Quem quer me dar um mapa mundi de parede?

Meu desejo mais recente é um mapa mundi daqueles gigaaaantes que quase cobrem (ou cobrem mesmo) toda parede. Na verdade eu sempre quis ter um, mas agora trabalhando com viagens EU PRECISO!

Vi alguns modelos tuuuudo na net, mas agora preciso saber onde comprar ou esperar alguém me dar de presente! Pegou? 😀

 

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Hot Dog de sorvete no Fast Food Japa Dog, Nova York

 

Imagina um dia quente em um lugar sem sorveteria. Triste, né!? Agora imagina um dia quente em um lugar onde você pode colocar a sobremesa dentro do prato principal? Esse é Japa Dog, um fast food americano onde você pode (se tiver estômago) comer um hot dog de sorvete. Isso mesmo! Estranho? Sei lá, mas eu chamaria de indigesto.

Você encararia? Se disse que sim é igual meu marido que diz que estômago não tem prateleira. 😀

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Lago Retba no Senegal, África

Ao norte da península senegalesa de Cabo Verde, ao nordeste do país, há um lago de cor rosa brilhante, conhecido localmente como Lac Retba.

O adjetivo “rosa” é por causa da cor de suas águas, que se tornam especialmente rosáceas durante a estação seca. O alto nível de salinidade permite que, assim como acontece no Mar Morto, as pessoas flutuem com facilidade. Em torno do lago, que ficou conhecido mundialmente por ter sido a chegada do rally Paris – Dakar  em quase todas suas edições, encontram-se pequenas empresas familiares de extração de sal.

É surreal!

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Euro Copa (UEFA Euro) 2012 – Polônia e Ucrânia

Apesar de não ser seguidora do campeonato europeu de futebol, decidi escrever sobre uma notícia que me fez admirar os europeus. Na verdade não é nenhuma novidade pra quem acompanha as notícias sobre este assunto, mas meu relato aqui é mais relacionado à uma reportagem que mexeu comigo do que com o campeonato e cia. Hoje assisti uma reportagem super interessante falando sobre a escolha dos países sede para a UEFA 2012: Polônia e Ucrânia. Chorei durante a reportagem e vou explicar por quê.

A escolha desses países está muito alinhada com a mobilização européia contra o racismo existente naquele continente. A escolha, principalmente da Polônia, é uma forma de lembrar à todos europeus do que o racismo é capaz de fazer com um povo e sua história. É uma forma de dizer: “não queremos mais movimentos por hegemonia, queremos aprender a viver em harmonia com todas as raças”.

E esse é um movimento muito forte na juventude européia, apesar da mídia sempre exaltar os jovens neonazistas. Sim, eles existem, mas são minoria. A maioria vem convivendo de forma mais harmoniosa com os estrangeiros e muitos, inclusive, adoram brasileiros. Morando na europa senti esse preconceito que eles tentam eliminar (por ser brasileira), mas jamais senti isso vindo dos jovens, das novas gerações. Conhecemos jovens alemães sensacionais e muitos, inclusive, tornaram-se grandes amigos. O brasileiro ou qualquer outro cidadão de qualquer outro país que ainda insiste em dizer que alemães são nazistas é um ignorante e, o mais triste, é o verdadeiro preconceituoso.

Um dos momentos desta reportagem mostra, de forma simbólica, o respeito e o arrependimento da sociedade alemã em relação ao que aconteceu no chamado Holocausto. Me emocionou ver a delegação da seleção alemã visitando o campo de concentração em Ausschwitz (Oswiecim) na Polônia, lembrando que na própria seleção alemã existem dois poloneses naturalizados alemães, os atacantes Miroslav Klose e Lukas Podolski.

Chorei muito durante a reportagem, principalmente quando foram mostradas algumas fotos que fazem parte do “acervo” do campo de concentração. Ausschwitz conta a versão do lado vitimado com detalhes, documentos, imagens, objetos e uma energia extremamente forte e única. Vendo as fotos mostradas na reportagem, lembrei de quando estive lá e, de repente, o que senti naquele dia voltou à tona, vendo os olhos daqueles que um dia foram torturados. Acredito que foi um dos lugares mais tristes que já visitei na minha vida, mas, ao mesmo tempo e ironicamente, foi um dos lugares que mais me fez dar valor às coisas simples que vivo no meu dia-a-dia. Foi ali, em Ausschwitz, que compreendi a importância e a necessidade do terceiro maior “bem” que podemos ter após vida e saúde: a liberdade.

Enfim, parabéns à Europa pela escolha e pela mudança. É esse tipo de atitude que esperamos de todas as nações, ricas ou pobres. O mundo está precisando de tolerância e o futebol pode sim ser um instrumento útil nesse caminho. O caminho do “fair play” humano.

Para ler sobre meu relato completo clique aqui e para assistir à reportagem do Globo Esporte aqui.

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Eslovênia, Bled: no meio do caminho tinha um laguinho…

Voltando da nossa viagem à Croácia, fizemos algumas paradas estratégicas e outras inusitadas. A cidade, ou melhor, o Lago de Bled, na Eslovênia, foi um dos destinos inusitadamente feliz.

Quando você olha o mapa da europa, fica impressionado como os países são pequenos. Quando vai de carro atravessando esses países, fica impressionado como, apesar disso, esses países escondem cantinhos gigantes. O Lago de Bled é um desses cantinhos. Como diria a Hebe: “Uma gracinha!”. Lógico que eu não sairia de férias com destino à Bled (afinal eu não “Blöd” (“dã” em alemão…rs)), mas pra quem está no caminho, vale a pena fazer um pit stopzinho por lá.

Dizem que no verão é mais lindo ainda, pois a água fica azulziiiinha azulzinha e enche de florzinhas em volta do lago. Não duvido nada, afinal na época em que fomos, mesmo no frio, já achei o lugar super gracinha e mega fotogênico. Tá, na verdade o ganso ajudou um cadinho (ou era um cisne? sempre esqueço…hehehe).

Ah! A Eslovênia, pra quem não sabe é um paisico esmagado entre a Croácia ao sul e a Áustria ao norte. É um país mega minúsculo, mas que também teu o seu valor. Todos tem! Fora que é um país fácil de visitar quando estiver na região, o que te ajuda a aumentar a lista de países já visitados. 😀

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Você alugaria um “amigo”? Pois é, você pode!

Tá ai uma solução para quem trabalha muito, ganha muito dinheiro, mas que não tem tempo para os amigos de verdade (aqueles que não cobram pra isso). 😀

O negócio é sério. Eu estava procurando hospedagens em casa de locais e tal, quando cai no site: “Rent a friend (Alugue um amigo)”. Quando li o título, rolou aquela cara de: “Tá zuando, né!?”. Sério! Sabe aquela coisa que nunca passou pela sua cabeça que pudessem inventar? Essa, pra mim, era uma delas.

Essa idéia de contratar “pessoas” de aluguel começou na Ásia (Japão), onde é comum as pessoas locarem alguém para ser acompanhante em eventos do trabalho ou até mesmo familiares. A sociedade japonesa é muito tradicional e uma mãe ir à uma reunião da escolinha do filho sozinha pode “pegar mal”, então mães ou pais que não tem mais o cônjuge alugam um (sem obrigações sexuais, “of course”). Simples assim. Vão aos eventos familiares ou da escola dos filhos sempre acompanhados e evitam assim os comentários ou posturas preconceituosas de quem estiver presente. Estranho pra muita gente, mas para um americano chamado Scott Rosenbaum, uma oportunidade clara de negócio.

Ao conhecer esse “sistema japonês”, Scott pensou em criar um sistema que hoje é usado internacionalmente para ALUGAR AMIGOS, o “Rent a Friend”. Atualmente o site do cara conta com aprox. 285.000 amigos “alugáveis” no mundo todo e 2.600 membros fixos que pagam por isso. Todos os perfis de pessoas cadastradas são públicos, mas para entrar em contato com o “amigo” precisa se tornar um membro. E, é lógico, que para ser um membro precisa pagar por isso: são $24.95 por mês ou $69.95 a anuidade. Já os “amigos” tem total liberdade de dizer quanto e como vão cobrar pela “amizade com prazo determinado”. Alguns nem cobram, só pedindo que você pague as despesas dos possíveis passeios. Até ai, não é muito diferente de alguns amigos “reais”, sendo que a diferença é que o amigo “real” geralmente só te avisa quando a conta chega. 😀

Quando li a primeira vez sobre o sistema fiquei triste. Sério! Me coloquei no lugar de pessoas que acabam alugando amigos para ir ao cinema, para conversar, para ir à um evento social para o qual não tem outra opção que não seja alugar um amigo e por ai vai. Mas depois, refletindo com mais calma e menos “conservadorismo”, cheguei à conclusão de que esse sistema é melhor do que ligar para o CVV ou do que manter amizade com pessoas que, na verdade, não gostamos simplesmente para não nos sentirmos sozinhos. Ah! Tem uma parte do sistema que eu acho interessante: alugar amigos quando você vai viajar para outros países. Bem, eu não alugaria, mas achei interessante pra ter alguém que conhece o “pedaço”. Enfim, se alguém aluga alguém com este propósito é menos por desespero e mais por curiosidade. Então, neste caso, dou um desconto vai. 😀

Mas no geral, para mim, o fato de poder alugar um amigo é um sistema que deriva da sociedade que estamos criando, onde muita gente está priorizando o virtual, o raso, o prático, o rentável ($$$). Uma sociedade desumanizada, desconectada dos valores primordiais da humanidade, uma sociedade egoísta e egocêntrica. Isso sim é triste, e não o fato de hoje podermos alugar um amigo. Se não estivéssemos tão desapegados do que faz a vida realmente valer a pena, ninguém precisaria disso, logo ninguém criaria isso. Não acredito que o sistema de alugar um amigo mereça ser criticado, mas a sociedade é que deveria acordar para o fato de que as únicas coisas que eram dadas gratuitamente já não são mais e isso, isso sim é preocupante.

Enfim, saudades de quando amor, carinho, atenção e alegria eram gratuitos e abundantes. Medo do que vamos deixar para nossos descendentes. De verdade. Medo: é esse sentimento que está aqui me cutucando enquanto termino este post.

Fonte: http://rentafriend.com/

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Itupeva, São Paulo: Café Colonial no Sítio Sassafraz

O que fazer na manhã de um domingo de Sol em pleno outono? Ficar em casa que não dá, então resolvemos seguir a dica de uma aluna minha e fomos experimentar o famoso “Café Colonial” servido em um sítio pertinho aqui de casa: o “Sítio Sassafraz“. Fica à aprox. 74km de São Paulo, 22km de Jundiaí e apenas 11km partindo aqui de casa. Sonho!

Eu não sabia exatamente como era, mas imaginava que um café da manhã que custa R$23.00 devia ser “o café”. Mas, admito, nossas expectativas foram superadas. Não só pelo café, mas também pelo lugar, pelo atendimento e pelo tanto de comida que tinha ali. Ainda bem que fomos “sabidos” e deixamos pra ir bem tarde, já contando com o “café-almoço”. O único problema de fazer isso é que todo mundo pensou como a gente e ai, já sabe, né!? Fila! Mas quando chegamos não eram tantas pessoas na nossa frente e como fiquei de conversa com a mulher que estava chamando o povo da fila, conseguimos uma mesa rapidinha e na área VIP (no deck). Pois é, dependendo do estabelecimento e da situação nada e nem o foursquare supera a vantagem de ser simpática e de ter um bebê a tira colo. 😀

Segundo a atendente, aos sábados é MUITO mais tranquilo e no domingo o negócio é chegar antes das 10 horas pra não pegar fila. Nós chegamos lá umas 10:30 hs porque nos meus planos era chegar lá, dar a papinha do Rafa e ele já ia capotar pra gente poder comer. Maaaas quem tem filho pequeno, sabe que planos de mãe são meras abstrações com alto potencial de frustração. Pois é, sabe que horas que a pequena criatura foi resolver dormir? Quando já era quase 13 horas! Ainda bem que tinha uma melancia deliciosa que segurou a ferinha pra gente poder comer sem ter que ficar correndo atrás dele.

Então, falando em comida, dá só uma olhada na fartura que encaramos. Nóssinhora! (como diria meu sábio marido…rs)

E, de sobremesa: pé-de-moleque-safado! 😀

Antes de sair pra visitar a bicharada do sítio que tal um “pit stop” com a galinha pintadinha? Fofo!

Depois de comer MUITO (mas MUITO mesmo!), hora de queimar algumas calorias conhecendo melhor o sítio. Isso mesmo! O Café Colonial é só o começo da jornada por aqui. O sítio tem muita coisa interessante, muitos bichinhos pra criançada ver e curtir como galinhas, porcos, ovelhas, cabras, carneiros, cavalos e vários coelhinhos fofinhos.

O visitante pode passear a cavalo ou, se preferir, pode pegar carona no “trenzinho” que é puxado por um trator. Sensacional a idéia! Mas confesso que eu preferia dar uma volta de trator. Já andei na garupa de um, mas juro que queria dirigir. Quem sabe não negocio com o moço da próxima vez. Tá, fiquem tranquilos que aviso qual será o dia, pra vocês tomarem cuidado se estiverem por lá. 😀

Estimamos que os caras devem faturar uma graninha legal com o café da manhã, mas sabemos que para um negócio sobreviver às vezes é necessário comercializar produtos mais rentáveis, certo? Pois é, dá só uma olhada no que os caras plantam lá…

… MANDIOCA!!!! Bobinhos… 😀

Agora vem a sensação mais impressionante do sítio: o “Selbstpflück” !!! Esse sistema é super comum lá na Alemanha e, por aqui parece que é chamado “Colhe-Pague”. Na hora que vi achei sensacional, pois eu JURAVA que um sistema desses no Brasil seria IMPOSSÍVEL! Mas esse sítio, repito, superou todas minhas expectativas. Adorei e não vejo a hora de voltar lá pra colher umas laranjas bahia que estavam bem apetitosas. 😀

Como na maioria dos lugares “turísticos” tem que rolar uma lojinha para comercializar produtos e regalos. A lojinha é bem simples, bonitinha e lá você pode beber “de grátis” uma pinga deliciosa ou um licorzinho pra adoçar a vida.

O café rola somente aos finais-de-semana das 8 às 12 horas. Então é só ficar de olho na previsão do tempo e, num dia como este é só chegar e se esbaldar! Ah! Quem precisar de cia, é só chamar que se a gente estiver de bobeira, a gente vai junto com muito prazer! ADORO ESSA VIDA INTERIORANA! 😀

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Que tal colher nuvens?

Quem nunca desejou tocar nas nuvens? Pular da janela do avião, acreditando que aquele mar de nuvens é tão fofinho que vai amortecer a queda, como se fosse um monte de algodão? Quem nunca quis morder as nuvens? Guardar as nuvens em uma garrafa? Não! Só eu tenho ainda esse desejo? Não pode ser! 😀

Pois é, voltando de Sampa hoje via Rodovia Bandeirantes não pude deixar de lembrar desse velho sonho, pois o céu de Sampa hoje estava repleto daquelas nuvens “gostosas”. Sabe aquelas bem gordinhas e cheias de pom-pom no contorno? Como são irresistíveis! Principalmente quando contrastam com um azul celeste tão raro e especial na capital. ADORO!

E, no meio da minha abstração, no meio da rodovia (olha o perigo! rs), lembrei que esse desejo vem se repetindo nos últimos dias, principalmente depois que, acidentalmente, tirei a foto abaixo no último final-de-semana. Quando tirei a foto, fiquei olhando por aquele ângulo e pensei: “Cara, já imaginou se a gente pudesse colher nuvens?” Que fosse só uma vez na vida, eu já seria a “mulher-criança” mais feliz do cosmos. E, mais, é uma das poucas coisas pela qual pagaria com o maior prazer!

Quem sabe… um dia… Sério! Afinal, se qualquer um (com muita grana) já pode até passear na lua, porque ainda é tão difícil pegar só um pedacinho de uma nuvem fofinha e inofensiva! Mundo estranho esse em que vivemos… enfim… keep dreaming… 😀

Colhe-Pague-Sonhos! 😀

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Piraí do Sul, Paraná: horizonte sem fim…

Piraí do Sul foi a cidade que escolhemos para relaxar no último feriado. Teoricamente, durante a pesquisa na internet, não tinha nada de tão especial, era só uma pousada simples que ficava em uma região bonita e já no caminho de volta para nossa casa. Simples e prático assim.

Mas quando chegamos lá… “Wow!”. Depois de um longo período longe das trilhas e de novos lugares, aquela terra sem fim me deu uma vontade absurda de sair correndo e pulando. Bem, vontade deu, mas com o Rafa no colo as coisas não são mais tão simples assim. Então fomos andando lentamente na mata virgem dos Campos Gerais e olhando aquele horizonte sem fim, sem concreto nenhum para bloquear nossa visão e nossos pensamentos. Uma sensação deliciosa de um mundo sem fim, mas com uma finalidade muito bem definida: viver sem limites.

Todos esses pensamentos e sentimentos aconteceram logo no momento em que chegamos. E isso, bem isso era só o começo do feriado filosófico e inesquecível.

Ficamos hospedados em uma pousada com o quintal mais lindo e extenso do mundo! O nome da pousada é “Pousada Serra do Pirahy” e, na verdade, poderia dizer que não é só uma pousada, é uma “Pousada Fazenda Familiar”. O proprietário é um cara SENSACIONAL que tem um papo delicioso e uma sabedoria invejável. Uma pessoa extremamente simples, formado em filosofia e psicologia, foi empregado durante muitos anos, já morou e rodou por muitos lugares dentro do Brasil e, no fim, decidiu largar tudo e investir na pousada e nos seus sonhos. Ele aparece no vídeo da cachoeira e de costas nessa foto abaixo. Ah! Tinha esse vizinho (camisa listrada) com o cavalo que estava sempre lá na casa com a gente e sempre aparecia nas trilhas. Inclusive, o Rafinha deu até uma voltinha no cavalo do moço, mas como eu estava segurando o Rafa e o moço estava guiando o cavalo, não rolou fotinho, mas já valeu pelo momento e pela experiência que o Rafa adorou! Nem preciso dizer que na hora imaginei nós dois cavalgando juntos um dia na nossa fazenda, né!? Vida perfeita!

O emerson mora na pousada com sua mãe e sua irmã que fazem comidinhas daquelas de vó mesmo. Delícia! Huuummm… só de pensar já dá saudades. Ah! E além deles 3 não seria justo esquecer outros 3 serzinhos deliciosos: Jau Jau, Picumã e Tupã. Três labradores lindos e que sempre acompanham os visitantes nas trilhas e, inclusive, nos mergulhos. 😀

A pousada oferece pensão completa. Mas não é uma pensão completa qualquer não, viu!? É muita comida! Nós nos sentimos realmente em casa, principalmente o Rô, pois parecia casa de mineiro onde você passa o dia comendo e conversando. Além da gente, tinha mais dois casais hospedados lá. Pessoas incríveis! Foi como um feriado em família, pois a sinergia estava simplesmente PERFEITA. Tão sensacional que foi só eu vacilar, que estava lá o Rafinha sentado no colo de uma das meninas faturando a banana dela. Isso depois de ter tirado todas as cebolas da fruteira, de ter arrastado todas cadeiras da cozinha e de ter sido todo lambido pelo Tupã, o labrador filhote. 😀

A única coisa não tão legal assim foi o frio que estava. Jésuis! O Rafinha ficou parecendo um teletubie com a jaquetinha dele, mas pelo menos deu pra segurar um pouco a friaca. O problema é que a mãe-jacu aqui não lembrou que o frio queima nossa pele e adivinha? Ele ficou parecendo um lord inglês e eu uma lady queimada, com as bochechas e a ponta do nariz vermelhinhos. O dó!

Aproveitando o nosso “quintal”, o Rafinha teve suas primeira aulas de direção. O difícil foi o Rô conseguir mudar a marcha com ele tirando a mão do pai como que dizendo: “Deixa comigo, pô!”

Mas voltando ao lugar e deixando um pouco de lado as experiências radicais do Rafinha, tenho que dizer que a paisagem daquele lugar nos transmitia muita paz. É uma paisagem, a princípio, plana, linear, limpa, nua, infinita. Mas conforme você vai se afastando da pousada, vai começando a perceber que aquilo que você vê é apenas a superfície do que existe ali. Quando estava lá, refletindo sobre aquele lugar, me peguei pensando que tudo na vida é como aquela paisagem. Na superfície tudo parece mais fácil, mais linear, mais cômodo, mais previsível.

Por outro lado, quando saímos da superfície das coisas ou das pessoas tudo se torna mais instável, mais perigoso, mais irregular, mais turbulento, mais arriscado.

É por isso que a maioria prefere a superfície, a superficialidade. E é por isso que eu amo regiões como essa, onde você tem a possibilidade de ir mais fundo e de se surpreender com o que a profundidade te oferece. Lá no topo você sente o vento e se prestar bem atenção já ouve o barulho das cachoeiras e corredeiras escondidas no vale. Elas te chamam. São irresistíveis. O caminho até lá é úmido, é sujo, é escorregadio. Mas o que se vê quando está lá no fundo do vale, faz valer muito a pena se arriscar. Você vivencia sensações que só a profundidade te dá. Meu Deus! Tudo que está lá em cima, se torna tão pequeno quando você está lá embaixo. Ir mais ao fundo é a melhor forma de entender que tudo na vida é, de verdade, relativo.

E olha que nem fomos tão “fundo” assim, pois não queríamos abusar muito no primeiro trekking do Rafinha. Quem lê pensa que ele foi andando, né!? Calma, AINDA não. Levamos ele no canguru, mas não é o ideal, o ideal mesmo é um equipamento próprio pra levar as crianças nessas aventuras que vamos comprar logo logo. E também queríamos ver se o pequeno ficava de boa e tal. Aconteceu o esperado: ele não só ficou de boa, como já queria até dar um mergulho básico.

Foi uma experiência deliciosa ter botado o Rafinha pra “trekkinar” com a gente. Quem conhece o figurinha sabe que ele é muuuuuito “easy going”. Não tem tempo ruim. A única coisa que ele não gosta (e ALELUIA nisso ele puxou a mãe!) é de ficar parado. Pois é, olha o Rafinha trekkineiro ai gente! Agora o “Mundo é dos 3” mesmo!

Como ainda vamos ter muita caminhada pela frente, fizemos questão de comprar pra ele a “primeira botinha de trekking”. Cara, no caso do Rafinha, esse item é um investimento e, principalmente, é irresistível! Tá, mas mais irresistível é o ver tentando calçar a botinha. Figura demais! Mas dá um desconto no “não é dois num pé só…”. Pois é, uma mãe babona também esquece do bom português. 😀

Pois é, nessa viagem eu realmente fiquei meio “abobalhada” de tanta alegria em estar ali, agora não somente como “Maira” ou como “Maira e Rô”. Essa foi a primeira “aventura” da minha família: eu, meu marido e meu filho. Vendo o Rafinha ali no meio daquela natureza linda, compartilhando com a gente mais uma das nossas aventuras e vendo ele curtindo aquilo tudo tanto quanto a gente não pude pensar em outra coisa a não ser Nele: em Deus. Pra mim, aquele momento, aquela experiência foi o batismo do Rafinha. Olhei pra ele e mentalmente disse: “Filho, não existe nada e nem ninguém nesse mundo capaz de te explicar o que é Deus. Deus a gente sente. Agora mesmo ele está aqui com a gente, nos abençoando com este lugar maravilhoso e com seres humanos tão puros e amados que estão aqui perto de nós. Isso é Deus. Então sempre que sentir um vazio, sentir que te falta algo, busque a natureza, busque as pessoas de bem e ali estará Deus. Mas também quando estiver feliz e sentir que precisa dividir ou agradecer, chame por Ele e agradeça sempre. Ele vai gostar de te encontrar também quando estiver feliz.”

E, falando em Deus, um feriado tão maravilhoso só poderia terminar com um pôr-do-Sol espetacular! Obrigada meu Deus! Obrigada Emerson pela hospitalidade e pela inspiração. Só o Rô sabe como essa viagem e as conversas com o Emerson mexeram comigo. Voltei com a corda toda! Me aguardem! 😀

O Emerson nos falando sobre como construiu a pousada: “Bem eu tinha pouco dinheiro e muito tempo, então gastei bastante tempo e investi o dinheiro pouco a pouco.” Reflita.

PLANOS: voltaremos no futuro pra explorar mais a região tão linda e matar as saudades da nossa família da pousada. Promessa!
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Castro (Castrolanda), Paraná – a Holanda brasileira

Graças à um convite para um casamento muito especial fomos parar em uma região repleta de boas surpresas paranaenses.

Pra começar que tal irmos direto pra Holanda? Que na verdade não é Holanda, mas sim Países Baixos. Mas enfim, seja lá como devemos chamar esse país, para sentí-lo só um pouquinho nem precisamos ir tão longe. Pois é, basta ir pra Castro, ou melhor, pra Colônia Castrolanda que fica em Castro no Paraná.

Castro é uma cidade com uma história interessante, rodeada de colônias holandesas e alemãs. O único lugar que tivemos oportunidade de conhecer foi o centro de informações turísticas que é muuuuito fofo, com um sapato holandês gigante logo na entrada. Coisa bem turística, mas que rende umas fotos muito fofas com os pequenos. 😀

Mas o que mais nos chamou a atenção não foi nem a cidade, mas sim a Colônia Holandesa que fica dentro da cidade, a Castrolanda. O nome já é uma homenagem aos colonos “holandeses”, ou seja, uma mistura de Castro com Holanda. Mas a diferença entre a colônia e a cidade é gritante. Aliás, a diferença entre a colônia e o Brasil é gritante. A sensação que tínhamos lá é de que realmente estávamos na Holanda, na Europa.

A colônia e toda sua riqueza aconteceu graças à união das famílias holandesas que chegaram no local em 1951. Eles se uniram e fundaram uma cooperativa, a Cooperativa Castrolanda. Essa cooperativa atua em diversos ramos e um deles é a produção de leite que é, inclusive, consumido aqui em casa. Os caras construíram um verdadeiro império holandês! Fora que a colônia é uma graça! Você custa a acreditar que está no Brasil. Casas lindas, sem muros, sem portões, pracinhas charmosas, ruas limpas e, pra fechar o cenário, holandeses falando holandês pelas ruas da colônia (bem, eu acho que era holandês…rs), plaquinhas das ruas com os nomes em holandês, árvore daquelas européias e um dos maiores moinhos de vento em operação no mundo que é operado pelo único “moleiro” certificado do Brasil. Ó! 😀

Só sei que, tirando o frio, até deu saudades da Alemanha. Mas, foi só seguir viagem rumo à próxima parada que as saudades deram lugar à alegria imensa de estar no Brasil, mais exatamente em Piraí do Sul. Aguarde o próximo post e conheça um dos paraísos Paranaenses!

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