Estados Unidos

Filmes pra Abstrair… : "Into the wild"

O título em português é “Na natureza selvagem”, mas às vezes não gosto dessas traduções esquisitas. (((-: Acho que muita gente deve pensar que “into”=natureza. Afff…

FAN-TÁS-TI-CO !!!! Pra mim, lógico… (((-: E a trilha sonora então!?!?!??! PIREI ! E as paisagens??!?!?!?!?! SEM EXPLICACAO!

No começo fiquei achando que o filme ia ser um porre, pois é muita narrativa e pouco diálogo (ótimo pra quem está aprendendo inglês). Mas no decorrer do filme tudo se tornou maravilhoso, inclusive a narrativa feita pela irmã do ator principal.

Christopher é um cara americano de 22 anos de idade e que após sua formatura, decide ir pro Alaska viver de forma completamente primitiva em meio à natureza selvagem. É um cara com vários problemas relacionados aos pais e totalmente revoltado com a sociedade hipócrita na qual vivemos, onde tudo é “comprável”. E é por isso que decide se isolar de tudo e de todos. Pra provar que é possível ser feliz sem dinheiro e aquilo que ele pode comprar. Por isso doa todo dinheiro que juntou por anos para a caridade e muda inclusive de nome.

Ele vive muitas aventuras no caminho até chegar no Alaska. Trabalha em diversos lugares diferentes fazendo bico pra ganhar uns trocados, pois só assim conseguiria chegar na sua meta. Encontrou muitas pessoas no caminho que o ajudaram e com as quais aprendeu novos valores e também dividiu com essas os seus valores pessoais. Sua família ficou sem saber de seu paradeiro, pois ele não deixava rastros, uma vez que estava viajando somente em caronas ou ilegal nos trens de carga. A dor da saudade e do desespero aproximou seus pais, que viviam sempre brigando. Muitas das pessoas que ele encontrou também o fez refletir sobre seus pais, pois um deles foi deixado pelo filho e o outro teve sua família assassinada. E todos diziam pra ele sobre a importância do perdão e da capacidade que o amor nos dá de perdoar de coração.

Chegando no Alaska encontra no alto de um monte, ao lado de um riacho, um ônibus velho e abandonado. O chama de “Ônibus mágico”, pois ele estava equipado com várias coisas que possibilitavam viver lá e foi isso que Christopher fez: viveu lá muitas semanas até o fim de sua jornada. 

Durante toda sua trajetória fez anotações sobre seus sentimentos e sobre os acontecimentos importantes. Sua última anotação foi: “Felicidade somente se repartida”.

O que “pode” querer dizer isso? Isso significa que de nada adianta viver momentos felizes se não tiver com quem repartí-los. E abstraio mais ainda. Sabemos que a sociedade pode ser cruel e hipócrita, mas precisamos ver o lado bom dela e lutar para que o lado “negro” seja cada vez menor. Precisamos fazer a nossa parte e não nos fazermos à parte dela. Isso não é solução e sim um caminho muito triste e sem volta para a solidão. É a lei de “faça sua parte” e faça o melhor que puder. Sempre lembrando de que precisa das pessoas e esse é o conceito básico de uma sociedade, não há como fugir se quiser ter com quem dividir sua felicidade. Essa mensagem foi ótima pra mim, pois eu sou uma das pessoas revoltadas contra várias coisas na nossa sociedade, mas tenho certeza que jamais teria CORAGEM de fazer o que esse cara fez. Foi um herói, pois venceu seus próprios medos e limites, mas que por fim entendeu de que nada adiantou fazer isso sem poder dividir com ninguém, afinal ele tinha decidido se isolar da sociedade e esse era o maior preço a ser pago pela sua decisão. A solidão.

Quer saber mais? Então assista!!! (((-: Esse é o tipo do filme que não se pode contar o final… heheheh… 

P.S.: depois desse filme decidi que quero conhecer o “Grand Canyon” nos EUA. Sem descrição e é por isso que preciso ver com meus próprios zóinhos! (((-:

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2 Comentários para "Filmes pra Abstrair… : "Into the wild""

  1. Yara disse:

    Oi Maira,
    assisti este filme no inicio do ano, e mexeu comigo…Realmente, qdo vc pensa em largar um monte de coisa, dá pra refletir e ver que eu tb não encararia o q ele fez.
    É mt show!!!! Vc pensa e repensa e vai ser assim sempre, acho q o melhor é cada fazendo a sua parte pra melhorar o todo, mas a minha pergunta é: será q funciona? Às vezes acho q sim e mt vezes me questiono achando q não vai dar em nada. Q mundo é esse, q pais estupram filhos, torturam seu próximo, e cada vez mais nos isolamos para não sermos prejudicados (seja em qq aspecto, físico ou emocional)?????Bom, é só isso. Só queria compartilhar da minha indignação atual….e compartilhar sobre o filme tb….Bjks

  2. Maira disse:

    Oi Yara! É um filme viajante, literalmente. (((-: Vou comprar o livro original agora, ou seja, o livro que veio antes do filme, pois acredito q a leitura no seu contexto original deve ser mais apaixonante ainda. Como vc disse é importante sim cada um fazer sua parte, mas é muito mais importante que nós continuemos nos sentindo parte de uma coisa só, pois todos estamos juntos nesse sistema chamado “sociedade”. Também sou revolta com coisas monstruosas que vem acontecendo, mas sempre tenho certeza que o bem vencerá, mesmo q o mundo acabe. (((-: Acredite e siga fazendo o seu melhor. É o melhor q tem a fazer por vc e por todos nós. Sem as monstruosidades nao seria possível vermos as maravilhas e vice-versa. É sempre necessário ter o “Yang” e o “Yin”. O equilíbrio nao é colorido. Ele é preto e branco, ou seja: ausência de cor versus presenca de todas as cores. (((-: Amém! (((-:

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