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8
CROÁCIA – Rijeka, Rovinj, Krk e Parque Plitvicka Jezera

A Croácia (em croata: Hrvatska) foi nosso ponto de partida para conhecer nao só este país, como também Veneza e Eslovênia. 

É um país europeu que limita ao norte com a Eslovénia e Hungria, a nordeste com a Sérvia, a leste com a Bósnia e Herzegovina e ao sul com Montenegro. É banhado a oeste pelo Mar Adriático e possui uma fronteira marítima com a Itália, no golfo de Trieste. Banhado pelo Mar Adriático, o litoral croata é bastante recortado, com penínsulas, baías e mais de 1 000 ilhas que formam uma paisagem semelhante à da costa grega. 

É um país com uma história de conflitos diversa, mas que recentemente parece ter chegado ao fim. A Croácia, assim como  Eslovénia, Macedónia, Sérvia, Montenegro, Bósnia e Herzegovina, fazia parte do país antes chamado de “Iugoslávia”. A última tentativa de independência foi do Kosovo, mas esta ainda nao foi reconhecida pela Sérvia. 

A Croácia se declarou independente desde 1991, após anos tendo que conviver com um ódio histórico contra os sérvios e o inverso também. Povos completamente diferentes, obrigados a dividir de uma mesma nacionalidade e território, o que só fez aumentar o ódio entre estes. 

Em toda a regiao da antiga Iugoslávia é possível ver vestígios de um passado de conflitos, guerras e fugas. Na Croácia, ficamos impressionados com a quantidade de casas antigas de pedra completamente abandonadas por todos os lados.

Lembro que quando vimos as primeiras, achamos um motivo interessante para fotografar, mas conforme fomos percorrendo as pequenas vilas comecamos a ficar sismados com a quantidade, uma do lado da outra. Foi quando nos demos conta de que deveriam ter sido abandonadas e os croatas decidiram deixá-las ali como forma de manter a história nao só na memória, mas fisicamente presente. Conseguiram, pois a cada casa que eu olhava, surgia na minha mente como se fosse uma retrato do momento da fuga daquela família. Foi estranho, mas impossível nao me arrepiar imaginando o quao terrível deve ter sido esse período para Croatas e todos que já viveram algo desse tipo. 

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* Icici – Rijeka * 

Ficamos hospedados em uma cidadezinha chamada Icici, em um apartamento super confortável e baratinho. A cidade, apesar de pequena, era uma graca e próxima de uma regiao muito badalada chamda Opatija, repleta de bares, restaurante, hotéis de luxo e casas de jogos. Opatija é uma cidade bonita que foi estância de férias do império Austro-húngaro e mais tarde de Italianos, os quais constituem ainda grande parte dos visitantes. A cidade tem hotéis e villas em estilo do final do séc. XIX e início do séc. XX. Já Icici trouxe uma grande vantagem, pois por nao ser muito turística, foi fácil encontrar hospedagem boa e barata. Adoro! 

Como estávamos de carro, a localizacao foi bem estratégica, pois ficamos bem no meio do caminho entre nossos destinos na Itália e na própria Croácia. Saindo de Icici fomos conhecer o porto principal da Croácia, a cidade de Rijeka. É uma cidade já de grande porte, que impressiona pouco, afinal nao tem mais aquele ar de “origens”. Mas o passeio, desde que esteja lá perto, vale a pena. Principalmente no pôr-do-Sol. 

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* Parque Nacional Plitvicka Jezera * 

A viagem para a Croácia, sinceramente, se tornou inesquecível neste parque. O Plitvicka Jezera é um dos paraísos na Terra! E nao há foto ou vídeo nesse mundo que consiga mostrar a beleza desse lugar. 

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Plitvice fica no interior da Croácia, entre Split e Zagreb, pertinho da fronteira com a Bósnia-Herzegovina. É um parque nacional nomeado pela UNESCO como Patrimônio Natural da Humanidade em 1979. É um vale maravilhoso, abencoado por lagos de um verde apaixonante. Do primeiro minuto até o último naquele parque continuamos suspirando, quase nao acreditando que estávamos ali. 

Existem duas trilhas principais, mas a travessia toda equivale à aprox. 16km de parque. O bom lá é que eles tem ônibus e barco pra quem quiser se deslocar e o preco destes já tá incluso no pagamento da entrada. Nós fomos a pé e voltamos de ônibus, sendo que este vai passando o tempo todo bem do ladinho dos lagos, nos dando bastante tempo pra despedida. 

O lugar é lindo e cominho de carro até lá também tem seu charme. Imperdível! Mais imperdível do que as ilhas ou praias da Croácia. Pelo menos pra mim… -D  

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* Rovinj * 

Rovinj é uma cidade localizada na costa oeste da península da Ístria, Mar Adriático. Com uma população de 14.234 habitantes (2001), Rovinj é um centro turístico popular (segundo li, o segundo maior da Croácia) e um ativo porto de pesca. 

Fiquei sabendo dessa cidade na internet, antes da viagem enquanto buscava informacoes sobre destinos na Croácia. Quando vi as fotos fiquei encantada, mas ao vivo foi muuuuito melhor. A cidade é muuuito pequena, mas uma graca. Os becos me lembraram Veneza por causa do estilo das casas e do aspecto de lugar abandonado, mas por outro lado, achei as casas em geral mais bonitas, muito coloridas e enfeitadas. Amo lugares coloridos, o que é raro encontrar na europa. Enfim, Rovinj é uma pequena surpresa cheia de cores e encantos que fica pertinho de Veneza. A esticada vale a pena, viu!? -D  

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*Praias & Ilhas * 

As praias da Croácia, apesar da água clariiiiinha, nao sao nada de mais. Nem sei se tem praia de areia natural, mas desconfio que nao. Todas que vimos sao de cascalho ou, mais normal ainda, de pedra mesmo. Essas de pedra geralmente tem uma plataforma metálica que eles fixam na beirada da pedra pro peao entrar na água sem ter que pular. É bem estranho e eu, particularmente, nao gosto muito de praia assim. A de cascalho sem minhas havaianas nao rola. Ainda mais depois que vim morar na Alemanha, pois aqui como ando pouco descalca adquiri um pé de princesa todo cheio de sensibilidade. Affff… 

Mas, se tem tu vai tu mesmo. O Rô entrou em uma das praias porque ele é doido de pedra, mas foi entrar e sair, pois a água devia estar uns 12 graus no máximo. Ninguém merece! Só mineiro mesmo pra encarar. -D

Ilhas existem várias, mas pegamos a mais próxima de onde estávamos mesmo, a Krk. Ô nominho, viu!? Nem tínhamos programado ilha nenhuma, mas o dia estava tao lindo que no final da tarde decidimos ir ver o pôr-do-Sol numa ilha no meio do Mar Adriático. Olha que romântico! A ilha é normal, nao vimos nada que chamasse nossa atencao, mas o pôr-do-Sol do lugar onde estávamos foi espetacular e colocou essa ilhota definitivamente nas nossas memórias. Foi realmente um presente de Deus aquele fim de tarde. Pra ser perfeito só faltou um peixinho frito. -D

A Croácia é um país muito pequeno, mas com muitas riquezas naturais e um povo extremamente simpático até onde pude perceber. Nao é um daqueles destinos imperdíveis para quem vem de outro continente para a Europa como turista, mas se for conhecer Veneza, por ex., vale a pena dar uma esticadinha até a Croácia e visitar pelo menos o Parque Nacional Plitvicka Jezera e a cidadezinha de Rovinj. Destinos inesquecíveis e únicos! Para os europeus é destino quase certo em todos os veroes, entao nao se assuste com as praias lotadas todos os dias por lá nessa época. Está cada vez mais popular, tanto pelas belezas, quanto pelos precos ainda baixos, uma vez que a Croácia ainda nao foi aceita na Uniao Européia, apesar de sua candidatura e de sua estabilidade econômica.

Bom, depois da zica que a Uniao Européia teve com a Grécia, acho que agora mesmo é que vai demorar pra aceitarem a Croácia como membro. Sorte dos turistas, pois assim os precos por lá ficam bem mais saudáveis do que nos países da UE. Aproveitem!!! -D



jul
21
GUEST POST – Bremen (Alemanha) by Marina Sales

Alguns semestres após iniciar minha faculdade, eu e mais três amigos tivemos a brilhante idéia: aproveitar o convênio do nosso curso com universidades em outros países e partir para um ano de estudos (e também diversão, que ninguém é de ferro!) na Alemanha.

A idéia foi tão simples, mas os preparativos nem tanto: iniciar o processo seletivo, aprender o básico da língua (uma infinidade de cursos que no fim, equivalem apenas ao A1) e nadar em rios de papéis e documentos. Após um ano de preparação, apenas eu continuei no bote, meus outros amigos já haviam desistido há muito tempo. Então me fui, sozinha, porém feliz e ansiosa (um pouco medrosa também) pelas surpresas que iria encontrar pela minha caminhada.

Entre as conexões do vôo ainda não havia percebido o quão longe eu estava, pela primeira vez, de meu país – estava mais concentrada em não me perder ) Finalmente chego ao meu destino, a adorável cidade de Bremen. Foi apenas colocar os pés na Domsheide e tocar na estátua dos Stadtmusikaten que vi o quanto aquele lugar iria ser importante para mim. Assim, partindo da minha experiência, gostaria de falar um pouco sobre esta cidade tão encantadora e indicar alguns lugares e atividades do local que valem a pena conhecer.

Domsheide

Bremen é uma cidade-estado localizada em Niedersachsen, ao norte da Alemanha. Cidade portuária banhada pelo rio Weser, tem os benefícios de um centro comercial, mas com um clima tranqüilo e bucólico.

O centro da cidade é precioso e revela suas principais atrações: a St.-Petri-Dom (Catedral de estilo gótico), a linda Rathaus e  a famosa estátua dos Bremer Stadtmusikanten. A cidade gira em torno do símbolo dos músicos de Bremen – Você encontrará souvenires com a figura do gato, cachorro, burro e galo em quase todos os lugares, além de uma atração turística muito doce: um “poço” localizado na Rolandplatz, onde ao colocar-se uma moeda, pode-se escutar o som de um dos animais )

Rathaus

Stadtmusikanten

Ainda no centro, encontra-se o Schnoor, a parte mais antiga da cidade de Bremen. É um espaço com ares medievais, as ruas são pequenas e estreitas (sendo uma delas a menor rua de toda a Europa) e as casas medem em média apenas 55 m².

Rolandplatz

A noite, você poderá ir ao Schlachte, área próxima ao Rio Weser, e encontrar vários restaurantes, pubs e Biergarten. E se eu estiver a fim de comer panquecas em um navio-pirata? Você me pergunta. Kein Problem, no Schlachte encontra-se o Pfannkuchenschiff. Já no Viertel, parte mais alternativa da cidade, localizam-se grande parte dos bares e boates da cidade, especialmente na rua Auf den Höfen.

Não dá para falar de atrações em Bremen sem também mencionar o Freimarkt. Uma das maiores feiras (estilo quermesse) da Alemanha, atrae milhares de pessoas há mais de 960 anos. A festa acontece no mês de outubro atrás da estação central, em frente ao Bremer Messezentrum (que por sinal é de uma arquitetura bem interessante) e conta com diversos brinquedos estilo bate-bate e afins, além de pavilhões de cerveja e claro, muita Bratwurst, Kartoffelnpuffer, gebratene Mandel, Liebesäpfel e outras delícias (nada lights) alemãs.

Mas Bremen também não para por aí. Não deixe de passar pela cidade de Bremerhaven, que também faz parte do Estado de Bremen. Além do museu de emigração dos alemães (Deutsches Auswandererhaus) e de um hotel versão miniatura de uma das mais famosas construções de Dubai, a cidade reserva uma atração muito interessante – a Klimahaus. É uma experiência única: a exibição leva-nos a uma viagem interativa a nove cidades, e passa pelas diferentes paisagens e sensações climáticas da Terra. Mas não esqueça de vestir uma regata por baixo do seu casaco – Ao caminhar pela exibição dos diferentes países, o clima irá variar das baixas temperaturas do Alaska ao calor da Nigéria.

Klimahaus

Dos Saltimbancos as noitadas no Viertel, Bremen tem atividades para todos os gostos. Agora só resta arrumar as malas e fazer uma visitinha D

Os Saltimbancos

Dica: Se você deseja viajar para cidades do mesmo território (Niedersachsen) como Hamburg, Hannover ou ainda Bremerhaven, você poderá comprar um ticket (28 euros para até cinco pessoas e 20 para single) com um dia de validade.



jul
16
ITÁLIA – Veneza

Veneza é uma cidade fantástica e extremamente particular. Sendo assim, nao poderia deixar o continente europeu, sem antes dar uma passadinha por lá, afinal é algo realmente singular e que merece ser visitada pelo menos em um dia. Aliás, pra ser mais sincera, dá até pra fazer isso em algumas horas.

Essa ilha é, apesar de realmente encantadora, muito pequena (porém maior do que eu imaginava) e fácil de ser “desbravada”. Fácil por causa do tamanho, mas nao levando em consideracao seu território, repleto de vielas escondidas e aprox. 400 pontes espalhadas pela cidade. É uma cidade perfeita para turistas como eu, que adoram se perder sem ligar para mapas ou rotas “lógicas”. Tá, na verdade isso é mais uma falta de aptidao pra coisa do que opcao.

Enfim, Veneza é um deste lugares que a bússola pode até te atrapalhar, pois em alguns momentos você realmente deixa de acreditar que dentro de Veneza essas coisas funcionem. O negócio é se perder mesmo, pois ali da água ninguém passa. E, acredite, é nos becos mais escondidos onde irá descobrir o que Veneza tem de mais particular. Isso mesmo, fuja das vias comuns ou simplesmente nao se limite à elas.

 

Veneza está situada na região nordeste da Itália, na região do Vêneto, sendo banhada pelo mar Adriático. Foi construída sobre várias ilhas e  tornou-se  uma potência comercial a partir do séc.X, no qual sua frota já era uma das maiores da Europa e  servia de  intercâmbio comercial e cultural com o Oriente. O historiador Fernand Braudel classificou-a como a primeira capital econômica do Capitalismo. Entre 1140 e 1160, a cidade se tornou uma república e, em 1797, foi tomada por Napoleão. Em 1866, a cidade foi anexada ao reino da Itália.

Nao diria que é uma cidade bonita, apesar de ter sim suas belezas. Também nao diria que é romântica como todos adoram relatar, afinal nao fui pra lá de lua-de-mel e nem sou mais assim taaaao romântica. Sim, acho que o romantismo nao está em nenhum lugar, mas sim nos momentos e na cabeca das pessoas e é usado muitas vezes como forma de vender um sonho. Pelo visto tem funcionado, afinal as pessoas continuam relacionando romantismo à lugares específicos no mundo, mas se foi à Veneza e nao viu nenhum romantismo, fique tranquilo, você é normal como eu. Bom, pelo menos pensar assim me conforta. -D

Veneza pra mim é uma cidade encantadora pela sua singularidade. Uma cidade que marca porque tem uma identidade forte e única. Veneza é inesquecível e incomparável, entao se foi à alguma cidade denominada “Veneza do Norte”, “Veneza do Oeste”, “Veneza do Padississímo”, esqueca. Nao existe nada igual e nem parecido com Veneza. Repito, Veneza é singularmente única e sim, isso é um pleonasmo proposital.

O coração histórico da cidade está dividido em seis partes, o que faz com que aos bairros sejam chamados de sestieri (sextos). Cada um deles tem um ambiente sutilmente diferente. Além dos seis sestieri há ilhas mais pequenas, também com ambientes muito próprios.

Chegamos à ilha de carro, deixando este estacionado fora desta em um dos vários estacionamentos que existem na entrada da cidade. A viagem de Stuttgart (Alemanha) até lá foi simplesmente linda. No caminho você reconhece claramente quando sai da Alemanha e entra na Itália, principalmente por causa dos vinhedos que cobrem quilômetros e quilômetros de terra beirando a estrada. Pernoitamos na Croácia, nossa próxima parada, o que ficou digamos bem mais barato do que procurar hotel em Veneza.

Maaaas voltando ao caminho até Veneza. Passando os vinhedos, é hora de atravessar a ponte para o sonho de muitos turistas: Veneza. Nessa hora já dá um friozinho na barriga, pois de tanto que falam de lá sua cabeca fica inevitavelmente cheia de expectativas sobre algo que nas fotos dá impressao de ser uma vila aquática que simplesmente parou no tempo.

Mas no meio da travessia da ponte, já vendo a ilha um pouco por cima entende que parar no tempo pode até ser, mas Veneza é muito maior do que eu imaginava.

Logo que entramos na parte central, onde encontram-se as grandes atracoes da cidade, fiquei completamente eufórica e sem direcao. Eu queria tirar foto de tudo, queria ver todas as vielas, queria entender como tudo ali funciona, queria desvendar Veneza com uma velocidade que só mesmo o Rô pra me fazer parar pra pelo menos respirar. Sim, estava completamente descontrolada!

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TRANSPORTE FLUVIAL

A primeira coisa que me chamou a atencao foi o sistema de transporte fluvial que rola na ilha, afinal transporte terrestre é estritamente proibido por motivos óbvios. Esse tipo de transporte é o tipo de coisa que só vi em Veneza até hoje, pelo menos quando falamos de dimensao e diversidade. Os caras tem barcos que funcionam como ônibus, ou seja, vao e voltam lotados, tem horário fixo de saída, tem um custo “normal” e tem até “ponto de barco”.

Mas se estiver com pressa ou se quiser mais conforto pode optar pelo “Taxi Boat”. Isso mesmo! Um taxi marítimo!

Fora isso, acho que só nao vi mesmo foi “Bike Boat” ou pedalinho, mas vendo a intensidade do tráfego por lá dá pra entender que poderia ser bem perigoso dar umas pedaladas no pedaco. Sim, tinha hora que eu tinha certeza que os barcos iam bater com as dezenas de gôndolas que circulam por lá todo santo dia.

Ah! As Gôndolas! As sonhadas Gôndolas… Quando as vi tive certeza que nao existe nada mais “Veneza” que elas e seus gondoleiros, nem mesmo as máscaras de carnaval. Olhando para elas, você realmente tem a impressao de que está sonhando, pois elas tem sim algo enigmático que só fica mais forte quando você finalmente está lá frente à frente com elas. Só que esse “feitico” que elas exercem só funciona em Veneza, pois tentei imaginar uma Gôndola no Lago do Ibirapuera e em outros lagos do Brasil e, sinceramente, nunca será uma Gôndola. Sim, minha imaginacao é uma coisa muuuuito fértil… -D

O mais estranho foi quando eu descobri a origem destas Gôndolas, ou seja, sua finalidade original dentro da história de Veneza. Até onde andei me informando, as Gôndolas eram utilizadas em rituais de sepultamento e também por famílias abastadas, sendo que os “modelos” eram diferenciados. Dá pra acreditar o que o marketing faz? Transforma a imagem de morte em amor e todo mundo acredita (rs). Hoje elas sao pouco utilizadas pelos locais, sua principal utilizacao pelos locais é em protestos. Já foram muitos, sendo que dentre eles tiveram os protestos contra o tráfego absurdo em Veneza, contra leis que aplicam restricoes aos horários de circulacao das gôndolas por causa das ondulações que podem prejudicar os alicerces dos edifícios e por ai vai. Um dos últimos protestos foi o chamado ”Sepultamento de Veneza”, onde os moradores pedem atencao para o despovoamento da cidade e pedem para as pessoas irem morar lá. Pois é, nem tudo é tao romântico quanto parece.

Mas, sem dúvida, as gôndolas sao objetos lindos de olhar, de fotografar, de seguir…. mas pagar é só pra quem realmente tá podendo ou tá querendo. Tem várias modalidades e dependendo da época pode pegar umas pechinchas. Até onde ouvi, se quiser só para você e seu “amado(a)” com música ao vivo fica por volta de 120 euros, mas sem música rolas un 80 euros e já ouvi até sobre uns 60 euros. Ai é “up to you”. Eu falei pro Rô antes de chegar lá que nao saia de Veneza sem andar na tal Gôndola, mas chegando lá vi que o legal mesmo era tirar fotos dela com a cidade ao fundo e que pagar, pra mim, nao valia assim tanto a pena. Mas é lógico que fico feliz que exista quem pague, pois senao de quem eu iria tirar fotos? -D

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COMÉRCIO NA ILHA

 

Exagerado. Sim, considerando a relacao turistas vs. espaco físico para trânsito é um comércio em volume exagerado. Em alguns lugares era impossível passar sem ser esbarrando o caminho todo no resto da galera. Um comércio de rua tipo “camelódromo” mesmo, com artigos nitidamente falsificados que nao precisavam ser vendidos ali, mas o comércio vai aonde o povo está e se nao há controle eles dominam tudo mesmo. Aliás, percebi que ali realmente nao tem controle nenhum e acho isso muito triste, considerando que é um dos lugares turistícos mais visitados do mundo.

Para comprar sua tao sonhada “máscara veneziana”, pesquise muito e nao estou falando só de preco. A qualidade também é importante e principalmente assegure-se de que está comprando um artigo fabricado em Veneza, pois atrás de uma máscara de Veneza pode estar escondido estrategicamente um chinês. -D

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ARTISTAS VENEZIANOS

 

Está em Veneza, está na Europa, está no berco da arte. Isso significa que irá encontrar muitos artistas pintando o sete perdidos no meio das vielas de Veneza. Outros vao além das telas e nos encantam com encenacoes completamente espontâneas, já outros nos impressionam mais ainda por conseguirem tocar direitinho mesmo depois de ter tomado uns 2 galoes de vinho.

Mas a arte nao está só na cidade de Veneza, está também na ponte que liga esta ao continente. Aliás, nao é uma arte qualquer, é uma “arte funcional”, ou seja, ela nao foi feita apenas para ser admirada ou invejada, ela foi feita para ser preenchida por transeundes normais que tem uma característica em comum: adoram mascar chiclete. Surreal. -D

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CAFÉS & RESTAURANTES

 

Quem já passou por este blog, sabe que adoro ajudar no planejamento de viagem dos meus leitores e isso implica em nao indicar muita coisa. Hein? Pois é, nao gosto de indicar, pois acredito que a viagem se torna mais inesquecível quando as escolhas sao nossas e espontâneas. Dá uma certa identidade para a viagem, fazendo da sua viagem algo único e inesquecível. Algo com a sua cara ou com a cara do casal ou do grupo que seja.

Em Veneza existem muitos restaurantes e cafés charmosérrimos, tao encantadores que dá vontade de passar o dia sentando cada hora em um. Sem dúvida, os que ficam beirando os canais sao os mais ambicionados e nao é por menos. É ali que você se sente em Veneza, tomando um vinho ou um capuccino na beira de um canal vendo as gôndolas passarem e com elas seus pensamentos. É fantástico! Bom, pelo menos pra gente foi, pois fomos em baixa temporada, mas em alta temporada imagino que esse sonho possa parecer mais um pesadelo por causa do tanto de gente que deve circular por lá. Para jantar dizem que os melhores restaurantes estao na Piazza San Marco descrita logo abaixo.

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PIAZZA SAN MARCO

 

Esta praca é imperdível, pois nela você encontra um conjunto arquitetônico maravilhoso. Aliás, uma vez que entra nela pensa que mudou de cidade, pois é algo completamente diferente do que se vê nos becos de Veneza. Ali, a pequena Veneza se torna grandiosa e cheia de frufru.

San Marco é o coração da cidade e é onde se concentram alguns dos tesouros da cidade – a Praça de San Marco, a própria Basílica de São Marco, o Palácio do Doge e a Campanile, as melhores vistas do Grande Canal e as pontes da Accademia. A Torre da Campanille é bem interessante, pois foi nessa torre que Galileu mostrou como funcionava o seu telescópio ao Doge Leonardo Dona, em 1609 (ui!).

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VENEZA PODE DESAPARECER

Como disse no comeco do post, Veneza é uma cidade construída em cima de aprox. 100 ilhas. O nível da cidade vem abaixando ano após ano porque os alicerces estao afundando e o nível do mar continua subindo.

Em alguns lugares que passamos, já se observa que a água mesmo em um dia sem chuva já comeca a avancar sobre as calcadas da cidade, principalmente nas bordas dos canais. Mas em época de chuva até mesmo a Piazza S. Marco pode ficar completamente inundada como mostra essa foto de 2003.

As casas estao em estado deplorável, dando a impressao de que vao desmoronar a qualquer momento e até onde eu sei nao há previsao para restauracao, pois seria preciso investir muito dinheiro nesse processo e todos sabem que a Itália nao se encontra em um bom momento para gastos.

A populacao hoje é de apenas 60.000 moradores, sendo a maioria ricos e idosos que herdaram as casas. Jovens nao tem dinheiro suficiente para comprar uma casa em Veneza, pois apesar de estarem em estado lamentável sao carissímas.

Por causa da falta de paz e de privacidade, todos os anos muitos moradores decidem ir embora e com eles a história e a glória de Veneza.

Lendo sobre tudo isso me deu uma certa tristeza e revolta, mas nao acredito que a culpa é dos turistas como é dito em muitas das fontes que li. Acredito que se o turismo fosse controlado como é em muitas ilhas até mesmo no Brasil, a qualidade de vida dos moradores de Veneza seria maior e nao deixariam suas casas. É um problema de administracao do turismo na ilha e espero que nao seja tarde demais para encontrar uma solucao.

Quer saber mais? Leia este texto. Através deste texto, pode ver Veneza detrás de sua máscara. Imperdível!

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QUANDO NAO IR, CASO QUEIRA PAZ

“La serenissima” como é conhecida a cidade de Veneza, de serena nao tem nada. Deveria ser denominada de “La turistissima”, principalmente na alta temporada. -D

A principal época turística é entre Abril e Novembro, embora Veneza esteja sempre muito agitada durante o Natal, Páscoa e Carnaval (Fevereiro). O Festival de Cinema de Veneza (Agosto) e a Biennale (Setembro) fazem aumentar as multidões (e os preços). As alturas mais agradáveis para visitar esta cidade são no início e no final da época alta, quando a cidade está mais calma e o clima ameno.

O verão pode ser muito agitado com muita gente se espremendo nas estreitas ruelas e enchendo de forma desconfortável os vaporetti, encostados nariz a nariz no convés mínimo, ou apertados na cabine sem ar-condicionado. Algumas pessoas queixam-se do cheiro dos canais e das filas intermináveis para entrar nos museus, o que achamos bem diferente na época que fomos, pois nao sentimos o tal “cheiro” e nem vimos tantas filas.

Nao importa quando vai, desde que se apresse e, se for em época de chuva, uma dica: leve suas botas sete léguas. -D

Fotos aqui!

 

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