jul
12
FESTA – Sommerfestival der Kulturen 2009 (Stuttgart)

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Durante mais da metade do ano, ficamos por aqui “caçando” o que fazer, pois quando está frio as possibilidades de diversao (pra mim que ODEIO frio) por aqui sao mínimas: comer, ler, esquiar, beber e namorar. Ah! Tem a possibilidade de viajar pra bem longe daqui também! ((((-: 

Em compensacao, quando chega no verao você fica desesperado pra aproveitar tudo que tem, mas fica mais desesperado ainda mais quando percebe que nao dá tempo de ir em todas as festas públicas que sao oferecidas. Você fica escolhendo, mas qualquer decisao dói, pois você sabe que a próxima chance é só daqui há um ano e isso, na boa, é MUITO tempo! )))-:

Por isso, o negócio é ficar antenado e nao perder, pelo menos, as melhores festas da sua cidade/estado. Aqui em Stuttgart tem, gracas à Deus, muita festa nesse período e muita festa boooooooooa. Além disso, tem muita festa que traz sua brasileiridade como, por exemplo, o Festival de Verao das Culturas que aconteceu no último final-de-semana.

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Eu JURO que tinha que estudar, mas o dia nos trouxe um Sol MARAVILHOSO e, pra piorar, fiquei sabendo que nessa festa teríamos a presenca de uma banda brasileira aparentemente desconhecida no Brasil (básico): Nativa Brasileira. Se a banda era boa? O vídeo abaixo fala por mim e, digo mais, fala pouco.

A banda é formada pela curitibana Cristiane Gavazzoni, que estudou na Faculdade de Jazz e Música Popular na Faculdade de Música de Mannheim (Alemanha) e, dentre tantos outros músicos na banda, tenho que destacar Fausto Israel, pois a energia dele no palco é fantástica e que voz meu Deus! Bom, nem preciso dizer que no sábado, ouvindo ele cantar uma música que falava de saudade, chorei. )))-:

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Maaaas também nao preciso nem falar que quando eles tocaram samba…. DANCEI!!!!! ((((((((((((-: Paaaara tudo! Nao existia a MENOR possibilidade de eu continuar parada, enquanto o samba rolava. ((((-:

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Sai de casa decidida em fazer apenas um “bate-volta”, mas nao tem jeito. Pintou um solzinho, juntou uma turminha, rolou uma cervejinha, JÁ ERA! Nao dá pra voltar. ((((-: Resumindo, chegamos em casa já era, sei lá, acho que 23 horas. ((((-:

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* BASTIDORES *

- Figuras que aparecem e ficam na nossa memória pra sempre. Isso abaixo mostra que quem está sozinho, está por que quer. (((-:

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- Se você pensa que quem mora na europa é rico, eis a prova de que a coisa nao é bem assim. A única diferenca aqui é que você conta moedas em euro e nao em real. (((-:

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-  Essa foto foi a melhor, pois somos nós brasileiros imitando os alemaes e a foto, adivinhem, foi tirada por um alemao. Acho que até por isso demoramos uns 5 minutos até conseguirmos parar de rir pra tirar a foto. ((((-:

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Enfim, a festa foi ótima e acabei deixando os estudos de lado. Mas domingo, GRACAS À DEUS, choveu e o dia ficou horrível. Ai sim, sentei e estudei bunitinha. (((((-:



jun
17
MÚSICA É VIDA – Oswaldo Montenegro: Metade

Estou numa fase de muita aprendizagem sobre meus limites e minhas capacidades. Uma fase onde estou tendo que fazer mais do que eu achava que podia fazer. Uma fase onde estou descobrindo que posso mais do que podia, que falo menos do que falava, que ouco mais do que ouvia e que sinto tudo com mais intensidade e profundidade. Uma fase onde sinto falta do simples e do puro. Sinto falta da sinceridade. Sinto falta da alegria de uma crianca que eu sempre tive. Sinto falta de amizades verdadeiras e profundas. Sinto como se tudo nesse momento estivesse pela metade, inclusive eu.

Como em todas as fases da minha vida, essa também tem sua musicalidade. A música que me resume hoje é uma música que já me “canta” e “encanta” há aproximadamente 5 anos, desde o dia em que eu fui apresentada a ela: METADE de Oswaldo Montenegro. Há quem diga que nao é música, mas poema. E quem disse que poema nao é música ou vice-versa? Quando ouco “Metade”, ela soa pra mim como uma das mais puras, singelas e serenas melodias que eu já ouvi.

Ela fala pra mim sobre mim. O dia que ouvi essa música pela primeira vez chorei como uma crianca, porque foi como pela primeira vez eu ouvisse “de fora” de mim o que sou e o que sinto. E hoje, hoje ela diz muito mais. Hoje essa música sou eu.

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher (o homem) que eu amo seja pra sempre amada (amado)
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

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