GUEST POST – Bremen (Alemanha) by Marina Sales
Alguns semestres após iniciar minha faculdade, eu e mais três amigos tivemos a brilhante idéia: aproveitar o convênio do nosso curso com universidades em outros países e partir para um ano de estudos (e também diversão, que ninguém é de ferro!) na Alemanha.
A idéia foi tão simples, mas os preparativos nem tanto: iniciar o processo seletivo, aprender o básico da língua (uma infinidade de cursos que no fim, equivalem apenas ao A1) e nadar em rios de papéis e documentos. Após um ano de preparação, apenas eu continuei no bote, meus outros amigos já haviam desistido há muito tempo. Então me fui, sozinha, porém feliz e ansiosa (um pouco medrosa também) pelas surpresas que iria encontrar pela minha caminhada.
Entre as conexões do vôo ainda não havia percebido o quão longe eu estava, pela primeira vez, de meu país – estava mais concentrada em não me perder
Finalmente chego ao meu destino, a adorável cidade de Bremen. Foi apenas colocar os pés na Domsheide e tocar na estátua dos Stadtmusikaten que vi o quanto aquele lugar iria ser importante para mim. Assim, partindo da minha experiência, gostaria de falar um pouco sobre esta cidade tão encantadora e indicar alguns lugares e atividades do local que valem a pena conhecer.
O centro da cidade é precioso e revela suas principais atrações: a St.-Petri-Dom (Catedral de estilo gótico), a linda Rathaus e a famosa estátua dos Bremer Stadtmusikanten. A cidade gira em torno do símbolo dos músicos de Bremen – Você encontrará souvenires com a figura do gato, cachorro, burro e galo em quase todos os lugares, além de uma atração turística muito doce: um “poço” localizado na Rolandplatz, onde ao colocar-se uma moeda, pode-se escutar o som de um dos animais
Ainda no centro, encontra-se o Schnoor, a parte mais antiga da cidade de Bremen. É um espaço com ares medievais, as ruas são pequenas e estreitas (sendo uma delas a menor rua de toda a Europa) e as casas medem em média apenas 55 m².
A noite, você poderá ir ao Schlachte, área próxima ao Rio Weser, e encontrar vários restaurantes, pubs e Biergarten. E se eu estiver a fim de comer panquecas em um navio-pirata? Você me pergunta. Kein Problem, no Schlachte encontra-se o Pfannkuchenschiff. Já no Viertel, parte mais alternativa da cidade, localizam-se grande parte dos bares e boates da cidade, especialmente na rua Auf den Höfen.
Não dá para falar de atrações em Bremen sem também mencionar o Freimarkt. Uma das maiores feiras (estilo quermesse) da Alemanha, atrae milhares de pessoas há mais de 960 anos. A festa acontece no mês de outubro atrás da estação central, em frente ao Bremer Messezentrum (que por sinal é de uma arquitetura bem interessante) e conta com diversos brinquedos estilo bate-bate e afins, além de pavilhões de cerveja e claro, muita Bratwurst, Kartoffelnpuffer, gebratene Mandel, Liebesäpfel e outras delícias (nada lights) alemãs.
Mas Bremen também não para por aí. Não deixe de passar pela cidade de Bremerhaven, que também faz parte do Estado de Bremen. Além do museu de emigração dos alemães (Deutsches Auswandererhaus) e de um hotel versão miniatura de uma das mais famosas construções de Dubai, a cidade reserva uma atração muito interessante – a Klimahaus. É uma experiência única: a exibição leva-nos a uma viagem interativa a nove cidades, e passa pelas diferentes paisagens e sensações climáticas da Terra. Mas não esqueça de vestir uma regata por baixo do seu casaco – Ao caminhar pela exibição dos diferentes países, o clima irá variar das baixas temperaturas do Alaska ao calor da Nigéria.
Dos Saltimbancos as noitadas no Viertel, Bremen tem atividades para todos os gostos. Agora só resta arrumar as malas e fazer uma visitinha
Dica: Se você deseja viajar para cidades do mesmo território (Niedersachsen) como Hamburg, Hannover ou ainda Bremerhaven, você poderá comprar um ticket (28 euros para até cinco pessoas e 20 para single) com um dia de validade.
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R&R Análise – O poder das redes de TV: Brasil vs. Alemanha
Nao, você nao errou de Blog. É que o “Retratos & Relatos” cobre viagens, vida na Alemanha e tudo que, direta ou indiretamente, esteja inserido nestes tópicos.
É minha primeira vez acompanhando uma Copa do Mundo fora de casa, ou seja, fora do meu amado Brasil. Poderia ficar chorando por isso, mas nao, prefiro aproveitar que estou do “outro lado” e analisar como a nossa sociedade e nossa mídia se comportam. E, é claro, nao posso deixar de comparar como vejo algumas coisas por aqui (Alemanha) com as coisas que vejo no Brasil. É esse senso crítico que nos faz entender nossa própria cultura, desde que seja utilizado de maneira saudável e, quando possível, imparcial.
A expressao utilizada no título do post “Poder das redes TV” poderia ser mais explícito, mas como minha intencao é generalizar, nao preciso citar nomes, certo?
Fico impressionada como algumas emissoras no Brasil simplesmente chegam a comandar (pelo menos tentam) mais do que o presidente. Elas se envolvem em todas esferas da sociedade, usando recursos audio-visuais poderosissímos para literalmente “entrar na mente das pessoas”. Quando morava no Brasil, nao me dava conta disso, mas morando fora fica tudo muito claro. Pelo menos aqui na Alemanha nao me sinto manipulada pelos canais de TV e olha que hoje entendo praticamente 95% de tudo que é dito (mas só quando quero…rs). Sinto que a TV aqui ou te informa ou te entretem, fora que você tem muito mais opcoes de canais. Sim, todo cidadao aqui (salvo algumas excecoes) tem que pagar uma taxa para receber o sinal (se nao pagar também recebe o sinal, mas isso é ilegal e você pode se dar mal), mas todos tem o mesmo direito de ver diversos canais sobre temas variados e até mesmo línguas variadas (sinais de outros países). No Brasil, a classe de renda inferior nao pode pagar TV a cabo, logo só tem acesso à poucos canais e acaba sempre absorvendo apenas informacoes submetidas pela emissora “Rainha” e é ai que esta ganha o poder.
Essa ou aquela emissora de TV ter poder de manipular ou “informar como quer” uma populacao, na minha opiniao, nao é culpa desta e nem da populacao em si. O que percebi ou a conclusao das minhas reflexoes por aqui é que o que nossa TV transmite é reflexo da demanda do nosso povo, ou seja, se um povo gosta de ver baixaria ou detalhes da vida pessoal de pessoas famosas, é isso que a TV vai mostrar. Uma boa fracao do povo brasileiro nao gosta de ter informacao de conteúdo, gosta mesmo é de futilidades. Brasileiro, em geral, gosta de futebol, festa, de gente famosa, de novelas, de culinária, de baixaria, de pornografia e bobeira pra se distrair. É triste, mas é como vejo.
Esses dias mesmo estava tentando explicar para um Croata porque novela no Brasil é tao importante. Ele simplesmente nao entendia a fascinacao dos brasileiros por novela e eu hoje consigo entender que nao é nem um pouco fácil para um estrangeiro compreender isso. Sorte que posso falar do assunto com propriedade, afinal sempre fui noveleira de carteirinha, mas só pra me distrair mesmo e ficar alguns minutos do dia sem ter que pensar (rs). Disse pra ele que as novelas no Brasil, em geral, sao a melhor ferramenta para educar o povo de renda inferior, pois eles nao fazem questao nenhuma de ver o jornal (que só transmite desgraca), mas a novela é imperdível. Os novelistas percebendo isso, utilizam destas para conscientizar e educar. Além disso, trazem temas polêmicos e acabam pressionando a sociedade à promover acoes antes inimagináveis no país (fiquei super feliz com novas estruturas para cadeirantes que encontrei em Sampa na minha última visita). Por outro lado, as emissoras utilizam das novelas para “manipular” a sociedade. Quer um exemplo? Pense em qual religiao é a mais veiculada no contexto das novelas da maior emissora de TV do Brasil. E mais, as novelas no Brasil sao um balcao de ofertas, repletas de merchan que quando você menos espera faz efeito, pois você associa às marcas àquele personagem querido exatamente como eles esperam que você faca.
Mas as novelas ainda sao o de menos, o pior mesmo sao as entrevistas ou matérias manipuladas. Eles te dao a informacao do jeito que eles querem e nao do jeito que ela deveria ser. Uma vez uma gerente do laboratório onde eu trabalhava deu uma entrevista e quando foi para o ar ficamos assustadas como o conteúdo mudou depois que eles fizeram um cortinho aqui e outro ali. Ligamos para reclamar, mas até ai a entrevista já tinha ido pro ar e nao podíamos fazer muito contra as consequências daquele ato irresponsável da emissora “Rainha”.
Mas enfim, como acabar com essa supremacia televisiva no Brasil? Deixando de assistar a “emissora má”? Nao. Isso nao é solucao, isso é apenas mais uma acao de curto efeito que nao muda nada em uma sociedade. O que é preciso fazer, é querer informacao de verdade. É exigir dos canais mais respeito aos limites que nao lhe dizem respeito, assim como o técnico Dunga está fazendo. É exigir conteúdo. É exigir respeito à nossa capacidade de pensar. É distribuir informacao gratuita para aqueles que tem menos acesso à coisas interessantes. Mostrar um outro mundo para àquelas pessoas que deixam de comer, mas nao deixam de ter uma TV em casa que empaca em apenas um ou dois canais. Exigir do governo mais canais públicos de qualidade. Exigir programas de mais qualidade. Deixar de assistir algo por falta de opcao, pois isso nao é desculpa. Internet tá ai justamente pra nos dar mais opcoes online.
Na verdade, com certeza a melhor solucao é investimento em cultura e educacao, mas isso é o óbvio e o óbvio parece ser invisível aos olhos dos nossos políticos. O que nao estranho, pois um povo com mais conhecimento, escolhe melhor seus representantes e isso esvaziaria muitas cadeiras de político no Brasil.
É isso. Nao precisa desligar sua TV para trazer a mudanca, basta exigir mudancas e trazer mudancas com atitudes eficazes e duradouras. É preciso mudar nossa cultura e isso nao se faz entre um “ON” e um “OFF”.
MADE IN GERMANY – Motivando bactérias ao som de Mozart

Agora que estou de novo “microbiando”, ou seja, em casa até que alguma empresa aqui na Alemanha descubra esse talento fenomenal que sou e me chame para um estágio, estou assistindo mais TV alema.
O legal é que fazendo isso, você se informa sobre coisas bem inovadoras e até mesmo bem esquisitas. Esses dias mesmo, estava vendo um canal mais informativo (aqui, ao contrário do Br tem muitos destes, o que é uma pena pra nós) e os caras de uma estacao de tratamento de esgoto estavam descrevendo como estao “motivando” as bactérias para otimizar a eficiência do processo todo na estacao.
Usando catalizadores? Mudando temperatura? pH? Adicionando alguma gororoba? Aumentando agitacao? Nada. Os caras só descobriram que as bactérias na europa também sao eruditas e conseguiram melhorar o processo botando Mozart pra tocar em cima do tanque de tratamento. Na verdade, a história toda comecou na terra do compositor, na Áustria, mas nao demorou até que a Alemanha entrasse na música. Segundo os caras a eficiência do processo melhorou muito depois que as bactérias comecaram a curtir uma música clássica. Mas, atencao, tem que ser do Mozart. Segundo especialistas, nas músicas de Mozart existem combinacoes muito especiais, tao especiais, que emocionam até bactéria.
Fonte falando sobre este assunto em alemao aqui!
CULTURA ALEMA – “Frühlingsfest” 2010 (de Dirndl!)
Em maio fomos prestigir a festa tipicamente alema “Frühlingsfest”. É o mesmo estilo da “Oktoberfest” que todo mundo já deve ter ouvido falar, mas que acontece na primavera (Frühling) e aqui em Stuttgart. Nao é taaaaao grande quanto a “Oktoberfest” em Munique, mas apesar de ser tipo a filha cacula da “Oktoberfest” dá pra fazer uma bagunca, principalmente se levar com você bagunceiros de plantao.
Já estive lá várias vezes e vocês podem ler sobre essas outras vezes com mais detalhes sobre a festa nos posts relacionados que aparecem no final deste post aqui. Sempre foi super divertido, mas dessa vez teve um “tchan” que fez dela a vez mais especial: a mulherada foi à carater, ou seja, fomos devidamente vestidas com trajes típicos desta festa que nasceu na Bavária. O traje das mulheres é aquele vestidinho fofo chamado “Dirndl”. Bom, se nao conseguir reproduzir o som desta palavra relaxa, pois acredite, também demorei muito pra conseguir.
Comprei o meu “Dirndl” no eBay por €60, novinho e sem precisar participar de leilao. Super prático, funcional e lindooooo!!!! Fora o precinho camarada!!!! Sim, o bichinho normalmente custa caro, tipo o dobro do que paguei é praticamente padrao nas lojas. Já vi por €90, mas que nao era tao bonitinho. Minhas amigas compraram na loja e pagaram mais caro, mas tenho que dizer que o delas tem mais detalhes e tal. Entao tudo depende de quanto quer e pode pagar, porque valer a pena vale. “Dirndl” é muuuuito “roots”!!!
E nao sei porque, mas de “Dirndl” você desperta a alema que existe em você na hora da festa e acaba acreditando que adquiriu super poderes do tipo: “Posso beber 10 Maß que nao caio!” ou ”Carregar 6 Maß apoiando no peito nao é nada pra mim!” ou ainda “Posso beber 10 Maß, pular em cima do banco, dar pirueta e ainda sim nada me derruba do banco!”. Bitte, nao se iluda, o “Dirndl” só te faz mais sexy e irresistível, o que, cá pra nós, nao tem nada a ver com alema.
Aliás, o “Dirndl” tem um truque pra avisar se você é “amarrada” ou se tá “facinha”. Todo segredo está no laço do aventalzinho. Se amarrar o laço do lado direito é porque é um mulher “direita e bem comprometida”, mas se amarrar do lado esquerdo tá “facinha, facinha”. O legal é que você pode inclusive punir seu marido utilizando esta poderosa ferramenta.
Ah! Dessa vez, também observamos outras coisas interessantes nesta festa. A mais interessante de todas foi descobrir uma funcionalidade adicional dos baldes que eles posicionam na ponta das mesas, principalmente daquelas ocupadas por jovens alcólatras. Quem adivinha?
A nossa turma era a mais animada, até porque nao tinha muita concorrência. Sim, com medo de nao pegar lugar pra todos, decidimos ir no domingo, pois era o único dia que ainda dava pra reservar mesa. Só que domingo, vai por mim, é uma “buesta”. Sim! Dá pra reservar pela internet e domingo é o único dia que eles nao exigem consumacao mínima por pessoa para a reserva da mesa. Bom, a sorte é que a turma tava louca mesmo, pois se a gente dependesse de fatores externos pra nos animar, a gente tinha saído frustrado. Isso prova que as cias certas é que definem o placar do jogo e nao o estado do campo! Tô no clima de copa do mundo…
O bom da festa estar “miada” de gente, é que você com pouco já se torna celebridade. Viramos a atracao do dia! Ganhamos fans (mas há quem diga que elas estavam querendo é “faturar” a gente…afff) e nossa foto saiu até no portal oficial do evento no Facebook! “A gente somos internacional, mané!” A mulherada estava completamente indócil! :-D
Pois é, e terminando a festa, eu e o Rô tínhamos que zoar o barraco e pra provar que apesar de curtir a festa alema, nosso estômago na Alemanha ainda pertence à Turquia. Dá-lhe Kebab!!!!
COPA DO MUNDO 2010 – “Clima” de Copa do Mundo na Alemanha

Acho que estou com depressao pós-MBA e depressao Copa-do-Mundo-Fora-de-Casa também.
Pós-MBA ou pós qualquer período de intensa ocupacao é um choque na vida de qualquer pessoa normal e comigo nao está sendo nada diferente. Primeiro a euforia, afinal nao tenho mais que viajar todo dia pra Reutlingen e estudar todo santo dia. Mas agora tô com aquele sentimento de “Na und?” (tipo: “E daí?”). Esperando telefonemas para estágio, resolvendo todas pendências dos meus projetos pessoais, fazendo festa, passeando sem destino, reencontrando amigos, respondendo emails do século passado. Enfim, o que é o sonho de muitos, é meu pesadelo, pois PRECISO ter obrigacoes e PRECISO ter atividades fora de casa e com outras pessoas. Pois é, essa experiência é quase como ter que parar de beber. Surto total. :-D
Agora a depressao Copa-do-Mundo-Fora-de-Casa tá “braba” mesmo, viu!? Quem me conhece sabe que sou VIDRADA em futebol, inclusive sou um dos 1000 técnicos que existem em cada cidade do Brasil (rs). Fico louca, eufórica, pensava nisso o dia todo, acompanhava todos resultados e, quando dava, assistia todos jogos, sabia tuuuuudo da tabela, contava os dias para os jogos da selecao. Mas aqui na Alemanha a única coisa que estava me motivando era poder fazer uma bagunca no centro de Stuttgart e aproveitar para festejar junto com outros estrangeiros, mas meus planos foram por água abaixo. Pois é, em 2006 o Rô participou da bagunca e sempre me disse que foi uma experiência fantástica e com isso me deixou totalmente “pilhada”, mas esse ano a prefeitura de Stuttgart decidiu nao colocar o telao lá no centro, pois da última vez tiveram muitos conflitos, tá porrada mesmo. Nao acho que justifique, mas está decidido e eu tenho que viver com essa frustracao.
Pra piorar, o “clima” por aqui está, pra variar, gelado. Nao estou falando da temperatura, afinal o Sol está raiando e a temperatura subindo, mas a galera continua em “stand by”. Cara, ontem a Alemanha deu uma goleada na Austrália (até eu furava aquela defesa…afff…), mas pergunta como foi a comemoracao por aqui? Pois eu digo: ou os caras já estavam dormindo na hora do jogo ou as janelas aqui sao realmente à prova de som. Nao ouvi praticamente nada. Nenhuma “vuvuzela”. Nenhum buzinada. Nenhum grito. Nada!
A sorte é que temos uma turma boa de brasileiros & simpatizantes que vao se juntar para torcer, revezando as casas e rezando para nao serem despejados. Mas até o final da copa quero ir em Tübingen, pois lá eles estao com uma área com teloes para transmitir os jogos e quem sabe ali nao tenho a chance de realizar meu desejo e saber o que é uma Copa do Mundo no meio de várias nacionalidades. AMOOOOO!!!!
Enfim, queria estar no Brasil, pois duvido que eu sinta aqui o que sentia estando lá. Aliás, quando estava lá há umas 3 semanas atrás, o clima já estava fervendo e quando sai de lá, sai com o coracao partido, pois nao tem nada pior pra mim do que estar longe de casa no carnaval e na copa do mundo. Ai que saudades da terrinha!
PS: acabo de ler que em Berlim e em Colônia o clima estava fantástico!!!! Resumindo, o problema pode nao ser a Alemanha, mas sim Stuttgart. Que sorte a minha, viu!?
MBA na Alemanha – Etapa “Aulas” concluída!
Siiiiimmmm!!!! Pode acreditar: acabaram minhas aulas do MBA gracas à Deus!!!
Quinta-feira passada (10/06) foi meu último dia de aula no MBA. Nao, isso nao significa que acabou o curso, mas quase. Agora “só” tenho que escrever e defender minha tese de mestrado até novembro/dezembro deste ano. Sendo assim, minha formatura seré finalmente em Fevereiro/2011 com direito à toda pompa.
Quinta-feira pra mim foi um dia mágico, daqueles que a gente gostaria de jamais esquecer, pois foi um marco absolutamente fantástico ter conseguido passar em todas as matérias. Nos dois primeiros semestres (75% em alemao) minhas notas foram um show de horror, mas no terceiro (100% em inglês) lavei minha alma e, modéstia parte, dei até show.
Estava completamente eufórica. Alguns disseram que naquele dia a “Maira” que eles conheceram há quase 1 ano e meio atrás estava de volta. Sim, porque no meio do caminho eu mesma estava me achando um porre. Quem passa por isso sabe do que estou falando. É tudo tao intensivo que você deixa de reservar energia para as coisas boas que estao no meio do processo todo, pois só consegue pensar que tem que preparar uma apresentacao sobre algo que nao tem a menor idéia em 72 horas e isso sufoca qualquer pensamento otimista que queira alimentar.
Pra piorar nos trabalhos em grupo você nao está fazendo trabalho com robôs, mas sim com humanos. Resumindo, a parte mais difícil de tudo isso nao é a parte relacionada a fazer o trabalho, mas sim a parte relacionada aos seres humanos que estao decidindo junto com você. Nao sao só pessoas diferentes, sao pessoas com culturas diferentes, sao pessoas com uma língua materna diferente da sua e vocês tem que se entender em uma língua que nenhuma das partes domina 100%. É complicado, pois sao gerados muitos conflitos por causa de erros de interpretacao e você nao consegue encontrar as palavras certas, pois elas simplesmente nao existem no seu vocabulário.
Esse período de aulas no MBA foi extremamente intensivo e tenso, mas tenho que dizer: VALEU A PENA!!! Quem me conhece sabe que sou meio masoquista mesmo e adoro sofrer para aprender, logo entendem o que digo. Fazer um curso no exterior, mesmo nao sendo um MBA, é sempre um desafio gratificante, pois a teoria que você aprende é apenas uma parcela insignificante de tudo isso. O mais importante é a experiência em um contexto internacional e pessoal.
Estudo em grupos internacionais é desafiador, logo apaixonante. Nessa experiência você entende de uma vez por todas que os seres humanos sao totalmente influenciados pelo meio onde seus valores foram criados. Mas, por outro lado, você entende que ter nascido nesse ou naquele continente/país nao faz de você melhor e nem pior, isso sim depende 100% de você. Você exorcisa seu sentimento de inferioridade por nao ter nascido na Europa ou na América do Norte, pois entende que eles decididamente nao sao melhores que você, mas provavelmente tiveram mais oportunidades. Isso, a palavra-chave aqui é: OPORTUNIDADES. Entao se tiver a chance de ir para o exterior se desenvolver, nao perca a sua.
Nem tudo é como desejamos, logo apesar de ter sido uma experiência fantástica até este ponto, tive momentos extremamente difíceis. Costumo contar sobre eles nao para me fazer de vítima, pois foi minha escolha, logo nao sou vítima de nada. Conto para alertar também sobre este lado. No comeco sofri uma transformacao muito forte, pois me sentia rejeitada o tempo todo, me sentia sendo humilhada, me sentia sendo colocada como alguém que nao poderia agregar muito em um grupo. Chorei muito, pois nunca tinha vivenciado aquilo na minha vida no Brasil, mas se tem uma coisa que me faz mais forte é ser desafiada a provar o contrário. Foram talvez estes sentimentos que mais me impulsionaram, pois eu nao aceitava ser vista como alguém que era incapaz. Fiz o impossível e provei o contrário, mas ai alguns CDFs nao gostaram da brincadeira, ou seja, nao gostaram de me ver apresentando resultados melhores que os deles e perdi alguns “colegas”. Sim, comecei a incomodar, pois jamais aceitei estar “por baixo”, jamais aceitei ser tratada com inferioridade e jamais desisti de fazer melhor, mesmo tendo bem menos ferramentas do que eles pra isso (a língua alema, por ex.).
Cheguei aqui mantendo minha cabeca erguida e transformando todas minhas fraquezas em motivos para ser melhor. Melhorei meus conhecimentos teóricos, mas me superei melhorando meu auto-conhecimento. Encontrei grandes amigos, inclusive alemaes, descobrindo assim que a barreira da língua nao é uma barreira para se fazer amizades verdadeiras. Para estas é preciso muito mais do que falar a mesma língua, é preciso existir química, empatia e uma preocupacao mútua e verdadeira um com o outro.
Nao me sinto uma heroína por ter chegado aqui, sou apenas um ser humano tentando se superar diariamente e nao aceitando condicoes que nao me deem um sentimento de estar plenamente feliz. Cheguei até aqui porque nao desisti de mim e porque sou inquieta. Continuo buscando conhecimento todos os dias e a cada dia sinto que tenho mais para aprender e viver.
Ter chegado até aqui foi apenas mais uma conquista, que deve sim ser celebrada. Mas cada conquista pra mim é um novo comeco, ou seja, é hora de seguir em frente com algo maior e a busca comeca agora.
E, finalmente, nenhuma conquista é possível ou faz sentido se a realizamos sem apoio daqueles que nos querem bem, entao MUITO OBRIGADA À TODOS que diretamente ou indiretamente me ajudaram a seguir em frente, principalmente nos momentos mais difíceis! Obrigada galera!
FESTA – Carnaval Brasileiro na Alemanha 2010 (Stuttgart)
Pode até chover, pode até NEVAR, o que eu quero é pular carnaval brasileiro!!!! (((-:
Isso mesmo: carnaval BRASILEIRO na ALEMANHA!!!! Tá, tá… não é “O” carnaval brasileiro, mas que deu pra sentir um pouquinho do “espírito brasileiro carnavalesco”, ahhh deu!
Sim, é muito bom você aproveitar que está em outro país para vivenciar as diferenças culturais e blablabla, mas com carnaval não se brinca minha gente! Se eu não tivesse outra possibilidade, lógico que teria me enfiado em um dos carnavais tediosos (pra mim) da Alemanha, mas ai vem o “Carnaval dos Tigres” em Stuttgart e nos oferece um carnaval pra lá de brasileiro. Não há brasileiro apaixonado pelo nosso carnaval que resista! EU AMO CARNAVAL, mas TEM QUE SER BRASILEIRO!!!!
A festa estava ÓTIMA, as cias estavam ÓTIMAS, as músicas estavam ÓTIMAS e as fantasias MARAVILHOSAS!!!! Eu fui fantasiada de Pippilotta Viktualia Rullgardina Krusmynta Efraimsdotter Långstrump, conhecida carinhosamente como Pippi Langstrump. Como assim nunca ouviu falar? Pra ser sincera eu vi essa personagem uma vez em um jornal, quando a atriz que representava ela faleceu (acho que no ano passado, sei lá). Essa é uma personagem criada pela escritora sueca de livros e histórias infantis super famosa Astrid Lindgren. A “Pippi” é sua personagem mais famosa e eu diria que a “Pippi” está para os europeus, assim como a “Emília do Sítio do Pica-Pau Amarelo” está para os brasileiros. Aliás, acho que tenho uma certa tendência a escolher fantasias de meninas sapecas. (((-:
Vi uma amiga de uma amiga fantasiada assim e achei fofo, mas de fácil não tem nada, principalmente a parte das tranças. Ahhh se não fosse meu engenheiro mecânico mineiro cruzeirense predileto! (((-:
Sei que minhas tranças fizeram sucesso e deixaram muita gente curiosa e quase furaram outras. (((-: Sério! A fantasia ficou fofa, mas me arrependi um pouquinho, pois tinha que tomar muito cuidado pra não acertar o olho do povo com minhas trancas, além do que eu mesma não podia pular muito e etc, o que é difíííícil se tratando de Maira. (((-:
Uma fantasia da noite não pode deixar de ser citada: a da “Nega Maluca”. Foi minha primeira opção, mas ai vi a da “Pippi” e resolvi escolher essa. Ai quando conversei com uma amiga que ia com a gente, ela disse que não tinha a menor idéia de como se fantasiar e ai sugeri a “Nega Maluca”. Ela, como é francesa, não tinha a menor noção do que era isso, ai mandei várias fotos pra ela e “tcharan”! Cara, era a melhor da festa! AMEI!!!! ((((-:
Outro fato incrível desta festa foi um reencontro que mostra como a vida é louca. Um dia antes da festa, um amigo meu da faculdade me chama no MSN depois de muuuuuito tempo sumido. Acho que no ano retrasado nos encontramos em Munique e passeamos eu, ele e o Rô um dia juntos lá batendo perna, pois ele mora lá já faz uns 5 anos. Pois bem, o sujeito que era um dos mais CDF´s da turma decidiu largar um emprego ótimo na empresa Henkel para vir para a Alemanha viver de música. E não é que ele me chamou no MSN pra me dizer que viria pra Stuttgart tocar no tal carnaval brasileiro? Ele no final da conversa pelo MSN: “Má olha que doido, nós dois formados em Enga Química em SP, vamos nos encontrar em um carnaval brasileiro em Stuttgart, onde eu (ex-Engenheiro e roqueiro) vou tocar música axé!”. Pois é, e eu somo à isso o fato de que eu (ex-Engenheira) virei marqueteira. (((-:
Enfim, eu apoio o Thiaguinho desde o início, afinal ele sendo músico aumentam minhas chances de tirar foto com a banda e de conhecer a galera do meu meio, do meio artístico. (((-: AMEI TE ENCONTRAR PESTE! (((-:
Mas voltando pra festa, tenho que dizer que o show com as mulatas que tantos brasileiros dizem morrer de vergonha foi o melhor da noite! Cara, elas sao lindas e que corpo é aquele!?!?!??! Disse e repito: se eu tivesse aquele corpicho ia viver pelada também! Senti um orgulho tao grande de dizer que aquelas mulheres eram brasileirissímas. Uma simpatia absurda e emanando alegria. LINDOOOOO!!!! Mas tenho que admitir que segurar seus homens é uma atitude necessária. (((-:
O show de capoeira também foi lindo e o corpicho dos ómi também era um “Jesus me abana”, viu!? Ai… ai… (((-:
E, pra manter o nível alcoólico equilibrado fomos apresentados ao “gelinho de caipirinha”. Pois é, uma das nossas colegas que era francesa trouxe do Brasil um monte de saquinhos desse tal “gelinho de caipirinha”. Não deu outra, todos nós enfiamos um monte nas bolsas e bolsos e mandamos ver. No fim virou atração na festa! (((-:
Pena que não encontramos todos que disseram que estariam lá e também todos àqueles que sei que gostariam de estar mas não podem ou nao puderam, mas tenho certeza que a diversão foi geral e que com grupo ou sozinho não faltou motivo pra sair de lá feliz, com frio e sambando na neve! ((((-:
ALEMANHA – Berlim (Reveillon 2010)
Atenção! Esse post, apesar do atraso, é sobre a passagem de ano de 2009 para 2010. Isso é uma prova de que 2010 tá pra lá de bom! E, seguindo o ritmo, logo escrevo sobre o CARNA que foi MARA (para o padrão alemão, lógico…rs)! (((-:
Im! Im! Im! Ano Novo em Berlim! AMOOOOOOOOOOOOOOO!!!! (((-:
Essa “virada” (ui!) foi sim MUITO especial: lugar especial, cias especiais e condições climáticas pra lá de “especiais”. (((-:

Bom, eu não vou falar muito sobre Berlim em si, pois sobre essa cidade alemã MARAVILHOSA você pode ler nesse outro post que escrevi depois da primeira vez que estivemos por lá. Imperdível! (((-:
Vou direito aos fatos que marcaram essa viagem especificadamente. Essa foi uma daquelas viagens que você fica “paquerando” por muito tempo e quando menos espera tá lá. Não tínhamos certeza se iríamos, pois o inverno por aqui e por aquelas bandas também estava pra lá de rigoroso (aliás, ainda está). Como tínhamos decidido que caso fossemos, iríamos de carro, ficava sempre aquele receio de pegar nevasca no caminho, afinal são aprox. 600km daqui (Stuttgart) até Berlim. Na verdade, o receio era da pessoa com juízo nessa casa, que, lógico, não sou eu (rs). Eu só fiquei botando pilha pra gente ir, dando uma de “Mãe MairÁ” e prevendo uma condição climática sempre extremamente favorável ao preenchimento dos meus desejos pessoais. (((-:
No fim dobrei o mineiro e ele topou encarar a dona neve e tudo mais, só que faltava um “pequeno” detalhe: não, não estou falando sobre os pneus de inverno, pois estes compramos baratim’ pelo eBay, nosso problema era não ter hospedagem reservada. Pois é, começou o desespero, pois em todos os sites que costumamos procurar hospedagem não tinha mais nada livre na região de Berlim para o Ano Novo. Bom, eu não me desespero.. e desistir, jamé! Comecei a procurar nas cidades vizinhas e eis que achei um apartamento de férias em Potsdam (20km de Berlim) simplesmente FANTÁSTICO!!!
Ultimamente sempre procuramos esses apês que eles chamam aqui de “Ferienwohnung” (ou, carinhosamente, FeWo). É, geralmente, um andar de uma casa de senhores, cujos filhos se mandaram e ai estes decidiram transformar “metade” da casa em um “apartamento de férias” e faturar uma graninha. A-DO-RO! Pra eles vale super a pena e pra quem fica lá mais ainda, pois costuma ser mais barato que qualquer hotel e você se sente literalmente em casa. Além disso, você tem normalmente a oportunidade de interagir com os donos da casa, ou seja, a oportunidade de trocar idéias com pessoas locais (desde que você fale a língua deles, claro…rs). E, nesse caso, foi mais especial ainda, pois Potsdam pertence à antiga Alemanha Oriental e os dois vozinhos viveram a vida inteira deles naquela cidade, inclusive o período onde o muro isolava uma Alemanha da outra. Os donos desse apartamento de férias eram o Sr. e Sra. Zahn (dente, em português). Quando chegamos lá eles pensaram que a Haila (minha irma) era mulher do Rô e eu a irma dele, ou seja, confirma-se aqui mais uma vez a teoria que depois de alguns anos juntos o casal fica “parecido” (fisicamente, lógico). (((-:
Receberam a gente com um carinho inesquecível e, inclusive, no dia 1° chamaram a gente pra fazer um brinde com, lógico, “Sekt”, o famoso “champagne” alemão que eles tomam em toda e qualquer comemoração. Nos sentimos super à vontade com os vovôs, aliás senti eles como aqueles avós que contam histórias pra encantar a gente. Eles contaram um pouco sobre como era a situaçao na época da antiga Alemanha oriental. Disseram que os mercados nao tinham a variedade de artigos e abundância de mercadorias como hoje. Algumas coisas eram racionadas e pra outras tantas era necessário se cadastrar e esperar a disponibilidade. Por exemplo, para comprar móveis as pessoas tinham que se cadastrar e, as vezes, o tempo de espera era superior a 1 ano. Outra coisa curiosa era que o aquecimento das casas era feito quase sempre p0r grandes fornos a lenha que ficavam em cada cômodo da casa (dimensoes aprox. 1,60 x 1,0 x 0,5 m). Eles ainda tinham um desses na sala da casa, só pra enfeite. Eles disseram que os aquecedores moderninhos iguais aos de todas as casas que eu já ví aqui (aquecedor central que circula água quente) só chegaram lá há uns 10 anos. Porém, é bastante interessante notar que, apesar das restriçoes materiais e de um certo cerceamento da liberdade individual, eles disseram que a vida naqueles tempos era melhor. Tudo era controlado pelo estado, mas as pessoas e as próprias condiçoes eram mais igualitárias, e a vida em comunidade era mais intensa. A Sra. Dente disse, com bastante propriedade, que hoje em dia muitas pessoas se medem pelo poder e padrao de consumo, e estao bem mais individualistas. Pois é, depois da conversa deliciosa que tivemos com os vozinhos fiquei pensando como seria bom se houvesse um sistema de organizaçao que só pegasse as coisas boas do capitalismo e socialismo… seria…
A casa deles e o nosso apê eram fofos demais! Sabe casa de vó? Pois é, imagina isso e já está bem perto da verdade. Quando a gente saia dava até tristeza, porque o que a gente queria mesmo era ficar lá o tempo todo. Mas Berlim estava chamando e com neve ou sem neve eu não resisto à esta cidade!

De onde estávamos até Berlim era rapidinho, mas, por causa da neve, preferimos ir de carro apenas até a estação de trem mais próxima e com esse trem íamos direto no centro de Berlim com todo conforto que qualquer um deseja naquela nevaiada. A Haila parecia uma criança feliz e eu, pra variar, também! (((-: Abaixo algumas fotinhos invernais de Berlim pra vocês!





Na véspera de Ano Novo estávamos numa preguiça avassaladora pra sair de casa, então enrolamos até onde pudemos. Vimos na TV um cara falando algo do tipo: “Pra quem quiser se aproximar do Portal de Bramdenburg é melhor chegar até as 21 horas.” Na hora ouvimos e ficamos tentando imaginar se eles iriam proibir a entrada após este horário ou não, mas de tanto imaginar foi ficando tarde e fomos pra lá correndo o risco mesmo. Dito e feito: a região em torno do portal estava cercada e as entradas foram interrompidas a partir das 21 horas, pois não cabia mais ninguém naquela meiuca (segundo a estimativa da polícia, havia mais de 1 milhao de pessoas).

Ficamos tentando “dar um tumé”, mas não conseguimos furar a segurança, então tivemos que andar bastante pra conseguirmos chegar até um telão que estava transmitindo tudo para os que ficaram fora da área próxima ao portão. Nossos pés estavam congelando, mas mesmo assim conseguimos nos divertir muito com as figurinhas que apareciam por lá e com as nossas loucuras e crises de bobeira também. (((-:

Qual não foi a surpresa quando um pouco antes da virada me começa a tocar aquela &%$* da música “Samba de Janeiro” e logo depois da virada foi a vez do “Rap das Armas” na versão original em espanhol. É lógico que eu e a maninha demos um show de como se dança funk paulista! ((((((((-:
Foi uma Ano Novo inesquecível e simplesmente MARAVILHOSO!!! Mas a volta pra casa foi beeeem branca como a vida na Alemanha costuma ser… (((-:
UM SUSPIRO – Uma semana (provavelmente) inesquecível
Tem vezes que escrevo só pra dividir, às vezes pra compartilhar, às vezes pra informar, às vezes pra desabafar, às vezes pra ver se alguém comenta, às vezes por que tô carente, às vezes pra xingar e agora escrevo pra “suspirar”.
Essa semana é uma semana muito importante, pois ela (se DEUS quiser) fecha um dos ciclos mais importantes e difíceis para mim aqui na Alemanha. É a última semana do 2. Semestre do meu MBA. E ai vem a pergunta: “E?”. E que é a última semana de aulas em alemao, quinta-feira será a última apresentacao em alemao (pelo menos no curso), sexta-feira será a última prova em alemao e também o último dia com tanto alemao na sala de aula. Tá bom, tenho que admitir que vou sentir falta de alguns. ((((-:
Depois de sexta-feira, terei férias merecidas até dia 8 de marco de 2010 e depois comeca o 3. Semestre com matérias em inglês, apresentacoes em grupo em inglês, apenas meio período de aula por dia, apenas duas semanas por matéria (hoje sao 3), nenhuma prova e apenas uma das alemas chatinhas na sala. ((((-:
Sim meu povo, a partir de sexta-feira a gente se encontra nas nuvens, ok!? Mas fiquem tranquilos, pois vou levar meu laptop pra poder escrever os posts das últimas viagens que ainda tô devendo. Sim, sim… no céu já tem wireless. ((((-:
Ai… ai… (((-:
FESTA – Ceia de Natal Alema 2009 (só para estrangeiros)
A Ceia de Natal aqui em casa esse ano aconteceu duas vezes, afinal festejar e comer nunca é demais, certo? A primeira foi uma ceia muito especial e romântica para dois: eu e o Rô (quem conhece a gente sabe que somos como Roberto Carlos e MaIra Rita…hahaha). Prato principal: bacalhau com batatas ao murro. Imperdível e delicioso! Fora a sobremesa: meu bolo alemao predileto que é um bolo de mexirica com um recheio dos deuses que eusinha mesma fiz. (((-:
Eu estava um pouco tristinha no comeco, pois teoricamente era para a minha irma ter passado com a gente esse dia, mas o Rô conseguiu elevar meu astral e me fazer perceber que nós, ainda que “apenas” 2, somos uma “grande” e amada família. Além disso, os recadinhos e emails de amigos(as) e famíliares me ajudou a parar de “chororô” e a enxergar as coisas como elas sao, sem ilusao. Pois é, o melhor pra se viver bem é saber viver com o que se tem bem. (((-:
Maaaas, voltando à ceia, como eu sou uma pessoa eternamente insatisfeita, resolvi promover mais uma Ceia de Natal no dia 05 de janeiro de 2010, dessa vez com a presenca ilustrissíma da minha irma (uma delas) e de mais dois doidos de plantao (e uma futura doidinha…rs) muito queridos. (((-:
Foi uma Ceia beeem alema e, por isso, quem dancou dessa vez foi o ganso. Hein? Pois é, o pato… ops… o ganso é a ave que vai pro bucho aqui no Natal Alemao e nós, como pessoas já adaptadas (acredita, vai!), decidimos fazer uma ceia de Natal perfeitamente alema. Bom, nao sei se vocês sabem mas Alemanha e Natal tem tuuuuudo a ver e o Natal aqui realmente é muito festejado e tem vááárias tradicoes. Uma delas é comer ganso, repolho roxo e kartoffelklösse (uma espécie de bola de massa de batata, cozida em água) na Ceia de Natal. Modéstia parte mandei beeeem demais para uma primeira tentativa, pelo menos foi o que as cobaias disseram. (((-:
A parte mais emocionante foi preparar o ganso, pois quando você lê a receita pensa: “Bico!”. Mas dá um trabalho da peste! Tem que ficar regando o bichinho o tempo todo! Mas o maior problema foi que quando eu comprei achei o bicho grande e pensei que dava até pra 10 comerem o bicho, mas quando fui servir percebi o quanto o ganso é raquítico em comparacao com o nosso peru de natal. Deve malhar muuuuuito! (((-: Entao atencao: para 5 pessoas um ganso nao dá, principalmente quando 3 sao bons de garfo, viu!? Ah! E também pode “chuchar” (procure o significado no dicionário mineiro…rs) sal dentro do bichinho, pois eu fiquei com medo de exagerar e pequei por menos. Mete bronca…ops… sal! Pra fazer segui esse videozinho em alemao: http://www.daskochrezept.de/weihnachtsgans/. Nao entende nada e quer ajuda? É só deixar um comentário e respondo assim que tiver um tempinho, ok!? (((-:
Ah! E tem também os biscoitos alemaes de Natal que, aliás, fazem parte das tradicoes da minha família paterna (de onde vem meu nobre sangue europeu azul…hahaha). Minha avó faz esses biscoitinhos todos os anos com o maior carinho e atencao e, principalmente por isso, decidi assumir a responsabilidade e dar continuidade à essa tradicao deliciosa de fazer (facim, facim) e mais ainda de comer. Comprei umas canetinhas pra fazer o enfeite dos biscoitos (nem preciso dizer que o Rô ajudou a enfeitar, né!? rs), mas a próxima batelada vou variar mais a cobertura, afinal esse ai foi o “projeto piloto”. Aliás, foi um sucesso e foi aprovadíssimo por nossa querida amiga alema que nos visitou no dia que fiz os biscoitinhos. (((-:

Enfim, fizemos de tudo esse ano. Tá, na verdade quase tudo, pois eu odeio o tal bolinho de batata e decidimos fazer batata assada mesmo. O repolho roxo fizemos também…o prato enfeitado, mas compramos pronto mesmo no mercado, afinal ninguém merece ficar cozinhando coisa que já existe pronta e gostosa, né!? (((-:
Tuuuuudo alemao, mas com um detalhe: nao tinha nenhum alemao pra aprovar/desaprovar a ceia, entao fica faltando uma crítica de peso dessa vez (ainda bem…rs).
As duas ceias foram inesquecíveis, pois só tivemos aqui pessoas queridas e uma energia maravilhosa pra comecar o ano acreditando que qualquer momento pode ser perfeito, basta ter as pessoas certas ao nosso lado e pra isso é preciso que nós mesmos estejamos bem e gratos com aquilo que temos. É aquela história: para atrair as borboletas para seu jardim, é preciso primeiro cuidar do jardim, caso contrário elas nao vao aparecer. (((-:
Dúvidas sobre receitas, ingredientes e etc? Deixa um recadinho ou espera que um dia eu ainda vou conseguir tempo pra escrever todas receitas alemas que ando aprendendo por essas bandas. Aliás, comeco a ficar preocupada se vou encontrar todos ingredientes que uso para fazer as receitas alemas no Brasil. )))-:























































