Suíça

Suiça – Willisau e Sursee

 

Willisau e Sursee fazem parte do “Cantão de Lucerna” na região central da Suiça e está a menos de 300km aqui de casa (((-: . Nessa parte da Suiça a língua oficial é o alemão, mas, pode ter certeza, ouvirá mais dialetos estranhos do que o alemão padrão que nós, estrangeiros, aprendemos na escola. Lembrando que na Suiça existem quatro idiomas oficiais, sendo que cada um se apresenta em uma região específica: alemão, francês, italiano e romanesco.

Fomos parar lá por obra do destino mesmo e já aviso que esse post é mais “cultural” do que “paisagístico”. É sobre a experiência de estar na Suiça com suiços de uma pequena cidade próxima à Lucerna. Falo um pouco sobre eles e sobre o que nos contaram (e sobre o que observamos) sobre sua cultura e modo de viver.

Quando estive em Malta conheci uma suiça, a Sandra, que se tornou em 2 semanas minha melhor e única amiga suiça. (((-: No post sobre Malta falo sobre ela, falo sobre minha surpresa em conhecer uma jovem de 25 anos que me lembra eu tão perfeitamente, embora tenhamos sido criadas em culturas completamente distintas. Desde que voltamos de lá, continuamos nos comunicando por email e SMS. Mas eis que ela me convida para visitá-la na sua casa e eu, após pensar muuuuito (uns 5 segundos) avisei o Rodrigo e já marcamos a data.

Ela e o namorado, apesar da idade, já moram juntos há quase 2 anos. Aliás essa prática é super comum na europa, ou seja,  casais jovens saem de casa sem casar para morarem juntos e não parecem estar muito preocupados com casamento oficial. A casa deles é antiga e enooooorme e a decoração é super original e alternativa. A cara deles! Ele é vendedor de eletroeletrônicos e ela trabalha por enquanto como designer de banheiro. Hein? Pois é, quando ela “tentou” me explicar em Malta eu estava entendendo que ela era encanadora! kkkkk… Mas na verdade essa área de “designer de banheiro” (montar um banheiro onde tudo combine e tal) só dá dinheiro em lugar onde tem muita gente rica mesmo. Ou seja: SUICA.

Além disso, ela trabalha todos finais-de-semana como garçonete em um restaurante da cidade. São jovens que ganham seus francos de forma bem suada, mas que tem uma qualidade de vida maravilhosa quando comparamos com uma mesma situação no Brasil. É incrível o que eles conseguem fazer e ter trabalhando em profissoes sem uma remuneração tão especial.

Mas os dois gostam mesmo é de outras coisas. Ele é afixionado por cinema e isso é muito claro quando se observa a decoração da casa. (((-:

Ela já sonha em montar cenários de teatro. Aliás, quando ela me falou também custei a entender. Eu tinha entendido que ela queria ser atriz de teatro! (((-: Também quando eu ia imaginar que alguém sonha em montar cenários para teatro???????? Tá bom, também tem isso no Brasil, mas eu nunca conheci ninguém, poxa! hehehe… Ah e ela não quer projetar não, ela quer é botar a mão na massa, na madeira, na tinta e etc. Minina porreta! (((-:

Logo que chegamos ficamos sabendo que eles tinham alguns CDs de música brasileira e até mesmo o DVD do filme “Cidade de Deus”. Adivinha do que eles lembram (ou lembravam antes de nos conhecer) quando se fala em Brasil???? Favela. Culpa do nosso cinema nacional que só sabe produzir (e bem) filmes sobre nossos problemas sociais. Mas enfim…

Como somos pouco xeretas, descobrimos algumas coisas interessantes perambulando pela casa. A primeira foi um relógio sobre a mesa da cozinha com a data de 1700 e alguma coisa. Pra falar a verdade eu nem duvidei, pois o bichinho parecia velho mesmo. Mas, na verdade, a Sandra disse que não é tããããããão velho assim. Tão lindo! (((-: Amo coisa velha! Vai entender. (((-:

Ainda no mesmo cômodo, a cozinha, achei bem legal observar na porta da geladeira papelzinhos com a divisão de tarefas do casal. Organizado que nem lá em casa! (((-: Tá bom, é mentira. Aqui faz quem tem vontade e quando a coisa aperta. (((-: Esse negócio de ter plano pra tudo é coisa de alemão e, pelo jeito, de todos povos que falam alemão ou “algo” próximo a isso. (((-:

Agora o mais interessante na casa foi encontrar um sauna. Acreditam? É ou não é coisa de Suiça? (((-:

Pertinho do nosso “quartão”, ficava a área de serviço onde encontramos “por um acaso” um uniforme militar. Logo depois perguntamos ao Remo (sim, esse é o nome da pessoa) se ele havia servido ao exército e ele nos explicou que TODOS os homens da Suiça são obrigados a servir, e que você pode escolher fazer isso no período de aproximadamente um ano OU um bucadinho por vários anos consecutivos até cumprir 300 dias de serviço militar. Até ai, normal. Mas o mais impressionante é que todos trazem pra casa o fuzil, ou seja, todas as casas na Suiça que tem algum homem estão equipadas com um fuzil, tem idéia?!?!?!? Mas, calma, pois hoje em dia levam o fuzil sem munição, ou seja, é só pra assustar mesmo. (((-:

Durante o dia eu e o Rô fomos passear na cidade de Willisau e depois fomos para uma cidade próxima e maior chamada Sursee. Fomos sozinhos, pois eles tinham uma festa de família. O mais impressionante é perceber que a maioria esmagadora naquela região fala o “bendito” dialeto, do qual entendemos, no máximo, o “hallo”. (((-: Bem diferente do que acontece aqui em Stuttgart. Em Stuttgart também existe um dialeto lazarento chamado “schwäbisch”, mas aqui a gente mal ouve o alemão, imagina um dialeto. (((-:

Esse bode ai embaixo o Rô apelidou de “mentirinha”. Adivinha porquê? (((-:

Você nunca terá duvida se atravessou ou não a fronteira entre a Suiça e a Alemanha. Sabe por quê? Porque na Suiça é costume todas (ou a grande maioria) das pessoas te cumprimentarem com o famoso e caloroso “Grüezi”. É impressionante! Todos que passam por você te olham docemente e dizem amistosamente “Grüezi” e você, como é educado, responde “Grüezi” e sai feliz andando nos campos verdes ao lado das vaquinhas surdas suiças (andando com aqueles sinos o dia todo, quem tem dúvida se elas ficam surdas?). Eu já tinha vivido isso uma vez, ou seja, ouvir o tal do “Grüezi”, mas na época eu ainda estava de turista por aqui e nem dei muita atenção. Na verdade, a primeira vez que cruzamos com uns suiços numa trilha e eles disseram “Grüezi”, achei que eles estavam espirrando. (((-:

Em Sursee vimos uma “feira de pulgas”. Adoro! Nessas feirinhas sempre tem gente vendendo salsicha e cerveja, mas dessa vez fui pega de surpresa quando vi uma banquinha vendendo carne de cavalo! Tadinho(s)! Mas, acreditem, eu já comi quando era menor e peço perdão até hoje pro papai do céu. Aposto que eles comem e depois vão pra igreja. (((-:

Outra coisa que nos chamou a atenção no trajeto da feirinha foi esse “trem” ai embaixo. Tem um monte desses pontos de energia elétrica na rua onde ocorre a feirinha. É profissionalismo demais, não acham? O negócio fica lá escondidinho todos os dias e só quando tem feira é que “wuuuup”, ele sai pra fora. Interessante, discreto e útil. Perfeito! (((-:

À noite fomos para Lucerna jantar num restaurante Mexicano. Fomos de trem por que era bem mais prático. Chegando na estação compramos os tickets e sentamos. Eis que a Sandra me diz pra apertar um botão que ficava em baixo do banco e eis que o banco simplesmente aquece o nosso “butão” (como diz o Rodrigo). Pode uma coisa dessas!? Bom é, mas fiquei com peso na consciência por causa da minha conduta normalmente ambientalista e decidi manter meu “butão” na temperatura ambiente. (((-: Imagina se essa moda pega! O mundo está chegando ao fim mesmo. Afff…

Chegamos no restaurante após uma hora mais ou menos. Eu não sou muito chegada em comida mexicana, mas a Sandra ama e o Rodrigo também. Achei interessante, pois nesse restaurante você mesmo prepara seu “burritos”. Suculento, picante (inclusive o preço) e divertido! (((-:

Nesse dia, não podendo esquecer, nos foi revelado algo desolador: o famoso founde de queijo francês, de francês, assim como o croisant, só tem o nome. É o fim! Segundo esse casal o founde de QUEIJO é suiço e não francês. Mas pensando com meus botões, consigo entender o porquê de todo mundo achar que é francês. É porque sua origem vem exatamente da região da Suiça, onde a língua oficial é o francês. Bingo! Mas o problema é que nem todo mundo sabe que o francês é falado não só na França, mas também no oeste do Canadá, em algumas regiões da Suiça e em alguns países africanos. (((-: Pois é, não vou me surpreender se descobrir que a origem do “pão francês” é chinesa. (((-:

Enfim, a Suiça, apesar de pequena (menor que o estado do Rio de Janeiro), sempre encanta de forma grandiosa e única. Vale a pena desvendá-la. Sempre! Final-de-semana perfeito! (((-:

Grüezi!!! (((-:

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7 Comentários para "Suiça – Willisau e Sursee"

  1. Ligia disse:

    Oi Maira!

    Dúvida básica.. Güerzi significa Bom dia?

    Um beijão Ah! Adorei o e-mail do reflexo dos meses de trabalho sobre o trabalhador. Muuuuuuiiiiiitttooooo legal!

  2. Roseane disse:

    Grüezi!!! Cheguei aqui procurando trigo para kibe em alemão e encontrei um blog muito interessante. As fotos e os relatos das viagens são ótimos, parabéns pela qualidade. Gostei muito daqui, pois adoro isso, fotos, viagens, comida e novas experiências. Bjks e tudo de bom!!!

  3. Maira disse:

    Oi Lígia! “Grüezi” é como se fosse um simples “Olá” nosso. Mas tem que falar o “ü” com biquinho, senao nao vale! (((-:

  4. Maira disse:

    Olá Roseane! Obrigada pelos elogios e seja bem-vinda sempre que quiser ou tiver um tempinho,ok!? (((-:

  5. daniel disse:

    Queremos Quênia!!! Queremos Quênia!!!! Queremos Quênia!!!

    rsrsr

    Bjosss

  6. juarez josé da silva disse:

    e ai beleza. adorei o comentario da carne de cavalo,já fui duas vezes ai mais a noticia que come-se carne de cavalo eu não sabia, por isso vim buscar informações. pois faço cursso de cozinha e um professor falou que come carne de cavalo ai na suiça mais pensei que podia ser em algunha região ou cantão diferente…

  7. Marcelo Oliveira disse:

    Fiz uma pesquisa no google para descobrir onde fica o cantão de Lucerna, e encontrei seu blog. Pois depois de começar a ler simplesmente não consegui mais parar! Ele é ótimo!! Só achei curiosíssima a forma como você “grafa” a carinha de sorriso… Sempre grafei ” :-) “, ao contrário da sua, que é assim: “(-:”

    Grande abraço
    Marcelo
    Marcelo

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