Iraque

Eu ouvi: Iraque na visao de uma civil iraquiana

Quando me perguntam o que de mais importante me aconteceu no âmbito “nova cultura” morando aqui na Alemanha, estranhamente respondo: “ter conhecido uma iraquiana”.

Logo na primeira aula do curso de alemao, quando olhei na sala e vi aquela moca com lenco na cabeca, ignorantemente pensei: “Socorro! Será que ela é uma daquelas muculmanas que tem relacoes perigosas com terroristas e está infiltrada na Alemanha…???” Exagero! Pensei quaaaase isso! hehehe…

Mas, hoje, já fazem quase 4 meses que convivemos diariamente e, por isso, posso afirmar que me considero mais um dos seres humanos manipulados pela mídia, pois acreditei que esse povo era louco e malvado.

Antes de conhece-la eu “pintava” uma imagem, onde a mulher iraquiana era submissa, alguém que nao te olhava diretamente nos olhos, uma pessoa triste e amargurada, uma pessoa com medo, sem senso de humor, incapaz de rir das piadas sacanas dos brasileiros, e etc. E hoje, concluo que eu é que era louca!!!

Conheci nessa minha colega um estereotipo que vai contra tudo que eu pensava e contra tudo que eu via na TV. Ela é simplesmente MA-RA-VI-LHO-SA! Extremamente simpática, atenciosa, amiga, engracada pra daná, fala besteiras como nós, faz amizade muito fácil, fala muito, ama música e danca, é extremamente vaidosa, independente, enfim, um ser humano inacreditável.

Em todas as aulas ela nos faz uma revelacao surpreendente sobre seu povo, sua cultura e seus sentimentos. Ela diz que nao gostava de Saddam, mas que podia viver quando ele estava no poder. Hoje ela passa todos dias agoniada, pois toda sua família vive em Bagdá. Ela veio para cá por nao ver futuro ficando por lá, nao podia mais ir trabalhar se quisesse aumentar sua chance de sobreviver. Sim ela trabalhava!!! As mulheres iraquianas em Bagdá (ao contrario das Iranianas) trabalham, estudam, saem à noite, namoram e só usam o lenco para esconder o cabelo se quiserem. Ela comecou a usar o lenco apenas com 24 anos de idade, ou seja, quando ela quis, nunca foi imposto. É logico que algumas famílias impoem, mas até ai sao fatos isolados e nao se pode dizer que a cultura dita a obrigatoriedade.

Foi difícil para ela conseguir o visto de permanencia temporaria na Alemanha e, pra piorar, seus familiares nao podem vir visitá-la. Diariamente ela enfrenta preconceitos por usar o lenco, por ser muculmana e por ser iraquiana. Nao que ela seja unica aqui, ao contrario, aqui em Stuttgart existem muitos árabes que sao muculmanos e muitas mulheres que usam a “burca”. Mas, enfim, a cabeca do ser humano às vezes é menor que uma ervilha.

Existem dias que ela desperta minha ira com suas revelacoes sobre a vida atual no Iraque. Uma vez contou que soldados americanos invadiram sua casa em Bagdá, quebraram tudo, bateram no seu irmao e, no fim, pediram desculpas! Sim, desculpas. Disseram que estavam procurando bombas e armas, uma acao necessária. Outro fato que pouco se houve na mídia é a situacao dos recursos básicos no Iraque, eles tem, por sorte, de 2 a 3 dias na semana com energia elétrica, a água a ser bebida está frequentemente misturada com esgoto, as criancas deixaram de frequentar escolas, muitas criancas estao sofrendo com desnutricao, mulheres tem medo de andarem sozinhas nas ruas, faltam medicamentos e, principalmente, faltam médicos. A maioria dos médicos iraquianos estao se mudando para outros países, sendo assim, muitos corpos ficam à deriva sendo consumidos pelo tempo. Também existe hoje lá o “Estado de Sítio”, ou seja, de 19hs até 8hs do outro dia nao é permitido sair de casa para nada, isso mesmo, para nada. Se sair? Morre! Ninguém te pergunta, simplesmente atira.

A mídia diz que as tropas americanas ainda estao lá por causa do medo de uma guerra civil. Quem acredita nisso? De verdade? Minha colega é filha de um xiita com uma curda, e toda sua família é uma mistura de xiitas, sunitas e curdos. Segundo ela, nao existe esse separatismo divulgado com tanta frequencia. Isso é uma desculpa dada para justificar o que nao é justificável. O governo atual, diz ela, é um fantoche, assim como foi o governo de Saddam Hussein. Ou nao se lembram que o EUA apoiou o Iraque (governado por Saddam) contra o Ira??? Porque será que Saddam mandou executar vários curdos na fronteira Ira-Iraque, usando armamento pesado e armas químicas fornecidos pelos EUA??? Quer dizer que, enquanto ele matava a mando dos EUA era pra defender seu país, mas quando decide fazer por conta própria chama-se “genocídio”??? Outra coisa importante a saber (e que, lógico, poucos jornais dizem) a maioria dos ataques que estao acontecendo nao sao de responsabilidade iraquiana, mas sim, pasmen, dos países vizinhos (como Ira) que desejam executar soldados americanos e criar turbulencias internas. As fronteiras do Iraque estao desprotegidas, proporcionando um ótimo momento para as insurgências estrangeiras dentro do território iraquiano. Um cenário assustador para nós e muito, muito perigoso para os EUA…. acreditem!

Toda vez que leio notícias do Iraque fico agoniada, penso na minha colega e na sua família. Recentemente ocorreu um atentado num mercado em Bagdá, onde morreram aprox. 150 pessoas. Neste mesmo dia, um Sábado, ocorreram vários outros ataques no comércio. Quando li fiquei super preocupada, pois sao muitas mortes e a probabilidade de alguém da família dela estar no meio era grande. Minha agonia nao era em vao, pois sua prima, uma jovem de menos de 30 anos, recém-casada foi fazer compras para a casa nova em um Shopping, de repente uma bomba explodiu neste. Ela teve suas duas maos amputadas e seu rosto praticamente desfigurado. Ainda está em observacao na UTI, talvez nao sobreviva.

Isso é real no Iraque! Existem civis morrendo e, com eles, seus sonhos, suas conquistas e, principalmente, seu direito de estar vivo. A questao vai muito além das manchetes repetidas diariamente: EUA, tropas americanas:sair ou nao sair, Bin Laden, nora de Bin Laden, carros-bomba, mortes, etc.

Ontem assisti um filme sobre o Japao na segunda guerra mundial, e, quando chegou no fim percebi que algo dentro de mim está completamente mudado, pois as guerras deixaram de ser ficcao na minha vida. Eu sempre assistia a estes filmes e os enxergava como ficcao, nunca compreendi de verdade o que significa o processo de guerra, mas hoje penso e vivo a guerra diariamente! Nao consigo mais ler uma noticia e simplesmente pensar:”Esse conflito nunca vai acabar”. Eu vou além, penso que existe alguém que senta ao meu lado todos os dias que é vítima disso! Eu estou todos os dias neste conflito. Nao consigo mais ser apenas expectadora! Nao consigo mais aceitar calada o que estao fazendo da vida dessa gente. Quando comeco a falar desse conflito, tremo, tremo de raiva! Entendo o que minha colega vive, entendo através de suas narrativas o que seu povo pensa e vive, entendo seus conflitos e respeito seu direito de buscar uma solucao internamente. Eu, como Brasileira, nao gostaria que um “estrangeiro” dissesse pra mim o que é melhor para o meu povo! Meu povo conhece a própria história e a própria capacidade de mudá-la! É isso que pensa minha colega iraquiana e, é nisso que concordo com ela.

O papel de intervir nesse conflito é da ONU e nao dos Estados Unidos ou Inglaterra! É uma vergonha mundial a ONU nao ter dado um basta à esta situacao. As forcas de paz sao necessárias? Entao mande forcas de paz de países neutros! O EUA já está na história desse povo há muito tempo, foram aliados na guerra contra o Ira. Os interesses, podem ter certeza, nao sao humanitários! Ate uma crianca de 10 anos sabe disso, meu Deus!!!!

Li hoje uma entrevista com Kenneth Pollack extremamente interessante. Lá ele levanta uma questao muito pertinente. Se esse mesmo conflito estivesse ocorrendo na África, será que algum país se importaria em mandar tropas de paz para lá???? É claro que nao, afinal existe um conflito que vem matando muitos africanos e eles estao sozinhos. Por que? Porque eles nao tem petróleo ou qualquer recurso mineral valioso, só por isso…

Para encerrar, uma frase dessa minha colega: No Iraque as pessoas nao pensam no futuro, nao pensam em formar familia ou em conseguir um bom emprego. Quando eu morava lá, ao deitar pensava:”Humm… bem, hoje ainda estou viva e, talvez, com sorte, amanha eu também esteja, mas, talvez eu ainda sobreviva mais uma semana, quem sabe…”. O pensamento do povo iraquiano hoje é assim, só se tem a morte como futuro, talvez amanha, depois de amanha, etc.  Todos os dias espero um SMS da minha família, me informando sobre mais um vizinho ou um familiar morto. Nao temos mais sonhos, nao temos mais expectativas, como certeza temos somente o assassinato gradativo de nosso povo e de nossa história.

Para saber mais opinioes e percepcoes sobre o conflito clique nos links abaixo:

Sérgio Kalili

Raifa Zangana

Leia entrevista que Pollack concedeu à Folha em Washington

Eleicoes no Iraque

Entrevista a Mahmud Ahmadineyad, Presidente da República do Irão

Tribunal Mundial sobre o Iraque – AP (Almada)

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16 Comentários para "Eu ouvi: Iraque na visao de uma civil iraquiana"

  1. Janaina Magnoni disse:

    Olá,

    Adorei os textos!

    Fiz uma busca sobre morar na Alemanha e achei seu blog.

    Muito interessante!

    Abraço.

    Janaina

  2. Clarisse disse:

    Oi Má,

    Te vi no Orkut na comunidade das Brasileiras na Alemanha e através do seu perfil achei seu blog. Amei. Seu relato sobre a iraquiana é muito parecido com o meu, embora eu já tenha conhecido iraquianos de primeira ao chegar na Europa (Holanda) há 7 anos. Nunca tive problema com muculmanos, na verdade, e, coicidentemente ou nao, só encontrei gente bacana (com lenco ou nao) mundo afora.

    Falta tanta tolerância nesse mundo. Ter preconceitos é humano. Mas aqueles inteligentes conseguem pô-los de lado para experimentarem, conhecerem novas culturas.

    Vai lá no meu blog. Eu moro em Frankfurt, e você?
    Beijos,
    Cla

  3. Marta disse:

    Maira,
    seu relato é muito emocionante. Os números de mortos em atentados no Iraque anunciados a cada dia são assustadores, mas são números. Ouvir a história de um único indivíduo pode contar e expressar muito mais coisas que todos os números, né?
    abração

  4. daniel disse:

    CUUUnhadinha,

    From post to post, your blog is becoming better.

    Parabéns !

    Besos,

    Daniel

  5. Roberta disse:

    Olá Maira !!!!
    Só queria dizer que deixei uma msg no seu post com titulo “MAE, EU TE AMO” …
    Eu sei que é um pokinho antiguinho, mas é que descobri seu blog esses dias …. ah. e adorei viu! Mto legal !!!
    Aproveita e dá uma navegada no meu blog …. e sinta-se a vontade pra comentar tb !!!!
    Como vc, estou partindo pra uma nova etapa da minha vida. É …. estou indo p/ Espanha em setembro. E já tô com o coração daquele jeito que vc pode imaginar …. um mix de tudo que é sentimento …..
    Bom, deixa eu parar …. nossa, olha o tamanho do recadinho ….

    Bjssss

  6. Juana disse:

    Olá querida Maira, leio o teu relato e lembro de Rakima, colega iraquiana, de Cidika, colega do Afganistan, estudavamos, riamos, namoravamos, curtiamos cinema, festas, danças, tive estas experiências também na Russia…por isso hoje aqui no Brasil é muito fácil sobreviver para mim…Adoréi tuas fotos…aproveita tudo, absorve todos os conhecimentos possíveis, beijos

  7. Olá, gostei muito do seu comentário no meu blog e também do relato acima. É dessa troca de cultura e do convívio com o outro que aprendemos a ver o mundo com olhos mais solidários e imparciais. Parabéns. Abs. Adriana (http://blog.estadao.com.br/blog/carranca/)

  8. No meu curso de alemao, conheci uma iraniana que nem lenco, nem burca usa. Mas nao tive condicoes de conversar com ela ainda. Mesmo que tivesse, acho que este ‘e o tipo de assunto que nao vai se tratando logo de cara, ne?
    A questao da mulher na sociedade ocidental ainda ‘e um problema, quanto mais nos paises muculmanos. Os niveis de sexismo e de liberacao feminina variam de pais para pais. Arabia, Afeganistao, Pakistao, Ira, Iraque, paises africanos islamicos, Taliban etc cada um tem sua forma de ver a mulher.
    Eu li os livros “O cacador de pipas” e “O vendedor de livros de Kabul” e estou lendo o livro “A mulher no Islamismo, escrito por uma alema e uma inglesa, convertidas ao Isla, e nao consegui encontrar uma visao diferente da apresentada pela midia. Que bom que voce teve ( ou criou) a oportunidade de fazer amizade com uma pessoa que, apesar das dificuldades e adversidades em seu pais, tem uma visao ampla do que ‘e o mundo e a integracao entre culturas, religioes e sociedades. Infelizmente, acredito que isso aconteceu por ela estar aqui.Esse intercambio cultural nao poderia acontecer no pais dela. Estou errada?

  9. Maira disse:

    Eu acho q está errada sim Arlete. Pelo o que ela me conta tem muita gente como ela no Iraque e muita gente que pensa como ela. O problema é que nós (seres des-humanos) temos mania de generalizar tudo e de achar um jeito de nos sentirmos melhores do q os que sao “diferentes”. Mas a verdade é que existem diferencas culturais, mas a mente do ser humano e suas necessidades sao as mesmas em qquer lugar. Você vai encontrar muculmanos extremistas tb, porq eles existem, assim como existem católicos ou protestantes extremistas. É normal. Eu sou MUITO cara-de-pau e falei sobre isso com ela após uns 6 meses de convívio intenso. Ela comecou a falar como se estivesse segurando aquilo o tempo todo, pois nem respirava. Me senti mal naquele momento, por saber q eu tb pensava como a mídia e como fui injusta. No dia q mais falamos sobre o tal do lenco, ela e a jordaniana me disseram: “Nao tente nos entender, pois você nao vai conseguir, assim como nós nao conseguimos entender muita coisa da cultura ocidental. Só entende quem nasceu na cultura. Fomos criadas ali e foi ali que nossos valores se fundamentaram, assim como os seus se fundamentaram numa cultural ocidental.” Depois disso é q decidi aprender a respeitar à todos.

  10. Em ingles, existe um ditado que diz: It takes all sorts to make a world” e outro que diz: ” One man’s meat is another man’s poison”. O mundo nao seria mundo sem a variedade de seres que vivem sobre ele. E o que ‘e bom pra voce, nem sempre ‘e bom pra mim.
    Nem quando nascemos na cultura somos capazes de entende-la. Quanto mais religiao. Religiao nao ‘e para ser entendida. Quem tem determinada crenca a aceita sem questionamentos. O questionamento as criticas vem dos outros, que tambem tem suas crencas e opinioes. Assim tambem questionamos a politica, a cultura e os costumes.
    A minha formacao de jornalista me obriga a ser imparcial e analitica, mas a minha condicao humana me faz ter opiniao, ter crenca e ser critica tambem. Os fatos estao ai para serem analisados e reportados, os relatos para serem averiguados e a verdade? Na minha opiniao,”a verdade ‘e um ponto de vista”. E os pontos de vista nem sempre sao os mesmos.
    E ‘e isso que faz de nos humanos seres racionais, nao por termos razao, mas por podermos pensar, falar, comunicar e trocar ideias como estamos fazendo. Isso ‘e que faz a gente crescer. E estamos crescendo juntas, acima de qualquer diferenca de opiniao. Isso nao ‘e lindo?
    Beijos

    • Maira disse:

      Arlete eu SIMPLESMENTE AMEI o que escreveu e concordo (até q enfim..hahaha) 100%!!!!! Vc é jornalista? Entao é por isso q adorei seus comentarios…hahahah… jornalismo era uma das minhas opcoes, mas por forca do destino acabei agora me enveredando pro mkting, após 10 anos na área de quimica… ahahaha… doida, né!? AMEIIIIIIIIIIII !!!! Continue apimentando e enriquecendo as discussoes por aqui! Sua cultura e forma de ver as coisas será sempre bem-vinda! Bjks!

  11. Acabei de virar a pagina da revista “Time” e tinha uma declaracao do director of Baghdad’s Displacement Committee, Mazin Al-Shihan ( nao sei que apito ele toca, mas pelo nome ‘e iraquiano), dizendo: ” Se dermos o dinheiro para as viuvas, elas irao gasta-lo indevidamente porque elas nao tem estudos” (“If we give the money to the widows, they will spend it unwisely because they are uneducated”). Ele usou este argumento para justificar o seu plano de pagar homens para casar com viuvas de guerra iraquianas para que tomem conta de suas financas.

    Deixando a religiao de lado, se ‘e que isso ‘e possivel dada a influencia da religiao na politica daquele pais, isso ‘e jeito de tratar e falar de mulheres? Elas nao tem educacao porque nao tem acesso a ela, nao ‘e?
    E por falar em mulher e educacao. Viu o caso das meninas que tem sido atacadas com acido a caminho da escola?

    • Maira disse:

      Putz minha amiga odeia esse cara e agora entendo. Q absurdo! Mas machista eles sao mesmo. As mulheres mais antigas eu nao sei, mas a geracao da minha amiga tem estudo sim e em todas as universidades ela me disse q eles aprendem utilizando material didático em ingles. Ela, por ex., fez Enga. Civil lá e trabalhava em um escritório até comecarem os conflitos. Mas ela nao era das mais humildes ($$$), entao nao sei sobre a populacao menos abastada. Que história é essa de ácido? Q horror! Nao sei disso nao. Conta ai! Bjks!

  12. Roberta disse:

    Olá! Achei muito interessante seu texto sobre sua amiga iraquiana. Estou escrevendo um livro sobre relatos de iraquianos e está um pouco difícil achar material para o meu trabalho.
    Será que sua amiga não poderia me contar algumas histórias por e-mail? Vou deixar o meu e fico esperando uma resposta sua, ode ser?
    roberta_gimenez@hotmail.com
    Estou no Brasil, mas meu pensamento percorre o mundo… Apropósito, conheço a Alemanha e já estive aí or uns tempos (Colônia, Munique, Berlin, Frankfurt).
    Bye e abraços fraternos
    Roberta (beijo do Brasil)

  13. Angelo disse:

    Excelente ter encontrado esse tipo de leitura, admiro esse tipo de pensamento. Mulheres e homens são fisicamente diferentes e ate mesmo psicolgicamente, mas ambos são iguais em direitos e deveres.
    Me dói no coração ver e saber como as mulheres são tratadas em alguns lugares. Respeito quem professa sua religião, mas quando a mesma se torna uma prisão e justificativa para uma repressão mental e fisica se torna num tipo de ditadura que conduz ao definhamento e desvalorização.

    Minha esperança é que um dia isso vai mudar.

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