GUEST POST – Bremen (Alemanha) by Marina Sales
Alguns semestres após iniciar minha faculdade, eu e mais três amigos tivemos a brilhante idéia: aproveitar o convênio do nosso curso com universidades em outros países e partir para um ano de estudos (e também diversão, que ninguém é de ferro!) na Alemanha.
A idéia foi tão simples, mas os preparativos nem tanto: iniciar o processo seletivo, aprender o básico da língua (uma infinidade de cursos que no fim, equivalem apenas ao A1) e nadar em rios de papéis e documentos. Após um ano de preparação, apenas eu continuei no bote, meus outros amigos já haviam desistido há muito tempo. Então me fui, sozinha, porém feliz e ansiosa (um pouco medrosa também) pelas surpresas que iria encontrar pela minha caminhada.
Entre as conexões do vôo ainda não havia percebido o quão longe eu estava, pela primeira vez, de meu país – estava mais concentrada em não me perder
Finalmente chego ao meu destino, a adorável cidade de Bremen. Foi apenas colocar os pés na Domsheide e tocar na estátua dos Stadtmusikaten que vi o quanto aquele lugar iria ser importante para mim. Assim, partindo da minha experiência, gostaria de falar um pouco sobre esta cidade tão encantadora e indicar alguns lugares e atividades do local que valem a pena conhecer.
O centro da cidade é precioso e revela suas principais atrações: a St.-Petri-Dom (Catedral de estilo gótico), a linda Rathaus e a famosa estátua dos Bremer Stadtmusikanten. A cidade gira em torno do símbolo dos músicos de Bremen – Você encontrará souvenires com a figura do gato, cachorro, burro e galo em quase todos os lugares, além de uma atração turística muito doce: um “poço” localizado na Rolandplatz, onde ao colocar-se uma moeda, pode-se escutar o som de um dos animais
Ainda no centro, encontra-se o Schnoor, a parte mais antiga da cidade de Bremen. É um espaço com ares medievais, as ruas são pequenas e estreitas (sendo uma delas a menor rua de toda a Europa) e as casas medem em média apenas 55 m².
A noite, você poderá ir ao Schlachte, área próxima ao Rio Weser, e encontrar vários restaurantes, pubs e Biergarten. E se eu estiver a fim de comer panquecas em um navio-pirata? Você me pergunta. Kein Problem, no Schlachte encontra-se o Pfannkuchenschiff. Já no Viertel, parte mais alternativa da cidade, localizam-se grande parte dos bares e boates da cidade, especialmente na rua Auf den Höfen.
Não dá para falar de atrações em Bremen sem também mencionar o Freimarkt. Uma das maiores feiras (estilo quermesse) da Alemanha, atrae milhares de pessoas há mais de 960 anos. A festa acontece no mês de outubro atrás da estação central, em frente ao Bremer Messezentrum (que por sinal é de uma arquitetura bem interessante) e conta com diversos brinquedos estilo bate-bate e afins, além de pavilhões de cerveja e claro, muita Bratwurst, Kartoffelnpuffer, gebratene Mandel, Liebesäpfel e outras delícias (nada lights) alemãs.
Mas Bremen também não para por aí. Não deixe de passar pela cidade de Bremerhaven, que também faz parte do Estado de Bremen. Além do museu de emigração dos alemães (Deutsches Auswandererhaus) e de um hotel versão miniatura de uma das mais famosas construções de Dubai, a cidade reserva uma atração muito interessante – a Klimahaus. É uma experiência única: a exibição leva-nos a uma viagem interativa a nove cidades, e passa pelas diferentes paisagens e sensações climáticas da Terra. Mas não esqueça de vestir uma regata por baixo do seu casaco – Ao caminhar pela exibição dos diferentes países, o clima irá variar das baixas temperaturas do Alaska ao calor da Nigéria.
Dos Saltimbancos as noitadas no Viertel, Bremen tem atividades para todos os gostos. Agora só resta arrumar as malas e fazer uma visitinha
Dica: Se você deseja viajar para cidades do mesmo território (Niedersachsen) como Hamburg, Hannover ou ainda Bremerhaven, você poderá comprar um ticket (28 euros para até cinco pessoas e 20 para single) com um dia de validade.
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ITÁLIA – Veneza
Veneza é uma cidade fantástica e extremamente particular. Sendo assim, nao poderia deixar o continente europeu, sem antes dar uma passadinha por lá, afinal é algo realmente singular e que merece ser visitada pelo menos em um dia. Aliás, pra ser mais sincera, dá até pra fazer isso em algumas horas.
Essa ilha é, apesar de realmente encantadora, muito pequena (porém maior do que eu imaginava) e fácil de ser “desbravada”. Fácil por causa do tamanho, mas nao levando em consideracao seu território, repleto de vielas escondidas e aprox. 400 pontes espalhadas pela cidade. É uma cidade perfeita para turistas como eu, que adoram se perder sem ligar para mapas ou rotas “lógicas”. Tá, na verdade isso é mais uma falta de aptidao pra coisa do que opcao.
Enfim, Veneza é um deste lugares que a bússola pode até te atrapalhar, pois em alguns momentos você realmente deixa de acreditar que dentro de Veneza essas coisas funcionem. O negócio é se perder mesmo, pois ali da água ninguém passa. E, acredite, é nos becos mais escondidos onde irá descobrir o que Veneza tem de mais particular. Isso mesmo, fuja das vias comuns ou simplesmente nao se limite à elas.
Veneza está situada na região nordeste da Itália, na região do Vêneto, sendo banhada pelo mar Adriático. Foi construída sobre várias ilhas e tornou-se uma potência comercial a partir do séc.X, no qual sua frota já era uma das maiores da Europa e servia de intercâmbio comercial e cultural com o Oriente. O historiador Fernand Braudel classificou-a como a primeira capital econômica do Capitalismo. Entre 1140 e 1160, a cidade se tornou uma república e, em 1797, foi tomada por Napoleão. Em 1866, a cidade foi anexada ao reino da Itália.
Nao diria que é uma cidade bonita, apesar de ter sim suas belezas. Também nao diria que é romântica como todos adoram relatar, afinal nao fui pra lá de lua-de-mel e nem sou mais assim taaaao romântica. Sim, acho que o romantismo nao está em nenhum lugar, mas sim nos momentos e na cabeca das pessoas e é usado muitas vezes como forma de vender um sonho. Pelo visto tem funcionado, afinal as pessoas continuam relacionando romantismo à lugares específicos no mundo, mas se foi à Veneza e nao viu nenhum romantismo, fique tranquilo, você é normal como eu. Bom, pelo menos pensar assim me conforta.
Veneza pra mim é uma cidade encantadora pela sua singularidade. Uma cidade que marca porque tem uma identidade forte e única. Veneza é inesquecível e incomparável, entao se foi à alguma cidade denominada “Veneza do Norte”, “Veneza do Oeste”, “Veneza do Padississímo”, esqueca. Nao existe nada igual e nem parecido com Veneza. Repito, Veneza é singularmente única e sim, isso é um pleonasmo proposital.
O coração histórico da cidade está dividido em seis partes, o que faz com que aos bairros sejam chamados de sestieri (sextos). Cada um deles tem um ambiente sutilmente diferente. Além dos seis sestieri há ilhas mais pequenas, também com ambientes muito próprios.
Chegamos à ilha de carro, deixando este estacionado fora desta em um dos vários estacionamentos que existem na entrada da cidade. A viagem de Stuttgart (Alemanha) até lá foi simplesmente linda. No caminho você reconhece claramente quando sai da Alemanha e entra na Itália, principalmente por causa dos vinhedos que cobrem quilômetros e quilômetros de terra beirando a estrada. Pernoitamos na Croácia, nossa próxima parada, o que ficou digamos bem mais barato do que procurar hotel em Veneza.
Maaaas voltando ao caminho até Veneza. Passando os vinhedos, é hora de atravessar a ponte para o sonho de muitos turistas: Veneza. Nessa hora já dá um friozinho na barriga, pois de tanto que falam de lá sua cabeca fica inevitavelmente cheia de expectativas sobre algo que nas fotos dá impressao de ser uma vila aquática que simplesmente parou no tempo.
Mas no meio da travessia da ponte, já vendo a ilha um pouco por cima entende que parar no tempo pode até ser, mas Veneza é muito maior do que eu imaginava.
Logo que entramos na parte central, onde encontram-se as grandes atracoes da cidade, fiquei completamente eufórica e sem direcao. Eu queria tirar foto de tudo, queria ver todas as vielas, queria entender como tudo ali funciona, queria desvendar Veneza com uma velocidade que só mesmo o Rô pra me fazer parar pra pelo menos respirar. Sim, estava completamente descontrolada!
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TRANSPORTE FLUVIAL
A primeira coisa que me chamou a atencao foi o sistema de transporte fluvial que rola na ilha, afinal transporte terrestre é estritamente proibido por motivos óbvios. Esse tipo de transporte é o tipo de coisa que só vi em Veneza até hoje, pelo menos quando falamos de dimensao e diversidade. Os caras tem barcos que funcionam como ônibus, ou seja, vao e voltam lotados, tem horário fixo de saída, tem um custo “normal” e tem até “ponto de barco”.
Mas se estiver com pressa ou se quiser mais conforto pode optar pelo “Taxi Boat”. Isso mesmo! Um taxi marítimo!
Fora isso, acho que só nao vi mesmo foi “Bike Boat” ou pedalinho, mas vendo a intensidade do tráfego por lá dá pra entender que poderia ser bem perigoso dar umas pedaladas no pedaco. Sim, tinha hora que eu tinha certeza que os barcos iam bater com as dezenas de gôndolas que circulam por lá todo santo dia.
Ah! As Gôndolas! As sonhadas Gôndolas… Quando as vi tive certeza que nao existe nada mais “Veneza” que elas e seus gondoleiros, nem mesmo as máscaras de carnaval. Olhando para elas, você realmente tem a impressao de que está sonhando, pois elas tem sim algo enigmático que só fica mais forte quando você finalmente está lá frente à frente com elas. Só que esse “feitico” que elas exercem só funciona em Veneza, pois tentei imaginar uma Gôndola no Lago do Ibirapuera e em outros lagos do Brasil e, sinceramente, nunca será uma Gôndola. Sim, minha imaginacao é uma coisa muuuuito fértil…
O mais estranho foi quando eu descobri a origem destas Gôndolas, ou seja, sua finalidade original dentro da história de Veneza. Até onde andei me informando, as Gôndolas eram utilizadas em rituais de sepultamento e também por famílias abastadas, sendo que os “modelos” eram diferenciados. Dá pra acreditar o que o marketing faz? Transforma a imagem de morte em amor e todo mundo acredita (rs). Hoje elas sao pouco utilizadas pelos locais, sua principal utilizacao pelos locais é em protestos. Já foram muitos, sendo que dentre eles tiveram os protestos contra o tráfego absurdo em Veneza, contra leis que aplicam restricoes aos horários de circulacao das gôndolas por causa das ondulações que podem prejudicar os alicerces dos edifícios e por ai vai. Um dos últimos protestos foi o chamado ”Sepultamento de Veneza”, onde os moradores pedem atencao para o despovoamento da cidade e pedem para as pessoas irem morar lá. Pois é, nem tudo é tao romântico quanto parece.
Mas, sem dúvida, as gôndolas sao objetos lindos de olhar, de fotografar, de seguir…. mas pagar é só pra quem realmente tá podendo ou tá querendo. Tem várias modalidades e dependendo da época pode pegar umas pechinchas. Até onde ouvi, se quiser só para você e seu “amado(a)” com música ao vivo fica por volta de 120 euros, mas sem música rolas un 80 euros e já ouvi até sobre uns 60 euros. Ai é “up to you”. Eu falei pro Rô antes de chegar lá que nao saia de Veneza sem andar na tal Gôndola, mas chegando lá vi que o legal mesmo era tirar fotos dela com a cidade ao fundo e que pagar, pra mim, nao valia assim tanto a pena. Mas é lógico que fico feliz que exista quem pague, pois senao de quem eu iria tirar fotos?
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COMÉRCIO NA ILHA
Exagerado. Sim, considerando a relacao turistas vs. espaco físico para trânsito é um comércio em volume exagerado. Em alguns lugares era impossível passar sem ser esbarrando o caminho todo no resto da galera. Um comércio de rua tipo “camelódromo” mesmo, com artigos nitidamente falsificados que nao precisavam ser vendidos ali, mas o comércio vai aonde o povo está e se nao há controle eles dominam tudo mesmo. Aliás, percebi que ali realmente nao tem controle nenhum e acho isso muito triste, considerando que é um dos lugares turistícos mais visitados do mundo.
Para comprar sua tao sonhada “máscara veneziana”, pesquise muito e nao estou falando só de preco. A qualidade também é importante e principalmente assegure-se de que está comprando um artigo fabricado em Veneza, pois atrás de uma máscara de Veneza pode estar escondido estrategicamente um chinês.
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ARTISTAS VENEZIANOS
Está em Veneza, está na Europa, está no berco da arte. Isso significa que irá encontrar muitos artistas pintando o sete perdidos no meio das vielas de Veneza. Outros vao além das telas e nos encantam com encenacoes completamente espontâneas, já outros nos impressionam mais ainda por conseguirem tocar direitinho mesmo depois de ter tomado uns 2 galoes de vinho.
Mas a arte nao está só na cidade de Veneza, está também na ponte que liga esta ao continente. Aliás, nao é uma arte qualquer, é uma “arte funcional”, ou seja, ela nao foi feita apenas para ser admirada ou invejada, ela foi feita para ser preenchida por transeundes normais que tem uma característica em comum: adoram mascar chiclete. Surreal.
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CAFÉS & RESTAURANTES
Quem já passou por este blog, sabe que adoro ajudar no planejamento de viagem dos meus leitores e isso implica em nao indicar muita coisa. Hein? Pois é, nao gosto de indicar, pois acredito que a viagem se torna mais inesquecível quando as escolhas sao nossas e espontâneas. Dá uma certa identidade para a viagem, fazendo da sua viagem algo único e inesquecível. Algo com a sua cara ou com a cara do casal ou do grupo que seja.
Em Veneza existem muitos restaurantes e cafés charmosérrimos, tao encantadores que dá vontade de passar o dia sentando cada hora em um. Sem dúvida, os que ficam beirando os canais sao os mais ambicionados e nao é por menos. É ali que você se sente em Veneza, tomando um vinho ou um capuccino na beira de um canal vendo as gôndolas passarem e com elas seus pensamentos. É fantástico! Bom, pelo menos pra gente foi, pois fomos em baixa temporada, mas em alta temporada imagino que esse sonho possa parecer mais um pesadelo por causa do tanto de gente que deve circular por lá. Para jantar dizem que os melhores restaurantes estao na Piazza San Marco descrita logo abaixo.
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PIAZZA SAN MARCO
Esta praca é imperdível, pois nela você encontra um conjunto arquitetônico maravilhoso. Aliás, uma vez que entra nela pensa que mudou de cidade, pois é algo completamente diferente do que se vê nos becos de Veneza. Ali, a pequena Veneza se torna grandiosa e cheia de frufru.
San Marco é o coração da cidade e é onde se concentram alguns dos tesouros da cidade – a Praça de San Marco, a própria Basílica de São Marco, o Palácio do Doge e a Campanile, as melhores vistas do Grande Canal e as pontes da Accademia. A Torre da Campanille é bem interessante, pois foi nessa torre que Galileu mostrou como funcionava o seu telescópio ao Doge Leonardo Dona, em 1609 (ui!).
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VENEZA PODE DESAPARECER
Como disse no comeco do post, Veneza é uma cidade construída em cima de aprox. 100 ilhas. O nível da cidade vem abaixando ano após ano porque os alicerces estao afundando e o nível do mar continua subindo.
Em alguns lugares que passamos, já se observa que a água mesmo em um dia sem chuva já comeca a avancar sobre as calcadas da cidade, principalmente nas bordas dos canais. Mas em época de chuva até mesmo a Piazza S. Marco pode ficar completamente inundada como mostra essa foto de 2003.
As casas estao em estado deplorável, dando a impressao de que vao desmoronar a qualquer momento e até onde eu sei nao há previsao para restauracao, pois seria preciso investir muito dinheiro nesse processo e todos sabem que a Itália nao se encontra em um bom momento para gastos.
A populacao hoje é de apenas 60.000 moradores, sendo a maioria ricos e idosos que herdaram as casas. Jovens nao tem dinheiro suficiente para comprar uma casa em Veneza, pois apesar de estarem em estado lamentável sao carissímas.
Por causa da falta de paz e de privacidade, todos os anos muitos moradores decidem ir embora e com eles a história e a glória de Veneza.
Lendo sobre tudo isso me deu uma certa tristeza e revolta, mas nao acredito que a culpa é dos turistas como é dito em muitas das fontes que li. Acredito que se o turismo fosse controlado como é em muitas ilhas até mesmo no Brasil, a qualidade de vida dos moradores de Veneza seria maior e nao deixariam suas casas. É um problema de administracao do turismo na ilha e espero que nao seja tarde demais para encontrar uma solucao.
Quer saber mais? Leia este texto. Através deste texto, pode ver Veneza detrás de sua máscara. Imperdível!
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QUANDO NAO IR, CASO QUEIRA PAZ
“La serenissima” como é conhecida a cidade de Veneza, de serena nao tem nada. Deveria ser denominada de “La turistissima”, principalmente na alta temporada.
A principal época turística é entre Abril e Novembro, embora Veneza esteja sempre muito agitada durante o Natal, Páscoa e Carnaval (Fevereiro). O Festival de Cinema de Veneza (Agosto) e a Biennale (Setembro) fazem aumentar as multidões (e os preços). As alturas mais agradáveis para visitar esta cidade são no início e no final da época alta, quando a cidade está mais calma e o clima ameno.
O verão pode ser muito agitado com muita gente se espremendo nas estreitas ruelas e enchendo de forma desconfortável os vaporetti, encostados nariz a nariz no convés mínimo, ou apertados na cabine sem ar-condicionado. Algumas pessoas queixam-se do cheiro dos canais e das filas intermináveis para entrar nos museus, o que achamos bem diferente na época que fomos, pois nao sentimos o tal “cheiro” e nem vimos tantas filas.
Nao importa quando vai, desde que se apresse e, se for em época de chuva, uma dica: leve suas botas sete léguas.
Fotos aqui!
R&R Dicas – Site sobre viagens em família

Antes de sair e aproveitar um dia maravilhoso de Sol, estava dando uma olhada rápida no meu twitter pra ver se tinha algo interessante. Aliás, abrindo um parenteses aqui, se nao tem twitter porque acha que é coisa de gente desocupada, reveja seus conceitos. Se souber usar, o Twitter se torna uma ferramenta poderosissíma para se manter informado sobre tudo que te interessa, utilizando pouco espaco e poucas palavras. O problema é que tem gente que se acha “uma novela” e quer que a gente fique acompanhando cada passo da vida deles. Eu simplesmente excluo da minha conta, pois busco e dou informacao. Esse é o Twitter saudável e vale muito a pena. Se tiver curiosidade, visite o meu http://twitter.com/RetratosRelatos.
Pra ver como pode estar perdendo tempo, dá uma olhada neste blog que encontrei no Twitter hoje acessando um dos Twitters que sigo sobre viagens: http://www.ciaobambino.com/index.asp (em inglês).
O blog “Ciao Bambino” é um blog simplesmente fantástico para aquelas famílias que querem viajar com seus picorruchos, mas que acham que é complicado demais. Sim, fácil acredito que nao seja, mas vivendo aqui na Alemanha você vê que também nao é impossível. Os caras viajam com as criancas ainda muito pequenas e até mesmo pra outros continentes. Eu e o Rô cansamos de encontrar casais europeus por ai com as criancas penduradas naqueles negócios tipo “cegonha”. Aliás, foi uma das coisas que mais me chamou atencao aqui nas nossas primeiras viagens. Sim, é meio cultural isso. A mae brasileira é mais protetora que a alema e tal, mas dar uma misturadinha entre estas culturas nao seria nada mal, certo!?
Nao é preciso ir para os destinos citados no blog. Nao é preciso ir tao longe. Mas é preciso nao parar de desbravar novos lugares, só porque tem mais um serzinho na parada que requer muita atencao. Viajar também faz parte do desenvolvimento de todos nós, do desenvolvimento e fortalecimento dos nossos valores, do desenvolvimento do nosso ponto de vista sobre tudo que somos e tudo o que temos. Resumindo, viajar será sempre saudável e principalmente para quem ainda está só comecando a desenvolver seus próprios valores.
Explora o blog e inspire-se!!! Eu que nem mae sou ainda, já fiquei mais animada. Pois é: procriar sim, parar de viajar jamé!
SUICA – Zermatt
Zermatt está situada a 1.620m de altitude. Se situa na base do pico Matterhorn (4.478m), que é o pico mais famoso da Suiça. Esse pico é conhecido por alguns de nós através da caixinha do chocolate Toblerone, pois tem uma foto dele lá. Bom, aposto que quase ninguém reparou. O que, diga-se de passagem, é compreensível, afinal quem vai devorar um chocolate e se preocupar com o design e informacoes da sua caixinha!!!?!? Acho que só eu.
As paisagens em Zermatt são maravilhosas e há diversas possibilidades de caminhada que te dao a impressao de estar dentro de um quadro. Pois é, coisa que você sente sempre na Suica. Também existem diversas opcoes para esquiar, tudo dependendo do quanto quer gastar.

Quando chegamos lá, achamos que tínhamos chegado em Tóquio de tanto japonês que tinha no lugar!!!! Não, vocês não conseguem imaginar. Eram dezenas, centenas, por todos os lados! Mas superado o trauma, vimos que estávamos no lugar certo. Ufa…
Não há trânsito de carros na cidade e isso é maravilhoso!!!! Mas em compensação o trânsito de pessoas (inclusive as de olho puxado) é super intenso e caótico, portanto, muita calma nessas horas.
As trilhas são, em geral, bem demarcadas. Mas vai precisar de fôlego, pois muitos trechos são bem íngremes. Não se assuste se ver uns “idosos” subindo os morros de bike bravamente, enquanto você sobe lentamente e ofegante. Use isso como um bom exemplo e siga em frente ou sinta vergonha e corra atrás do prejuízo! :-D
Mesmo que vá no verão, lembre-se que é uma região alpina, ou seja, quanto mais subir, mais frio vai ficar, então não esqueça de levar agasalho.
Pra saber quais trilhas pode fazer sem ter que pagar e quais são pagas, vá direto ao posto de informações. Lá eles tem muito material que vai te ajudar na escolha.

Andando por lá, encontramos duas surpresas deliciosas e bem alpinas: uma marmotinha tentando se camuflar no meio das pedras na trilha e alguns senhores suicos tocando o famoso instrumento deste país chamado “Alphorn”. Ai me pergunto: “Será que “Alphorn” vem de “Alpes” ou “Alpes” vem de “Alphorn”? Ó dúvida cruel.
Pra quem quer mais dicas sobre escaladas em Zermatt, clique aqui! Lá é a Disneylândia do alpinismo, ou seja, tem muita oferta e muita procura de alpinistas do mundo inteiro. Mas merece! O lugar é FANTÁSTICO!!! E a geometria do Mattherhorn é única e encantadora. Fora que na base dele é impossível nao sentir aquele efeito do “Wow!”. Simplesmente celestial!!!
Uma boa pedida estando lá é almocar em um restaurante com vista para o Matterhorn. Um luxo só, mesmo que você só sente lá pra pedir uma coca e tirar uma foto.
Lembre-se: você estará numa atração na Suiça, logo, vai gastar muito mais do que imagina. Lá as coisas são realmente caras, então pense duas vezes antes de sair comprando “souvenirs” compulsivamente. A vaquinha abaixo, por exemplo, só faltava dar leite pelo preco, entao fiquei só com o abraco e com a foto. Vale a pena comprar em cidadezinhas vizinhas que são menos turísticas e que ficam “logo ali”.
Para ficar aconselho, lógico, albergue. Tem muito albergue bom na região. Tanto em Zermatt, quanto nas redondezas, onde talvez valha mais a pena.
Zermatt é um destino imperdível para aqueles apaixonados pelas paisagens suicas ou que sonham em estar neste cenário. Demorei para relatar esta viagem, simplesmente porque nao tive tempo de organizar muitos posts de 2006/2007 que ainda estao no rascunho, mas agora vou tratar de atualizar. Aguardem!
Para ver mais fotos clique aqui!
(Viagem realizada em Julho 2006 – Duracao 4 dias – Transporte: carro partindo de Stuttgart na Alemanha)
R&R Notícia – Brasileiros isentos de visto para entrar na Rússia
Hoje uma amiguinha russa do meu MBA veio toda feliz falar comigo por causa de um acordo entre Rússia e Brasil. Segundo ela (e segunda a net também) , nós brasileiros, nao temos mais que apresentar visto para viajar para a Rússia.
De acordo com a Embaixada da Federação da Rússia no Brasil, a medida entra em vigor a partir de hoje (dia 7 de junho), e vai valer para viagens de até 90 dias. O acordo, firmado em 2008, entre Brasil e Rússia foi oficializado recentemente pelos presidentes brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e russo, Dmitri Medvedev. A nova medida valerá também para russos que pretendem viajar ao Brasil.
Até entao, quem viajava para a Rússia precisava pagar uma taxa entre US$ 35 e US$ 175 (dependendo do tipo de viagem), além de preencher um formulário. O passaporte precisava ter validade de no mínimo seis meses, com pelo menos duas folhas não preenchidas. Quem pedia o visto para mais de 90 dias devia ainda apresentar exame de AIDS.
Se faltava incentivo pra visitar nossos amigos “vodkeiros”, agora nao falta mais.
MUDANÇA DE (CON)FUSO HORÁRIO – Um caos biológico
ATENÇAO: o início do post é uma introduçao baseada em fatos reais, mas mais para o final partimos para a coisa vista de um ângulo científico e bem fundamentado sobre o tema – Imperdível!
PONTO DE PARTIDA: o Planeta Terra é divido em 360 meridianos (360° porque a Terra ainda é redonda né…rs), e a cada 15 meridianos tem-se um fuso horário diferente. Claro, 360 meridianos / 15 = 24 horas, período necessário para a terra das uma volta completa, cobrindo assim os 360 meridianos. Hein?
A diferença entre os horários do Brasil e da Alemanha agora é de 5 horas e isso é coisa pra caramba! Meu corpo e o do Rô que o digam…
Chegamos do Brasil (aliás FOI MARAAAAAAAAAA!!!!) na segunda-feira passada às 14 horas em casa. Eu nao dormi nada no aviao e o Rô só conseguiu dormir umas 3 horas. Sim, 0 e 3 horas dentro de 12 horas de viagem, ou seja, o massacre do sono estava só tendo seu pontapé inicial. Cheguei, tomei banho e literalmente caí na cama. Dormi até as 18h, mas teria dormido sem parar numa boa. Depois deitei já era quase meia-noite, dormi e, a partir das 2h, comecei a acordar de meia em meia hora até que, às 4 da matina, fiquei de saco cheio e decidi levantar e tomar banho. Às 7 horas era hora de pegar o trem para ir para a Uni e do Rô ir para o trabalho. Dois trapos começavam sua rotina que seria uma lástima.
Esqueci de dizer que, como se já nao bastasse o “jet-lag” (clicando na palavra ao lado, será direcionado para um site em inglês show de bola que tem até “kit anti-jet-lag”), que é uma forma chique de dizer que seu relógio biológico pirou porque você mudou de uma zona de fuso horário para outra, logo que pousei no aeroporto de Stuttgart já comecei a sentir dor de garganta, dor de cabeça, dor nas costas e um sono que nao era desse mundo. Sim, fiquei doente de tanta alegria! Dã!
Enfim, nos arrastamos no nosso primeiro dia de rotina e, no segundo, eu “pedi pra sair”. Sim, nao fui à aula, pois levantei tao mal e a matéria é tao chata que nao rolou (o que me consola é que é a última matéria!!!). Fiquei em casa caindo de um lado pro outro e dormindo quando nao conseguia levantar. Mas, Deus é taaaao bom, e nos deu um feriadao para nossa recuperaçao. Pois bem, o cara é tao bom que nos deu até tempo bom! Mas, apesar de toda a ajuda celestial, continuamos uns trapos. Desde quarta-feira até ontem nossa rotina foi sentar na cozinha e conversar até as 3 horas da manha, pois nao tínhamos sono. Dormir e levantar, no mínimo, às 12hs, mesmo tendo colocado o relógio para despertar às 8h. Dá pra acreditar? Tá, eu até que dou uma microbiada de vez em quando e decido dormir pra valer, mas o Rô nunca passou das 9h!
No começo achei que meu corpo estava recuperando as horas nao dormidas no Brasil, mas vendo a situacao do Rô e sabendo que ele se comportou mais que eu, vi que minha teoria estava furada.
Pois bem, quem me conhece sabe que tudo nessa vida é motivo para ampliar horizontes e conhecimentos, e desta vez nao há porque ser diferente. Fui pesquisar sobre os reais efeitos causados devido à mudanca de fuso-horário na vida da pessoa. Interessante, viu!? Bom, vou tentar resumir a missa.
Ritmo circadiano é o cara que mais sofre com todo esse carnaval que os seres humanos fazem com os ponteiros dos relógios, o que chamamos de fuso-horário. E ritmo circadiano nada mais é do que o ciclo do sono, relacionado diretamente com o ciclo biológico. É um sistema extremamente complexo e extremamente vital para todos seres vivos. Ele está completamente e intimimamente ligado ao ciclo da luz e é por isso que esse negócio de horário de verao ferra a nossa saúde, pois impoe ao nosso corpo um ciclo que nao lhe pertence. Já quando você viaja para um local onde o fuso é diferente, faz isso consciente e nao tem ninguém pra culpar nesse caso.
Existem muitos estudos sobre o assunto, utilizando ratos como cobaias. O bom é que nesse estudo eles nao matam os roedores, só tiram o sono deles..
. Uma conclusao interessante deste estudo com os bichinhos é que os mais velhos, colocados em situaçoes de mudança de fuso-horário frequente, vivem bem menos que os mais novos, demonstrando que os véinhos tem menos resistência à mudanças nos ciclos de luz do que os mais jovens. –> Tá ai, mais um indício de que estamos ligeiramente idosos.
A síndrome de mudança rápida do fuso horário se caracteriza por sonolência diurna, insônia com dificuldade de dormir no novo horário e queda do desempenho nas diversas tarefas mentais e físicas. –> Somos nós nos últimos dias sem tirar nem por! Socorro!
Seja qual for o mecanismo preciso, o estudo levanta questões importantes sobre a segurança dos turnos que são alterados no sentido anti-horário (diminuindo a quantidade de sono dos trabalhadores) e as conseqüências de longo prazo para a saúde dos tripulantes de vôos que cruzam zonas de fuso horário com freqüência”, disse Gene Block, coordenador do estudo, à revista médica Biologia Atual.
Outro tópico super interessante e que daria horas de discussao é a influência do sistema de fuso-horário no sistema econômico, político e social de um país. Encontrei 3 exemplos que ilustram bem isso.
CENSURA NOS PROGRAMAS DE TV: tem um projeto lei no Brasil que propoe que os Estados do Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e do Acre adotem o fuso horário de Brasília e, segundo li, seria só para atender interesses de redes de televisao. Só para esclarecer vou usar a novela das oito da Globo. A novela das oito é transmitida para todo o Brasil às 8 horas da noite do horário de Brasília, ou seja, em outros lugares do Brasil, a novela das 8 é transmitida às 7h ou 6h do horário local. Isso porque o fuso-horário nas outras regioes é diferente do fuso-horário de Brasília. Sendo assim, a novela, passando mais cedo do que o horário onde a censura é 12 anos, irá atingir este público também, o que fere as regras do jogo. Só que a Associacao de Geólogos Brasileiros nao aceita esse projeto de lei, baseados nas premissas lógicas de que uma mudança no fuso-horário natural da regiao prejudicaria esta principalmente no que diz respeito à saúde dos locais, que teriam seu ciclo natural alterado. Eles alegam que nos EUA existem muito mais fuso-horários do que no Brasil, e que nem por isso eles tem problemas como os apontados pelos interessados em aplicar tal lei no Brasil (Redes Televisivas). A soluçao seria que as TVs adaptassem sua programacao, levando em consideraçao os horários locais de cada regiao do Brasil e, cá pra nós, dinheiro pra isso elas tem de sobra.
ALINHAMENTO NOS BLOCOS ECONOMICOS: quando Portugal aderiu à Uniao Européia, mudou seu sistema de fuso-horário, para melhorar as negociaçoes com seus “parceiros” (entenda-se Inglaterra), pois para quem vive no mundo dos negócios sabe o quanto esse tal de fuso-horário pode f…. tudo, né!? Mas Portugal teve tantos problemas com a mudança que decidiu retomar o fuso-horário “natural”, o que prova que este sistema é algo que nao deve ser manipulado para atender à interesses econômicos.
SISTEMA CENTRALIZADOR NA CHINA: a China é maior do que o Brasil em extensao longitudinal, o que levaria esta a ter mais áreas com diferentes fusos horários do que no Brasil, certo? Certo em teoria, mas, na prática, a China tem apenas UMA ÁREA DE FUSO-HORÁRIO imposta pelo governo totalitarista. Todo o país é regido pelo fuso-horário de Pequim, ou seja, quem mora em regioes do lado oposto à Pequim provavelmente vive menos e menos feliz. Devem acontecer distorçoes estranhas no oeste da China, por exemplo durante o verao, onde o sol nasce às 3h da manha e se poe às 5 da tarde. Economicamente falando, há quem diga que deu certo quando se observa o crescimento econômico do país. Mas será que vale a pena alterar até mesmo o ciclo natural das coisas para alcançar objetivos econômicos ambiciosos? Acho que nao.
Você imaginava o quanto o fuso-horário é importante? Acho que a gente até sabe inconscientemente, mas só mesmo quem está dormindo muito mal que nem eu é que deve ter a idéia de pesquisar sobre isso. Afff…
Se vou parar de viajar por isso? Mas é claro que NAO!!! Se eu deixar de viajar, deixo de ser eu!!! AMOOOO!!! Mas nao custa nada deixar de ser ignorante, apesar de continuar sendo cabeça-dura.
TURQUIA – Capadoccia (Ásia)
(veja também o post da introducao sobre a Turquia e viagem à Istambul)
Surreal. Acho que esse é o melhor adjetivo para descrever essa fantástica regiao da Turquia, que já foi palco de vários acontecimentos históricos de tempos remotos e até cenário de um dos filmes da série Guerra nas Estrelas (A Ameaça Fantasma). A Capadócia é uma regiao da Anatólia (ou Asia Menor) que fica bem no centro da Turquia. É um planalto predominantemente semi-árido com paisagens deslumbrantes, entre picos, canions, imensas áreas desertas, lagos, e umas formaçoes rochosas muito particulares.
Tudo começou há alguns milhoes de anos, quando alguns vulcoes da regiao resolveram entrar em erupçao, cobrindo toda a área de tufa, que é um tipo de rocha resultante da mistura de lava, cinzas e lama. Depois disso, o tempo e a erosao do vento e da chuva cuidaram de esculpir a regiao. Resultado: algo indescritível e inesquecível!
É difícil descrever essa pluralidade de formas em poucas palavras, mas acho que a formaçao mais característica da Capadóccia sao aquelas “pequenas” montanhas em forma de cone, que me fizeram lembrar da casinha dos smurfs (Lá, lá, lá, lá, lá… lálálálá-lá…). E o mais interessante é que muitas dessas formaçoes realmente viraram casas de verdade, mas nao encontrei os Smurfs. (-:
Nos tempos remotos, as pessoas cavavam a tufa, que é uma rocha relativamente “macia”, e faziam as casas literalmente dentro das rochas. Aliás, existem também inúmeras igrejas que foram feitas dessa forma desde o início da era crista. Várias igrejas foram cavadas há mais de 1000 anos, e muitas delas preservam ainda os afrescos (sim, coisa de fresco!) pintados nas paredes. Aliás, falando em igrejas, vale ressaltar que a capadoccia é citada várias vezes na bíblia. Dizem que o apóstolo Paulo andou por essas bandas. Outro personagem ilustre dessas bandas é o Jorge da Capadoccia. Salve Jorge! Salve Coringao!!! (((-:
E pra mostrar que essa técnica de construçao ainda está sendo aplicada, dá só uma olhada no quarto onde ficamos hospedados em Göreme. Nos sentimos no tempo das cavernas.
Pois é, nos sentimos os homens da caverna… tá bom, mas com colchao macio, TV a cabo e água bem quentinha no banheiro :-)))
Göreme
Göreme é uma cidadezinha de uns 3000 habitantes que fica bem no meio da Capadóccia. É um excelente ponto de partida para vários lugares da regiao tem inclusive trilhas e outras atraçoes bem em torno da cidade. Para chegarmos até lá pegamos um busao em Istambul que levou aproximadamente 10h pra chegar (sao uns 750km, 40 liras turcas por pessoa). Viajamos à noite com um monte de Mohameds, Ahmeds e dois chineses. O busao era até legal, comparável aos do Brasil, porém com uma diferença básica: nao tinha banheiro! Pois é, parece que o banheiro nao é um acessório obrigatório nos ônibus de viagem da Turquia, independente da duraçao da viagem. O jeito era esperar as paradas e torcer pra nao ter um revertério no caminho.
A cidade tem uma boa estrutura turística, com um centro de informaçoes decente, casas de cambio e caixas automáticos, um monte de pousadas, bares e restaurantes. Além disso, tem algumas lojas que alugam carros, motos e quadriciclos. Pensamos em alugar uma moto pra passear pela regiao, mas, como o tempo estava mais pra inverno do que pra primavera, alugamos um carro mesmo. A cidade ainda estava vazia, por isso estava fácil barganhar. O aluguel do carro saiu por 60 LT para um dia (aprox. 30 €). Ficamos surpresos quando vimos que o carro estava com mais de 190.000 km rodados, afinal os carros de aluguel geralmente sao mais novos. No entanto, o carrinho, um FIAT com motor diesel, nos levou por mais de 300 km sem problemas. Valeu muito a pena, pois assim pudemos visitar outras atraçoes e conhecer melhor a regiao.
Trilha do Amor
Existem várias trilhas em volta da cidade de Göreme, entre elas a trilha do vale do amor. Essa trilha tem uns 8km, que podem ser percorridos em aproximadamente 3h de caminhada. No caminho para a trilha encontramos um cachorro que nos acompanhou até o final, o “Bandit”. A trilha começa em um canyon e depois vai abrindo e apresentando outras paisagens com formaçoes rochosas bem curiosas e uma vegetaçao bem interessante. Os paredoes guardam as marcas da erosao do vento e das águas, e mostram também uma variaçao de cores entre o amarelo, ocre, vermelho e marron. É simplesmente fantástico! Nao, nao dá pra descrever o que era aquilo.

Mas é só depois de umas 2h de caminhada que você entende a origem do nome dessa trilha. Dá só uma olhada nessas formaçoes!!
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Comes e bebes
Como mencionado no post sobre Istambul, uma das atraçoes da Turquia é, sem dúvida, a sua culinária. Pra começar, o ambiente de vários restaurantes é surpreendente e único, cheio de tapetes e frequentemente com almofadas para a gente se “aboletar” no chao. Extremamente interessante e descoladissímo! Uma comída típica do país é o Kebap, super difundido acho que em todos os países da europa. É uma carne assada em um espeto gigante, cortada em lascas pequenas e servida com batata ou legumes. Lembra um pouco o famoso “Churrasquinho Grego” no Brasil, mas é mais gostoso. Em Göreme, fomos a um restaurante que servia um Kebap que era cozido em um pote de cerâmica semi-fechado, que precisava ser quebrado para servir a comida. O cara traz o pote de cerâmica e o parte com um facao de meio metro (ui!)! O rango estava delicioso, fora os pedaços de cerâmica que a gente comeu junto com o Kebap. Bom, no final tudo é barro mesmo… :-)))
O rango é sensacional, mas o mesmo nao pode-se dizer da cerveja local. Afff… mas também vai esperar o que de um país dominado pelo islamismo… (((-:
Cidades subterrâneas
Outra coisa super interessante e única dessa regiao sao as diversas cidades subterrâneas. Pois é, assim como os tatus, os povos que habitavam essa regiao construíram várias cidades subterrâneas. Dizem que existem mais de 100 espalhadas pela regiao, sendo que a grande maioria nao está aberta a visitaçao. Historiadores dizem que as primeiras cidades subterrâneas foram construídas ainda na idade do bronze, porém a maior parte das construçoes e também das ampliaçoes ocorreu na época do império bizantino, principalmente entre os séculos IV e X, ou seja, praticamente todas tem mais de 1000 anos!
Essas cidades foram construídas com o propósito de oferecer proteçao a seus moradores. No começo serviam de proteçao contra os bichos, e depois serviam de proteçao contra o bicho-homem mesmo. Pois é, muitas cidades foram construídas ou ampliadas nos primórdios da era crista, quando os cristaos eram perseguidos pelo império romano. Depois que o imperador ”inventou” que o cristianismo deveria ser a religiao oficial do império, no final do século IV, os cristaos deixaram de ser perseguidos pelos romanos. Entretanto, as cidades subterrâneas ainda seriam usadas como proteçao contra as investidas dos árabes nos séculos seguintes.
Visitamos a cidade subterrânea de Derinkuyu. Essa cidade tem 11 andares subterrâneos e chega a 85m de profundidade. A estrutura da cidade é impressionante! Existem vários saloes que eram usados como igrejas, celeiros, escolas, banhos e até estábulos. Os quartos e saloes sao interligados por túneis, a maioria apertados. O pessoal que moraa lá devia ter dor nas costas… O Mohammed que estava lá na entrada nos disse que essa cidade podia abrigar até 10.000 pessoas! Devia ser igualzinho um formigueiro.
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Demos muita sorte pois, quando entramos na cidade subterrânea, nao havia absolutamente niguém lá dentro. Quando estávamos saíndo chegou um ônibus lotado de turistas japoneses. Como os túneis só permitem a passagem de uma pessoa de cada vez, imagino que deve ser insuportável quando tem muita gente lá dentro. E a vantagem de estarmos sozinhos lá dentro, foi termos tempo e criatividade pra brincar de “casal cavernoso”…hahaha… o Rô se realizou sonhando com as situacoes daquele tempo! (((-:
Vale de Ihlara
Depois da experiência de “homem das cavernas”, seguimos viagem para o canyon de Ihlara. O vale de Ihlara fica entre as cidades de Ihlara e Selime, e você pode percorrer o caminho através de uma trilha de uns 10km por dentro do vale. Paramos o carro na estrada e fomos andando pelo mato / pelo pasto até a beirada do canyon. A paisagem é maravilhosa! Os paredoes de pedra tem uma coloraçao avermelhada, e ao fundo é possível ver o monte Hasan (3262m).
As estradas pouco movimentadas da Capadoccia contrastam fortemente com as estradas da europa central, por onde passam milhares de caminhoes carregando mercadorias pra lá e pra cá (e olha que esse nem é o meio de transporte de mercadorias mais usado na europa). Me lembro de um frentista de um posto da rodovia Fernao Dias (liga SP a BH) dizer que era possível se ter uma idéia do aquecimento da economia do país através da quantidade de caminhoes que passavam na rodovia. Penso nisso todas as vezes que viajamos longas distâncias e quase nao observamos caminhoes. O que você vê no meio do caminho sao campos imensos, desabitados e sem cercas, que de repente terminam em um vale com aquelas formaçoes particulares da regiao.

Pra finalizar uma viagem fantática, só mesmo um pôr do Sol único e inesquecível como o que tivemos. Salve Jorge!!! Salve a vida!!! Salve a Turquia!!! (((-:
Informaçoes:
- Cambio: 1€ = 2,10 LT (ref. Março 2010).
- Os preços de hospedagem e alimentaçao na Turquia sao aproximadamente a metade dos preços da europa central (Alemanha, França, etc…).
TURQUIA – Istambul
(Leia também o post sobre a viagem para Capadoccia na Turquia )
A Turquia (Türkiye, em turco), cujo nome oficial é República da Turquia (Türkiye Cumhuriyeti), é um país eurasiático constituído por uma pequena parte europeia, a Trácia (apenas 3% do território), e uma grande parte asiática, a Anatólia. Faz fronteira com oito países: a Bulgária, a Grécia, a Geórgia, a Armênia, o Iran e o Nakichevan azerbaijano/Azerbaijão, o Iraque e a Síria. E é banhada por 4 mares diferentes: pelo Mar Negro, pelo Egeu, pelo Mar de Mármara e pelo Mediterrâneo.
Localizada em uma região estratégica, entre a Europa e a Ásia, a Turquia era uma espécie de encruzilhada para muitos povos da antiguidade. Em alguns períodos, a região fez parte de importantes rotas comerciais e era constantemente atravessada por caravanas que transportavam seda e especiarias da China (Rota da Seda). Mas a Turquia é mais do que uma ponte entre o ocidente e o oriente. É mais do que somente a porta de entrada para o oriente. Sim, é muito mais. Esse país encanta pela história encravada nas pedras de cada esquina, sejam estas no continente europeu ou no continente asiático.
Nao é um país que encanta exatamente pela beleza de sua arquitetura externa ou pelas paisagens urbanas em geral. A Turquia é enigmática, esconde suas riquezas e suas belezas arquitetônicas nos seus interiores majestosos, sempre bem guardadas e preservadas. Mas, por outro lado, a beleza natural deste país é algo único e escancarado. É um país extenso longitudialmente, apresentando cenários e condicoes completamente diferentes conforme os viajantes vao se deslocando de uma extremidade à outra. E foi por isso que nao podíamos nos contentar com Istanbul, e decidimos contar com a bençao de Alá numa viagem de onibus durante 10 horas entre Istambul e Gömere (Capadoccia – Anatólia), na direçao da fronteira com a Síria. Sim, algo difícil de descrever e impossível de esquecer.
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A República da Turquia é um dos cacos do que sobrou do poderoso Império Otomano. Quem nunca ouviu falar do grande Império Otomano? Olha que até eu que só colava em história já ouvi sobre esses caras faz tempo (rs).
O Império Otomano (Devlet-i Âliye-yi Osmâniyye em turco otomano) foi um Estado que existiu entre 1299 e 1922 e que, no seu auge, compreendia a Anatólia, o Médio Oriente, parte do norte de África e do sudeste europeu. Foi estabelecido por uma tribo de turcos oguzes (curuzes!) no oeste da Anatólia e era governado pela dinastia Osmanlı.
Fundado por Osman I (em árabe Uthmān, de onde deriva o nome “otomano”), nos séculos XVI e XVII o império constava entre as principais potências políticas da Europa e vários países europeus temiam os avanços otomanos nos Balcãs.
Sua capital era a cidade de Constantinopla (chamada assim durante o domínio do Império Romano na regiao, hoje Istambul), tomada ao Império Bizantino em 1453. O Império Otomano foi a única potência muçulmana a desafiar o crescente poderio da Europa Ocidental entre os séculos XV e XIX. Declinou ao longo do século XIX e terminou por ser dissolvido após sua derrota na Primeira Guerra Mundial. Ao final do conflito, o governo otomano desmoronou e o seu território foi partilhado. O palco político-geográfico do império transformou-se na República da Turquia, após a guerra de independência turca.
Hoje, ironicamente, a República da Turquia encontra-se em um grande empasse na sua tentativa incansável de fazer parte da poderosa “Uniao Européia”. Estando naquele território é impossível nao se perguntar: “Por que esse processo é tao complexo? Por que a UE nao aceita a Turquia logo? Até que ponto esse blablabla sobre o conflito com os curdos faz sentido?”. Eu e o Rô conversamos muito a esse respeito e nossas conclusoes nao foram tao diferentes da análise de especialistas ainda no ano de 2005. Interessado no tema também? Entao leia a análise na íntegra aqui. É, pelo jeito, o Império Otomano adormeceu, mas nao morreu.
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Muitas pessoas que, como eu, moram em algumas cidades na Alemanha, conhecem bem o povo turco DA ALEMANHA (Berlim é considerada a maior cidade turca fora da Turquia). Sim, conhecem turcos que moram na Alemanha, sendo que muitos já nasceram aqui. Pois bem, conhecer os turcos em seu habitat natural (assim como qualquer povo) é beeeem diferente e vale muito a pena pagar pra ver e aproveitar para quebrar alguns preconceitos. Obs.: quem nasce na alemanha nao é necessariamente alemao, a nao ser que tenha descendência alema.
Pois é, os turcos da Turquia me pareceram ser diferentes da imagem que é pintada na Alemanha. Infelizmente nao chegamos a conhecer nenhum muito bem por falta de tempo, mas nao por falta de vontade e curiosidade. Sou extremamente observadora e, por isso, nao me cansei de observá-los enquanto estivemos por lá. Me pareceram tao calorosos, tao próximos, tao amigos, tao “família”. Fiquei apaixonada por ver como se tocam, como se expressam, como se abraçam, como se beijam, como se divertem juntos, como vao rezar na mesquita todos juntos (homem com homem e mulher com mulher). Observando as pessoas sem associá-las a qualquer religiao, me senti no Brasil.
Nao, nao sao perfeitos, assim como ninguém é. Apesar de admirar como vivem intensamente em sociedade, nao confiava em nenhum deles. É estranho e até mesmo triste isso, mas nos sentimos assim no Egito e no Quênia também. A cultura de negociaçao deles me incomoda demais, pois sempre saímos com sentimento de termos sido enganados. Se nós, brasileiros, temos a fama de malandros, nao sei qual adjetivo dar para os turcos, pois eles parecem profissionais nessa área.
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Na constituicao da República da Turquia é declarada a liberdade na escolha da religiao, até por isso convivem “pacificamente” muçulmanos, cristaos e judeus no território turco. Porém, 90% da populacao é muçulmana. O único conflito existente no âmbito religioso é o conflito com os curdos do sudeste da Anatólia, a península onde fica a porçao asiatica da Turquia. O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), grupo clandestino formado por militantes armados, iniciou uma luta armada na Turquia há 23 anos.Criado em 1978, o PKK reivindica a criação de um Estado curdo independente.
Apesar de o país ter sido uma importante base cristã no passado, restaram poucos cristãos na Turquia. A comunidade cristã atual é formada por ortodoxos, na maioria, protestantes e um pequeno grupo de católicos.
Respeitar a liberdade religiosa dos não-muçulmanos é essencial para a concretização da expectativa da Turquia em participar da União Europeia. Portanto, a reforma de leis contra igrejas cristãs tem sido facilitada, e o preconceito antiocidental retirado de textos didáticos das escolas. A atual liderança do partido Justiça e Desenvolvimento (AK) chegou até a restaurar uma antiga Igreja armênia no leste da Turquia, ignorando as objeções dos seus membros mais religiosos. Por outro lado li que muitos cemitérios cristaos vem sendo invadidos e os túmulos abertos como forma de protesto contra os católicos.
Sendo a principal religiao desde país o islamismo, seguem algumas fontes de informacao. Nao sei vocês, mas eu admiro mais coisas no islamismo do que no cristianismo. Talvez seja porque todos muculmanos com os quais tive contato até agora sao pessoas fantásticas que me apresentaram a crenca deles por um outro ângulo (diferente do ângulo da mídia internacional), mas enfim, informar-se é melhor do que criticar sem informacao, certo!? Primeiro uma visao geral sobre o assunto aqui. E o islam por ele mesmo aqui.
Antes que alguém me pergunte: sou definitivamente Deísta, mas amo me informar sobre todas religioes, afinal agora estou na área de Marketing e as religioes sao canais de Marketing poderosissímos. Pois é, é só dizer que tudo é feito em nome de Deus e pronto. (((-:
Bom, agora chega dessa aula de história e religiao porque o que eu gosto mesmo é de mochilar! Entao vem comigo!
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Quando o Rô sugeriu irmos para Istanbul nao fiquei muito empolgada, pois pensei que Istanbul nao me impressionaria tanto, afinal a maior parte do seu território fica na Europa. Ledo engano. Istambul é intrigante e é esse lado que vou priorizar nesse post, afinal para ler só sobre as atracoes turísticas basta um “google” e vocês vao achar, no mínimo, 1500 fontes diferentes falando sobre elas. Quer um novo ponto de vista? Entao caiu no Blog certo. (((-:
Assim que entramos para o salao de embarque ainda em Stuttgart (Alemanha) já comecei a sentir que aquela viagem seria inesquecível. Éramos praticamente os únicos “ocidentais” naquele saguao, embora ainda estivéssemos na europa ocidental. Eu era uma das únicas sem o tal lenco na cabeca. Já ali nos sentíamos minoria, ou seja, o que esperar estando no país deles? Quando chegou um determinado horário, ainda em Stuttgart, eis que um “Mohammed” vai para um canto, coloca jornais no chao, ajoelha-se ali mesmo na nossa frente e comeca a cerimônia do sobe-e-desce que os muculmanos fazem quando oram. Eu e o Rô ficamos ainda mais eufóricos vendo aquilo, pois aquilo nos apresentava já uma amostra das situacoes que estavam por vir.
Chegamos à Istambul pelo lado asiático, após voarmos 2 horas pela Pegasus Airlines (Cia Aérea Turca) de Stuttgart ao aeroporto Sabiha Gökcen, em Istambul. Chegando lá, nos sentimos, a princípio, ainda no Ocidente. O aeroporto é fantástico, totalmente padrao europeu, mas com uma particularidade (tirando a língua) que nao pudemos deixar de notar: haviam duas salas para oracoes – uma para muculmanos e outra para católicos. Naquele momento nao pude deixar de pensar em uma coisa: dizem que o islam nao é tolerante com outras religioes, mas até hoje foi o único lugar onde vi duas salas de oraçoes religioes distintas. Ou alguém já viu algum aeroporto com sala para os muculmanos rezarem? Eu nao. Enfim, de qualquer jeito acho que foi ali que a ficha caiu: estávamos na única cidade do mundo que pertence à dois continentes, o asiático (Asian) e o europeu (Avrupa).
Sim, chegamos na Ásia, mas olha que chique, nosso hospedagem era na Europa. (((-: Fomos buscar infos no aeroporto, sobre como chegar ao nosso Hostel, mas nem por Alá conseguíamos encontrar algum ser nos postos de informacao. Só depois de ficarmos rodando que nem barata tonta é que chegou uma mulher para nos dar informacao…insuficiente. Sim, perguntamos como chegar lá no outro continente e ela nos indicou uma linha de ônibus especial. Pegamos o papel, saímos e o Rô viu um ônibus que fazia o mesmo percurso por MUITO menos. Era um ônibus normal, barato, seguro, sem muito luxo, mas confortável e que nos deixou no metrô.
Durante o caminho ficamos impressionados com aquela confusao, pois nos sentimos na Marginal Tiête. Muito estranho. Uma pista muito boa, larga, muitos carros (parecidos com os que temos no Brasil) e, nas laterais, um aglomerado impressionante de prédios (exatamente como em muitos lugares do Brasil). Era um pombal que nao acabava mais. Bem que eu li mesmo que a parte asiática de Istanbul é a área residencial, ou seja, o povo trabalha na europa e mora na ásia. Aliás, mesmo se nao tivesse lido a respeito teria percebido, pois como estávamos ali no horário do “rush”, o trânsito sentido europa-ásia estava totalmente parado, já no sentido ásia-europa (nosso sentido) estava relativamente tranquilo. Aliás, adorei esse negócio de “trânsito sentido europa-ásia”, afinal é uma expressao que você só vai poder usar quando estiver falando em Istambul. (((-:
Estávamos lá felizes no ônibus, abstraindo sobre como tudo aquilo nos lembrava as marginais de Sampa, quando de repente nossas impressoes foram reforcadas quando vimos através da janela empoeirada do busao alguns vendedores ambulantes, vendendo seus produtos no meio do trânsito parado. Ai penso: será que isso é mais um dos legados turcos em Sampa (rs)? Ah! E nos dias seguintes também vimos meninos lavando os vidros dos carros em troca de moedas e também grades nas janelas. Alguma dúvida de que os turcos trouxeram pro Brasil muito mais do que os doces e o Habbib´s? Aliás, falando em doces turcos… hummm…
Descemos no susto na estacao de metrô, ou seja, por pouco nao perdíamos esta. Chegando lá, caímos na real e vimos que nada ali seria tao trivial de resolver, até mesmo a compra de bilhetes para o metrô ou a baldeacao de um metrô para outro. O pior é que você nao sabe pra quem perguntar, pois alguém que fale inglês nao é algo assim tao fácil de encontrar dentro de uma estacao de metrô qualquer no meio da noite. No fim, fomos para uma maquininha e compramos os bilhetes (que na verdade sao fichas) na intuicao de que tínhamos feito a coisa certa, pois certeza mesmo só tínhamos uma: entender a língua turca é impossível! Enfim, pegamos o metrô, mas tínhamos que baldear para um outro transporte que nem sabíamos qual era. Chegando no lugar, descobrimos que era um funicular, só que subterrâneo! Nunca tinha visto algo do tipo.
Quando chegamos na rua do Hotel ficamos meio apreensivos, pois já era noite, a rua estava um tanto suja, com lixo espalhado pra todos os lados e nao tinha quase ninguém circulando por lá. Fora que era uma ladeira de respeito, daquelas que se vê em Minas Gerais. Mas o curioso é que apesar do lugar ser meio ”tenebroso”, estava cheio de hotéis legais. Bom, o nosso hotel nao era nenhum luxo (óbvio), mas era, digamos “arrumadinho”. O mais interessante é que a gente percebeu nao só no Hotel, mas em tudo por aquelas bandas que os turcos também trabalham baseados nas “solucoes técnicas para algo sem solucao apropriada” como nós brasileiros. Sim, o famoso “jeitinho brasileiro” também é lei por lá. Cada gambiarra!
No nosso quarto duas coisas nos chamaram a atencao. Primeiro a privada, ou melhor, uma torneirinha que saía de dentro da privada. Pela posicao, conluímos que aquilo serve para lavar o “giló” de forma prática e, literalmente, direcionada. Já a segunda foi um adesivo colado na parede logo acima da TV. Pela posicao da flecha concluímos que aquele adesivo é um guia para os muculmanos se voltarem para Meca na hora de rezar. Outra sugestao? (((-:
Depois de “aportarmos”, chegou a hora de explorar Istambul. Por onde comecar? Mas é lógico que tínhamos que comecar pela comida! Aliás, o que que é aquilo!? Comemos tanto, mas tanto, mas tanto, que até passamos mal à noite. Aquilo sim que é Humus, meu Deus! E aqueles paes… a pizza turca… ai ai ai. Mas a cerveja e o café turco eu deveria ter dispensado (rs). Fomos à um restaurante super agradável pertinho do Hotel. Nesse dia a cidade ainda estava bem tranquila e o restaurante praticamente vazio, logo fomos tratados que nem sultao, comecando pelo lugar onde nos sentamos pra comer, que mais parecia a mesinha do sultao da diretoria. Mas nossa maior surpresa lá nem foi tanto a comida, mas sim o atendimento em PORTUGUÊS! Sim, tinha um “Mohamed” lá que morou 6 meses no Brasil (SP) e trabalhou em um restaurante turco lá. O cara ficou super feliz quando dissemos que éramos brasileiros e ficou lá papeando com a gente naquele português que me lembra meu alemao há um ano atrás (rs). A comida e o papo estavam taaaao bons que até esquecemos de tirar fotos, mas segue uma do dia seguinte no mesmo restaurante só que nese dia o nosso aposento já estava ocupado. )))-:
Foi nesse restaurante que percebi como estou carente de “gente como a gente”. O pessoal do restaurante foi tao atencioso, tao caloroso, os olhos daquele povo sorriem como os nossos quando a gente se fala, eles te tocam (tá, às vezes até demais), conversam muito uns com os outros durante o trabalho (tá, por isso tem que trabalhar mais horas), sao carinhosos, alegres, engraçados, fazem a gente realmente se sentir “servido”. Me senti tao bem naquela atmosfera como há muito tempo na me sentia em lugar nenhum por aqui que quaaase abracei os caras, mas ai o bom-senso falou mais alto e o Rô também. (rs)
No outro dia comecamos nossa jornada “turista”, apesar do dia nao estar nada convidativo. Andamos por praticamente toda a cidade velha, mas nao entramos em dois lugares ditos imperdíveis, mas depois explico o “causo” (rs). Também nao tirei muitas fotos no primeiro dia descrito anteriormente, porque esqueci de carregar a bateria da máquina. Tá, fui meio “Blöd”. (((-:
Grand Bazaar (Grande Bazar)
Nossa primeira parada foi o FANTÁSTICO “Grand Bazaar”. A Turquia definitivamente se encontra ali. É um mercadao gigaaaante com uma atmosfera extremamente exótica e com produtos maravilhosos. É um dos maiores e mais antigos mercados cobertos do mundo. Foi inaugurado em 1461 e expandido várias vezes. Hoje conta com mais de 4000 lojas.
O que mais me encantou foram esses lustres da foto abaixo. Pois é, seria melhor ter me apaixonado por algo mais fácil de transportar, eu sei, mas nao tem problema, já tenho idéias pra produzir algo parecido quando chegar ao Brasil. Quem disse que só china é bom na cópia? (((-:
Andando pra lá e pra cá você fica tonto com os turcos servindo chá em bandejinha como a da foto abaixo. Eles nao param de recarregar os copinhos com o tal chá turco. Depois de ver o tanto que eles bebem esse chá e o tanto que esse chá é, para meu fino paladar, forte, fico me perguntando quantos porcento da populacao turca sofre com pedra nos rins. Vai tomar chá assim lá na Turquia, viu (rs)!? Ah! Aproveitando a foto, observem também a altura das mesas e banquetinhas nesse café. Isso é super comum por lá. Eu gosto, afinal sou da tribo dos “perna-curtas”, mas o Rô que é um pouquiiiinho maior que eu achou super desconfortável. Enfim, gostando ou nao achei um detalhe interessante da cultura local.
Chegamos cedo, pois diz a lenda que os turcos e árabes sao mais generosos nos primeiros negócios fechados do dia, pois acreditam que se começam bem, vao daí pra melhor até o final do dia. Teve um que deixou a gente até com peso na consciência, pois fomos os primeiros possíveis clientes, mas decidimos nao levar o produto e ai ele nos disse que aquela tentativa frustrada de venda ia arruinar o dia de negócios dele. Curuzes! Sai pra lá zica! (rs)
Bom, nao compramos muita coisa nao, afinal fomos pra Turquia pra bater perna e nao pra fazer shopping. Maaas só pra deixar os “Mohameds” e os “Ahmeds” felizes comprei um cashimir pra mim (foto na Mesquita Azul) e o Rô comprou um instrumento de cordas turco super interessante (foto na próxima parada da viagem: Capadoccia).
É uma experiência maravilhosa se perder naquela variedade de cores, formas e sons. Negociar é que é a parte complicada e que exige uma paciência de Alá, pois os caras sao jogo duro. Por isso, reserve, no mínimo, 5 horas pra explorar o mercadao e ainda comprar algo por lá. Visitar o Grand Bazar é OBRIGATÓRIO pra quem passar por Istambul, o resto é complemento. Pode acreditar! (((-:
O mais engracado foi andar sem rumo lá dentro e todos nos perguntávamos de onde éramos (tá, eles fazem isso com todos turistas), mas quando dizíamos que éramos do Brasil nao é que os “Mohameds” soltavam várias palavras em português do Brasil! Eu fico eufórica com isso, pois quando morava no Brasil nao tinha noçao de como somos, em geral, queridos mundo à fora. Sim, temos algumas famas nada positivas, mas, no geral, quando você diz que é brasileiro, a galera vibra como dizendo: “Chegou a galera da bagunça, do samba, do futebol e da caipirinha!” (rs).
Blue Mosque (Mesquita Azul)
Só por Alá! Nunca vi um templo religioso tao MARAVILHOSO na minha vida! Sério, nao estou exagerando. A Mesquita Azul foi construída pra botar a famosa na época Igreja de Santa Sofia (Aya Sofia – hoje museu) no chinelo. É verdade! Pelo menos foi essa a intencao do Sultao que mandou contruí-la.
A Mesquita Azul ou também chamada de Mesquita de Sultão Ahmet é um triunfo em harmonia, proporção e elegância. Ela foi construída em um estilo clássico otomano e se encontra bem em frente do atual museu de Santa Sofia (sua rival) no bairro famoso de Sultan Ahmet.
As mesquitas geralmente eram construídas com um intuito de serviço publico. Existiam diversos prédios ao lado da Mesquita Azul que incluem: escola de teologia, uma sauna turca, uma cozinha que fornecia sopa aos pobres, e lojas, as quais forneciam capital para o sustento da mesma.
Ao entrar a Mesquita é necessário tirar os sapatos. Aliás, é inevitável observar a galera muculmana lavando os pés antes de entrar nas mesquitas. Eles lavam os pés, os rostos e as maos. Por isso, em toda mesquita existe uma área “lava-pés” do lado externo próximo à porta de entrada. Eles fazem isso para manter o local de oracao limpo e também como uma forma de “se purificar” antes de entrar no templo. É tipo um lance de respeito mesmo. Eles sentam no banquinho e apoiam o pé na muretinha logo abaixo da torneira.
Como a Mesquita Azul é aberta ao público nos horários fora dos horários de reza dos muculmanos (sao 5 vezes por dia e os horários você vê logo na entrada da Mesquita), eles tem uma estrutura bem legal para turistas. Chegando na entrada para visitantes tivemos que tirar nossos sapatos (sim, nada de meia furada!) e lá mesmo encontramos um lugar onde pudemos pegar uma sacolinha de plástico para colocá-los. Logo que entramos, vimos umas prateleiras cheias de sacolinhas com sapatos e ai seguindo a intuicao fizemos o mesmo. Minissaias, bermudas ou camisetas sem mangas não são recomendados, ou melhor, sao “no go” mesmo. O lenco na cabeca nao é obrigatório e ninguém olha torto pra você, caso decida entrar sem. Aliás, nao me senti sendo observada por nao estar com o lenco em momento nenhum em Istambul. Na verdade percebi que eu e o Rô passamos por turcos fácil fácil (rs). Mas eu decidi usar meu cashimir só pra aparecer mesmo (rs).
O interior da mesquita é completamente revestido com azulejos azuis maravilhosos e possui ricos vitrais também do mesmo tom. O chao é 100% coberto por um tapete fofissímo vermelho com detalhes! Assim, até eu ficava ali rezando horas naquele tapete fofiiiiinho. Aliás, minha maior e talvez única dificuldade em virar muculmana seria minha falta de senso de direcao. Já pensou ter que toda vez saber pra que lado fica Meca? Pois é, o Alcorao teria que vir com bússola pra pessoas como eu. (((-:
Outra coisa super interessante e intrigante nas Mesquitas é que homens e mulheres rezam em lugares separados, embora o horário e o local seja o mesmo. Na foto abaixo é possível ver uma mulher direcionada para as prateleiras onde deixamos os calcados, certo? Pois é, atrás dessas prateleiras tem uma área minúscula em relacao à área total da Mesquita onde as mulheres rezam. Perguntamos para um turco porque eles rezam separados e ele nos disse: “Imagina você rezando e vendo uma bunda subindo e descendo na sua frente.” Bom, acho isso foi auto-explicativo, né!? (((-:
Nargilódromo
Estávamos andando perto do hotel onde estávamos hospedados quando vimos um lugar bem escondido onde pessoas entravam e saiam. A entrada era escura e ao lado ficava um cemitério. Cheguei a pensar que era uma galeria para fazer compras ou até mesmo uma extensao do cemitério, mas nao, era um lugar fantástico onde as pessoas se reunem pra fumar o famoso Nargile. Curiosos até a tampa, entramos.
Eram vários estabelecimentos colados um ao outro, com várias pessoas sentadas fumando Nargile e conversando. A atmosfera estava meio esbranquiçada por causa da fumaça exalada pelos fumantes, mas o cheiro era adocicado e encantador gracas às essências que impregnam os tabacos consumidos. As essências sao feitas a base de frutas como maça, banada, abacaxi, ou também de ervas como hortela, erva doce, etc.
O Nargile é uma parte muito importante da cultura turca, fazendo parte da vida deste povo desde muitos séculos atrás. Fumar Nargile é relativamente simples e, acreditem, agradável, mas prepará-lo requer um pouco mais de paciência e conhecimento. É composto de 4 partes: “Rüle” (a parte onde se coloca o tabaco puro ou com essência), “Ser” (parte larga e comprida), “Marpuç” (o cano) e “Sise” (o pote onde se coloca a água). O elemento principal é, sem dúvida, o tabaco chamado “Tömbeki”. E agora talvez para melhor atender os turistas, os caras também oferecem uma ponteira individual e descartável que vem lacrada em um saquinho para encaixar no bocal. Gostei da idéia, afinal é um tal de botar a boca no negócio que só vendo. (((-:
Nao fumo cigarro e odeio o cheiro e o sabor, mas o Nargile utilizando tabaco com essência de maça realmente me deixou saudades. Ah! Eles nao colocam a essência por cima do tabaco como eu imaginava. O tabaco já vem em caixinhas com dezenas de essências diferentes e é possível comprar em qualquer lojinha por lá.
Obelisco Egípcio
Existem obeliscos egípcios em várias cidades européias, como Roma e Paris. Os egípcios tinham o maior trabalhao para fazê-los e depois vinham os “conquistadores” e pilhavam essas obras e plantavam como monumentos em suas cidades. O Obelisco de Teodosio está super bem conservado apesar de ser o monumento mais antigo de Istambul. Ele foi talhado no Egito em 1479 a.c. (isso mesmo, tem quase 3500 anos!) e foi colocado, a princípio, no Templo de Amón-Re em Karnak /Egito.
Bem deopis do nascimento de Jesus Cristo, no ano de 390 d.c., o imperador Teodosio mandou trazer o obelisco para, naquele tempo, a ainda Constantinopla. O obelisco era gigante e pra tranportá-lo foi preciso cortá-lo e todo o translado deste desde o Egito até a Turquia é ilustrado na base deste.
Comeu-morreu turco

Após parada para ver os detalhes do Obelisco, bateu uma fome. Como estávamos com pouco tempo, decidimos encarar algo do tipo “comeu-morreu” na beira do Estreito de Bósforo mesmo embriagado pela mistura de fumaça de óleo diesel dos motores e azeite queimando. Estávamos andando procurando algo para comer quando de repente senti um cheiro de peixe frito daqueles que hipnotisam qualquer um que ama peixe como eu. Indo pelo faro chegamos em uma barraquinha que estava vendendo muito desse peixe frito em um pao com salada. Detalhe que naquela barraquinha só tinha gente com cara de local e, segundo o Rô, com cara de desbravadores, pois pra comer aquele peixe tinha que ter coragem ou, como eu, muita fome. Pedi um, comi tudo e ainda lambi os beiços de tao bom que estava. O Rô ficou pasmo com minha coragem e nao aceitou nem um pedacinho, mesmo vendo que a banquinha do turco estava bombando. Mais pra frente vimos um monte de barcos tipo “vem pra cá turista” vendendo o mesmo tipo de lanche, mas numa versao muito mais “fancy” só pra turistaiada. Eu, particularmente, prefiro o local. (((-:
Passeando de Ferry entre o Ocidente e o Oriente
Atravessar do lado Oriental para o lado Ocidental de Istambul (ou vice-versa) utilizando o servico de ferry é totalmente normal. A travessia dura aproximandamente 30 min. e você ainda pode dizer que fez váááários cruzeiros no Mar de Marmara. A viagem é tranquila, o ambiente limpo e agradável, o preço é justo (é o preço de uma passagem de metro), o tempo de espera entre um e outro é relativamente curto, mas o banheiro… enfim, o banheiro é fossa turca. É rezar e agachar ou vice-versa. Sim, isso merece um tópico especial. (((-:
Fossa Turca
Estar na Turquia te proporciona experiências fantásticas que exigem de você um pouco mais de desprendimento e de equilíbrio físico também. Uma dessas experiências é a utilizacao das legítimas fossas turcas. Eu nao esperava encontrar tantas, mas a boa notícia é que quanto mais você usa, mais você comeca a ver pontos positivos.
A fossa turca é o famoso “buraco no chao” feito para despositar necessidades fisiológicas. Sim, já usei algo do tipo no Brasil, mas tenho que admitir que ainda temos muito pra aprender com os turcos. As fossas turcas da Turquia geralmente sao cobertas com uma peça de cerâmica ou peça de aco-inox com ondulaçoes, o que te ajuda a nao escorregar. Além disso, normalmente tem uma torneira com uma jarra que você deve usar para jogar água após fazer sua obra de arte, tornando o ambiente menos “medonho”. Nessa cabine o interessante também foi ver que a escovinha que deveria estar no suporte nao estava lá. Alguém ainda tem dúvidas de que ela também foi pro buraco (rs)?
A parte mais difícil foi, pra mim, levantar depois de alguns minutos agachada. Pois é, quem tem varizes mesmo que adormecidas sabe do que estou falando. Ficar agachada muito tempo nao é nada perto do que passamos na hora de esticar as pernas novamente. Afff…
A fossa turca tem um aspecto feioso e o cheiro no local nao é dos mais agradáveis, mas se pararmos pra pensar ela pode ser muito mais higiênica dos que nossas privadas, uma vez que, na fossa turca, você nao senta no trono público. Algo interessante pra refletir, mas fiquem tranquilos que em casa manteremos as privadas. (((-:
Cemitério Turco
Os cemitérios turcos sao lindos com essas colunas cheias de coisas escritas em árabe. Eu fiquei encantada com eles, por serem diferentes de tudo que eu já tinha visto até hoje em cemitérios por ai. Um dos cemitérios na Turquia na regiao de Seljukian está prestes a entrar na lista de Patrimônios da Humanidade da UNESCO.
Yerebatan Sarnici (Cisterna Yerebatan)
A “Basilica Cisterna” muitas vezes passa desapercebida pelos turistas em Istambul e isso é sim uma pena, pois vale a visita. É uma cisterna gigante construída durante o Império Bizantino (527-565). Parece um castelo subterrâneo, com colunas brotando das suas águas.
Existem vááárias histórias sobre esse legado histórico, mas nada comprovado, ou seja, mais algumas centenas de hipóteses de historiadores espalhados pelo mundo todo. Mas dentro de todas hipóteses, as mais interessantes dizem respeito à presenca de duas cabecas de medusa que servem como base de duas colunas. Foi o que mais me chamou a atencao ali naquela cisterna, pois fiquei tentando ver uma relacao entre a medusa e aquele lugar. Bom, segundo os historiadores, a cabeça da medusa era utilizada como forma de proteçao antigamente. Pois é, todos tinham medo de olhar pra ela para nao se transformarem em pedra, mas ao mesmo tempo muitos utilizavam isso justamente para afastar os inimigos medrosos. Aliás, dizem que a medusa era uma mulher muito bonita e amava Perseus (filho de Zeus). Mas a Medusa se deu mal, pois Atenas também se apaixonou pelo cara e decidiu amaldiçoar a Medusa transformando seus cabelos em cobras horríveis. Pois é, ai Perseus vendo que a sua amada Medusa agora tinha o poder de transformar a galera em pedra, decidiu cortar a cabeça dela e levar para todas suas batalhas, o que o ajudou e muito a derrotar seus inimigos empedrados. Uma história tao romântica, né!? (((-:
Mas, voltando à explicaçao do por quê das cabeças de Medusa na cisterna, tenho que dizer que concordo com os cientistas que afirmam que estas só foram colocadas ali porque os caras precisavam de um apoio mais forte nas duas colunas onde estao posicionadas.
Mercado Egípcio
O Mercado Egípcio, apesar do nome, talvez nao tenha nenhum egípcio trabalhando lá. Esse nome se refere ao papel do mercado na época do Império Otomano. Era aqui que se vendiam as especiarias egípcias no período do império. Foi construído em 1660 para financiar a construcao de uma das mesquitas.
A atmosfera é bem das arábias mesmo. É impressionante a quantidade de especiarias que você pode encontrar ali e a forma de negociacao é a mesma, ou seja, tem que ter muuuuita paciência.
Aya Sofia (Hagia Sophia)
O famoso museu Aya Sophia (que era uma mesquita) é super famoso e seu interior DEVE ser muito mais bonito do que seu exterior.
Sim, DEVE. Pois é, nao conseguimos visitá-lo, pois perdemos a noçao do tempo sentados, comendo e conversando em um restaurante maravilhoso com almofadinhas de Sultao absurdamente confortáveis. Entao fica a dica: evite restaurantes como este para nao deixar de visitar as atracoes da cidade OU reserve, no mínimo, dois dias só pra comer e desfrutar por lá. Os dois juntos é uma tarefa relativamente complicada. Vai por mim! (((-:
Entao pra saber mais sobre ele vocês vao ter que pesquisar em outras fontes como esta. Eu aqui só posso dizer que a fachada é bem feinha, mas que o que acontece em volta é bem interessante. Tem muitos vendedores de paes (abaixo) e do chá turco como o cara na carrocinha na frente do museu na primeira foto.
Topkapi Palace (Palácio Topkapi)
O castelo Topkapi também deve ser muito bonito e esse, eu tenho que admitir, morri de arrependimento por nao ter conseguido visitar também por causa da comelância. Neste site você pode ver ele direitinho. O site é em inglês, mas se nao souber inglês vai clicando na intuiçao pra ver todas imagens.
É isso. Istambul é isso tudo e mais um pouco. É um lugar que vale a pena conhecer e que irá sempre trazer muitos questionamentos e reflexoes sobre a história do mundo, sobre os valores pregados por uma cultura milenar e até mesmo sobre nós e nossos referenciais ocidentais muitas vezes demasiadamente arrogantes e ignorantes.
Tire mais que fotos, tire proveito cultural. (((-:
ALEMANHA – Berlim (Reveillon 2010)
Atenção! Esse post, apesar do atraso, é sobre a passagem de ano de 2009 para 2010. Isso é uma prova de que 2010 tá pra lá de bom! E, seguindo o ritmo, logo escrevo sobre o CARNA que foi MARA (para o padrão alemão, lógico…rs)! (((-:
Im! Im! Im! Ano Novo em Berlim! AMOOOOOOOOOOOOOOO!!!! (((-:
Essa “virada” (ui!) foi sim MUITO especial: lugar especial, cias especiais e condições climáticas pra lá de “especiais”. (((-:

Bom, eu não vou falar muito sobre Berlim em si, pois sobre essa cidade alemã MARAVILHOSA você pode ler nesse outro post que escrevi depois da primeira vez que estivemos por lá. Imperdível! (((-:
Vou direito aos fatos que marcaram essa viagem especificadamente. Essa foi uma daquelas viagens que você fica “paquerando” por muito tempo e quando menos espera tá lá. Não tínhamos certeza se iríamos, pois o inverno por aqui e por aquelas bandas também estava pra lá de rigoroso (aliás, ainda está). Como tínhamos decidido que caso fossemos, iríamos de carro, ficava sempre aquele receio de pegar nevasca no caminho, afinal são aprox. 600km daqui (Stuttgart) até Berlim. Na verdade, o receio era da pessoa com juízo nessa casa, que, lógico, não sou eu (rs). Eu só fiquei botando pilha pra gente ir, dando uma de “Mãe MairÁ” e prevendo uma condição climática sempre extremamente favorável ao preenchimento dos meus desejos pessoais. (((-:
No fim dobrei o mineiro e ele topou encarar a dona neve e tudo mais, só que faltava um “pequeno” detalhe: não, não estou falando sobre os pneus de inverno, pois estes compramos baratim’ pelo eBay, nosso problema era não ter hospedagem reservada. Pois é, começou o desespero, pois em todos os sites que costumamos procurar hospedagem não tinha mais nada livre na região de Berlim para o Ano Novo. Bom, eu não me desespero.. e desistir, jamé! Comecei a procurar nas cidades vizinhas e eis que achei um apartamento de férias em Potsdam (20km de Berlim) simplesmente FANTÁSTICO!!!
Ultimamente sempre procuramos esses apês que eles chamam aqui de “Ferienwohnung” (ou, carinhosamente, FeWo). É, geralmente, um andar de uma casa de senhores, cujos filhos se mandaram e ai estes decidiram transformar “metade” da casa em um “apartamento de férias” e faturar uma graninha. A-DO-RO! Pra eles vale super a pena e pra quem fica lá mais ainda, pois costuma ser mais barato que qualquer hotel e você se sente literalmente em casa. Além disso, você tem normalmente a oportunidade de interagir com os donos da casa, ou seja, a oportunidade de trocar idéias com pessoas locais (desde que você fale a língua deles, claro…rs). E, nesse caso, foi mais especial ainda, pois Potsdam pertence à antiga Alemanha Oriental e os dois vozinhos viveram a vida inteira deles naquela cidade, inclusive o período onde o muro isolava uma Alemanha da outra. Os donos desse apartamento de férias eram o Sr. e Sra. Zahn (dente, em português). Quando chegamos lá eles pensaram que a Haila (minha irma) era mulher do Rô e eu a irma dele, ou seja, confirma-se aqui mais uma vez a teoria que depois de alguns anos juntos o casal fica “parecido” (fisicamente, lógico). (((-:
Receberam a gente com um carinho inesquecível e, inclusive, no dia 1° chamaram a gente pra fazer um brinde com, lógico, “Sekt”, o famoso “champagne” alemão que eles tomam em toda e qualquer comemoração. Nos sentimos super à vontade com os vovôs, aliás senti eles como aqueles avós que contam histórias pra encantar a gente. Eles contaram um pouco sobre como era a situaçao na época da antiga Alemanha oriental. Disseram que os mercados nao tinham a variedade de artigos e abundância de mercadorias como hoje. Algumas coisas eram racionadas e pra outras tantas era necessário se cadastrar e esperar a disponibilidade. Por exemplo, para comprar móveis as pessoas tinham que se cadastrar e, as vezes, o tempo de espera era superior a 1 ano. Outra coisa curiosa era que o aquecimento das casas era feito quase sempre p0r grandes fornos a lenha que ficavam em cada cômodo da casa (dimensoes aprox. 1,60 x 1,0 x 0,5 m). Eles ainda tinham um desses na sala da casa, só pra enfeite. Eles disseram que os aquecedores moderninhos iguais aos de todas as casas que eu já ví aqui (aquecedor central que circula água quente) só chegaram lá há uns 10 anos. Porém, é bastante interessante notar que, apesar das restriçoes materiais e de um certo cerceamento da liberdade individual, eles disseram que a vida naqueles tempos era melhor. Tudo era controlado pelo estado, mas as pessoas e as próprias condiçoes eram mais igualitárias, e a vida em comunidade era mais intensa. A Sra. Dente disse, com bastante propriedade, que hoje em dia muitas pessoas se medem pelo poder e padrao de consumo, e estao bem mais individualistas. Pois é, depois da conversa deliciosa que tivemos com os vozinhos fiquei pensando como seria bom se houvesse um sistema de organizaçao que só pegasse as coisas boas do capitalismo e socialismo… seria…
A casa deles e o nosso apê eram fofos demais! Sabe casa de vó? Pois é, imagina isso e já está bem perto da verdade. Quando a gente saia dava até tristeza, porque o que a gente queria mesmo era ficar lá o tempo todo. Mas Berlim estava chamando e com neve ou sem neve eu não resisto à esta cidade!

De onde estávamos até Berlim era rapidinho, mas, por causa da neve, preferimos ir de carro apenas até a estação de trem mais próxima e com esse trem íamos direto no centro de Berlim com todo conforto que qualquer um deseja naquela nevaiada. A Haila parecia uma criança feliz e eu, pra variar, também! (((-: Abaixo algumas fotinhos invernais de Berlim pra vocês!





Na véspera de Ano Novo estávamos numa preguiça avassaladora pra sair de casa, então enrolamos até onde pudemos. Vimos na TV um cara falando algo do tipo: “Pra quem quiser se aproximar do Portal de Bramdenburg é melhor chegar até as 21 horas.” Na hora ouvimos e ficamos tentando imaginar se eles iriam proibir a entrada após este horário ou não, mas de tanto imaginar foi ficando tarde e fomos pra lá correndo o risco mesmo. Dito e feito: a região em torno do portal estava cercada e as entradas foram interrompidas a partir das 21 horas, pois não cabia mais ninguém naquela meiuca (segundo a estimativa da polícia, havia mais de 1 milhao de pessoas).

Ficamos tentando “dar um tumé”, mas não conseguimos furar a segurança, então tivemos que andar bastante pra conseguirmos chegar até um telão que estava transmitindo tudo para os que ficaram fora da área próxima ao portão. Nossos pés estavam congelando, mas mesmo assim conseguimos nos divertir muito com as figurinhas que apareciam por lá e com as nossas loucuras e crises de bobeira também. (((-:

Qual não foi a surpresa quando um pouco antes da virada me começa a tocar aquela &%$* da música “Samba de Janeiro” e logo depois da virada foi a vez do “Rap das Armas” na versão original em espanhol. É lógico que eu e a maninha demos um show de como se dança funk paulista! ((((((((-:
Foi uma Ano Novo inesquecível e simplesmente MARAVILHOSO!!! Mas a volta pra casa foi beeeem branca como a vida na Alemanha costuma ser… (((-:
HUNGRIA – Budapeste (Inverno)

Foi só deixar passar o Natal pra pegarmos o mochilao e pé na estrada, porque a vida é curta, mas o desconhecido é magnético, atrai, puxa e nos leva longe. Tô numa inspiracao que nao cabe em mim! (((-:
Dessa vez o destino foi a Hungria, mais especificadamente sua capital Budapeste. A Hungria faz parte do leste europeu, ou seja, aquela europa que muitos esquecem que existe e que é, pra mim, a parte mais interessante desse continente. A Hungria (em húngaro, Magyarország), oficialmente República da Hungria (Magyar Köztársaság), é um país sem saída para o mar na planície da Panônia, na Europa Central. Faz fronteira com Áustria, Eslováquia, Romênia, Ucrânia, Sérvia, Croácia e Eslovênia. Sua capital é a cidade de Budapeste, a maior do país. A Hungria é membro da OCDE, OTAN, UE e do Grupo de Visegrád.
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* LÍNGUA *
Sua língua oficial é o húngaro, uma língua interessante, bem sonora (me lembra a sonoridade do italiano), mas, pra mim, TOTALMENTE incompreensível! Pois é, existem várias línguas “estranhas” que trazem algumas palavras derivadas do latim, ou seja, até rola de imaginar o que é, mas no húngaro quase nao vi palavras derivadas do nosso amado latim. É uma língua completamente diferente de tudo que já vi, mas dizem que o finlandês é muito parecido. E saber isso é sim importante, pois assim se eu for pra Finlândia um dia já vou sabendo que também nao vou entender bulhufas. (((-:
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* BREVE HISTÓRIA PARA LEIGOS COMO EU *
- HUNGRIA -
A Hungria é mais um daqueles países que viveu o período chamado por especialistas como eu de ”Orgia Territorial do Velho Mundo”, isto é, um período de muito troca-troca, um entrando no território do outro, roubando o território do outro, de repente devolvendo, copulando com mulheres de territórios alheios, misturando todos os genes e assim sucessivamente. Seu povo mesmo eram os “magiares” (por isso que o nome húngaro para o país nao é Hungria e sim Magyar), que expulsaram os eslavos e germânicos (mais conhecidos como “alencares”…rs) dominando a área. Depois é a vez da turcaiada invadir lá pelas maos dos entao “turco-otomanos”, mas depois o império dos Habsburgo acabou com a festa destes, dominando tudo também.
Esse país sofreu muito na Segunda Guerra Mundial, mas foi um dos mais valentes na resistência contra os alemaes. O conflito em Budapeste durou 100 dias, ou seja, muito mais do que em qualquer lugar. Além disso, a Hungria também foi o primeiro país a indenizar os judeus que sobreviveram ao Holocausto, assumindo assim a responsabilidade junto ao regime Nazista da Segunda Guerra. Pois é, na Segunda Guerra Mundial os húngaros se uniram à Alemanha e mais tarde a Hungria foi ocupada pela ex-Uniao Soviética e deixou o nazismo pra viver no regime do socialismo. E entao, somente em 1956 é que esse país comeca a marchar em busca da democracia, sendo que esta só se concretiza após grandes manifestacoes populares em Budapeste em torno de 1990. E, para garantir um final feliz ou nao, em 2004 a Hungria integra a Uniao Européia, demonstrando estar totalmente inserida no contexto democrático mundial.
- BUDAPESTE -
A cidade de Budapeste é formada pela uniao de Buda e Peste, cada uma de um lado do rio Danúbio. No lado oeste está Buda, onde fica o morro do castelo com um monte de prédios históricos e bonitos (só nao tem um castelo…rs). No lado leste está Peste, que concentra a maioria dos estabelecimentos comerciais, além de tantos outros prédios e parques. Oficialmente unidas desde 1873 as duas formam a cidade que ficou conhecida como Rainha do Danúbio. Budapeste foi fundada em 17 de novembro de 1873 com a fusão das cidades de Buda e Ôbuda com Peste. Seus habitantes chamam-se budapestinos.
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* TURISTANDO EM BUDAPESTE (25 a 29 de Dezembro de 2009) *
Voamos de Stuttgart à Budapeste no meio da tarde. Chemagos lá umas 16:30h e já estava bem escuro (em Budapeste, os dias no inverno escurecem lá pelas 15:30 horas). Quando chegamos estava chovendo muito, o que deu um certo desânimo, afinal passear com frio e chuva ninguém merece, né!? Maaas, como a gente “se comportou” durante o ano, o Papai Noel nos deu dias MARAVILHOSOS de presente! (((-:
As primeiras impressoes foram ótimas, mas ao mesmo tempo preocupantes. Tá, explico. As pessoas que encontramos foram, em geral, muito simpáticas (lógico que tivemos que lidar com certos ogros também, mas até ai isso é fichinha…rs). A parte preocupante foi por causa da comunicacao mesmo, afinal nao dava pra entender NADICA e, dificilmente encontramos placas com informaçoes em inglês.
Chegamos ao aeroporto e, de lá, tínhamos que pegar um ônibus para chegar até a estacao de trem e entao pegar um trem para chegar até próximo ao hostel onde ficariamos hospedados. Fomos pegar o busao com aquela cara de “será que é aqui mesmo”, mas, no fim, descobrimos que era e ficamos lá esperando. Chegou o busao velhaaaaço, subimos e perguntamos ao motorista como faríamos pra comprar o ticket, foi entao que o motorista simplesmente acenou com a mao como dizendo: “Relaxa, entra e fique à vontade.” Ficamos confusos, mas logo atrás da gente entraram outros dois “aparentemente” turistas e o motorista também mandou eles entrarem sem pagar. Bom, entramos e sentamos rindo à toa, afinal uma carona dessas aquela hora, naquela escuridao e tendo que entender aquela língua, caiu como uma luva. Mas, chegando à estaçao de trem, o “trem” danou de vez, literalmente. Nao tinha NADA em inglês e os poucos funcionários que encontramos nao falavam inglês também. A única ajuda que encontramos foi de uma japa perdida que sabia falar alemao, ou seja, quando você menos espera percebe que o alemao pode ser mais útil pra você na europa do que o inglês. Pode acreditar! Enfim, JURO que tentamos comprar o ticket pro trem, mas nao rolou e decidimos pegar o trem e “pagar pra ver”, ou seja, fomos sem pagar mesmo e fomos assim felizes até o final do trajeto.
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* HOSPEDAGEM *
Ficamos hospedados todos os dias em um tipo de apartamento super arrumadinho e por um preco beeem camarada. Foi só chegando lá que descobrimos que pagamos MUITO barato reservando pela internet, ou seja, procurem SEMPRE que possível reservar pela net que sai absurdamente mais barato. Vai por mim! O apê nao ficava na regiao central, mas numa regiao super bem localizada e de fácil acesso pra todos os lados. Indico!
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* OS HÚNGAROS *
Sobre as pessoas, nada de impressionante, afinal nós nos parecemos muito com eles: morenos, baixinhos e, em geral, muito alegres e simpáticos. (((-:
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* BANHOS TERMAIS *
1,2,5) Széchenyi Gyógyfürdö: http://www.spasbudapest.com/furdo.php?idx=14
3,4) Lukas Gyógyfürdö: http://www.spasbudapest.com/furdo.php?idx=7
6) Gellért Gyógyfürdö: http://www.gellertbath.com/
7) Rudas Gyógyfürdö és Uszoda: http://www.spasbudapest.com/furdo.php?idx=13
Uma das coisas mais famosas em Budapeste sao seus aprox. 50 banhos termais espalhados por toda cidade. Estes banhos em águas termais e medicinais sao oferecidos há mais de 2 mil anos atrás e, até onde sei, sao resultado da influência do periodo de dominacao do império turco-otomano na regiao. Isso mesmo: esses sao os chamados “banhos turcos”, embora sejam oferecidos também na Hungria.
É LÓGICO que nós pagamos pra ver e PELOAMORDEDEUS se for pra Budapeste nao deixe de ir em um! Como diz meu dignissímo marido: “Que prazer!” (((-:
Nós queríamos ir em um beeeem local, ou seja, com a menor quantidade possível de turistas. A primeira opcao que vimos foi o banho mais antigo da cidade, o “Rudas” (foto 7). Decidimos ir porque vimos que era o mais antigo e o prédio onde ficava estava com cara de “aqui nao entra turista” (rs). Entramos e vimos que estava relativamente tranquilo, entao era só fazer o básico: pegar informacoes e comprar o ticket. Básico? Afff… Tinha uma tabela de precos grudada na parede, mas TUDO em Húngaro. A única coisa clara pra mim ali é que era PROIBIDO TIRAR FOTOS E FILMAR, o que é totalmente compreensível. De repente olhei em volta (perdida total, beirando o desespero linguistico) e percebi que só tinha eu e as caixas de mulher naquele lugar. Enfim, podia ser coincidência. Pegamos uma fila pequena e quando chegamos no caixa a surpresa: só era permitido homem entrar naquele banho. Pois é, dancei. Nao me perguntem o por quê, só sei que foi assim. Tinham nos dito que esse banho uma vez realmente proibiu mulheres de entrar, mas também tinham dito que isso tinha mudado e que agora tava tudo liberado. Enfim, vai ver que a mulherada estava deixando os véinhos muito doidos. (((-:
Mas, gracas à nossa sorte de sempre, um cara que estava na fila ouviu a moca do caixa nos “dispensando” indiretamente, viu nossa cara de “Hã?” e nos indicou um outro banho onde era o mesmo preco e onder era permitida a entrada de homens e mulheres. E lá fomos nós, com uma vontade de entrar naqueles banhos que vocês nao fazem idéia! Pois é, quanto mais difícil, “mais melhor de bão”. (((-:
O banho indicado foi o Lukas (fotos 3,4). Era relativamente perto do Rudas, mas acho que por causa do nosso cansaco e ansiedade parecia que nao ia chegar nunca. Chegando lá comecou a sessao “Hein?”. Pois é, NADA em inglês de novo, mas pelo menos a caixa sabia falar um mínimo de inglês. O problema foi quando ela perguntou se queriamos um ticket para banho normal ou com cabine. O Rô perguntou qual era a diferenca e a mulher já ia se enrolar, quando mais uma vez achamos um anjo na fila que explicou pra gente em inglês a diferenca e ai pudemos fazer a melhor escolha: com cabine. A diferenca é a seguinte: com cabine significa que você vai ter uma cabine que será trancada com suas coisas dentro para sua seguranca e sem cabine significa que você terá que ficar andando com suas coisas pra cima e pra baixo e terá que deixá-las penduradas enquanto for ao banho sem ter seguranca nenhuma. O preco nao difere muito, ou seja, vale a pena.
Quando você entra nos lugares onde tem esses banhos sente um cheiro absurdo de minerais/enxofre e etc. No comeco é meio estranho e até incômodo, mas depois você nao sente mais nada, literalmente. Você fica tao confuso tentando se comunicar lá que o cheiro se torna apenas um acompanhamento. Sério! Esse banho é de ótima qualidade, mas nao tem infra-estrutura turística (exatamente como queríamos!), ou seja, o pessoal nao fala inglês, nao existem indicacoes em inglês e ninguém fica te paparicando. Mas o legal é que eles se esforcam muito pra que você os entenda e se falar que é brasileiro eles só faltam te abracar. (((-:
Bom, passado todo estresse de comunicacao foi hora do VERDADEIRO PRAZER. Jesusavemariajosemoises! Eu PRECISO ir mais vezes em um banho medicinal daqueles! Lá tem diversos banhos, sendo que a diferenca de um para o outro é a temperatura, os tipos de sais e a concentracao dos sais. Tem banho gelado, banho à 24°C, à 32°C e à 40°C (meu predileto). Além disso, tem dois tipos de sauna que vimos e entramos: seca e úmida (nao esqueça de levar a toalha para cobrir o assento). Tem também as piscinas aquecidas à ceu aberto. Achei um barato, pois estava um frio lascado e o choque térmico de entrar e sair da piscina realmente te dá um “acorda leao”. Além disso, na piscina que ficamos mais tempo tinha um lugar que você era levado por uma correnteza artificial e ficava rodando, rodando (foto 3)… E tinha também um determinado momento (de tantos em tantos minutos) que de repente a piscina toda virava uma grande hidromassagem e ai era só garantir seu lugar e desfrutar. (((-:
Enfim… “que prazer!!!!” (((-:
DICA: leve duas toalhas (uma pra se secar e uma pra sauna), pente (secador tem lá e nao precisa pagar pra usar), saída de banho (ou jogue a toalha por cima e tá beleza) e chinelos havaianas (Marketing é tudo!). Se quiser tomar banho lá, também tá incluso no preco. Tem muita gente que leva toca pra entrar nas piscinas também, mas nao é obrigatório. Nao sei se lá tem roupao e chinelo pra alugar, mas sei que nos banhos mais “chiquetê” (turísticos) tem sim.
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* KARAOKÊ: PROGRAMA DE LOCAIS *

Saímos pra ir em uma balada rock’n roll, mas por obra do destino e de um segurança brutamontes acabamos em outra, MUITO MELHOR!
O Rô viu numa revista uma matéria falando de um bar com música ao vivo que ficava dentro de um shopping de Budapeste. Nos arrumamos e lá fomos nós para o inesperado. Chegando na balada, vimos algumas pessoas sentadas do lado de dentro e resolvemos entrar, mas eis que me vem um “guarda-roupa” gigante na nossa direcao, ou melhor, nos empurrando e dizendo “Blablablabla” (Traducao: Sai fora daqui!). Foi horrível, pois ele nos tratou como se fossemos marginais e olha que nesse dia a gente até que estava arrumadinho (aposto que se eu estivesse com minha camisa e gorrinho da Gavioes ele nao ia se meter a besta! Ré!). Bom, no fim saímos chateados e fulos da vida. Do lado de fora vimos uma menina controlando a entrada e ai o Rô foi lá fazer a reclamacao. A menina foi super simpática e falou pra gente entrar, mas nao estávamos mais no pique e se eu voltasse lá ia voar no pescoco do ogro. Humpf…
Enfim, saímos de lá meio sem destino e até mesmo desanimados com o que aconteceu. Pegamos o trem pra voltar pro apê e quando voltamos vimos tipo um barzinho do outro lado da rua e decidimos ver “de qualé”. Só quando entramos é que vimos que se tratava de um karaokê lotado de locais!!!! Era tudo que estavamos procurando: um lugar onde só vai local. Um olhou pra cara do outro, sorrimos e mal deu tempo pra comemorar já estávamos dividindo a mesa com um casal bem style e super simpático. Pena que nao deu pra tirar foto deles. )))-:
O mais impressionante é que a maioria das músicas eram húngaras mesmo e uma delícia de ouvir! Até reggae em húngaro a gente ouviu, é mole!? (((-:

Bom, já que estava ali rodeada de húngaros decidi beber o que todos estavam bebendo: o UNIKUM. Essa é uma bebida típica húngara, feita com mais de 40 tipos diferentes de planta. O gosto? Putz, já bebeu “Fernet”? Isso, isso mesmo: um trem ruim pra daná! Mas até que dá pra beber e dizem os húngaros que é um dos melhores remédios pra curar ressaca. (((-:

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* CAFÉ COLONIAL NA CAFETERIA DO HOTEL GELLÉRT *
Quem me conhece sabe que de frescura eu só tenho duas coisas: perfume e cafeteria. AMO! Pro resto nao me incomodo muito nao, mas perfume e cafeteria tem que ter o “tchan” e o preco nao é o ponto mais importante, o que importa é a atmosfera do local, os sabores , as cores e cias, claro. AMO!
Dentro do Hotel Géllert tem uma cafeteria FANTÁSTICA, daquelas bem coloniais e com bolos/tortas dos deuses. O preco, como já dito, nao é lá muito convidativo, por isso procure saber só na hora de pagar pra pelo menos poder saborear sem doer no bolso. (((-:
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* CAFÉ CULT NO KATAPULT *
Saindo do estilo colonial para o cult. Aliás, tenho que admitir que os cafés “cult” fazem mais meu estilo do que os coloniais e esse, particularmente, é fantástico! Um conceito completamente inovador, criativo e único. Cores, meia luz, artesanato, café com leite e meu amor do meu lado me dizendo “Sabe que te amo, né véia?”. Me diz: pra que mais!?!?! (((-:
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* NAGY VASARCSARNOK (MERCADO MUNICIPAL DE BUDAPESTE) *

Passear no Mercado Municipal de Budapeste é, sem dúvida, um dos passeios mais interessantes nessa cidade. É gigante e tem uma variedade de produtos, artesanatos e comidas de deixar qualquer turista tonto, pobre e gordo. Olha a cara de alegria do mineiro na foto acima! (((-:
Aliás, falando em foto, olha que light o café-da-manha dos caras. Vai um torresminho com pao ai, vai!? Urgh!
Essa cena foi a mais impressionante no mercadao. Como se já nao bastasse o que fizeram com os “3 Porquinhos”, olha o estilo dos vendedores. O da frente quando me viu fazendo a foto, comecou a fazer pose. Figuraça demais!
Se você gosta de pimenta, seu lugar é aqui! Jesus, nunca vi tanta pimenta exposta em um mercado como nesse. Ah! Outra coisa típica na Hungria é o patê de fígado de ganso (foto esq-embaixo). Teve um dia que fomos tomar café em uma cafeteria e tinha um monte de canapés super bonitinhos, ai o Rô pediu dois que pareciam estar cobertos com patê de atum. Pois é, triste engano, pois era o tal do patê de fígado de ganso. Bom nao deve ser, pois o Rô engoliu sem mastigar e depois disse que nao foi lá muito agradável a experiência. (((-:
Se quiser comprar lembrancinhas, faca isso nesse Mercadao, pois aqui você vai encontrar muitas opcoes e bem mais baratas do que nos lugares badalados. Mas fique atento, porque infelizmente hoje em dia tem muita lembrancinha que nao é feita localmente nao, ou seja, tuuuuudo “Made in China”. Pois é, foi-se o tempo em que se comprava produtos produzidos artesanalmente no local. )))-:

E o Brasil tinha que pintar na área, só pra variar. Quem disse que nao temos motivos pra ter orgulho de ser brasileiro: o nosso café é imbatível e desejado por todos! (((-:

E, pra fechar, a verdadeira e legítima sopa húngara de “Goulash”, num restaurante FOFO dentro do Mercado Municipal. Tinha até um cara tocando música húngara no violino pra gente, mas é melhor nao olhar muito senao eles vem pedir gorjeta e vocês sabem que eu sou uma mera estudante, né!? (((-:

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* FISCHERMEN´S BASTION (ANTIGO MERCADO DE PEIXES) *
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* MONUMENTO À LIBERTACAO *
Essa estátua fica no alto do morro Géllert, bem ao lado do Hotel de mesmo nome, no lado de Peste. Este lugar oferece uma vista bem legal da cidade.
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* BUNKER – MEMÓRIAS DO NAZISMO *
Ainda no morro Gellert encontra-se a citadella, uma espécie de museu, que abriga um antigo bunker usado na segunda guerra mundial, além de diversos painéis sobre a história da cidade e do país.
Esse bunker me deu calafrios. Toda vez que vejo exposicoes/filmes/documentários sobre guerra me pergunto: “Por quê?”. Sei, sei que tem mil explicacoes, mas nenhuma delas faz sentido pra mim, humanamente falando. E o mais impressionante sao, sem dúvida, as fotos desses períodos. Eu consigo sentir, de alguma forma, o que as pessoas estavam sentindo naquele momento. Agora, por ex., só de escrever tentando descrever esses sentimentos comeco a chorar, pois me lembro dos rostos nessas fotos. Me lembro que muito sofreram e que muitos ainda sofrem pelo que aconteceu. Tristeza eterna.

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* BALADA: OLD MAN´S PUB *
Budapeste tem uma vida noturna agitada, com alternativas para todos os gostos. Entao nao perdemos tempo!
Próxima parada, ops, balada: Old Man´s Pub. O Pub é maravilhoso e a música que ouvimos ali foi Rock n´Roll demais! A banda era formada por 6 tiozoes, e os caras arrebentaram no rock’n roll e blues. Sensacional também foi ouvir os caras cantando blues em húngaro!! E o melhor, dentro da média ali éramos extremamente jovens!!!! Pois é, só se sente velho quem nao muda os referenciais. (((-:

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* ÓPERA MUNICIPAL *
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* PARLAMENTO HÚNGARO *
O Parlamento Húngaro é, sem dúvida, um espetáculo à parte em Budapeste. Nao só por ser um dos maiores do mundo, mas porque é realmente lindo e sua localizacao à beira do Rio Danúbio também tem seu charme. O melhor horário para tirar fotos dele é próximo ao horário do pôr do Sol. FANTÁSTICO!!!
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* PARQUE DAS ESTÁTUAS *
O Parque das Estátuas é um “tiquinho” longe do centro, mas rola tranquilo de ir lá de ônibus. E o melhor é que, durante a viagem, você acaba vendo uma Budapeste bem diferente daquela que se vê na regiao central. O caminho até o parque é, sem dúvida, uma surpresa à parte. É super interessante ver uma mistura de casas modernas com casas antigas e até mesmo com casas caindo aos pedacos. Sao imagens bem conflitantes, mostrando um lugar sem uma identidade muito clara numa primeira análise. Vale a pena prestar atencao nas paisagens e nos sentimentos que essas despertam.
Enfim, após aprox. 40 minutos de viagem desvendando o lado menos turístico de Budapeste, chega-se a esse parque. Um parque que foi criado dentro de um conceito super interessante, um conceito que mostra como os húngaros sao inovadores até mesmo em relacao à coisas que deveriam machucá-los. O parque foi idealizado para reunir e preservar todas as estátuas da época do comunismo, ao contrário de outros países que se encarregaram de apagar rapidamente as memórias de estátuas monumentos da época do comunismo. Os outros países destruíram tais estátuas, já os húngaros fizeram questao de mantê-las em seu patrimônio, mantendo viva a lembranca triste daqueles tempos que nao devem nunca mais se repetir ou que, pelo menos, nao sao mais desejados.
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* HOSÖK TERE (PRACA DOS HERÓIS) *
É na Praca do Heróis que fica o imponente e maravilhoso ”Millenniumi Emlékmu” (Monumento Milenar). É uma monumento de 36m de altura, construído em 1896 em comemoracao aos mil anos do primeiro assentamento magiar na cidade. Simplesmente MARAVILHOSO!!!
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* SZABADSÁG HÍD (PONTE DA LIBERDADE) *
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* PONTE DAS CORRENTES *
Quando chegamos nessa ponte que é a mais famosa e a mais LINDA de Budapeste, o Rô já foi perguntando: “Tá, e porque se chama “Ponte das Correntes” se nao tem corrente NENHUMA?”. Menino esperto! (((-: Pois é, a ponte original tinha todo os suporte feito com correntes, mas foi quase 100% destruída durante a segunda guerra mundial e quando reconstruíram decidiram utilizar chapas que, convenhamos, deve ser mais resistente à bombardeios, né!? Vivendo, aprendendo e otimizando. (((-:
A foto abaixo mostra o que sobrou da ponte das correntes após a segunda guerra mundial (sem correntes…).
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* RESTAURANTE SUBMARINO *

Esse restaurante tem um conceito super interessante, representando um submarino. Chegamos relativamente cedo, pois aproveitamos que estávamos na rua mesmo e decidimos ficar por ali enrolando em algum bar até a hora de ir jantar.

Quando entramos percebemos que só estávamos nós e um outro casal lá. Pedimos algo pra beber e de repente entraram alguns músicos no restaurante e comecaram a tocar cheio de sorrisos. Eis que o violinista chegou perto da gente e perguntou de onde éramos. Ai falamos de peito estufado (lógico!) que éramos brasileiros. Entao ele perguntou que música que nós gostaríamos que ele tocasse e nós, meio sem graca, decidimos pedir pra ele ficar à vontade pra escolher. Pois é, imagina que chato pedirmos uma que ele nao sabia. Foi entao que o senhorzinho me comeca a tocar uma sessao das “Melhores da MPB”. Inacreditável e MARAVILHOSO!!! Cara nossa música é simplesmente internacional e maravilhosa!!! Mas atencao, nada nessa vida sai por menos de 10 euros. (((-:
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* BASÍLICA SZENT ISTVÁN (BASÍLICA SAO ESTEVAO) *

A Basílica Sao Estevao é a maior de Budapeste e, como a maioria das igrejas na europa, é cheia de fru-fru. Mas o que essa basílica tem de especial é que ela é uma igreja que realmente pode te dar uma maozinha: a mao de Sao Estevao. Pois é, diz a boca pequena que nessa basílica estao guardados os restos mortais da mao direita de Sao Estevao.
Infelizmente a única recordacao ruim dessa viagem pra mim, aconteceu exatamente nessa basílica. Geralmente nao faco questao de entrar, mas dessa vez INFELIZMENTE entrei. Chegando lá vi que tinha um povo tirando foto (inclusive montando tripé e tudo) e, como nao vi nenhum aviso proibindo, decidi também fazer umas fotinhos lá dentro. Eis que de repente do nada me aparece um catatau e pede pra que eu desligue a máquina com uma grosseria nada abencoada. E, pra piorar, manda o Rô tirar o gorrinho de frio também de forma nada delicada. Pois bem, o Rô tirou o gorrinho, eu guardei a máquina, mas a vontade de dar no baixinho estava latente. De repente o Rô observou que tinha umas madames assistindo a missa com seus chapéus chiquetérrimos e ninguém mandou as madames tirarem o chapéu. Foi entao que o Rô foi falar isso pro pigmeu e eis que a pessoa diz que mulher pode usar chapéu, mas homem nao pode usar gorrinho. Hein? Pois é, pena que esquecemos de perguntar pro indivíduo em qual versículo essa regra é citada. Enfim, parece que homem usar gorrinho é desrespeito, mas madame usar chapéu é permitido. Nossa, nessas horas eu tento sublimar pra nao pecar. Afff …
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* NAGY ZSINAGÓGA (SINAGOGA) *
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* IGREJA CAVERNOSA *
Essa igreja foi escavada dentro da pedra.
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* IGREJA MARIA MAGDALENA *
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* MÁTYÀS-TEMPLOM (IGREJA MATIAS )*
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* TRANSPORTE EM BUDAPESTE *

1) Busao Flutuante (foto abaixo também): nao, o prédio nao é torto igual à torre de pisa, a fotógrafa é que estava “beuda”. (((-: Mas o importante nessa foto é o detalhe, ou seja, o busao flutuando no Rio Danúbio. Sinistro, né!? A hora que vi quase tive um AVC, mas ai o Rô (que já sabia do esquema) me tranquilizou dizendo que aquele é um passeio turístico típico de Budapeste. Eu, particularmente, nao gostei da idéia. Coisa estranha andar de ônibus dentro do rio, credo! Mas, pensando bem, é uma boa idéia na época de inverno e também no verao do Brasil com tanta chuva e enchente nao ia cair nada mal. (((-:

2) Como era quase Ano Novo, as beiras do Danúbio estavam lotadas de navios gigantes de cruzeiro. Ainda bem que ficamos lá só até o momento onde ainda tinha espaco pra andar na cidade, pois pelo tanto de navios que vimos dia 29, consigo imaginar aquela cidade depois do dia 31. Curuzes!
3) Os trenzinhos de superfície sao bem bacaninhas e ainda existem alguns antigos que sao fofos! Só tem que ficar esperto na hora de carimbar o ticket dentro deles. Toda hora que entrávamos, enfiávamos o ticket dentro do buraco da maquininha e naaaada. Ué, paciência! Tentamos pagar e nao conseguimos, logo andamos sem pagar. Uma lógica clara, nao!? Pois é, mas eis que em uma das últimas vezes que andamos com esses trenzinhos, o Rô tentou, nao conseguiu de novo e quando ele já ia sentar um cara explicou pra gente como funciona a bagacinha. Seguinte: tem que enfiar o ticket na maquininha e puxar ela (a máquina) na sua direcao, pois só entao é que ela vai validar o ticket fazendo um furo nele. Isso mesmo, funciona primitivamente igual à um furador de papel. (((-:
4) Os metrôs sao modernérrimos, inclusive a máquina pra validar os tickets. Pois é, nesses nao tem desculpa pra nao pagar. Uma coisa interessante é a profundidade das escadas rolantes nas estacoes de metrô. JESUS! Nunca vi estacao tao profunda! Infelizmente vacilei e nao tirei foto da mais profunda que vimos.
5) Funicular para o morro do castelo
7) Carros (até parecia que estávamos no Brasil e olha que nao era na área nobre, hein!?)

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* OUTRAS COISAS QUE VALE A PENA MOSTRAR *





































































































































