R&R Análise – O poder das redes de TV: Brasil vs. Alemanha
Nao, você nao errou de Blog. É que o “Retratos & Relatos” cobre viagens, vida na Alemanha e tudo que, direta ou indiretamente, esteja inserido nestes tópicos.
É minha primeira vez acompanhando uma Copa do Mundo fora de casa, ou seja, fora do meu amado Brasil. Poderia ficar chorando por isso, mas nao, prefiro aproveitar que estou do “outro lado” e analisar como a nossa sociedade e nossa mídia se comportam. E, é claro, nao posso deixar de comparar como vejo algumas coisas por aqui (Alemanha) com as coisas que vejo no Brasil. É esse senso crítico que nos faz entender nossa própria cultura, desde que seja utilizado de maneira saudável e, quando possível, imparcial.
A expressao utilizada no título do post “Poder das redes TV” poderia ser mais explícito, mas como minha intencao é generalizar, nao preciso citar nomes, certo?
Fico impressionada como algumas emissoras no Brasil simplesmente chegam a comandar (pelo menos tentam) mais do que o presidente. Elas se envolvem em todas esferas da sociedade, usando recursos audio-visuais poderosissímos para literalmente “entrar na mente das pessoas”. Quando morava no Brasil, nao me dava conta disso, mas morando fora fica tudo muito claro. Pelo menos aqui na Alemanha nao me sinto manipulada pelos canais de TV e olha que hoje entendo praticamente 95% de tudo que é dito (mas só quando quero…rs). Sinto que a TV aqui ou te informa ou te entretem, fora que você tem muito mais opcoes de canais. Sim, todo cidadao aqui (salvo algumas excecoes) tem que pagar uma taxa para receber o sinal (se nao pagar também recebe o sinal, mas isso é ilegal e você pode se dar mal), mas todos tem o mesmo direito de ver diversos canais sobre temas variados e até mesmo línguas variadas (sinais de outros países). No Brasil, a classe de renda inferior nao pode pagar TV a cabo, logo só tem acesso à poucos canais e acaba sempre absorvendo apenas informacoes submetidas pela emissora “Rainha” e é ai que esta ganha o poder.
Essa ou aquela emissora de TV ter poder de manipular ou “informar como quer” uma populacao, na minha opiniao, nao é culpa desta e nem da populacao em si. O que percebi ou a conclusao das minhas reflexoes por aqui é que o que nossa TV transmite é reflexo da demanda do nosso povo, ou seja, se um povo gosta de ver baixaria ou detalhes da vida pessoal de pessoas famosas, é isso que a TV vai mostrar. Uma boa fracao do povo brasileiro nao gosta de ter informacao de conteúdo, gosta mesmo é de futilidades. Brasileiro, em geral, gosta de futebol, festa, de gente famosa, de novelas, de culinária, de baixaria, de pornografia e bobeira pra se distrair. É triste, mas é como vejo.
Esses dias mesmo estava tentando explicar para um Croata porque novela no Brasil é tao importante. Ele simplesmente nao entendia a fascinacao dos brasileiros por novela e eu hoje consigo entender que nao é nem um pouco fácil para um estrangeiro compreender isso. Sorte que posso falar do assunto com propriedade, afinal sempre fui noveleira de carteirinha, mas só pra me distrair mesmo e ficar alguns minutos do dia sem ter que pensar (rs). Disse pra ele que as novelas no Brasil, em geral, sao a melhor ferramenta para educar o povo de renda inferior, pois eles nao fazem questao nenhuma de ver o jornal (que só transmite desgraca), mas a novela é imperdível. Os novelistas percebendo isso, utilizam destas para conscientizar e educar. Além disso, trazem temas polêmicos e acabam pressionando a sociedade à promover acoes antes inimagináveis no país (fiquei super feliz com novas estruturas para cadeirantes que encontrei em Sampa na minha última visita). Por outro lado, as emissoras utilizam das novelas para “manipular” a sociedade. Quer um exemplo? Pense em qual religiao é a mais veiculada no contexto das novelas da maior emissora de TV do Brasil. E mais, as novelas no Brasil sao um balcao de ofertas, repletas de merchan que quando você menos espera faz efeito, pois você associa às marcas àquele personagem querido exatamente como eles esperam que você faca.
Mas as novelas ainda sao o de menos, o pior mesmo sao as entrevistas ou matérias manipuladas. Eles te dao a informacao do jeito que eles querem e nao do jeito que ela deveria ser. Uma vez uma gerente do laboratório onde eu trabalhava deu uma entrevista e quando foi para o ar ficamos assustadas como o conteúdo mudou depois que eles fizeram um cortinho aqui e outro ali. Ligamos para reclamar, mas até ai a entrevista já tinha ido pro ar e nao podíamos fazer muito contra as consequências daquele ato irresponsável da emissora “Rainha”.
Mas enfim, como acabar com essa supremacia televisiva no Brasil? Deixando de assistar a “emissora má”? Nao. Isso nao é solucao, isso é apenas mais uma acao de curto efeito que nao muda nada em uma sociedade. O que é preciso fazer, é querer informacao de verdade. É exigir dos canais mais respeito aos limites que nao lhe dizem respeito, assim como o técnico Dunga está fazendo. É exigir conteúdo. É exigir respeito à nossa capacidade de pensar. É distribuir informacao gratuita para aqueles que tem menos acesso à coisas interessantes. Mostrar um outro mundo para àquelas pessoas que deixam de comer, mas nao deixam de ter uma TV em casa que empaca em apenas um ou dois canais. Exigir do governo mais canais públicos de qualidade. Exigir programas de mais qualidade. Deixar de assistir algo por falta de opcao, pois isso nao é desculpa. Internet tá ai justamente pra nos dar mais opcoes online.
Na verdade, com certeza a melhor solucao é investimento em cultura e educacao, mas isso é o óbvio e o óbvio parece ser invisível aos olhos dos nossos políticos. O que nao estranho, pois um povo com mais conhecimento, escolhe melhor seus representantes e isso esvaziaria muitas cadeiras de político no Brasil.
É isso. Nao precisa desligar sua TV para trazer a mudanca, basta exigir mudancas e trazer mudancas com atitudes eficazes e duradouras. É preciso mudar nossa cultura e isso nao se faz entre um “ON” e um “OFF”.
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COPA DO MUNDO 2010 – Trazendo recordacoes
Hoje sai da “mini-depressao” e entrei no ritmo da copa. Sei lá, hoje de manha comecei a ver alguns vídeos no Youtube e de repente quando vi estava completamente no clima. Rindo e chorando sozinha! Pois é, doidinha…
Mas o fato é que essa energia toda me trouxe algumas recordacoes deliciosas das copas que acompanhei no Brasil. Sao lembrancas únicas que trago no meu coracao e que pelo jeito estarao sempre presentes.
Vou citar algumas que lembro com mais clareza, só nao sei em qual copa foi. Uma delas foi em uma copa onde pintamos calcadas e alguns muros de terrenos sem dono no bairro Ipiranga, onde morava. A galera do bairro unida pra enfeitar tudo e dividir aquele momento. Era uma bagunca só e muito antes da bola comecar a rolar no campo. Lembro que quase ninguém trancava os portoes da casa, pois parecia que todo mundo morava na casa de todo mundo. Era um entra e sai delicioso de pessoas o tempo todo. Era contagem regressiva e desespero pra terminar os desenhos antes do primeiro jogo do Brasil, pois sabíamos que depois do primeiro nunca mais veríamos a rua livre de novo pra poder pintar. Quando chegava o dia do jogo, alguns vizinhos se juntavam e na hora do gol a gente saia sem freio pra rua e ia abracando toda vizinhanca. A parte ruim, era quando tinha contra-ataque logo após o gol e a gente perdia o lance porque ainda estava comemorando. No final, quando o Brasil vencia, as ruas ficavam cheias e o coracao mais ainda.
Outra situacao ótima foi no trabalho. Lembro que teve uma copa, acho que de 2002 (Coréia/Japao) quando o Brasil foi pentacampeao, que os horários dos jogos eram péssimos pra gente no Brasil e muitas vezes as empresas nao liberaram os funcionários pra assistir os jogos. Sim, ficamos presos no trabalho, pois alguns jogos foram durante a semana e umas 2 ou 4 hs da tarde, nao lembro direito. Só que no laboratório onde eu trabalhava minha chefe sabia que ninguém ia fazer mais nada, ou seja, sabia que íamos dar um jeito de ver ou ouvir o jogo e nadica de trabalho. Pois ela decidiu trazer uns quitutes e uma TV nos dias dos jogos. Me lembro perfeitamente da TV em cima da bancada do laboratório e da comelância por lá mesmo. Acho que rolou até um bombril na antena. Cena típica dos bons e velhos tempos. Nao lembro se um dia a TV deixou de funcionar ou o que, mas sei que fui parar no prédio da galera da fundicao pra assistir o jogo na TV que eles tinham. Cheguei no galpao e só tinha homem. Fiquei no fundao com meu amigo do laboratório bem quietinha, mas na hora que saiu o gol dei um berro e toda aquela “ómaiada” olhou pra trás com cara de “Ueba!”. Caraca, nao sabia onde me enfiar, entao dei meia-volta e fui! Pois é, micos da copa do mundo.
Nossa, sao tantas lembrancas. E o bom é esse tipo de coisa que ninguém rouba da gente, afinal é nossa história. E melhor ainda é ter esse blog pra registrar, pois daqui umas 10 copas sei nao se vou lembrar dessas coisas, viu!?
Enfim, lembrando de tudo isso e lembrando que o Brasil praticamente para em dia de jogo da selecao, pergunto: Alguém sabe como os alemaes comemoram entre eles? Alguém sabe se as empresas liberam os trabalhadores para assistir jogos que acontecem no horário de trabalho? Apenas curiosidade, pois até agora só vi as comemoracoes em massa em Berlim, Colônia e Düsseldorf. Mas queria saber das comemoracoes mais entre amigos mesmo.
E você: a copa do mundo também te traz lembrancas? Se quiser divida com a gente!
COPA DO MUNDO 2010 – “Clima” de Copa do Mundo na Alemanha

Acho que estou com depressao pós-MBA e depressao Copa-do-Mundo-Fora-de-Casa também.
Pós-MBA ou pós qualquer período de intensa ocupacao é um choque na vida de qualquer pessoa normal e comigo nao está sendo nada diferente. Primeiro a euforia, afinal nao tenho mais que viajar todo dia pra Reutlingen e estudar todo santo dia. Mas agora tô com aquele sentimento de “Na und?” (tipo: “E daí?”). Esperando telefonemas para estágio, resolvendo todas pendências dos meus projetos pessoais, fazendo festa, passeando sem destino, reencontrando amigos, respondendo emails do século passado. Enfim, o que é o sonho de muitos, é meu pesadelo, pois PRECISO ter obrigacoes e PRECISO ter atividades fora de casa e com outras pessoas. Pois é, essa experiência é quase como ter que parar de beber. Surto total. :-D
Agora a depressao Copa-do-Mundo-Fora-de-Casa tá “braba” mesmo, viu!? Quem me conhece sabe que sou VIDRADA em futebol, inclusive sou um dos 1000 técnicos que existem em cada cidade do Brasil (rs). Fico louca, eufórica, pensava nisso o dia todo, acompanhava todos resultados e, quando dava, assistia todos jogos, sabia tuuuuudo da tabela, contava os dias para os jogos da selecao. Mas aqui na Alemanha a única coisa que estava me motivando era poder fazer uma bagunca no centro de Stuttgart e aproveitar para festejar junto com outros estrangeiros, mas meus planos foram por água abaixo. Pois é, em 2006 o Rô participou da bagunca e sempre me disse que foi uma experiência fantástica e com isso me deixou totalmente “pilhada”, mas esse ano a prefeitura de Stuttgart decidiu nao colocar o telao lá no centro, pois da última vez tiveram muitos conflitos, tá porrada mesmo. Nao acho que justifique, mas está decidido e eu tenho que viver com essa frustracao.
Pra piorar, o “clima” por aqui está, pra variar, gelado. Nao estou falando da temperatura, afinal o Sol está raiando e a temperatura subindo, mas a galera continua em “stand by”. Cara, ontem a Alemanha deu uma goleada na Austrália (até eu furava aquela defesa…afff…), mas pergunta como foi a comemoracao por aqui? Pois eu digo: ou os caras já estavam dormindo na hora do jogo ou as janelas aqui sao realmente à prova de som. Nao ouvi praticamente nada. Nenhuma “vuvuzela”. Nenhum buzinada. Nenhum grito. Nada!
A sorte é que temos uma turma boa de brasileiros & simpatizantes que vao se juntar para torcer, revezando as casas e rezando para nao serem despejados. Mas até o final da copa quero ir em Tübingen, pois lá eles estao com uma área com teloes para transmitir os jogos e quem sabe ali nao tenho a chance de realizar meu desejo e saber o que é uma Copa do Mundo no meio de várias nacionalidades. AMOOOOO!!!!
Enfim, queria estar no Brasil, pois duvido que eu sinta aqui o que sentia estando lá. Aliás, quando estava lá há umas 3 semanas atrás, o clima já estava fervendo e quando sai de lá, sai com o coracao partido, pois nao tem nada pior pra mim do que estar longe de casa no carnaval e na copa do mundo. Ai que saudades da terrinha!
PS: acabo de ler que em Berlim e em Colônia o clima estava fantástico!!!! Resumindo, o problema pode nao ser a Alemanha, mas sim Stuttgart. Que sorte a minha, viu!?
MBA na Alemanha – Etapa “Aulas” concluída!
Siiiiimmmm!!!! Pode acreditar: acabaram minhas aulas do MBA gracas à Deus!!!
Quinta-feira passada (10/06) foi meu último dia de aula no MBA. Nao, isso nao significa que acabou o curso, mas quase. Agora “só” tenho que escrever e defender minha tese de mestrado até novembro/dezembro deste ano. Sendo assim, minha formatura seré finalmente em Fevereiro/2011 com direito à toda pompa.
Quinta-feira pra mim foi um dia mágico, daqueles que a gente gostaria de jamais esquecer, pois foi um marco absolutamente fantástico ter conseguido passar em todas as matérias. Nos dois primeiros semestres (75% em alemao) minhas notas foram um show de horror, mas no terceiro (100% em inglês) lavei minha alma e, modéstia parte, dei até show.
Estava completamente eufórica. Alguns disseram que naquele dia a “Maira” que eles conheceram há quase 1 ano e meio atrás estava de volta. Sim, porque no meio do caminho eu mesma estava me achando um porre. Quem passa por isso sabe do que estou falando. É tudo tao intensivo que você deixa de reservar energia para as coisas boas que estao no meio do processo todo, pois só consegue pensar que tem que preparar uma apresentacao sobre algo que nao tem a menor idéia em 72 horas e isso sufoca qualquer pensamento otimista que queira alimentar.
Pra piorar nos trabalhos em grupo você nao está fazendo trabalho com robôs, mas sim com humanos. Resumindo, a parte mais difícil de tudo isso nao é a parte relacionada a fazer o trabalho, mas sim a parte relacionada aos seres humanos que estao decidindo junto com você. Nao sao só pessoas diferentes, sao pessoas com culturas diferentes, sao pessoas com uma língua materna diferente da sua e vocês tem que se entender em uma língua que nenhuma das partes domina 100%. É complicado, pois sao gerados muitos conflitos por causa de erros de interpretacao e você nao consegue encontrar as palavras certas, pois elas simplesmente nao existem no seu vocabulário.
Esse período de aulas no MBA foi extremamente intensivo e tenso, mas tenho que dizer: VALEU A PENA!!! Quem me conhece sabe que sou meio masoquista mesmo e adoro sofrer para aprender, logo entendem o que digo. Fazer um curso no exterior, mesmo nao sendo um MBA, é sempre um desafio gratificante, pois a teoria que você aprende é apenas uma parcela insignificante de tudo isso. O mais importante é a experiência em um contexto internacional e pessoal.
Estudo em grupos internacionais é desafiador, logo apaixonante. Nessa experiência você entende de uma vez por todas que os seres humanos sao totalmente influenciados pelo meio onde seus valores foram criados. Mas, por outro lado, você entende que ter nascido nesse ou naquele continente/país nao faz de você melhor e nem pior, isso sim depende 100% de você. Você exorcisa seu sentimento de inferioridade por nao ter nascido na Europa ou na América do Norte, pois entende que eles decididamente nao sao melhores que você, mas provavelmente tiveram mais oportunidades. Isso, a palavra-chave aqui é: OPORTUNIDADES. Entao se tiver a chance de ir para o exterior se desenvolver, nao perca a sua.
Nem tudo é como desejamos, logo apesar de ter sido uma experiência fantástica até este ponto, tive momentos extremamente difíceis. Costumo contar sobre eles nao para me fazer de vítima, pois foi minha escolha, logo nao sou vítima de nada. Conto para alertar também sobre este lado. No comeco sofri uma transformacao muito forte, pois me sentia rejeitada o tempo todo, me sentia sendo humilhada, me sentia sendo colocada como alguém que nao poderia agregar muito em um grupo. Chorei muito, pois nunca tinha vivenciado aquilo na minha vida no Brasil, mas se tem uma coisa que me faz mais forte é ser desafiada a provar o contrário. Foram talvez estes sentimentos que mais me impulsionaram, pois eu nao aceitava ser vista como alguém que era incapaz. Fiz o impossível e provei o contrário, mas ai alguns CDFs nao gostaram da brincadeira, ou seja, nao gostaram de me ver apresentando resultados melhores que os deles e perdi alguns “colegas”. Sim, comecei a incomodar, pois jamais aceitei estar “por baixo”, jamais aceitei ser tratada com inferioridade e jamais desisti de fazer melhor, mesmo tendo bem menos ferramentas do que eles pra isso (a língua alema, por ex.).
Cheguei aqui mantendo minha cabeca erguida e transformando todas minhas fraquezas em motivos para ser melhor. Melhorei meus conhecimentos teóricos, mas me superei melhorando meu auto-conhecimento. Encontrei grandes amigos, inclusive alemaes, descobrindo assim que a barreira da língua nao é uma barreira para se fazer amizades verdadeiras. Para estas é preciso muito mais do que falar a mesma língua, é preciso existir química, empatia e uma preocupacao mútua e verdadeira um com o outro.
Nao me sinto uma heroína por ter chegado aqui, sou apenas um ser humano tentando se superar diariamente e nao aceitando condicoes que nao me deem um sentimento de estar plenamente feliz. Cheguei até aqui porque nao desisti de mim e porque sou inquieta. Continuo buscando conhecimento todos os dias e a cada dia sinto que tenho mais para aprender e viver.
Ter chegado até aqui foi apenas mais uma conquista, que deve sim ser celebrada. Mas cada conquista pra mim é um novo comeco, ou seja, é hora de seguir em frente com algo maior e a busca comeca agora.
E, finalmente, nenhuma conquista é possível ou faz sentido se a realizamos sem apoio daqueles que nos querem bem, entao MUITO OBRIGADA À TODOS que diretamente ou indiretamente me ajudaram a seguir em frente, principalmente nos momentos mais difíceis! Obrigada galera!
BRASIL DE NOVO (15/05 até 30/05) – Só faltam duas semanas!!!!
Hoje a saudade bateu forte, ou melhor, hoje ela achou espaco pra entrar, pois como terminei mais uma matéria ontem, hoje estou com a cabeca livre e o coracao relaxado, entao ela veio e dominou geral.
Mas antes de falar da minha saudade, tenho que postar um vídeo que achei na net quando digitei no google “Saudades do Brasil”. Eu queria achar uma figura para colocar nesse post, mas esse vídeo ganhou a vaga. Acho que a mulher estava meio “beuda”, mas é quando a gente tá “beuda” que a gente se torna mais verdadeira, sabia? (((-: Enfim, eu juro que se eu ficasse bêbada hoje ia acabar fazendo o mesmo que ela fez, pois é exatamente assim que me sinto. (((-:
Estou absurdamente sensível de novo, pois toda vez que está chegando o momento de estar “em casa” de novo fico assim, chorando por tudo e com o coracao muito apertado de tanta alegria e expectativas de viver momentos inesquecíveis com aqueles que mais amo no mundo!
Mas só hoje consegui parar pra pensar e sentir. Aliás, nem mandar email pra todos eu mandei, como geralmente faco. (((-:
Enfim, o mais importante é que teremos a chance de estar com vocês ai do outro lado do oceano de novo e vocês nao tem nocao como isso me faz feliz!!!!! Principalmente num momento tao bom e ao mesmo tempo difícil que estou vivendo agora.
* A notícia boa é que quando voltar do Brasil só terei mais duas semanas de aula e ai “tchüss”! Acabaram as aulas do MBA e ai só preciso entregar minha tese de Mestrado!
* A má notícia é que sinto que encontrar um estágio na área de Marketing será mais difícil do que eu imaginava, pois Marketing é comunicacao e na Alemanha Marketing é comunicacao em alemao e estou concorrendo com nativos. Pegou? )))-:
Mas de qualquer forma tenho mais motivos para festejar do que para me lamentar, entao me seguuuuuuuuuuuuuuura!!!!
Saudades de todos sempre!!!! AMOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!
Avisos importantes:
1) Mulherada eu PRECISO dancar!
2) Preciso de água de coco, várias cervejas estupidamente geladas acompanhando manjubinha na beira da praia, doce de abóbora da mae, feijoada da vó e café com leite da outra vó!!!! E muito rodízio de comida japonesa!!! Ah e também preciso de uma corzinha e de uma hidratacao profunda na minha juba porque peloamordedeus!
3) Família e amigos eu preciso de vocês!
MÚSICAS – O que você quer é mesmo o que você precisa?
É engracado como um casal está (quase) sempre sintonizado, né!? Eu estou em um período de muitos questionamentos sobre o que eu realmente quero, profissionalmente falando (tá, tô nessa faz tempo…rs). Já sei que é algo na área de Marketing, mas em qual das áreas dentro do Marketing? Empresa grande ou média? Indústria de Cosméticos ou Química? Pois é, estou na fase de buscar estágios e todos os dias tenho que pensar nisso pra poder escrever minha “Carta de Apresentacao”. É, em alemao. Afff… mas isso é assunto para um longo post que está por vir. (-:
Enfim, estou pensando nisso praticamente todos os dias já faz uns 3 meses. Pensando, ponderando, temendo, escrevendo, chorando e por aí vai. Ai, eis que um dia o Rô resolve ver um vídeo de uma música no Youtube e resolve também cantar o dia inteiro essa música. E, como se nao bastasse toda cantoria, ele resolve tentar tirar ela no violao e, é lógico, consegue. Enquanto ele estava lá cantarolando, eu estava no meu computador escrevendo algumas “Cartas de Apresentacao” e decidi dar uma parada para ouvir a música que tinha encantado a pessoa.
Quando cheguei lá, ele pediu para eu ficar lá e ouvir ele tocar. Fiquei toda arrepiada, pois o refrao da música (e, diga-se de passagem, a única parte interessante) tem tudo a ver com situacoes como esta que descrevi acima e que todos nós vivemos diariamente. Nos faz pensar em como conseguir entender porque nem sempre as coisas sao como nós gostaríamos que fossem, mas que mesmo assim levam à resultados muitas vezes até melhores do que esperávamos.
A música é do Rolling Stones (Rock n´roll!!!!) e o título é: “You can´t always get what you want”. É lógico que eu já tinha escutado essa música várias vezes na minha vida, mas nunca tinha parado pra entender ou me interessado em traduzir. O refrao é simplesmente simples e fantástico. Ele traduz exatamente o que penso sobre nossas escolhas hoje em dia:
“You can´t always get what you want, but if you try sometimes, you might find what you need.”
(Nao é sempre que você vai ter o que você quer, mas se você tentar de vez em quando, provavelmente você vai encontrar o que você precisa.)
MUDANDO DE PAÍS – Mulheres de Massinha
Esse post é uma homenagem à todas mulheres que conheci aqui na Alemanha e em outros países fora do Brasil que decidiram sair de “casa” para enfrentar de tudo em outras terras.
Sim, mulheres como eu e talvez como você que está lendo esse post agora. Desde que cheguei na Alemanha (Jesus! Isso fez 3 anos dia 25 de marco!), conheci muitas mulheres brasileiras e estrangeiras que largaram tudo no seu país de origem para vir pra cá muitas vezes só com uma certeza: queriam ser felizes. A maioria tinha uma vida até que boa no Brasil, ou seja, nao decidiram vir pra Alemanha pra “melhorar de vida”. Muitas dizem que vieram buscando “qualidade de vida” no sentido social mesmo, mas nao que eram infelizes. Outras vieram por amor de verdade e outras por outros motivos, mas nunca por desespero.
Sim, existem outras histórias, protagonizadas por outros tipos de mulheres, mas este tipo de mulheres eu ainda nao conheci (apesar de já ter visto muitas) por aqui e também nao evitei. Elas simplesmente estao em uma sintonia beeeem diferente da minha e se passa perto da minha antena dá curto, entendeu? (((-:
Nao, esse post nao contempla essa segunda categoria (talvez um dia eu escreva um post sobre estas só pra sacudir o blog com um tema picante e conflitante…rs). Esse post é especial e exclusivo para aquelas mulheres que sonham em ser felizes sem ter que abrir mao dos próprios valores e sem ter que vender à alma a quem quer que seja. Sao mulheres fortes, mas NAO SAO DE PEDRA, SAO DE MASSINHA.
Sim, sao de MASSINHA. Isso pra nao dizer que sao “filés de alcatra” (rs). Sao mulheres que se moldam, adaptando-se às circunstâncias. A cada dia ganham uma curva nova ou perdem outras, sempre buscando a melhor aerodinâmica pra enfrentar o dia-a-dia numa cultura avessa à nossa (ou quem sabe talvez até mesmo complementar). Exatamente como aquelas massinhas que brincamos quando somos criancas. Essas mulheres sao feitas de um material flexível, mas nao mole. Se adaptam, mas independente da forma que tomam, a composicao continua inalterada, seus valores continuam intactos e preservados dentro da sua essência indestrutível e incorruptível.
Sim, esse post é para lembrá-las de que nao sao e nao tem que ser de pedra. Quem acha que é de pedra, nao pode ser alguém sabio. Ser de pedra é ser rígido, é ser inflexível, é ser frio, é imóvel, é passivo. Nao, se você é uma dessas mulheres fantásticas que a cada dia aprende algo novo, que a cada dia se descobre de novo, que a cada dia se permite fazer e ser algo diferente ee ainda se diverte no meio de tudo isso, você é, sem dúvida, de MASSINHA. Aquela mulher que todo o dia leva uns apertos da vida, chora, ora, reclama, xinga, mas que no final consegue ter sabedoria pra entender que aquele “aperto” até que foi gostoso (rs) e entende que precisava dele pra passar para a próxima etapa. Entende que a vida te molda pra que você se encaixe perfeitamente a cada nova situacao, afinal novos cenários exigem novos figurinos (aposto que gostaram dessa parte…rs).
Morando aqui na Alemanha e, principalmente, através deste blog, tenho tinho contato frequente e pessoalmente com essas “Sras. Massinhas”. Sim, é impressionante como existem tantas brasileiras e estrangeiras incríveis que superam muitas vezes completamente sozinhas dificuldades simultâneas e extremas por aqui. Mas o mais triste é perceber que pouco se fala ou se escreve sobre elas. Sim, nós mulheres brasileiras temos MUITOS motivos pra termos orgulho de dizermos onde quer que seja que somos brasileiras, pois muitas de nós estamos “fazendo bonito” aqui nas “Zoropa”. Mas infelizmente qualidades e estereotipos sao duas coisas que nao parecem combinar. Infelizmente.
Digo isso, pois eu também sou uma dessas mulheres de massinha. Continuo me moldando diariamente, continuo deixando alguns pequenos pedacos espalhados por ai, também continuo resistindo à novas e inevitáveis curvas, continuo mantendo minha flexibilidade e maciez me regando com lágrimas (e cerveja..rs), continuo me “auto-apertando” quando a vida tá ocupada demais pra fazer isso por mim e continuo me divertindo muito no final dessa brincadeira toda (rs).
Ser de massinha nao é ser volúvel, é ser flexível. Ser de massinha nao é vergonhoso, é admirável. E é por isso que eu me admiro e admiro à todas vocês que me fizeram e me fazem enxergar o quanto somos poderosas e o quanto tomar uns apertoes de vez em quando é bom pra ajudar no encaixe. (((-:
Parabéns mulherada e obrigada simplesmente por existerem e resistirem!
UM SUSPIRO – Uma semana (provavelmente) inesquecível
Tem vezes que escrevo só pra dividir, às vezes pra compartilhar, às vezes pra informar, às vezes pra desabafar, às vezes pra ver se alguém comenta, às vezes por que tô carente, às vezes pra xingar e agora escrevo pra “suspirar”.
Essa semana é uma semana muito importante, pois ela (se DEUS quiser) fecha um dos ciclos mais importantes e difíceis para mim aqui na Alemanha. É a última semana do 2. Semestre do meu MBA. E ai vem a pergunta: “E?”. E que é a última semana de aulas em alemao, quinta-feira será a última apresentacao em alemao (pelo menos no curso), sexta-feira será a última prova em alemao e também o último dia com tanto alemao na sala de aula. Tá bom, tenho que admitir que vou sentir falta de alguns. ((((-:
Depois de sexta-feira, terei férias merecidas até dia 8 de marco de 2010 e depois comeca o 3. Semestre com matérias em inglês, apresentacoes em grupo em inglês, apenas meio período de aula por dia, apenas duas semanas por matéria (hoje sao 3), nenhuma prova e apenas uma das alemas chatinhas na sala. ((((-:
Sim meu povo, a partir de sexta-feira a gente se encontra nas nuvens, ok!? Mas fiquem tranquilos, pois vou levar meu laptop pra poder escrever os posts das últimas viagens que ainda tô devendo. Sim, sim… no céu já tem wireless. ((((-:
Ai… ai… (((-:
SENTIMENTOS – Família no Natal

Sim, sou um poço de alegria desmedida e até mesmo exagerada, principalmente quando vejo que a coisa nao tá fácil pro meu lado. Pois é, sou daqueles que riem muito mais quando estao tristes ou até mesmo desesperadas. Poucos conseguem reconhecer quando estou rindo assim ou quando realmente estou rindo de muita alegria. Só aqueles que realmente me conhecem.
Mas meu choro. Ah esse é fácil de saber qual é o estilo. Geralmente quando tá doendo muito e segurei por muito tempo, choro de solucar igual crianca. Mas tem aquele choro da alma, aquele que faz com que as lágrimas corram acompanhadas de um silêncio dolorido. Aquele sem som, onde tudo é só dor e resiliência.
Existem duas datas que costumo chorar. Uma é meu aniversário. Sei lá, no meu aniversário parece que sinto como se realmente estivesse nascendo de novo e ai choro de dor pelas superacoes e de alegria pelas conquistas. É bem difícil de explicar o que acontece, por isso resumo assim e espero que compreendam. A outra data é o Natal.
Por que o Natal? Bom, hoje choro porque estou longe da minha família e é um momento que implica em lembrar de momentos em família para famílias cristãs ou famílias “àtoa” que simplesmente curtem comemorar essa data com o propósito maior de reunir à todos no final de mais um ciclo, o ano. Meus natais em família sao as melhores recordacoes que tenho da minha infância em família e sao essas recordacoes que se transformam todos os anos em gotas de saudades transformadas em lágrimas silenciosas como agora.
Depois que meus pais se separaram (quando eu tinha uns 8 anos), meus natais ficaram sem dúvida mais tristes, pois a cada Natal eu e meus irmaos comecamos a vivenciar um “movimento separatista natalino”. Pois é, chegando o Natal, uma época supostamente feita para unir famílias nem que fosse por um dia, era a época onde eu e meus irmaos acabávamos nos separando para nao deixar nem meu pai e nem minha mae sem filhos nesse dia. Bom, a sorte é que somos 4 filhos do casamento entre os dois, ou seja, era 2 pra lá e 2 pra cá. Aquilo sempre doeu muito pra mim, pois eu sempre sonhei que estaríamos sempre juntos naquela data, como antigamente. Ainda dói muito e eu nao sei se um dia essa dor vai passar. Nao sei.
Na verdade, ainda acredito que um dia possamos passar todos juntos o Natal de novo. Acredito que o tempo e talvez netos (me lasquei…rs) facam com que meus pais entendam o quanto é importante estarmos todos juntos, principalmente por causa das nossas diferencas. Esse sim seria o verdadeiro presente de Natal pra mim, um presente que dinheiro nenhum no mundo seria capaz de comprar, mas que me daria o que nenhum outro daria: o sentimento de ter uma família de verdade de novo. Sei, sei que tem muitas famílias sem pai ou sem mae, mas que mesmo assim sao felizes, mas eu tenho os dois e os dois sao pessoas maravilhosas e absurdamente amadas por mim e pelos meus irmaos, entao por que permanecem agindo assim? Por que continuam fazendo com que a gente tenha que decidir com quem dividir o Natal? Nós estamos nos dividindo há anos e isso dói. Ainda dói e dói muito.
A dor voltou, pois já é quase Natal e talvez minha irma passe com a gente. Mas ela nao conseguiu voar ontem e hoje vai tentar de novo. Mas o fato de talvez ela nao conseguir passar o Natal com a gente, me trouxe todos esses sentimentos de novo e me fez perceber o quanto fiquei feliz com a possibilidade dela passar aqui com a gente. Sim, é apenas uma pessoa da família, mas é da minha família. É alguém que me conhece há 31 anos. É alguém que me ama apesar de tudo. É alguém que me conhece como só a minha família me conhece e isso, acreditem, faz uma puta diferenca. Ter pessoas assim do seu lado após tanto tempo, é uma prova de que você é amada até mesmo nas suas imperfeicoes. Eles nao te pedem que mude o que sabem que é seu. Depois de muitos anos de convivência, eles simplesmente se divertem quando lembram das suas sandices, nao te pedindo pra ser diferente. Tá, até pedem, mas sabem que nao vai mudar nada. (((-:
Acabei de ler um email da minha irma dizendo que vai tentar voar hoje de novo e ai só de pensar que ela pode nao conseguir, cai no choro. Tá, tô chorando sem parar até agora. Tá doendo, poxa! Bom, agora é orar pra que aconteca o melhor, mesmo que o melhor nao seja o que desejo. )))-:
Só nao podia perder a oportunidade de mostrar à todos que vao passar o Natal em família, que sao abencoados e que DEVEM aproveitar ao máximo essa oportunidade, pois ela nao é para todos, mas sim para poucos. Abracem muito essas pessoas que ama, riam muito juntos de tudo e de nada, dividam momentos, dividam conhecimento e mostrem explicitamente que sao gratos por estarem ali. Natal, independente de qualquer outro significado religioso ou comercial que tenha, é um dos melhores momentos para ser grato à todos àqueles que “olham por você”, que querem seu bem e que te fazem bem. Presenteie àqueles que ama com gratidao e tenho certeza que eles farao o mesmo.
Bom, espero que o próximo post seja o post de uma Noite de Natal Encantada e, de preferência, com minha irma tao amada do meu lado.
Amo vocês família! Amo suas qualidades, seus defeitos, suas escolhas e suas loucuras. Obrigada por terem feito de mim um pouco do que sou e por terem cuidado de mim quando eu ainda era indefesa (isso é pros meus pais, pois meus irmaos nessa época me enchiam de bulacha…rs). Espero que um dia possamos voltar a comemorar nossos Natais como uma grande família, pois é isso que somos e olha que a bichinha vai crescer, hein!? (((-:
Saudades…
SENTIMENTOS – O que é mais importante na vida?
Profunda essa pergunta, né? Mas me pergunto isso todo santo dia: “Maira o que é mais importante pra você na vida?”. Me pergunto isso, pois todos os dias me vejo cara a cara com decisoes difíceis a serem feitas na minha vida pessoal, logo fico ponderando o que é mais importante e o que pode ser deixado de lado ou o que pode ser adiado, sabendo que 100% de realizacao é algo, ironicamente, empírico e nao realizável. (((-:
Aos poucos acabei percebendo que nao existe nada e nem ninguém que é de uma forma geral e única “a coisa/pessoa mais importante na vida”. O que existem sao as coisas/pessoas mais importantes num determinado período/momento da nossa vida. Parece óbvio, mas na prática nao costumar ser. Acredite. Principalmente quando você esbarra em paradigmas pessoais a serem quebrados. Pois é, eu sei bem do que estou falando.
Você nao pode querer decidir o que vai fazer ou o que nao vai fazer daqui há 5 anos hoje, pois daqui há 5 anos seus valores provavelmente terao mudado, suas prioridades serao outras, seus “deadlines” serao outros, sua bagagem será completamente diferente do que é hoje. É por isso que existem as máximas que dizem: “Nunca diga nunca.” ou “Viva cada dia como se fosse único”. Todo mundo diz isso quando dá conselhos, mas raramente alguém segue isso na íntegra.
Nao é fácil entender e aceitar esse processo, pois é preciso ter paciência para decidir o que tem que ser decidido no tempo certo. Temos medo que o que parece ser o tempo certo, seja na verdade tarde demais. Atropelamos tudo por causa de ansiedade e falta de fé. É humano e você e eu nao somos os únicos que fazem isso. Nós somos responsáveis pela agenda da nossa vida e é nossa responsabilidade controlá-la e respeitar os prazos de realizacao. Somos nós os gerentes da nossa vida e morrer nada mais é do que ser um gerente demitido ou, de forma otimista, um gerente sendo promovido para os projetos celestiais. (((-: É preciso saber esperar, é preciso saber sentir respostas, sabendo que nao necessariamente virao como respostas. Sim, existem muitas respostas que vem inclusive na forma de perguntas e outras nao precisam de nada mais do que um sorriso pra transmití-las.
Decidi levar essa tarefa a sério: administrar minha vida como sendo algo completamente mutável (na verdade sempre foi…hahaha) e influenciável por fatores/meio externos. Decidi viver hoje. Decidi planejar, mas desisti de fixar planos e ideias. Decidi ser mais flexível com meu futuro (mas atencao nao deixei de ter sempre metas!) e confiar mais na minha intuicao. Decidi aceitar que a Maira que existia antes, ainda existe, mas mudou muito. Essa talvez seja a parte mais difícil, pois muito do que a Maira de 2007 defendeu nesse blog, a Maira de 2009 discorda (talvez eu deva alertar sobre isso nos posts revoltados de 2007…hahaha). Bom, quem conhece a essência imutável da Maira, sabe que pra assumir isso ela precisa pisotear seu orgulho extremo. Mas, a partir do momento que sua vida está nas suas maos e que você definitivamente assume isso, orgulho excessivo torna-se desnecessário e incompatível com qualquer forma de evolucao do ser humano nesse contexto. Também aprendi isso desde que cheguei aqui. (((-:
Comecei a viver dessa forma há algum tempo e desde entao muita coisa boa aconteceu na minha vida. De repente comecei a conhecer “casualmente” pessoas maravilhosas, vívidas, livres, maduras, criativas, autênticas, corajosas, alegres, amigas. Simplesmente mágico! Comecei a ter perto mim aqui na Alemanha, pessoas que sao exatamente como eu gostaria que pessoas ao meu lado fossem e, pra isso, eu só precisei decidir aceitar que a vida pode me levar para o lugar certo, sem eu precisar puxar o volante pra onde eu quero ir. Quando cheguei aqui parecia aquelas situacoes onde você está dirigindo e de repente vê uma velhinha atravessando na frente do carro, ai você (por causa do pânico) solta o volante e poe as maos na cabeca demonstrando desespero (nao, você nao acelera pra cima da velhinha…hahaha). Soltando o volante por causa do pânico, você segue com o carro desgovernado. Perde totalmente o controle do carro (aqui sua vida). Quando o susto maior passa/choque, você agarra no volante com toda sua forca, como que dizendo: “Agora você está sob o meu controle.” Com o tempo, conforme você vai esquecendo aquele trauma, você comeca a pegar mais leve no volante, confiando mais no carro e torcendo pra que nenhuma velhinha desgovernada apareca na sua frente de novo. (((-: É isso, cheguei em uma fase do processo “viver longe de casa e sem trabalho” onde decidi segurar leve no volante de novo, pra dar chance à vida de me levar para um lugar melhor, pois eu só posso me direcionar para àquilo que eu já conheco ou já ouvi falar, mas a vida… ah a vida… ela sim pode nos levar para onde está nossos sonhos e realizacoes.
Entao deixe a vida te levar e concentre-se apenas em sentir a vida, pois ela é curta, porém pode ser intensa. Depende de nós e de mais ninguém (mas cuidado com as velhinhas no meio da rua.. (((-: ).








