França

Filmes pra abstrair… – "O fabuloso destino de Amélie Poulain"

Quase todos que me conhecem sabem que eu realmente não curto muito assistir filmes, mas acho que agora achei meu caminho no cinema e ele se chama cinema fora de Hollywood. Sim. Odeio esses filmes que após 10 minutos já é possível saber o final e, inclusive, os detalhes do meio. Existem muitos filmes bons por ai, mas parece que só agora alguns deles começaram a chegar nas minhas mãos e ao meu conhecimento.

Só nas duas últimas semanas assisti a dois que até hoje me levam longe com meus filosóficos e existenciais pensamentos. E atenção! Estou escrevendo aqui como uma pessoa comum, ou seja, sem a menor pretensão de virar critica de cinema. Essa é o MEU ponto de vista. Somente o MEU espectador e pessoal ponto de vista. Ah! E quando assisti não estava bêbada e nem drogada, ou seja, viajo assim normalmente pois acho que ando respirando muito ar … (((-: Isso me embriaga de vida! (((-:

O primeiro foi o “Le fabuleux destin d’Amélie Poulain, França, 2001″ (O fabuloso destino de Amélie Poulain). Fiquei sabendo desse filme através de um email contando sobre uma situação engraçada de um gnomo que viajou o mundo inteiro e, a pessoa que levou o gnomo pra viajar e tirou fotos em vários lugares famosos no mundo, foi inspirada por esse filme. Já o segundo filme foi baseado em uma história real (o que eu amo) e se chama “Into the wild, United States 2007″ (Na natureza selvagem).

Os dois convergem para algo muito próximo: aproveitar as coisas simples da vida e viver aproveitando todas as oportunidades que a vida te dá e que dinheiro nenhum que você venha a ganhar vai poder pagar.

Os dois te instigam a viajar… pra dentro e pra fora. Viajar no sentido de sair da sua cidade, do seu país e, porque não, do seu continente. É ver o que Deus foi e é capaz de fazer de perto. É sentir aquilo que nenhum livro vai realmente te fazer sentir, por mais que a narratória seja rica de detalhes e excitante de se ler.

Nesse post vou “abstrair” apenas sobre o primeiro: “O fabuloso destino de Amélie Poulain” e num próximo vem os comentários sobre “Into the wild”.

O “O fabuloso destino de Amélie Poulain” se atém mais em frisar a importância de nossas relações interpessoais. Amélie é uma garotinha que cresce sozinha, sem irmãos, amigos ou contato com outras crianças. Quando cresce fica fechada num mundo de fantasia que criou através de sua solidão e evita se envolver com outras pessoas, inclusive com ela mesma. Mas um dia decide se dedicar a ajudar os outros e somente os outros. Mas após algum tempo essa decisão, a qual fazia sua vida muito mais fácil de levar, teve que ser modificada, pois Amélie começa a entender que ela também tem suas necessidades e que não adianta mais tentar mudar isso se ocupando dos outros, é hora de VIVER DE VERDADE. Isso implica em se arriscar, em perder, em sofrer, em chorar, em machucar e se machucar. Mas também isso implica em sorrir, pular, brincar, amar, dançar, cantar, vencer, levantar, se molhar, chorar de tanto rir, fazer alguém sorrir, sentir falta e fazer falta.

Toda essa trama nos leva a pensar nos nossos valores e nas coisas simples que deixamos de viver por não sermos mais crianças. Tem muita fantasia e coisas de crianças que muitos de nós não fazemos mais por vergonha de justamente sermos taxados de infantis. Ou outras coisas que já não são vergonhosas, mas que deixamos de fazer porque temos muitas tarefas desgastantes diariamente que nos deixam limitados à elas sem tempo de, ao menos, nos maravilharmos com o Sol ou com a Lua ou até mesmo com o brilho das estrelas. É tão estranho como poucos adultos tem o costume de chegar no seu trabalho e ao invés de começar o dia falando da crise nos EUA, começar falando da Lua de ontem à noite e de seu brilho capaz de iluminar até as ruas mais escuras de periferia. E o prazer de chupar um pirulito de morango???? Meu Deus! Me deu até vontade agora… huuuummm… na minha época de faculdade eu costumava quase toda semana comprar uns 15 pirulitos e distribuir pra minha turminha do fundão. Era tão engraçada a expressão dos professores. Acho que eles temiam pelos engenheiros que estavam prestes a colocar no mercado de trabalho…. (((-: Mas mal sabem eles que talvez tenham sido esses pirulitos os responsáveis pela nossa força pra continuar, pois chupar aquele pirulito nos deixava leves. Sei lá, acho que indiretamente aquilo nos remetia à nossa infância e fazia tudo ficar mais compreensível e atingível. Sabíamos da nossa responsabilidade em terminar o curso capacitados, mas ser muito consciente sobre isso era o que nos esmagava a cada aula assistida após um dia inteiro de cobranças e responsabilidades no trabalho. E é ai que o pirulito entra… ((((-: (olha a maldade, hein!?)

Por outro lado o filme mostra também a valorização das relações humanas. A importância dessa troca de experiências entre as pessoas. Mas acredito que o ponto forte do filme é a mensagem de que nada há de mais importante pra você do que você mesmo. De nada adianta querer salvar o mundo se não tiver a simples capacidade de salvar a si mesmo quando preciso. A realização pessoal é a base de tudo e muitas pessoas abrem mão disso por terem medo e, por isso, muitas vezes se ocupam 100% da vida dos outros. 

A maior certeza que eu tenho hoje é que quanto mais você se conhece e quanto mais você se desafia, mais preparado você se torna efetivamente para ajudar o próximo. Por isso é importante olhar pra dentro de vez em quando, pra ter certeza que também está se preenchendo. Só se doa quando se tem algo pra doar. Pense nisso.

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2 Comentários para "Filmes pra abstrair… – "O fabuloso destino de Amélie Poulain""

  1. Karin disse:

    Gostei do comentário

  2. yebsqj disse:

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