Reflexões

FESTA – 2 Anos de Alemanha!

Dia 26 de marco completaram 2 anos que estou morando em Estugarda (Stuttgart) na Alemanha. Pra vocês verem como minha vida aqui melhorou é só prestar atencao que eu só fui lembrar disso hoje. (((-:

Pra quem quer seguir a evolucao da “coisa”, leia primeiro meu post sobre o primeiro mês e o sobre o primeiro ano. Já leu? Entao siga em frente. Vamos lá.

Depois de 2 anos por aqui e dois invernos alemaes eu posso dizer: eu sou mais uma sobrevivente! hahaha

Apanhei muito por aqui, mas também conquistei muitas coisas e coisas preciosas como maturidade e conhecimento. Nunca foi fácil, mas pelo menos nunca foi monótono. Cada dia uma descoberta sobre o que está a minha volta e, principalmente, sobre o que está dentro de mim.

Mudar de país é muito mais do que atravessar fronteiras geográficas ou culturais. E mudar do Brasil para a Alemanha é um desafio que exige muito de quem toma essa decisao, pois a língua é difícil e muito diferente e a cultura é quase, pode-se dizer, avessa à nossa.

Quando cheguei só via pontos negativos e ainda vejo muitos, mas hoje o que mudou foi a forma como interpreto o que vejo. Hoje tenho consciência de que nao existe melhor ou pior, mas sim diferente. Nós temos a mania de sempre classificar algo como certo ou errado ou como melhor ou pior e, na verdade, morando fora do seu país você descobre explicitamente e continuamente que é errado fazer esse tipo de classificacao. Por que? Porque o certo, o errado, o melhor e o pior dependem de pontos de referência e o meu é bem diferente do de muitas pessoas e vice-versa. Mas, desculpem, eu continuo fazendo essas afirmacoes sem pensar, mesmo sabendo que nao há sentido em fazê-las. (((-:

Por exemplo, conheci aqui na Alemanha muitos brasileiros que AMAM a Alemanha e outros que depois que vieram pra cá AMAM muito mais o Brasil. Eu faco parte do segundo grupo, mas HOJE aprendi a respeitar o primeiro grupo, pois entendi que nossos valores do que é melhor ou pior sao diferentes. A maioria dos que querem ficar aqui é por causa da seguranca, mas pra mim seguranca nao é o mais importante na vida, mas sim as pessoas e as pessoas que eu mais amo estao no Brasil e é por isso que quero voltar. O que mais amo é a alegria do nosso povo e essa eu ainda nao encontrei de verdade aqui. No Brasil parece que até o ar é mais feliz. (((-: Pra mim.

Vim pra cá numa situacao privilegiada, mas difícil apesar dos privilégios. Adquiri durante esses dois anos muitos problemas com minha auto-estima, mas resolvi outros também. Me tornei mais dura, mas sem perder a ternura e a alegria. Desisti ou estou desistindo de insistir em ser aceita ou de ser querida, pois aqui sinto que as pessoas nao tem essa necessidade e consequentemente elas subentenden que ninguém tem, ou seja, ninguém vai alimentar ou suprir suas carências. Você tem que ser tornar autosuficiente (ou pelo menos agir como). Além disso, estou tendo que lidar com uma situacao nova agora na Uni, pois por causa da dificuldade com a língua, me sinto muitas vezes burra. Sei que isso nao é verdade, mas é difícil lembrar do que é verdade quando você vive isso. Esse sentimento é novo, mas nao forte suficiente pra me derrubar, acreditem. Esse é mais um dos desafios e é mais um que eu estou vencendo dia após dia. Nao é fácil, mas também nao é impossível e é por isso que eu vou conseguir.

Fiz muitos amigos, mas a maioria estrangeiros. Também tenho alguns colegas alemaes que eu simplesmente amo, mas nao me sinto tao bem com eles quanto me sinto com os outros estrangeiros. Talvez porque os estrangeiros e eu somos de um mesmo grupo dentro da Alemanha e nos entendemos bem, o que possibilita que nós nos ajudemos mutuamente a superar todas as dificuldades que estrangeiros enfrentam em um país novo. Nao me obrigo a fazer amizade com alemaes, eu simplesmente estou receptiva a isto, mas nao imploro pra ser amiga deles, pois isso nao me faria bem. Sei que por causa da língua seria ótimo, mas nao quero ter pagar com minha auto-estima esse preco. Se quiserem ser meus amigos, que venham. Agora na Uni comecaram a surgir alguns, mas a comunicacao ainda é difícil e sinto que eles cansam de ter que conversar comigo, pois peco pra repetirem várias vezes e acho que isso trava a conversa. Entendo eles, mas essas situacoes me fazem mal. Enfim.

Medo de entrar em depressao foi sempre constante na minha cabeca desde que cheguei aqui. Ela chegou a bater na porta, mas EU nunca permiti que ela se alojasse na minha mente ou na minha vida. Sempre que ela chegava perto, eu dava mais alguns passos e afastava ela de mim utilizando apenas meu livre-arbítrio, ou seja, minha vontade de vencer é o que afasta a depressao de mim. Ela, assim como meus medos, me move pra frente. Cheguei com um propósito e vim decidida a alcancá-lo. Criei metas todos os dias desde que cheguei e continuo criando. Mudei muitas, mas nao deixei de ter uma e é isso que me ajudou a seguir em frente.

Olhando pra trás me vejo tropecando, chorando, perdida e com medo. Olhando hoje vejo muitas conquistas e uma mulher muito melhor do que aquela que aqui chegou. Continuo com medos, continuo tropecando, chorando, mas pelo menos agora eu tenho onde me agarrar, ou seja, eu tenho esse sentimento de superacao. Superei muitas dificuldades e ultrapassei muitas barreiras pra ter alcancado tudo que alcancei até hoje aqui e esse sentimento é um dos melhores que já senti. E quando tudo parece desabar eu me agarro no que eu construi e sigo em frente com a certeza de que minha obra ainda nao acabou e que há muito pra ser feito e que só EU posso fazer. Olhando para o futuro me vejo com um sentimento imenso e indiscretível de auto-realizacao e de superacao. Vejo uma mulher que se permitiu viver e sofrer e que nao se permitiu jamais parar, desistir ou se subestimar. Vejo uma mulher segura de si e certa de sua capacidade, uma mulher que se conhece melhor do que ninguém. Uma mulher que abriu mao de muita coisa por amor, mas que justamente por isso nunca esteve sozinha nas suas conquistas, ou seja, seu amor sempre esteve junto dessa mulher e foi ele quem a impulsionou. Sim. Estou falando do meu marido. (((-:

Agora depois dessa auto-biografia direta e resumida, segue uma listinha do que eu gosto e do que eu nao gosto na Alemanha após dois anos vivendo aqui:

1) Transporte público: tirando o fato de ficar presa dentro do ônibus entalado na rua e de ser ignorada na porta, eu AMO o transporte público alemao. Normalmente aqui em Estugarda tudo é muito pontual, o que te possibilita realmente planejar algo antes de sair de casa online. Além disso, dificilmente há problemas com ônibus quebrado ou coisa assim e sao sempre muito limpos. Só há uma coisa ruim nos transportes públicos aqui: os alemaes que nao trocam de roupa durante um mês e fedem que nem gambá. Isso me tira o prazer de andar de ônibus aqui. Afff…

2) Comida: aqui o forte é carne de porco e batata e variacoes dentro disso e eu, sinceramente, nao gosto. Salsicha é outra mania nacional que também nao me agrada muito. Ah! Mas tem duas coisas na culinária alema que eu amo: tortas (Apfelstrudel…hummm) e saladas. Tem cada salada dos deuses!!!

3) Pontualidade: AMO! Aqui isso realmente funciona e é uma das coisas que vao me dar gastrite no Brasil. Já tô preparada. Sério! Eu nunca fui muito pontual no Brasil, mas hoje vivendo nesse sistema pontual, percebo o quanto é falta de respeito você atrasar mais de 10 minutos sem um motivo muito bem fundamentado. Hoje em dia eu sou super pontual, mas sei que no Brasil e, principalmente, em cidades grandes essa pontualidade é mais difícil, afinal no caminho para um compromisso tudo pode acontecer (enchente, transito, acidente e etc). Já aqui com uma populacao bem menor e bem menos problemas gerados pelo caos das grandes cidades fica mais difícil manter esse sistema de pontualidade. É… coisa pra se pensar.

4) Objetividade: AMO! Aqui estou aprendendo (aleluia!) a ser direta e reta. O alemao é um cara, normalmente, que nao fica dando voltas pra dar o recado. Ele dá e pronto. Eu amo isso! No Brasil é uma embassacao só pra alguém te pedir algo, pra se chegar a uma conclusao em uma reuniao na empresa e etc. Eu sempre odiei isso na nossa cultura. É, vou sofrer pra me readaptar com isso também.

5) Perfeicao: AMO! O alemao, em geral, procura fazer tudo o mais próximo da perfeicao possível. Por exemplo, eles demoram pra subir um prédio, mas quando terminam vai demorar anos pra ter algum problema na estrutura ou coisa assim, pois fazem tudo muito bem planejado e dentro de trilhoes de normas padronizadas e oficiais.

6) Planejamento: gosto médio. Acho legal a gente sempre estabelecer planos e nos organizar para seguí-los, mas acho que a alemaozada exagera. Me parece que eles nao funcionam sem planejar as coisas muito antes delas acontecerem. É meio inflexível e as coisas acabam acontecendo sem muita espontaneidade. Aqui nao é muito normal te dar na louca de passar na casa de alguém sem avisar, ou seja, o normal é uma semana antes já planejar. Eu acho que isso trava um pouco as coisas, mas é pessoal. Eu prefiro reservar um espaco para os “improvisos” ou para as “surpresas”. E o pior é que você acaba entrando no sistema e ai quando eu voltar pro Brasil vai ficar todo mundo me chamando de alema, só por que eu marco festas pra daqui um mês, um mês antes. (((-:

7) Humor: ria se puder. O humor deles é bem diferente do nosso e, na maioria das vezes, eu nao acho a menor graca. Antes eu achava que era porque eu nao entendia o alemao, mas agora eu entendo o que disseram, mas mesmo assim continuo achando sem graca. E quando eu conto alguma coisa engracada, dependendo, eles também nao acham a menor graca, ou seja, cultura é cultura.
8) Frieza: sim, eu acho a maioria dos alemaes gélidos quando comparo com os brasucas em geral. A comecar por essa mania de dar a mao. Eu odeio isso! Nunca me esqueco no meu curso de alemao o dia que abracei minha professora. A mulher ficou roxa de vergonha ou sei lá o que. Depois minhas colegas me disseram que aqui eles nao tem o costume de abracar quem eles nao conhecem muito bem e eu nao quis nem saber, continuo abracando quem me dá vontade até hoje e até agora tem funcionado bem. É lógico que tem algumas áreas específicas onde eles sao mais carinhosos e tal, afinal é trabalho deles darem conforto e atencao, mas no geral nao espere muito carinho nao. Existem sim alemaes mais “latinizados”, mas dá pra contar nos dedos. (((-:

9) Arrogância: eu acho muitos alemaes e europeus em geral muito arrogantes, mas isso parece que é cultural e eu decidi simplesmente ignorar esse fato. Acho que eles cresceram ouvindo que sao os melhores do mundo e ainda acreditam nisso, mesmo vendo a China passar eles no ranking de maiores economias mundiais. Na minha aula no MBA o prof. NUNCA cita a China, adivinha por que? (((-:

10) Estacoes do ano: tem seu lado legal e seu lado infernal. O lado legal é que sao estacoes muito bem definidas, onde é possível (diferentemente do Brasil) observar claramente os ciclos existentes: folhas nascem, crescem, comecam a ficar amarelas e caem. É lindo ver essas transformacoes. Maaaaaaaaaaaassss tem um lado terrível que é a curta duracao de períodos quentes e agradáveis, ou seja, a maior parte do ano passamos frio e temos menos luz durante o dia. Mais um motivo pra levar qualquer um entrar em depressao.

11) Enfeites nas casas: eu acho lindooooo!!!! Aqui é super comum que as casas sejam enfeitadas para diferentes datas festivas. Eu acho o máximo, pois adoro enfeitar as coisas. Mas tuuuudo nessa vida tem um motivo. Segundo minha colega indiana, os alemaes enfeitam as casas porque afinal de contas é onde eles passam a maior parte do tempo devido ao tempo feio: dentro de casa. Que isso faz sentido, faz mesmo. (((-:

12) Língua alema: quando eu cheguei eu odiava a língua alema com todas as minhas forcas, mas agora eu até gosto um bucadinho. Sério! Acho que conforme você vai aprendendo mais, a língua vai se tornando menos “estranha” e mais sonora. Além disso, a língua alema tem palavras super poéticas que eu amo. Por exemplo casamento é “Hochzeit”, que traduzindo ao pé da letra quer dizer “Tempos altos”. Nao é lindo? Hoje acho a língua mais bonita, mas continua sendo difícil e acho que isso eu nunca vou deixar de achar.

13) Aquecimento nas lojas: odeio! Na época de inverno ou de frio aqui (quase o ano todo…hahaha) é infernal entrar nas lojas pra fazer compras. Literalmente, pois você geralmente está todo encapotado de roupas e de repente entra num ambiente a sei lá… 40 graus e tem que sair tirando tudo desesperadamente. É horrível e exagerado.

14) Consciência ecológica: esse ponto até hoje eu ainda nao sei se eu gosto ou nao aqui na Alemanha, viu. A Alemanha é mundialmente famosa por suas acoes pró-ecologia, mas ao mesmo tempo vejo coisas aqui que vao contra essa “imagem”. E agora pra piorar meu professor do MBA (um alemao) disse que essa imagem é realmente falsa e que apenas 20% dos alemaes aprovam a coleta seletiva por exemplo. Pois é. E ainda já ouvi dizer por ai que eles nos obrigam a separar o lixo em casa (e pagamos pela coleta seletiva), mas no final tudo é despejado em um único lixao e lá tudo se mistura de novo.  Nao sei. Talvez daqui a dois anos eu crie uma opiniao final a esse respeito.

15) Autobahn: ÓTIMO! Eu nao dirijo aqui, pois pra isso teria que gastar uma granona e nao acho que vale a pena, considerando que só vou ficar por aqui mais um ano e meio, mas eu AMO a Autobahn. Além de você poder pisar no acelerador sem dó em muitos trechos, você chega super rápido e confortavelmente nos destinos. Pro carro entao é ótimo, pois é um verdadeiro tapete e você praticamente nao sente nenhuma trepidacao. Um sonho!

16) TV: gosto e nao gosto. Tem programas ótimos, principalmente os documentários que sao riquissímos. Mas tem programas que sao realmente estúpidos, feitos pra gente idiota mesmoooooooo! Eu nunca imaginei que iria ver programas tao imbecis na Alemanha, mas vivendo aqui você descobre que gente com mente vazia existe em qualquer lugar, logo existem sempre programas de TV pra esse nicho de mercado.

17) Regras: gosto e nao gosto. Eu acho sim que devemos ter que regras e que essas devem ser seguidas, mas acho que aqui tem regra demais e pra coisas que elas nao deveriam ser necessárias. Elas ingessam o sistema e nao acho isso saudável. No Brasil eu sei, já é o contrário, ou seja, elas existem, mas poucos cumprem e isso também nao é o ideal. Mas como nasci e cresci lá ainda prefiro assim. Acho que é por isso que somos tao criativos e flexíveis. (((-:

Bom, se eu for lembrando de mais alguma coisa eu vou adicionando com o tempo, mas agora é tudo que me vem à cabeca.

É isso. Sao dois anos de muitas emocoes e muitas experiências difíceis e outras muitas felizes. Sao dois anos que mais parecem 10, quando penso em tudo que vivi, em todas as pessoas que conheci, em todas as culturas com as quais tive contato e em todas as conquistas que alcancei. Parece pouco tempo, mas nao é pouco tempo pra quem o aproveitou ao máximo como eu. Se me perguntarem hoje se eu mesmo depois de tudo que passei aqui, se eu teria feito outra escolha eu respondo: NAO! Gracas a Deus eu escolhi vir pra cá é gracas à Ele que eu vou poder voltar pra casa com sentimento de dever cumprido e sempre que eu peso os prós e os contras eu encontro um saldo nao só positivo, como também lucrativo.

Nao vim para ficar, vim para crescer e depois voltar. Foi assim que planejei e é isso que vou fazer.

[pinit count="vertical"]

12 Comentários para "FESTA – 2 Anos de Alemanha!"

  1. Oi, Maira,

    Publiquei o meu meme.
    Bjs e parabens pelos 2 anos. Seu marido ‘e brasileiro?

    • Maira disse:

      Oie Arlete! Obrigada por participar! Vou passar lah hj pra ler. Ah! Meu marido é do Brasil-il-il! Vc já tinha perguntado e eu esqueci… hehehe.. Bjks e obrigada pelos parabéns tb, afinal eu mereco! hahaha…

  2. Vivian disse:

    Oi Maira,

    Estou aqui ha 2 meses e este fim de semana ja pude provar um poquinho da frieza alema… eu e meu marido (alemao), fomos esquiar com um grupo de integracao da empresa dele… vc nao em ideia, o povo se integrou tanto que a gente nao conseguiu nem descobrir quem era da mesma empresa que meu marido, a unica mulher que tentamos falar, e sabiamos que era da mesma empresa nao se deu nem ao trabalho de perguntar de que area ele era… no fim a viagem de integracao com umas 100 pessoas nao nos rendeu nenhum email de contato de ninguem, isto por que tinha gente que foi sozinho e pelo que percebemos voltou de maos vazias como a gente… ate meu marido falou.. cade as brincadeiras de integracao que a gente fazia no Brasil nas viagens de onibus e todo mundo acabava amigo???? By te way… foi numa destas viagens de integracao no Brasil que o conheci…

    Bjos e parabens pelo seu site… eh OTEMO!!!

    • Maira disse:

      Hahahaha… mas já foi batizada Vivian… é a maioria é assim mesmo, principalmente nos primeiros encontros, mas tenha paciência, pois apesar de terem essa caracteristica tem alemao q é fantásticos, principalmente qdo pegam mais afinidade e até mesmo engracados. Mas ao contrário dos brasucas, eles só se abrem depois de muuuuuito tempo e nao muita breja…(((-: Bjks e sério… paciência! Foi o q eu mais desenvolvi aqui…hehehehe…

  3. Sandra Santos disse:

    Ei Maira,
    Parabéns pelos dois anos de Alemanha!
    Vc se esqueceu de citar o 3° grupo, do qual participo: daqueles que se sentem bem aqui e no Brasil, amam os dois países pelo que sao, como sao.
    Um beijo,
    Sandra

    • Maira disse:

      Oi mineira! Nao esqueci nao! É q eu nao falei sobre os tipos de pessoas, mas sim q fiquei impressionada com brasileiros q nao querem voltar e só depois de muito tempo é q comecei a entender isso. Maaaaaaaas aproveitando, já que ama os dois, porque se decidiu pela Alemanha pra viver e já está aqui há 15 anos? É sério! Eu acho legal se puder resumir, para dar um outro ponto de vista pra quem passar por aqui. Eu quero voltar e nao amo a Alemanha, vc decidiu ficar e ama a Alemanha, mas quem passa por aqui pode estar na dúvida e talvez tendo os dois pontos de vista fica mais fácil de decidir, que tal? Bjks e parabéns pra nos!

  4. Tatiana Ricchini Leme disse:

    Primeiramene parabéns pelos dois anos bem vividos, bem aproveitados em Deutschland xD~

    Quero lhe desejar muita força, pois é muito dificil sair de um lugar que você conhece e gosta para ir para um local desconhecido, pessoas estranhas, lingua muito diferente. Pense positivo, como você disse falta apenas um ano e meio. :)

    Lhe desejo tudo de bom, se precisar desabafar, desabafe em seu esplendido blog que pode apostar que tem gente que gosta muito de ti e não perde a oportunidade de ler seus posts e tentar lhe ajudar de alguma maneira por mais que seja a distância.

  5. Liza disse:

    Maira,
    Adorei o post e queria te dar parabens pelos seus dois anos de Alemanha. Só quem vive longe da familia, amigos, cultura e de seu país pode entender o quanto eh dificil estar longe, num lugar tao diferente.
    Eu ao contrario de voce, gostaria de nao ter que voltar para morar no Brasil. Amo a Alemanha e gostaria de criar o meu filho aqui. O meu marido quer voltar. Mas, tambem respeito e entendo a sua opiniao. Viver longe das pessoas que amamos nao eh nada facil. Nunca quis sair do Brasil, nunca desejei morar fora, mas desde que cheguei aqui comecei a ver as coisas de uma maneira diferente. Estou aqui desde setembro de 2006, mas durante esse tempo fiquei 7 meses no Brasil por causa da minha gravidez. Nao sei se minha opiniao vai mudar com o tempo, mas uma coisa eu sei: Pessoas colhem o que plantam e isso vale pra qualquer lugar do mundo. Se plantarmos o bem, seremos felizes em qualquer lugar que estivermos. E pelo pouco que conheco voce posso dizer que voce sera muito feliz em qualquer lugar que escolha viver. Como estao indo as aulas?
    Beijos,
    LIza

  6. Maira disse:

    Oi Liza!!! Q lindo o q escreveu! Amei seu depoimento e seu elogio tb… hehehe… Concordo com vc sobre “plantamos o que colhemos e nao importa o local da plantacao”. É por isso que mesmo tendo muitas saudades dos bons e velhos amigos e da família, nao deixo de tentar criar esse mesmo círculo aqui e também nao deixo de acreditar q existem pessoas boas onde quer que seja e q devemos nos ajudar sempre, afinal independente do que está no nosso passaporte, somos seres humanos. Sobre felicidade eu sou feliz também, mas no Brasil me sinto absurdamente feliz, pois eu tenho pessoalmente essa necessidade de “pertencer” e aqui nao sinto que “pertenco”, entende? Mas é o que digo agora: é uma escolha q vai de acordo com os valores de cada um e com as necessidades de cada um. Por isso hoje procuro entender todos e nao tentar distinguir quem está certo ou errado. Mas nao vejo a hora de voltar!!! (((-: E o pior é que sempre aparece algo q me faz adiar isso, mas estou trabalhando isso tb na minha caxola. Antes era no máx. 3 anos, agora 4 e quicá 4 e meio, mas peloamordedeus nao mais que isso!!! Bjks!!

    PS: as aulas estao deliciosas e depois de muito choro e muita crise finalmente eu me sinto “dran”. Daqui umas duas semanas vou escrever sobre a primeira fase e a primeira prova q é sexta agora… socoroooooo! Torce por mim, ok!? (((-:

  7. La disse:

    OH YEAH!! ri muito com esse post…praticamente somos irmas gemeas do avesso ahahah..tambem gosto/nao gosto da maioria das coisas..E MEUU ME DEU MTASSS SAUDADES DE VC! BJAOO

    • Maira disse:

      Lááááá nem me fala … q saudades das conversas loooooongas e deliciosas semanais…hahahah… é o bicho tá pegando, mas findi tá ai, né!? Obaaaa! Bjks!

  8. Meire Marques disse:

    Parabéns pelo texto!!!
    Concordo plenamente com você.
    O que me deixa um pouco melhor, é que onde
    moro tem um lado muito bom, aqui tem muitas Brasileiras. Então todas as terças-feiras tomamos café juntas e 1 vez por mês vamos ao restaurante jantar, detalhe só as esposas. Ficamos um pouco mais perto do Brasil.
    E a casa dia cresce mais, o nro de Brasileiros aqui.
    Quando quiser aparecer, a cidade fica em Heidenheim……………..

    Beijos

Deixe seu Comentário





* Campos de preenchimento obrigatório