Reflexões

EXPATRIADOS – Sentimento de nao "pertencer"

Já fazem alguns meses que estou para escrever sobre isso, mas hoje acordei com uma tristezinha chata que virou um rio de lágrimas, ou seja, se transbordou, já passou da hora de dividir o que estou sentindo.

Nessa situacao de estar vivendo fora do nosso país, conhecemos vários perfis de pessoas. Aqui na Alemanha já conheci gente dos mais diversos países, das mais diversas origens, das mais diversas culturas e com as mais diversas histórias de vida. Por sermos estrangeiros dentro da Alemanha, sempre acabamos ficando próximos, pois sentimos que um entende o outro e, logo, sempre discutimos sobre a situacao de estar vivendo numa cultura diferente da nossa.

Tomando como base esse grupo de aprox. 100 pessoas estrangeiras (inclusive brasileiros) que conheci até agora, subdividiria este em algumas categorias: estrangeiros que se sentem melhor aqui do que no país de origem; estrangeiros que nao veem a hora de voltar para seu povo e sua cultura; estrangeiros que nem gostam tanto assim do novo país, mas ainda sim conseguem viver bem; estrangeiros que gostam de qualquer lugar no mundo mais do que o próprio país e que o que mais fazem é criticar o país de origem e exaltar o país onde vivem atualmente; estrangeiros que odeiam “ter” que ficar fora do próprio país e como forma de “desabafo” gastam todos os seus dias xingando a cultura local do país onde está “aprisionado”; estrangeiros que amam o país de origem, mas que procuram aguentar a barra de morar fora por estarem buscando crescimento pessoal, através da oportunidade de terem contato com diversas culturas mundiais; estrangeiros que nao pensam em nada, a nao ser em ter status e ai nao importa onde moram ou de onde venham, o que importa é poder “ter” algo a mais para mostrar como vantagem em relacao ao que outras pessoas tem.

Isso pra tentar mostrar que as pessoas estao aqui por diferentes motivos e muitas querem ir embora também por diferentes motivos. Quem está certo? Quem está errado? NINGUÉM ESTÁ CERTO E NINGUÉM ESTÁ ERRADO. Sao apenas pontos de vista diferentes. Sao apenas histórias de vida diferentes. Sao apenas NECESSIDADES diferentes.

Em qual grupo eu me encontro? Pois é, é por isso que ando refletindo muito, pois fico procurando entender o que tanto me incomoda e que me faz querer voltar para o Brasil. Todo mundo que conheco me pergunta isso, principalmente os alemaes. Essa semana 5 alemaes me perguntaram se eu queria voltar para o Brasil e quando eu respondi que é LÓGICO que sim, eles me perguntaram com surpresa: “Mas POR QUÊ?????”. O que respondi? Ora porque, porque eu AMO meu país, amo as pessoas que lá conheci, amo nossa cultura, amo nossa alegria, nossa garra e, acima de tudo, amo ser brasileira. Tenho orgulho de verdade! Mas eu nao disse o principal motivo: quero voltar porque lá eu sinto que eu “pertenço” e eu, Maira, tenho essa necessidade, a necessidade de pertencer, de sentir que faço parte e que faço diferença. Aqui eu sou e sempre serei estrangeira e hoje acordei cansada de ser estrangeira. De tempos em tempos canso. Depois sigo em frente e tento abstrair pra sobreviver, mas esse sentimento sempre volta.

Quando você acha que acabou, aparece mais alguém te lembrando que você nao é daqui, te perguntando sobre sua cultura, comparando seu país com o dele e vice-versa. No comeco é interessante, mas com o tempo e com as inúmeras vezes que isso acontece, irrita. Eu nao aguento mais explicar sempre todas as mesmas histórias, nao aguento mais ouvir sempre as mesmas perguntas, nao aguento mais ter que lidar sempre com a mesma arrogância européia. Cansa. Cansa saber que nao importa o que você diga ou o que você faca, eles jamais irao te entender, pois eles nao nasceram na mesma cultura que você e vice-versa. Você pode sim e deve simplesmente aceitar que as coisas sao como sao e ponto, pois entender mesmo, só quem ali nasceu ou desde crianca ali viveu. Nao tem outro jeito. Você nao entende, porque você nao pertence. Mas é preciso aprender a aceitar.

Pelo menos é isso que tento todos os dias, tento ouvir o que eles dizem e filtrar. Sim, a gente tem muito que aprender com as outras culturas, mas eles TAMBÉM tem muito o que aprender com a gente, podem ter certeza. E nao importa pra qual país se vá, os problemas sao sempre parecidos. As dificuldades, as tristezas, as alegrias, sao muito, muito parecidas mesmo. Isso porque o problema nao está no que te agrada ou nao na cultura local, mas sim no fato de que você “nao pertence” àquele lugar, àquela cultura. É isso. Simplesmente isso.

Agora, se você mora em outro país e nao sente isso, “go ahead”! Bom pra você, mas nem por isso você é melhor que ninguém. A única diferenca entre você e as pessoas que querem voltar “pra casa” é que vocês tem NECESSIDADES diferentes. Só isso, portanto respeite.

Querer pertencer nao é pecado, é ser humano e é a esse grupo que pertenço: o grupo de estrangeiros que sente a necessidade de pertencer.

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28 Comentários para "EXPATRIADOS – Sentimento de nao "pertencer""

  1. R. Mendes de Mendonça disse:

    Oieee… É muito bom falar com você novamente, lendo o que escreveu posso até sentir o que quis dizer sem viver a situação. O Brasil é um país muitooooo diferente (povo), acho que não há em outro lugar igual, dever ser as influências de outras culturas. Não os tome como snobes, mais como pessoas que não tem conhecimento de outras cultura como temos sem mesmo sair do nosso país.
    Fique bem. Ninguém está tão longe quando tem alguém por perto.
    Não se esqueça disto.

  2. Eu admiro essa ligação que voce, assim como uma amiga minha que mora aqui, tem com o Brasil. É uma ligação que eu, infelizmente, nao tenho. Nao quer dizer que eu nao goste de tudo no Brasil. O país é muito grande para esse “nao gostar” ser tao abrangente. Eu só tenho essa sensação a que você see referiu, de nao pertencer, quando estou lá. E isso eu so vim sentir depois de experimentar morar aqui e tambem so depois do primeiro ano. Durante o primeiro ano, eu me senti exatamente como voce se descreveu agora. E eu nao tinha nenhuma ligação com a Alemanha, antes do meu marido ser convidado para vir para cá. ( a não ser a minha bisavó).
    O alemão faz bem esta distinção entre “Heimat” e “Wahlmat”. E acho que pra mim é isso. Adoraria me sentir bem no Brasil, mas não sei porque isso não acontece…
    Se nao for muita intromissao, gostaria de saber porque voce veio para estas bandas.

    • Maira disse:

      Oi Arlete, minha situacao me parece muito com a sua…hehehe… minha bisa tb era alema e até cheguei a morar numa colônia alema no Paraná qdo era crianca. Meu marido brasuco foi convidado pra trabalhar aqui e eu louca de amor e de vontade de conhecer o “novo”, larguei meu trabalhinho e tudo mais e vim pra cá sem falar quase nada de alemao. Cheguei e já fui direto pro batente fazer curso intensivo de alemao por um ano, ano passado fiz o TestDaf e passei e agora estou estudando MBA em Reutlingen feliz da vida pela oportunidade de estudar o que gosto, mesmo nao sendo na melhor língua do mundo (tudo em alemao) e mesmo tendo que ver uma visao européia de tudo e ter que ouvir que o BRIC (Brasil-Russia-India-China) só tem sorte, mas nao vao durar muito. Enfim, um caminho longo, cheio de alegrias, novos amigos do mundo inteiro, tristezas e muita saudade de casa. (((-: Isso que chamo de resumo! E nao, nao foi intrometida, afinal esse blog faz da minha vida um livro público, logo se vê que nao tenho nada a esconder e nem quero. Bjks e adorei a nova palavra que aprendi com vc “Wahlmat”, afinal eu nunca tinha ouvido. Conheco alguns estrangeiros que decidiram morar no Brasil e eles dizem que é a “pátria do coracao”.

  3. L&S disse:

    afffffff mariaaa…quanto tipo de estrangeiro hein!??! Eu me encaixo em um que vc nao colocou: gosta do pais aonde esta morando (alemanha), acha q tem muitaaa coisa boa, mas nao moraria aqui pra sempre NEM A PAU! Eu prefiro eh o Brasil que tem muita coisa linda, o povo eh SIMPATICO, mas antes de voltar pro Brasil ainda passaria em outro pais pra conhecer mais alguma coisa antes de ficar velha e aposentada com uma casa em Angra!!! HAHAHAHAHAH
    OH YEAH! ANIMAAA FILHAAA AMANHA EH DIA DE EMBEBEDAR O POVO!bjao

  4. Liza disse:

    Ei Maira!
    Morar longe nao eh nada facil mesmo. Requer muita coragem, forca, paciencia, dedicacao… eh uma luta que enfrentamos todos os dias longe do nosso país, da nossa cultura e principalmente das pessoas que amamos. Só mesmo quem passa por isso entende a dor que a gente sente, o vazio que está sempre dentro da gente. Cada pessoa se adapta de uma maneira e eu também aprendi que nao devemos criticar, apenas aceitar as diferencas e pensar que o mundo dá voltas demais. Quem se sente feliz em outro país hoje, pode nao se sentir feliz amanha e vice-versa. Em alguns momentos fica mais dificil pra gente, isso eh normal. Nesses momentos tente se agarrar a coisas boas, e nao deixe a tristeza tomar conta de voce. Lembre-se foi um caminho que voce escolheu, por mais dificil que seja voce vai ter que trilha-lo, mas tenha certeza que voce colhera bons frutos e que voce eh forte e que dá conta.
    Beijos,
    Liza

    • Maira disse:

      Oi Liza, pois é…estou, como disse, feliz com todas minhas escolhas, mas às vezes elas bem que podiam ser mais suaves, né!? (((-: Saudades dos seus recadinhos! Bjks e espero que seu curso esteja rendendo agora! Má.

  5. Rodrigo disse:

    Acho que isso é para todos, estamos ligados as nossas raizes( cultura, familia, região) se você gosta dela sempre terá saudades e vai querer voltar. Se você não gosta estará preso a uma ancora. Nossas raizes em todos aspectos mostra o que somos. Não importa onde esteja ou onde quer estar, raizes são raizes !

    Beijão Má !

    Gobbo

    • Maira disse:

      Gobbinho, é isso mesmo que penso. Mas acho que tem gente mais apegado às raízes do que outros e admiro quem nao está taaaao preso assim. Acho que eles vivem melhor as oportunidades de conhecerem outras raízes do que eu. E o pior é que esse povo nao me entende e nunca vai entender, pois só nós mesmos conhecemos as nossas verdadeiras necessidades e muitas vezes nao há traducao pra isso. Eu quero voltar porque quero e nao disse que precisa ser amanha (juro que sou flexivel a isso), mas nao sei qual é a dificuldade de aceitar que sou assim. Credo! (((-: Saudades de vc moco! Bjks! Má.

  6. Dona disse:

    Gostei do seu post, pois essa é uma discussão que tenho muitas vezes comigo mesma. No entanto, voltar para o Brasil pra mim não é opção, porque meu marido não quer, e já tinha me avisado que não sairia daqui antes do casamento.
    Como eu já tinha vivido em outros lugares estudando, achei que a minha adaptação aqui seria fácil. Ledo engano. “Estar de passagem” e estar “de mudança” é totalmente diferente. Dá um peso maior à nossa decisão. Não é mais o fato de que tudo é “experiência pra levar pra casa”. Tudo faz parte da sua “nova casa”. E como no começo não é fácil, a gente fica olhando a nova casa, os novos “landlords” de uma forma um tanto quanto desconfiada. E também acho que quanto melhor era sua vida no país de origem, mais difícil a adaptação aqui. Opinião pessoal. Vi pessoas mais comuns, que tinham uma vida muito difícil em seus países de origens que aqui ficam felizes com qualquer situação. Até mesmo acho que a nossa expectativa quanto ao novo país ajuda a sermos mais ou menos felizes.
    É isso… vou tentar encontrar minha felicidade aqui, ainda não encontrei totalmente, mas estou me esforçando. E ter sempre o Brasil no meu coração, né?

    • Maira disse:

      Oi Dona Flor, é sempre que leio seu blog vejo exatamente o que escreveu e te dou o maior apoio para buscar um ponto de equilibrio na sua adaptacao. De verdade!!!! E achei super interessante o que disse sobre a influência da vida que tínhamos no Brasil ser um fator também potencialmente decisivo para preferirmos morar em outro país ou nao. Eu também sempre fui MUITO FELIZ no Brasil e por mais que tenha tido dificuldades eu sempre estava rodeada de gente querendo ajudar e fazendo de tudo por mim, sem pedir nada em troca, a nao ser um abraco que é sempre bom, né!? Mas forca, pois sua situacao é diferente da minha e suas escolhas sao mais difíceis também. Estou na torcida e no que precisar, estou aqui! E juro que só vou exaltar as coisas boas da Alemanha, pra você nao entristecer. Sério! Bom te ver por aqui!!! Bjks! Má.

  7. Samantha disse:

    Expatriado pra mim e uma palavra muito feia… parece que a gente nao pertence mais ao Brasil… Nao me sinto assim nao…
    Sint, sim, vontade de voltar pra casa… pq la sou mais feliz!!! Aqui tenho sempre que “inventar” alguma coisa pra fazer, pra nao me sentir “parada”…
    Obrigada, por me mostrar que nao sou so eu que me sinto assim!!!!
    Forca na peruca!
    Bjs

    • Maira disse:

      Sá…hahahaha… vc está certa.. eu também odeio essa palavra, mas é melhor que excomungado, né!? ((((-: Mas tá ai… acho que nao é palavra certa pra usar para as pessoas que estao temporariamente fora do país. Vou pesquisar. (((-: Nao Sá, você nao está sozinha e olha que eu já estou aqui há dois anos e tenho sim uma puta oportunidade de estar fazendo MBA e convivendo com a cultura e pessoas locais todos os dias, por isso digo: nao há receita da felicidade na vida no exterior, é EXTREMAMENTE e TOTALMENTE pessoal. No comeco eu me sentia mal por me sentir assim e ver um monte de brasileiro feliz da vida no exterior, mas agora nao me sinto mais “errada”, mas sim apenas diferente.

      Já estou bem melhor agora! Saudades japinha, Má.

  8. Sandra Santos disse:

    Ei Má,
    Querer pertencer é uma necessidade natural, e difícil sim aqui na Alemanha. Todo mundo sente isso que vc sente, pode ficar tranquila. Mas vc se esqueceu do grupo ao qual eu pertenco: gosto tanto daqui quanto do Brasil, por ter percebido que nao há lugar “perfeito” no mundo. Como diz meu pai: se te dao um limao, faca dele uma limonada! Quando estou aqui, sinto falta de lá. Quando estou lá, sinto falta daqui. Sei ver (quase sempre!) o lado bom e o ruim dos dois países e gosto de aproveitar as coisas boas, e contribuir para que as menos boas melhorem, pelo menos no meu mundinho particular. Nunca diga nao, Maira, quem somos nós para prever o futuro? Quem sabe vc faria/fará a diferenca aqui? Pra te consolar, um pensamento do qual gosto muito: “Verstehen kann man das Leben rückwärts, leben muss man es aber vorwärts” do filósofo dinamarques Soren Kierkegaard (traduzo para outros leitores: vc só entende a vida na retrospectiva, mas tem que viver caminhando para a frente).
    Beijo grande,
    Sandra
    P.S.-Arlete, a palavra à qual vc se referiu faltou um pedacinho, é “Wahlheimat”, a pátria por escolha pessoal.

    • Maira disse:

      Oi Sandra, tenho certeza que deixei de citar vários grupos, o seu e o da Larissa, por ex. Mas é bom saber que a lista é infinita, logo os pontos de vista. Sobre fazer a limonada de um limao… hummm… pode ser uma caipirinha com limao do Brasil, cachaca da boa (mineira) e acúcar do Brasil e peloamordedeus nada de gelo picadinho! Isso é uma heresia aqui! Só pra brincar um pouco, pois o dia hoje foi trash. (((-:

      Você sabe que admiro sua postura e te admiro por isso, mas sei HOJE que é no Brasil que posso e QUERO fazer a diferenca. Estou caminhando pra frente Sandra e meu “ponto final” é uma fazenda no Brasil, com toda família e amigos reunidos. Quero chegar lá no final e ver que ajudei a melhorar meu “habitat” natural chamado Brasil. É um sonho, um caminho.

      Bjks e obrigada pelas palavras! Má.

  9. Juana disse:

    Querida Maira muito interessante o teu desabafo, me fez rever os meus sentimentos quanto as minhas raízes, sou peruana, aos 17 anos fui morar na Russia, fiz a faculdade, viajei pela Europa toda, la casei com um brasileiro, aos 24 anos vim morar no Brasil, a cultura peruana está presente dentro da minha casa, assim como a russa, fiz crescer os meus filhos introduzindo a cultura peruana e tantas outras dos relatos que lhes fiz das viagens, enfim minha querida, amo as ´minhas raízes, olho no espelho a minha identidade Inca, sinto muito orgulho, quando cheguei no Brasil fui procurar trabalho e mostrei o meu curriculum onde havia estudado, senti muito orgulho de ter – me formado na Russia, sinto o respeito das pessoas pela minha formação, até o governador de São Paulo, ao estreitar a minha mão e saber que estudei na Russia, fez questão de falar que está satisfeito com o meu trabalho, amo o Brasil porque sou muito feliz aqui, adoro comer feijoada é o único alimento que faz quebrar a minha dieta vegetariana…moro há 25 anos no Brasil…o importante é conhecer as culturas e ser do mundo, ele está nas nossas mãos quando falamos mais de 2 idiomas, somos de qualquer lugar, são as oportunidades que temos e devemos agarrar fortemente….Lembras? sempre falo aproveita tua estadia na Europa, viaja, conheça, o mesmo falo para os meus filhos… na aposentadoria como diz tua amiga e eu quero para mim sim,uma casa em Angra ou tal vez nos Andes ou tal vez em algun lugar calmo, muito calmo, algum lugar da Suecia, só que faz muito frio, tal vez nas montanhas da Italia, ou na Russia, mais aqui na américa do sul temos o Chile, Perú, Argentina, tantos lugares lindos, tranquilos neste mundo, o importante é aproveitar e fazer a bagagem de conhecimentos….beijos, seja sempre feliz, saudades do teu belo sorriso!

    • Maira disse:

      Juanita!!!! Como sinto tua falta, sabia? Você sempre me ensina muito e me faz refletir de verdade, mas de uma coisa tenha certeza: nao vou te deixar sair do Brasil de jeito nenhum! (((((((((((-: Te admiro e te amo perua! Saudades!!!!!

  10. Maira disse:

    Pessoal, obrigada por enriquecerem o post com pontos de vista e experiências diversas, pois assim podemos ajudar quem passar por aqui a entender que nao se é um ET só porque sente outras necessidades ou porque escolhe outros caminhos. Cada um faz o seu caminho, baseado no que sonha e acredita. A nós cabe apenas mostrar que existem outras tantas possibilidades, mas é a cada um que cabe escolher qual dessas possibilidades aceitar como a sua. Bjks!!!

  11. Silas disse:

    Faco de suas as minhas……

  12. Glauciana Soares disse:

    Oi Maira, estou a estudar em Portugal, e, quando encontrei seu blog e li suas subdivisões, me vi exatamente num mix das suas definições: ” não vejo a hora de voltar pro Brasil, “pra minha” cultura ( pois também necessito da sensação de “pertencer”); no início aqui em Portugal, talvez por me sentir “aprisionada” (sua definição foi perfeita), reclamava de tudo e via que tudo no Brasil era melhor do que aqui; amo o Brasil, mas necessito suportar mais um tempo aqui para conquista de objetivos profissionais”. Adoro de coração o Brasil e os brasileiros, na minha opinião não existe povo melhor nesse mundo, somos calorosos, atenciosos e sempre buscamos ajudar ao próximo, nem que seja com uma palavra de otimismo. Sou brasileira com muito orgulho e com muito amor. No meu país tenho meu trabalho valorizado, não sou mais uma e sim sou uma pessoa importante, não me refiro a importância de títulos, status e sim a importância de que as pessoas se preocupam comigo, com meu bem-estar e com a minha felicidade…Bem, desejo a ti e a todos os visitantes do blog, que DEUS os abençoe com muita paz, saúde, resignação e determinação pra enfrentar os desafios que todos os brasileiros encontram fora do nosso maravilhoso BRASIL, essencialmente na Europa. Bjinhos em todos e Boa Sorte!

  13. anonima disse:

    ola, Maira. Achei seu post pesquisando sobre dificuldades de filhos de expatriados. Estou numa situacao dificilima com meu filho adolescente, que sente=se exatamente como vc: nao “pertencer”. Mas ele tem 15 anos e nao tem este alcance seu, logicamente. Por causa dele devemos encerrar nossa vivencia fora (moro nos EUA) , se bem que eu tbm me sinto bastante solitaria e sem perspectivas as vezes. Estranho isso, nao? Ja meu filho de 11 anos eh super adaptado. Acho que a adolescencia eh uma fase dificil independente de onde vc esteja, e este “nao pertencer” agrava-se, pois o que o adolescente + quer eh pertencer. Boa sorte e sucesso para vc, onde quer que vc esteja.

  14. Rita disse:

    Oi Maira, simplesmente amei o seu texto e te digo que me sinto exatamente como vc. Moro no Canada ha quatro anos e me sinto assim. O pior de tudo vou te contar agora: ja estive no Brasil e na ultima vez nao gostei de la, estranhava muita gente, barulho, o jeito das pessoas se vestirem nas ruas, me senti estrangeira na minha propria terra. Olha que absurdo e triste. Pensei comigo o que sera de mim agora? Aqui e exatamente o que vc disse, por mais que vc tente se integrar, uma vez ou outra, alguem te ofende, demonstra preconceito, comenta sobre seu sotaque, sobre seu ingles: qdo querem te tratar bem, eles elogiam seu ingles, qdo e para te magoar, detonam, vc vira uma presa facil, e facil magoar um estrangeiro e so lembra-lo que ele e de fora, nao pertence ali. Vc nao sabe examente se fala bem ou nao a lingua. Eu nao sei.
    E as pessoas no Brasil pensam que morar fora e uma maravilha. Pode ser para muitos brasileiros, mas nao para mim.
    As vezes chego a pensar que estou pagando o preco de ter saido de minha terra, onde Deus me colocou. Ta vendo minha crise existencial? rs. Um beijo para vc!!

  15. Adna Nunes disse:

    Oi minhas queridas, eu moro no BRASIL,mais meu unico filho mora na SUECIA, eu !!!!! gosto claro da dqui,mais eu ja nao fui para Suecia poque, trabalho em uma Empresa que faz duplicação de Rodovias, mais
    Agora eu espero, o termino da nossa óbra, aqui no Sul do Brasil, ja faz 6 anos e um pouco, mesmo assim eu me entendo muito bem com meus amigos de tabalho,Engenheiros e tal,sou secretaria gosto doque eu fasso
    Mais assim que terminar,aqui o nosso trexo irei sim pra junto do meu filho,sem sombra de duvida, só temho ele vamos viver jumtos, amo muito meu filho,e temho muitas saudades,ele esteve agora pouco no BRASIL, ja
    matei um pouco as saudades, meu filho é lindo fortão temho mesmo que curtir, o filhão, espero com ah fé em DEus e ajuda tb de Deus irei sim.
    Bjozzzz, a quem ler desculpe os erros pois escrevo sempre as preças..bom findsss a todos…

  16. Josane Mary disse:

    Bom-dia!
    Li o seu post e visualizei a mim mesma, zilhões de vezes nos seus sapatos! Estou fora do Brasil desde 2000, e também sei como é se sentir expatriado. O mais assustador, é que, parece que

  17. Josane Mary disse:

    Oi, Maira!
    Fui lendo o seu posto e entendendo 100%! Estou fora do Brasil desde 2009. Também estou familiarizada com o ser expatriada; e o mais assustador é que , às vezes, parace que não pertenço a lugar nenhum; se estou aqui, na Holanda, morro de saudades do Brasil, e quando lá estou, depois de um certo tempo, morro de saudades daqui.
    Tenho tentado ressiginificar isso tudo e viver feliz, onde estiver. Não dá pra abandonar esse objetivo – tem que ser meu cotidiano. Ser feliz onde eu estiver: aqui ou aculá!
    bjks!

  18. Mirian disse:

    Ola, Maira!
    Me emocionei com o que vc escreveu, e pode ter certeza, que a maioria dos brasileiros que moram fora ,sentem a mesma coisa que vc. Eu também me sinto assim, e nao vejo a hora de retornar ao meu Brasil que tanto amo. Moro na cidade de Homburg (Alemanha) a quase 3 anos, casei com um alemao e gracas a Deus ele quer ir morar no Brasil, só precisamos de mais um tempinho aqui para nos organizarmos financeiramente. Nao quero riqueza só quero o suficiente para sobreviver e educar nosso filhinho de 3 anos. Aqui eu me sinto como se estivesse em um mundo desconhecido. Para quem se adaptou com o clima e as pessoas acho super legal. Tenho duas amigas que moram aqui também e querem retornar e outras duas que nao pensam em retornar. Assim é a vida!rsrs
    Boa sorte para vc Maira!
    E saiba que é super natural o que vc sente. Bjs

  19. Julia disse:

    Eu tambem me identifiquei muito com seu sentimento ou a melhor a mistura e confusao dele (s).
    Vim pra Alemanha ser au pair porque queria conhecer um pouquinho do mundo, viajar, conhecer gente…e essa era a forma mais barata. Nunca desejei morar aqui pra sempre ou algo do genero.
    Parece que quando a gente nao procura, encontra….e eu acabei encontrando meu amor num alemao, namoramos, moramos juntos, nos casamos….e moro definitivamente aqui a 1 ano. No inverno tive depressao, vira e mexe me pego chorando, tristinha…lembro de coisas, pessoas, cheiros e a saudade fica tao grande que se transborda em lagrimas.
    Sei que foi um caminho que escolhi e tento ser feliz e aproveitar tudo ao maximo.
    Maaas…vamos combinar que a lingua de Goethe nao é das mais fáceis….e a falta de trabalho…e a mudanca de vida pra dona-de-casa de uma hora pra outra, cansa. O paraiso de uns, é o pesadelo de outros…o tempo livre que poderia ser super bem aproveitado acaba se tornando um tempo e ócio dando muito espaco pra tristeza e saudade.
    Bom, li suas historias, me identifiquei um monte…e espero dia apos dia, me adaptar e ser feliz por aqui!
    um beijo

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