COPA DO MUNDO 2010 – Trazendo recordacoes
Hoje sai da “mini-depressao” e entrei no ritmo da copa. Sei lá, hoje de manha comecei a ver alguns vídeos no Youtube e de repente quando vi estava completamente no clima. Rindo e chorando sozinha! Pois é, doidinha…
Mas o fato é que essa energia toda me trouxe algumas recordacoes deliciosas das copas que acompanhei no Brasil. Sao lembrancas únicas que trago no meu coracao e que pelo jeito estarao sempre presentes.
Vou citar algumas que lembro com mais clareza, só nao sei em qual copa foi. Uma delas foi em uma copa onde pintamos calcadas e alguns muros de terrenos sem dono no bairro Ipiranga, onde morava. A galera do bairro unida pra enfeitar tudo e dividir aquele momento. Era uma bagunca só e muito antes da bola comecar a rolar no campo. Lembro que quase ninguém trancava os portoes da casa, pois parecia que todo mundo morava na casa de todo mundo. Era um entra e sai delicioso de pessoas o tempo todo. Era contagem regressiva e desespero pra terminar os desenhos antes do primeiro jogo do Brasil, pois sabíamos que depois do primeiro nunca mais veríamos a rua livre de novo pra poder pintar. Quando chegava o dia do jogo, alguns vizinhos se juntavam e na hora do gol a gente saia sem freio pra rua e ia abracando toda vizinhanca. A parte ruim, era quando tinha contra-ataque logo após o gol e a gente perdia o lance porque ainda estava comemorando. No final, quando o Brasil vencia, as ruas ficavam cheias e o coracao mais ainda.
Outra situacao ótima foi no trabalho. Lembro que teve uma copa, acho que de 2002 (Coréia/Japao) quando o Brasil foi pentacampeao, que os horários dos jogos eram péssimos pra gente no Brasil e muitas vezes as empresas nao liberaram os funcionários pra assistir os jogos. Sim, ficamos presos no trabalho, pois alguns jogos foram durante a semana e umas 2 ou 4 hs da tarde, nao lembro direito. Só que no laboratório onde eu trabalhava minha chefe sabia que ninguém ia fazer mais nada, ou seja, sabia que íamos dar um jeito de ver ou ouvir o jogo e nadica de trabalho. Pois ela decidiu trazer uns quitutes e uma TV nos dias dos jogos. Me lembro perfeitamente da TV em cima da bancada do laboratório e da comelância por lá mesmo. Acho que rolou até um bombril na antena. Cena típica dos bons e velhos tempos. Nao lembro se um dia a TV deixou de funcionar ou o que, mas sei que fui parar no prédio da galera da fundicao pra assistir o jogo na TV que eles tinham. Cheguei no galpao e só tinha homem. Fiquei no fundao com meu amigo do laboratório bem quietinha, mas na hora que saiu o gol dei um berro e toda aquela “ómaiada” olhou pra trás com cara de “Ueba!”. Caraca, nao sabia onde me enfiar, entao dei meia-volta e fui! Pois é, micos da copa do mundo.
Nossa, sao tantas lembrancas. E o bom é esse tipo de coisa que ninguém rouba da gente, afinal é nossa história. E melhor ainda é ter esse blog pra registrar, pois daqui umas 10 copas sei nao se vou lembrar dessas coisas, viu!?
Enfim, lembrando de tudo isso e lembrando que o Brasil praticamente para em dia de jogo da selecao, pergunto: Alguém sabe como os alemaes comemoram entre eles? Alguém sabe se as empresas liberam os trabalhadores para assistir jogos que acontecem no horário de trabalho? Apenas curiosidade, pois até agora só vi as comemoracoes em massa em Berlim, Colônia e Düsseldorf. Mas queria saber das comemoracoes mais entre amigos mesmo.
E você: a copa do mundo também te traz lembrancas? Se quiser divida com a gente!
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MUDANDO DE PAÍS – Mulheres de Massinha
Esse post é uma homenagem à todas mulheres que conheci aqui na Alemanha e em outros países fora do Brasil que decidiram sair de “casa” para enfrentar de tudo em outras terras.
Sim, mulheres como eu e talvez como você que está lendo esse post agora. Desde que cheguei na Alemanha (Jesus! Isso fez 3 anos dia 25 de marco!), conheci muitas mulheres brasileiras e estrangeiras que largaram tudo no seu país de origem para vir pra cá muitas vezes só com uma certeza: queriam ser felizes. A maioria tinha uma vida até que boa no Brasil, ou seja, nao decidiram vir pra Alemanha pra “melhorar de vida”. Muitas dizem que vieram buscando “qualidade de vida” no sentido social mesmo, mas nao que eram infelizes. Outras vieram por amor de verdade e outras por outros motivos, mas nunca por desespero.
Sim, existem outras histórias, protagonizadas por outros tipos de mulheres, mas este tipo de mulheres eu ainda nao conheci (apesar de já ter visto muitas) por aqui e também nao evitei. Elas simplesmente estao em uma sintonia beeeem diferente da minha e se passa perto da minha antena dá curto, entendeu? (((-:
Nao, esse post nao contempla essa segunda categoria (talvez um dia eu escreva um post sobre estas só pra sacudir o blog com um tema picante e conflitante…rs). Esse post é especial e exclusivo para aquelas mulheres que sonham em ser felizes sem ter que abrir mao dos próprios valores e sem ter que vender à alma a quem quer que seja. Sao mulheres fortes, mas NAO SAO DE PEDRA, SAO DE MASSINHA.
Sim, sao de MASSINHA. Isso pra nao dizer que sao “filés de alcatra” (rs). Sao mulheres que se moldam, adaptando-se às circunstâncias. A cada dia ganham uma curva nova ou perdem outras, sempre buscando a melhor aerodinâmica pra enfrentar o dia-a-dia numa cultura avessa à nossa (ou quem sabe talvez até mesmo complementar). Exatamente como aquelas massinhas que brincamos quando somos criancas. Essas mulheres sao feitas de um material flexível, mas nao mole. Se adaptam, mas independente da forma que tomam, a composicao continua inalterada, seus valores continuam intactos e preservados dentro da sua essência indestrutível e incorruptível.
Sim, esse post é para lembrá-las de que nao sao e nao tem que ser de pedra. Quem acha que é de pedra, nao pode ser alguém sabio. Ser de pedra é ser rígido, é ser inflexível, é ser frio, é imóvel, é passivo. Nao, se você é uma dessas mulheres fantásticas que a cada dia aprende algo novo, que a cada dia se descobre de novo, que a cada dia se permite fazer e ser algo diferente ee ainda se diverte no meio de tudo isso, você é, sem dúvida, de MASSINHA. Aquela mulher que todo o dia leva uns apertos da vida, chora, ora, reclama, xinga, mas que no final consegue ter sabedoria pra entender que aquele “aperto” até que foi gostoso (rs) e entende que precisava dele pra passar para a próxima etapa. Entende que a vida te molda pra que você se encaixe perfeitamente a cada nova situacao, afinal novos cenários exigem novos figurinos (aposto que gostaram dessa parte…rs).
Morando aqui na Alemanha e, principalmente, através deste blog, tenho tinho contato frequente e pessoalmente com essas “Sras. Massinhas”. Sim, é impressionante como existem tantas brasileiras e estrangeiras incríveis que superam muitas vezes completamente sozinhas dificuldades simultâneas e extremas por aqui. Mas o mais triste é perceber que pouco se fala ou se escreve sobre elas. Sim, nós mulheres brasileiras temos MUITOS motivos pra termos orgulho de dizermos onde quer que seja que somos brasileiras, pois muitas de nós estamos “fazendo bonito” aqui nas “Zoropa”. Mas infelizmente qualidades e estereotipos sao duas coisas que nao parecem combinar. Infelizmente.
Digo isso, pois eu também sou uma dessas mulheres de massinha. Continuo me moldando diariamente, continuo deixando alguns pequenos pedacos espalhados por ai, também continuo resistindo à novas e inevitáveis curvas, continuo mantendo minha flexibilidade e maciez me regando com lágrimas (e cerveja..rs), continuo me “auto-apertando” quando a vida tá ocupada demais pra fazer isso por mim e continuo me divertindo muito no final dessa brincadeira toda (rs).
Ser de massinha nao é ser volúvel, é ser flexível. Ser de massinha nao é vergonhoso, é admirável. E é por isso que eu me admiro e admiro à todas vocês que me fizeram e me fazem enxergar o quanto somos poderosas e o quanto tomar uns apertoes de vez em quando é bom pra ajudar no encaixe. (((-:
Parabéns mulherada e obrigada simplesmente por existerem e resistirem!
PROPAGANDO-ME: Entrevista Maira & Rodrigo no blog da Mineirinha
Já faz um tempinho que a Sandra (Mineirinha) me pediu para me entrevistar. Mas é lógico que eu topei, pois cá entre nós, eu sempre sonhei em ser entrevistada. Faciiiinha… (((-:
Ela me mandou as perguntas por email e eu respondi com tanta euforia e prazer que a entrevista quase virou um livro. Foi delicioso responder! Sei lá, conforme eu ia respondendo, eu ia percebendo o quanto tenho bagagem. Vocês já pensaram em pedir pra alguém entrevistar vocês? Nao? Entao pecam, pois vale a pena! Em alguns momentos você responde algumas coisas de forma tao espontânea, que de repente você lê o que escreveu e percebe que nunca tinha pensado “conscientemente” naquilo, mas estava com certeza latente na sua mente. Doido, né!?
Curiosos? Entao passem lá no blog da Mineirinha e nao deixem de me dizer o que acharam, ok!?
Autógrafo só pesoalmente, combinado? ((((-:
CONQUISTAS – Metade do caminho
Hoje foi o dia em que completei metade do caminho no MBA. Eu nao teria lembrado sozinha (aliás nem pensei em ter que lembrar disso), mas o Rô tá desde ontem no meu ouvido: “Maira você sabe que amanha você vai alcancar um “milestone” muito importante, nao sabe?”. E eu: “Hein? Tá doido.” Foi entao que ele me disse todo orgulhoso que eu estava chegando na metade do curso. Fofoooooo! (((-:
Mas hoje desde manha ele está repetindo a mesma coisa. Me ligou pra me lembrar no final da tarde e decidiu fazer pao-de-queijo pra gente comemorar. E, pra fechar, me convenceu a escrever esse post pra registrar esse “momento lindo”. E cá estou eu dividindo mais essa conquista com meu leitores(as) queridos(as), caso contrário o Rô vai continuar falando disso até o final do curso. (((-:
Chegar à metade desse caminho, nao foi fácil, mas tem dias que você percebe que poderia ser pior. Hoje, por ex., vi meu colega chinês treinando caligrafia na pausa para o café da tarde. Ali percebi que nunca tinha pensado que para os asiáticos, aprender uma língua ocidental é EXTREMAMENTE difícil, pois eles também tem que aprender a escrever, assim como quando a gente comeca a ser alfabetizado. Ou seja, como é que eu posso reclamar do nível de dificuldade que estou tendo, vendo o china vivendo tais dificuldades pra mim “básicas”? Pois é, nem sempre a grama do vizinho é mais verde. (((-:
Mas essa conquista é, sem dúvida, uma conquista abencoada. Aliás, um dia voltei pra casa pensando nisso. Pensando o quao abencoada eu sou por ter a oportunidade de estar fazendo o que estou fazendo. Tem dias que eu simplesmente olho pra minha vida antes de vir pra cá e agora e simplesmente nao consigo acreditar, sabia? É tanta coisa que a gente vive e tudo acontece tao rápido que você normalmente nao tem nem tempo pra processar o que está acontecendo de verdade. É intenso demais o que se vive numa situacao dessas e só quem viveu ou vive sabe exatamente do que estou falando. Portanto, chegar na metade do caminho é uma PUTA conquista, mas acredito que a maior conquista mesmo nao é a metade e nem o final, mas sim o comeco. Sim, penso que a nossa maior conquista numa situacao dessas é ter coragem pra pisar num terreno completamente desconhecido, se propondo a superar qualquer obstáculo, se sujeitando à “humilhacoes”, assumindo o risco de se frustrar, superando os próprios limites, enfim, dando o primeiro e mais difícil passo: comecar.
Entretanto chegar à metade do caminho também seu valor. Entao que venha a outra metade e que passe rápido, pois já estou na fase do ”me arrasta que eu vou”. (((-:
E viva à metade! Agora vocês me dao licenca, mas como uma conquistadora de metades, mereco agora comer meu pao-de-queijo inteiro, certo!? (((-:
FESTA – Festival Brasileiro "Film erzält Musik" em Stuttgart 2009 (Alemanha)

Como não poderia deixar de ser, eu e o Rô prestigiamos mais essa iniciativa do Círculo Cultural Brasileiro e.V. e, como também não poderia deixar de ser, foi mais um evento daqueles que se faz inesquecível pela forma tão peculiar que foi organizado: com paixao e competência.
Esse foi o primeiro Festival Brasileiro “Filme explica Música” apresentado em Stuttgart e Colônia (Alemanha), organizado pelo clube brasileiro Círculo Cultural Brasileiro e.V.. Um festival onde música e cinema se juntaram, trazendo assim um pouco mais sobre o Brasil para o exterior, trazendo uma das coisas que temos de melhor: a musicalidade brasileira, sua história e suas melodias.
Participei da emocionante abertura. Vocês precisavam ver a brasileiridade da Nancy (coordenadora do projeto) transbordando em palavras, que logo tiveram que vir em português, pois como ela mesma disse, às vezes tanto sentimento só pode ser devidamente expresso na nossa língua materna e eu entendo-a perfeitamente.
Nao tirei muitas fotos, porque nao dava tempo pra pensar nisso. Juro! Eu só queria viver todos os momentos ali de forma extrema e parar pra tirar foto nao era o mais importante, até porque tinha fotógrafo oficial do show pra todo lado e vi vários flashs na nossa direcao, entao é aguardar pra ver o que aparece na mídia. Pra dar uma canja, fiz uns filminhos estilo “Maira”, ou seja, pulando, dancando, rindo e perdendo o foco constantemente. (((-:
Chorei e ri com o filme “Os desafinados”. Assistir à um filme brasileiro, em português, com um público por vezes gargalhando juntos, me trouxe por alguns momentos o sentimento de realmente estar no Brasil. Chorei ouvindo as músicas, principalmente “Carinhoso”. Tá, também chorei à toa vendo aqueles amigos falando a mesma língua, buscando seus sonhos juntos, dividindo dificuldades juntos, fazendo uma história juntos e lembrei de todos os “meus” que seguem agora em outros caminhos, assim como eu. Voltei ao tempo e chorei de saudades. Mas também ri horrores com várias passagens absurdamente brasileiras no filme, piadas que sao difíceis de explicar pra qualquer gringo. Quer um exemplo? Em uma das passagens do filme, o grupo de músicos que sao protagonistas no filme vao para Nova York buscando a fama. Chegando lá um deles (Rodrigo Santoro) conhece uma brasileira que mora lá (Cláudia Abreu) e descola a oportunidade de hospedar o grupo todo no apê dela. Ela tem uma vizinha francesa que fica caidinha por um dos integrantes do grupo (Jairzinho – quem nao ficaria? rs). Um dia essa francesa leva uma torta ou sei lá o que de presente para todos no apê e comeca a falar em francês com os meninos que nao entendem bulhufas, mas como todo bom brasileiro, sempre dao um jeito de se comunicar. Chegando ela diz “Savá?” (Como vai?) e eles todos empolgados com a simpatia da moca, respondem rachando o bico ”Ah Saravá”. Nisso a platéia brasileira no cinema se mata de rir (só vendo pra rir também) e eu cai na minha sutil gargalhada (imagina!). Eis que uma alema sentada ao meu lado me cutuca e me pergunta em alemao: “Was bedeutet Saravá?” (O que significa Saravá?). Putz, eu ainda rindo, disse francamente: “Entschuldigung aber leider gibt es wahrscheinlich keine Übersetzung auf Deutsch” (Desculpe, mas infelizmente provavelmente nao existe nenhuma traducao pra isso em alemao). Tá, eu podia ter tentado explicar em que contexto engracado usamos essa expressao, sua origem e blablabla, mas fala sério, eu ia precisar de uns 10 minutos pra isso, ou seja, perder 10 minutos daquele filme de jeito nenhum! Enfim, um filme ÓTIMO, muito bem estruturado, divertido, às vezes dramático, rico musicalmente e, principalmente, um filme que realmente representa o Brasil no que diz respeito à Bossa Nova e vontade de vencer e de viver.
No mesmo dia, mais tarde foi a vez de sermos presenteados com a presenca de Naná Vasconcelos, o melhor percussionista do mundo. Será possível descrevê-lo e descrever seu trabalho em palavras? Duvido. Nao é humano. É angelical. É transcendental. Eu praticamente entrei em transe com aqueles sons que ele tira de qualquer coisa, inclusive de um simples pinico. E a simpatia, meu Deus! Ele é daqueles artistas que são o que são em qquer lugar e não se deixa intimidar por estar aqui ou lá. Ele transformou o palco em um terreiro, depois em uma selva e muitas vezes em um picadeiro com seu humor delicioso, que nos obriga a participar. Trouxe o público para todos esses cenários, ou seja, dividiu seu palco humildemente com cada um dos que estavam presentes. Foi MÁGICO! Sem palavras.
Outro filme que assistimos foi “O milagre de Sta Luzia”. No filme nosso mestre do Forró, Dominguinhos, percorre o Brasil de norte à sul usando a história da sanfona no contexto Brasil para contar também sobre a sua trajetória, semelhante à trajetória de muitos nordestinos desse nosso gigante país. É um filme que nos faz rir muito, mas que também nos faz chorar (tá, tô de TPM e isso pode ter interferido…rs) e refletir sobre quem sao esses nordestinos no contexto Brasil. Eu, como paulistana, posso dizer que o filme toca lá dentro, assim como a sanfona de Dominguinhos e de todos artistas da sanfona que nos sao apresentados no decorrer do filme. Sao histórias de luta, de coragem, de falta de oportunidade, de esperanca, de fé. O filme mostra também como somos diversos, passando pelo nordeste, pelo centro-oeste, pelo sudeste e pelo sul. É riquissímo! E, vale a pena salientar, que o retrato mostrado de SP nao é muito agradável de se ver para quem é de lá, mas é preciso entender que ali o que se quis mostrar é para onde vao geralmente os nordestinos que lá chegam sem nada e se ninguém e, quem ver, verá que nada ali foi inventado. É triste, mas é real. Mas, sem dúvida, o sentimento que fica depois do filme nao é a tristeza, afinal estamos falando de nordestino, estamos falando de música, estamos falando de Brasil, ou seja, a única coisa que fica só pode ser alegria e saudade.
Quinta foi a vez de nos deliciar (ui!) com o show de ninguém mais, ninguém menos do que Jair Oliveira (nosso conhecido e querido Jairzinho). Foi interessante perceber que poucos brasileiros por aqui conheciam os trabalhos dele depois que deixou de ser o “Jairzinho”. O trabalho dele é simplesmente super-fantástico (juro que nao era pra ser um trocadilho besta…rs)! AMO! A voz, os arranjos musicais, as letras das músicas, a simpatia, a humildade, o sorriso (ahhh o sorriso..jesus!), a energia positiva que ele emana, a alegria, a calma, a brasileiridade do Jair Oliveira ou Jairzinho, ou seja lá que nome artístico ele assuma, é simplesmente mágica e inesquecível. O público pegou fogo, a mulherada ficou indócil, os estrangeiros com certeza se encantaram e eu nao vejo a hora de ir no próximo show dele aqui ou em qualquer lugar. E a hora que ele nos presenteou tocando “Superfantástico” estilo MPB! A galera foi à loucura! Nao, eu jamais poderia imaginar viver aquele sentimento de novo, enquanto ele cantava tenho certeza que passou um filme na cabeca dos véinhos por ali. Na minha passou um seriado inteiro! (((-:

- Olha o Jair ali no fundo, pertinho da gente

Estar em casa é... encontrar velhas e novas amigas ao mais puro acaso... AMO!
Sexta chegou o último dia do festival 2009 e, com ele, chegou também a hora de botar pra quebrar literalmente. Dancamos sem (quase) parar com Max de Castro e Wilson Simoninha (filhos do grande Simonal). Foi difícil deixá-los ir embora, principalmente depois que chamaram o Jair Oliveira pra subir no palco. Ai é que ninguém queria mais ir embora mesmo! Foi mais um show digno de Brasil, mostrando nossa riqueza e toda nossa ginga, “of course”. (((-:
Fim só do primeiro Festival de Cinema Brasil e o comeco de uma nova e rica imagem brasileira no exterior. Pois, que a música brasileira é uma (ou a mais) rica e diversificada do mundo, todos já ouviram falar, mas ter a chance de ver isso é beeem diferente. Mas as músicas nao foram somente ouvidas, suas raízes foram expostas através dos filmes mostrados paralelamente. Impossível esquecer tal festival. Impossível nao sonhar com o próximo. Impossível nao continuar sorrindo todos os dias após cada show e cada filme.
Todos os dias que estive presente foram MARAVILHOSOS e só ouvi coisas maravilhosas sobre os dias que nao pude estar lá (sou apaixonada pelo Brasil e fa do Círculo Cultural Brasileiro e.V. aqui em Stuttgart, mas ainda sou estudante, poxa! rs).
Ontem foi o fechamento, um fechamento que na verdade nao tem nada a ver com o nome, pois pra mim ali ficou uma porta escancarada, cheia de sonhos e oportunidades para esse festival que nasce agora.
Parabéns Círculo e obrigada por trazerem um pouquinho de Brasil pra todos nós e pra todos àqueles que queriam saber o que é que o Brasil tem “de-mais”.
Links relacionados (conforme for aparecendo alguma coisa na mídia, vou colocando os links aqui):
SENTIMENTOS – Saudades do português

Agora sao 14:15 horas da tarde aqui na Alemanha e eu deveria ainda estar na Uni, mas, adivinhem, nao estou. Fui, aguentei a aula de Direito até onde pude e, após passar do meu limite, decidi vir embora sem peso na consciência, mas com uma dor intensa no coracao.
Por quê? Porque todos os dias tento suportar o fato de nao entender 100% do que é dito nas aulas do meu MBA. Sim, até agora consegui passar em todas matérias e isso, se depender da minha forca de vontade nata, nao vai mudar. Mas tem dias (como hoje) que eu lembro que sou humana e nao a mulher maravilha. Chega um momento após 5 horas ouvindo algo que você simplesmente nao compreende, que você simplesmente desiste. Sao horas sentada ali com cara de quem tá com diarréia; vendo todo mundo rir de algo que você nao faz a menor idéia do que é; vendo todo mundo procurando alguma informacao no material didático e que você também nao faz a menor idéia o que é que eles tanto procuram; vendo que no trabalho em grupo sua colega do lado simplesmente vira às costas para você (detalhe, você está no grupo dela), pois sabe que você precisa de no mínimo mais 15 minutos pra conseguir entender as palavras mais básicas pra ela, ou seja, com certeza você nao vai saber a resposta que o grupo precisa dar; sao horas onde você se pergunta a cada minuto: “O que é que eu ainda estou fazendo sentada aqui?”. Pois bem, hoje depois de 5 horas vivendo isso pela enésima vez, decidi espontaneamente levantar e ir embora. Segunda-feira vou passar pela mesma coisa, mas pelo menos vou ter 3 dias pra traduzir todas palavras que preciso traduzir para, pelo menos, entender porque estarei sentada lá de novo.
E quando esse sentimento fica como hoje à flor da pele (sim, porque existir ele existe todos os dias desde que comecei esse MBA), sinto falta dela: da língua portuguesa. Sinto falta de ouvir, de ler e de escrever em português mais intensamente. Sinto falta da musicalidade. Sinto falta de me expressar na minha língua materna. Sinto falta de ler e só ter que entender o conteúdo, nao os significados. Sinto falta até mesmo das minhas aulas de português com a Profa. Nancy e depois com a Profa. Marleide. Ai que saudades! Meu Deus que saudades de ser compreendida e compreender tudo todos os dias! (pelo menos no que diz respeito à língua…rs)
Sendo assim, como nao podia deixar de ser, decidi saber o que dizem os poetas sobre nossa língua portuguesa. Acreditem, quando li a análise do poema abaixo “Língua Portuguesa” de Olavo Bilac, chorei e, dá um desconto, ainda estou chorando (se tivesse lido só o poema, sem a análise, teria chorado por nao entender nem mesmo português…rs). Mas me pergunto: “Será que se eu nao estivesse vivendo esse “conflito” linguístico, eu choraria lendo um poema que fala sobre a língua portuguesa?”. Acho que nao. Por isso, mais uma vez, agradeco à Deus por me por em mais uma situacao transformadora e enriquecedora, mesmo que extremamente difícil e desgastante. Viver é ajustar nossas lentes constantemente, buscando sempre novos pontos de vista.
Nossa língua portuguesa é MARAVILHOSA. Acreditem! E nao é só porque eu sou brasileira nao, muitas pessoas de outras nacionalidades que me ouviram falando português, disseram que é delicioso ouvir a gente falando português. Ou seja, falem bem ou mal dos “invasores” portugueses, mas ninguém pode negar que esse legado foi um presente. Um presente que nós, brasileiros, otimizamos e embelezamos. (((-:
Saudades de você minha querida e insubstituível “Língua Portuguesa”!!!! )))-:
“LÍNGUA PORTUGUESA” Olavo Bilac (1865 – 1918)
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela…Amote assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
Análise do poema por Paula Perin dos Santos:
“No poema Língua Portuguesa, o autor parnasiano Olavo Bilac faz uma abordagem sobre o histórico da língua portuguesa, tema já tratado por Camões. Este poema inspirou outras abordagens, como o poema “Língua”, de Gilberto Mendonça e “Língua Portuguesa”, de Caetano Veloso.
Esta história é contada em catorze versos, distribuídos em dois quartetos e dois tercetos – um soneto – seguindo as normas clássicas da pontuação e da rima.
Partindo para uma análise semântica do texto literário, observa-se que o poeta, com a metáfora “Última flor do Lácio, inculta e bela”, refere-se ao fato de que a língua portuguesa ter sido a última língua neolatina formada a partir do latim vulgar – falado pelos soldados da região italiana do Lácio.
No segundo verso, há um paradoxo: “És a um tempo, esplendor e sepultura”. “Esplendor”, porque uma nova língua estava ascendendo, dando continuidade ao latim. “Sepultura” porque, a partir do momento em que a língua portuguesa vai sendo usada e se expandindo, o latim vai caindo em desuso, “morrendo”.
No terceiro e quarto verso, “Ouro nativo, que na ganga impura / A bruta mina entre os cascalhos vela”, o poeta exalta a língua que ainda não foi lapidada pela fala, em comparação às outras também formadas a partir do latim.
O poeta enfatiza a beleza da língua em suas diversas expressões: oratórias, canções de ninar, emoções, orações e louvores: “Amo-te assim, desconhecida e obscura,/ Tuba de alto clangor, lira singela”. Ao fazer uso da expressão “O teu aroma/ de virgens cegas e oceano largo”, o autor aponta a relação subjetiva entre o idioma novo, recém-criado, e o “cheiro agradável das virgens selvas”, caracterizando as florestas brasileiras ainda não exploradas pelo homem branco. Ele manifesta a maneira pela qual a língua foi trazida ao Brasil – através do oceano, numa longa viagem de caravela – quando encerra o segundo verso do terceto.
Ainda expressando o seu amor pelo idioma, agora através de um vocativo, “Amo-te, ó rude e doloroso idioma”, Olavo Bilac alude ao fato de que o idioma ainda precisava ser moldado e, impor essa língua a outros povos não era um tarefa fácil, pois implicou em destruir a cultura de outros povos.
No último terceto, para finalizar, quando o autor diz: “Em que da voz materna ouvi: “meu filho!/ E em que Camões chorou, no exílio amargo/ O gênio sem ventura e o amor sem brilho”, ele utiliza uma expressão fora da norma (“meu filho”) e refere-se a Camões, quem consolidou a língua portuguesa no seu célebre livro “Os Lusíadas”, uma epopéia que conta os feitos grandiosos dos portugueses durante as “grandes navegações”, produzida quando esteve exilado, aos 17 anos, nas colônias portuguesas da África e da Ásia. Desce exílio, nasceu “Os Lusíadas”, uma das oitavas epopéias do mundo.
Fonte: http://www.infoescola.com/literatura/analise-do-poema-lingua-portuguesa/
BRASIL – Fui pra fora pra te (e me) ver melhor

Nao sei. Nao sei por onde comecar. Aliás, todo dia penso em escrever algo, mas de repente percebo que tudo que quero escrever nao cabe em um blog e, pior, nao vou conseguir transmitir tudo como eu gostaria. Pois é, tudo isso pra dizer que minhas férias no Brasil foram positivamente SU-PER-LA-TI-VAS!
Infelizmente sempre voltamos com o sentimento de nao ter feito tudo que queríamos, de nao ter visto todos que queríamos ver, de nao termos visitado todos os lugares que queríamos e de nao ter abracado à todos o tanto que gostaríamos. Sei, sei que devemos pegar tudo que vivemos e ficar feliz por tudo que conseguimos realizar, mas nao posso negar que ainda estou com uma vozinha me dizendo que eu poderia ter dividido meu tempo melhor e, principalmente, que eu poderia ter ficado mais tempo com a minha família (mesmo eles morando nos cafundó e eu estar sem carro…hehehe).
Estar no Brasil é SEMPRE motivo de uma alegria inexplicável pra mim, mas dessa vez foi também inexplicavelmente melhor. Nao sei. Nao tenho bem certeza do por quê, mas foi. Cada visita me trouxe sentimentos diferentes e dessa vez senti que já estou de volta, senti que já estou com o pezinho lá de novo, senti que estou preparada para voltar.
Abaixo vou descrever longamente (sorry, nao dá pra resumir sentimento…hahaha) o que senti em cada visita, mas logo depois vou colocar algumas montagens com as fotos da última visita e descrever brevemente os momentos, ou seja, podem pular pra segunda parte, caso nao queiram chorar. ((((-:
Na primeira visita um ano após a partida foi euforia pura. Fui “interrogada” todos os minutos sobre a nova cultura, sobre a vida na europa, sobre ter aprendido uma nova e difícil língua. Nao vi nada (de verdade) a minha volta, só queria falar, falar, comer, abracar, viver tudo intensamente com os que amo. O tempo voou e na partida chorei absurdamente, como se ali tivessem cortado meu cordao umbilical e me separado da pátria mae.
Da segunda vez, o inverso. Cheguei com um sentimento de nunca ter estado ali, pois achei tudo muito grande, muito caótico, muito perigoso, muito Brasil, muito Sao Paulo. Era muito pra mim. Me senti, acreditem, uma verdadeira européia. Estava assustada, estava com medo, estava deslocada. Foi horrível, de verdade. Lógico que rever “os meus” foi delicioso como sempre, mas mesmo assim estava me sentindo deslocada e, acreditem, inferior. Nao sei se escrevi sobre isso, mas falei sobre com alguns. Eu já estava com meu alemao, digamos, avancado, mas nao tinha horizonte. Era apenas uma mulher com 30 anos. Era apenas alguém que tinha aprendido uma nova e difícil língua. Era apenas alguém que ainda estava procurando um caminho, ou melhor, um recomeco. Já meus amigos, muitos dos quais já tinham trabalhado comigo, estavam ainda trabalhando e muitos já estavam em uma nova e melhor posicao. Todos com seu próprio dinheiro, com seu próprio carro, comprando um apto ou casa juntos, programando um casamento onde os dois iriam dividir todos os gastos, algumas amigas já tendo ou planejando ter filhos e assim por diante. E eu? Eu, apesar de todos me aplaudirem pela coragem e pelas conquistas (que eu nao valorizava de verdade), me senti nada. Me sentia mal quando as pessoas comecavam a discutir sobre seus projetos no ambiente de trabalho ou quando comecavam a contar sobre planos de carreira. Senti inveja (da branca, lógico). Ouvindo muitas dessas conversas ou após ser questionada sobre meus planos (os quais ainda nao existiam de verdade), saía e ia para o banheiro (ou para qualquer lugar onde pudesse esconder meu vazio) chorar. Fui agressiva muitas vezes, pois por me sentir pequena, me sentia agredida sempre que alguém me lembrava (sem querer) do quanto eu me sentia assim. Perdoem-me. Da segunda vez que estivesse no Brasil meu “eu” estava ferido, orgulho ferido. Além disso, eu estava com medo. Muito medo. Andando eu sentia pavor, medo de qualquer um que se aproximasse, medo de todos flanelinhas, pavor de andar de carro em qualquer lugar. Me senti uma pessoa que vinha de uma cidade muuuuito pequena. Fiquei, de verdade, perturbada. À noite nao dormia, porque de minuto em minuto surgia uma cena na minha cabeca onde alguém do nada atirava na minha direcao com uma arma. Foi doentio e fiquei, de verdade, preocupada. Voltei para a Alemanha com medo de ter me “perdido”. Tinha medo que o “meu Brasil” tivesse sido desintegrado ou que, talvez, jamais tivesse existido. Medo. Medo foi o sentimento mais presente na minha segunda visita ao Brasil.
Mas agora. MEU DEUS, “meu Brasil” estava lá! Intacto, florido, seco, baguncado, caótico, sorridente, quente, chuvoso, poluído (em Sampa), rico, pobre, misturado, perigoso, aportuguesado, saboroso, musical, selvagem, africano, festeiro, desigual, gigante, divertido, índigena, diverso, trabalhador, latino, otimista, enfim, brasileiro. Mas eu também era outra e isso com certeza influenciou meu novo (e velho) ponto de vista. Na ida fui sozinha. Já no aviao meu coracao já palpitava, parecia que ele sabia: “estamos indo pra casa”. E nao demorou muito comecamos (meu coracao e eu) a ter certeza do destino, afinal um aviao indo para o Brasil normalmente tem sempre muitos brasileiros e onde tem brasileiro tem falacao, tem bagunca, tem gente puxando conversa com quem está na poltrona ao lado. Comecei a ouvir o pessoal fazendo amizade, mas (nao sei por quê) fiquei me contendo pra falar com a moca que estava ao meu lado, preferi ler meu livro. Pensei comigo: “Maira, como tu tá fresca! Só me falta essa, trocar uma possível boa conversa por um livro”. Depois desse pensamento percebi que eu precisava voltar a ser eu. Decidi entao puxar papo com minha “vizinha” e a conversa foi DELICIOSA! E acreditem ou nao ele ainda é famosa! É integrante de um grupo musical super interessante que já foi até no Jô e que estavam em turnê na Franca. Dá uma olhada no trabalho do Barbatuques aqui . Ela me passou o email dela, mas, pra variar, perdi o papel. A conversa estava tao boa que nem vimos o tempo passar e de repente ela me disse: “Olha Sampa lá embaixo!”. MEU DEUS!!!! Eu me senti uma crianca. Fiquei tao eufórica em ver aquela cidade enoooooooooorme e saber que boa parte da minha história está lá, que as pessoas que mais amo no mundo (exceto meu marido…hehehe), estao lá. Uma selva de pedra, um emaranhado de sonhos eternizados em concreto, um caos urbano, uma velocidade que lá de cima já se sente. Só de voar sobre SP (óia é dai que vem o verbo “sobre-voar”…afff), já senti que precisava correr. (((-: Foi mágico! Estar em casa é sempre mágico. Chegando no aeroporto nao havia dúvida: eu estava REALMENTE no Brasil. Como constatei isso? Simples. Na hora de ir pegar as malas na esteira. É assim, tem a esteira em forma de U e no meio do U tem uma pilastra e no meio da pilastra tem uma TVzona e estava passando um jogo de futebol. Para colocar as malas na esteira ou tirar as que, aparentemente, nao tinham dono, tinha 2 sujeitos ali no meio (de frente pra TV) e eis que os dois simplesmente pararam de arrumar as malas e comecaram a acompanhar o jogo fielmente. Quem estava esperando as malas poderiam (caso fossem alemaes) reclamar, mas nao, quando percebi todos estavam com os olhos grudados na telinha e as malas rodando, rodando, rodando. Isso é ou nao é Brasil? Nao que eu ache bonito, mas enfim, “isso” somos nós. (((-:
Mas foi quando passei pela porta do desembarque que realmente me senti “em casa”, pois lá me esperavam duas mulheres incríveis que AMO: minha mae e minha irma. Como foi bom vê-las e poder, enfim, abracá-las. Sao duas mulheres realmente admiráveis por tudo que conquistaram e por tudo que representam pra mim. Nossa relacao sempre foi de altos e baixos, mas nunca nos perdemos completamente, ao contrário, sempre nos reencontramos nos sentindo mais próximas. Acredito que foi com elas e por amá-las tanto que aprendi a lidar melhor com as diferencas entre as pessoas, caso contrário nós nao estaríamos mais juntas hoje em dia, pois somos beeeeem diferentes. (((-:
Fiquei no Brasil um mês e foi MUITO POUCO. Nao fiz metade do que queria ter feito. Nao vi metade das pessoas que queria ter visto. Mas, no entanto, comi o dobro do que poderia ter comido. Isso mesmo, agora estamos, eu e o Rô, de dieta. (((-:
Maaas a pergunta que nao quer calar: “E por que dessa vez foi tao diferente?”. Bom, quem me conhece sabe que meu nome deveria ser “Porquezilda”, ou seja, SEMPRE procuro explicacoes lógicas pra tudo que acontece e pra tudo que se sente e olha que poucas vezes nao encontro ou nao crio uma explicacao. Dessa vez nao foi diferente. Fiquei realmente cismada com esses sentimentos conflitantes e conversando com alguns amigos, acabei entendendo o processo. Quem me ajudou a matar a charada definitivamente foi minha melhor amiga ever, a Alesinha. Estávamos conversando exatamente sobre isso tudo e foi quando ela me disse: “Má, será que nao é porque da outra vez você além de nao estar ainda no MBA, você também estava muito em casa, sem contato diário externo, sem uma rotina na rua, etc?”. Bingo! Por isso estava tao amedrontada em Sampa, pois no ano anterior a visita fiquei a maior parte do meu tempo dentro de casa, que seja na minha ou na de outros amigos, sem contato real com o mundo externo, seu ritmo e seus perigos. Simples assim. Mas agora nao, agora eu tenho tudo isso de volta. Tenho uma rotina beeem agitada todos os dias, pego trem, pego onibus, saio por ai com amigos, corro risco por estar viva. Sim, me sinto viva novamente e isso É DELICIOSO!
Após elucidar minha evolucao como “turista na terra natal”, vamos aos fatos. Segue agora de forma beeeeeeeeeem resumida um pouco sobre nossas férias no nosso país amado e insubstituível. E, aproveito esse espaco, para agradecer MUUUUUUUUUUUUITO à todos que fizeram parte desse período inesquecível e também aproveito para dizer à todos que nao consegui encontrar que logo estaremos de volta e o tempo sempre está a favor do amor e da amizade. Resumindo: vocês nao estao livres de nós! (((-:
1) M&M em Sampa: “Café da manha na padoca” – Com direito a chapado, pingado e vitamina de morango com leite

2) M&M em Sampa: “Tocando piano na Estacao Luz” (Projeto toque-me, sou teu, clique aqui para conhecer) – Estávamos nós passeando pelo centro e decidimos ir visitar a agora reformada e mais linda ainda estacao da Luz. De repente nos deparamos com um piano no meio de um dos saloes da estacao e, mais impressionante, percebemos que ele estava ali para ser tocado por qualquer um. Mesmo assim, ficamos um pouco ressabiados e vimos que tinha um guarda espiando o piano, ou melhor, protegendo. Bom, pra saber se era permitido ou nao só nos restava ir além. Sendo assim, o Rô (que sabe tocar um pouco) sentou e mandou ver. Aquela cena me deixou fascinada, o projeto me deixou fascinada. É um projeto de um inglês e por causa desse projeto existem 8 pianos espalhados em Sampa, disponíveis para o público em geral. Uma forma fascinante de abrir uma porta aos mais carentes que muitas vezes nem sequer viram um piano tao pertinho. Pois agora podem inclusive tocar. O mais engracado é que comecei a falar para o Rô que era curioso pensar que quase ninguém que passa por aquela estacao deveria saber tocar piano, afinal esse é um instrumento que (na minha cabeca) é elitizado, principalmente pelo preco de se ter um. Enfim, quebrei a cara e quebrei principalmente mais um pré-conceito. Depois que o Rô deu o show dele, descemos umas escadas procurando uma saída, mas percebemos que estávamos no lugar errado e tivemos que passar de novo pelo salao onde estava o piano. No piano havia agora uma mulher com aspecto de ser uma mulher bem simples, uma mulher que nos colou no chao quando comecou a tocar. Muitos pararam pra assistir e ninguém mais queria ir embora. Quando ela acabou uma das músicas, eu estava (de verdade) boquiaberta. Mas o mais engracado e inacreditável veio depois. Passou um mendigo por nós e disse com toda pompa e propriedade: “Ahhh tocar isso qualquer um toca. Se é boa mesmo, quero ver mandar um Mozart ou um Betoven”. Pronto, mais um pré-conceito espatifado, ou seja, mendigo também pode ser culto.

3) M&M em Sampa: Estacao da Luz, Museu Anchieta, Pateo do Colégio e muita alegria em estar ali a passeio. (((-:

4) M&M em Sampa: “Comida Japonesa” – EU AMO! Sério, amo o Brasil, mas nao há comida nenhuma do mundo tao boa quanto a comida japonesa. AMO! AMO! AMO! Pois é, acabam de descobrir onde minha brasileiridade é falha. (((-:

5) Má em Sampa (Ribeirao Pires): “Encontro Familiar” – Isso sim eu amo mais que comida japonesa! Essa é minha pequena, mas muito especial, família materna: minha mamis (que faz o melhor peixe do mundo!), meu avô doidinho, minha avó figura, meu maninho cientista, meu tio bigodudo e minha irma atleta (agora só quer saber de maratona…hahaha). Infelizmente nao fiquei tanto tempo como gostaria com eles, afinal moram a 70km de distância de Sampa e ai, por causa do pouco tempo de férias, ficaria beeem complicado ver outras pessoas ou até mesmo fazer minhas coisinhas estando lá. Mas quero que saibam que trouxe comigo já uma saudade absurda de vocês, principalmente depois de ouvir tantas histórias deliciosas e de receber abracos tao verdadeiros, daqueles que só sentimos quando vem de pessoas que realmente fazem parte da nossa vida e nao importa onde estejamos. Isso mesmo: nao importa a distância, nao importa quantas horas por ano, vocês sao os que mais amo! Papis, vó Herta e Yasmin: vocês estao nesse grupo, viu? Do grupo dos mais amados pra sempre!


6) Má em Sampa: “IPT e ETWB - O retorno e a prole” – Nessa foto estao amigos daqueles que você ficaria horas e horas e dias contando tudo que passaram juntos, tudo que vivenciaram, tudo que guardaram em segredo juntos, tudo que ganharam, tudo que perderam, tudo que sonharam, tudo que choraram juntos, tudo que mentiram juntos, tudo que sofreram, tudo que sorriram, tudo que viveram juntos. O negao ai no canto esquerdo nem se fale, foi meu professor de química quando eu tinha (afff…14 anos se passaram…) 17 anos (aliás, conheco todos ai embaixo – menos o micróbio do Generoso – esse mesmo tanto), depois virou meu mestre e hoje eu rebaixei ele pra amigo mesmo. A Alê (do lado do negao) já me conhece faz tempo, ou melhor, muito tempo. Nos “conhecemos” quando eu ainda era uma pentelha, sei lá uns 10-11 anos, mas ela nao ia com a minha cara. Passaram-se os anos e olha nós aqui: amigas, irmas. (((-: Os outros? Bem, os outros sao SÓ os meus melhores amigos, meus irmaos, ou seja, já sou tia de 3. (((-: Saudades seus tranqueiras…

7) Má em Sampa: “Sol na laje” – Isso prova que nem todo paulistano tem cor “branco de escritório”. Isso mesmo! Com uma laje você pode adquirir a cor “Morena-Laje”. Ué, tem tu, vai tu mesmo! O que importa é ser feliz, com ou sem praia, mas sempre com cerveja. (((-:

Má em Sampa: “Blind date” (Encontro às cegas) – Foi assim que conheci duas loucas em Sampa: às cegas. E nao foi só isso, tive mais dois outros encontros do mesmo tipo, mas isso explico depois. Vamos as loucas. Valéria (louca mor) chegou até meu blog. Fiquei um tempao só abelhudando, mas sem comentar nada. Um belo dia a louca mirim (eu) estava triiiiste e escreveu um daqueles posts “ninguém me ama, ninguém me quer”. Valéria decidiu enfim fazer um contato (no caso dela um contatao) e deixou um comentário (ou seria um testamento?) na sub-página “Quem sou eu?”. A partir de entao a louca-mor e louca-mirim decidiram eternizar uma louca amizade. Ficamos em contato por email e decidimos nos conhecer quando eu fosse ao Brasil. Ela convidou a Aninha (louca master), pois, segundo ela, esta também estava louca (que novidade!) para me conhecer de tanto que a Valéria falava de mim. Na verdade a Valéria tinha medo que eu fosse uma louca e por isso decidiu ir acompanhada, mas enquanto ela nao admite isso eu finjo que acredito na primeira versao e tudo bem. Bom, só sei que mais uma vez o “Retratos e Relatos” me dá um presente inesquecível e inseparável: as duas loucas. Tao pouco tempo e já temos várias histórias pra contar: uma que quase fomos expulsas do Café que fica dentro do Museu Anchieta e outra foi a festa de aniversário da Aninha com 3 convidadas e 5 bichinhos de pelúcia como figurantes. (((-: Já estou sentindo falta das loucuras…

9) Má em Sampa: “O Brasil tá cult” – Primeiro foi um piano na Estacao Luz e depois me aparece esse jovem na Estacao Ana Rosa. Eu tive que parar pra ouvir, pra ver, pra sorrir e até dei umas moedinhas. Saí com a sensacao de ter feito pouco. Sei lá, queria na verdade era conversar com ele, mas nao tive paciência pra esperar ele terminar e jamais iria interrompê-lo. Conversar o que? Meu Deus, eu tenho um sério problema, pois eu sempre quero saber a história de todas pessoas curiosas que encontro na rua ou em qualquer lugar. Eu tenho uma curiosidade que nao cabe em mim, mas me falta, acreditem, cara-de-pau. Ai saio arrependida. SEMPRE! Tenho que parar com isso. Tenho que parar de correr. Tenho que ouvir a música até o final. Isso, tenho que ouvir a música até o final e jamais deixar de aplaudir àqueles que tocam até o final da música. Pegou o recado? (((-:

10) M&M em Belo Horizonte (MG): “Pampulha” – Se tem um lugar que eu simplesmente AMO em BH é a regiao da Lagoa da Pampulha. É lindo! Tem a igreja da Pampulha, o Mineirao e o Mineirinho na foto do lado direito embaixo, as palmeiras, um parque ecológico, etc. Aliás, a lagoa está um espetáculo, mas senti falta das pessoas. Sei lá, achamos estranho, pois estava tudo muito calmo e deserto. Enfim, bom pra tirar fotos. (((-:

11) M&M em Contagem (BH – MG): “Casa de Cacos” – Segundo li: “Representação simbólica das várias identidades de Contagem, é a única em sua tipologia no Brasil. Essa Cidade-Mosaico Cultural está retratada nos fragmentos coloridos de louça, incrustadas nas formas criadas nas paredes, objetos, muros, esculturas e imagens. A casa, a calçada e até os móveis são revestidos por fragmentos coloridos de louça e vidro, formando vários desenhos. O artista Carlos Luís de Almeida criou sua obra de 1963 até1989, ano de sua morte (fonte aqui). O mais interessante nesse passeio nem foi tanto a casa (apesar de ser interessantissíma), mas a senhora da prefeitura que fica cuidando da casa e o senhor que mora em uma casa na mesma na rua, mas que pelo jeito vive na calcada da “Casa de Cacos”. O senhor era uma figura e saímos arrependidos de nao ter tirado uma foto com ele, pois ele e a casa tem uma história juntos e você percebe isso quando ele comeca a contar as histórias de como a casa foi contruída, que no dia em que Jucelino Kubitschek foi visitar a casa ele estava lá e assim vai. Uma visita casual e inesquecível. Vale a pena passar lá, mas é uma pena que a visitacao nao é mais permitida por questoes aparentemente políticas. Uma pena e mais uma vergonha.

12) M&M no Meireles (Pará de Minas – MG): “Excursao no Meireles e ao passado” – Essa viagem foi simplesmente fantástica e inesquecível. A história da família do Rô por parte de mae é cheia de gente e de saudades. Fico fascinada com as histórias que eles contam e mais ainda quando tenho a oportunidade de dividir momentos como os dessa viagem em particular. Meireles é tipo um subdistrito de Pará de Minas, em Minas Gerais, mas a única informacao aproximada sobre o lugar que encontrei foi que Meireles era uma família de italianos em Minas Gerais, ou seja, pode ser que o nome do lugar é esse, pois era ali que morava essa família. Resumindo, o lugar é bucólico, lindo, calmo e ainda puro. Parece, literalmente, que o tempo lá parou. E o que alguém pode ir fazer num lugar desses? A história da família da mae do Rô comeca ali e ali ainda vivem alguns parentes queridos, que já nao eram vistos pela minha sogra por 20 anos. Passamos na frente da casa e das terras que um dia foram dos avós do Rô (já falecidos) e depois fomos visitar um casal de tio-avós do Rô (tios da mae dele). Um dos casais e lugares mais inesquecíveis que já estive. Uma casa simples, um casal simples, uma vida simples e MUITA, muita alegria verdadeira. Uma hospitalidade natural, ou seja, nada de fazer por educacao, mas sim por carinho. Fiquei encantada com eles, principalmente depois de conversar um “cadinho” com a D. Rosa. Eles diziam pra nós a toda hora com o maior orgulho e alegria que tem já 64 anos de casado. Conseguem imaginar isso hoje em dia? Eu nao, até porque a maioria agora casa quando tem 30 ou mais e separar hoje é a coisa mais banal do mundo, infelizmente. Sao pessoas de fé e católicos praticantes, entao vao todos os anos, no dia do aniversário de casamento, visitar o Padre Libério. Depois falo dele, afinal na excursao teve até visita a santuário. Ficamos pouco tempo com eles, mas o suficiente pra sair de lá com a cabeca loooonge. Teve um momento onde ficamos só eu e o Rô conversando com a D. Rosa, na verdade ela estava me dando uma bronca (de brincadeira, lógico), pois justo naquele dia eu tinha esquecido de colocar a alianca de casada e ela ficou brincando dizendo pro Rô ficar esperto (nao com essas palavras, lógico). De repente, nao me lembro em que contexto, ela nos disse: “Sabe, eu sempre desde de pequena achei que pra gente ser feliz a gente tinha que saber ler e escrever. Mas hoje eu sei que nao, pois nao sei ler e nem escrever até hoje, mas em compensacao tenho vários netos, vários bisnetos, meu marido, minha casa e sou muito feliz.” Saí de lá pensando nisso e desejando do fundo do meu coracao que eu viva baseada nesse princípio, no princípio de que nao precisamos (de verdade) de muito pra se viver bem e feliz. Lógico que nao é pra entender ao pé da letra, é preciso filtrar e trazer pra minha vida esse ponto de vista em relacao aos valores humanos. Preciso calibrar minha balanca, mesmo que o meio pese demais, preciso fazer valer meus valores essenciais. Saí de lá com vontade de ficar mais, pois sao essas pessoas, frequentemente tratadas como “velhos”, que tem muito a nos ensinar sobre o que vale DE VERDADE nessa vida. Ainda sinto o gosto do café e dos biscoitos de polvilho… Foi mágico.


13) M&M em Leandro Ferreira (BH-MG): “Santuário Padre Libério” – O Padre Libério me foi apresentado pelo Rô que, apesar de nao ser um católico praticante, é, digamos, um devoto do Padre Libério. Minha sogra é devota fervorosa e sempre se “apega” ao padre para tudo que precisa. Eu, bem eu nao sou devota, nao sou católica, mas tenho um respeito gigante por esse padre. Sim, pois sempre acredito que essas coisas mal nao fazem e, uma vez que é importante para o Rô, faco questao de respeitar e apoiar, já que pra ele é importante e eu apoiar nao custa absolutamente nada. Além disso, vi as fotos desse padre e ele tem uma carinha de ser tao fofo e um homem tao bom. Na “Sala dos Milagres” eu parecia realmente uma japonesa devota, pois nao cansei de tirar fotos. Vocês já foram em uma sala dessas? Se tiverem oportunidade, nao deixem de ir. É muito interessante ver todos agradecimentos pelas graças ou “milagres” promovidos através da fé no padre. Muitas fotos, aparelhos de pessoas que aparentemente devem ter voltado a andar, bebidas alcoólicas de pessoas que devem ter parado de beber, cigarros, cartas super carinhosas e sinceras de agradecimento, roupinhas de bebê e etc. Pra mim foi interessante, pois, apesar de nao acreditar em milagres, fiquei super tocada com a fé de todas aquelas pessoas e nao tenho dúvida que se um dia (isola!) eu passar por algum problema mais sério irei até lá fazer uma fezinha também. (((-:

14) M&M em Carrancas (BH-MG): “Encontro de 10 anos de formatura da turma do Rô na UFMG” – Agora entenderam por que 2 finais-de-semana em Minas? Pois é, nao podia deixar de participar de um evento tao delicioso e num lugar tao maravilhoso que é Carrancas. Uma cidade, cujas cachoeiras já serviram de cenário para várias novelas globais. Foi o encontro da turma que fez Engenharia Mecânica com o Rô na UFMG 10 anos atrás e a turma alugou 10 chalés de uma pousada maravilhosa (um chalé por família). A turma é MUITO bacana e a uniao deles é algo raro de se ver. É envolvente. Estando lá eu fiquei imaginando se vou um dia conseguir fazer isso com a minha turma do técnico por exemplo ou até mesmo com a turma do ginásio, afinal sao dessas fases que guardo mais amigos. Da Uni sobraram apenas alguns, os verdadeiros. Maaaas, sonhar nao custa nada, né? Por enquanto. (((-:

15) M&M em Belo Horizonte: “Só se for estupidamente gelada” – Nessas férias eu me acabei de tanto tomar breja do jeito que eu AMO, ou seja, estupidamente gelada. Os admiradores da boa cerveja que me perdoem, mas os alemaes nao sabem o que estao perdendo. (((-:

16) M&M em Belo Horizonte: “Só no Brasil tem” – Chopp por R$ 1,00 e a monga (foto de baixo, viu!? Humpf…)

17) M&M em Esmeralda (MG): “Fazenda do Tio Toinzinho” – É! O Rô pegou pesado nas propostas de convencimento para eu ficar mais tempo com ele em Minas. Me disse que ia pra Fazenda do Tio Toinzinho (tio dele que eu AMO!) e que ia pescar e andar a cavalo. Sem mim? De jeito nenhum! Mas só Deus sabe como foi difícil decidir, pois eu também queria ficar com minha família, mas ainda se fosse só a pesca. Eu gosto de pescar, mas acho que os peixes agora devem ter medo de mim, pois peguei um pela barriga e nao me perguntem como o anzol foi parar ali. Mas, agora de andar a cavalo eu nao abro mao. AMO!!! Aliás, anotem ai, outro sonho. (((-:

18) M&M em Igarapé, MG: “Flammkuchen made in Brazil” – No sitio da familia do Rô, tem agora um super fogao & forno à lenha e decidimos estrear o bichinho com nossa mais nova receita alema: o Flammkuchen. É muito simples, fácil e barato de fazer. Além disso, a massa é super fina e o recheio também, tornando-o bem mais digestivo que uma pizza comum. Tem o recheio típico alemao, mas tivemos que adaptar por falta de ingredientes no Brasil. Bom, no fim é lógico que o recheio acabou sendo “abrasileirado”, ou seja, o povo decidiu fazer tipo uma pizza de muzzarela mesmo e mandar pra dentro. (((-:

19) M&M em Belo Horizonte: “Mercadao Municipal” – EU AMO o Mercadao de BH! O de Sampa é bunitinho coisa e tal, mas é muito chique pro meu gosto e, pra mim, mercadao tem que ser mais baguncado. O de BH é muuuuito “roots”! Dessa vez, além de bater perna por lá, fizemos um pit stop pra comer em um dos butecos mais badalados de lá, o “Casa Cheia”. O nome é sugestivo e condiz com a verdade, viu!? Nós demos sorte por estarmos em dois, caso contrário íamos ficar esperando uma eternidade pra conseguir uma vaguinha. Eu me acabei na feijoada dos Deuses e o Rô mandou ver no mexidao maluco dele. E a cervejinha beeeem gelada entao! Peloamordedeus, esse almoco me trouxe muitas calorias, mas foi um prazer. (((-:


21) M&M em Leandro Ferreira, MG: “Consobrinha” – Essa é a minha sobrinha linda que no nosso casório era beeeem pequenininha e quietinha. Pois é, agora tuuuuudo mudou. Ela continua linda, mas agora nao para de jeito nenhum. Por que “consobrinha”? Bem, fiquei pensando que o marido da minha cunhada é meu “concunhado” e “cunhado” do Rô, que a esposa do meu cunhado é minha “concunhada” e “cunhada” do Rô, logo a “sobrinha” do Rô é minha “consobrinha”. Pegou? (((-:

22) M&M em Igarapé (MG): “Nóis na roca” – Agora entenderam por que é tao difícil ir embora de Minas? Olha o lugar delicioso onde estávamos. Olha essa vida. Olha essas amoras. Olha a rede. Olha o piano. Olha o café da manha. Olha esse homem. E ainda me perguntam porque amo esse lugar. (((-:

23) M&M em Igarapé: “Trekking na Serra Azul - Porque só o cume interessa” – pertinho de onde os pais do Rô tem uma “rocinha”, fica a Serra Azul. Decidimos ir lá no domingo com meu cunhadinho e meu concunhado. O trekking é fácil, mas através dele percebi uma passagem clara da minha fase “fitness” para minha fase “fatness”. Sério! Em vários trechos tive que pedir água. Senti claramente que preciso comecar a fazer algo que nao curto, correr, afinal preciso melhorar meu condicionamento aeróbio. Andar eu ando 50km em um dia sem reclamar, mas pra subir tô precisando de um guindaste. Enfim, a trilha é linda e as cias eram master show de bola. Como em muitas trilhas no Brasil, a única coisa ruim é resultado da presenca do homem, ou seja, os lixos deixados no meio da trilha. Os que estavam no nosso caminho pegamos e levamos para jogar em um local apropriado conhecido como “lixeira”, mas fico pensando quantos outros quilos de lixo existem espalhados pelas trilhas do Brasil? E mais, será que todos visitantes que veem um lixo jogado tem a atitude que tivemos? Quantos dos que reclamam da sujeira, a limpam mesmo nao tendo provocado esta? Quantos de nós entende que a responsabilidade é de todos nós, uma vez que todos pagaremos com as consequencias de todas atitudes individuais no mundo? Nao sei. E fico triste em perceber que pessoas que fazem caminhadas, tem a coragem e o desrespeito de sujar o caminho, danificando a natureza, gerando problemas ambientais, gerando lixo onde nao deveria haver. Estou cansada de ver que mesmo com tudo que anda acontecendo no mundo as pessoas ainda nao entendenderam que o problema ambiental é um problema de todos nós, é um problema que diz respeito ao coletivo e nao mais ao indivíduo. Você gosta de fazer trilhas? Caminhadas no meio da natureza? Entao, POR FAVOR, ajude a preservar e a conscientizar.

24) M&M em Sampa: “Churras” – Esse churras era “meio” que um churras coletivo para os amigos da Ritinha (que foi embora no outro dia) e para os meus, mas no fim, nossos convidados em comum foram, mas muitos que eram só meus e disseram que iam, nao foram. Tudo bem que o lugar era o fim do mundo, tanto que quase nem eu e o Rô conseguimos chegar, mas fiquei, claramente e publicamente, chateada com o “descompromisso” de alguns. Sim, coisa de brasileiro, mas acredito que meus amigos entenderam que nesse ponto eu alemanizei total e espero que da próxima vez, pelo menos avisem. Lógico que também, por outro lado e principalmente, fiquei HIPER feliz pela presenca dos que vieram e é lógico que me diverti muito, aproveitando cada minutinho e ganhando muitos cortes na mao. Pois é, fiquei fazendo caipirinha e conversando, ou seja, no que ia cortar o limao, ganhava um corte novo na mao. Por isso digo que quando dou festa nao posso fazer outra coisa ao mesmo tempo, pois meu negócio mesmo é conversar e brincar. Entenderam agora porque sempre é o Rô que fica no fogao nas festinhas aqui em casa? Enfim, festa com amigos é SEMPRE a melhor coisa do mundo!!! (((-:

25) M&M em Sampa: “Despedida & Pizza” – Esse foi nosso último dia em Sampa e no Brasil e foi, sem nem tirar nem por, PERFEITO! Fizemos uma festinha bem básica, convidamos sem pedir confirmacao (pra evitar qualquer estresse), garantimos bebidas e caipirinha por nossa conta e rachamos o preco das pizzas. Isso, pois pra mim o mais importante em um encontro de amigos e família nao é onde, nem o que vai ser servido, mas sim as pessoas que estarao lá. E dessa vez nao dividi a turma, convidei todos para um dia só e a maioria dos que convidei estava presente, inclusive alguns eu nem acreditei que foram. O mais engracado é que nao tinha lugar pra todo mundo (tivemos até dois turnos de visitas…hahaha) e no fim ninguém quis sentar. Achei o máximo e um alívio! Mas, Bom, meus amigos que me perdoem, o que me fez mais feliz foi que meus pais, minha vózinha e meus irmaos (menos o mais velho que mora em Cuiabá) vieram. Me arrependi de nao ter tirado uma foto com minhas irmas e meu maninho, mas ano que vem a gente dá um jeito nisso e ai quem sabe o mais velho nao vem também. AMEEEEEEEEEEEEIIII !!!! Que todos saibam que nao estao só nas minhas fotos, nem só na minha memória ou na minha história, vocês estao pra sempre no meu coracao e na minha vida. Saudades!


26) Má em Sampa: “Drosophila” – Uma noite fui no barzinho chamado “Drosophila” (clique no nome e veja o site que style) com meu master amigo Henrique. É nessas horas que você percebe como seus amigos te conhecem, pois ele me levou lá porque disse que era minha cara e, por sorte dele, acertou em cheio. Sério, pois quando ele me falou do nome eu disse: “Mas isso nao é um nome de uma mosca?”. E é. Maaaaas AMEI! Fica na regiao da Consolacao, sendo que o original ficava em Belo Horizonte (MG). Mundo pequeno, né!? A decoracao é muito louca e confusa, uma mistura de estilo barroco com indiano e mais algum estilo que talvez nem tenha nome. O melhor de lá é, sem dúvida, essa bebida que provei, a “Diabolique”, feita com vários ingredientes, entre eles pimenta dedo de moca, portanto dispense beber o que ficar no fundo do copo. Dica de uma sobrevivente. (((-:

27) Má em Sampa: “Provando o que o Mato Grosso do Sul tem de bom” – AMIGAS. Sim essas 3 louquinhas sao AMIGAS maravilhosas. Daquelas que choram juntas, riem juntas, dancam juntas, falam coisas sem sentido juntas e assim vai. Sempre que a gente se encontra é uma festa, logo um problema para os donos dos estabelecimentos em Sampa. Nessa noite fomos jantar em um restaurante que fica na Vila Mariana e apresenta a mais pura culinária do Mato Grosso do Sul. Eu, particularmente, nao sabia nada da culinária desse estado e me diverti horrores com os nossos foras regionais. Mas também onde já se viu um “pacuzinho” que nao é um pacú pequeno, uma “bananinha” que nao é uma banana pequena e assim por diante. Mas em compensacao aprendemos coisas preciosas como, por ex., comer mandioca cozida com molho shoyo. Hummmm! E também descobrimos que 4 mulheres juntas sao capazes de produzir mais decibéis do que um ambiente fechado com 400 homens. (((-: AMO VCS patetinhas! (((-:

28) Má em Sao Caetano do Sul (SP) – “Nós no Paddock6” – Esse casal é daqueles que você gruda e nao solta mais e que sempre te levam pra conhecer algo inusitado ou para algum lugar onde vai viver coisas nao esperadas. Dessa vez nao foi diferente. A Rô já tá na minha vida há aaaaaaaaaanos. Já moramos juntas, já saímos juntas em uma escola de samba (eu sai de destaque, mas abafa o caso), batíamos cartao nas danceterias de Sao Caetano do Sul, demos curso de seducao para velhinhas, mas ela é, antes de tudo, uma super amiga da minha mae (tá, eu roubei ela…hahaha). O Rick apareceu depois, mas já se fez indispensável. Bom, mas enfim, essa noite fomos em um barzinho para motociclistas muito bacana em Sao Caetano do Sul e, além de ser muito style, pertence à 6 sócios, sendo que dois sao amigos meus de longa data também. Viu como o mundo é pequeno? Foi uma noite fantástica, com pessoas fantásticas, em um ambiente super agradável e muitas saudades. AMO VCS bruxinhos! (((-:

29) Má em Sampa: “Da Zoropa para o Samba” – Mas é lóóógico que eu tinha que ir pro Samba e é lógico que a cia tinha que ser a melhor do mundo: Glau Glau (a nega linda), Ritinha (a dona do sorriso mais lindo do mundo) e Albert (o catalao e marido da sorrisao). Fomos no Bar Mangueira, onde rola um samba muuuuito raiz. Enfim, samba e amigos é sempre tudo de bom! AMO!

30) M&M em: “Praia de paulistano” – Pois é, ser paulistano é saber aproveitar praia em qualquer situacao, afinal sao, no mínimo, 70km pra chegar em uma. Mas fomos mais longe, até Bertioga e depois acabamos voltando para o Guarujá, na praia do Éden, dentro do condomínio Sorocutuba. Foi um passeio que, apesar do tempo feinho, foi super agradável e pudemos matar as saudades daquela areia fofinha, daquele cheiro de maresia, da água com uma temperatura agradável e de comer um pescado olhando pro mar. Ai que vida boa, meu Deus! Bom, pelas fotos nem preciso dizer o quanto fiquei feliz em estar ali, né!? (((-:


Como vocês podem ver nossas férias foram inesquecíveis e fantásticas! Pois é, nada como sair pra ver melhor. Sei que muitos saem e acabam vendo algo que os faz nao querer voltar, mas eu nao, a cada ano que passa quero mais voltar. Lógico que aqui as coisas melhoraram e muito. Quando cheguei aqui dessa vez também foi diferente, foi melhor. Conquistei uma rotina, conquistei amigos, conquistei uma história aqui também, logo já me sinto bem também quando estou aqui. Mas é no Brasil que me sinto completa. É lá que me sinto livre, leve, integrante, feliz. É lá que está o meu passado e é lá que me vejo fazendo meu futuro. AMO! Saudades hoje e sempre de todos que amo e que ai ficaram. Se venci é porque vocês estavam sempre comigo e se um dia eu perder sei que também estaro presentes. Só por tudo isso AMO VOCÊS!
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FESTA – Sommerfestival der Kulturen 2009 (Stuttgart)

Durante mais da metade do ano, ficamos por aqui “caçando” o que fazer, pois quando está frio as possibilidades de diversao (pra mim que ODEIO frio) por aqui sao mínimas: comer, ler, esquiar, beber e namorar. Ah! Tem a possibilidade de viajar pra bem longe daqui também! ((((-:
Em compensacao, quando chega no verao você fica desesperado pra aproveitar tudo que tem, mas fica mais desesperado ainda mais quando percebe que nao dá tempo de ir em todas as festas públicas que sao oferecidas. Você fica escolhendo, mas qualquer decisao dói, pois você sabe que a próxima chance é só daqui há um ano e isso, na boa, é MUITO tempo! )))-:
Por isso, o negócio é ficar antenado e nao perder, pelo menos, as melhores festas da sua cidade/estado. Aqui em Stuttgart tem, gracas à Deus, muita festa nesse período e muita festa boooooooooa. Além disso, tem muita festa que traz sua brasileiridade como, por exemplo, o Festival de Verao das Culturas que aconteceu no último final-de-semana.


Eu JURO que tinha que estudar, mas o dia nos trouxe um Sol MARAVILHOSO e, pra piorar, fiquei sabendo que nessa festa teríamos a presenca de uma banda brasileira aparentemente desconhecida no Brasil (básico): Nativa Brasileira. Se a banda era boa? O vídeo abaixo fala por mim e, digo mais, fala pouco.
A banda é formada pela curitibana Cristiane Gavazzoni, que estudou na Faculdade de Jazz e Música Popular na Faculdade de Música de Mannheim (Alemanha) e, dentre tantos outros músicos na banda, tenho que destacar Fausto Israel, pois a energia dele no palco é fantástica e que voz meu Deus! Bom, nem preciso dizer que no sábado, ouvindo ele cantar uma música que falava de saudade, chorei. )))-:

Maaaas também nao preciso nem falar que quando eles tocaram samba…. DANCEI!!!!! ((((((((((((-: Paaaara tudo! Nao existia a MENOR possibilidade de eu continuar parada, enquanto o samba rolava. ((((-:

Sai de casa decidida em fazer apenas um “bate-volta”, mas nao tem jeito. Pintou um solzinho, juntou uma turminha, rolou uma cervejinha, JÁ ERA! Nao dá pra voltar. ((((-: Resumindo, chegamos em casa já era, sei lá, acho que 23 horas. ((((-:


* BASTIDORES *
- Figuras que aparecem e ficam na nossa memória pra sempre. Isso abaixo mostra que quem está sozinho, está por que quer. (((-:

- Se você pensa que quem mora na europa é rico, eis a prova de que a coisa nao é bem assim. A única diferenca aqui é que você conta moedas em euro e nao em real. (((-:

- Essa foto foi a melhor, pois somos nós brasileiros imitando os alemaes e a foto, adivinhem, foi tirada por um alemao. Acho que até por isso demoramos uns 5 minutos até conseguirmos parar de rir pra tirar a foto. ((((-:


Enfim, a festa foi ótima e acabei deixando os estudos de lado. Mas domingo, GRACAS À DEUS, choveu e o dia ficou horrível. Ai sim, sentei e estudei bunitinha. (((((-:
INTERCULTURAL – Felicidade, café e raízes
Como a coisa aqui tá fervendo, preciso ser rápida no registro dos acontecimentos, entao vamos lá. Só para registrar de forma curta e direta duas situacoes que me aconteceram nessa semana, que mostram choques e encontros culturais. Sao muitos semanalmente, mas infelizmente só agora pensei em registrar isso de forma breve. Saco. )))-:
1-Felicidade: quem me conhece sabe que dou risada de tudo e pra todos o tempo todo. Quando eu era jovem, achavam que eu bebia e agora sinto que os alemaes e estrangeiros acham que minha mae me dava caipirinha na mamadeira e o efeito permanece. Enfim. A verdade é que durante esse semestre me achei muito estranha, pois quase nao me diverti enquanto estava na Uni, ou seja, parecia que o “efeito-caipirinha” tinha passado. É sério! E ai um dia que me sentei sozinha no refeitório pra estudar, observei 3 garotas que estavam estudando e se matando de rir. Foi ali que me cai a ficha, de que quando eu estudava em grupo era SEMPRE assim e agora com o meu grupo nao é mais. Fiquei arrasada e quase chorei quando percebi isso. Ai no intervalo sentei com minha colega alema e comentei sobre isso com ela. Disse que estava triste por perceber que nesse MBA nao estou me divertindo e ando rindo muito pouco. É ai que veio a pérola. Ela me disse séria e direta: “Maira, mas isso é normal, afinal nós realmente nao temos motivo nenhum pra rir aqui.” ))))))))))))))))))))))))))-:
2-Café: hoje o dia foi MUITO quente e eu, lógico, AMEI! Eu estava irradiante, ou seja, me senti completa, pois sem o Sol eu sou só metade. Pois bem. Eu sempre tomo café na Uni nos intervalos de manha e à tarde e hoje nao foi diferente. A diferenca é que à tarde sai da sala mais tarde que os meus colegas e nao vi ninguém da minha turma quando sai. Pensei: “Eles devem estar no refeitório pegando café.” Fui até o refeitório e nada. Peguei meu sagrado café com leite e voltei pra sala. Chegando lá, vi todos sentados no pátio aproveitando o Sol e ai fui até lá e me juntei à eles. De repente minha colega do Equador vira pra mim e fala assustada: “Maira você é a única aqui que está tomando café. Meu Deus como você consegue nesse calor!?!?!?!” Respondi que eu bebo café, porque AMO café e todos ficaram me olhando e outra me perguntou: “Você está sentindo frio e é por isso que está tomando café?”. Comecei a rir e disse que eu nao preciso de motivo pra tomar café, tomo porque gosto e ponto. Ok. Voltei pra sala, sentei do lado da mulher de Camaroes (africana) e contei pra ela, foi entao que ela muito esclarecida me disse: “Maira eles nunca vao entender, pois nós (africanos) e vocês (brasileiros) tomamos café porque saboreamos o café, já eles tomam ou pra acordar ou para se aquecer”. Sábia essa minha nova amiga, viu!? ((((((-:
3-Raízes: o dia que conheci a mulher de Camaroes, foi muito engracado, pois ela nao conhecia ninguém e eu logo de cara (toda curiosa) já fui perguntando de onde ela era. Pois é, quando vi que ela só podia ser africana, fiquei alucinada pra fazer amizade com ela, antes que alguém chegasse na minha frente. ((((-: No outro dia, ela chegou e sentou do meu lado e essa semana permanecemos juntas, papeando e rindo. Mas achei engracado que ela até anteontem nao tinha me perguntado de onde eu era, mas deixei quieto. De repente no meio de uma conversa, falei que ia voltar para meu país logo após o curso e ai eleame diz: “Ah! Você entao vai voltar pra Itália?”. Eu juro que custei a entender, mas quando entendi comecei a rir e disse: “Nao! Eu sou brasileira.” E foi quando ela toda empolgada, disse: “Agoooooooooora eu estou entendendo tudo! Nós somos praticamente irmas!!!”. Delicioso ouvir isso de um africano, sabia? É impressionante como realmente nos identificamos, sem ela saber de onde eu era. É uma química natural que existe entre africanos e brasileiros. Está no nosso sangue e na nossa cultura. AMO! ((((-:
É isso! Conforme eu for lembrando de outras histórias, vou relatando por aqui. ((((-:








