Cultura

Passear na Alemanha ou em qualquer lugar do mundo te da uma idéia sobre o lugar e alguma noção sobre a cultura e história daquele país. Morar por 4 anos não me permite dizer que sei tudo sobre a Alemanha, mas posso dizer que aprendi muita coisa convivendo diariamente com alemães nativos e em diversas situações rotineiras que geralmente não vivenciamos como turistas ou até mesmo quando moramos no país, mas não nos integramos a este. Aprendi o idioma em um ano, conclui MBA ministrado em alemão e inglês, estagiei em empresa alemã só com alemães e homens e ate filho na Alemanha eu fiz. Mas se eu disser que durante as contrações gemi em alemão é mentira. Nesta página estão reunidos todos posts que escrevi sobre viver na Alemanha e olha que não descrevi nem metade de tudo que vi, vivi e aprendi por lá. Aliás, depois que voltei pro Brasil tenho a impressão de que podia ter aproveitado muito mais. Sim, a Alemanha é um país riquissímo em vários aspectos e não, os alemães não são todos sisudos. Vá sem preconceitos e seja feliz como eu fui! Wilkommen in Deutschland!

Polônia – Cracóvia e Auschwitz

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A polônia é um país europeu que figura entre os de maior extensão territorial do continente, porém é menor que o estado de Goiás. Possui fronteiras no Mar Báltico (N), com a província Rússia de Kaliningrado e Lituânia (N), com Belarus e Ucrânia (L), com República Tcheca e Eslováquia (S) e Alemanha (O). Uma localização hoje vantajosa por causa do turismo, mas que no passado trouxe muita tristeza e destruição por causa da localização geograficamente estratégica durante as guerras mundiais. Sua capital é Varsóvia e sua moeda o Zloty (zl).

Já foi domínio de países como a Suécia, a Rússia, a Prússia, a Áustria e a Alemanha. Hoje é um país independente e que apresenta uma economia crescente, principalmente após entrar para o bloco da União Européia em 2004. Sua moeda continua a mesma, mas colecionadores devem ir logo, pois o euro chega na Polônia definitivamente em 2011.

Nasceram nesse país o nosso querido e inesquecível João Paulo II, na cidade de Wadowice, e o astrônomo Nicolau Copérnico, nascido em Torún.

E é nesse país que se sente com intensidade o que foi o Holocausto. É aqui, na Polônia onde o homem atuou com o máximo de crueldade que poderia sobre a vida de pessoas inocentes. MAS é também nesse país que existe a cidade de Cracóvia. Uma cidade considerada uma das mais belas da europa. Uma cidade que é viva, que é intacta, pois foi poupada em boa parte durante a guerra. E foi assim que conhecemos a Polônia. Conhecemos a sua beleza e a sua vivacidade com uma juventude que toma as suas ruas, mas também conhecemos seu passado triste e inesquecível de dor, de morte, de tristeza e de injustiças baseadas em estúpidas diferenças raciais.

Mas, mais difícil do que compreender o seu passado, é compreender a sua língua, o polonês. (((-: É verdade! Lembram do post sobre a língua na eslováquia? Pois é, tudo aquilo que disse lá se aplica aqui também, até porque são da mesma família de línguas eslavas. Às vezes me pergunto como é que eles se entendem! (((-:

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E, como se não bastasse ser uma língua incompreensível, é uma língua que pode te levar a “supor” que isso é aquilo e essa suposição pode gerar sérios conflitos existenciais e culturais. Olha isso ai embaixo!

Juro que se não tivesse escrito em inglês logo abaixo eu NUNCA ia adivinhar que “DROGA” em polonês quer dizer “ESTRADA/CAMINHO”! Agora imagina a minha cara quando li a frase “DROGA DO WATYKANU” no país do papa mais amado do mundo??? Afff…

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Andar sem destino e de forma independente tem suas vantagens, pois você se depara com coisas únicas e surpreendentes. Por exemplo, se você é uma daquelas mulheres que viaja e não consegue deixar de ir fazer suas unhas, uma boa notícia: parece que o termo em polonês é o mesmo que em português… bom, isso se nao for mais um falso cognato.

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Aliás, falando em alegria de ler algo na nossa língua materna, olha o que encontramos nas nossas “perdanças”. Um restaurante brasileirissímo! Mas, desta vez, resistimos à tentação de comer uma bela feijoada para garimpar lugares mais alternativos, mas a cara estava ótima.

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O Sukiennice (Cloth Hall) é um mercado que foi construído nos séculos 13 e 14 em estilo gótico e reformado como renascentista depois de um incêndio no século 16. Hoje é um concentrado de banquinhas que vendem souvenirs, mas que tem uma atmosfera de “camelô europeu”, manja!? Ótimo para comprar tudo em um só lugar!

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A Bazylika Mariacka (Basílica de Santa Maria) é uma construção que representa a discórdia. Olha o tamanho das torres! Vê se tem base! Pois é, a basílica foi construída por dois irmãos e cada um foi responsável pelo projeto de uma torre. Já imaginam, né? O projetista da torre cotoca ficou com inveja e matou seu irmao, o projetista da torre pomposa. Maaaas, depois se arrependeu e “se auto-suicidou-se a si próprio”!!! (assim como eu acabo de fazer com o português..hehehe) Babado, né!? Mas, pra tentar apagar essa lenda, criaram outra mais bunitinha e que, hoje, dá ibope. A cada hora soa um toque de trompete (ou seria uma gravação de um cara soprando a trompa?) vindo das torres gêmeas, pois diz a outra lenda que, uma certa vez, os invasores tártaros estavam se aproximando para invadir a cidade e o trompeteiro de plantão deu um toque de “corram” com a trompeta e o sinal foi interrompido bruscamente quando ele foi atingido pelo inimigo, caindo morto e ficando apenas com a trompeta na mão. Sem graça, mas todos ficam na frente das torres esperando a trompeta soar. Enfim, turismo.

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Não é só o trompete da igreja que faz sucesso por aqui. Aliás, é o que menos faz quando comparado com os pombos fominhas. Se você é daqueles que reclama da quantidade de pombos no Brasil, acorde! Na Polônia eles fazem dinheiro e fotos maravilhosas! Olha a dessa menininha ai embaixo. Tem como achar ruim ver centenas de pombos juntinhos? (((-: Pois é, tem um senhor na praça central de Cracóvia que tem uma banquinha onde ele vende comidinha para os pombos num saquinho. Então é lógico que a quantidade de pombos nesse local específico é ABSURDA!!! São praticamente pombos adestrados e eu acredito que tem alguma substância na comida que ele vende. Por quê!? Porque observamos outras pessoas dando pão, por exemplo, para os pombinhos e eles não davam a mínima e iam voando pra banca do velho.

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Esse “pórtico” se chama Brama Florianska (Portal Florianska) e faz parte da fortaleza medieval Barbakan, que protegia a cidade no passado.

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O que eu mais gostei em Cracóvia foi justamente do que poucos querem ver: casas caindo aos pedaços. ADORO! Penso na seguinte sequência: “europa – coisa velha – buraco – faltando pedaço”. Acompanhou a lógica? Tem tudo a ver essa parede com a história de um país como a Polônia! ADOREI!

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Outra identidade dos polacos é a Vodka e nem os monumentos escapam de beber “umazinha”. (((-: Olha a cara do leão, meu Deus! Tá bom, a do Rodrigo tá muito mais cômica! (((-:

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Bem que eu desconfiava desse leão! Olha o que achamos ali pertinho… Pois é, após uma noite de sábado em Cracóvia você pode até fazer uma coleção de garrafas de Vodka que encontrar nas ruas! (((-: Pena que todas vazias. )))-:

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Na praça central tem uma cabeça-sem-homem que é o maior sucesso! Não tenho a menor idéia de quem fez a escultura e muito menos o que ela representa, mas isso posso imaginar: homem com nada na cabeça. (((-:

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Estávamos nós andando e eu tirando fotos compulsivamente quando de repente eu fiquei totalmente alucinada com uma descoberta: a mulher do algodão doce. Eu NUNCA tinha visto algodão doce pra vender aqui na europa (mas agora tem até aqui em Stuttgart) e me senti, de verdade, uma criança. Não. Eu não gosto de comer algodão doce, mas quando vejo me remete à minha infância e ai lembro do cara que passava na rua vendendo e que as crianças saiam pra comprar e aí … bom, aí eu fico feliz, ué!

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Falando em voltar a ser criança, olha isso! Fala que não dá vontade de voltar a ser criança com uma cena dessas? Eu fiquei lá esperando sair outra bola e outra e outra e, vendo a expressão das criancinhas, vi o quanto é bom ser pequeno de vez em quando. Tá bom… ser MUITO pequeno, ok!? É que tem coisas que ficam numa dimensão tão impressionante e tão encantadora. É tudo tão grandioso e tão mágico. Ai quando você vira adulto você olha pra essa bolha, mas você já sabe como ela feita e parece que ela se torna menor com isso. A mágica some como a bolha: rápido e sem deixar vestígios. Mas eu continuo me encantando e isso prova que eu realmente não cresci tanto assim. (((-:

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Já percebi que é uma prática super comum na europa vender pães em cestinhas na rua, nos parques ou em qualquer lugar público e ao ar livre. Acho uma graça e geralmente são uma delícia (apesar de frios no inverno)!

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O castelo que visitamos, chamado Wawel Castle, tem um monte de lendas (como todos), mas uma que rende muitos euros e muitas fotos é a lenda de um dragão que morava no castelo. Esse até cospe fogo! De verdade! Mas ele só cuspia quando eu me distraia e ai nem rolou aqueeela foto.

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Após conhecer as paradas turistícas mais “top” fomos para uma que, apesar de turística, não é a mais queridinha dos turistas. Estou falando do bairro Kazimierz, ou como é conhecido: o gueto judaico de Cracóvia. Por cerca de 500 anos moraram nesse bairro a maior parte da população judaica da cidade de Cracóvia, mas hoje vivem apenas 200 judeus. E é também nesse bairro onde foi filmado o filme “A lista de Schindler”, mas a fábrica de Schindler não está aberta à visitação, pois hoje é uma fábrica de eletrônicos.

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Na foto abaixo está uma das partes que sobraram do muro que foi construído para isolar esse bairro do resto da cidade. O muro foi construído pelos nazistas e o formato nos remete à construção de um túmulo ao lado do outro. Através dessa construção, os nazistas simplesmente traduzem suas intenções: transformar aquele bairro em um cemitério judeu.

 

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Para explorar esse bairro é preciso esquecer mapas e seguir sem rumo e sem preconceitos. Chegando lá encontramos esse café judeu. Achei o máximo ver a placa e o cardápio escritos em hebraico.

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Mas esse é um café bem conservador e “normal”. Andando mais e mais e nos enfiando nas vielas do Kazimierz chegamos no pub “Alquimia”. Fomos lá no final da tarde e tomei um chocolate quente divino. Não, NUNCA tomei algo tão cremoso, gostoso e enfeitiçado. A decoração do lugar me lembrou muito os pubs irlandeses. Muitos objetos antigos, móveis de madeira, luz de velas e um relógio que te impossibilita flertar perguntando as horas pra alguém. (((-: (apesar que essa desvantagem o celular já trouxe).

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Ficamos lá e logo o Rô descobriu um porão onde rola show à noite e É LÓGICO que fomos! O lugar é sinixtro. É um porão super pequeno, onde tivemos que esperar até conseguir um lugar pra sentar. Mas mais sinixtro do que o porão do pub foi o som da banda que tocou nesse dia. Qual estilo? TODOS! Sei lá. Eu chamaria de “estilo livre”, pois eram vários instrumentos que tocavam o que queriam e do jeito que queriam. No começo, eu quase tive um treco, pois a falta de compasso e a “des-melodia” começou a mexer com meus “equilibrados” nervos. Mas quando chegou na última música eu percebi que de tanto desencontro é sempre possível encontrar alguma coisa. Eles encontraram uma melodia maravilhosa e pudemos aquietar nossos nervos e aproveitar aquele som mágico e único! Sem esquecer de comentar da única mulher da banda, pois é uma baixista de peso! Detonou! (no bom sentido, claro)

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Bom, após um longo dia de caminhada, pubs e shows decidimos matar o que estava nos matando: a fome. Já tínhamos jantado, mas sabe quando fica faltando alguma coisa? Isso mesmo: gula. Vimos uma fila na frente de uma banquinha que tinha um buraco por onde só dava pra ver a barriga do cara que trabalhava lá dentro. Pensamos: “Hummm… o que será isso? Dever ser bom, afinal ficar na fila nessa friaca tem que ser por algo que vale a pena.” De repente vimos um cara saindo da fila com um pão gigante recheado com algo suculento que parecia ter cebola. Só sei que vimos o cardápio e estava TUDO em polonês. Apuros. Começamos a prestar atenção no que a galera pedia e esperava pra ver o que vinha. Mas todos pediam a mesma coisa e essa coisa não era o que queríamos. No fim, encontramos um item que falava algo como “cebulka”. Bingo! Cebulka SÓ PODE SER CEBOLA! Pedimos e ficamos esperando e rezando. Todos na fila pareciam locais e nos observavam sem parar. Quando chegou… ufa! ACERTAMOS EM CHEIO! Veio exatamente o que queríamos! Saímos rindo e eu pulando que nem uma doida. Até parecia criança ganhando presente no Natal! Todos ficaram nos olhando e, provavelmente, pensando: “De onde vem esses ETs?”.” Mas tenho certeza que pediram o mesmo que o nosso só de inveja da nossa alegria. Nada como ser sabido. (((-:

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Detalhe: É UMA DELÍCIA!!!!! Chama-se, eu suponho (kkkk), “ZAPIEKANKI”. Se for à Cracóvia não deixe de provar! Muuuuuuito melhor que hot-dog e que o bretzel ou Bratwurst (pao com linguiça) dos alemães!!! Mas muuuuuuito melhor mesmo!

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No outro dia fomos de ônibus para Oswiecim a 75km de Cracóvia. Essa cidade passou a ser conhecida como “Auschwitz” após a implantação dos campos de concentração nazistas, mas seus moradores e os polacos em geral se referem à ela pelo seu nome original: “Oswiecim”. E eu concordo com essa postura. Auschwitz é, graças à Deus, uma página virada na história da Polônia e da humanidade.

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Esse campo de concentração foi criado em 1940 e sua existência durou “apenas” 5 anos. Foi destinado, a princípio, aos prisioneiros políticos polacos, mas com o tempo se transformou em um campo de concentração internacional, recebendo checos, jugoslavos, franceses, austríacos, alemães, prisioneiros de guerra soviéticos e ciganos. Foi um campo criado pelos alemães após incorporar essa cidade ao chamado “Terceiro Reich”, sendo que foi após essa “invasão” que os alemães “mudaram” o nome da cidade para “Auschwitz”.

Chegando lá nos deparamos, como no campo próximo à Berlim, com essa entrada. A frase “Arbeit macht frei” era o lema dos nazistas e significa dizer que o trabalho liberta. Mentira. O trabalho, nesse caso, só trouxe morte.

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O campo de Auschwitz abriga um grande museu nos prédios alojavam prisioneiros, que mostra um lado diferente do que vimos em Berlim. Em Berlim os judeus são tratados e retratados como vítimas. Já nesse museu da Polônia eles contam várias coisas sobre a resistência polonesa e judaica, além é claro da perseguiçao racista empreendida pelos nazistas. Retrata a investida de várias frentes polonesas contra o regime nazista, que tentaram conter o avanço alemao. Um ponto de vista interessante que não tivemos contato nas exposições na Alemanha. Fala também sobre o dia-a-dia dos prisioneiros e as rotinas dos campos de concentraçao, que se transformaram em campos de extermínio.

Para se ter uma extensão do horror dos campos de concentraçao deve-se visitar o outro campo chamado “Birkenau” (ou Auschwitz II). Fica a apenas 2,5km do campo de Auschwitz, e há transporte gratuito entre um campo e outro. Nesse campo é possível ter contato com galpoes intactos onde os prisioneiros, na maioria judeus, eram amontoados, as ruínas de quatro crematórios, câmaras de gás e piras de incineração, cais da estação onde tinham lugar as separações criteriosas dos recém-chegados, lago cheio de cinzas humanas e o “Pavilhão da Morte”. O número de mortos nesses campos é estimado por historiadores em 1,5 milhões de pessas, mas esse número pode ser bem maior. Essa constatação se deve ao fato de que muitos prisioneiros chegavam e já eram enviados para as câmaras de gás sem serem registrados, principalmente mulheres e crianças.

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Esse era o trilho da morte. Era através dele que chegavam os trens com milhares de judeus enganados. Muitos chegavam mortos, pois viajam até 10 dias sem se alimentar. Alguns eram atraídos para essa viagem através de promessas falsas de emprego no leste europeu. Os nazistas fechavam as portas dos trens e só as abriam novamente no inferno (após até 2400km de distância de sua origem).

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Esse era um dos abrigos, onde os prisioneiros defecavam coletivamente. E essa é só uma amostra das condições sub-humanas em que “sobreviveram” os prisioneiros nesses campos nazistas.

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Conhecer o local onde foram mortas mais de 1,5 milhão de pessoas é triste, deprimente e revoltante. Próximo à Berlim tivemos contato com um campo de concentração, o qual (talvez por ter sido o primeiro) nos deixou muito chocados e deprimidos. Além disso, a Alemanha tem um arquivo de fotos e vídeos infinitamente maior do que a Polônia (o que é compreensível) e são justamente essas imagens que fazem com que os visitantes sintam um pouco do sofrimento daquelas pessoas. O museu de Auschwitz tem muitas fotos também, mas menos do que em Berlim.

Mas, de qualquer forma, independente da intensidade do que vimos ou sentimos desta vez, visitar um campo de concentração nazista é sempre um momento que merece nossas reflexões e nosso silêncio pelas vítimas desse período de massacres e de milhares de vidas interrompidas.

Uma história triste, mas que deve ser lembrada. Talvez assim ela não aconteça de novo. Talvez.

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Após um dia de reflexões, é chegada a hora de ir embora. Mais uma despedida. Mais momentos e sentimentos. Um novo horizonte se cria à nossa frente.

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Entrando no trem acima nos sentimos na classe executiva. Todos passageiros ficam em cabines, ou seja, até mesmo aqueles que compram bilhete para a classe econômica. Um luxo!

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É … nem tanto. Olha o nível do carrinho do cara que passava vendendo drinks e snacks. Era um carrinho de supermercado! No mínimo, se tratando de europa, original. (((-:

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Enfim, conhecemos essa face da Polônia, mas ela tem muito mais a oferecer, e pra todos os gostos. É um lugar interessante de se conhecer, mas eu não classificaria como imprescindível para quem quer fazer um “tour” pela Europa.

Mais fotos aqui !

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15 Comentários para "Polônia – Cracóvia e Auschwitz"

  1. nirleni disse:

    Uffffffffffffa!!! logo cedo viajar assim cansa…rsrs
    nao esperava sair correndo ..mas amei esta viagem.Amei sua foto dentro daquele olho e o Rodriguinho que lindo parece que nasceu leao???rsrs
    saudades…esperando os dois.

  2. Maira disse:

    É o melhor dessa viagem foram as fotos comédia… hehehehe… Tb estamos com saudades mil mamis!!!! Mas estamos chegando e nem acredito!!!! (((((((((((((((((((-: Bjs!!!!

  3. Sandra disse:

    Adorei ter viajado com vcs. O 1° campo de concentracao que mencionou, perto de Berlim, se chama Oranienburg, que eu também já visitei. Ainda estou devendo uma visita a Auschwitz! Um abraco, Sandra

  4. Rodrigo disse:

    Olha depois de muitoooo tempo resolvi assistir “A lista de Schindler” e fiquei surpreendido.

    Acho que estou mais preso as raizes (conforto, costume, hábito, comodismo) do que eu imaginei. Leio as histórias de vocês e e vejo que não teria tanta coragem para sair mundo a fora.

    Mas essa fábrica eu quero conhecer ….rsrssr

    Beijos

  5. Maira disse:

    Que nao tem coragem Gobbinho!!!! Tá doido homem! Brincadeira…(((-: Nao é só questao de ser corajoso ou nao moco. Tem muito a ver com personalidade e desejos pessoais, sabe!? De repente pra você o que tem mais valor é o que vc tem hoje e viajar ou nao, nao faria diferenca pra vc. Talvez. Nao me julgo corajosa e nem melhor do q ninguém por estar rodando mundo a fora. Só sinto q estou buscando o que me faz feliz por enquanto, mas tenho certeza q vai chegar um momento onde eu vou querer ficar no meu cantinho. Quietinha. Vivendo no meu mundo e incentivando meus filhos a viajarem. (((-: Seja feliz com o q faz e o q possui. Isso é o mais importante! Bjs!

  6. Ademilson disse:

    Estou aqui na alemanha, com alguns colegas
    nesta sexta iremos fazer essa viagem para a Polonia, Cracovia
    e é claro, Auschwitz….

    Quero te agradecer de coracao as dicas fantasticas.
    vou visitar todos esses lugares que voce indicou..

    Abraßus

  7. Raquel disse:

    Olá. Fazendo uma pesquisa na internet sobre Auschwitz, por acaso encontrei seu blog… Gostaria de te pedir umas dicas sobre como chegar lá. Não sei se acredita nessas coisas de vidas passadas, mas você já teve a sensação de TER que visitar algum lugar? Só de ver suas fotos eu chorei… Estou pensando em visitar a França e a Itália com minha mãe no ano que vem (maio de 2010), e gostaria de aproveitar para conhecer Auschwitz. Será que você poderia me dar umas dicas? Onde devo descer, quanto tempo de ônibus pra lá, quanto custa, essas coisas. Eu ficaria muitíssimo grata.
    Abraços.
    Raquel Rodrigues

  8. Camilla disse:

    Ola..
    Gostaria de saber, se voce recomenda algum lugar pra dormir em Cracovia. Pode ser algo do tipo albergue, hostel, enfim…

    Aguardo seu contato.

    Att.,
    Camilla

  9. Fernanda disse:

    Maira

    fiz recentemente (dez/jan) uma super viagem pela Europa… boa parte dela com informações que consegui através do seu blog…. inclusiiiveeee, só porque vi aqui, tive coragem de tirar uma fotinha igualzinha a sua dentro da cabeça da cabeça-sem-homem! :P
    bjos e MUITISSIMO obrigada por TODAS as informações! :D

  10. priscilla disse:

    Oi, td bom?
    Achei seu site no google, procurando sobre polônia…
    Vou a berlim no final do ano e pretendo fazer cracóvia e auschwitz. Esse trem que vc pegou é o direto a berlim? voce sabe mais ou menos a faiza de preço? No site da Dbahn da como indisponível o valor…
    Bom, era isso.
    Parabéns pelo blog, mto legal!

    Abraço
    Priscilla

  11. Vivi disse:

    Adorei o blog de vcs…sou viajante de carteirinha e qq link ligado a este assunto me fascina.
    Na foto sobre onde os prisioneiros “defecavam” eu acho q vale lembrar que nao tinha espaco o suficiente para todos eles, pq o tempo era curto. Tambem, como eles dormiam empilhados em 6 ou 7 em uma cama que cabia no maximo duas pessoas de lado, mtos deles n conseguiam levantar e acabavam fazendo suas necessidades uns por cima dos outros.
    Isso tudo ligado a um frio de menos varios graus, quase nenhuma roupa e rarissima alimentacao, os deixavam debilitados, frageis, doentes e mortos uns por cima dos outros.
    Sinceramente, independente do que tenha visto antes, nao achei justo colocar que “nao foi tao chocante assim” gente…ja vi mta coisa na minha vida, mas Auschiwitz foi algo a parte.
    Na minha volta de onibus ate Krakow, sentei ao lado de um senhor que havia estado no campo e fugido. Meu marido que fala polones (tem descendencia) conversou com ele e eu sem entender uma palavra nunca havia conseguido ver tanta tristeza em uma expressao.
    O que aconteceu ali dentro e em varios outros lugares nao eh digno de ser descrito com palavras e cabe a nos o devido respeito e cuidado ao falarmos do assunto.
    Na minha opiniao, todo ser humano deveria visitar um lugar como este, para aprender a entender a vida que leva e o qto eh feliz + para nao deixarmos isso nunca mais acontecer no futuro.
    Ps. Lembrando que similaridades acontecem em varios paises ditatoriais…
    O que mudou mto minha maneira de ver as coisas quando vim morar na europa eh porque p nos brasileiros isso eh tudo historia, vivida num lugar distante, ha mto tempo atras.
    Para os europeus, isso aconteceu ontem, com alguem da familia deles e faz parte do dia a dia deles. Todos de alguma forma sao descedentes das dores causadas pelas guerras.
    Desculpem o desabafo, mas historias como esta, como o “diario de Anne Frank, Familia Bielski etc” me chocam muito.
    Abracos a todos e novamente, parabens pelo site

  12. Nina disse:

    Obrigada pelo maravilhoso relato. Foi emocionante para mim ler sobre este país que é importante para mim, pessoalmente, até por causa da história de minha família, entre outros motivos. Foi uma das bases para um conto que tenho escrito, talvez a melhor de todas. Senti os sentimentos em cada parte do teu texto. Pessoas que viajam assim, vivem experiências tão incríveis, não? Parabéns!

  13. Fabio Andrade disse:

    Ola, Eu conheci os dois campos de concentração em auschwitz e a cidade cracóvia… Continuarei viajando pelo mundo e conhecendos lugares históricos, os quais marcaram a história e continuam a marcar… Até um dia desses por ai… Valeu!!!

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