Reflexões

VISITA AO BRASIL Outubro 2010 – Última como turistas nativos

Acabamos de voltar do Brasil, após 2 semanas repletas de bons motivos pra ficar por lá. Sim, agora é oficial: voltamos em definitivo para o Brasil no comecinho de junho de 2011!!! Uebaaa!!!

Se estou feliz? MUITO!!! O que nao significa que esteja triste por estar aqui. É que tem muita gente que confunde adaptacao com amar a nova situacao e decidir permanecer nesta.

Adaptar segundo o dicionário online Priberam significa: tornar apto, fazer com que uma coisa se combine convenientemente com outra; acomodar, apropriar. Logo, considerando o significado oficial da palavra sinto-me sim uma pessoa completamente e felizmente adaptada à cultura alema. Mas sou mais feliz e completa estando no Brasil e é por isso que desejo tanto voltar. Simples assim.

Entendo adaptacao hoje como um processo de aceitacao e compreensao das diferencas existentes entre aquilo que tínhamos como verdade plena e o novo totalmente desconhecido e incompreendido. Todos demoram um certo periodo para se adaptar e isso é absolutamente normal. Quando penso no meu processo de adaptacao na Alemanha, vejo uma esfera tentando se encaixar em um cubo, ou seja, de fácil nao tem nada. É preciso amolecer a estrutura, tornar-se flexível para permitir que esse encaixe seja possível e perfeito. E foi isso que fiz durante os quase 4 anos que estou por aqui, amoleci meus conceitos e sublimei meus preconceitos. Só assim permiti o encaixe nessa nova cultura e hoje me sinto feliz e realizada estando aqui. Alcancei o que poucos conseguem e isso só foi possível através da minha total integracao no sistema alemao, aceitando e respeitando as regras deles, embora nao concorde com todas e nao ame este país. Ou seja, adaptar-se também nao significa concordar com as regras do jogo, mas sim em aceitá-las e e respeitá-las.

Isso mesmo, quero voltar para ser mais feliz. Quero voltar para me sentir completa porque eu, Maira, preciso disso pra ser completa. E, ironicamente, sinto que terei que me re-adaptar à cultura brasileira em sua totalidade, pois como disse era uma esfera que se moldou dentro de um cubo e agora preciso voltar a ser esfera de novo. Só espero que estas transformacoes nao gerem estrias. :-D

Vejo o Brasil, apesar das “palhacadas” do momento, um país muito melhor para se morar do que era antes da minha saída temporária. Pelo menos andando por Sampa, vi muita coisa boa acontecendo e percebi uma mudanca na postura das pessoas. Sinto todos mais envolvidos com os problemas sociais, o que nao sentia antigamente, principalmente por parte das pessoas mais elitizadas que conheco. Parece que muita gente comecou a compreender que um país enriquece de baixo pra cima, ou seja, é preciso primeiro elevar o poder aquisitivo dos menos favorecidos para que toda a populacao seja beneficiada. É uma balanca, mas que tende a ser prejudicada sempre pelo egoismo e individualismo dos mais favorecidos. 

Por outro lado, cheguei à conclusoes tristes sobre alguns aspectos culturais dos brasileiros. Nao estou aqui falando que todos brasileiros sao assim ou assado, mas generalizando é o que vejo. Na Alemanha, em geral, as pessoas sao egoístas e individualistas como indivíduos, mas me impressionam positivamente com seu senso de coletividade. Quer um exemplo simples do dia-a-dia? Trânsito. Aqui normalmente as pessoas deixam você passar na frente em entroncamentos, respeitando uma regra chamada de “zipper”, ou seja, primeiro vai um carro da pista principal e o próximo vem da pista externa e assim vai. Já no Brasil somos pessoas menos individualistas, vivendo intensamente em sociedade com outros e sempre pensando mais nos outros que vivem no nosso meio. Porém, nao entendemos de senso de coletivismo quando este é estritamente necessário. No exemplo dado sobre a Alemanha, agimos totalmente diferente. Na mesma situacao abrimos competicao, nao permitindo que nos ultrapassem, simplesmente porque temos que demonstrar que somos melhores ou mais poderosos. É ridículo! E é exatamente o que a maioria dos brasileiros faz. Quando precisamos realmente agir em conjunto, falhamos porque nos tornamos individualistas. Resumindo, é nessas horas que uma forma híbrida de uma esfera com um cubo seria muito bem-vinda.

Me senti muito mais segura em Sao Paulo e olha que andei pra todo lado e de transporte publico. É lógico que a violência ainda existe e persiste, mas sinto que está, mesmo que lentamente, diminuindo ou tomando outras formas. Sim, percebi e ouvi muitas histórias sobre a violência gratuita entre indivíduos “do bem”. Acho triste que o estresse das cidades grandes seja capaz de criar monstros, mas é isso que está acontecendo. Antes a maioria das pessoas que perdiam o controle eram homens, mas ouvi algumas histórias sobre mulheres saindo de seus carros para brigar com outros motoristas no trânsito de SP. Pra mim, isso é o extremo, pois sempre achei que seriam as mulheres, as responsáveis por controlar esse tipo de caos. Ledo engano, principalmente em uma geracao onde muitas mulheres confundem igualdade com imbecilidade.

Custo de vida: ALTO, ALTO, ALTO. Ficamos impressionados com o preco das coisas no Brasil, principalmente em Sao Paulo. Poucos os produtos permanecem mais baratos do que na Alemanha. O Real está extremamente forte, ou seja, vamos voltar tendo gastos superiores aos que temos hoje por aqui, porém adquirindo quase sempre produtos com qualidade inferior. Ó mundo cruel! Maaas, vale a pena pelo o que é mais barato e inegualável: as frutas, legumes e verduras. Que sonho tropical meu Deus!!! :-D

O trânsito parece ter ficado menos pior em algumas vias, mas intransitável em outras. Sinto que com todas as obras realizadas, mudaram apenas a posicao dos gargalos. Nao quero aqui desmerecer tudo o que foi feito, mas tenho que dizer que nao foi o suficiente e talvez nunca será. Sao Paulo nao para de crescer e sua populacao nao para de enriquecer. A classe C vem escalando pra B progressivamente e, caso o governo federal continue focando no social, isso nao vai parar. Isso significa que quem nao tinha como comprar um carro, hoje tem. Fora que as condicoes para compra de carros estao cada dia mais favoráveis para estas pessoas. Bom pra elas, pior para o trânsito e para todos motoristas. A minha sorte é que sempre vivi em Sampa e por isso, infelizmente, me acostumei com isso e nao vou infartar tao cedo. Espero. 

Conversando com uma amiga estrangeira que ama o Brasil, ela me disse que apesar de amar o Brasil acha nossa “arquitetura” muito feia. Passeando por lá desta vez me perguntei: “Que arquitetura?”. Isso tanto para Belo Horizonte, quanto para Sao Paulo (as duas cidades onde estive agora). Nunca olhei essas cidades com olhar critico sobre a arquitetura em si, mas dessa vez eu só pensava: “Que coisa horrível!!!” . O Brasil é exuberante em sua natureza, mas a arquitetura é realmente medonha (salvo excecoes, “of course”). 

Eleicoes. Apesar das palhacadas, senti o povo muito mais preparado para comecar a brincar de democracia no Brasil. Sério! Independente de suas escolhas, a maioria dos meus amigos conseguiam pelo menos discutir sobre o assunto, sem apelar e mostrando, até certo ponto, muita coerência em seus posicionamentos. Fiquei feliz por isso. Sinto que o Brasil está realmente amadurecendo, mas está só no comeco e nao podemos compará-lo com outras democracias já estabelecidas. É lógico que a maioria dos meus amigos sao pessoas bem instruídas, mas mesmo assim fico feliz, pois sei que muitos deles tem contato com pessoas menos instruídas e poderao ajudá-las a se prepararem para um novo Brasil. Também pretendo fazer isso quando voltar, pois sinto que a internet apesar de útil é limitada e através dela nao alcancamos muitos dos que merecem nossa atencao.

Auto-estima. Um sério problema de personalidade de muitos brasileiros. Fico triste em ver que a maioria dos brasileiros tende a focar nos defeitos do país e da populacao. Seria um trauma de um processo de independência vergonhoso e feito às pressas sem real bravura? Nao sei. Mas sonho com o dia em que nosso povo terá melhor auto-estima e conseguirá enxergar tudo de bom que temos como povo e como país. Ou alguém acha que eu e meu marido queremos voltar pelos defeitos e problemas do nosso país? É lógico que nao. Queremos voltar pelo o que o Brasil tem de bom e por todo potencial que vemos para o futuro. Queremos voltar por que é lá que nos sentimos plenos, úteis e respeitados. Queremos voltar porque temos orgulho de dizer que somos brasileiros, onde quer que estivermos. Queremos voltar porque amamos nosso país apesar de tudo. Queremos voltar porque dá orgulho ver aquela gente trabalhando arduamente, sorrindo e se divertindo apesar de um dia pesado e mal remunerado. Queremos voltar pelos sorrisos sinceros e pessoas humildes que encontramos todos os dias por lá.

Um dia estava andando de ônibus e olhando pelo vidro da janela fui observando os trabalhadores de rua. O que mais me chamou a atencao foi o pipoqueiro. Fiquei me perguntando quanto que o cara ganhava para ficar ali o dia inteiro de pé, enchendo saquinhos à espera de um comprador. Fiquei imaginando o dia dele, quantos filhos teria, onde mora, de onde vem. E, ao contrário do que muitos esperam, nao senti pena dele. Senti pena daqueles que tem tudo o que ele nao deve ter e ainda reclamam. Ele me parecia feliz. Era simpatico com todos que se aproximavam dele, sorria e ainda brincava com quem passava. Pena de um homem assim? Só seu estivesse alienada. Senti orgulho de saber que ele era brasileiro.

Pontualidade. Esquece! Principalmente nos encontros informais. Isso vai ser difícil aceitar, mas nao vou mudar e continuarei sendo pontual como uma alema e juro que vou tentar adestrar meus amigos e familiares. Nao que todos tenham que chegar pontualmente, pois sei que imprevistos acontecem, mas avisar sobre o atraso faz parte dos bons e necessarios costumes dentro de um processo de respeito mútuo entre indivíduos. Mas os piores sao aqueles que nem aparecem. Só lamento.

Servicos. Brasileiro é o rei! Meu Deus o setor de servicos no Brasil trata, em geral, o cliente taaaaaaaao bem que até irrita. É sério! Nesse ponto eu sempre fui meio alema, ou seja, nunca gostei de entrar em uma loja e ser paparicada, mas a diferenca em relacao à atencao dada é inegável. Em Sampa entao a velocidade é um fenômeno à parte. Estou falando aqui mais sobre o setor privado de servicos, é claro. Da velocidade eu sinto falta, do paparico nem a pau. Mas faz parte do pacote, entao vou ter que desenvolver uma certa paciência que hoje eu nao tenho. Um dia estava olhando um conjunto de saleiro e pimenteiro e o vendedor ficou lá me seguindo. De repente ele fez o que nao devia e me falou todo simpatico e atencioso: “Este é um conjunto de saleiro e pimenteiro”. Na hora eu fui possuída pela “Frau Fritz” e respondi bem alema: “Eu sei que isso é um saleiro e um pimenteiro, só estou olhando.“ Um doce, né!? Tadinho. :-D

Moda. Tô odiando cada dia mais a globalizacao da moda. Nos dois primeiros anos vivendo na Alemanha, sentia uma diferenca enorme entre a moda no Brasil e aqui. Pelo menos nos modelos, tecidos e estampas. Agora parece tudo uma coisa só e uma coisa só que eu nao tô gostando no momento. Pois é, sinto que vou ter que fazer um curso de alta costura.

Cinema. Fui ao cinema após quase 4 anos. Pode acreditar! Aqui na Alemanha geralmente os filmes sao todos dublados e em alguns cinemas você consegue assistir em ingles, mas nunca animei pra ir. Nao sou viciada em filmes também. Gosto de ver, mas nao é um vício e nem um hábito. Fui com uma amiga assistir „Comer, Rezar e Amar“, título no qual eu incluiria „Viajar“. O filme é fantastico, assim como o livro. Lógico que o livro é sempre melhor, mas dessa vez acho que ambos sao indispensáveis. O livro é mais completo, mas o filme traz os sentimentos nos olhos dos atores e também traz música que traduz alguns momentos. Fora as imagens, principalmente as da Itália. Quem nunca visitou a Itália, nao vai resistir depois deste filme. É que nele é exaltada a forma de viver do italiano e nao tem como nao se apaixonar pelo povo que descobriu o prazer de “nao fazer nada”. Adoro! Mas o filme é mesmo indicado para quem está vivendo uma daquelas crises existenciais do tipo “quem sou vs. o que eu quero ser”. É um filme que instiga. Uma história que inspira a dar aquela virada até um certo ponto irresponsável na vida (pelo menos do ponto de vista dos que te rodeiam). É um filme que me lembrou minha trajetória até aqui, pois salvo as diferencas, minha história se parece muito com a da personagem e a minha forma de ver e viver a vida também. Indico muito! Queria ter ido também assistir à “Nosso Lar” e “Tropa de Elite 2”, mas infelizmente o tempo nao foi suficiente. Mas já estao na lista.

Encontros com amigos feitos e cultivados na Alemanha. O mais gostoso de qualquer amizade é sua continuidade sem fronteiras. Encontramos com 4 amigos feitos na Alemanha que voltaram no comeco do ano. E quase encontramos mais 2, mas esse povo do interior é uma dificuldade de encontrar, viu (rs)!? Foi uma delícia encontrar pessoas que dividiram um pouco da nossa história por aqui e ver que é uma amizade pra valer. Além disso, foi muito importante reencontrá-los para saber sobre o processo de readaptacao, os sentimentos, as opinioes e por ai vai. Sentimos que estao muito felizes, o que nos deixou também extremamente felizes. Esse reencontro nos mostrou o quanto é importante termos sempre pessoas que nos ajudam a construir pontes entre períodos e acontecimentos em nossas vidas, pontes entre o que éramos e o que somos hoje. Pontes entre nosso passado e nosso presente. Pontes para nos lembrarem sempre de onde e como partimos, mantendo assim sempre nossa humildade, admiracao por nós mesmos e esperanca.

Minha família e meus amigos. Os aproveitei muito mais dessa vez. Consegui encontrar individualmente com muitos deles e percebi o quanto sentia falta disso. Das outras vezes, por causa da falta de tempo, fazia festinhas gerais e acabava conversando muito pouco com cada um. Desta vez decidi fazer diferente e foi muito melhor. Foi tao bom que nao parecia que eu estava de passagem por ali, no entanto que quase nao tirei fotos. Acho que por causa da certeza do breve retorno, vivi cada momento ali como se fosse rotina e só percebi isso quando guardei a máquina fotográfica na hora de voltar. Gostei de saber que muitos estao amadurecendo e vivendo com mais qualidade. Gostei de saber que muitos estao em crise existencial, o que considero o comeco do caminho para uma mudanca necessária. Com alguns fiquei preocupada, pois estao infelizes, mas nao parecem querer mudar. Sao os chamados “habitantes eternos da zona de conforto”. Você empurra, mas a barreira que criaram é tao forte que nao conseguem transpor. Alguns amigos e familiares nao vi, ou porque realmente nao podiam ou porque realmente continuam dando desculpas para nao se mover. Pois é, muita gente diz que sente falta da outra, mas nao se move, criando sempre obstáculos imaginários. Acho triste, principalmente para elas. Maaaas, focando sempre no melhor, meus encontros foram uma delicia inesquecível e dessa vez foram absolutamente únicos.

Mas a melhor parte da visita conto em breve. :-D

É isso. Esse é o Brasil que eu amo e é pra esse Brasil que estaremos voltando logo logo! Entao queridos amigos da Alemanha: vamos nos aproveitar!!! :-D

[pinit count="vertical"]

4 Comentários para "VISITA AO BRASIL Outubro 2010 – Última como turistas nativos"

  1. Patricia Sack disse:

    Oi, Maira!
    Amei a forma apaixonante e verdadeira que vc escreveu sobre o nosso pais!
    Tambem vamos pro Brasil em dezembro e estou com um medinho do turbilhao de sentimentos que virao a tona… eh que ficaremos em definitivo por aqui!
    MAs tudo isso faz parte do pacote ” vivendo intensamente” nao eh ?!? Entao vou ” cair de boca” como vc fez! (rsrsrs)
    Te desejo tudo de bom nessa estapa final aqui na terra da cerveja e quem sabe a gente ainda consegue tomar um cafe juntas, nao eh?
    Bjs

  2. Luciana disse:

    Oi Maira,
    Mais um vez venho dizer que adorei seu texto.
    Daqui há um mês também vou vou para o Brasil para ficar 3 meses, depois de mais ou menos um ano e meio sem aparecer por lá, estou ansiosa. Quero nestes meses realmente me lembrar como era meu dia-a-dia lá, ultimamente estou me sentindo super adptada aqui e, apesar de sentir, lá no fundo uma sensação de que já fui muito mais feliz e plena, fico em dúvida, pensando que realmente a vida é esta monotonia que vive-se para estes lados… Preciso refrescar minha memória e meu corpo!
    Fiquei emocionada com a sua passagem do pipoqueiro, me lembro um dia, quando eu morava em São Paulo, que eu fiquei observando um pedreiro tirando com todo cuidado imperfeições no cimento das sarjetas, debaixo do sol, assoviando uma música alegre, enquanto tanta gente ia e vinha e nem percebia que alguém estava agachado ali no chão, trabalhando! E imaginei também a vida deste homem, enquanto eu reclamava que minha vida andava sem graça… Encontro tanta gente deprimida e mal humorada por estas bandas e sempre tendo a pensar que é porque eles têm facilidades materiais demais na vida!
    Infelizmente só mesmo depois que a gente vê a vida em outros lugares é que gente tende a enxergar mais as qualidades do Brasil e dos brasileiros do que os seus defeitos e problemas….
    Desejo que cada vez mais brasileiros tenham a oportunidade que tivemos de vivenciar outra cultura, assim seremos um número cada vez maior de brasileiros que mesmo reconhecendo todas as dificuldades ainda têm orgulho do nosso país! :-D

    Abraços,

    Luciana Fazan

  3. Haline disse:

    Oi Maira! Adorei o post!
    Nós também estamos com a volta marcada. Eu sinceramente gostaria de ficar mais um tempo (ficamos 1 ano e meio), mas infelizmente não vai rolar. Voltaremos agora em dezembro.
    Bom, a vida é feita de escolhas, né? Sem dúvida foi uma experiência enriquecedora.
    Ah, eu também notei os preços qdo estive no Brasil!! Tudo muito caro!! Aproveite para levar daqui muuuuitas coisas para o seu bebê, vale a pena.
    Bjos

    • Maira disse:

      @Haline: é um ano e meio passa bem rapidinho mesmo, mas sempre digo que um ano vivendo como estrangeiro em um país tao diferente vale por 3 anos que passamos no nosso país. É muito intenso e enriquecedor! E sempre há a possibilidade de voltar, né!? O importante é sair com o sentimento bom, de ter aproveitado e ver valido a pena. Bjks e sobre as coisas pro bebê… vamos ver! :-D

Deixe seu Comentário





* Campos de preenchimento obrigatório