Day by day

SINTOMAS – Carência agudissíssíma

Aconteceu. Ela chegou com forca total. Sim, tô carentérrima. Nao sei se o inverno ajudou, se a proximidade do parto tá influenciando, se a proximidade de partir está influenciando, se o fato de algumas pessoas muito queridos terem voltado e estarem voltando para seus países de origem (inclusive para o Brasil) influenciou. Só sei que tô com o coracao apertadinho. O Rô tem feito o possível (e o impossível) pra suprir isso, mas já percebi que o que quero mesmo é “muvuca”. Nao é o carinho a dois que me falta, acho que aliás nao é nem o carinho em si. O que me falta sao aqueles momentos com bastante gente, tipo aquela mesa de domingo com a família, sabe!? Pois é, tô precisando de bagunca mesmo. De ver gente, de sentar pra conversar sem hora pra terminar e sem assunto pré-definido. Tô precisando viajar. Sei lá.

Penso em ligar pra todo mundo todos os dias, mas fico envolvida com a tese e quando vejo o dia já acabou e eu nao conversei com quase ninguém. Só com “meus homens” mesmo. Ah! E com minhas orquídeas também. :-D

Mas sei lá. Nao posso mudar muito isso agora. Tô realmente apertada com a entrega da tese e nao posso me dar ao luxo de sair todos os dias pra bater papo. Quando decidi fazer as duas coisas ao mesmo tempo (filho+tese) sabia que isso iria acontecer, mas parece que no inverno tudo fica pior. Afff… Com as festas de final-de-ano chegando e nao podendo viajar entao, fica pior ainda.

Enfim, só registrei pra ficar claro de que, apesar de toda felicidade deste momento mágico, também estou sentindo falta presenca das pessoas queridas no meu dia-a-dia. Algumas vou encontrar esse findi e isso já me faz muito feliz, apesar de saber que de vez em quando meu pensamento vai “brucutu” na tese. Pois é, coisas de gente doida que nem eu que gosta de fazer tudo perfeito, enlouquecendo com isso. Nao gosto de ser assim, juro. Mas sempre fui e essa é aquela característica que pode até ser amenizada, mas que nao desaparece jamais: a mania de querer ser perfeita (sabendo que isso é impossível) e a auto-crítica extrema (auto-pressao mesmo).

Se estiver lendo isso e ficar preocupado(a). Relaxa, tá!? É só pra registrar mesmo e pra exercitar minha capacidade de demonstrar fraquezas também. Sempre fui durona e isso às vezes dá a impressao de que sou uma parede. Pois é, só se for de isopor. :-D

É isso. Agora lá vou eu enfrentar a dona neve pra ir lá pra biblioteca ampliar meus “conhecimentos” e minhas chances de escorregar no gelo (rs). Sério! Como disse amo neve, mas que as ruas se tornam um perido, disso ninguém tem dúvida. A parte boa é jogar neve nos outros. Mas disso eu e o Rô já brincamos ontem, inspirados por umas criancas pentelhas que comecaram a jogar a neve que fica depositada nos vidros dos carros estacionados uma na outra. ADORO!!! É tipo nossa guerrinha com mangueira, mas num contexto completamente inverso e gélido, mas delicioso. :-D

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Nenhum Comentário para "SINTOMAS – Carência agudissíssíma"

  1. Karen disse:

    Sendo gélida como o inverno alemão: desde quando você não tem essa carência de pessoas e lugares, linda? Inclusive ela é uma engrenagem do teu motor motivacional, né? É a tua virtude, é o pedaço do pé que te movimenta.
    É certo que o barrigão te acende pra essa sensação como para todas as outras já colocadas aqui nesse blog, potencializando o que já tá aí desde muuuito tempo, mas acredito mesmo que é o corpitcho imerso no mundo de letrinhas da tua tese o que pesa bem mais. Imagina, você dias e dias movimentando a cachola sem as perninhas acompanharem o mesmo movimento frenético! Hehe, é triste!!!!

    Beijocas e mais beijocas!!!

  2. Giselinha disse:

    Má…. como eu entendo essa parte da parede… rsrs
    Sabemos que tudo dará certo… e tudo faz parte… e você é demais… O MUNDO É DOS TRÊS.. e de todo mundo junto!!! rsrs
    te amodoro
    Beijos
    Gi

  3. Ana Masson disse:

    Oi, Maira!!!
    Eu de novo!!! ETWB forever… hahahaha
    Quando puder, vc pode me passar um e-mail pelo qual a gente possa conversar? Tenho coisas pra contar!
    Beijos nessa família linda!

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