dez
1
RECORDANDO: Natal na Alemanha –> Mágico!

Este final de ano estou vivendo um sentimento novo: saudades da Alemanha! E de verdade! D

Tudo que eu mais queria era poder estar aqui de novo pra poder dividir momentos como o Natal com as nossas famílias, mas devo admitir que bate uma pontinha de saudades do “clima natalino” que existe na Alemanha nessa época. Sim, porque vamos combinar: esse nosso Papai Noel com roupa de esquimó não tem nada a ver com nosso verão tropicalissímo, né!? Morro de dó do bom velhinho passando calor por aqui. Custava criar um “Papai Noel Tropical”? Seria fantástico ver o bom velhinho de sunga e óculos escuro entregando os presentes montado num jegue, “oder”!? D

Aqui sinto que o Natal é mais comercial e o seu encantamento está limitado à presença do bom velhinho em centros comerciais (bobinho ele, né!? rs). Na Alemanha o Natal está no ar! E para viver o encantamento é simples: basta ir às ruas onde ocorrem as famosas feirinhas de Natal que acontecem em praticamente todas as cidades. Detalhe interessantissímo é que não me lembro de ter visto nenhum Papai Noel nessas feirinhas. Putz nunca tinha pensado nisso! Enfim, além de ver as decorações sensacionais nas feirinhas e também nas casas e suas janelas super decoradas, é possível também comprar as coisas fofas que são vendidas por lá e duvido que alguém resista como eu resisti. Até porque não vale a pena resistir. Morro de arrependimento de não ter comprado coisinhas fofas pra decorar minha árvore de Natal. Snif…

E o mais sensacional é quando neva em pleno Natal. Não, isso não acontece sempre. Pra ter uma idéia, morando 4 anos lá só vi isso acontecer no último ano. Experiência indescritível!!!

Então já que pintou as saudades, seguem algumas fotinhos dos nossos memoráveis natais na Alemanha. Para ler mais sobre cada um dos natais que passamos na Alemanha é só fuçar no blog. Na página “Viver na Alemanha” em  ”Eventos na Alemanha” tem uns 4 eventos. E na parte de viagens tem o Natal em Rottenburg ob der Tauber. Vai lá!

Hohoho!!! Viva à magia do natal germânico e se você ainda não sabe o que fazer neste Natal, fica a dica: VAI PRA ALEMANHA!!! Mas não esquece o casaco. D

E divido aqui com vocês meu desejo para o Papai Noel: um Natal encantado na Alemanha com meus dois grandes amores, meu marido e meu filho. Já pensou que fofo o Rafinha passeando no trenzinho da Feirinha de Stuttgart? Aaaaahhhh eu quero! D


Esslingen, 2006 - Magia...

Esslingen, 2006 - Alemãozada pelada tomando banho quente no meio da friaca

Esslingen, 2006 - Bebendo o famoso "Glühwein"

Stuttgart, 2009 - Procurando meu presente...

Rottenburg ob der Tauber, 2009 - Janela enfeitada

Rottenburg ob der Tauber, 2009 - Casinha encantada

Rottenburg ob der Tauber, 2009 - Carrinho do Papai Noel

Rottenburg ob der Tauber, 2009 - Loja mais famosa e encantada da cidade

Rottenburg ob der Tauber, 2009

Rottenburg ob der Tauber, 2009

Stuttgart, 2010 - Bolachinhas de Natal Alemãs (Kekse)

Stuttgart, 2010 - Patinação no gelo em família

Esslingen, 2010 - Prefeitura

Esslingen, 2010 - Feirinha de Natal

Stuttgart, 2010 - Nosso último Natal na Alemanha e esperando o Rafinha

Stuttgart, 2010 - Eu e o Rafinha nos despedindo do Natal Alemão e de Stuttgart



set
27
R&R de volta e na mídia carioca! :D

Após muuuuitos meses – pra ter uma idéia, exatamente HOJE o Rafinha completa 7 meses! – o R&R está de volta! Não prometo postar muito, mas pelo menos um post por mês já está previsto, até porque já tenho alguns no rascunho. D

E, para coroar nosso retorno, o R&R apareceu HOJE no caderno de turismo do Jornal O Dia lá do RJ. É isso merrrmo mêrmão! Podem ver a versão online aqui. Na matéria vão encontrar um parágrafo extraído de uma entrevista curtinha que dei pro jornal sobre nossa viagem à Viena que está no Top 10 da minha listinha de trips. Aliás, vale a pena conferir e ir! Abaixo segue a entrevista na íntegra:

(1) Nome, idade e profissão
Maira Engelmann, 33 anos, Analista de Marketing.
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(2) Quantos dias você ficou na cidade? Foi sozinha?
Fiquei 4 dias com meu marido.
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(3) O que você mais gostou em Viena e o que lhe surpreendeu na cidade?
De todos os lugares que já conheci até hoje, Viena é, sem dúvida, um dos meus lugares prediletos. Quando fomos pra lá, não imaginávamos que ficaríamos tão surpresos e eufóricos com o “excitante gigantismo” de Viena. Chegando lá eu me senti uma criança, tanto em estatura quanto em euforia descontrolada. Na maioria das cidades européias mais famosas você vê muita coisa histórica, principalmente quando falamos em arquitetura, mas o que chama a atenção em Viena é que você anda vários quarteirões acompanhando essa arquitetura histórica sem pausa. É um prédio ao lado do outro e um mais lindo, majestoso e gigante do que o outro. E foi isso que me fez ficar fascinada. Você não tem que ficar procurando prédios ou atrações mais famosas, elas aparecem pra você de surpresa e ainda te apresentam outras que você nunca ouviu falar, mas que são tão apaixonantes quanto. 
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(4) Uma dica para quem vai pela primeira vez?
Não esqueça o dicionário alemão-português e não se prenda somente à sugestões de lugares dadas por outras pessoas que já estiveram lá. Coloque um sapato bem confortável (ou havainas, como eu mesma fiz) e desvende Viena a pé mesmo. Ela é surpreendente, mas principalmente para aqueles que se deixam surpreender. Observe as pessoas, descanse e almoce à beira do Danúbio, sinta e viva Viena do seu jeito e tenho certeza que depois quando falar de Viena dirá: “a minha Viena…”.
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(5) Um programa que você considera imperdível?
Imperdível? Bem, Viena por si só já é imperdível. Mas se tiver que especificar algo, diria que é o Palácio de Belvedere. É maravilhoso (principalmente o jardim) e, inclusive, muitos críticos o comparam ao famoso Castelo de Versalles em Paris. É grande, lindo, interessante e você ainda não paga nada pra andar na área externa. 
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(6) Você considera que a cidade tem um clima romântico para os casais?
Muitos amigos realmente me perguntam se achei Viena uma cidade romântica para casais, assim como Veneza. A minha resposta é: “depende”. Pra mim, nenhum lugar é romântico, momentos são. O que acontece em cidades como Viena é que os turistas vão pra lá dispostos a relaxar, a fazer daquele passeio algo marcante, principalmente para casais apaixonados. E isso, somado a beleza e à atmosfera “romântica” do lugar, potencializa a chance do tão sonhado “momento romântico entre casais” acontecer. Mas, por outro lado, quando se pensa no romantismo como movimento histórico que deixa de lado a razão para viver a emoção e a plenitude do “eu”, ai não há duvidas: Viena é absolutamente romântica! 

É isso, caros seguidores e caras seguidoras. Espero voltar a viajar logo pra continuar inspirada, afinal VIAJAR É PRECISO! Agora com um bebê a logística é sim mais complicada, mas ADORO desafios e o Rafinha já está dando indicações de que Jundiaí é pequeno demais pra ele. D

Além disso, jamais poderia abandonar um projeto que AMO tanto e que já me deu tantas alegrias. O R&R é mais do que um blog, é um livro virtual com mais de 1000 acessos diários, mesmo estando atualmente em “stand by”. Para se ter uma idéia seguem os números que nós já alcançamos: 350 posts e 2350 comentários e quase 6 anos de existência. E o mais gostoso é que como não é um “blog novela” a rotatividade de leitores é gigante, me dando a oportunidade de ter contato (mesmo que virtual) com centenas de pessoas do Brasil e, acreditem, do mundo todo! Entenderam porque AMO tanto o R&R!? D

É isso. Sejam bem-vindos de volta e espero que gostem dos posts que estão por vir! Ah! Mas, antes eu esqueça, MIL DESCULPAS por não ter respondido praticamente nenhum dos últimos comentários. Aos poucos vou tentar responder. Prometo! D



jun
7
FESTA – De volta ao Brasil!

“Auf Wiedersehen Deutschland!” (Até a próxima vez Alemanha!)

Agora é pra valer, só não sei até quando. -D

Chegamos dia 28/05/2011 (sábado) e no domingo já fomos para nossa moradia temporária em Jundiaí (interior de SP). Voltamos com tudo, inclusive com filho!!! Pois é, o mundo mudou muito desde a nossa vinda pra cá. Quando viemos o “mundo era dos 2″ e agora, olha que fantástico, “o mundo é dos 3″!!! Uhúúú!!! Nós vamos dominar o mundo!!! -D

Estamos voltando com muitas bagagens pra poder caber tuuudo que adquirimos na Alemanha, menos o Rafinha (rs). Nelas estamos levando todas as sensações que vivemos, as experiências, as memórias, as saudades, as imagens, os sabores, as cores, os cheiros, as formas, os sons, os momentos inesquecíveis e únicos que vivemos durante nosso tempo por lá. Mas, sem dúvida, na maior bagagem levamos o sentimento de superação, de tarefa cumprida, de vitória. Sim, estamos voltando com o sentimento de termos ultrapassado a linha de chegada. -D

Se estamos felizes!? MUITOOOOOO!!! Mas também estamos sentindo uma certa confusão sobre nossos sentimentos. Hein!? Pois é. Estamos felizes por estarmos voltando para nosso país que, apesar de tudo o que há de ruim, AMAMOS muito e por isso sempre desejamos esse retorno. Principalmente porque estaremos, enfim, mais próximos dos nossos familiares e amigos. Mas, por outro lado, estamos um pouco tristes, pois aqui também fizemos amigos que deixaremos. A parte boa é que uma boa parte deles a gente vai poder aproveitar no Brasil, já que o povo resolveu voltar em peso. Oba! Mas, além disso, também acabamos nos adaptando e nos acostumando com algumas coisas que, admito, irão fazer falta. O bom é que sabemos que tudo aquilo que está nos impulsionando pra voltar irá compensar as coisas boas que deixamos lá. Afinal vivemos a maior parte das nossas vidas sem elas e sempre fomos muito felizes, certo!? -D

Eu, particularmente, só tenho um receio neste momento. Tenho receio de estar criando falsas expectativas no que diz respeito à familiares e amigos. É uma das coisas que mais me move para voltar, mas tenho medo de ao chegar perceber que ficou uma “lacuna” entre a gente. Principalmente em relação aos amigos. Tenho receio desse tempo fora ter nos afastado, de termos mudado tanto a ponto de não nos sentirmos mais assim tão próximos. Tenho receio de muitos se afastarem por colocarem a gente em um “pedestal” só porque moramos na europa durante alguns anos. Por isso, gostaria de mais uma vez dizer que mudamos sim, mas nossa essência, que é aquilo que nos aproximou algum dia, continua a mesma. Nossos valores continuam os mesmos e continuamos cultivando a simplicidade e humildade como base para nossa vida. Ter morado na europa foi uma ótima experiência, principalmente porque através desta experiência colocamos nossos “pezinhos” no chão e perdemos (se é que algum dia tivemos) aquele maravilhamento que quase todos brasileiros tem quando pensam em europa. Chique? Chique pra mim hoje é poder andar descalça na terra batida, é poder estar perto da família e dos amigos, é poder tomar água de coco geladinha direto do coco, é poder almoçar no domingo com a família fazendo barulho, é estar com amigos bebendo num bar sem conseguir terminar um único tópico por vez (isso quando, de fato, existe algum tópico…rs), é poder fazer guerrinha de mangueira, tomar banho de cachoeira, comer miojo cru no acampamento, apanhar manga do pé e arrancar uma linha da roupa para tirar os fiapos do meio dos dentes. Ser chique, pra mim e para minha família é ser simples.

Enfim, são apenas receios. Medo da frustração. Mas sei que faz parte e hoje sei que só ficarão aqueles amigos que ainda tem alguma “missão” a cumprir junto com a gente. Os outros serão sempre lembrados como bons amigos de outras fases, que participaram de outras “missões” e que foram importantes naquele período. É nisso que acredito hoje. Amigos não deixam de ser amigos jamais, eles simplesmente se fazem presentes em períodos e momentos específicos e, devem sempre ser lembrados com carinho e gratidão.

Em compensação não tenho receio quanto à nossa readaptação, mesmo tendo consciência de que sentiremos falta de algumas coisas, como já escrevi anteriormente. Sim, além de algumas pessoas que conhecemos aqui e que se tornaram muito especiais pra gente, também sentiremos falta de outras coisas como segurança, infra-estrutura, civilidade, organização, cerveja boa (apesar de “quente” rs), festas típicas tipo Oktoberfest, Biergartens, Cafeterias, estrangeiros pra todos os lados (o que nos fazia menos sozinhos…rs), dos parques, das videiras à 10min. de casa caminhando, de dizer que sou brasileira cheia de orgulho e simpatia (rs), dos preços (de quase TUDO), da qualidade dos produtos, do IKEA (uma loja gigaaaaante para comprar TUDO para casa), do Pilum (meu restaurante predileto com o meu garçom predileto…rs), do meu obstetra que é um fofo, do pediatra do Rafa que é um fofo e um gato (rs), das janelas e jardins decorados durante as festividades, da forma objetiva com que os alemães se comunicam e resolvem os problemas, das tortas, das saladas, das invenções alemães que facilitam nosso dia-a-dia, do Kebap (mesmo que já tenha em SP, duvido que é melhor e mais barato do que o daqui…rs), das estações do ano tão bem definidas, das folhas amareladas no outono, dos botões abrindo na primavera, da sensação da neve fazendo cócegas no nariz da gente, da posição geográfica que favoreceu e muito nossas viagens e por ai vai.

Pois é, estando aqui ou lá sempre iremos sentir falta de algo. O que estamos fazendo é escolhendo aquilo que é mais importante pra gente e, hoje, o mais importante para nós é estarmos perto dos nossos familiares e amigos em uma terra onde a gente sinta que “pertence”. Sabemos de todas dificuldades, afinal moramos mais de 25 anos de nossas vidas no Brasil e ambos já moraram na cidade mais caótica que é SP, então não estamos voltando com ilusões e nem falsas expectativas quanto ao que vamos encontrar no quesito “ordem e progresso”. Sabemos que ordem definitivamente não existe e progresso, bem este existe, mas sabemos que ele é leeeento.

Mas os problemas, definitivamente, não nos interessam, afinal não estamos voltando impulsionados pelo que há de pior, mas sim pelo que há de melhor no nosso país. Se tem? Opa! E se tem! O Brasil é calor, é amor, é alegria, é música, é folia, é natureza, é diversidade, é tolerância, é plural, é ritmo, é movimento, é dança, é tropical, é humano. O Brasil é nossa casa que sempre nos recebe de braços abertos para um abraço quente e apertado. E é isso que queremos: ser abraçados calorosamente pelo nosso país e seu povo. E esperamos contar com vocês pra isso. -D

É isso. Estamos voltando felizes, realizados e gratos à Deus por ter nos dado a oportunidade de viver esta fase das nossas vidas de forma tão intensa e feliz. O saldo é POSITIVO e isso é o mais importante. Não foi, pra mim, uma escolha fácil ter ido pra Alemanha. Não foi um processo fácil nos adaptar (principalmente pra mim). Mas conseguimos! Fizemos amigos (inclusive muitos alemães extremamente especiais), enriqueci meu currículo para aquilo que quero profissionalmente, o Rô adquiriu mais experiência internacional na área dele, amadurecemos muito, ampliamos nossos horizontes, revisamos alguns pontos de vista, mudamos nossos referenciais, fizemos o que mais amamos que é viajar muito, festejamos muito, bebemos muito, namoramos muito, tivemos o maior presente das nossas vidas aqui (o Rafinha!), VIVEMOS muito e é isso que vai ficar na nossa memória de Alemanha. Enfim, como diria o Robertão: “Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”. -D

No momento temos tanta coisa pra resolver que nem dá tempo de relatar tudo como eu gostaria, mas em breve vou escrever um post sobre as primeiras impressões, sejam elas boas ou ruins. Além disso, pretendo em breve voltar a escrever mais no blog e sei que assunto não vai faltar. Pois é, parece que minha inspiração está voltando. É verdade! Estamos vivendo tantas situações estressantes ao mesmo tempo, mas pelo simples fato de estar aqui com “meus homens” me sinto TÃO FELIZ! Aaaaahhh!!! -D

Pra completar só falta encontrarmos um cantinho nosso e reencontrar todos nossos familiares e amigos com muuuita calma. Pois é. Essa é a parte boa de não estarmos por aqui de férias: temos tempo! -D

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