jun
19
MADE IN GERMANY – Motivando bactérias ao som de Mozart

Agora que estou de novo “microbiando”, ou seja, em casa até que alguma empresa aqui na Alemanha descubra esse talento fenomenal que sou e me chame para um estágio, estou assistindo mais TV alema.

O legal é que fazendo isso, você se informa sobre coisas bem inovadoras e até mesmo bem esquisitas. Esses dias mesmo, estava vendo um canal mais informativo (aqui, ao contrário do Br tem muitos destes, o que é uma pena pra nós) e os caras de uma estacao de tratamento de esgoto estavam descrevendo como estao “motivando” as bactérias para otimizar a eficiência do processo todo na estacao.

Usando catalizadores? Mudando temperatura? pH? Adicionando alguma gororoba? Aumentando agitacao? Nada. Os caras só descobriram que as bactérias na europa também sao eruditas e conseguiram melhorar o processo botando Mozart pra tocar em cima do tanque de tratamento. Na verdade, a história toda comecou na terra do compositor, na Áustria, mas nao demorou até que a Alemanha entrasse na música. Segundo os caras a eficiência do processo melhorou muito depois que as bactérias comecaram a curtir uma música clássica. Mas, atencao, tem que ser do Mozart. Segundo especialistas, nas músicas de Mozart existem combinacoes muito especiais, tao especiais, que emocionam até bactéria. -D

Fonte falando sobre este assunto em alemao aqui!



abr
13
MÚSICAS – O que você quer é mesmo o que você precisa?

É engracado como um casal está (quase) sempre sintonizado, né!? Eu estou em um período de muitos questionamentos sobre o que eu realmente quero, profissionalmente falando (tá, tô nessa faz tempo…rs). Já sei que é algo na área de Marketing, mas em qual das áreas dentro do Marketing? Empresa grande ou média? Indústria de Cosméticos ou Química? Pois é, estou na fase de buscar estágios e todos os dias tenho que pensar nisso pra poder escrever minha “Carta de Apresentacao”. É, em alemao. Afff… mas isso é assunto para um longo post que está por vir. (-:

Enfim, estou pensando nisso praticamente todos os dias já faz uns 3 meses. Pensando, ponderando, temendo, escrevendo, chorando e por aí vai. Ai, eis que um dia o Rô resolve ver um vídeo de uma música no Youtube e resolve também cantar o dia inteiro essa música. E, como se nao bastasse toda cantoria, ele resolve tentar tirar ela no violao e, é lógico, consegue. Enquanto ele estava lá cantarolando, eu estava no meu computador escrevendo algumas “Cartas de Apresentacao” e decidi dar uma parada para ouvir a música que tinha encantado a pessoa.

Quando cheguei lá, ele pediu para eu ficar lá e ouvir ele tocar. Fiquei toda arrepiada, pois o refrao da música (e, diga-se de passagem, a única parte interessante) tem tudo a ver com situacoes como esta que descrevi acima e que todos nós vivemos diariamente. Nos faz pensar em como conseguir entender porque nem sempre as coisas sao como nós gostaríamos que fossem, mas que mesmo assim levam à resultados muitas vezes até melhores do que esperávamos.

A música é do Rolling Stones (Rock n´roll!!!!) e o título é: “You can´t always get  what you want”. É lógico que eu já tinha escutado essa música várias vezes na minha vida, mas nunca tinha parado pra entender ou me interessado em traduzir. O refrao é simplesmente simples e fantástico. Ele traduz exatamente o que penso sobre nossas escolhas hoje em dia:

“You can´t always get what you want, but if you try sometimes, you might find what you need.”

(Nao é sempre que você vai ter o que você quer, mas se você tentar de vez em quando, provavelmente você vai encontrar o que você precisa.)



fev
16
ALEMANHA – Berlim (Reveillon 2010)

Atenção! Esse post, apesar do atraso, é sobre a passagem de ano de 2009 para 2010. Isso é uma prova de que 2010 tá pra lá de bom! E, seguindo o ritmo, logo escrevo sobre o CARNA que foi MARA (para o padrão alemão, lógico…rs)! (((-:

Im! Im! Im! Ano Novo em Berlim! AMOOOOOOOOOOOOOOO!!!! (((-:

Essa “virada” (ui!) foi sim MUITO especial: lugar especial, cias especiais e condições climáticas pra lá de “especiais”. (((-:

Bom, eu não vou falar muito sobre Berlim em si, pois sobre essa cidade alemã MARAVILHOSA você pode ler nesse outro post que escrevi depois da primeira vez que estivemos por lá. Imperdível! (((-:

Vou direito aos fatos que marcaram essa viagem especificadamente. Essa foi uma daquelas viagens que você fica “paquerando” por muito tempo e quando menos espera tá lá. Não tínhamos certeza se iríamos, pois o inverno por aqui e por aquelas bandas também estava pra lá de rigoroso (aliás, ainda está). Como tínhamos decidido que caso fossemos, iríamos de carro, ficava sempre aquele receio de pegar nevasca no caminho, afinal são aprox. 600km daqui (Stuttgart) até Berlim. Na verdade, o receio era da pessoa com juízo nessa casa, que, lógico, não sou eu (rs). Eu só fiquei botando pilha pra gente ir, dando uma de “Mãe MairÁ” e prevendo uma condição climática sempre extremamente favorável ao preenchimento dos meus desejos pessoais. (((-:

No fim dobrei o mineiro e ele topou encarar a dona neve e tudo mais, só que faltava um “pequeno” detalhe: não, não estou falando sobre os pneus de inverno, pois estes compramos baratim’ pelo eBay, nosso problema era não ter hospedagem reservada. Pois é, começou o desespero, pois em todos os sites que costumamos procurar hospedagem não tinha mais nada livre na região de Berlim para o Ano Novo. Bom, eu não me desespero.. e desistir, jamé! Comecei a procurar nas cidades vizinhas e eis que achei um apartamento de férias em Potsdam (20km de Berlim) simplesmente FANTÁSTICO!!!

Olha o alemao fazendo "churrasco" de linguica no meio da neve!

Ultimamente sempre procuramos esses apês que eles chamam aqui de “Ferienwohnung” (ou, carinhosamente, FeWo). É, geralmente, um andar de uma casa de senhores, cujos filhos se mandaram e ai estes decidiram transformar “metade” da casa em um “apartamento de férias” e faturar uma graninha. A-DO-RO! Pra eles vale super a pena e pra quem fica lá mais ainda, pois costuma ser mais barato que qualquer hotel e você se sente literalmente em casa. Além disso, você tem normalmente a oportunidade de interagir com os donos da casa, ou seja, a oportunidade de trocar idéias com pessoas locais (desde que você fale a língua deles, claro…rs). E, nesse caso, foi mais especial ainda, pois Potsdam pertence à antiga Alemanha Oriental e os dois vozinhos viveram a vida inteira deles naquela cidade, inclusive o período onde o muro isolava uma Alemanha da outra. Os donos desse apartamento de férias eram o Sr. e Sra. Zahn (dente, em português). Quando chegamos lá eles pensaram que a Haila (minha irma) era mulher do Rô e eu a irma dele, ou seja, confirma-se aqui mais uma vez a teoria que depois de alguns anos juntos o casal fica “parecido” (fisicamente, lógico). (((-:

Receberam a gente com um carinho inesquecível e, inclusive, no dia 1° chamaram a gente pra fazer um brinde com, lógico, “Sekt”, o famoso “champagne” alemão que eles tomam em toda e qualquer comemoração. Nos sentimos super à vontade com os vovôs, aliás senti eles como aqueles avós que contam histórias pra encantar a gente. Eles contaram um pouco sobre como era a situaçao na época da antiga Alemanha oriental. Disseram que os mercados nao tinham a variedade de artigos e abundância de mercadorias como hoje. Algumas coisas eram racionadas e pra outras tantas era necessário se cadastrar e esperar a disponibilidade. Por exemplo, para comprar móveis as pessoas tinham que se cadastrar e, as vezes, o tempo de espera era superior a 1 ano. Outra coisa curiosa era que o aquecimento das casas era feito quase sempre p0r grandes fornos a lenha que ficavam em cada cômodo da casa (dimensoes aprox. 1,60 x 1,0 x 0,5 m). Eles ainda tinham um desses na sala da casa, só pra enfeite. Eles disseram que os aquecedores moderninhos iguais aos de todas as casas que eu já ví aqui (aquecedor central que circula água quente) só chegaram lá há uns 10 anos. Porém, é bastante interessante notar que, apesar das restriçoes materiais e de um certo cerceamento da liberdade individual, eles disseram que a vida naqueles tempos era melhor. Tudo era controlado pelo estado, mas as pessoas e as próprias condiçoes eram mais igualitárias, e a vida em comunidade era mais intensa. A Sra. Dente disse, com bastante propriedade, que hoje em dia muitas pessoas se medem pelo poder e padrao de consumo, e estao bem mais individualistas. Pois é, depois da conversa deliciosa que tivemos com os vozinhos fiquei pensando como seria bom se houvesse um sistema de organizaçao que só pegasse as coisas boas do capitalismo e socialismo… seria…

A casa deles e o nosso apê eram fofos demais! Sabe casa de vó? Pois é, imagina isso e já está bem perto da verdade. Quando a gente saia dava até tristeza, porque o que a gente queria mesmo era ficar lá o tempo todo. Mas Berlim estava chamando e com neve ou sem neve eu não resisto à esta cidade!

De onde estávamos até Berlim era rapidinho, mas, por causa da neve, preferimos ir de carro apenas até a estação de trem mais próxima e com esse trem íamos direto no centro de Berlim com todo conforto que qualquer um deseja naquela nevaiada. A Haila parecia uma criança feliz e eu, pra variar, também! (((-: Abaixo algumas fotinhos invernais de Berlim pra vocês!

Na véspera de Ano Novo estávamos numa preguiça avassaladora pra sair de casa, então enrolamos até onde pudemos. Vimos na TV um cara falando algo do tipo: “Pra quem quiser se aproximar do Portal de Bramdenburg é melhor chegar até as 21 horas.” Na hora ouvimos e ficamos tentando imaginar se eles iriam proibir a entrada após este horário ou não, mas de tanto imaginar foi ficando tarde e fomos pra lá correndo o risco mesmo. Dito e feito: a região em torno do portal estava cercada e as entradas foram interrompidas a partir das 21 horas, pois não cabia mais ninguém naquela meiuca (segundo a estimativa da polícia, havia mais de 1 milhao de pessoas).

Ficamos tentando “dar um tumé”, mas não conseguimos furar a segurança, então tivemos que andar bastante pra conseguirmos chegar até um telão que estava transmitindo tudo para os que ficaram fora da área próxima ao portão. Nossos pés estavam congelando, mas mesmo assim conseguimos nos divertir muito com as figurinhas que apareciam por lá e com as nossas loucuras e crises de bobeira também. (((-:

Qual não foi a surpresa quando um pouco antes da virada me começa a tocar aquela &%$* da música “Samba de Janeiro” e logo depois da virada foi a vez do “Rap das Armas” na versão original em espanhol. É lógico que eu e a maninha demos um show de como se dança funk paulista! ((((((((-:

Foi uma Ano Novo inesquecível e simplesmente MARAVILHOSO!!! Mas a volta pra casa foi beeeem branca como a vida na Alemanha costuma ser… (((-:

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