmos pra ele que ele nos levaria até a próxima etapa no atendimento “preferencial”. Aliás, isso eu tenho que elogiar: os atendentes foram super atenciosos e educados.

Step 15) Depois da primeira triagem, fomos levados ao segundo guichê para registrar as digitais de todos nossos dedinhos das duas mãos. Rapidinho.

Step 16) Depois fomos encaminhados para a entrevista em si. Foi um moço super simpático que eu acho que era brasileiro. Nos perguntou quantos anos tinha o nosso bebê, se já tínhamos viajado pra fora e depois que dissemos que já tínhamos inclusive morado fora ele disse aquilo que a gente queria ouvir: “seus vistos foram aprovados”. Ufa!

Step 17) Dalí fomos encaminhados de novo para a área externa, para solicitar o envio dos passaportes via Sedex e pagar por isso também. Chegando na moça do Sedex ela me pediu os papéis verdinhos que tinham dado pra gente ainda na fila de espera pra entrar e me perguntou se o sobrenome meu e do meu marido era o mesmo. Eu disse que não e ela me pediu para preencher um envelope e colocar o nome dos dois e um outro papel para cada solicitante. Depois nos mandou ir pro guichê pagar e chegando lá a mulher diz que tínhamos que preencher um envelope pra cada solicitante, o que implicou em pagar R$44 reais (o valor para cada envio é de R$22). Isso me deixou p… da vida! Cara, o endereço é o mesmo! Não faz o menor sentido enviarem em pacotes diferentes só porque nosso sobrenome não é o mesmo. Enfim, taxas pagas, a moça nos entregou um protocolo pra cada solicitação e nos informou do prazo de chegada do passaporte que era de, no máx., 10 dias úteis após aquela data. Batata!!! Chegou realmente dentro do prazo. Também depois de faturarem R$ 44 fácil assim, é o mínimo. Humpf…

E todos viveram felizes para sempre. Tá, não para sempre, mas pelo menos pelos próximos 10 anos estamos livres de ter que passar por tudo isso de novo. D

 

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